A combinação clássica de arroz com ovo, presente diariamente na mesa dos brasileiros, oferece benefícios nutricionais que surpreendem quem busca saúde e economia. Especialistas em nutrição afirmam que essa dupla entrega praticamente os mesmos benefícios proteicos que a carne vermelha, embora exija atenção a certos detalhes no prato.
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O ovo destaca-se como uma das melhores fontes de proteína disponíveis. Ele possui alto valor biológico, fornecendo aminoácidos essenciais em proporções ideais para a manutenção dos tecidos e a síntese muscular. Pesquisadores que avaliaram adultos jovens em 2021 observaram que tanto o ovo quanto a carne bovina geram uma resposta anabólica robusta, superando fontes vegetais no curto prazo.
Além da qualidade, a digestibilidade do ovo é alta, aproximando-se dos valores encontrados na proteína da carne. Enquanto o ovo garante a construção muscular, o arroz atua como o combustível da refeição, fornecendo a energia necessária para a rotina e os treinos.
Embora a qualidade da proteína seja semelhante, a quantidade exige ajustes. Para atingir o aporte proteico de uma porção de carne, o consumidor precisa de estratégia:
Proteína: dois ovos grandes fornecem entre 12 e 14 gramas de proteína, enquanto 100g de carne vermelha cozida entregam de 20 a 26 gramas.
Quantidade: para igualar uma porção moderada de carne, você deve utilizar de 2 a 3 ovos na refeição.
Micronutrientes: a carne vermelha ainda leva vantagem na oferta de ferro heme (mais fácil de absorver), vitamina B12 e zinco.
Como montar o prato ideal sem carne
A substituição funciona de forma plena quando você olha para o cardápio como um todo. Para compensar os nutrientes que a carne oferece em maior abundância, especialistas recomendam adicionar outros itens ao prato:
Feijão: adiciona fibras, minerais e complementa o perfil de aminoácidos.
Vegetais verde-escuros: Ajudam no aporte de ferro.
Vitamina C: consumir uma laranja ou limão durante a refeição potencializa a absorção do ferro presente nos vegetais e no ovo.
Vale a pena trocar?
A escolha entre o arroz com ovo e a carne vermelha depende do seu orçamento, paladar e objetivos de treino. O arroz com ovo reduz custos e varia o cardápio, mantendo uma ingestão proteica de excelência.
No entanto, pessoas com quadros de anemia ou necessidades aumentadas de ferro devem planejar essa troca com cuidado, já que a carne possui maior densidade deste mineral. Em qualquer caso, o equilíbrio nutricional ao longo da semana é mais importante do que um alimento isolado.
O maracujá conquista nutricionistas e consumidores com uma característica rara entre as frutas: seu teor elevado de proteína. Uma porção da fruta entrega aproximadamente 5g de proteína, valor que se aproxima dos 6g fornecidos por um ovo médio. Essa concentração surpreende, já que frutas raramente aparecem como fontes significativas desse macronutriente.
A descoberta transforma o maracujá em uma alternativa valiosa para quem busca aumentar a ingestão de proteína vegetal na dieta. Vegetarianos, veganos e pessoas interessadas em diversificar suas fontes proteicas encontram na fruta tropical uma opção nutritiva e acessível.
Riqueza nutricional vai muito além da proteína
O maracujá concentra benefícios que vão além do conteúdo proteico. A fruta oferece abundância em fibras alimentares, que auxiliam o funcionamento intestinal e prolongam a sensação de saciedade. Seu perfil antioxidante protege as células contra danos oxidativos, enquanto vitaminas essenciais fortalecem o organismo.
O betacaroteno, precursor da vitamina A, atua na saúde ocular e na integridade da pele. A vitamina C, presente em quantidades expressivas, fortalece o sistema imunológico e participa da síntese de colágeno. Esses nutrientes trabalham em conjunto para promover bem-estar e vitalidade.
Propriedades calmantes atraem atenção crescente
As reconhecidas propriedades calmantes do maracujá consolidam sua reputação como alimento funcional. Compostos bioativos presentes na fruta, especialmente na polpa e nas folhas, demonstram efeitos ansiolíticos e sedativos suaves. Estudos científicos investigam a passiflorina e outros alcaloides que podem modular a atividade do sistema nervoso.
Consumidores modernos, pressionados por rotinas estressantes, procuram alternativas naturais para promover relaxamento. O maracujá atende essa demanda sem os efeitos colaterais associados a medicamentos sintéticos. Sucos, chás e extratos da fruta ganham espaço nas prateleiras de produtos naturais.
Brasil domina produção mundial de maracujá
O Brasil se posiciona como maior produtor mundial de maracujá, colhendo mais de 700 mil toneladas anuais. A produção nacional concentra-se principalmente no Nordeste, onde estados como Bahia, Ceará e Pernambuco lideram o cultivo. O clima tropical e as condições de solo favorecem o desenvolvimento das diversas variedades da fruta.
O maracujá-azedo (Passiflora edulis) representa a maior parte da produção comercial brasileira. Agricultores familiares e grandes produtores cultivam a fruta para atender o mercado interno e exportações crescentes. A cadeia produtiva gera empregos e movimenta a economia regional, especialmente em áreas rurais.
Mercado nacional e exportações em expansão
O mercado brasileiro de maracujá movimenta cifras expressivas, com consumo tanto in natura quanto processado. A indústria transforma a fruta em sucos, polpas congeladas, doces, geleias e sorvetes. Produtos derivados do maracujá conquistam consumidores que valorizam sabores tropicais autênticos.
As exportações brasileiras de maracujá e seus derivados crescem anualmente, com destinos principais na Europa e América do Norte. Países importadores apreciam a qualidade da fruta brasileira e sua versatilidade culinária. O mercado internacional reconhece o Brasil como fornecedor confiável de maracujá premium.
Desafios da produção e oportunidades de crescimento
Produtores enfrentam desafios como pragas, doenças e oscilações climáticas que afetam a produtividade. A fusariose e o vírus do endurecimento dos frutos representam ameaças significativas aos pomares. Pesquisadores desenvolvem variedades resistentes e técnicas de manejo integrado para minimizar perdas.
Oportunidades surgem com a demanda crescente por alimentos funcionais e superalimentos. O marketing em torno dos benefícios nutricionais do maracujá impulsiona vendas em mercados sofisticados. Produtores que investem em certificações orgânicas e práticas sustentáveis conseguem preços premium.
Versatilidade culinária amplia consumo
A gastronomia explora o maracujá em preparações doces e salgadas. Chefs criam mousses, tortas, pavês e drinks que destacam o sabor ácido característico da fruta. Cozinhas contemporâneas incorporam o maracujá em molhos para carnes, marinadas e reduções que agregam complexidade aos pratos.
Foto: Gabriel Faria/Embrapa
O uso do maracujá em receitas funcionais cresce entre nutricionistas e influenciadores digitais. Smoothies proteicos combinam a fruta com outras fontes vegetais para maximizar o aporte nutricional. Essa versatilidade mantém o maracujá relevante em diferentes contextos alimentares.
Sustentabilidade e aproveitamento integral
Iniciativas sustentáveis promovem o aproveitamento integral do maracujá, incluindo cascas e sementes. A casca, rica em pectina, serve como ingrediente para produtos funcionais voltados ao controle glicêmico. Pesquisadores estudam aplicações industriais para subprodutos que tradicionalmente viravam descarte.
Pequenos produtores adotam sistemas agroflorestais que integram maracujazeiros com outras culturas. Essas práticas melhoram a resiliência dos sistemas produtivos e reduzem a dependência de insumos externos. A produção sustentável de maracujá alinha-se com expectativas crescentes de consumidores conscientes.
O futuro do maracujá no Brasil e no mundo parece promissor. A fruta combina apelo nutricional, sabor único e versatilidade que atendem tendências contemporâneas de alimentação. Investimentos em pesquisa, melhoramento genético e marketing devem ampliar ainda mais o alcance do maracujá.
A revelação sobre seu conteúdo proteico posiciona o maracujá como protagonista em dietas baseadas em plantas. Consumidores descobrem que podem obter nutrição completa de fontes tropicais e saborosas. O maracujá se estabelece não apenas como fruta, mas como alimento estratégico para a nutrição moderna.
A farinha de castanha-do-brasil tem teor de proteína 60% maior que o da farinha de trigo. Pesquisas da Embrapa comprovam o potencial desse ingrediente para o mercado de proteínas vegetais no Brasil. Além disso, a Embrapa desenvolveu farinha parcialmente desengordurada e concentrado proteico da castanha-do-brasil.
Os pesquisadores aplicaram os ingredientes em hambúrguer, quibe e proteína vegetal texturizada. Como resultado, os produtos tiveram boa avaliação de sabor, textura e aparência. Agora, a Embrapa destaca que a tecnologia está pronta para testes em escala comercial.
Segundo a pesquisadora Ana Vânia Carvalho, o Brasil precisa diversificar fontes nacionais de proteína vegetal.
Por isso, os estudos focam no uso sustentável da biodiversidade brasileira. Além disso, as pesquisas incentivam geração de renda e novos ingredientes para a indústria alimentícia. O trabalho integra o Programa Biomas do The Good Food Institute Brasil. O projeto recebeu financiamento do Fundo JBS pela Amazônia.
Castanha revela alto valor nutricional
Os pesquisadores conduziram os estudos no Laboratório de Agroindústria da Embrapa Amazônia Oriental, no Pará. Primeiramente, a equipe analisou profundamente a composição da castanha-do-brasil. O alimento possui cerca de 15% de proteína e alto valor energético. Além disso, contém 67% de gorduras e sete por cento de carboidratos. Assim, os especialistas consideram a castanha promissora para proteínas alternativas.
Para Carvalho, a castanha simboliza a sociobiodiversidade amazônica. Além disso, a oleaginosa pode fortalecer cadeias produtivas regionais. Consequentemente, a inovação valoriza pequenos produtores e indústrias locais.
Subproduto industrial vira ingrediente proteico
A indústria cosmética utiliza o óleo da castanha-do-brasil como principal matéria-prima. No entanto, a extração do óleo gera torta rica em nutrientes. Essa torta serviu como base para os novos ingredientes desenvolvidos pela Embrapa.
Além disso, os pesquisadores aproveitaram castanhas quebradas ou fora do padrão comercial. Assim, o processo reduziu desperdícios e ampliou o aproveitamento da matéria-prima. Após a retirada do óleo, a farinha atingiu 32,4% de proteína. Isso representa aumento de 116% em relação ao teor original.
Enquanto a farinha de trigo tem cerca de 13 gramas por 100 gramas. Já a farinha de castanha reúne quase 33 gramas de proteína. Portanto, a versão amazônica supera o trigo em cerca de 60%. A partir da farinha, a Embrapa produziu concentrado proteico com até 56% de proteína. Em seguida, os cientistas formularam produtos para o consumidor final. Eles testaram hambúrguer e quibe com farinha e concentrado proteico. Também produziram proteína texturizada com concentrado e proteína de soja.
Embrapa desenvolve quibe e hambúrguer vegetais
Foto: divulgação – Embrapa/Kadijah Suleiman
A Embrapa Agroindústria de Alimentos, no Rio de Janeiro, desenvolveu os dois produtos vegetais. Segundo os pesquisadores, sabor, textura e aparência se assemelham aos produtos de origem animal. A instituição publicou o estudo e disponibilizou o material para download. A equipe utilizou farinha e concentrado proteico nas receitas. Segundo Janice Lima, o projeto transforma coproduto em alimento direto ao consumidor.
Além disso, a proposta atende públicos vegetarianos, veganos e flexitarianos. No quibe, a farinha contém seis por cento de óleo e 32% de proteína. Também apresenta dez por cento de fibras. Os demais ingredientes são facilmente encontrados no comércio. O produto pode ser consumido logo após o preparo. Na indústria, a fabricação inclui embalagem e congelamento.
O fabricante pode comercializar em versão crua, pré-assada ou congelada. No hambúrguer vegetal, os pesquisadores indicam o concentrado proteico. O ingrediente apresenta sete por cento de óleo e 56% de proteína. Além disso, oferece 13% de fibras. Após moldagem, o produto deve ser embalado e congelado.
Produtos recebem classificação nutricional da Anvisa
A Anvisa classifica o quibe como alimento de alto teor de fibras. Cada 80 gramas oferecem 6,8 gramas de fibras.
Já o hambúrguer é fonte de fibras, com 4,5 gramas por porção. A avaliação considera a Instrução Normativa número 75, de 2020.
Texturizado se assemelha à proteína de soja
Foto: divulgação – Embrapa/Kadijah Suleiman
Além dos alimentos, a Embrapa desenvolveu proteína texturizada vegetal de castanha e soja. O ingrediente contém cerca de 56% de proteína. O uso é semelhante ao da proteína texturizada de soja tradicional. Segundo Melicia Galdeano, o produto amplia fontes proteicas nacionais. Além disso, a inovação fortalece o mercado plant-based brasileiro. Atualmente, soja e ervilha dominam o setor de proteínas vegetais. No entanto, a castanha surge como alternativa sustentável. Portanto, a pesquisa incentiva plantio e beneficia comunidades locais.
Consumidores aprovam novos produtos
Os pesquisadores realizaram testes sensoriais com consumidores. Os participantes avaliaram quibe, hambúrguer e proteína texturizada vegetal. O público aprovou aparência, sabor e textura dos produtos. Segundo Daniela Freitas de Sá, os alimentos reproduzem padrões tradicionais. Assim, os coprodutos da castanha mostram alto potencial industrial. Consequentemente, o setor plant-based ganha nova alternativa nacional.
O setor avícola brasileiro está prestes a escrever um novo capítulo na sua história. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta que a produção de carne de frango deve alcançar 15,86 milhões de toneladas em 2026. Um número que supera todos os recordes anteriores e deixa pra trás até mesmo a estimativa deste ano, de 15,5 milhões de toneladas.
Mas a boa notícia não para por aí. Quando a gente soma as três proteínas favoritas do brasileiro,frango, porco e boi, o país deve produzir impressionantes 32,6 milhões de toneladas no próximo ano. É um aumento pequeno, de 0,4% em comparação com 2025, mas que ainda assim representa outro recorde. A Conab divulgou essas projeções na quarta-feira (26).
China volta a comprar e exportações ganham fôlego
Este ano trouxe desafios pro setor. O registro de um caso de Influenza Aviária em maio, lá no Rio Grande do Sul, abalou as vendas para o mercado internacional. As exportações devem fechar 2025 em 5,2 milhões de toneladas, pouco acima das 5,15 milhões de toneladas embarcadas em 2024.
O que salvou a situação foi a diversificação. Outros países compraram boa parte da produção brasileira e amenizaram o impacto da crise. E tem mais: neste mês, a China, nosso maior comprador de frango, anunciou que vai retomar as importações do produto brasileiro.
Para 2026, os produtores esperam que essa trajetória positiva continue. A previsão é embarcar 5,25 milhões de toneladas pro exterior. E o melhor: mesmo com mais exportação, o brasileiro não vai sentir falta de frango no mercado. A disponibilidade interna deve crescer 3,1%, passando de 10,3 milhões de toneladas em 2025 para 10,62 milhões em 2026. Isso significa 51,3 quilos de frango por habitante, suficiente pra garantir o abastecimento tranquilo.
Carne suína segue no mesmo ritmo
A suinocultura brasileira também está de vento em popa. A produção deve atingir 5,63 milhões de toneladas em 2025. As exportações continuam crescendo (1,48 milhão de toneladas até dezembro), mesmo com a China comprando menos depois que recuperou seus rebanhos da Peste Suína Africana.
O cenário interno permanece positivo: a disponibilidade sai de 4 milhões de toneladas em 2024 para 4,16 milhões em 2025. E 2026 promete ser ainda melhor, com produção estimada em 5,88 milhões de toneladas, uma alta de 4,5%. Os embarques devem chegar a 1,6 milhão de toneladas, mas o mercado doméstico continua bem abastecido, com disponibilidade interna crescendo 3,2% e alcançando cerca de 4,3 milhões de toneladas.
Carne bovina enfrenta virada de ciclo
Com a carne bovina, a história é um pouco diferente. Em 2025, a produção deve ficar em 11,38 milhões de toneladas, levemente acima do ano passado. As exportações vão bater recorde: 4,21 milhões de toneladas embarcadas até o fim do ano.
Esse desempenho impressiona ainda mais quando a gente lembra que os Estados Unidos haviam colocado tarifas no produto brasileiro (suspensas só em novembro). A China segue firme como principal compradora, absorvendo 53,7% das nossas exportações de carne bovina.
Mas 2026 vai marcar uma reversão no ciclo pecuário. Os produtores planejam reter mais fêmeas, o que deve reduzir a produção para 10,89 milhões de toneladas. As exportações devem se manter estáveis, em torno de 4,25 milhões de toneladas. Já o mercado interno vai sentir: a disponibilidade doméstica deve cair para 6,67 milhões de toneladas.
Ovos também batem recorde
Por fim, tem boas notícias pros fãs de ovos. A Conab projeta outro recorde em 2026: 50,3 bilhões de unidades produzidas, um crescimento de 2,6% sobre as 49 bilhões de unidades estimadas para 2025. O resultado mantém a tendência de alta na disponibilidade do produto no mercado brasileiro.
Se há um símbolo do novo apetite do consumidor, ele está no ovo. A produção brasileira deve saltar 7,5% em 2025, alcançando 62 bilhões de unidades. Além disso, pode chegar a 65 bilhões em 2026, segundo projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
As exportações, que já vinham discretas, deverão dobrar. A entidade projeta 40 mil toneladas neste ano e, por sua vez, 45 mil toneladas no próximo. No mercado interno, entretanto, o consumo também dispara. A média per capita deve alcançar 288 unidades em 2025, colocando o Brasil, finalmente, entre os 10 maiores consumidores do planeta.
“O forte do consumo posicionará o Brasil ao final de 2025, pela primeira vez, entre os 10 maiores consumidores per capita de ovos do planeta”, destacou o presidente da ABPA, Ricardo Santin. Ele aposta ainda na retomada de mercados como o Chile, hoje travados pelo tarifaço.
Importância nutricional
O ovo é considerado, antes de tudo, um dos alimentos mais completos disponíveis. Isso porque é rico em proteínas de alto valor biológico, fornecendo todos os aminoácidos essenciais. Além disso, é fonte de vitaminas como A, D, E, K e do complexo B, bem como de minerais como ferro, zinco e fósforo. Estudos recentes indicam que o consumo regular de ovos pode, portanto, contribuir para o aumento da saciedade, auxiliando dietas de controle de peso. Também favorece a saúde cerebral, já que a gema concentra colina em quantidade significativa.
Fatores que impulsionam o consumo
Preço competitivo em relação a outras proteínas.
Versatilidade culinária, tanto em preparações simples quanto em elaboradas.
Reconhecimento crescente do valor nutricional.
Maior aceitação entre médicos e nutricionistas.
Expansão da produção com qualidade e rastreabilidade.
Projeções do setor
Indicador
2025 (projeção)
2026 (projeção)
Produção (bilhões de unidades)
62
65
Exportações (mil toneladas)
40
45
Consumo per capita (unidades)
288
295*
*Estimativa baseada no ritmo de crescimento atual.
O preço do ovo disparou e, com isso, muita gente tem repensado o cardápio de casa. De acordo com o IPCA, divulgado na última sexta-feira (11), o valor do alimento subiu 13,13% entre fevereiro e março. O impacto já pesa no bolso do consumidor, que busca saídas para continuar comendo bem, mas sem estourar o orçamento.
E é aí que entra a sardinha enlatada. Barata, nutritiva e com validade de até cinco anos, ela tá ganhando espaço nas despensas brasileiras. O melhor? Não precisa nem de geladeira.
Rica em proteínas, ômega-3, cálcio e vitamina D, a sardinha não deve nada ao ovo quando o assunto é nutrição. “A sardinha enlatada é um alimento muito completo. Além de ser fonte de proteína, é rica em gorduras boas e micronutrientes importantes para o organismo”, explica Thais Fagury, engenheira de alimentos e presidente da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço).
Versatilidade na cozinha
Além disso, ela é uma mão na roda na cozinha. Vai bem em saladas, massas, tortas, sanduíches e até no arroz de forno. Tudo rápido, prático e com pouco risco de desperdício.
Foto: Rodarte/Agro em Campo
Trocar o ovo pela sardinha, por exemplo, pode ser uma estratégia inteligente pra driblar a inflação sem abrir mão da qualidade no prato. Com preços mais estáveis e um pacote nutritivo de respeito, o alimento enlatado conquista quem precisa economizar, mas não quer descuidar da saúde.
No fim das contas, o que essa tendência mostra é que dá pra comer bem mesmo quando o dinheiro tá curto. É só olhar pro mercado com outros olhos e, por que não, com mais criatividade.
A Comissão Europeia deu um passo inédito ao aprovar o uso do verme-de-farinha (Tenebrio molitor) como “Novo Alimento” para consumo humano em toda a União Europeia. Esta decisão, anunciada recentemente, posiciona os insetos como uma alternativa sustentável e nutritiva no mercado de alimentos, em linha com as metas globais de inovação e redução de impacto ambiental.
De acordo com a regulamentação europeia, “Novos Alimentos” incluem produtos que não foram amplamente consumidos na UE antes de 1997. A inclusão do verme-de-farinha nesse grupo reflete um esforço para diversificar as fontes de proteína disponíveis, promovendo alimentos inovadores que atendam às necessidades de sustentabilidade e segurança alimentar.
A Nutri’Earth, uma startup francesa especializada em alimentos à base de insetos, já está preparada para aproveitar a novidade. A empresa planeja lançar produtos variados com o verme-de-farinha como ingrediente principal, incluindo barras energéticas, snacks e farinhas proteicas.
“Nossos produtos são projetados para oferecer uma alternativa acessível, sustentável e rica em nutrientes. Estamos entusiasmados em contribuir para um futuro alimentar mais consciente e eficiente”, afirmou um porta-voz da Nutri’Earth.
O que é o verme-de-farinha?
O Tenebrio molitor, popularmente conhecido como verme da farinha ou bicho-da-farinha, é a larva do besouro da família Tenebrionidae. As pessoas amplamente reconhecem este inseto por sua capacidade de infestar produtos alimentícios, especialmente grãos armazenados, como farinha e milho. O ciclo de vida do Tenebrio molitor envolve quatro etapas: ovo, larva, pupa e adulto, com um ciclo total que pode variar entre 280 a 630 dias, dependendo das condições ambientais.
As larvas do Tenebrio molitor medem cerca de 2,5 cm de comprimento e são de coloração esbranquiçada a amarelada. Os adultos, por sua vez, possuem uma coloração castanho-escura e variam entre 1,25 cm a 1,8 cm. A longevidade dos besouros adultos pode variar de 25 a 60 dias, dependendo das condições de alimentação e ambiente.
Esses insetos preferem ambientes secos e escuros, sendo frequentemente encontrados em locais como armazéns e depósitos de alimentos. As larvas se alimentam principalmente de farelo de trigo e outros grãos, contribuindo para a deterioração dos produtos armazenados.
Estudos mostram que o verme-de-farinha possui alto teor de proteína, ácidos graxos essenciais, vitaminas e minerais. Além disso, sua produção é significativamente mais sustentável do que a de fontes tradicionais de proteína animal, como carne bovina e suína. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a criação de insetos consome menos água, terra e energia, além de gerar emissões reduzidas de gases de efeito estufa. A utilização das larvas como isca para pesca também é comum devido ao seu alto valor nutricional.
Apoio à sustentabilidade e à inovação
A decisão da Comissão Europeia está alinhada às metas do Pacto Ecológico Europeu, que visa promover práticas agrícolas mais sustentáveis e reduzir o impacto ambiental da produção de alimentos. Usar insetos como fonte de proteína representa uma solução estratégica para enfrentar desafios globais, como o crescimento populacional e as mudanças climáticas.
Com a regulamentação aprovada, a Nutri’Earth espera liderar o mercado europeu na popularização dos produtos à base de insetos. Outros players do setor também devem seguir o exemplo, impulsionando a criação de uma nova categoria de alimentos no mercado.
Especialistas apontam que a aceitação do consumidor será crucial para o sucesso dessa nova indústria. Será necessário intensificar campanhas educacionais e de conscientização para demonstrar os benefícios dos alimentos à base de insetos e superar possíveis barreiras culturais.
Com o aval da União Europeia, o verme-de-farinha deixa de ser apenas uma curiosidade e se torna protagonista em um movimento global por uma alimentação mais sustentável e inovadora.
Um estudo inovador da Embrapa está avaliando o farelo de mamona destoxificado como uma alternativa ao farelo de soja na alimentação de bovinos de corte. A pesquisa, realizada na Embrapa Pecuária Sul em Bagé, Rio Grande do Sul, em colaboração com a Embrapa Algodão e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), investiga não apenas o consumo e a digestibilidade do farelo, mas também seu potencial para reduzir as emissões de metano entérico, um gás que contribui para o aquecimento global.
A mamona, planta cuja extração de óleo gera o farelo como subproduto, contém ricina, uma substância tóxica. No entanto, após um processo de destoxificação industrial, o farelo se torna uma fonte nutritiva para ruminantes, apresentando até 45% de proteína bruta — cerca de 10% a mais do que o farelo de soja — e com custos mais baixos. Segundo Bruna Machado, zootecnista responsável pelo estudo e doutoranda na UFSM, a pesquisa busca estabelecer condições seguras para a introdução do farelo no mercado pecuário brasileiro. “Esperamos que o farelo de mamona possa ser utilizado tanto em pastagens quanto em confinamento”, afirmou.
Sem efeitos adversos
Os testes prévios com pequenos ruminantes mostraram que o farelo destoxificado não causa efeitos adversos na alimentação desses animais. Contudo, ele continua impróprio para monogástricos como aves e suínos. Liv Severino, pesquisador da Embrapa Algodão, destacou que a pesquisa marca um avanço significativo no uso do farelo de mamona na alimentação animal. Uma vez que países como Índia e China, grandes produtores da planta, ainda não conseguiram implementar essa prática.
O projeto de doutorado de Bruna Machado é intitulado “Uso seguro do farelo de mamona como alimento para animais ruminantes e para a redução das emissões de metano entérico”. A metodologia envolve 20 fêmeas da raça Brangus, divididas em quatro grupos. E cada grupo recebeu diferentes níveis de inclusão do farelo em substituição ao farelo de soja. Os tratamentos variam entre 10%, 20% e 30% de inclusão.
Redução das emissões de metano
Além dos benefícios nutricionais, a pesquisa também visa avaliar como o uso do farelo pode contribuir para a redução das emissões de metano pelos bovinos. A zootecnista Bruna enfatizou que “a formulação de dietas mais eficientes é essencial para que o Brasil cumpra seus compromissos internacionais na redução das emissões desse gás”.
Com essa iniciativa, a Embrapa busca não apenas melhorar a eficiência da pecuária brasileira, mas também contribuir para práticas mais sustentáveis no setor agropecuário.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou suas projeções para a produção e exportação de carne de frango, suínos e ovos para 2024, além das expectativas iniciais para 2025. A entidade prevê um ano positivo para a produção de carne de frango, com um crescimento estimado de 1,8%, alcançando 15,1 milhões de toneladas. Para 2025, a ABPA projeta um aumento adicional de 2,3%, totalizando até 15,35 milhões de toneladas.
O consumo anual de carne de frango por habitante deve se manter em torno de 45 kg em 2024, com a possibilidade de um leve aumento para 46 kg em 2025, representando um crescimento de 2% em relação ao ano anterior. As exportações de carne de frango também devem crescer, com uma previsão de 5,25 milhões de toneladas para 2024, o que representa um aumento de até 2,2%. Para 2025, a expectativa é de que as exportações alcancem 5,35 milhões de toneladas, um crescimento de 1,9%.
A ABPA projeta que o ano de 2024 será positivo para a produção de carne de frango no país
Ricardo Santin, presidente da ABPA, comentou sobre as projeções: “Estamos estimando uma leve redução em relação às projeções divulgadas no final do ano passado. No entanto, os volumes projetados de produção e exportação de carne de frango devem novamente renovar recordes em 2024, tornando-se um ano mais positivo para a avicultura em comparação aos últimos dois anos, mesmo com os desafios de um caso isolado de Newcastle que já está sendo superado pelo Brasil.”
Produção e exportação de carne suína
A produção de carne suína no Brasil deve crescer 1% em 2024, totalizando 5,2 milhões de toneladas. O consumo interno deve se estabilizar em 18 kg por habitante por ano. Para 2025, as previsões indicam um aumento de até 1%, alcançando 5,25 milhões de toneladas, mantendo o consumo per capita em 18 kg.
As exportações de carne suína devem atingir um volume recorde de até 1,325 milhão de toneladas em 2024, representando um crescimento de até 7,7% em relação ao ano anterior. Para 2025, a projeção inicial indica exportações de até 1,375 milhão de toneladas, com um aumento estimado de até 3,8%.
Luis Rua, diretor de mercados da ABPA, destacou que, em um cenário internacional onde a União Europeia, principal exportador, tem reduzido suas exportações, o Brasil tem ganhado espaço no mercado internacional. “As projeções indicam volumes recordes em 2024, com diversificação dos mercados compradores de nossa carne suína”, afirmou.
Produção de ovos
A produção de ovos no Brasil deve alcançar 56,9 bilhões de unidades em 2024, com um crescimento de até 8,5% em relação ao ano anterior. O consumo per capita também deve crescer 8,5%, totalizando 263 unidades por habitante por ano. Para 2025, a estimativa de produção é de até 57,5 bilhões de unidades, com um crescimento de 1% em relação a 2024.
Entretanto, as exportações de ovos devem apresentar um recuo de até 20%, com uma previsão de 20 mil toneladas. Contudo, em 2025, espera-se uma recuperação, com 22 mil toneladas exportadas e um aumento de 10%.
O presidente da ABPA concluiu: “Tivemos um primeiro semestre com demanda aquecida no mercado interno, o que diminuiu o ímpeto de exportações do setor. Estimamos um consumo per capita recorde em nosso país neste ano de 2024.”
Para quem gosta de proteínas, a Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ) apresenta dois novos concentrados proteicos de lentilha e grão-de-bico, projetados para diversificar e aumentar a disponibilidade de ingredientes em alimentos plant-based. Essas inovações se somam ao concentrado proteico de feijão, criado em 2023, e são semelhantes aos concentrados de soja e ervilha disponíveis no mercado.
O concentrado de lentilha possui 80% de proteína (80 gramas por 100 gramas), enquanto o de grão-de-bico tem 73% de proteína (73 gramas por 100 gramas). Esses ingredientes aumentam o teor proteico de produtos vegetais, como hambúrgueres, empanados, salsichas, linguiças, bebidas vegetais e iogurtes, além de serem úteis na panificação e suplementos alimentares.
A pesquisadora Janice Lima destaca que as matérias-primas usadas, como pulses, são ideais devido ao seu teor proteico natural de 20% a 30%. “Entre as pulses, o concentrado proteico de ervilha é conhecido, mas outras leguminosas são menos estudadas. O grão-de-bico e a lentilha estão ganhando força no Brasil pela versatilidade de produção”, afirma Lima. Esses concentrados podem substituir ingredientes derivados de soja e melhorar características tecnológicas dos alimentos.
A pesquisadora Caroline Mellinger explica que ambos os concentrados têm altos teores de proteínas e aminoácidos essenciais, conforme recomendações da Anvisa e FAO. “As proteínas foram testadas em simulações de digestão humana, garantindo sua absorção pelo intestino e contribuição ao aporte proteico necessário”, diz Mellinger.
As proteínas de grão-de-bico e lentilha são boas formadoras de espuma e emulsão, apesar de serem pouco solúveis em pHs neutros. “Os resultados demonstraram que nossos ingredientes são similares a outros do mercado, confirmando seu potencial para produtos alimentícios e suplementos”, informa a pesquisadora.
A pesquisadora Melicia Galdeano destaca que estudaram os resíduos da extração das proteínas, resultando em amidos de lentilha e grão-de-bico com 92% de pureza, além de ingredientes ricos em fibras e carboidratos. “Essa abordagem otimiza o uso do material seguindo práticas de economia circular, com menor impacto ambiental”, ressalta Galdeano.
Esses ingredientes têm aplicações em diversos produtos processados, contribuindo para o enriquecimento de fibras e melhoria da textura. A pesquisa e desenvolvimento contínuos da Embrapa visam oferecer soluções inovadoras e sustentáveis para a indústria de alimentos.
Mercado Plant-based, o que é?
O mercado de alimentos plant-based tem sido um dos mais dinâmicos nos últimos anos, com uma crescente demanda por produtos que sejam saudáveis, sustentáveis e com melhor sabor e textura. Segundo dados recentes, as vendas de alimentos plant-based nos EUA caíram 12% em 2023, enquanto as vendas de leite plant-based aumentaram 1%. No entanto, a tendência é que os preços sejam um fator crucial para o crescimento do mercado. Muitos consumidores ainda se sentem desencorajados pelas altas taxas de inflação.
Ainda assim, a indústria de alimentos plant-based tem se adaptado às mudanças no mercado, oferecendo uma variedade crescente de opções para os consumidores. Os produtos mais populares incluem leite plant-based, que alcançou um valor de US$ 2,1 bilhão em vendas em 2021, e produtos de carne plant-based, como burgers e nuggets, que cresceram 12% em 2021.
A expectativa é que a indústria continue a se expandir, com a introdução de novos produtos e formatos que atendam às necessidades dos consumidores. Além disso, a sustentabilidade e a biodiversidade também são fatores importantes que atrairão consumidores para os alimentos plant-based.
Em resumo, o mercado de alimentos plant-based é um setor em crescimento, com uma crescente demanda por produtos saudáveis e sustentáveis. Embora haja desafios, como preços elevados, a indústria tem demonstrado sua capacidade de se adaptar e oferecer uma variedade crescente de opções para os consumidores