Tag: queda

  • Safra de laranja será quase 13% menor com avanço do greening

    Safra de laranja será quase 13% menor com avanço do greening

    A safra de laranja 2026/27 deve recuar no cinturão citrícola paulista e mineiro. O avanço do greening preocupa os produtores. O Fundo de Defesa da Citricultura, Fundecitrus, estima produção de 255,2 milhões de caixas de 40,8 quilos.

    A projeção integra a primeira Pesquisa de Estimativa de Safra divulgada nesta sexta-feira (8). O volume representa queda de 12,9% frente à safra anterior. Em 2025/26, produtores colheram 292,94 milhões de caixas.

    Queda de frutos no pomar

    Segundo o diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, o número de frutos diminuiu nos pomares. De acordo com Ayres, as árvores apresentam 17% menos frutos. Esse fator explica a maior parte da redução produtiva.

    Além disso, o greening segue como principal ameaça da citricultura brasileira. O levantamento aponta que 52% dos pomares adultos apresentam contaminação pela doença. Com isso, o greening reduz o peso das frutas e compromete a produtividade anual.

    Entre as 12 regiões citrícolas analisadas, apenas quatro mantêm o número de frutos. Nessas áreas, os frutos tendem a ser maiores.

    Por outro lado, Porto Ferreira, no interior paulista, deve registrar queda de 26% no total de frutos. Segundo Ayres, os efeitos do greening explicam o forte recuo na região. Além das doenças, o clima também pode alterar a produção final da safra.

    Na temporada passada, a colheita ficou 7% abaixo da estimativa inicial. Ayres afirmou que o clima seco e as altas temperaturas prejudicaram o pós-florecimento dos pomares.

    Árvores produtivas e não produtivas

    O levantamento também identificou crescimento no número de árvores produtivas. Em 2026, o cinturão citrícola soma 184,3 milhões de árvores produtivas. O total cresceu 0,91% frente a 2025.

    Já o número de árvores não produtivas aumentou 6,17%. O volume passou de 26,3 milhões para 28 milhões.

    Segundo Ayres, áreas fora do cinturão citrícola possuem 13 milhões de árvores com menos de três anos. Essas plantas devem entrar no censo do Fundecitrus a partir de 2028. Ele afirmou ainda que a citricultura brasileira expandiu produção além das regiões tradicionais.

  • Soja despenca em Chicago com temor sobre demanda

    Soja despenca em Chicago com temor sobre demanda

    Os preços da soja caíram forte na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (16/3). Os investidores reagiram ao risco de queda na demanda global e aumentaram a pressão sobre as cotações. Os contratos com vencimento em maio recuaram 5,71% e fecharam a US$ 11,5525 por bushel. O mercado refletiu a preocupação com um possível adiamento das negociações entre Donald Trump e Xi Jinping.

    A possível postergação da reunião, prevista para o fim de março, elevou a incerteza entre investidores.
    Segundo agências internacionais, Trump busca apoio para garantir o fluxo de navios no Estreito de Ormuz. A região concentra cerca de 20% do escoamento global de petróleo e influencia mercados de commodities.

    Além disso, operadores realizaram lucros após altas recentes impulsionadas por tensões geopolíticas. Essas altas anteriores elevaram os preços do petróleo e do óleo de soja no mercado internacional. No entanto, o óleo de soja caiu mais de 5% na sessão anterior e reforçou o movimento de baixa.

    Milho acompanha queda da soja

    Os preços do milho também recuaram pressionados por realizações de lucro no mercado internacional.
    Os contratos para maio caíram 2,84% e encerraram o dia a US$ 4,54 por bushel.

    Trigo segue movimento negativo

    O trigo acompanhou o movimento de queda observado nos mercados de soja e milho. Os contratos para maio recuaram 2,69% e fecharam a US$ 5,9725 por bushel.

  • Preços da soja seguem enfraquecidos no Brasil; entenda

    Preços da soja seguem enfraquecidos no Brasil; entenda

    Os preços da soja em grão encerraram janeiro enfraquecidos no mercado brasileiro. Os pesquisadores do Cepea associam a queda às expectativas de oferta recorde no Brasil. A demanda doméstica fraca também pressiona as cotações da oleaginosa.

    A valorização do Real frente ao dólar influencia o cenário interno. O câmbio reduz a competitividade dos produtos brasileiros no exterior. Compradores internacionais priorizam a soja dos Estados Unidos.

    No campo, produtores avançam gradualmente com a colheita da soja. As áreas do Sul registram umidade do solo abaixo do nível ideal. As lavouras semeadas mais tarde enfrentam maior preocupação dos agricultores. Os produtores permanecem atentos às condições climáticas das próximas semanas. Previsões meteorológicas indicam chuvas mais abrangentes para os próximos dias. As chuvas podem melhorar o balanço hídrico das lavouras brasileiras.

    Colheita nacional

    A Conab confirma avanço da colheita nacional da soja. O trabalho atingiu 6,6 por cento da área até 24 de janeiro.
    Esse ritmo supera os 3,2 por cento do mesmo período da safra anterior. Mato Grosso lidera a colheita brasileira de soja. O estado alcança 19,7 por cento da área colhida. No ano passado, Mato Grosso tinha apenas 3,6 por cento colhidos. Analistas esperam continuidade dos trabalhos nas próximas semanas.

  • Exportações do Brasil para os EUA registram a maior queda desde a pandemia

    Exportações do Brasil para os EUA registram a maior queda desde a pandemia

    Um estudo da Amcham Brasil mostrou que as exportações brasileiras para os Estados Unidos sofreram em 2025 a maior retração dos últimos cinco anos. As vendas totalizaram US$ 37,7 bilhões, uma queda de 6,6% frente a 2024, interrompendo uma trajetória de crescimento pós-pandemia. A participação dos EUA no total exportado pelo Brasil caiu para 10,8%, o menor patamar desde 2020.

    O Monitor do Comércio Brasil-EUA apontou dois fatores principais para o recuo: o impacto das sobretaxas americanas sobre produtos brasileiros e a queda nas exportações de petróleo bruto.

    As exportações de bens sujeitos a tarifas de 40% ou 50% recuaram 9,5% em 2025. A queda se acentuou após agosto, quando as medidas mais rigorosas entraram em vigor. No último quadrimestre do ano, as vendas desses produtos caíram 21,6%.

    A indústria de transformação, que responde por mais de 80% das vendas ao mercado americano, registrou sua primeira queda desde 2020, com retração de 4,2%. Setores como celulose, siderurgia e madeira lideraram as perdas.

    “Esta queda interrompe uma trajetória saudável. Para retomar o crescimento, especialmente de bens industriais, será crucial avançar nas negociações para reduzir ou eliminar as sobretaxas”, afirmou Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

    Déficit comercial com os EUA dispara mais de 2.500%

    Enquanto as exportações caíam, as importações brasileiras de produtos dos EUA cresceram pelo terceiro ano seguido, com alta de 11,3%. Itens como máquinas, aeronaves e medicamentos puxaram o avanço.

    Essa combinação resultou em um déficit comercial de US$ 7,5 bilhões para o Brasil na relação com os EUA em 2025. O número representa um salto expressivo em relação ao déficit de apenas US$ 300 milhões registrado em 2024.

    A Amcham avalia que o início de 2026 representa uma janela estratégica para destravar o comércio bilateral. Produtos sob tarifas punitivas representam cerca de um terço das exportações brasileiras para os EUA.

    Um acordo para reduzir essas barreiras pode ser decisivo para reverter a queda e impulsionar novamente as vendas da indústria nacional ao seu principal mercado para bens manufaturados. O desempenho contrasta com o crescimento das exportações brasileiras para outros parceiros, como China, União Europeia e Mercosul.

  • Exportação de suínos registra maior queda desde 2015

    Exportação de suínos registra maior queda desde 2015

    A exportação brasileira de carne suína caiu 26,3% de outubro para novembro, segundo dados da Secex analisados pelo Cepea. O recuo foi o maior desde dezembro de 2015, quando houve queda de 28,5%.

    O Brasil exportou 105,2 mil toneladas em novembro. O volume foi o menor desde janeiro e ficou abaixo das 111,5 mil toneladas embarcadas em novembro de 2024.

    Mesmo assim, o acumulado de 2025 supera o total exportado em 2024. O País somou 1,35 milhão de toneladas embarcadas até novembro, acima dos 1,33 milhão de toneladas registrados no ano passado.

    Os dados do IBGE analisados pelo Cepea mostram avanço nos abates. O volume abatido no terceiro trimestre foi o maior da série histórica, com quase 1,5 bilhão de quilos produzidos entre julho e setembro em todo o País.

    O setor registrou alta de 5,3% frente ao trimestre anterior e crescimento de 6,1% ante igual período de 2024. Analistas do Cepea reforçam que o terceiro trimestre concentra o pico de produção, enquanto o quarto costuma ter o menor volume do ano.

  • Produção da agroindústria cai em agosto e acumula baixa no ano, mostra FGV

    Produção da agroindústria cai em agosto e acumula baixa no ano, mostra FGV

    A agroindústria brasileira produziu 2,1% menos em agosto deste ano na comparação com o mesmo mês de 2024, revela o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro) da FGVAgro. No acumulado do ano, o recuo chega a 0,5%.

    A pesquisa mostra que os segmentos de Bebidas e Produtos Não-Alimentícios sofreram as maiores quedas. Bebidas encolheram 4,9%, com destaque para o segmento de bebidas alcoólicas, cuja produção caiu 11,8%, atingindo o menor nível desde 2014. É importante notar que os casos de contaminação por metanol foram registrados em setembro, após o período avaliado.

    No setor de Produtos Não-Alimentícios, a baixa mais expressiva ocorreu na fabricação de biocombustíveis, que recuou 24,1%. Este é o pior resultado para agosto desde o início da série histórica em 2003.

    Pesquisadores da FGVAgro apontam que 2025 tem apresentado desafios à agroindústria, impulsionados pela desaceleração da economia brasileira, influenciada pela política monetária restritiva, e pela valorização do real, que reduz a competitividade e a receita dos produtos no mercado internacional.

    Além disso, os últimos aumentos tarifários, conhecidos como tarifaço, impactam os embarques e as expectativas dos empresários. Afetando também segmentos previamente considerados isentos da elevação tarifária anunciada em julho pelo presidente Donald Trump.

  • Inflação dos alimentos tem menor alta em um ano

    Inflação dos alimentos tem menor alta em um ano

    A prévia da inflação oficial mostra queda nos preços de alimentos e bebidas pelo quinto mês seguido. Em outubro, o recuo foi de 0,02%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta sexta-feira (24) pelo IBGE.

    De junho a outubro, os alimentos ficaram 0,98% mais baratos, o que representa o maior período de deflação do setor desde setembro de 2024. O IPCA-15 geral subiu 0,18%, abaixo dos 0,48% registrados em setembro.

    Menor pressão sobre a mesa do brasileiro

    Entre setembro de 2024 e maio de 2025, os preços de alimentos e bebidas subiram por nove meses seguidos, impulsionados por problemas climáticos e quebra de safra. Desde então, os valores acumulam cinco quedas consecutivas:

    Outubro: -0,02%

    Setembro: -0,35%

    Agosto: -0,53%

    Julho: -0,06%

    Junho: -0,02%

    Com essa sequência, o acumulado em 12 meses ficou em 6,26%, acima da inflação geral (4,94%), mas o menor desde setembro de 2024, quando marcava 5,22%.

    Alimentação no domicílio

    A inflação da alimentação em casa caiu 0,10% em outubro e acumula 5,47% em 12 meses — o menor patamar desde agosto de 2024. Essa categoria é a mais importante dentro do IPCA-15, representando 21,63% da cesta de consumo de quem ganha até 40 salários mínimos.

    Cebola e arroz puxam queda no mês

    Os produtos que mais contribuíram para a deflação em outubro foram cebola (-7,65%), ovo de galinha (-3,01%), arroz (-1,37%) e leite longa vida (-1%). Cada recuo retirou 0,01 ponto percentual do índice.

    Outros alimentos registraram fortes reduções, embora com peso menor no total: pepino (-24,43%), abobrinha (-20,80%), morango (-15,63%) e peixe castanha (-12,68%).

    No acumulado de 12 meses, os maiores recuos vieram da batata-inglesa (-39%), feijão preto (-32%), cebola (-27%) e pepino (-27%). Em contrapartida, o café moído (53%), a abobrinha (43%) e o pimentão (36%) lideraram as altas.

    Veja a variação de outros grupos em outubro

    Tubérculos, raízes e legumes: -2,17%

    Hortaliças e verduras: -1,87%

    Cereais, leguminosas e oleaginosas: -1,24%

    Pescados: -0,98%

    Leites e derivados: -0,66%

    Aves e ovos: -0,51%

    Carnes e peixes industrializados: -0,24%

    Carnes: -0,05%

    Bebidas e infusões: 0,01%

    Enlatados e conservas: 0,22%

    Panificados: 0,23%

    Frutas: 2,07%

    Óleos e gorduras: 2,18%

    Expectativa é de estabilidade com safra recorde

    Para o economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Felipe Queiroz, o resultado é animador e mostra uma convergência da inflação para o centro da meta de 3% ao ano.

    Segundo ele, a queda de preços de alimentos básicos traz alívio para as famílias de menor renda. “A redução em itens como arroz, leite, ovos e cebola é muito positiva”, afirma.

    A Apas, que representa mais de 4,5 mil supermercados no estado, projeta continuidade na desaceleração dos preços nos próximos meses. “Temos uma safra recorde de grãos, o que deve ajudar na queda de itens essenciais da cesta básica”, conclui Queiroz.

  • Setor do arroz cobra ações para conter queda de preços

    Setor do arroz cobra ações para conter queda de preços

    O setor orizícola intensificou as cobranças por medidas para enfrentar a forte queda nos preços do arroz em casca, segundo levantamento do Cepea. Entre as ações sugeridas estão a retirada temporária da Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO), a redução do ICMS e medidas para frear as importações, especialmente do Paraguai, que compete diretamente com o produto brasileiro.

    A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) também propõe soluções logísticas, como a suspensão temporária da fiscalização da ANTT, responsável por elevar os custos de transporte.

    Os pesquisadores do Cepea alertam ainda para irregularidades na classificação e embalagem do arroz beneficiado, o que preocupa a indústria.

    Em relação à safra 2025/26, as estimativas iniciais da Conab apontam queda de 10,13% na produção nacional, para 11,46 milhões de toneladas. Mesmo com o recuo, o volume continua superior ao das safras 2022/23 e 2023/24.

  • Preço do arroz atinge menor nível em 14 anos

    Preço do arroz atinge menor nível em 14 anos

    O preço médio do arroz em casca no Rio Grande do Sul caiu ao menor patamar real desde setembro de 2011, segundo o Cepea. O Indicador CEPEA/IRGA-RS, que considera 58% de grãos inteiros e pagamento à vista, mostra desvalorização contínua no mercado.

    De acordo com o Centro de Pesquisas, muitos produtores enfrentam dificuldade para acessar crédito rural. Além disso, os preços pagos atualmente não cobrem os custos de produção, o que desestimula os orizicultores e reforça a tendência de redução da área plantada.

    Entre os compradores, o cenário também é de cautela. As pressões sobre os valores do arroz beneficiado no atacado e no varejo têm limitado aumentos na compra da matéria-prima.

    Desde 6 de outubro, os custos logísticos subiram com o início da fiscalização da tabela de fretes da ANTT. As novas exigências de seguros e o cumprimento dos valores mínimos de frete elevaram o custo final do produto, agravando a situação do setor.

    O mercado segue atento ao comportamento dos preços e aos impactos sobre o plantio da próxima safra, especialmente diante das margens apertadas e do encarecimento do transporte.

  • Arroz mantém queda com atrasos no plantio no RS

    Arroz mantém queda com atrasos no plantio no RS

    A cotação do arroz segue em baixa no Rio Grande do Sul, segundo levantamento do Cepea. A oferta permanece limitada, já que muitos produtores concentram esforços na semeadura da safra 2025/26.

    Pesquisadores destacam que as fortes chuvas recentes acenderam um alerta no estado. O excesso de água atrasou o plantio em várias microrregiões, gerando preocupação entre agentes do setor.

    Enquanto isso, compradores relatam dificuldades para vender o arroz beneficiado. Os preços de comercialização seguem pressionados, o que impede reajustes para a matéria-prima.

    Colaboradores ouvidos pelo Cepea informam que os lotes negociados nas últimas semanas não chegaram a metade do volume normalmente adquirido pelo mercado.