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  • Plano Safra 2024/2025: BNDES disponibiliza R$ 66,5 bilhões

    Plano Safra 2024/2025: BNDES disponibiliza R$ 66,5 bilhões

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai liberar R$ 66,5 bilhões para o Plano Safra 2024/2025. Ou seja, esse valor representa um aumento de 73% em relação ao ano anterior. Portanto é o maior orçamento já oferecido pelo Banco. Os protocolos abrem na próxima quarta-feira, 17 de julho.

    Do total, R$ 33,5 bilhões contarão com equalização de taxa de juros. Desse montante, R$ 18,7 bilhões serão destinados a médios e grandes produtores da agricultura empresarial, com taxas de juros entre 7% e 12% ao ano. Ou seja, esse valor representa um aumento de 26% em relação ao último ano-safra.

    De acordo com Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, o Banco está retomando seu papel fundamental no Plano Safra e no apoio ao setor agrícola. “Em dois anos, o Banco deu um salto extraordinário: aumentamos os recursos em 57% no ano passado e mais de 70% este ano. Isso demonstra a atenção do Governo Federal com um setor imprescindível para o país, que é o terceiro maior produtor de alimentos do mundo e o segundo maior exportador”, disse Mercadante.

    Plano Safra 2024/2025

    Os recursos do Plano Safra 2024/2025 serão disponibilizados pelo BNDES por meio dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGFs). Além disso, esses programas têm prazos e orçamentos determinados e são equalizados pelo Tesouro Nacional. Portanto a  vigência vai de 1º de julho de 2024 a 30 de junho de 2025. O BNDES oferecerá os recursos para a agricultura empresarial, por meio de 12 programas, como Moderfrota, Pronamp, Modeagro, Renovagro, Inovagro e PCA, por exemplo. 

    “O apoio robusto do BNDES no Plano Safra 2024/2025, com um incremento de 73% sobre o ano-safra anterior, demonstra o compromisso do BNDES e de seus parceiros com os planos de investimentos do agro. Considerando a importância desse setor para o Brasil, os impactos positivos se estendem a diversos outros segmentos econômicos, como infraestrutura e indústria”, avaliou Marcelo Porteiro, superintendente da Área de Operações e Canais Digitais do BNDES.

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    BNDES Crédito Rural

    Além dos PAGFs, o BNDES oferece ao setor agropecuário linhas de crédito próprias, como o BNDES Crédito Rural. Esse programa destina-se a projetos de investimento, aquisição de máquinas, custeio e apoio a cooperativas. Desde sua criação, o BNDES já aprovou mais de R$ 23,5 bilhões para cerca de 40 mil operações.

    Além disso, nos próximos 12 meses, o BNDES elevará o orçamento do Crédito Rural de R$ 12 bilhões para R$ 33 bilhões. Isso faz com que o Banco disponibilize um total de R$ 66,5 bilhões para o setor agropecuário brasileiro no atual ano-safra.

    Desse montante, R$ 8 bilhões virão da linha de crédito com custo financeiro em dólares americanos do produto BNDES Crédito Rural. Criada em abril do ano passado, essa solução visa ampliar e diversificar alternativas de crédito a custos mais competitivos para o setor do agronegócio, que é intensivamente exportador.

    Até junho de 2024, o BNDES já aprovou cerca de R$ 5,8 bilhões para 3,8 mil operações, destinando mais de 95% desse valor para a aquisição de máquinas e equipamentos, por exemplo.

     

  • Governo anuncia aporte de R$ 600 Milhões para pequenos e médios produtores gaúchos

    Governo anuncia aporte de R$ 600 Milhões para pequenos e médios produtores gaúchos

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, na quarta-feira (29), novas medidas de apoio à população e à reconstrução do Rio Grande do Sul.

    Entre essas medidas, destaca-se a criação de um aporte adicional de R$ 600 milhões no Fundo Garantidor de Operações (FGO), para garantir operações de crédito rural aos pequenos e médios agricultores gaúchos.

    A medida foi defendida pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, que destacou que o objetivo é viabilizar operações de crédito para o setor agropecuário prejudicado, permitindo que os produtores gaúchos possam reconstruir suas atividades. “Esse fundo de aval será a mola para que a economia volte a funcionar”, disse Fávaro.

    O evento contou com a presença do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckimin, da ministra Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação), da Miriam Belchior (secretária-executiva da Casa Civil) e da Dario Durigan (secretário-executivo da Fazenda).

    Segundo Dario Durigan, a medida é uma garantia do Governo, que viabiliza o acesso ao crédito aos produtores que não possuem condições de segurar suas operações no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). “Com esse aporte adicional no FGO, que é esse fundo de garantia, além do recurso disponibilizado para os agricultores, para o setor rural, o governo também se compromete com as garantias”, ressaltou.

    O vice-presidente, Geraldo Alckmin, destacou que a inclusão das operações de crédito rural no FGO vai oferecer novos financiamentos a juros zero ou negativos.

    Alckmin também disse que os anúncios são resultado de um governo inteiro mobilizado, desde o cuidado com as pessoas até a recuperação da infraestrutura e o atendimento aos municípios gaúchos. “Uma ação extremamente coordenada do ponto de vista federativo e a recuperação da economia”, completou. Essa é a maior medida de enfrentamento a desastres climáticos para atender o estado gaúcho.