Tag: proteina animal

  • Peixe gigante da Amazônia ajuda a controlar a pressão alta

    Peixe gigante da Amazônia ajuda a controlar a pressão alta

    O pirarucu, uma das espécies mais emblemáticas da Amazônia, é conhecido há décadas pelas histórias dos pescadores. Presente principalmente nos estados do Pará e do Acre, o peixe também vem chamando atenção pelo elevado valor nutricional.

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    Segundo a nutricionista Paloma Cupini, o alimento reúne uma combinação de nutrientes capaz de favorecer a saúde cardiovascular, fortalecer os ossos e contribuir para o funcionamento adequado do sistema nervoso.

    “O pirarucu é um peixe com excelente valor nutricional, alto teor de proteína e sabor mais suave, o que facilita muito a adesão alimentar no dia a dia. A espécie impressiona pelos benefícios que atingem desde a construção e manutenção muscular até a saúde mental”, destaca.

    Benefícios para o coração

    Quando o assunto é saúde cardiovascular, o pirarucu se destaca pela presença de ácidos graxos ômega 3. Esses nutrientes ajudam a reduzir os níveis de triglicerídeos no sangue, diminuem processos inflamatórios e colaboram para o equilíbrio do colesterol.

    “Os ácidos graxos ômega 3 presentes no pirarucu ajudam a reduzir os níveis de triglicerídeos no sangue, diminuem a inflamação sistêmica e contribuem para o equilíbrio do colesterol, com efeitos protetores ao coração. Somado ao baixo teor de gordura saturada, o peixe é um aliado direto da saúde cardíaca”, explica a especialista.

    Conhecido como o “gigante da Amazônia”, a carne do pirarucu é considerada uma iguaria da região — Foto: Embrapa

    Além disso, o alimento contém potássio, mineral importante para o equilíbrio eletrolítico do organismo e para o controle da pressão arterial.

    “Essa característica funciona como um contraponto ao excesso de sódio na dieta moderna”, ressalta a nutricionista.

    Pelas estimativas da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), cerca de 30% da população adulta brasileira tem hipertensão — Foto: GOV

    Aliado no controle glicêmico

    Por apresentar elevado teor de proteínas e praticamente não conter carboidratos, o pirarucu também pode favorecer a saciedade e auxiliar estratégias de controle metabólico.

    Segundo Paloma, o peixe possui entre 1 g e 3 g de gorduras totais, predominantemente insaturadas, sendo considerado uma proteína magra.

    “O pirarucu é um peixe magro. Em termos de gorduras totais, ele tem em torno de 1 g a 3 g, predominantemente insaturada. Para pacientes com resistência à insulina, diabetes tipo 2 ou que seguem protocolos de controle glicêmico, o pirarucu é uma proteína que indico com frequência. Ele sacia e não eleva a glicose”, afirma.

    Fonte de proteína de alta qualidade

    Outro diferencial está na concentração de proteínas. A cada 100 gramas do alimento, é possível encontrar entre 25 g e 28 g de proteína, um dos maiores teores entre os peixes de água doce.

    Tal característica amplia o potencial do alimento para a manutenção da massa muscular e para a recuperação dos tecidos do organismo.

    “Do ponto de vista funcional, o pirarucu se destaca por oferecer uma proteína de alto valor biológico, com todos os aminoácidos essenciais. Isso significa que o organismo consegue aproveitar esse nutriente de forma muito eficiente, seja para construção muscular, seja para regeneração celular e manutenção de tecidos”, explica Cupini.

    O pirarucu é uma proteína que sacia e não eleva a glicose — Foto: GOV

    Saúde mental e funcionamento do sistema nervoso

    Além dos benefícios físicos, o consumo do pirarucu pode contribuir para a saúde mental. Isso ocorre devido à presença de vitaminas do complexo B, especialmente as vitaminas B6 e B12, essenciais para a produção de neurotransmissores como serotonina e dopamina.

    “Muitas pessoas têm deficiência desse nutriente sem ao menos saber. O pirarucu é uma fonte animal relevante dessa vitamina. Seu consumo regular contribui para o bom funcionamento do sistema nervoso, o equilíbrio do humor e a prevenção de fadiga mental”, destaca Paloma sobre a vitamina B12.

    Benefícios para os ossos

    O peixe amazônico também pode ser um aliado da saúde óssea. Conforme a nutricionista, a combinação de fósforo e magnésio presente no alimento auxilia diretamente na manutenção da densidade mineral dos ossos.

    “O pirarucu é um alimento interessante para a prevenção de osteopenia e osteoporose, especialmente em mulheres pós-menopausa e idosos”, garante.

    Além disso, a especialista ressalta que o consumo regular do peixe pode contribuir para a imunidade e para os processos de cicatrização, ampliando ainda mais os benefícios associados à espécie amazônica.

  • Carne suína atinge maior competitividade da história frente à bovina

    Carne suína atinge maior competitividade da história frente à bovina

    A carne suína ganhou ainda mais competitividade em relação às principais concorrentes neste mês, especialmente frente à carne bovina. Segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a diferença de preços entre as proteínas atingiu o maior patamar da série histórica iniciada em 2004.

    Na parcial de maio, até o dia 26, o preço da carcaça especial suína no atacado da Grande São Paulo registrou queda de 3,7% em comparação à média de abril, chegando a R$ 8,68 por quilo.

    De acordo com pesquisadores do Cepea, este é o menor valor real da carne suína desde outubro de 2018, quando o quilo custava R$ 8,54, considerando os valores corrigidos pelo IPCA de abril de 2026.

    Demanda interna enfraquecida pressiona preços

    Segundo o Cepea, a retração nos preços está ligada principalmente ao enfraquecimento da demanda interna, cenário que vem se mantendo ao longo de praticamente todo o ano.

    Com isso, a diferença entre os preços da carcaça bovina e da suína chegou a R$ 16,56 por quilo, alta de 2,1% em relação a abril. Este é o maior diferencial já registrado pela série histórica do Cepea em termos reais.

    Na prática, quanto maior essa distância, mais competitiva a carne suína se torna frente à bovina para o consumidor.

    Carne suína também ganha espaço frente ao frango

    A proteína suína também avançou em competitividade na comparação com a carne de frango.

    Segundo o levantamento, a diferença de preços entre a carne suína e a de frango caiu 23,4% entre abril e a parcial de maio, ficando em R$ 1,39 por quilo.

    Esse foi o menor resultado desde abril de 2022, quando o diferencial era de R$ 1,15 por quilo.

    Os pesquisadores destacam que, quanto menor a diferença de preços entre as proteínas, maior tende a ser a competitividade da carne suína no mercado.

  • Consumo de ovos cresce no Brasil e impulsiona modernização da avicultura

    Consumo de ovos cresce no Brasil e impulsiona modernização da avicultura

    A produção de ovos no Brasil vive um momento de forte expansão, impulsionada pelo aumento do consumo, pela valorização nutricional do alimento e pelo avanço tecnológico na avicultura de postura. Assim, especialistas e representantes do setor se reúnem nos dias 20 e 21 de maio, em Recife (PE), durante o Simpósio de Inovações na Produção de Ovos Comerciais, promovido pela FACTA.

    O encontro discutirá os principais movimentos do mercado brasileiro e internacional, além das perspectivas para os próximos anos da cadeia produtiva.

    Brasileiro consume aproximadamente 288 ovos por pessoa ao ano

    Entre os destaques da programação está a participação do presidente do Instituto Ovos Brasil, Edival Veras, que apresentará um panorama comparativo entre o Brasil e outros grandes produtores mundiais.

    Segundo Veras, o consumo de ovos pelos brasileiros registrou um crescimento expressivo nas últimas décadas. “Há cerca de 15 anos, o brasileiro consumia aproximadamente 120 ovos por pessoa ao ano. Atualmente, esse índice chegou a 288 ovos per capita, conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)”, afirma.

    Presidente do Instituto Ovos Brasil, Edival Veras

    Além disso, o presidente do Instituto Ovos Brasil ressalta que o cenário evidencia a importância estratégica da avicultura de postura no abastecimento de proteína acessível e nutritiva para a população.

    “A produção nacional acompanha essa demanda de maneira responsável, enquanto o Instituto Ovos Brasil trabalha para ampliar o conhecimento do consumidor sobre os benefícios do ovo. É um alimento completo e essencial para a saúde”, destaca.

    Mais informações sobre a programação e as inscrições estão disponíveis no site oficial da FACTA: FACTA

    Sobre a FACTA

    A FACTA (Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal) atua como uma organização civil sem fins lucrativos fundada em 10 de agosto de 1989. A entidade desenvolve e amplia atividades técnicas e científicas voltadas ao incentivo da produção animal, com foco na disseminação de conhecimento e tecnologias aplicadas ao setor.

  • Brasil terá recorde de empresas na maior feira de alimentos da Ásia

    Brasil terá recorde de empresas na maior feira de alimentos da Ásia

    O Brasil terá participação recorde na Sial China 2026, considerada a maior feira de alimentos e bebidas da Ásia e uma das principais do mundo. Ao todo, 82 empresas brasileiras exportadoras estarão presentes no evento, que começa nesta segunda-feira (18), em Xangai. A expectativa do setor é movimentar cerca de US$ 3,3 bilhões em negócios.

    O ministro da Agricultura, André de Paula, também participará da feira em sua primeira missão internacional desde que assumiu o cargo. Após a agenda em Xangai, ele seguirá para Pequim, onde se reunirá com representantes do governo chinês para discutir novas aberturas de mercado e melhorias nas relações comerciais entre os países, incluindo a flexibilização da cota de importação de carne bovina brasileira.

    A Sial China é vista como estratégica para ampliar a presença dos produtos brasileiros não apenas entre importadores chineses, mas também junto a compradores de diferentes países asiáticos. O maior espaço será dedicado à carne bovina, sob coordenação da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, com a participação de 25 frigoríficos.

    O projeto Brazilian Beef, criado pela entidade para promover a carne bovina brasileira no exterior, contará com um estande de mais de 1,2 mil metros quadrados. Na edição passada da feira, os negócios fechados durante o evento somaram US$ 265,2 milhões, enquanto a projeção para os 12 meses seguintes alcançou US$ 2,24 bilhões.

    Estratégia para o agronegócio brasileiro

    O evento também contará com um espaço exclusivo para o Programa Cooperar para Exportar, iniciativa voltada à internacionalização de cooperativas da agricultura familiar. Nesta edição, 10 cooperativas brasileiras apresentarão produtos como cafés especiais, açaí, castanhas, mel, vinhos, polpas de frutas e alimentos ligados à biodiversidade brasileira.

    Para o presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, a missão reforça a importância estratégica da China para o agronegócio brasileiro e amplia as oportunidades para produtos de maior valor agregado.

    “A China é um parceiro estratégico para o Brasil e esta missão representa mais um passo importante na diversificação e agregação de valor das exportações brasileiras. Estamos ampliando a presença de empresas brasileiras no mercado chinês, fortalecendo setores tradicionais e abrindo espaço para cooperativas, agricultura familiar e produtos de maior valor agregado. O número recorde de empresas na Sial demonstra a confiança do setor produtivo brasileiro no potencial desse mercado”, afirmou.

    Atualmente, a China lidera como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o país asiático importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, o equivalente a 32,7% de todas as exportações do setor. Entre 2019 e 2025, o mercado chinês abriu 25 novas oportunidades para produtos brasileiros, incluindo itens do complexo soja, proteínas animais, gergelim, farinha de aves e suínos, além de DDG de milho utilizado na alimentação animal.

  • Brasil e África do Sul fecham acordo no agro com foco em febre aftosa, proteínas animais e biosseguridade

    Brasil e África do Sul fecham acordo no agro com foco em febre aftosa, proteínas animais e biosseguridade

    Dois dos maiores produtores agrícolas do hemisfério sul decidiram sentar à mesa para construir algo maior do que uma simples troca comercial. Brasil e África do Sul assinaram, nesta quinta-feira (30), um Memorando de Entendimento voltado ao fortalecimento da cooperação agropecuária bilateral. O destaque fica para a defesa sanitária animal e para a ampliação de oportunidades em setores estratégicos do agro.

    Do lado brasileiro, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, assinou o documento. Do lado sul-africano, o ministro da Agricultura, John Steenhuisen. No centro das negociações, um tema que o Brasil conhece bem e que ainda preocupa o sul do continente africano: a febre aftosa.

    Brasil como referência global em sanidade animal

    Não é por acaso que a África do Sul buscou o Brasil como parceiro técnico nessa área. Afinal, o país conquistou, junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o status de território livre de febre aftosa sem vacinação. Trata-se de um dos patamares mais elevados de reconhecimento sanitário no mundo. Chegar a esse ponto levou décadas de investimento em vigilância, rastreabilidade e políticas públicas de defesa agropecuária.

    Agora, essa experiência pode ser transferida. O governo sul-africano demonstrou interesse direto em aprender com o modelo brasileiro para estruturar um plano regional de combate à doença. Vale lembrar que a febre aftosa ainda provoca impactos econômicos relevantes em boa parte do sul da África. “Estamos aqui para aprender com a experiência brasileira e buscar apoio no enfrentamento da febre aftosa”, afirmou o ministro John Steenhuisen.

    André de Paula, por sua vez, reforçou o papel estratégico da parceria: “A garantia da segurança alimentar no mundo é uma prioridade do governo brasileiro e representa um ponto de convergência importante com a África do Sul”. Além da febre aftosa, o acordo também abre espaço para cooperação no monitoramento da influenza aviária. Essa é outra preocupação crescente para produtores de proteína animal em escala global.

    O que está na mesa além da sanidade

    Saúde animal é o núcleo do acordo, mas está longe de ser o único tema. Os dois países mapearam oportunidades concretas em pelo menos cinco segmentos: proteínas animais, frutas cítricas, fertilizantes, máquinas agrícolas e genética animal e vegetal.

    Para que esse comércio funcione com mais agilidade, o acordo prevê ainda o aprimoramento dos mecanismos de diálogo em medidas sanitárias e fitossanitárias, o chamado sistema SPS. Na prática, isso significa reduzir o tempo de resolução de barreiras técnicas que costumam travar exportações. Quando essas barreiras persistem, o prejuízo ao setor pode ser considerável.

    Uma das propostas mais concretas do encontro foi a criação de um Corredor de Biosseguridade Brasil–África do Sul. A ideia é montar uma estrutura capaz de reduzir o risco de interrupções no fluxo comercial em casos de surtos sanitários. Esse tipo de evento, quando ocorre, pode fechar mercados da noite para o dia.

    Por que esse acordo importa para o produtor brasileiro

    Em um cenário em que o agronegócio brasileiro segue expandindo sua presença internacional, acordos como este têm peso direto na competitividade do setor. A África do Sul representa uma porta de entrada relevante para o continente africano, um mercado em crescimento que ainda importa volumes consideráveis de proteína animal, insumos e tecnologia agrícola.

    No entanto, o valor estratégico do acordo vai além dos números imediatos. Ao se posicionar como referência técnica em sanidade animal, o Brasil fortalece sua credibilidade internacional. Assim, amplia também sua capacidade de negociar acesso a mercados com mais solidez. Ser reconhecido como o país que ensina a combater a febre aftosa tem um peso diplomático e comercial que nenhuma campanha publicitária compra.

    Por fim, a cooperação entre Brasil e África do Sul reforça uma tendência crescente: o hemisfério sul construindo alianças próprias em torno de agendas produtivas. Para o agro brasileiro, essa aproximação chega em um momento estratégico.

  • Feira nos Estados Unidos destaca inovação na proteína animal

    Feira nos Estados Unidos destaca inovação na proteína animal

    A cidade de Atlanta, nos Estados Unidos,  sediou a International Production & Processing Expo (IPPE) 2026. A feira é um dos principais eventos globais da indústria de proteína animal. O encontro reuniu empresas, especialistas e profissionais de vários países.

    O setor projeta crescimento sólido para este ano em todo o mundo. A tecnologia surge como o principal diferencial competitivo das indústrias. A inteligência artificial ganha espaço em máquinas e processos produtivos.
    As novas ferramentas também aprimoram a formulação de rações animais.

    O relatório oficial aponta a presença de cerca de 33 mil participantes. O evento contou ainda com a participação de 1.385 empresas expositoras. A programação apresentou soluções inovadoras para toda a cadeia produtiva.

    A feira promoveu o espaço New Product Showcase para lançamentos. O local reuniu tecnologias focadas em eficiência operacional e sustentabilidade. Segurança alimentar e automação industrial também ganharam destaque no evento.

    Best of the Best

    Os expositores participaram do prêmio “Best of the Best”. A premiação reconheceu produtos inovadores em diferentes categorias do setor. As áreas contempladas incluíram produção animal, alimentos e processamento.

    A programação técnica ofereceu mais de 80 horas de debates. Os encontros abordaram temas estratégicos para o futuro da indústria. Especialistas discutiram sustentabilidade, mercado e aplicação de inteligência artificial.

    Participação brasileira

    O Brasil marcou presença de forma relevante na feira internacional. O setor de reciclagem animal participou por meio do projeto Brazilian Renderers. A iniciativa reúne a Associação Brasileira de Reciclagem Animal e a ApexBrasil. As atividades ocorreram dentro do Pavilhão Brasil em Atlanta. O espaço promoveu soluções nacionais ao mercado internacional.

    A ação também contou com a participação da Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica. Os projetos Brazilian Renderers e Brazilian Pharma & Health atuaram juntos. A parceria fortaleceu o alcance institucional do Brasil no exterior. As conexões ampliam oportunidades em cadeias globais de valor.

    A próxima edição da feira já tem data definida pelos organizadores. A IPPE 2027 ocorrerá entre os dias 26 e 28 de janeiro. O evento deve manter o foco em tecnologia e inovação para o setor.

  • Exportações de carne de MT crescem 67% com força no mercado chinês

    Exportações de carne de MT crescem 67% com força no mercado chinês

    As exportações de carne de Mato Grosso apresentaram um crescimento robusto de 67,4% no terceiro trimestre de 2025, impulsionadas principalmente pela demanda chinesa. Dados do Data Hub MT, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), revelam que o estado faturou US$ 1,28 bilhão com as vendas externas de proteína animal entre julho e setembro.

    Em comparação com o mesmo trimestre de 2024, quando as exportações totalizaram US$ 762,74 milhões, o salto foi significativo. No acumulado de janeiro a setembro de 2025, os embarques já somam US$ 2,88 bilhões, um aumento de 38% sobre os US$ 2,09 bilhões registrados em 2024.

    China consolida liderança como principal comprador

    A China se manteve como o destino absoluto das carnes mato-grossenses, sendo responsável por 56,67% de todas as importações do estado no período. Sozinha, a nação asiática comprou US$ 851,6 milhões em produtos. Os Emirados Árabes Unidos aparecem em segundo lugar, com US$ 225,7 milhões (10,8%), seguidos pela Turquia, com US$ 96,4 milhões (4,6%).

    A carne bovina congelada continua sendo o carro-chefe das exportações. No ano, este produto já gerou US$ 1,64 bilhão, representando 78,4% da receita total. As carnes bovinas frescas ou refrigeradas contribuíram com US$ 256,8 milhões (12,2%), enquanto as carnes de aves renderam US$ 146,3 milhões (7%).

    Setor atribui sucesso à competitividade e diversificação

    Para o presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo/MT), Paulo Bellincanta, os números confirmam a solidez do setor. Ele destacou que as chamadas barreiras comerciais (“tarifaço”) impostas pelos Estados Unidos não impactaram o desempenho das exportações.

    “O desempenho de Mato Grosso reforça a competitividade da nossa indústria frigorífica e a confiança dos mercados internacionais na qualidade da carne produzida aqui”, afirmou Bellincanta. “Os números mostram que o setor segue firme, diversificado e com presença consolidada em mais de 90 países. A tendência é de fechar o ano com novo recorde histórico, superando com folga os resultados de 2024”.

    O estado comercializa seus produtos com 92 países, uma diversificação que, segundo o setor, garante segurança e resiliência às vendas externas. A expectativa é que 2025 feche com um novo recorde histórico para as exportações de carne de Mato Grosso.

  • Consumo de tilápia cresce 10,3% ao ano e deve manter ritmo acelerado

    Consumo de tilápia cresce 10,3% ao ano e deve manter ritmo acelerado

    A tilápia conquistou o posto de pescado mais consumido no Brasil e promete continuar em trajetória de expansão pelos próximos dez anos. Com crescimento médio anual de 10,3% nos últimos 11 anos, o peixe registra a melhor performance histórica entre todas as proteínas animais comercializadas no país.

    Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR, associação que representa o setor produtivo, atribui esse desempenho excepcional a características específicas do produto. O filé sem espinhas, sabor suave e padronização garantida atraem consumidores de diferentes perfis e faixas etárias.

    Produção controlada garante estabilidade no mercado

    A origem da tilápia brasileira explica parte do sucesso. Por se tratar de um produto cultivado, a produção é controlada e oferece estabilidade de fornecimento durante todo o ano. Essa previsibilidade permite que produtores e varejistas trabalhem com planejamento de longo prazo, garantindo qualidade consistente ao consumidor final.

    “Trata-se de um produto de cultivo, com produção controlada e oferta estável, permitindo que produtores e mercado trabalhem com previsibilidade e qualidade”, destaca o executivo.

    Novas tendências de consumo favorecem o pescado

    A transformação no comportamento alimentar global beneficia diretamente o setor. Consumidores buscam cada vez mais alimentos saudáveis, sustentáveis e de preparo prático. A tilápia atende simultaneamente a essas três demandas.

    A versatilidade culinária amplia ainda mais o apelo do produto. O pescado pode ser preparado grelhado, assado, frito ou até consumido cru em preparações como ceviche, adaptando-se a diferentes ocasiões e preferências gastronômicas.

    Tradicionalmente, o consumo de pescado no Brasil concentrava-se nas regiões litorâneas, dependente da pesca artesanal e industrial. Esse cenário mudou radicalmente nas últimas décadas.

    A expansão da aquicultura para estados do interior democratizou o acesso à tilápia fresca em todo o território nacional. Essa capilaridade na produção reduziu custos logísticos e ampliou a disponibilidade do produto em regiões antes desabastecidas.

    Projeções otimistas para 2025-2035

    A Peixe BR projeta continuidade no ritmo de crescimento para a próxima década, mantendo a taxa de expansão observada nos últimos dez anos. Os investimentos já realizados e os projetos em andamento no setor sustentam essa perspectiva positiva.

    A receptividade do mercado consumidor reforça as expectativas. No entanto, Medeiros alerta para obstáculos que podem comprometer o potencial de crescimento: barreiras regulatórias impostas pelo governo e a redução do poder aquisitivo da população brasileira representam os principais desafios para o setor nos próximos anos.

  • Indústria nacional de rações cresce 3% e movimenta R$ 160 bilhões em 2025

    Indústria nacional de rações cresce 3% e movimenta R$ 160 bilhões em 2025

    O Brasil reforça posição como potência mundial em nutrição animal. A produção nacional de rações deve atingir 94 milhões de toneladas em 2025. O crescimento de 3% consolida o país como terceiro maior produtor global do setor.

    A indústria brasileira movimenta R$ 160 bilhões anuais. Esses recursos alimentam cadeias produtivas estratégicas para as exportações nacionais. O setor sustenta a liderança brasileira mundial em proteína animal.

    A VICTAM LatAm 2025 apresenta inovações mundiais para nutrição animal. O evento acontece entre 16 e 18 de setembro no Expo Center Norte. A feira internacional reúne tecnologia, equipamentos e avanços em formulações.

    A segunda edição recebe 200 expositores e 350 marcas especializadas. A organização projeta 8 mil visitantes de 30 países latino-americanos. O credenciamento para profissionais é gratuito via site oficial.

    Gigantes como Evonik e DSM-Firmenich trazem novidades globais. A programação oferece mais de 80 horas de conteúdo técnico. Palestras, seminários e workshops abordam tendências do mercado mundial.

    Desafios crescem junto com oportunidades de mercado

    A expansão do setor enfrenta obstáculos estruturais. Custos elevados pressionam margens de lucro das empresas. Instabilidade climática impacta disponibilidade e preços de matérias-primas.

    Foto: Divulgação VICTAM LatAm

    Reformas tributárias criam incertezas para planejamento empresarial. Mercados compradores exigem padrões crescentes de sustentabilidade. Europa e Ásia impõem regras distintas para importação de proteína animal.

    “Precisamos combinar resiliência com gestão de custos”, avalia Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações. O executivo destaca volatilidade dos preços de milho e soja. Agenda do carbono adiciona complexidade ao cenário empresarial.

    Adaptação tecnológica define competitividade futura

    As empresas precisam investir rapidamente em novas tecnologias. Formulações mais eficientes reduzem custos operacionais. Maior eficiência energética torna-se requisito básico de competitividade.

    A diversificação de ingredientes alternativos acelera no setor. Coprodutos da agroindústria ganham relevância estratégica. Etanol de milho exemplifica aproveitamento inovador de subprodutos.

    “Não basta crescer em volume”, reforça Zani sobre sustentabilidade empresarial. O executivo destaca necessidade de garantir previsibilidade operacional. Redução de riscos mantém protagonismo brasileiro no mercado mundial.

    Qualidade da nutrição animal impacta exportações bilionárias

    As exportações brasileiras de proteína animal dependem da qualidade das rações. O país faturou US$ 26 bilhões em 2024 com vendas externas. Carne de frango liderou com 5,3 toneladas exportadas.

    “Eventos como a VICTAM LatAm conectam ciência e prática produtiva, fomentando o desenvolvimento de novas tecnologias no âmbito das demandas atuais para apoiar a eficiência alimentar. Esses fatores são decisivos para manter a competitividade do Brasil nos mercados internacionais, sobretudo diante de pressões ambientais e sociais”, afirma Ricardo Santin, presidente da ABPA. Ele lembra que a Europa impõe regras cada vez mais rigorosas em relação a rastreabilidade e a sustentabilidade, enquanto que a Ásia mantém a demanda crescente por proteína animal. “Estar preparado para atender esses dois extremos é o grande desafio do setor”, resume.

  • Ovos: exportações crescem 71,9% em agosto e faturamento salta 90,8%

    Ovos: exportações crescem 71,9% em agosto e faturamento salta 90,8%

    As exportações brasileiras de ovos registraram crescimento robusto em agosto de 2025, consolidando um desempenho excepcional ao longo do ano. De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o volume embarcado – incluindo ovos in natura e processados – atingiu 2,1 mil toneladas no mês, um aumento expressivo de 71,9% em comparação com as 1,2 mil toneladas exportadas em agosto de 2024.

    O desempenho financeiro foi ainda mais destacado. A receita gerada em agosto chegou a US$ 5,7 milhões, valor 90,8% superior aos US$ 3,0 milhões obtidos no mesmo mês do ano anterior.

    Acumulado do ano é destaque

    O resultado de agosto contribui para um cenário de crescimento explosivo nas exportações do setor em 2025. No acumulado de janeiro a agosto, as vendas externas totalizaram 32,3 mil toneladas, um salto de 192,2% frente às 11 mil toneladas do mesmo período em 2024.

    Em termos de faturamento, a alta é ainda mais significativa. A receita total do ano chegou a US$ 75,3 milhões, um incremento de 214,5% sobre os US$ 23,9 milhões registrados de janeiro a agosto de 2024.

    Japão e EUA lideram, mas mercados se diversificam

    A análise por destinos em agosto revela um mapa diversificado para os ovos brasileiros:

    • Japão: manteve a liderança, importando 578 toneladas (+328,5%).
    • Estados Unidos: ficou em segundo lugar, com 439 toneladas (+628,9%).
    • México: surgiu como um importador significativo, com 304 toneladas (sem dados de comparação de 2024).
    • Emirados Árabes Unidos: retomou as compras, adquirindo 182 toneladas (também sem embarques em 2024).
    • Chile: Registrou 172 toneladas, com uma queda de 79,6% na comparação anual.

    Presidente da ABPA comenta cenário

    Ricardo Santin, presidente da ABPA, analisou o cenário. Ele mencionou que os embarques para os EUA sentiram os efeitos de barreiras tarifárias, mas destacou a reconquista de mercados como os Emirados Árabes e a abertura de novos, como o México.

    Santin também tranquilizou o mercado interno: “De qualquer forma, não são esperados efeitos significativos à oferta interna de ovos, já que exportamos menos de 2% de nossa produção”, afirmou.