A piscicultura ornamental em Minas Gerais alcançou um marco inédito com a certificação da produtora Rosângela Aparecida Martins, de Vieiras, na Zona da Mata. Ela se tornou a primeira piscicultora do Brasil a receber reconhecimento oficial do Governo do Estado na atividade, por meio do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). A certificação foi concedida em 14 de maio e reforça o avanço da produção sustentável de peixes ornamentais no país.
Piscicultora integrou um projeto do Sebrae Minas para produtores de peixes ornamentais na região por dois anos. Foto: Arquivo pessoal
A iniciativa integra o Programa Certifica Minas, coordenado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com execução da Emater-MG, Epamig e IMA. O selo estabelece critérios rigorosos relacionados à rastreabilidade, biosseguridade, sustentabilidade ambiental, bem-estar animal e boas práticas de produção.
Com cerca de 20 anos de atuação, Rosângela conduz a propriedade Criando Vidas ao lado do filho e da mãe. Localizada em Vieiras, a unidade conta com 11 estufas e 122 viveiros destinados à criação de espécies como Betta, Colisa Lalia, Colisa Chuna, Colisa Sunset e Paraíso Albino.
A atividade teve início como complemento de renda familiar, em paralelo à produção de café. A partir de 2019, a piscicultura ornamental passou a ser a principal fonte de sustento da família. Garantindo atualmente renda média mensal de aproximadamente R$ 6 mil. A produção abastece mercados locais e também é distribuída para diferentes regiões do Brasil.
Aumento de valor
Com a certificação, produtores da região poderão ampliar o valor agregado dos peixes ornamentais, acessar novos mercados e fortalecer a adoção de práticas sustentáveis. O reconhecimento também contribui para a otimização do uso de recursos naturais e para a padronização da produção.
A trajetória da produtora inclui participação em capacitações promovidas pelo Sebrae Minas, com cursos, palestras e visitas técnicas voltadas ao aprimoramento da atividade. Segundo especialistas, a certificação tende a impulsionar toda a cadeia produtiva, estimulando outros piscicultores a adotarem padrões mais elevados de qualidade.
A Zona da Mata mineira se destaca como o principal polo de produção de peixes ornamentais do estado. Ela é responsável por cerca de 70% da produção nacional. A atividade é essencial para a economia regional, garantindo renda a aproximadamente 400 famílias em municípios como Muriaé, Eugenópolis, Miradouro e Vieiras, conforme levantamento do IF Sudeste MG.
O Programa Certifica Minas tem como objetivo assegurar a qualidade dos produtos agropecuários e agroindustriais, promovendo a sustentabilidade e ampliando a competitividade dos produtos mineiros nos mercados nacional e internacional.
A 31ª Agrishow 2026, realizada em Ribeirão Preto (SP), encerrou a edição com R$ 11,4 bilhões em intenções de negócios e público de 197 mil visitantes. Nesse contexto, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) ampliou sua atuação na feira. A entidade priorizou o produtor rural e promoveu capacitação, articulação institucional e iniciativas voltadas ao desenvolvimento do setor.
Segundo o presidente da FAESP, Tirso Meirelles, a feira manteve sua relevância. Além disso, consolidou-se como vitrine tecnológica e espaço de conexão no agronegócio. “A Agrishow é uma feira estratégica para o setor. Nela, inovação e tecnologia se encontram com o produtor rural. É também um ambiente essencial para apresentar iniciativas que contribuam para a evolução do agro paulista”, afirmou.
Durante os cinco dias de evento, a entidade mobilizou mais de 10 mil produtores rurais paulistas. Eles participaram por meio de 160 caravanas organizadas. Ao mesmo tempo, a FAESP integrou agendas institucionais relevantes. Entre elas, esteve a assinatura de protocolos com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e com a Embrapa. Assim, as parcerias reforçam ações voltadas à produção sustentável, à capacitação e ao desenvolvimento rural.
Tirso Meirelles, presidente da FAESP – Foto: Divulgação/ FAESP
Saúde e protagonismo feminino ganham espaço
Nesta edição, uma das novidades foi a estreia do espaço “Agrishow pra Elas”. A iniciativa foi conduzida pela Comissão Semeadoras do Agro, presidida por Juliana Farah. Dessa forma, a estrutura levou atendimento voltado à saúde das mulheres do campo.
Ao longo da feira, foram realizados mais de quatro mil atendimentos. Entre os serviços, estavam testes de glicemia, aferição de pressão arterial e exames de bioimpedância. As ações ocorreram por meio do programa “Semear é Cuidar”. Além disso, cerca de mil mulheres participaram das atividades no espaço exclusivo. Elas também estiveram presentes no 4º Mulheres em Ação. O evento reuniu produtoras rurais e lideranças. O objetivo foi discutir capacitação e protagonismo feminino no agro.
Nos últimos quatro anos, a Comissão Semeadoras do Agro ampliou sua atuação. O número de eventos passou de 29, em 2022, para 140, em 2025. Da mesma forma, a presença territorial cresceu. Os municípios atendidos avançaram de 22 para 109. Consequentemente, o público também aumentou. O total de participantes saltou de 2.500 para 12 mil pessoas.
Foto: Divulgação/ FAESP
Formação de jovens e estímulo ao empreendedorismo
Outro destaque da participação da FAESP foi o Programa Jovem Empreendedor do Agro, desenvolvido pelo SENAR. A iniciativa reuniu cerca de mil jovens. Eles vieram de mais de 30 sindicatos rurais. O programa foca na formação de lideranças. Além disso, promove capacitação em gestão, inovação e planejamento de negócios.
No campo do empreendedorismo, a parceria entre FAESP/SENAR e Sebrae também teve relevância. Mais de 50 empreendedores e pequenos produtores participaram de um estande dedicado. Nesse espaço, eles expuseram produtos próprios ao público. Com isso, ampliaram oportunidades de mercado. Também fortaleceram suas marcas e acessaram novos canais de comercialização.
Cultura e conexão com o público
Além das atividades técnicas, o estande da FAESP contou com atrações culturais. Influenciadores digitais ligados ao agro participaram da programação. O cantor e ator Lucas Lucco também marcou presença. Ao mesmo tempo, o violeiro Altieris Santana realizou apresentações diárias. Ele atua como instrutor do SENAR no interior paulista.
Assim, a combinação entre conteúdo técnico, serviços e entretenimento ampliou o alcance da entidade. A participação na Agrishow reforçou o papel da FAESP. A atuação integrou produtores, instituições e mercado. Além disso, evidenciou a busca por soluções práticas e estímulo à inovação no campo.
Entre os dias 23 e 25 de abril de 2026, a Embrapa realiza, em Brasília, a Feira Brasil na Mesa, um evento que busca aproximar o campo do consumidor.
A programação acontece das 9h às 18h, na Embrapa Cerrados, em Planaltina, no Distrito Federal. Além disso, a iniciativa conta com parceria institucional da Apex e do Sebrae, além da participação de ministérios e outros órgãos públicos.
A proposta é direta. Mostrar, na prática, a diversidade dos alimentos brasileiros e o papel da ciência nesse processo. Durante os três dias, o público poderá conhecer alimentos de diferentes regiões do país, muitos deles desenvolvidos ou aprimorados com apoio da pesquisa agropecuária. A feira também apresentará soluções que já impactam a produção, como novas variedades, sistemas sustentáveis e tecnologias voltadas à qualidade dos alimentos.
Além disso, a programação inclui degustações, Cozinha Show, feira de produtores, apresentação de pesquisas, políticas públicas, rodada de negócios e praça de alimentação. Os visitantes ainda poderão explorar vitrines de tecnologia e percorrer uma trilha pelo Cerrado.
Na mesma agenda, será realizado um seminário de socioeconomia, com painéis e palestras voltados a especialistas, pesquisadores, produtores e gestores públicos.
Atrações, sabores e públicos diversos no centro da experiência
A feira foi desenhada para dialogar com diferentes públicos. Agricultores terão acesso a tecnologias, alternativas de agregação de valor, iniciativas de empreendedorismo e políticas públicas. Ao mesmo tempo, o público urbano será convidado a descobrir alimentos pouco conhecidos, ampliar o consumo local e entender melhor a ciência por trás da produção.
Além disso, a programação inclui chefs de cozinha, parlamentares, cientistas e representantes internacionais, o que amplia o alcance das discussões.
As frutas brasileiras aparecem como protagonistas. Espécies como butiá, açaí, bacuri, mangaba, pequi, babaçu, sapoti, umbu, araçá, pitaya e mirtilo estarão em exposição, e parte delas poderá ser degustada.
Foto: Reprodução/Embrapa
A experiência também passa pelo paladar. O visitante poderá fazer uma viagem gastronômica pelas regiões do país. Do Sul, surgem combinações como creme com suco de butiá, pera, amora e torresmo. Do Nordeste, aparecem hambúrguer de fibra de caju, cuscuz de milho crioulo, carnes de cordeiro e fermentado de umbu.
Além disso, o Norte traz jujubas de cupuaçu, café robusta e energético de guaraná. O Centro-Oeste marca presença com o tomate, enquanto o Sudeste apresenta queijos artesanais.
Assim, a feira transforma diversidade em experiência prática, conectando produção, cultura e consumo.
Agricultura familiar, inovação e o futuro do agro
A agricultura familiar terá espaço relevante na programação. Produtores vão apresentar seus produtos e compartilhar experiências diretamente com o público, o que reforça seu papel na segurança alimentar do país.
Ao mesmo tempo, o evento abre espaço para novas conexões e oportunidades de mercado. No entanto, desafios como acesso à tecnologia, crédito e comercialização ainda fazem parte da realidade desses produtores.
A feira também funciona como um ponto de encontro entre pesquisa, produção e mercado. A presença de instituições públicas e parceiros estratégicos indica uma tentativa de fortalecer essa conexão e acelerar a adoção de inovação no campo.
O evento reforça tendências que já impactam o agro, principalmente ligadas ao comportamento do consumidor.
Embrapa traz para Brasília a diversidade dos alimentos brasileiros.
Momento simbólico!
No dia 25 de abril, a programação comemora um grande marco com a celebração dos 53 anos da Embrapa. A cerimônia marca a trajetória da instituição e reforça seu papel no desenvolvimento da agricultura brasileira.
Assim, a Feira Brasil na Mesa se posiciona como mais do que um evento. Ela funciona como um retrato do agro atual e um indicativo claro do que vem pela frente.
O Sebrae está com 800 vagas abertas para agentes de inovação rural em todo o país. As inscrições terminam hoje (31) e por isso, o prazo exige atenção de quem quer aproveitar a oportunidade.
Oportunidade no agro
Nos últimos anos, o agro passou por uma transformação importante. Nesse cenário, o programa surge justamente para levar inovação até as propriedades rurais, principalmente entre pequenos produtores.
Na prática, os selecionados atuam diretamente com o produtor. Assim, conseguem identificar gargalos, melhorar a gestão e aplicar soluções mais eficientes.
Durante o programa, os agentes acompanham o dia a dia das propriedades. Além disso, analisam processos e sugerem mudanças que impactam produtividade e custos. Ao mesmo tempo, oferecem orientação técnica e apoio na tomada de decisão. Dessa forma, ajudam a tornar o negócio rural mais competitivo.
Perfil buscado
Para participar, é importante ter interesse no agronegócio e afinidade com inovação.
Além da formação, o Sebrae também valoriza habilidades como comunicação, organização e capacidade de análise. Isso porque o trabalho exige contato direto com produtores e atuação prática no campo.
Último dia para se inscrever
O prazo termina hoje e, por isso, quem tiver interesse precisa correr. A inscrição é feita online, diretamente nas plataformas indicadas pelo Sebrae. O candidato deve preencher um formulário, escolher a vaga disponível e anexar os documentos exigidos no edital.
Além disso, é importante ler todas as regras antes de concluir o cadastro. Cada candidato pode se inscrever em apenas uma vaga e o processo seletivo costuma ter etapas como análise curricular, avaliação de perfil e testes online.
Inovação no campo ganha força
Atualmente, a tecnologia tem ganhado cada vez mais espaço no campo. Com isso, programas como esse se tornam estratégicos para aumentar a eficiência e reduzir custos.
Além disso, iniciativas desse tipo ajudam a fortalecer o agronegócio e ampliar a competitividade do setor no país.
Pesquisadores brasileiros estão impulsionando o uso do jatobá, fruto nativo de casca dura presente em cinco biomas; Amazônia, Pantanal, Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga. Tradicionalmente conhecido pelo uso de sua madeira, o jatobá começa a se firmar como uma planta alimentícia não convencional (PANC) de alto potencial econômico e sustentável.
O Projeto Jatobá, conduzido pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Tupã e coordenado pela geógrafa Izabel Castanha Gil, tem como principal meta organizar e valorizar a cadeia produtiva do fruto. “Mapeamos os pontos de coleta em cerca de 30 municípios paulistas e trabalhamos com grupos indígenas do Mato Grosso, que já utilizam o jatobá tradicionalmente. Também articulamos ações de reflorestamento com a espécie”, explica Izabel.
A iniciativa reúne parcerias com universidades e instituições como o Sebrae, Fatec Marília, Embrapii e Cati-SP. O objetivo é unir pesquisa, inovação e capacitação para transformar o jatobá em fonte de renda e conservação ambiental.
Entre os produtos desenvolvidos estão farinha de jatobá (já usada na merenda escolar), vinagres feitos da casca, creme com cacau e amendoim, mistura para bolo instantâneo, licor e xarope. Segundo Izabel, o próximo desafio é encontrar parceiros que garantam escala de produção.
Na área de panificação, a Fatec Marília criou um fermento natural à base da seiva do jatobá, rico em cálcio, ferro, magnésio e fibras, e totalmente livre de glúten. No Oeste paulista, o município de Adamantina foi reconhecido em 2025 como Cadeia Produtiva Local (CPL) do jatobá, o que possibilita novos incentivos para produtores e empreendedores.
Até queijo
A inovação também chega aos laticínios. Uma queijaria local desenvolveu queijo trufado com creme de jatobá, cacau e amendoim. Além de queijo curado em licor de jatobá, resultado de parcerias com o projeto.
Pesquisadores de Porto Alegre colaboram com o desenvolvimento de um larvicida natural contra o Aedes aegypti, feito a partir da resina do jatobá, atualmente em fase de testes de campo. A mesma resina é base para uma pomada cicatrizante que passa por estudos bioquímicos avançados. “A produção ainda é experimental, mas a demanda crescente já mobiliza comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul”, destaca Izabel.
Ele também integra programas de reflorestamento e compensação ambiental, com potencial para gerar créditos de carbono. Mais de 20 mil mudas já foram plantadas em propriedades privadas e áreas públicas da região.
Árvore de jatobá. Foto: Wilson Fortunato/Flickr
A árvore leva de 10 a 12 anos para frutificar. Mas depois disso, pode produzir até 200 quilos de frutos a cada dois anos, mantendo a produtividade por mais de um século. Com tanto potencial, o jatobá se firma como símbolo de sustentabilidade, inovação e valorização da biodiversidade brasileira.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou nesta quinta-feira (5), em Cuiabá (MT), a parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Sebrae como ferramenta essencial para fortalecer micro e pequenos negócios do agronegócio brasileiro. A declaração ocorreu durante a cerimônia do Prêmio Fampe 2025 (Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas). O prêmio reconhece ações de apoio ao empreendedorismo rural.
Foto: Caroline De Vita / Mapa
Fávaro ressaltou que o Mapa e o Sebrae têm atuado de forma integrada para impulsionar a agroindústria e abrir novos mercados. Segundo o ministro, iniciativas voltadas à defesa sanitária e à ampliação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi) vêm garantindo aos pequenos produtores a possibilidade de vender seus produtos em todo o país.
“O Sisbi garante qualidade e segurança alimentar. Permitindo que um pequeno produtor de Várzea Grande comercialize seu queijo em Cuiabá e em qualquer parte do Brasil”, afirmou Fávaro. Ele destacou que o sistema vem crescendo rapidamente. Em poucos anos, passou de pouco mais de 300 municípios para quase 1.700 adesões durante o governo Lula. “Esse avanço transforma a vida nas pequenas propriedades, gera escala e aumenta a renda dos produtores”, completou.
O presidente do Sebrae, Décio Lima, também reforçou a importância da parceria. “A atuação conjunta com o Mapa ajudou o Sebrae a alcançar mais de 93 milhões de negócios em um modelo de economia globalizada, com a abertura de 540 novos mercados para o agro brasileiro”, disse.
Visita a empreendimentos locais
Ainda em Mato Grosso, Fávaro visitou empreendimentos apoiados pelo programa Acredita Sebrae, que incentiva pequenos negócios com crédito e capacitação. O ministro esteve em uma sorveteria em Várzea Grande, em uma academia no bairro Morada da Serra e na Cooperativa Alternativa de Catadores, Reciclagem e Preservação do Meio Ambiente (Coorepa), no bairro Pedra 90, em Cuiabá.
O Sebrae comanda dois projetos que preparam produtores rurais e empresas da Serra Gaúcha para exportar frutas ao mercado internacional. As iniciativas focam em qualificar propriedades e packings (pavilhões de processamento pós-colheita) para atender certificações e padrões técnicos que importadores estrangeiros exigem.
O Sebrae desenvolve o primeiro projeto em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul). A iniciativa estrutura toda a cadeia produtiva, desde o produtor até os centros de classificação.
“O trabalho envolve desde a formação de preço de venda para o mercado exportador até a adequação das propriedades e packings às certificações exigidas, como GlobalG.A.P. e Halal”, explica Angélica Brandalise, gestora de projetos do Sebrae Serra Gaúcha.
A GlobalG.A.P. (sigla em inglês para Boas Práticas Agrícolas Mundiais) e a certificação Halal (práticas aceitáveis segundo a lei islâmica) representam requisitos fundamentais para acessar mercados europeus e árabes.
Produtores realizam pitch internacional de vendas
O projeto incluiu atividades práticas que começaram no segundo semestre. Na última semana, produtores e representantes dos packings apresentaram simulações de negociação diante de um especialista em comércio internacional.
“Ele trabalha muito com exportação para vários países, e o pessoal apresentou o pitch. Cada um tinha seu horário, e ele fez observações e sugestões para melhorarem a apresentação”, comenta Angélica.
A gestora afirma que os participantes poderão iniciar as primeiras operações de exportação já na próxima safra.
Zanette Frutas lidera grupo de 17 produtores rumo à certificação
A Zanette Frutas, de Caxias do Sul, integra o projeto com 17 produtores parceiros que iniciam o processo de certificação internacional. A diretora Kelin Zanette explica que a empresa buscou a exportação após safras marcadas por grande oferta no mercado interno.
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“A gente percebe que tem uma concorrência muito grande aqui no Brasil, porque precisa vender essa fruta num pequeno período”, explica a diretora.
Caqui brasileiro encontra janela única no mercado global
O caqui lidera a produção da empresa. O Brasil possui uma janela única de produção da fruta, o que abre espaço comercial em mercados que não conseguem produzir na mesma época.
Antes de procurar o Sebrae, a Zanette tentou acessar compradores estrangeiros, mas encontrou uma barreira: a exigência de certificações, especialmente para o mercado europeu.
“É um selo reconhecido mundialmente. Nada mais é do que boas práticas: ambiente limpo, defensivos usados de forma responsável, sustentabilidade, bem-estar das pessoas que trabalham”, descreve Kelin sobre a GlobalG.A.P.
Processo de certificação envolve mudanças culturais
Com apoio do Sebrae, a empresa estruturou um grupo de produtores que agora inicia a certificação Local G.A.P., enquanto o packing da Zanette busca a GlobalG.A.P. A diretora destaca que o processo é longo e demanda registro minucioso de todas as atividades no campo.
Após visitas técnicas e diagnóstico das propriedades, a empresa adequa os locais de armazenamento dos produtos usados nos pomares, seguindo regras específicas de ventilação, estrutura e segurança. Paralelamente, os produtores organizam o caderno de campo, onde registram todas as atividades de manejo.
A escolha dos 17 participantes considerou a presença de sucessores nas propriedades.
“O produtor vai investir se ele vê que vai ter segmento naquilo. Por isso selecionamos propriedades onde se percebe sucessão familiar”, diz Kelin.
Emirados Árabes Unidos lideram interesse de exportação
A Zanette já exporta há cerca de seis anos para países da América do Sul e, nos últimos três anos, enviou frutas para a Europa. No momento, o mercado dos Emirados Árabes Unidos concentra o maior interesse da empresa.
Para a próxima safra, a empresa planeja testar o mercado canadense.
“A gente costuma dar passos, não saltos. Vamos fazer experiências, não grandes volumes, porque ainda precisamos conhecer bem o mercado e entender todas as regras do país”, afirma a diretora.
Silvestrin integra projeto exclusivo com foco em caqui
O Sebrae desenvolve uma segunda ação em parceria exclusiva com a empresa Silvestrin, que envolve 10 produtores rurais. Cada parte aporta 50% dos recursos necessários para executar as consultorias e adequações.
“A equipe técnica do Sebrae está visitando as propriedades indicadas para aplicar checklists, orientar correções e preparar os produtores para a auditoria externa que garante a certificação”, detalha Angélica Brandalise.
O trabalho iniciou no fim de setembro. A expectativa é que, no próximo ano, as propriedades participantes passem pela auditoria e recebam a chancela da GlobalG.A.P.
Empresa familiar mantém contato com 350 agricultores
O diretor-geral da Silvestrin Frutas, Daniel Silvestrin, explica que a iniciativa nasce da história da empresa, formada por uma família de produtores que hoje mantém contato direto com mais de 350 agricultores da região.
Diretor-geral da Silvestrin Frutas, Daniel Silvestrin.Foto: Daniel Silvestrin / Arquivo Pessoal
“Através dessa parceria com o Sebrae, a gente conseguiu achar uma solução que pode proporcionar a evolução das técnicas. O Sebrae tem bastante conhecimento nessa parte de certificação e normatização com as novas tendências mundiais para o campo”, afirma.
Os 10 produtores selecionados trabalham com caqui, cultura que a empresa considera a mais promissora para exportação neste momento. A escolha levou em conta o potencial da fruta para acessar novos mercados e o perfil dos agricultores envolvidos.
“A gente selecionou produtores que querem evoluir, querem se adequar e têm um volume condizente para justificar os investimentos”, explica o diretor.
Rastreabilidade completa atende exigências do mercado europeu
As propriedades já começaram um processo de correções e melhorias, orientado pelas visitas técnicas do Sebrae. As adequações incluem infraestrutura para armazenamento e destinação correta de resíduos, uso apropriado de EPIs e preenchimento rigoroso das cadernetas de campo.
Silvestrin destaca que esses registros são essenciais para atender às normas legais e às exigências dos mercados importadores, especialmente o europeu, que trabalha com rastreabilidade completa das frutas.
“Se encontrar qualquer inconformidade lá no destino, a gente tem até a obrigação de apresentar de onde esse produto saiu. Isso é importante para que o produtor não seja lesado e que os demais também não sejam prejudicados”, destaca.
Certificação abre portas para supermercados europeus
A certificação amplia significativamente as oportunidades de exportação, já que redes de supermercados na Europa só negociam com fornecedores que atendem integralmente aos protocolos internacionais.
Atualmente, a Silvestrin envia frutas para a Espanha, de onde seguem para outros países europeus, além de comercializar regularmente para o Canadá e Argentina. Com a certificação, a empresa pretende fortalecer esses destinos antes de buscar novos mercados.
“No momento, esses mercados ainda têm espaço de crescimento bem significativo. A gente não quer capilarizar e abrir muitos países. O foco é dar consistência onde já estamos iniciando”, conclui o diretor.
Tem dias que a gente tropeça no futuro sem querer. Foi mais ou menos assim que aconteceu com Marilza Eleotério de Barcelos Silva em 2018. Cabeleireira há mais de 20 anos, ela cortava um pé de banana no quintal com uma faca que já tinha visto dias melhores. A lâmina sem ponta fez um estrago “feio” na planta, mas aquele corte irregular revelou algo que mudaria completamente sua vida: fios resistentes, maleáveis, que pareciam cabelo.
Na época, Marilza procurava uma solução para uma amiga que enfrentava câncer e precisava de uma alternativa de cabelo que não pesasse no bolso nem na consciência. Mas se ela for honesta, a motivação também era pessoal. “Eu queria algo melhor pro meu próprio cabelo”, conta. O que começou como uma necessidade individual logo se transformou em algo muito maior.
A saga da colher de cozinha
Quem acha que inovação precisa de laboratório nunca viu Marilza trabalhando. No início, o processo todo era manual e exaustivo. Pra extrair míseros 100g de fibra, ela passava o dia inteiro raspando a casca do tronco da bananeira com uma colher de cozinha comum. Os calos nos dedos doíam, mas ela insistia.
Morando numa casa de madeira e lona no bairro Lagoa Park, em Campo Grande, Marilza não tinha recursos pra comprar equipamentos sofisticados. Então ela inventou. Primeiro montou uma máquina de madeira, depois outra de ferro. A versão atual? Uma “gambiarra” que ela mesma criou: um facão acoplado, um tijolo e uma peça de carro pra dar peso. Funciona. E como funciona – hoje ela consegue produzir cerca de 2 kg de fibra por dia.
Depois da extração, passa um escovão pra tirar o excesso. Aí vem a hidratação. O material vira três tipos diferentes de fio – o 1, o 2 e o 3. As mechas de aplique e perucas ela tece num tear improvisado, porque máquina de costura ainda não cabe no orçamento.
O produto que virou tendência
O que Marilza criou não é só mais um aplique qualquer. A fibra de bananeira dura até 3 anos – enquanto os sintéticos convencionais aguentam apenas 3 meses. Dá pra tirar, reutilizar, colorir, descolorir. É natural, saudável, e tem uma vantagem ambiental que impressiona: se decompõe em apenas 8 dias na natureza.
A textura é maleável, a resistência surpreende, e a aparência? Muito semelhante ao cabelo natural. Não por acaso, as mulheres negras abraçaram o produto. Quem lida com os desafios de tempo e custo na manutenção do cabelo afro encontrou nos fios de bananeira uma alternativa real.
O preço é R$ 150 a cada 100g, vendido natural ou colorido. Uma cabeça gasta em média 150g – ou 200g se você quiser volume de diva. Pode parecer caro numa primeira olhada, mas quando você coloca na ponta do lápis a durabilidade, a conta fecha diferente.
A virada de jogo
Marilza quase desistiu. Várias vezes, na verdade. Trabalhar sozinha, com recursos limitados, tentando convencer as pessoas de que aquilo ali não era loucura… pesava. Mas aí entrou o programa Inova Cerrado na história dela.
Desde 2022, essa iniciativa do Sebrae/MS em parceria com o Governo do Estado acompanha o projeto “Meus Cabelos, Meus Fios”. E não foi só acompanhar de longe não. As mentoras do programa literalmente não deixaram ela desistir. Deram suporte técnico, emocional, estratégico.
O reconhecimento veio: segundo lugar na categoria do programa, com uma premiação de R$ 10 mil pra investir no negócio. Mas mais importante que o dinheiro foi o que veio junto – conhecimento, direcionamento, rede de contatos.
Foi durante o programa que Marilza desenvolveu uma linha completa de produtos. Ela criou 17 itens inovadores baseados numa fruta do Cerrado que ela não revela qual é (segredo comercial, né?). Tem manteiga pra hidratação dos fios, shampoo pra limpar quando fica oleoso, condicionador, até repelente.
O marido que comprou o sonho
Tem um detalhe bonito nessa história que não dá pra deixar de fora. O marido de Marilza acreditou nela desde o começo. Quando ela ainda estava lá, esfregando colher no tronco de bananeira até os dedos calejarem, ele tava do lado ajudando. Continua até hoje. Esse tipo de parceria faz diferença quando o caminho é difícil.
A empresa “Meus Cabelos, Meus Fios” existe oficialmente desde maio de 2019, com CNPJ e endereço na Rua Barão do Rio Branco, 465, no bairro Amambai. Mas o alcance já ultrapassou muito as fronteiras de Mato Grosso do Sul.
Marilza recebeu demonstrações de interesse de empresários de sete países diferentes. Sete. Ela trabalha agora pra aprimorar a produção e estruturar o negócio pensando no mercado internacional. Participa do Módulo Tração, segunda etapa do Inova Cerrado, focado em acelerar o crescimento através de ações estratégicas.
Quando perguntam se ela imaginava chegar até aqui, Marilza é direta: “O programa mudou minha vida completamente”. E mudou mesmo. Do quintal de casa pro mundo, de uma colher de cozinha pro interesse internacional, de quase desistir pra virar referência em inovação sustentável.
Por que essa história importa
Num país onde tantas pessoas empreendem por necessidade e não por oportunidade, onde a falta de recursos mata ideias antes delas virarem negócio, a trajetória de Marilza mostra que inovação não precisa de laboratório high-tech. Precisa de olhar atento, persistência e, claro, uma rede de apoio que acredite junto.
Ela pegou um resíduo que ia pro lixo – o tronco da bananeira depois da colheita – e transformou num produto que resolve problemas reais de pessoas reais. Criou uma alternativa sustentável, biodegradável, durável e acessível num mercado dominado por produtos sintéticos importados.
E fez isso morando numa casa de madeira e lona, com gambiarras criativas e a ajuda do marido. Se isso não é empreendedorismo brasileiro na veia, eu não sei o que é.
A cabeleireira da comunidade Lagoa Park que inventou cabelo de bananeira tá provando que às vezes as melhores soluções crescem literalmente no nosso quintal. Só precisamos ter coragem de olhar diferente pro que todo mundo acha que é resto.
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) recebe dez compradores internacionais em Rio Branco neste sábado e domingo (2 e 3 de novembro) para a primeira etapa da edição Cafés Especiais do programa Exporta Mais Brasil. A iniciativa marca o início de uma agenda estratégica para ampliar a presença do café brasileiro de alta qualidade no mercado global.
Os visitantes estrangeiros, vindos da América do Sul, América do Norte, Europa, Oriente Médio, Ásia e África, participam de visitas técnicas a fazendas e cooperativas que produzem café robusta amazônico. A programação inclui ainda atividades de cupping e encontros de negócios diretos com produtores do Acre e de Rondônia.
“A Amazônia tem mostrado ao Brasil e ao mundo seu potencial para produzir cafés especiais, combinando tradição, tecnologia e sustentabilidade. Iniciar a agenda do Exporta Mais Brasil no Acre é um reconhecimento da força do nosso estado na produção de cafés diferenciados e de origem amazônica”, afirma Jorge Viana, presidente da ApexBrasil.
Governo Federal apoia setor cafeeiro com abertura de 500 mercados
A iniciativa integra o esforço do Governo Federal para apoiar o setor cafeeiro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já realizou mais de 18 encontros internacionais em parceria com a ApexBrasil e o Itamaraty, o que resultou na abertura de cerca de 500 novos mercados para produtos brasileiros.
A ação também faz parte das medidas de diversificação de mercados voltadas a exportadores brasileiros afetados pelas tarifas dos Estados Unidos. O programa reforça o compromisso com a sustentabilidade e incentiva a geração de renda para produtores rurais na Amazônia, alinhando-se ao contexto da COP30.
Produção amazônica cresce 4,6% ao ano
Segundo dados do IBGE, a região amazônica ampliou sua produção de café robusta em 4,6% ao ano desde 2019. Portanto, um desempenho muito superior à média nacional de 1,6%. Os produtores alcançaram esse avanço por meio de ganhos de produtividade, o que reforça o papel sustentável da região na cafeicultura.
A produtividade regional apresentou forte crescimento, com alta anual de 9,7% em Rondônia e 9,1% no Acre desde 2019.
Agenda segue para Minas Gerais e Espírito Santo
Após a etapa do Acre, o programa segue para Minas Gerais e Espírito Santo. O grupo de compradores receberá novos integrantes e totalizará 24 participantes vindos da América do Norte e do Sul, Europa, Oriente Médio e Ásia.
Entre 4 e 6 de novembro, os visitantes participam da Semana Internacional do Café (SIC) em Belo Horizonte (MG). Esse é um dos principais eventos do setor, aberto a produtores de cafés arábica, robusta e conilon de todo o Brasil. A jornada se encerra entre 9 e 14 de novembro nas regiões de Matas de Minas (MG) e Caparaó (MG/ES), reconhecidas nacionalmente pela produção de cafés especiais.
O Exporta Mais Brasil conta com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional). Nesta edição, a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e associações regionais de produtores também apoiam a iniciativa: Conselho das Entidades de Café de Matas de Minas, Associação de Produtores de Cafés Especiais do Caparaó (APEC) e Cafeicultores Associados da Região de Matas de Rondônia (CAFERON).
Exportações crescem 456 vezes em dois anos
A ApexBrasil tem desempenhado papel decisivo na ampliação das exportações de robusta amazônico por meio de ações estratégicas de promoção comercial. Em agosto de 2023, a Agência levou 20 compradores de 11 países a Cacoal (RO), onde eles se reuniram com 23 produtores locais. A missão resultou em R$ 8 milhões em negócios até 2024.
A Luckin Coffee, maior rede de cafeterias da China, estava entre os compradores presentes. A visita marcou o início de uma parceria estratégica que culminou, em junho de 2024, na assinatura de um acordo para fornecimento de até 120 mil toneladas de café brasileiro, no valor de US$ 500 milhões.
O sucesso da cooperação abriu caminho para um novo acordo, firmado para a compra de 240 mil toneladas do grão brasileiro entre 2025 e 2029, estimado em US$ 2,5 bilhões. A ApexBrasil articulou a negociação em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
“Iniciativas como essa têm impulsionado significativamente o crescimento das exportações nacionais que incluem não apenas o robusta amazônico, mas também outros tipos de café, como o arábica. Nesse sentido a agenda segue para Minas Gerais e, em seguida Espírito Santo”, ressalta Jorge Viana.
O volume exportado pela região Norte saltou de US$ 18 milhões em 2023 para US$ 131 milhões em 2024. Um aumento de sete vezes em relação ao ano anterior e 456 vezes superior ao registrado em 2022, quando as exportações totalizaram US$ 287 mil.
Sobre o Exporta Mais Brasil
A ApexBrasil criou o programa Exporta Mais Brasil para aproximar o comércio exterior de empreendedores de todas as regiões do país e potencializar exportações e oportunidades de negócios. Empresas de diferentes setores participam de rodadas de negócios, missões comerciais e ações de promoção internacional que conectam diretamente produtores brasileiros a compradores estrangeiros.
Entre 2023 e 2024, o programa realizou 28 edições, apoiou 875 empresas brasileiras, promoveu a vinda de 305 compradores internacionais de 65 países e gerou R$ 553 milhões em negócios. As ações consolidam o Brasil como um dos principais fornecedores de produtos de alto valor agregado no mercado global.
O Sebrae for Startups inicia, de outubro de 2025 a maio de 2026, a nova edição do Speed Agro, programa de aceleração gratuito voltado a Agtechs paulistas. A iniciativa apoia startups na estruturação de produtos, modelos de negócio e estratégias de vendas, além de ampliar a presença dessas empresas em mercados estratégicos.
Seleção e requisitos
Serão selecionadas até 30 startups com CNPJ em São Paulo, modelo de negócio validado, faturamento médio de R$ 5 mil nos últimos seis meses e pelo menos um sócio atuando em tempo integral.
Benefícios do programa
As empresas terão acesso a:
Mentorias especializadas, workshops e visitas técnicas;
Rodadas de negócios e feiras do setor, com exposição gratuita em eventos como Agrishow, Expocitrus, GAFF, Hortitec e Expopinda;
Testes em campo por meio do Farmlab da Agnest, em Campinas;
Meetups em cinco cidades estratégicas do corredor do agronegócio;
Conexão com mais de 60 parceiros e acesso a rede de mentores e 150 Agentes Locais de Inovação (ALI Rural);
Preparação para captação de investimentos.
Resultados da edição anterior
Dados da edição passada mostram resultados expressivos: 20% de aumento no faturamento, 17% de crescimento na base de clientes, 9% de evolução em maturidade de negócios e mais de R$ 10 milhões em negócios gerados durante as feiras.
Como se inscrever
As inscrições para o Speed Agro 2025/2026 estão abertas até 14 de setembro de 2025. A oportunidade é ideal para Agtechs que desejam conectar-se ao ecossistema do agronegócio paulista e alavancar seus negócios.