Tag: RS

  • Começa hoje a Olifeira, maior feira de azeite de oliva da América Latina

    Começa hoje a Olifeira, maior feira de azeite de oliva da América Latina

    O Preview da Olifeira, maior evento de celebração da cultura do azeite de oliva da América Latina, acontece nesta quinta-feira (28), em Guaíba (RS). O encontro reúne convidados, empresários, autoridades e imprensa, além de fortalecer relações institucionais com consulados e Câmaras de Comércio de países como Espanha, Portugal, Uruguai e Itália.

    Além disso, a iniciativa amplia a proposta de internacionalização da feira, que busca aproximar o público de diferentes tradições ligadas à olivicultura mundial.

    A 5ª edição da Olifeira ocorrerá entre os dias 14 e 18 de outubro de 2026, no Largo José Claudio Machado, na orla de Guaíba. Neste ano, o tema será “De Volta às Origens”, conceito que pretende reconectar visitantes à história, cultura, gastronomia e tradições da oliveira.

    O evento é promovido pela Abrazeite (Associação Brasileira de Consumidores e Azeite de Oliva e Derivados) com patrocínio master da Prefeitura de Guaíba. A feira também conta com apoio de empresas como Pinenge Empreendimentos Imobiliários, Azeites Prosperato, Tenuta do Bosque, Casa Perini e Hotel IBIS Style POA Centro.

    Evento terá expositores de diferentes estados

    A organização já confirmou o retorno de expositores que participaram da última edição. Com isso, produtores do Rio Grande do Sul, além de representantes de São Paulo e Minas Gerais, marcarão presença na feira.

    Ao mesmo tempo, novas marcas e parceiros seguem em negociação para integrar a programação. A expectativa é ampliar a diversidade de experiências, produtos e conexões ligadas ao setor.

    Olifeira movimentou mais de R$ 12 milhões em 2025

    A edição de 2025 consolidou a Olifeira como a principal feira da olivicultura latino-americana. O evento reuniu mais de 120 expositores e recebeu cerca de 150 mil visitantes durante quatro dias.

    Além disso, a feira movimentou mais de R$ 12 milhões na economia regional, impactando diretamente setores como turismo, hotelaria, gastronomia, comércio, agronegócio e serviços.

    Brasil projeta crescimento recorde na produção de azeite

    Segundo dados da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, o Rio Grande do Sul possui aproximadamente 6,5 mil hectares de oliveiras plantadas. Em todo o Brasil, o cultivo ocupa cerca de 10 mil hectares.

    Atualmente, o estado reúne cerca de 340 produtores distribuídos em mais de 100 municípios, respondendo por aproximadamente 75% da produção nacional de azeite de oliva.

    Para 2026, o setor projeta a maior safra da história do país. A expectativa é superar o volume registrado em 2023, quando a produção alcançou cerca de 640 mil litros.


    Produção brasileira de azeite de oliva deve crescer mais de 55% em 2026 — Foto: MAPA

    De acordo com a Abrazeite, a previsão aponta crescimento superior a 55%, impulsionado pelo avanço técnico da cadeia produtiva e pelas condições climáticas favoráveis.

    Com isso, consumidores poderão conhecer, degustar e adquirir azeites nacionais durante a realização da Olifeira.

    Reconhecida como o Portal da Rota das Oliveiras, Guaíba também reforça sua posição estratégica dentro da olivicultura gaúcha. A prefeita Claudinha Jardim destacou a importância da próxima edição do evento.

    “Em 2026, ano em que o município celebra seu centenário, a 5ª Olifeira prepara uma programação cuidadosamente pensada para valorizar história, cultura, turismo, gastronomia e as origens que aproximam o público do universo da oliveira”, afirmou.

  • Ibama apreende 307 toneladas de pescado ilegal

    Ibama apreende 307 toneladas de pescado ilegal

    A ação ocorreu em uma empresa de grande porte da indústria pesqueira. Foto: Divulgação/Ibama

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu 307 toneladas de pescado pronto para comercialização no município de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, durante uma ação de fiscalização realizada na última terça-feira (24). A Operação Decapoda resultou na autuação de uma empresa em R$ 10,6 milhões por armazenamento de pescado de origem ilícita.

     

    ​Segundo o Ibama, esta é a maior apreensão de pescado já registrada no estado, consolidando um marco na fiscalização pesqueira do Rio Grande do Sul. A ação contou com apoio do Comando de Polícia Ambiental da Brigada Militar (CPAmb/BM). Que identificou irregularidades nos comprovantes de origem do pescado da espécie corvina (Micropogonias furnieri).

    ​Esquema de fraude na cadeia de custódia do pescado

    Entre agosto e novembro de 2025, a empresa fiscalizada adquiriu 514 toneladas de pescado, em sua maioria corvina. No Relatório de Auditoria de Origem do Pescado, os fiscais do Ibama apontaram graves inconsistências na emissão de notas fiscais, indicando fraudes envolvendo a associação de diferentes empresas para ocultar a verdadeira origem do produto.

    ​As irregularidades na cadeia de custódia tinham como objetivo mascarar o pescado capturado ilegalmente. Foram identificadas práticas como declaração de embarcações sem autorização ou sem capacidade operacional e uso de veículos inexistentes ou inadequados para o transporte. Além de, ocultação do verdadeiro primeiro comprador, simulação de venda direta à indústria, subfaturamento dos valores comercializados e realização de cruzeiros de pesca em áreas e com técnicas proibidas. Além de mais de 20 outros indícios de irregularidades.

    ​A corvina apreendida tinha como destino o mercado externo, reforçando o impacto econômico do esquema de fraude. A destinação do pescado ainda aguada decisão judicial e está sob efeito de liminar, permanecendo armazenado na empresa, que foi nomeada fiel depositária até a conclusão do processo.

    ​Pesca irregular atinge período crítico de reprodução da corvina

    De acordo com o Ibama, o pescado apreendido teve origem na pesca de cerco durante o período reprodutivo da corvina na costa do Rio Grande do Sul. E tambem na pesca de arrasto de trolha no interior da Lagoa dos Patos, focada na captura de exemplares juvenis. Ambas as modalidades são proibidas pela legislação vigente por ocorrerem em fase crítica do ciclo de vida da espécie, quando a pressão sobre o estoque causa maior impacto ambiental.

    ​Mesmo ilícitas, essas práticas seguem recorrentes durante a safra da corvina, na primavera, entre setembro e dezembro, período de maior vulnerabilidade para a reposição natural dos estoques pesqueiros. A continuidade da pesca irregular em plena fase reprodutiva agrava o risco de colapso da população da espécie na região.

    Corvina ganha relevância econômica, mas enfrenta queda de estoque

    Atualmente, a corvina (Micropogonias furnieri) está entre as cinco espécies mais relevantes na pauta de exportações do pescado brasileiro. O que reforça sua importância econômica para a cadeia produtiva da pesca nacional. Ao mesmo tempo, estudos apontam um cenário preocupante para a sustentabilidade do estoque. Com redução superior a 30% da população da espécie nos últimos três ciclos geracionais.

    Em razão desse declínio, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) avalia a inclusão da corvina na Portaria MMA nº 445/2014, atualizada pela Portaria MMA nº 148/2022. Ela define a lista nacional de espécies marinhas ameaçadas de extinção. Especialistas podem enquadrar a espécie na categoria Vulnerável (VU), classificação que tende a endurecer as regras de manejo e ampliar as medidas de proteção.

    A possível mudança de status da corvina acende um alerta para o setor pesqueiro. Que terá de conciliar a importância econômica da espécie com a necessidade de recuperação do estoque e de maior controle contra a pesca ilegal.

  • Chuvas intensas freiam plantio, mas favorecem lavouras de soja no RS

    Chuvas intensas freiam plantio, mas favorecem lavouras de soja no RS

    O plantio da soja no Rio Grande do Sul alcançou 93% da área prevista para a safra 2025/2026, estimada em 6,74 milhões de hectares, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar em 30 de dezembro. As chuvas intensas e frequentes desaceleraram o avanço da semeadura, impedindo a redução adequada da umidade do solo e limitando a operação das semeadoras.

    Mesmo com o atraso, a maioria das lavouras apresenta bom desenvolvimento vegetativo. Cerca de 93% das áreas estão nessa fase, e 7% já iniciam o florescimento. As lavouras semeadas no início do ciclo mostram vigor elevado, resultado da combinação entre boa disponibilidade hídrica, temperaturas altas e radiação solar adequada.

    As melhores condições de desenvolvimento ocorrem em solos bem estruturados, ricos em matéria orgânica e com boa cobertura vegetal, que favorecem a infiltração e o armazenamento de água. Em áreas mais compactadas ou com pouca cobertura, há registro de erosão superficial e falhas de emergência. Em regiões que sofreram déficit hídrico seguido por chuvas intensas, técnicos observaram desuniformidade e necessidade pontual de replantio.

    No Noroeste do estado, os volumes de chuva de dezembro ultrapassaram a média histórica, provocando alagamentos, danos à infraestrutura rural e erosão em áreas de relevo acentuado.

    Milho e milho silagem apresentam recuperação

    O milho avança sobre 92% da área planejada, de 785 mil hectares, e apresenta recuperação após a estiagem registrada em novembro. O desenvolvimento das lavouras é considerado satisfatório, com expectativa de produtividade próxima à média histórica. A maior parte das plantações está na fase de enchimento de grãos, e a colheita inicial já começou em algumas regiões.

    A cultura de milho para silagem também reagiu bem às chuvas. A Emater estima 366 mil hectares plantados, com rendimento médio de 38,3 toneladas por hectare. Apenas na Fronteira Noroeste, o excesso de chuva e a alta umidade do solo paralisaram temporariamente o corte.

    Arroz encerra semeadura e mantém bom desenvolvimento

    A semeadura do arroz chega a 97% da área estimada pelo Irga, totalizando 920 mil hectares. As precipitações volumosas limitaram o andamento de semeaduras tardias e tratos culturais, mas favoreceram a recuperação de mananciais e reduziram a necessidade imediata de irrigação. A maior parte das lavouras encontra-se em fase vegetativa (97%) e 3% já iniciam o florescimento.

    Em algumas regiões, especialmente no Centro do estado, a nebulosidade constante reduziu a radiação solar e moderou o crescimento das plantas. Apesar disso, o desenvolvimento é considerado adequado.

    Feijão 1ª safra se recupera após estiagem

    As chuvas também favoreceram o feijão da primeira safra, cultivado em 26 mil hectares no estado. Após o déficit hídrico de novembro, as plantas retomaram o crescimento e o ciclo avança de forma satisfatória. A produtividade média projetada pela Emater é de 1.779 kg/ha. Em algumas localidades, a frequência das chuvas ainda impõe restrições pontuais ao plantio e à colheita.

    As precipitações regulares trouxeram desafios para o manejo e o cronograma das lavouras, mas garantiram recuperação da umidade do solo e boas condições para o desenvolvimento das principais culturas de verão no Rio Grande do Sul.

  • Governo do RS libera R$ 2,5 milhões para agricultura e infraestrutura rural

    Governo do RS libera R$ 2,5 milhões para agricultura e infraestrutura rural

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul assinou dois convênios da Consulta Popular com o Consórcio Intermunicipal da Região Nordeste (Cirenor) na última semana, em Tapejara. O governo estadual investirá R$ 2,468 milhões em ações que fortalecem a agricultura, o desenvolvimento rural e a infraestrutura em 19 municípios da região.

    O secretário da Seapi, Edivilson Brum, participou da cerimônia ao lado de prefeitos e lideranças regionais. Ele anunciou que os recursos já entraram em fase de execução e reforçou o papel estratégico da Consulta Popular nas políticas públicas locais.

    “Estamos celebrando investimentos que impactam diretamente o desenvolvimento regional. Eles melhoram as condições de trabalho e de produção no campo. A Consulta Popular confirma sua importância como instrumento de fortalecimento das comunidades”, declarou Brum.

    O primeiro convênio, referente ao período 2024/2025, destina R$ 1.728.571,43 do Estado e conta com contrapartida de R$ 365.844,34 dos municípios. O governo aplicará os recursos em projetos de irrigação rural, fortalecimento da patrulha agrícola do Cirenor, medidas emergenciais contra desastres naturais e aquisição de veículos e equipamentos para ações sociais.

    Segundo convênio prioriza inspeção sanitária e capacitação técnica

    O segundo acordo abrange o período 2020/2021 e soma R$ 342.857,00 do Estado, além de R$ 30.900,00 de contrapartida municipal. A Seapi comprará três veículos, cinco notebooks, cinco impressoras multifuncionais e materiais de inspeção sanitária com esses recursos. O convênio também prevê cursos e assessoria técnica para agroindústrias familiares da região.

    Em outubro de 2024, a Seapi já havia firmado outro convênio da Consulta Popular com o Cirenor, no valor de R$ 2,169 milhões. Desse montante, as prefeituras entram com contrapartida de R$ 214.548,00. O acordo destina recursos para a compra de equipamentos pesados, como caminhões-caçamba, que reforçarão a patrulha agrícola regional.

    A iniciativa foca na melhoria das estradas vicinais, essenciais para o escoamento da produção agrícola local. A região tem economia baseada principalmente no cultivo de grãos e na criação de bovinos e aves.

    Municípios beneficiados pelos convênios

    O Cirenor reúne 19 municípios do Nordeste gaúcho: Água Santa, Barracão, Cacique Doble, Capão Bonito do Sul, Caseiros, Ibiaçá, Ibiraiaras, Lagoa Vermelha, Machadinho, Maximiliano de Almeida, Paim Filho, Sananduva, Santa Cecília do Sul, Santo Expedito do Sul, São João da Urtiga, São José do Ouro, Tapejara, Tupanci do Sul e Vila Lângaro.

  • Rio Grande do Sul terá queda acentuada nas temperaturas

    Rio Grande do Sul terá queda acentuada nas temperaturas

    O Rio Grande do Sul deve registrar uma queda significativa nas temperaturas entre os dias 9 e 11 de junho, segundo o Boletim Integrado Agrometeorológico 23/2025. A massa de ar frio que atuará sobre o estado deve provocar os menores termômetros especialmente nas regiões da Serra Gaúcha, Campanha e Sul, com temperaturas próximas de 0°C e sem previsão de chuvas relevantes neste período.

    As regiões Noroeste, Norte, Nordeste e Central podem receber volumes de chuva entre 10 mm e 100 mm, chegando a 150 mm em pontos isolados. O Sudoeste deve registrar acumulados entre 1 mm e 10 mm, enquanto Sul e Sudeste não terão chuvas significativas.

    Nos últimos sete dias, o Rio Grande do Sul enfrentou baixas temperaturas acompanhadas de chuvas volumosas em todo o território. Algumas áreas do Litoral Norte e Metropolitana registraram precipitações diárias superiores a 100 mm. E na Serra Gaúcha houve registros de chuva congelada e até neve.

    Frio intenso

    Especialistas apontam que junho de 2025 será um dos meses mais frios do ano no centro-sul do Brasil, com maior frequência de dias frios e eventos de geada em comparação a 2024. Dois episódios de frio intenso são esperados: um na primeira semana e outro na última do mês. A diminuição das horas de sol, típica do solstício de inverno em 20 de junho, contribui para a manutenção do ar frio, especialmente durante a noite.

    A previsão indica que as chuvas ficarão próximas ou acima da média climatológica no centro-leste e nordeste do estado. Isso inclui a Grande Porto Alegre e a Serra, enquanto o sul do Rio Grande do Sul deve apresentar volumes abaixo da média. A média de precipitação para junho varia entre 140 mm e 180 mm na maior parte do estado. Pode chegar a 220 mm no Noroeste e ficando entre 80 mm e 100 mm no Sudoeste e Litoral Sul.

    A entrada frequente de massas de ar frias e secas favorecerá a ocorrência de geadas mais generalizadas e frequentes no Rio Grande do Sul. A população e o setor agropecuário devem se preparar para o frio intenso e a variabilidade das chuvas, que impactam diretamente as atividades econômicas e o cotidiano regional.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Ring Neck: ave encanta ao tentar tocar “Pintinho Amarelinho” no celular

    + Agro em Campo: CMN reduz limite do Proagro para R$ 200 mil

  • Gripe aviária: RS conclui quinta vistoria em propriedades rurais

    Gripe aviária: RS conclui quinta vistoria em propriedades rurais

    O Rio Grande do Sul concluiu, nesta quinta-feira (29/5), a quinta vistoria em 19 propriedades rurais com criação de aves localizadas em um raio de três quilômetros do foco de gripe aviária, identificado no dia 15 de maio. As equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDA/Seapi) lideraram a ação, que integra o protocolo preventivo do Plano Nacional de Contingência para Influenza Aviária.

    A próxima etapa do monitoramento está marcada para sábado (31/5), quando ocorrerá a terceira inspeção nas propriedades dentro do raio de 10 quilômetros da região afetada.

    Barreiras sanitárias e monitoramento permanente

    O Estado mantém quatro barreiras sanitárias ativas na área, funcionando 24 horas por dia. Essas barreiras garantem a desinfecção de cargas e reforçam as orientações sobre biosseguridade para produtores e transportadores. Até o momento, as equipes abordaram e desinfetaram 4.129 veículos.

    A Secretaria da Agricultura publicou a nota técnica DSA 003/2025 para reforçar a importância das medidas de biosseguridade nas granjas avícolas comerciais. Ananda Kowalski, coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola (Pesa/Seapi), destacou que toda a cadeia produtiva deve adotar essas práticas, que são exigidas por lei.

    Kowalski orienta que produtores notifiquem imediatamente qualquer mortalidade igual ou superior a 10% das aves em até 72 horas, além de sinais respiratórios, neurológicos ou digestivos.

    Situação da gripe aviária no RS

    A influenza aviária, ou gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves, mas pode infectar mamíferos, incluindo humanos. A transmissão ocorre pelo contato direto com animais infectados ou materiais contaminados.

    O Serviço Veterinário Oficial do RS (SVO-RS) esclarece que a ingestão de carne de aves ou ovos adquiridos em pontos de venda permanece segura, pois não há transmissão pelo consumo desses alimentos.

    A Seapi orienta que qualquer suspeita da doença deve ser imediatamente comunicada às Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária, pelo sistema e-Sisbravet ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.

    Balanço das ações até 29 de maio

    Barreiras Sanitárias

    • Quatro barreiras ativas
    • Área de foco (3 km): um bloqueio e duas barreiras sanitárias
    • Área de vigilância (10 km): uma barreira sanitária
    • 4.129 veículos abordados e desinfetados

    Propriedades visitadas

    • Área de foco (3 km): 19 propriedades de subsistência, com conclusão do quinto ciclo de vistorias
    • Área de vigilância (10 km): 255 propriedades visitadas no segundo ciclo

    Equipes envolvidas

    • 34 servidores da Seapi (fiscais, técnicos agrícolas e outros)
    • 3 servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)
    • 5 servidores da Prefeitura de Montenegro
    • 30 servidores da Brigada Militar

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Escolha da embarcação adequada impulsiona resultados na pescaria esportiva
    + Agro em Campo: Governo autoriza prorrogação de dívidas rurais com subsídio

  • Granja de Montenegro conclui desinfecção e inicia vazio sanitário

    Granja de Montenegro conclui desinfecção e inicia vazio sanitário

    A granja de reprodução avícola localizada em Montenegro, Rio Grande do Sul, concluiu o processo de limpeza e desinfecção após a confirmação de um caso de gripe aviária. Com isso, a área entra em período de vazio sanitário obrigatório a partir desta quinta-feira, 22 de maio de 2025. Isso conforme determina o Plano Nacional de Contingência para Influenza Aviária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

    O procedimento de desinfecção envolveu a higienização completa dos galpões, máquinas, estruturas, além de áreas administrativas como escritório, almoxarifado, vestiários e lavanderia. As ações começaram imediatamente após a confirmação do foco de gripe aviária, com o sacrifício das aves infectadas em 16 de maio. E seguido pela remoção da cama aviária e destruição dos ovos remanescentes.

    De acordo com a médica veterinária Alessandra Krein, do Programa de Sanidade Avícola da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), “a limpeza prévia é fundamental para que os agentes químicos desinfetantes atuem com maior eficácia, pois a maioria dos desinfetantes não age bem sobre superfícies sujas”.

    O trabalho foi realizado entre os dias 18 e 21 de maio, com a participação de equipes da granja, empresa contratada e supervisão técnica de servidores da Seapi e do Mapa. Tudo para garantir o cumprimento rigoroso dos protocolos sanitários.

    Início do vazio sanitário de 28 dias

    Com a conclusão da desinfecção, inicia-se o vazio sanitário, período de 28 dias em que a granja deve permanecer sem criação de aves para evitar a propagação da influenza aviária. Esse prazo corresponde a dois ciclos de incubação do vírus, conforme estabelecido pelo Plano Nacional de Contingência do Mapa. O plano orienta as ações de controle e erradicação da doença em todo o território brasileiro.

    O vazio sanitário é uma medida essencial para interromper o ciclo de transmissão do vírus da gripe aviária. E assim, proteger outras granjas e garantira sanidade avícola regional. O Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul acompanha todas as etapas do processo, desde o sacrifício das aves até a fiscalização do cumprimento do vazio sanitário.

    Medidas de controle

    A influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e selvagens, podendo causar grandes prejuízos econômicos ao setor avícola. O Brasil mantém um rigoroso sistema de vigilância e contingência, com protocolos definidos pelo Mapa para controle. Isso inclui o sacrifício sanitário, desinfecção e períodos de vazio sanitário para evitar surtos.

    A finalização da desinfecção e o início do vazio sanitário na granja de Montenegro são passos fundamentais para controlar o surto de gripe aviária no Rio Grande do Sul. O cumprimento rigoroso dessas medidas reforça o compromisso das autoridades e produtores com a saúde animal e a segurança alimentar no Brasil.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Exportações de café batem recorde na safra 24/25

    + Agro em Campo: Justiça de Mato Grosso aprova recuperação judicial do Grupo Safras

  • Estado vistoriou 100% das propriedades no raio de três quilômetros do foco de gripe aviária

    Estado vistoriou 100% das propriedades no raio de três quilômetros do foco de gripe aviária

    O Rio Grande do Sul finalizou nesta terça-feira (20/5) a vistoria em 100% das 540 propriedades rurais localizadas no raio de dez quilômetros do foco de influenza aviária, conhecida como gripe aviária, confirmado no município de Montenegro. Além disso, o Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDA/Seapi) revisitou 19 propriedades dentro do raio de três quilômetros onde há presença de aves. Isso conforme determina o Plano Nacional de Contingência de Influenza Aviária.

    Em quatro dias, as equipes percorreram as propriedades em um trecho de dez quilômetros, superando as expectativas iniciais. A diretora do DDA, Rosane Collares, informou que a partir deste sábado, que marca sete dias da primeira visita, todas as propriedades no raio de dez quilômetros passarão por uma nova revisita.

    Sete barreiras sanitárias funcionam 24 horas por dia na região, desinfectando veículos para evitar a disseminação da doença. Duas barreiras operam na BR-386 (no pedágio e na balança). Outras duas estão nas rodovias RS-124 e TF-10 (sentido Triunfo), e três em estradas vicinais, sendo uma delas de bloqueio. Até o momento, mais de 1.200 veículos passaram pela desinfecção.

    Além da vigilância ativa e barreiras sanitárias, os servidores promovem atividades de educação sanitária. Isso inclui orientações em escolas e visitas a agropecuárias no entorno do foco.

    Durante as ações, coletaram amostras de uma ave de subsistência em Montenegro, enviadas ao Laboratório Federal de Diagnóstico Agropecuário, em Campinas (SP), aguardando resultado do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

    Sobre a gripe aviária

    A influenza aviária é uma doença viral que afeta principalmente aves, mas pode infectar mamíferos, inclusive humanos. A transmissão ocorre pelo contato direto com aves doentes ou por meio de água e materiais contaminados. O Serviço Veterinário Oficial do RS reforça que o consumo de carne e ovos de aves é seguro. Pois a doença não se transmite pelo consumo desses alimentos.

    Os sinais suspeitos da doença incluem sintomas respiratórios, neurológicos ou mortalidade súbita e elevada em aves. Qualquer suspeita deve ser comunicada imediatamente à Secretaria da Agricultura por meio da Inspetoria ou Escritório de Defesa Agropecuária. Pode ser usado o sistema e-Sisbravet ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.

    Leia mais:

     

    + Agro em Campo: Conheça o capim que deu origem ao nome de duas cidades brasileiras
    + Agro em Campo: Cacau sobe 6,89% em abril com efeito sazonal da Páscoa

  • RS vistoria mais de 80% das propriedades no raio de 10 km do foco de gripe aviária em Montenegro

    RS vistoria mais de 80% das propriedades no raio de 10 km do foco de gripe aviária em Montenegro

    Desde sábado (17/5) até segunda-feira (19/5), equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDA/Seapi) visitaram 459 propriedades rurais no raio de até 10 quilômetros do foco de gripe aviária em Montenegro (RS). Esse número representa 84% do total de propriedades que precisam ser vistoriadas na área.

    Na segunda-feira (19/5), a Secretaria finalizou a instalação de sete barreiras sanitárias, que operam 24 horas por dia para controlar o trânsito e evitar a disseminação do vírus. A partir de terça-feira (20/5), as equipes iniciarão a revisitação das propriedades rurais com aves no raio de 3 quilômetros, conforme o Plano Nacional de Contingência de Influenza Aviária.

    Laudo negativo confirma ausência de novos casos suspeitos

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) enviou o laudo negativo para uma suspeita que estava em análise no Laboratório Federal de Diagnóstico Agropecuário, em Campinas (SP), reforçando o controle da doença na região.

    A gripe aviária, também chamada de influenza aviária, é uma doença viral que afeta principalmente aves, mas pode infectar mamíferos, incluindo humanos. A transmissão ocorre pelo contato direto com aves doentes, água ou materiais contaminados.

    O Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS) assegura que o consumo de carne de aves e ovos, armazenados em casa ou comercializados, é seguro. A doença não se transmite pelo consumo desses produtos, garantindo a segurança alimentar da população.

    Como notificar suspeitas de gripe aviária?

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) orienta que todas as suspeitas de gripe aviária, como sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade súbita em aves, sejam notificadas imediatamente. A comunicação pode ocorrer por meio da Inspetoria ou Escritório de Defesa Agropecuária, pelo sistema e-Sisbravet ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.

    Balanço das ações até 19 de maio

    Barreiras sanitárias instaladas:
    • Total: 7 barreiras
    • Área de foco (3 km): 1 bloqueio e 2 barreiras sanitárias
    • Área de vigilância (10 km): 4 barreiras sanitárias
    Propriedades vistoriadas:
    • Total: 459 propriedades e 1 granja
    • Área de foco (3 km): 30 propriedades de subsistência
    • Área de vigilância (10 km): 429 propriedades de subsistência e 1 granja de recria de aves
    Equipes envolvidas:
    • Servidores da Seapi: 85 (fiscais estaduais agropecuários, técnicos agrícolas e outros)
    • Servidores do Mapa: 4
    • Servidores da Prefeitura de Montenegro: 5
    • Brigada Militar: 50
    • Corpo de Bombeiros: 5

    Leia mais:

     

    + Agro em Campo: Produtor de Piratini colhe batatas-doces gigantes
    + Agro em Campo: Carbono zero: Cecafé compensa emissão de GEE do 10º Coffee Dinner & Summit

  • Gripe aviária: Santa Catarina investiga caso suspeito

    Gripe aviária: Santa Catarina investiga caso suspeito

    Santa Catarina está em alerta após a identificação de um caso suspeito de gripe aviária (Influenza Aviária H5N1) em uma granja comercial localizada em Ipumirim, no Oeste do estado. A informação foi confirmada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e pela prefeitura local em 19 de maio de 2025. Como medida de precaução, o governo catarinense proibiu a entrada de aves vivas e ovos férteis provenientes de 12 municípios do Rio Grande do Sul, conforme nota técnica divulgada pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).

    A restrição atinge os seguintes municípios gaúchos:

    • Cachoeirinha
    • Canoas
    • Capela Santana
    • Esteio
    • Gravataí
    • Montenegro
    • Nova Santa Rita
    • Novo Hamburgo
    • Portão
    • São Leopoldo
    • Sapucaia do Sul
    • Triunfo

    Segundo a Cidasc, está autorizada a entrada em Santa Catarina de produtos de origem animal de aves oriundos do Rio Grande do Sul, exceto ovos comerciais provenientes dos municípios citados, que compõem a zona de contenção do foco.

    Medidas de prevenção e contenção

    A decisão do governo catarinense segue as diretrizes do Plano Nacional de Contingência para Influenza Aviária, elaborado pelo MAPA. O objetivo é conter a disseminação do vírus H5N1, proteger a produção avícola e garantir a segurança alimentar.

    Orientações para produtores e população:

    • Reforço na biosseguridade: produtores devem intensificar as medidas de controle sanitário e restringir o acesso de pessoas externas às granjas.
    • Notificação imediata: qualquer ocorrência de aves com sintomas como dificuldade respiratória, secreção ocular, andar cambaleante, torcicolo, movimentos circulares ou mortalidade súbita deve ser comunicada à Cidasc.
    • Evitar manipulação: as pessoas não devem manipular aves mortas ou com sinais clínicos sem orientação técnica.

    Segurança no consumo

    O Ministério da Agricultura reforça que a gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de frango ou ovos devidamente inspecionados. A população pode consumir esses produtos com segurança, conforme nota oficial do MAPA e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

    O vírus Influenza Aviária H5N1 é altamente patogênico para aves, com rápida disseminação e alta mortalidade. Embora o risco de transmissão para humanos seja baixo, pessoas com contato direto e intenso com aves infectadas ainda podem contrair a doença. Pesquisadores identificaram o subtipo H5N1 pela primeira vez em 1996, na China, e desde então órgãos como a Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH) e a Embrapa monitoram sua disseminação em escala global.

    O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, destacou a importância da colaboração de todos: “Santa Catarina é o segundo maior exportador de carne de frango do Brasil, graças à implementação das normas de biosseguridade e ao trabalho da defesa sanitária. Estamos vigilantes e reforçando todas as medidas para impedir a entrada dessa doença em Santa Catarina. Precisamos que cada um faça sua parte.”

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Produtor de Piratini colhe batatas-doces gigantes
    + Agro em Campo: Espírito Santo inicia colheita da safra 2025 de gengibre