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  • Abertura da Colheita da Oliva debate isenção de taxa de importação

    Abertura da Colheita da Oliva debate isenção de taxa de importação

    Cachoeira do Sul, no Rio Grande do Sul, sediou a 13ª Abertura Oficial da Colheita da Oliva. O que reuniu produtores, autoridades e representantes do setor para debater os desafios e perspectivas da olivicultura nacional. Realizada na planta industrial da Azeite Puro, a cerimônia foi organizada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) e pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

    O evento, que já está em sua 13ª edição. E teve como um dos pontos centrais a discussão sobre a recente medida do governo federal de isentar as taxas sobre importação de azeite. O presidente do Ibraoliva, Renato Fernandes, questionou o impacto financeiro dessa decisão. Ele estima que o país abrirá mão de aproximadamente R$ 500 milhões em impostos que poderiam ser destinados a outras áreas.

    Adversidades climáticas

    Apesar das adversidades climáticas que afetaram as safras de 2024 e 2025, o secretário da Agricultura, Clair Kuhn, ressaltou a importância da olivicultura para o Rio Grande do Sul. E destacou seu potencial de diversificação da propriedade, rentabilidade e geração de empregos. Kuhn enfatizou o compromisso do governo estadual em apoiar o desenvolvimento do setor, visando fortalecer a cadeia produtiva e agregar valor ao produto.

    Durante o evento, o Ibraoliva e a Seapi firmaram um protocolo de intenções com o objetivo de impulsionar a pesquisa e inovação na olivicultura. A ênfase do acordo é na sustentabilidade e resiliência climática. A parceria, que também envolve a Embrapa Clima Temperado. E busca promover a melhoria dos processos produtivos e o estímulo à obtenção de recursos para a pesquisa. Além  do compartilhamento de olivais para atividades de pesquisa, a integração entre os diferentes setores da cadeia produtiva e a qualificação do setor por meio de cursos e treinamentos.

    A programação do evento incluiu a recepção ao público, visitação à indústria Azeite Puro e a cerimônia oficial com pronunciamento das autoridades. A Abertura Oficial da Colheita da Oliva voltou ao município que sediou a primeira edição em 2012.

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  • Foco de doença de Newcastle é contido com esforço de guerra

    Foco de doença de Newcastle é contido com esforço de guerra

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) mobilizou 89 servidores para conter um foco de doença de Newcastle em Anta Gorda. Ou seja, a ação rápida incluiu vigilância ativa e barreiras sanitárias, o que permitiu ao Ministério da Agricultura e Pecuária anunciar o encerramento do foco na última quinta-feira (25/7).

    Visitas e biosseguridade

    No fim de semana, a Seapi concluiu visitas a todas as propriedades avícolas nas áreas de perifoco e de vigilância, com raio de três e dez quilômetros, respectivamente. Agora, restam apenas revisitas às granjas comerciais em intervalos de três e sete dias. Além disso, a secretaria está realizando uma nova auditoria de biosseguridade nas granjas, dentro de um raio de dez quilômetros.

    “Estamos fazendo uma auditoria adicional de biosseguridade, que não estava prevista no Plano de Contingência”, explicou Francisco Lopes, diretor adjunto do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi.

    Desafios da operação

    Brunele Weber Chaves, fiscal agropecuária da Regional Alegrete, participou da operação, realizando vigilância em granjas comerciais e propriedades com criações de subsistência. A operação enfrentou desafios, como estradas danificadas pelas fortes enchentes de maio. Portanto, os agentes tiveram dificuldade de acesso às propriedades.

    “Foram visitadas cerca de 200 propriedades, apesar das dificuldades com pontes e estradas em mau estado”, relembrou Brunele.

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    Barreiras sanitárias

    Das oito barreiras sanitárias instaladas no início da contenção, três permanecem ativas, operando 24 horas por dia. Além disso, a Brigada Militar apoia a operação com 50 servidores, que trabalham em turnos de seis horas. As equipes realizam a desinfecção de veículos e controlam a movimentação de animais e materiais que possam carregar o vírus.

    “A operação começou com 34 servidores nas barreiras, mas agora, com a redução para três barreiras, contamos com 25 servidores”, detalhou Eduardo Zart, chefe da Divisão de Controle e Informações Sanitárias da Seapi. As barreiras devem permanecer até quinta-feira (1º/8).

    Tecnologia como aliada

    A gestão do foco foi facilitada pela Plataforma de Defesa Sanitária Animal (PDSA-RS), desenvolvida pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Essa ferramenta de geoanálise, já testada no controle da Influenza Aviária H5N1, reduz o tempo de análise de dados de horas para minutos. Ou seja, ela agiliza a resposta e otimiza recursos.

    “O PDSA permite uma resposta mais rápida e eficiente, com uso racional de recursos humanos e financeiros”, concluiu Francisco Lopes.

  • Rio Grande do Sul encerra a colheita de arroz

    Rio Grande do Sul encerra a colheita de arroz

    A produção de arroz no Rio Grande do Sul atingiu 7.162.674,9 toneladas na safra 2023/2024, de acordo com o Relatório Final divulgado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) nesta sexta-feira (14). Portanto, nesta safra, os produtores semearam 900.203 hectares de arroz irrigado e colheram 851.664,22 hectares, o que representa 94,61% da área semeada. A produtividade média foi de 8.410,21 quilos por hectare.

    Impacto das enchentes

    Ainda estão em processo de colheita 1.548 hectares (0,17%). No entanto, as enchentes no Estado resultaram na perda de 46.990,59 hectares, o que corresponde a 5,22% da área semeada. Essas perdas foram mais significativas na região central do Rio Grande do Sul.As equipes dos Núcleos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nates) do Irga, em conjunto com os produtores locais, coletaram os dados semanalmente.

    Comparação com a safra anterior

    Na safra 2022/2023, foram semeados 839.972 hectares, com uma produção total de 7.239.000 toneladas. Apesar das dificuldades enfrentadas, a produção deste ano mostrou-se resiliente, mantendo números similares aos da safra anterior.

    Importância da produção gaúcha no contexto nacional

    Rodrigo Machado, presidente do Irga, ressaltou a importância do Rio Grande do Sul na produção nacional de arroz, responsável por 70% do total brasileiro. “Os dados dessa safra comprovam o que Irga já vem manifestando desde o início de maio. A safra gaúcha de arroz, dentro da sua fatia de produção no mercado brasileiro, garante o abastecimento do país e não há, tecnicamente, justificativa para a importação de arroz no Brasil”, afirmou Machado.

    Avaliação da Secretaria da Agricultura

    Márcio Madalena, secretário interino da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), destacou que os dados superaram as estimativas iniciais, mesmo após as enchentes. ” Nunca houve justificativa técnica que comprovasse a tendência de desabastecimento de arroz no Brasil, em função da calamidade pública do Estado”, avaliou Madalena. O Agro em Campo continua atento ao andamento do mercado de arroz.