Tag: Seapa

  • Cadeia de carnes impulsiona crescimento do agronegócio mineiro

    Cadeia de carnes impulsiona crescimento do agronegócio mineiro

    O agronegócio de Minas Gerais registrou forte crescimento em 2025, impulsionado principalmente pela cadeia de carnes. Entre os segmentos de destaque, a bovinocultura de corte alcançou um dos melhores desempenhos do setor, com Valor Bruto da Produção (VBP) estimado em R$ 18,1 bilhões. O resultado representa um avanço de 14% em comparação ao ano anterior.

    Os números integram o Relatório Executivo do Agronegócio de Minas Gerais 2025, divulgado pelo Governo de Minas por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). Além disso, o documento reúne indicadores econômicos e análises das principais cadeias produtivas do estado.

    Segundo o levantamento, o desempenho positivo reforça a relevância da pecuária mineira para a economia estadual. Ao mesmo tempo, evidencia o fortalecimento do setor agropecuário, que segue como um dos motores do desenvolvimento em Minas Gerais.

    O estudo contempla diferentes áreas da produção agroindustrial. Entre elas estão as cadeias do café, cana-de-açúcar, etanol, açúcar e dos grãos, incluindo algodão, feijão, milho, soja e sorgo.

    Além disso, o relatório também analisa a fruticultura, com destaque para culturas como abacate, banana, laranja, limão e morango. Já no segmento da olericultura, aparecem produtos como alho, batata inglesa, cebola, cenoura e tomate.

    Na área da pecuária, o levantamento aborda atividades como bovinocultura de corte, produção de leite, avicultura, suinocultura, equideocultura e criação de tilápia. Por outro lado, o documento também inclui dados da silvicultura, especialmente relacionados ao cultivo de eucalipto.

    Com isso, o relatório reforça a diversidade e a força do agronegócio mineiro, que mantém participação estratégica na produção nacional de alimentos e matérias-primas.

  • Minas Gerais registra salto de 61% na produção de grãos na última década

    Minas Gerais registra salto de 61% na produção de grãos na última década

    Minas Gerais consolidou um avanço histórico no agronegócio nos últimos dez anos. Um estudo da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seapa) revela que a produção mineira de milho, feijão, sorgo e soja saltou de 11,8 milhões de toneladas, no ciclo 2015/2016, para uma estimativa de 18,9 milhões de toneladas na safra 2025/2026. Esse crescimento de 61% posiciona o estado como o 6º maior produtor nacional, detendo cerca de 6% do total brasileiro.

    Embora Minas já lidere mercados tradicionais como café, leite, batata e frutas, os grãos ganharam terreno de forma acelerada. Apenas em 2025, o estado exportou 6,8 milhões de toneladas de soja, o que gerou uma receita de US$ 2,7 bilhões.

    Tecnologia e inovação impulsionam o campo

    Para o secretário de Agricultura, Thales Fernandes, o uso de tecnologias da agricultura de precisão, como drones e sensores, e a expansão da agricultura irrigada explicam o sucesso das colheitas. Ele também destaca o papel da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) no desenvolvimento de sementes mais produtivas e resistentes às mudanças climáticas.

    “A tendência é que o melhoramento genético e a adaptação tecnológica avancem para culturas de grãos mais sustentáveis”, afirmou Fernandes, mencionando lavouras de soja, trigo, milho, feijão e sorgo.

    Estratégia da “safrinha” garante eficiência produtiva

    A otimização do solo também foi determinante para os resultados recordes. Muitos produtores mineiros adotaram o sistema de rotação: plantam soja na primeira safra e milho na segunda, a chamada safrinha. Essa técnica permite colher mais na mesma área, utilizando o terreno de forma eficiente durante quase todo o ano.

    Como resultado dessa estratégia, a produção de soja saltou de 4,7 milhões para 9,2 milhões de toneladas no período. Atualmente, a oleaginosa ocupa o posto de segundo produto mais importante da pauta exportadora de Minas Gerais, superada apenas pelo café. As regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste lideram esse desempenho no estado.

    Apesar do otimismo, o governo mineiro monitora fatores que podem impactar a safra 2026/2027. O secretário Thales Fernandes aponta preocupações com os juros altos e a chegada do fenômeno El Niño, que pode atrasar o período de chuvas. Além disso, o cenário geopolítico, como o bloqueio no Estreito de Ormuz, gera incertezas sobre o fornecimento global de fertilizantes para o Brasil.

  • Exportações de ovos de Minas Gerais crescem 15%

    Exportações de ovos de Minas Gerais crescem 15%

    As exportações de ovos de Minas Gerais cresceram 15,7% no volume embarcado durante o primeiro bimestre de 2025. O estado enviou 1,1 mil toneladas do produto para o exterior entre janeiro e fevereiro, com receita de US$ 1,5 milhão. Uma alta de 4,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    O Chile concentrou 70% das compras, de acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). A abertura do mercado chileno para ovos e derivados brasileiros em 2023, por meio do sistema de pre-listing, facilitou as negociações sem necessidade de auditoria individual para cada unidade exportadora.

    Além do país sul-americano, a produção mineira de ovos chega a Mauritânia, Serra Leoa, Gâmbia, Cuba, Colômbia, Itália e Japão.

    Exportações totais do agronegócio atingem US$ 2,4 bilhões

    No acumulado do bimestre, o agronegócio mineiro exportou 1,5 milhão de toneladas para 148 países. A receita total alcançou US$ 2,4 bilhões, com queda de 5,2% no valor, mas alta de 0,3% no volume embarcado em comparação com o ano passado.

    Minas Gerais mantém a posição de terceiro maior exportador de produtos agropecuários do país. O estado responde por quase 11% da receita do agronegócio nacional.

    A assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, explica que o recuo da receita reflete a queda no preço médio das exportações. O valor por tonelada caiu de US$ 1.752,79 para US$ 1.657,31. “Os dados indicam que o recuo da receita esteve muito mais associado ao comportamento dos preços e ao mix da pauta do que propriamente a uma perda física de embarques”, afirma.

    Ao todo, 397 produtos agropecuários mineiros seguiram para compradores internacionais. China, Estados Unidos, Alemanha e Itália lideram o ranking de destinos.

  • Produção de mandioca cresce 83% em Goiás

    Produção de mandioca cresce 83% em Goiás

    Goiás alcança posição de destaque no cultivo de mandioca no Brasil com um crescimento expressivo de 83,0% no Valor Bruto da Produção (VBP) entre 2016 e 2025. Os dados são do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). E mostram que o VBP da cultura saltou de R$ 116,7 milhões para R$ 213,5 milhões no período, superando o índice nacional.

    As lavouras goianas também registraram resultados positivos. A produção estadual de mandioca aumentou 15,3%, atingindo 194,4 mil toneladas. Esse crescimento reflete diretamente a expansão de 18,3% na área plantada entre 2020 e 2025.

    Industrialização fortalece cadeia produtiva

    A análise da Inteligência de Mercado Agropecuário da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) aponta que a consolidação da mandiocultura em diversas regiões do estado ocorre principalmente pelo papel central da industrialização no fortalecimento da cadeia produtiva.

    O secretário da Seapa, Pedro Leonardo Rezende, atribui o avanço da cultura aos investimentos públicos direcionados à agricultura familiar. “O Governo de Goiás tem investido no fortalecimento de diversas cadeias produtivas no estado”, afirma.

    Programas como a Fábrica Móvel de Farinha e Goma e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) ampliam o beneficiamento e facilitam o escoamento da produção. “Essas políticas públicas são responsáveis por ampliar o beneficiamento e também o escoamento da produção. Resultando nos avanços que estamos observando”, conclui o titular da Seapa.

  • Agricultura familiar ganha força com novo plano de negócios da Coopfam

    Agricultura familiar ganha força com novo plano de negócios da Coopfam

    A Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região (Coopfam) deu mais um passo para fortalecer a produção e ampliar as oportunidades de renda no campo. A cooperativa recebeu um Plano de Negócios estruturado com o apoio técnico da Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg) e da Secretaria de Estado de Agricultura (Seapa). O documento serve como guia estratégico para gestão, comercialização e agregação de valor aos produtos dos cooperados.

    A apresentação do plano ocorreu na sede da Coopfam, em Poço Fundo, com a presença de representantes da Seapa, da Ocemg e de cooperados. Segundo a diretora de Agroindústria e Cooperativismo da Seapa, Isabella Gruppioni, o planejamento foi desenvolvido a partir de um diagnóstico detalhado da realidade da cooperativa. Considerando desafios, potencialidades e oportunidades de mercado.

    “Esse Plano de Negócios traz estratégias mais robustas para ampliar as vendas, melhorar a precificação e fortalecer a gestão interna. Com ele, a Coopfam tem mais condições de agregar valor aos produtos e oferecer melhor suporte aos seus associados”, destacou Isabella.

    Referência regional

    Com mais de 400 cooperados, a Coopfam mantém forte atuação na agricultura familiar e se tornou referência regional na produção de café de qualidade. O novo plano busca aprimorar a administração, impulsionar a comercialização e preparar a cooperativa para expandir sua presença nos mercados local e regional.

    O documento é resultado do trabalho contínuo de consultoria técnica iniciado em 2024 pela Ocemg. E conta com apoio da Seapa. A ação integra um edital do Programa Estadual de Cooperativismo da Agricultura Familiar e Agroindústria Familiar de Minas Gerais (Cooperaf-MG), criado pelo Governo de Minas em 2020. A iniciativa promove capacitação, assistência técnica e acompanhamento especializado para o fortalecimento das cooperativas.

    A expectativa é que a Coopfam amplie sua competitividade e gere mais retorno econômico para as famílias associadas. Produtores já projetam impactos positivos no curto e médio prazo, com maior estrutura e preparo para enfrentar os desafios do mercado e expandir as oportunidades. Especialmente no café, carro-chefe da produção regional.

  • Agro lidera criação de empregos em Goiás com alta de 6,4% em 2025

    Agro lidera criação de empregos em Goiás com alta de 6,4% em 2025

    O agronegócio goiano continua a ser um dos principais motores da economia estadual, com um crescimento expressivo na geração de empregos formais nos primeiros cinco meses de 2025. Dados oficiais revelam que o setor agropecuário registrou 46.759 admissões, um aumento de 6,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho consolida Goiás como líder em criação de vagas no campo no Brasil.

    De acordo com o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), analisado pelo Instituto Mauro Borges (IMB), as atividades ligadas à agricultura e pecuária foram responsáveis por 41.304 novos postos de trabalho. Isso representa 88,3% do total de vagas formais no estado.

    Esse crescimento superou as médias regional e nacional:

    • Goiás: +3,5% em vínculos ativos
    • Centro-Oeste: +3,2%
    • Brasil: +2,2%

    Políticas públicas e crédito rural alavancam o setor

    A secretária substituta da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Glaucilene Carvalho, destacou que o fortalecimento das cadeias produtivas tem sido fundamental para o bom desempenho.”O crescimento das contratações no agro é resultado direto de políticas públicas eficientes. Como a expansão da assistência técnica, o acesso facilitado ao crédito rural e programas de apoio à produção. Essas medidas criaram um ambiente favorável para o desenvolvimento sustentável do setor.”

    Com o agro em alta, as expectativas são otimistas para os próximos meses. Alguns fatores que devem continuar impulsionando o mercado de trabalho no campo incluem:

    • Demanda por commodities agrícolas no mercado interno e externo.
    • Investimentos em tecnologia e irrigação, aumentando a produtividade.
    • Linhas de crédito rural com taxas acessíveis para pequenos e médios produtores.

    O desempenho do setor não só aquece a economia estadual, mas também contribui para o desenvolvimento socioeconômico da região.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Vaca Girolando bate recorde com produção de mais de 120 kg de leite

    + Agro em Campo: Piauí desenvolve hidrogel que pode revolucionar o combate à desertificação

  • Novo caso de gripe aviária no Brasil

    Novo caso de gripe aviária no Brasil

    O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), confirmou nesta segunda-feira (26/5) o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves ornamentais em um sítio na região metropolitana de Belo Horizonte. Em 2023, o estado já havia registrado um caso de Influenza Aviária de Baixa Patogenicidade (H9N2) em um pato silvestre, que não representa risco para humanos nem causa sintomas graves nas aves.

    Em resposta ao novo caso, Minas Gerais decretou Situação de Emergência Sanitária Animal, publicada no Diário Oficial do estado, para viabilizar ações rápidas de prevenção, contenção e combate à doença, incluindo a mobilização de recursos humanos e tecnológicos. Essas medidas integram o Plano de Contingência da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade, firmado entre União, estados e setor produtivo desde 2022, ano em que o vírus foi detectado pela primeira vez na América do Sul.

    Até o momento, não há impacto na produção avícola mineira. O governo estadual reforça a vigilância epidemiológica contínua, incluindo monitoramento de outras doenças avícolas como Newcastle, salmonelose e micoplasmose, além de implementar medidas de biosseguridade em granjas comerciais e propriedades de risco, cadastro e vistoria em criatórios de subsistência e ações educativas para prevenção.

    A transmissão do vírus das aves para humanos é rara, ocorrendo principalmente em pessoas com exposição intensa ao vírus ou com baixa imunidade. O consumo de carne e ovos devidamente cozidos não oferece risco de contaminação.

    Caso no Rio Grande do Sul

    No Rio Grande do Sul, o governo decretou estado de emergência em saúde animal por 60 dias após a confirmação de focos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) em uma granja comercial em Montenegro. A medida abrange 12 municípios gaúchos, incluindo Triunfo, Capela de Santana, Nova Santa Rita, Esteio, Canoas, Gravataí, São Leopoldo, Cachoeirinha, Novo Hamburgo e Portão, visando agilizar o combate à doença.

    Desde a confirmação do foco, o Serviço Veterinário Oficial do RS isolou a área, realizou o abate das aves afetadas e iniciou protocolos de desinfecção. Barreiras sanitárias foram instaladas para controlar o trânsito de veículos e evitar a disseminação.

  • Governo de Minas destina R$ 1,5 milhão para fortalecer agricultores indígenas

    Governo de Minas destina R$ 1,5 milhão para fortalecer agricultores indígenas

    Pela primeira vez, agricultores familiares indígenas de 35 aldeias de São João das Missões, no Norte de Minas, e de outros nove municípios mineiros receberão R$ 1,5 milhão por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O recurso inédito visa fortalecer a produção agrícola indígena, garantindo assistência técnica e acesso ao mercado para comercialização dos produtos.

    O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, destaca a importância da iniciativa para superar dificuldades enfrentadas pelos agricultores indígenas. “O PAA é uma iniciativa importante e valiosa que pode transformar a realidade dessas pessoas”. Ele ressalta que esses agricultores têm encontrado resistência para acessar grandes mercados e comercializar seus produtos.

    Um exemplo dessa transformação é o agricultor indígena Lucas Ferreira da Silva, da Aldeia Picuru, em São João das Missões. Ele cultiva feijão, milho, melancia, abóbora, tomate, coentro e cebolinha em sua propriedade de dois hectares. “Poderemos entregar a produção de uma vez só e receber uma quantidade maior de dinheiro por isso, o que vai nos ajudar bastante”, afirma Lucas. Ele conta com o apoio técnico da Emater-MG, especialmente do técnico Renato Lopes, que o orienta na melhoria dos cultivos e na implantação de tecnologias como placas solares e sistemas de irrigação.

    Limitação hídrica é desafio

    Renato Lopes destaca o desafio da limitação hídrica na região, mas acredita no potencial de produção: “É mais uma janela de mercado para esses produtores. E, para aquelas aldeias que não têm a oportunidade de produzir por falta de água, é mais uma alternativa de alimento”.

    Em Minas Gerais, o PAA é executado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em parceria com a Emater-MG, com recursos federais. A Emater-MG oferece assistência técnica para aumentar a produtividade e qualidade dos produtos, além de emitir documentos como a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), essenciais para a participação no programa.

    Os alimentos adquiridos pelo PAA são destinados a entidades socioassistenciais e famílias em situação de vulnerabilidade social, contribuindo para a segurança alimentar. Entre 2018 e 2024, o programa beneficiou 5,6 mil agricultores familiares em 212 municípios mineiros. E contou com repasses que somam R$ 43,5 milhões e mais de 13,5 mil toneladas de alimentos doados.

    União de esforços

    O vice-governador Mateus Simões enfatiza a relevância da união de esforços para apoiar as comunidades indígenas e famílias rurais. “Com os recursos do programa direcionados para um atendimento exclusivo, e a assistência técnica de referência das nossas equipes estaduais do Sistema Agricultura, podemos contribuir diretamente para que estas famílias alcancem mais mercados e aproveitem melhor o seu potencial”.

    A assessora técnica da Seapa, Mariana Moret, explica que a verba exclusiva para indígenas foi destinada após constatar a baixa participação desses povos no programa, apesar da prioridade legal. “Selecionamos municípios com a maior concentração de indígenas e agricultores com boa produção e interesse em participar do programa”, afirma. Ela destaca que o recurso incentiva a expansão da produção e a entrada em novos mercados.

    Raul Machado, coordenador técnico estadual de Comercialização e Gestão da Emater-MG, ressalta a importância de um atendimento técnico específico para os povos indígenas. Mas respeitando seus costumes, hábitos alimentares e formas tradicionais de cultivo. “É importante repassar novas técnicas de cultivo e manejo, levando em consideração os ensinamentos milenares dos antepassados indígenas”.

    Leia mais:

     

    + Agro em Campo: BRF anuncia nova fábrica de processados na Arábia Saudita
    + Agro em Campo: Mancha-alvo no algodão: manejo assertivo evita perdas na safra

  • Gripe aviária nos EUA impulsiona exportação de ovos de Minas Gerais

    Gripe aviária nos EUA impulsiona exportação de ovos de Minas Gerais

    A gripe aviária que assola os Estados Unidos abriu caminho para um movimento inédito no agronegócio mineiro: a exportação de ovos de galinha para o mercado norte-americano. Com surtos de Influenza Aviária (H5N1) levando ao abate de milhões de aves nos EUA, o país, segundo maior produtor global de ovos, recorreu ao Brasil para suprir sua demanda. E Minas Gerais emerge como protagonista desse cenário. Dados da Secretaria de Estado de Agricultura (SEAPA) revelam que, apenas no primeiro trimestre de 2025, as exportações mineiras do produto cresceram 266% em valor, atingindo US$ 4 milhões.

    Oportunidade gerada pela crise sanitária

    Os EUA tradicionalmente importam ovos do México e do Canadá, mas a escalada da doença forçou uma mudança na cadeia global. Com a necessidade de reforçar estoques, o Brasil – e especialmente Minas Gerais – tornou-se uma alternativa estratégica. “É uma janela de oportunidade única. Minas tem logística, tecnologia e segurança sanitária para atender mercados exigentes”, destaca Manoela Oliveira, assessora técnica do Programa AgroExporta da SEAPA.

    Vantagens competitivas de Minas Gerais

    O estado responde por 7% da produção nacional de ovos – aproximadamente 431 milhões de dúzias/ano –, com um rebanho de 21 milhões de galinhas poedeiras. Dois polos se destacam:

    • Norte de Minas (Montes Claros): posição logística privilegiada, servindo como hub para escoamento.
    • Sul de Minas (Pouso Alegre): núcleo tecnológico com cooperativas robustas e proximidade de centros de pesquisa em genética avícola.

    “Temos um sistema de defesa sanitária reconhecido, liderado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), e produtores altamente qualificados. Isso nos permite conciliar escala industrial e qualidade”, ressalta Oliveira.

    Equilíbrio entre exportação e mercado interno

    Apesar do salto nas vendas externas, a SEAPA garante: não há risco de desabastecimento no Brasil. Apenas 1% da produção mineira é destinada à exportação, restando 99% para o consumo interno. “Mesmo com a alta demanda, nossa reserva é segura. Para impactar o mercado local, seria necessário um aumento súbito e massivo nas exportações, o que não está ocorrendo”, explica a assessora.

    Previsões para as Exportações

    As projeções indicam que o ritmo deve se intensificar:

    • Primeiro trimestre de 2025: US$ 4 milhões em receita e 2 mil toneladas exportadas.
    • Segundo trimestre (previsão): US$ 8 milhões e 4 mil toneladas.

    “Ainda é cedo para essa estimativa devido às dinâmicas mercadológicas de exportação, mas já é possível inferir que estamos exportando praticamente o dobro do ano passado para esse mesmo período – no primeiro trimestre nós fechamos com US$ 4 milhões em receita e 2 mil toneladas em volume. Para o próximo trimestre, devemos alcançar cerca de US$ 8 milhões em vendas e pouco mais de 4 mil toneladas de ovos para exportação”, conclui Manoela.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Brasil: de importador a gigante na exportação de alimentos em 50 anos

    + Agro em Campo: Demanda firme eleva preço do cacau em Nova York

  • Projeto ‘Queijo Minas Legal’ regulariza 88 queijarias em MG

    Projeto ‘Queijo Minas Legal’ regulariza 88 queijarias em MG

    O Projeto ‘Queijo Minas Legal’ entra em uma nova fase, coletando amostras de leite e água para análises microbiológicas e físico-químicas. Essas análises são fundamentais para garantir a qualidade dos queijos produzidos no estado. Segundo Ranier Figueiredo, diretor de Agroindústria e Cooperativismo da Seapa, “o resultado vai subsidiar a continuidade do trabalho de assistência técnica da Emater para manter ou aprimorar os processos”.

    A coleta das amostras está ocorrendo em municípios como Patrocínio, Patos de Minas, Uberaba e Uberlândia. O projeto oferece essas análises gratuitamente aos produtores, graças ao apoio do Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor, do Procon-MG, que subsidia o valor total de aproximadamente R$ 756 mil.

    Até o momento, 88 queijarias em Minas Gerais já obtiveram habilitação sanitária por meio do projeto ‘Queijo Minas Legal’. Essa iniciativa é uma parceria entre o Governo de Minas, a Emater-MG, o Procon-MG/MPMG e o Fundo Estadual de Defesa e Proteção do Consumidor. Para o promotor de Justiça Luiz Roberto Franca Lima, “ele faz essa ponte entre a tradição e a qualidade, garantindo que o produtor alcance espaço adequado no mercado, novas fronteiras e mais pessoas conheçam seu produto”.

    Primeiras amostras

    Na fazenda Buqueirão, em Patrocínio, foram coletadas as primeiras amostras na queijaria Nossa Senhora Aparecida. Helenice de Souza, idealizadora do empreendimento, é uma das 652 produtoras atendidas pelo projeto. Com o apoio da Emater-MG, ela iniciou a atividade leiteira e já produz cerca de 20 peças de Queijo Minas Artesanal por dia. “Entrar nesse projeto foi um divisor de águas pela assistência que recebemos. Essa análise gratuita é fundamental para nós que somos pequenos produtores. Agora é crescer e ganhar mercado”, afirma Helenice.

    Arte: Divulgação – Seapa

    As análises realizadas pelo laboratório em Uberlândia ajudam a garantir que os produtos estejam de acordo com o regulamento de identidade do produto, conforme destaca Fúlvia Zardini, responsável técnica pelo laboratório. “As análises vão identificar se o produto está de acordo com o regulamento de identidade do produto, garantindo sua qualidade ao consumidor.”

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Produtores gaúchos recebem título de “Criador Supremo”
    + Agro em Campo: Piscicultura brasileira pode crescer e se tornar referência