Tag: queda

  • Dólar em queda reduz negócios de soja no Brasil

    Dólar em queda reduz negócios de soja no Brasil

    A queda do dólar limitou os negócios da soja no Brasil na última semana. O recuo afastou vendedores de grandes volumes. Pesquisadores do Cepea destacaram que a desvalorização pressiona a paridade de exportação e também os preços internos da oleaginosa.

    Produtores tentam aproveitar o cenário de juros. Nos Estados Unidos, houve redução de 0,25 ponto percentual. No Brasil, a taxa segue estável. Segundo o Cepea, essa combinação pode atrair dólar ao mercado brasileiro e reduzir ainda mais a taxa de câmbio. Parte dos agentes, no entanto, manteve cautela. Eles observaram de perto o andamento das lavouras de soja no Brasil e nos EUA.

    A Conab divulgou a primeira estimativa para a safra 2025/26. A área plantada pode atingir o recorde de 49,08 milhões de hectares. A produção de soja brasileira deve alcançar 177,6 milhões de toneladas. O número supera a estimativa do USDA, que projeta 175 milhões.

  • Algodão tem cotações em queda no mercado brasileiro

    Algodão tem cotações em queda no mercado brasileiro

    Os preços do algodão em pluma seguem enfraquecidos no Brasil, segundo levantamento do Cepea. A pressão vem do mercado externo e do câmbio.

    Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), os contratos estão em patamares baixos. Já o dólar registra a menor cotação desde meados de 2024.

    Além disso, a paridade de exportação recuou para níveis de dezembro de 2020. Pesquisadores destacam que esse cenário pressiona ainda mais os valores internos. A expectativa de safra recorde e a demanda doméstica limitada reforçam a tendência de queda. Assim, as cotações continuam em retração no mercado brasileiro.

    Na primeira quinzena de setembro, o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em oito dias, caiu 6% e fechou a R$ 3,6703 por libra-peso no dia 15. No dia 12, o indicador registrou R$ 3,6590 por libra-peso, o menor valor nominal desde 6 de julho de 2023.

    No campo, a colheita da safra 2024/25 caminha para o fim. Segundo a Conab, a produção deve atingir 4 milhões de toneladas, 9,7% acima da anterior.

  • Prepare o bolso – safra de trigo 2025/26 no Brasil deve cair 10,5%.

    Prepare o bolso – safra de trigo 2025/26 no Brasil deve cair 10,5%.

    A safra brasileira de trigo para 2025/26 foi revisada para 6,9 milhões de toneladas, uma queda de 10,5% em relação à estimativa anterior, segundo dados recentes da StoneX, empresa global de serviços financeiros. A redução reflete principalmente cortes na área plantada nos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul.

    No Paraná, a diminuição da área se deve a frustrações com safras passadas, dificuldades no acesso ao crédito agrícola e à concorrência com o milho safrinha. Mesmo assim, “apesar da expressiva redução na área plantada do estado, ainda se estima que a produção seja superior à do último ano, devido aos ganhos de produtividade no comparativo anual”, afirma o consultor em gerenciamento de riscos da StoneX, Jonathan Pinheiro.

    Jonathan Pinheiro, consultor em gerenciamento de riscos da StoneX
    StoneX. Foto: Divulgação

    No Rio Grande do Sul, além dos fatores que afetam o Paraná, os produtores enfrentam desafios climáticos. Houve perdas na safra de verão, que reduziram a capacidade de investimento dos agricultores. Grandes volumes de chuva recentes causaram alagamentos e mantêm alta umidade no solo, atrasando o plantio em um momento próximo ao fim da janela ideal. “Até o momento, não há grandes prejuízos, mas a elevada umidade no solo segue atrasando o plantio”, destaca Pinheiro.

    Aumento nas exportações

    Com a expectativa de produção menor, a StoneX projeta um aumento de 4,2% nas importações para suprir a demanda interna. “A expectativa é de que o ano seja favorável para compras no mercado externo, devido aos grandes volumes de estoques de passagem na Argentina. O que deve contribuir para elevada oferta no país sul-americano e, consequentemente, cotações mais pressionadas nos portos argentinos”, explica o consultor.

    Além disso, o volume exportado deve sofrer uma redução significativa, com corte previsto de 26,3% em relação ao ciclo comercial anterior. “Diante dessa conjuntura, o balanço deve ficar mais apertado na safra 2024/25. Com queda estimada em 41,3% para os estoques finais, no comparativo anual”, conclui Jonathan Pinheiro.

    Essa revisão reflete um cenário desafiador para a produção nacional de trigo, que deve impactar o mercado interno e as estratégias comerciais para o próximo ciclo.

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  • Venda de etanol cai 40% em São Paulo

    Venda de etanol cai 40% em São Paulo

    O mercado paulista de etanol hidratado registrou forte retração na primeira semana de julho.
    Segundo levantamento do Cepea, o volume comercializado no período foi o menor da safra 2025/26.
    A atual temporada começou oficialmente em 1º de abril. Em resumo, a redução chegou a 40,4% frente à semana anterior — quase 20 milhões de litros a menos.

    Com estoques já formados em semanas anteriores, compradores se afastaram do mercado spot. As usinas, por sua vez, mantiveram os preços firmes na maioria dos casos. O principal motivo foi o baixo volume de etanol disponível nos estoques atuais.

    Apesar da retração nas vendas, os preços oscilaram pouco. Entre os dias 30 de junho e 4 de julho, o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado fechou em R$ 2,6055/litro. O valor está livre de ICMS e PIS/Cofins e representa queda de apenas 0,17% em relação ao período anterior.

    Para o etanol anidro, a cotação teve leve alta. O Indicador CEPEA/ESALQ fechou a R$ 2,9996/litro, variação positiva de 0,11% na comparação semanal. Esse valor também está líquido de impostos.

    Açúcar cristal mantém queda e acende alerta no setor

    O açúcar cristal iniciou julho com preços na casa dos R$ 116 por saca de 50 kg. A informação é do Cepea, que monitora o mercado spot de São Paulo. Vendedores das usinas resistem à queda, mesmo diante de sinais de excesso de oferta global.

    Segundo analistas, as previsões indicam excedente de açúcar para esta e para a próxima safra. Ainda assim, o setor se preocupa com os custos de produção. Só em junho, o Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa 130-180, acumulou queda de 12,71%.

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  • Exportação de suco de laranja cai 22,4%

    Exportação de suco de laranja cai 22,4%

    A qualidade inferior do suco de laranja na safra 2024/25 e os preços elevados reduziram as exportações brasileiras do produto. Segundo o Cepea, entre julho de 2024 e maio de 2025, o Brasil exportou 730,9 mil toneladas de suco em equivalente concentrado (66° Brix). Ou seja, esse volume representa queda de 22,4% em comparação com o mesmo período da temporada anterior, de julho de 2023 a maio de 2024.
    Nas safras anteriores, o Brasil exportava cerca de 1 milhão de toneladas nos primeiros 11 meses.

    Desafios

    Ao mesmo tempo, o mercado interno também enfrenta desafios. Levantamentos do Cepea indicam que o feriado de Corpus Christi e o clima ameno reduziram a demanda por laranjas. Por outro lado, a oferta continua em alta, o que pressiona os preços no campo. Entre 16 e 20 de junho, a laranja pera in natura teve média de R$ 63,07 por caixa de 40,8 kg. O valor representa queda de 0,84% em relação à semana anterior.

    Para a laranja destinada à indústria, a cotação média foi de R$ 44,53 por caixa, com recuo de 0,5% no mesmo período comparativo.

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  • Preço do açúcar atinge menor valor desde 2022

    Preço do açúcar atinge menor valor desde 2022

    O preço do açúcar cristal continua em queda no mercado spot paulista. Pesquisadores do Cepea apontam que a desvalorização externa influenciou esse recuo ao longo da semana passada. Ou seja, apesar da restrição na oferta do tipo Icumsa 150, de melhor qualidade, os preços não reagiram.

    Além disso, as chuvas no início de junho também dificultaram a produção nas usinas e limitaram a disponibilidade do produto. Mesmo assim, o cenário interno não sustentou os valores do adoçante.  Com isso, o Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa 130 a 180, caiu para R$ 120 por saca de 50 kg. Em resumo, esse nível de preço não era registrado desde outubro de 2022.

    Queda do etanol hidratado desacelera em São Paulo

    O etanol hidratado completou cinco semanas seguidas de queda no mercado spot de São Paulo. No entanto, o ritmo da desvalorização perdeu força nos últimos dias. Segundo pesquisadores do Cepea, os vendedores mostraram maior resistência em reduzir os preços. Além disso, chuvas em áreas produtoras afetaram o trabalho no campo e a moagem nas indústrias.

    Com menor oferta disponível, os preços encontraram algum suporte. Outro fator foi a valorização recente do petróleo no mercado externo. A demanda interna também aumentou com a proximidade do feriado.
    Entre 9 e 13 de junho, o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado fechou a R$ 2,5404 por litro, queda de 0,35%.
    No mesmo período, o etanol anidro recuou 1,45%, para R$ 2,9021 por litro, ambos líquidos de impostos.

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  • Mudanças climáticas podem reduzir produção de cana em 20% até 2034

    Mudanças climáticas podem reduzir produção de cana em 20% até 2034

    A produção de cana-de-açúcar no Brasil pode sofrer uma queda de até 20% nos próximos 10 anos, segundo um estudo do Laboratório Nacional de Biorrenováveis do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais).

    Mudanças climáticas

    O estudo aponta que as mudanças climáticas serão responsáveis pela redução, com impactos diretos no mercado de etanol combustível e no setor de biocombustíveis. Ou seja, no cenário mais otimista, a queda pode ser de 5%, mas, até o final do século, a produção de cana-de-açúcar pode diminuir até 26%.

    O estudo utilizou técnicas de modelagem agroclimática para projetar os impactos. Além disso, os pesquisadores do CNPEM analisaram dados climáticos históricos e realizaram simulações para prever o futuro da cultura de cana na região Centro-Sul do Brasil. O engenheiro agrícola Gabriel Petrielli apresentou a pesquisa como parte de sua dissertação de mestrado na Unicamp.

    Utilizando dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o estudo aplicou o modelo Crop Assessment Tool (CAT), desenvolvido pelo CNPEM, para analisar como as mudanças climáticas afetam a produtividade da cana-de-açúcar. Em resumo, a área estudada inclui os estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, responsáveis por 90% da produção nacional.

    Produção de cana

    A produção de cana já começa a sentir os efeitos das mudanças climáticas. A Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) estima uma redução de 3,8% na safra de 2024/25, causada pela baixa pluviosidade e altas temperaturas na região Centro-Sul. A redução da quantidade e frequência de chuvas é o principal fator que afeta a produção de cana, superando até a elevação das temperaturas.

    No cenário mais pessimista, a queda na produção pode gerar uma perda de receita de até US$ 1,9 milhão por bilhão de litros de etanol produzido, apenas em créditos de descarbonização (CBIOs). “No Brasil, o RenovaBio remunera cada tonelada de CO2 evitada com créditos de descarbonização. A queda na produtividade da cana pode reduzir em até US$ 60 milhões anuais a receita do setor”, explica Petrielli.

    Thayse Hernandes, pesquisadora líder do LNBR e orientadora da pesquisa, destaca a urgência de medidas para mitigar os impactos climáticos. Segundo ela, é fundamental adaptar a cultura da cana às novas condições ambientais. O Brasil lidera mundialmente a produção e o consumo de biocombustíveis, o que torna essa questão ainda mais relevante.

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    Os resultados do estudo serão debatidos em congressos e publicados em artigos científicos. Porém, parte da pesquisa já foi apresentada na Suécia, mostrando como a instabilidade na produção brasileira de cana pode impactar o mercado internacional.

    Em resumo, no cenário mais otimista, a produção de cana pode sofrer uma queda de até 5%. Para isso, é necessário reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa. “As avaliações sobre mudanças climáticas são contínuas e interdisciplinares. Novas projeções podem fornecer dados para o planejamento futuro do país”, conclui Petrielli.

     

  • Safra de maçã em Santa Catarina tem queda de quase 24%

    Safra de maçã em Santa Catarina tem queda de quase 24%

    A safra catarinense de maçã encerrou com uma produção de cerca de 423 mil toneladas em 2023/2024, a menor já registrada pelo Observatório Agro Catarinense. A queda é de quase 24% em relação à safra anterior, que atingiu 555,2 mil toneladas, segundo o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

    A colheita da maçã em Santa Catarina terminou em junho. Problemas climáticos afetaram a produtividade dos pomares, especialmente dos cultivares Gala e Fuji, que representam 98% da produção no estado. Rogério Goulart Júnior, analista da Epagri/Cepa, explicou que o excesso de chuvas durante a floração reduziu a produtividade e causou problemas fitossanitários.

    Queda na produção da maçã Gala

    A maçã Gala teve a maior redução de produtividade. Em 2023/2024, a produtividade média foi de 27,9 toneladas por hectare, uma queda de 27,35% em comparação com as 38,4 toneladas por hectare de 2022/2023. Além disso, a produção total de maçã Gala ficou em 195,6 mil toneladas, uma redução de 26,43% em relação à safra anterior. Os dados estão disponíveis nos sites do Observatório Agro Catarinense e do Infoagro.

    Desempenho da maçã Fuji

    A maçã Fuji também registrou uma redução de produtividade de 26% na safra 2023/2024. A produtividade média foi de 25,7 toneladas por hectare, comparada com 34,7 toneladas por hectare no ano agrícola anterior. A área colhida aumentou 5,7%, passando de 8 mil hectares para 8,5 mil hectares, o que impactou menos a produção total. No total, os agricultores colheram 218 mil toneladas de maçãs Fuji, uma queda de 21,79% em relação ao ano anterior.

    Redução na produção de maçãs precoces

    A produção de maçãs precoces também diminuiu, mas devido à redução da área colhida. Em 2022/2023, foram colhidos 363 hectares dessa variedade, enquanto em 2023/2024, a área foi de 308 hectares, uma redução de 15,15%. A produtividade, contudo, cresceu 5,66%, atingindo 30,7 toneladas por hectare. Ou seja, o volume total de maçãs precoces foi de 9,45 mil toneladas, uma redução de 10,35% em relação à safra anterior.

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  • Cotações do milho continuam em queda no Brasil

    Cotações do milho continuam em queda no Brasil

    As cotações do milho continuam em queda na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea, especialmente no Centro-Oeste. A intensificação da colheita aumentou a oferta da segunda safra, pressionando os preços. Estimativas recentes apontaram reajustes positivos na produção, contribuindo para a desvalorização interna.

    Cotações do milho continuam em queda: confira a análise

    Apesar da queda nos preços, pesquisadores do Cepea observam que os compradores estão afastados do mercado spot nacional, aguardando recuos maiores. Em contrapartida, os vendedores estão mais ativos. Além disso, o clima também está no radar dos agricultores brasileiros. Chuvas têm limitado o avanço da colheita no Sul e Sudeste, enquanto o tempo seco pode reduzir a produtividade no Centro-Oeste.

    Conab: confira a estimativa de produção

    A produção de milho, incluindo as três safras, é estimada em 115,86 milhões de toneladas, 12,2% abaixo da safra 2022/23. Apesar da queda, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras.

    Mercado internacional

    A recente valorização do dólar também influenciou o mercado de milho em Mato Grosso. Ou seja, este movimento ocorre durante uma colheita acelerada da segunda safra, antecipando o período tradicional de exportações mais intensas.

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  • Safra de tomate tem queda em 2024

    Safra de tomate tem queda em 2024

    O avanço nas pragas e as mudanças climáticas são os principais motivos para a queda da produção de tomates no Brasil, fazendo com que a produtividade das lavouras retornem aos números de dois anos atrás.

    Segundo a Tomate BR, associação que reúne processadores e utilizadores de tomate industrializado no país, a safra deste ano deve ser similar a de 2022. Um dos motivos é o excesso de chuva no começo do ano, época do transplante das mudas, além da praga da Mosca Branca (Bemisia Tabaci), que migrou para as regiões produtoras.

    Ainda de acordo com a associação, a área plantada esse ano é de aproximadamente 19 mil hectares, com estimativa de produção de um milhão e setecentas mil toneladas, mantendo o Brasil entre os dez maiores produtores do mundo.

    Nos próximos anos a tendência é de aumento da produção, mas isso depende de cuidados especiais com a irrigação e também com a nutrição adequada. Um fator que pode prejudicar é a temperatura, que tem variado muito nos últimos anos e afetado na só a colheita do tomate, como a agricultura de forma geral.

    Com uma produção menor, o preço vai pesar no bolso do consumidor, que já tem acompanhado uma crescente no valor do produto no mercado. A alta chega a quase 10% em São Paulo, por exemplo, apenas no mês de maio.