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  • Centro de Referência em Cachaça promete revolucionar setor

    Centro de Referência em Cachaça promete revolucionar setor

    Minas Gerais, maior produtor nacional de cachaça de alambique, ganhou um novo impulso para superar desafios como a informalidade e as barreiras à exportação. Foi inaugurado na última semana, em Florestal, o Centro de Referência em Cachaça, laboratório que conectará tecnologia, capacitação e inovação aos produtores mineiros. Com investimento de R$ 3,8 milhões do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Agricultura (Seapa) e Fapemig, o projeto visa elevar a qualidade do produto e fortalecer sua inserção no mercado global.

    Tecnologia a serviço da tradição

    O centro, vinculado à Universidade Federal de Viçosa (UFV) – Campus Florestal, oferecerá suporte técnico em todas as etapas da produção: desde o plantio da cana até análises físico-químicas e sensoriais da bebida. Entre as ações estão:

    • Cursos de correção de solo e cultivo de cana-de-açúcar;
    • Treinamentos em boas práticas de fabricação;
    • Desenvolvimento de blends e análises laboratoriais;
    • Elaboração de planos de ação personalizados para produtores.

    Segundo Thales Fernandes, secretário de Agricultura de Minas, o espaço vai além de um laboratório: “É uma ponte entre ciência e tradição. Queremos modernizar processos, reduzir custos e garantir que a cachaça mineira chegue ao mundo com qualidade e valor agregado”.

    Parcerias estratégicas e meta de exportação

    O projeto conta com a colaboração da Emater-MG, IMA, Epamig e Prefeitura de Florestal. Produtores formais e informais receberão assistência técnica baseada em dados laboratoriais, com foco em segurança alimentar e padrões internacionais.

    Lucas Mendes, subsecretário de Ciência e Tecnologia da Sede-MG, destacou: “A cachaça é um produto tecnológico. Com infraestrutura adequada, reduziremos a clandestinidade e abriremos portas para novos mercados”.

    Investimentos e impacto econômico

    O centro, coordenado pelo professor José Carlos Baffa Júnior (UFV), recebeu R$ 3,6 milhões em equipamentos R$ 200 mil em reformas. A previsão é que as operações comecem em outubro de 2024.

    Para Jaqueline Santos, superintendente da Seapa, o laboratório é vital para a economia local: “A cachaça é parte da nossa identidade. Ao unir tradição familiar à ciência, garantimos renda ao produtor e segurança ao consumidor”.

    Por que isso importa?

    Minas Gerais responde por 70% da cachaça artesanal do Brasil, setor que movimenta R$ 4 bilhões anuais. Com o novo centro, o estado busca:

    • Combater a informalidade (que atinge 40% dos produtores);
    • Padronizar a qualidade para exportação;
    • Preservar a cultura secular associada à bebida.

    A iniciativa reforça o legado mineiro enquanto posiciona a cachaça como produto premium no mercado global.

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  • Proalminas: produção de algodão em Minas Gerais avança

    Proalminas: produção de algodão em Minas Gerais avança

    No ano em que o Brasil se tornou o maior produtor de algodão do mundo, Minas Gerais celebra os avanços do Programa Mineiro de Incentivo à Cultura do Algodão (Proalminas). Criado em 2003, o programa é uma parceria entre a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa) e sindicatos, e tem sido fundamental para a retomada da produção em regiões onde ela estava praticamente extinta.

    Minas Gerais se destaca pela qualidade da fibra de algodão, principalmente em comprimento, finura e resistência. A previsão para a safra 2024/2025 é de 190,2 mil toneladas de algodão em caroço e 78 mil toneladas em pluma. Iss deve colocar o estado como o terceiro maior produtor nacional, segundo a Conab.

    “De 2020 a 2025 houve uma evolução na produção, com crescimento exponencial nos últimos três anos. Isso é fruto da adoção de práticas que aumentam a produtividade, do investimento no melhoramento de sementes, do manejo para aprimorar a qualidade da pluma e da otimização dos recursos”, detalha o secretário de Agricultura, Thales Fernandes.

    Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha

    Entre 2019 e 2024, o Governo de Minas investiu R$ 12,8 milhões no Proalminas/Fundo Algominas. Esses recursos foram utilizados em eventos, desenvolvimento de pesquisas e tecnologias, controle de pragas e doenças, treinamento de técnicos, beneficiando tanto pequenos quanto grandes produtores.

    Nessas regiões, o Proalminas trouxe tecnologias de irrigação e combate a enfermidades, além de capacitação dos agricultores. Isso permitiu um aumento na produtividade por hectare, tornando os agricultores familiares mais competitivos no mercado interno. Os produtores preferem vender localmente, pois conseguem um ágio de 7,85%, condições mais atrativas do que exportar.

    A sustentabilidade é uma característica forte do Proalminas. Mais de 70% do algodão produzido em Minas tem certificação ABR (Algodão Brasileiro Responsável) e BCI (Better Cotton Initiative). Portanto, garantindo rastreabilidade e cumprimento de legislações trabalhistas e ambientais. Em 2023, houve uma redução de 120 mil litros no uso de insumos químicos, graças ao uso de inimigos naturais do Bicudo-do-Algodoeiro.

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