Tag: produtoras rurais

  • Mulheres do agro se reúnem em Ribeirão Preto para discutir liderança e negócios

    Mulheres do agro se reúnem em Ribeirão Preto para discutir liderança e negócios

    O 4º Encontro Estadual de Mulheres do Agro será realizado nesta sexta-feira (28), em Ribeirão Preto (SP). A organização espera cerca de 5 mil participantes, entre produtoras rurais, empresárias, trabalhadoras e lideranças do setor.

    O evento começa às 9h, no Taiwan Centro de Eventos, e é promovido pela Comissão Semeadoras do Agro, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp).

    Participação feminina cresce

    Dados do Censo Agropecuário 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as mulheres comandavam cerca de 947 mil propriedades rurais no país. O número correspondia a aproximadamente 19% do total de estabelecimentos agropecuários.

    Em 2006, a participação era de 12,7%. Desde então, as mulheres ampliaram a atuação na gestão das propriedades, na agroindústria artesanal, no turismo rural, na comercialização e na criação de novos negócios.

    Esse movimento pode aumentar a autonomia financeira e diversificar as fontes de renda das famílias rurais. Também amplia a participação feminina nas decisões de propriedades, cooperativas, sindicatos e entidades do agronegócio.

    Comissão atua há quatro anos

    A Comissão Semeadoras do Agro completa quatro anos em 2026. Segundo a Faesp, nesse período o grupo passou por mais de 100 municípios paulistas e alcançou dezenas de milhares de mulheres com ações de capacitação e formação de redes.

    A iniciativa também incentiva a participação feminina na gestão das propriedades e em posições de liderança no setor. Entre as frentes de atuação estão o estímulo a negócios, a presença em sindicatos e cooperativas e o desenvolvimento de competências de gestão.

    Programação inclui sucessão

    O encontro terá debates sobre empreendedorismo, liderança feminina, tecnologias agrícolas, inteligência de mercado e sucessão familiar. Esses temas estão ligados à gestão dos negócios e à continuidade das atividades rurais entre gerações.

    A programação também abordará qualidade de vida, bem-estar e saúde integral da mulher rural. Estão previstas as palestras “Seja seu próprio padrão”, com Mariana Xavier; “Pilares de uma vida plena”, com Fernanda Hernandes Rasmussen; e “A força da mulher”, com Ana Hickmann.

    Serviço
    • Evento: 4º Encontro Estadual de Mulheres do Agro.

    • Data: 28 de agosto de 2026, sexta-feira.

    • Horário: a partir das 9h.

    • Local: Taiwan Centro de Eventos.

    • Endereço: Avenida Dr. Francisco Gugliano, 2710, Royal Park, Ribeirão Preto (SP).

    • Expectativa: cerca de 5 mil participantes.

    • Realização: Comissão Semeadoras do Agro e Faesp.

  • Prêmio Mulheres do Agro prorroga inscrições até 17 de junho

    Prêmio Mulheres do Agro prorroga inscrições até 17 de junho

    As produtoras rurais interessadas em participar da 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro ganharam mais tempo para efetuar a inscrição. A Bayer e a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) ampliaram o prazo para a categoria Produtora Rural até 17 de junho. A iniciativa reconhece mulheres que lideram propriedades rurais e desenvolvem ações voltadas à gestão, à inovação e às boas práticas agrícolas.

    A premiação contempla propriedades de pequeno, médio e grande porte. As candidatas podem realizar a inscrição gratuitamente por meio do site oficial do prêmio. O objetivo é destacar trajetórias que fortalecem o agronegócio e ampliam a participação feminina em posições de liderança no campo.

    Sustentabilidade e gestão estão entre os critérios

    Para concorrer, as participantes precisam demonstrar resultados alinhados aos pilares de sustentabilidade, governança e impacto social. Além disso, devem apresentar iniciativas que contribuam para o desenvolvimento da atividade agropecuária dentro e fora da propriedade.

    Uma banca formada por especialistas de instituições públicas e privadas do setor agropecuário analisará as inscrições. Dessa forma, a avaliação considerará aspectos relacionados à gestão do negócio, à responsabilidade socioambiental e à capacidade de gerar impactos positivos nas comunidades envolvidas.

    Ao longo dos anos, o Prêmio Mulheres do Agro consolidou-se como uma das principais iniciativas de valorização da liderança feminina no setor. Por isso, a premiação reúne histórias de produtoras que investem em inovação, eficiência produtiva e práticas sustentáveis.

    Iniciativa busca ampliar protagonismo feminino

    O reconhecimento também incentiva a troca de experiências entre mulheres que atuam no agronegócio. Além disso, fortalece a presença feminina em espaços estratégicos de decisão dentro das propriedades rurais e das cadeias produtivas.

    Segundo os organizadores, o prêmio procura dar visibilidade a produtoras que desempenham papel relevante na condução dos negócios rurais. Ao mesmo tempo, busca estimular modelos de gestão que conciliem produtividade, responsabilidade social e preservação ambiental.

    Vencedoras serão conhecidas em agosto

    A organização anunciará as vencedoras durante uma cerimônia programada para agosto de 2026, na cidade de São Paulo. O evento fará parte das comemorações pelos 130 anos de atuação da Bayer no Brasil.

    A empresa atua nos segmentos de agricultura, farmacêutico e saúde do consumidor. Atualmente, mantém investimentos em pesquisa, inovação e sustentabilidade. Já a Abag reúne representantes de diferentes elos da cadeia produtiva e trabalha para fortalecer o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

    Com a prorrogação do prazo, as produtoras interessadas poderão reunir a documentação necessária com mais tranquilidade. Assim, a expectativa é ampliar o número de participantes e incentivar ainda mais o protagonismo feminino no campo.

  • Elas no Agro: encontro na Expoagro de Barbacena fortalece a presença da mulher no agronegócio

    Elas no Agro: encontro na Expoagro de Barbacena fortalece a presença da mulher no agronegócio

    A 57ª edição da Expoagro de Barbacena recebe, nesta quarta-feira (20), um encontro voltado ao fortalecimento da presença feminina no agronegócio. O evento “Elas no Agro” reunirá produtoras rurais, empresárias, criadoras, técnicas e especialistas do setor para discutir desafios, oportunidades e o reconhecimento das mulheres no campo.

    A programação começa às 8h, no Parque de Exposições de Barbacena, em Minas Gerais. Ao longo da manhã, o público poderá acompanhar painéis, rodas de conversa e apresentações culturais que destacam o papel feminino em diferentes segmentos do agro brasileiro.

    Painéis reúnem lideranças femininas do agronegócio

    O primeiro debate do encontro acontece às 9h e contará com a participação de mulheres que atuam em áreas estratégicas do setor rural. Entre os nomes confirmados está Cristiana Gutierrez, presidente da Comissão Nacional de Equideocultura da CNA e criadora de cavalos da raça Mangalarga Marchador.

    Além dela, participam Denise Delgiovo, diretora nacional do Clube do Produtor Lactalis, a produtora rural e ex-atriz Thaís Puello, além de Rachel e Helena Frota, gestoras da Fazenda Baixadão e da marca Doce de Leite Manna.

    A mediação ficará sob responsabilidade de Cristiana Mara e Juliana Melo, representantes da Faemg Mulher. Durante o painel, as convidadas devem compartilhar experiências sobre liderança feminina, empreendedorismo rural e os desafios enfrentados diariamente pelas mulheres do campo.

    Produtoras da região participam de roda de conversa

    Na sequência, às 11h, o encontro promoverá uma roda de conversa com mulheres que atuam diretamente na produção agropecuária da região. O bate-papo será conduzido por Silvana Novais, gerente da Mulher, do Jovem e de Inovação do Sistema Faemg Senar, ao lado da técnica de campo em fruticultura Renata Viol.

    Entre as participantes confirmadas estão a agrônoma Jaqueline Guedes, a produtora de flores Marilda Acerbi, além de Ketelyn Moraes e Katyana Rosa, representantes da Lactalis Barbacena.

    O evento também contará com a presença de Erika Costa, integrante do Núcleo da Mulher de Barbacena, e de Roselene e Milene Ávila, mãe e filha responsáveis pelo projeto Damas do Leite. O trabalho desenvolvido por elas incentiva e apoia mulheres trabalhadoras rurais na região de São João del-Rei.

    Programação terá atrações culturais e degustações

    Além dos debates, o “Elas no Agro” preparou uma programação cultural para o público presente. Durante os intervalos, haverá apresentações das princesas e da rainha da Festa das Rosas e Flores 2025, além da participação de um coral infantil.

    Os visitantes também poderão participar de degustações com produtos regionais, valorizando a produção local e o trabalho desenvolvido por produtores da região.

    O encontro acontecerá na área conhecida como “Circo”, dentro do Parque de Exposições de Barbacena. A entrada será gratuita e aberta especialmente para mulheres produtoras, profissionais e trabalhadoras do meio rural.

    Serviço

    Evento: Elas no Agro
    Data: 20 de maio de 2026
    Horário: A partir das 8h
    Local: Área do Circo – Parque de Exposições de Barbacena
    Entrada: Gratuita
    Público-alvo: Mulheres produtoras, profissionais e trabalhadoras do campo

  • Produtoras rurais revelam como equilibram maternidade e negócios no campo

    Produtoras rurais revelam como equilibram maternidade e negócios no campo

    Muito antes de o agronegócio se tornar sinônimo de potência econômica em Mato Grosso, mulheres já sustentavam o setor nos bastidores das fazendas, escritórios e propriedades rurais do estado. Entre planilhas, manejo de gado, lavoura e criação dos filhos, elas participaram diretamente da transformação da pecuária mato-grossense em uma das maiores do mundo. No Dia das Mães, suas histórias ganham o protagonismo que sempre mereceram.

    A produtora rural Leane Altmann chegou a Mato Grosso no final da década de 1980, acompanhando o marido em busca de oportunidades no interior do estado. Recém-formada e recém-casada, ela deixou o Sul do país por uma região que ainda engatinhava no desenvolvimento econômico. O que parecia uma aposta arriscada se tornaria uma trajetória de décadas à frente do agronegócio mato-grossense.

    O casal começou pela agricultura e, após adquirir uma propriedade com vocação para a criação de gado, passou a investir também na pecuária. Hoje, a família mantém áreas agrícolas em Nova Mutum e uma propriedade dedicada exclusivamente à pecuária em Santa Rita do Trivelato.

    Maternidade e gestão: uma equação diária

    Conciliar a criação dos filhos com a administração rural nunca foi tarefa simples. Leane encontrou um caminho próprio: quando os filhos eram pequenos, ela assumiu a gestão burocrática dos negócios e chegou a presidir o Sindicato Rural de Nova Mutum, enquanto o marido cuidava das operações dentro da fazenda.

    “Na época em que as crianças eram pequenas, eu fiquei mais na parte burocrática e também fui presidente do Sindicato Rural de Nova Mutum. Meu marido cuidava mais da fazenda da porteira para dentro”, conta a produtora.

    Com o crescimento dos filhos, Leane passou a assumir também a gestão das propriedades agrícolas, dividindo com o marido a administração dos negócios da família.

    Sucessão que veio como surpresa e como orgulho

    Apesar da forte ligação com o setor, Leane nunca pressionou os filhos a seguirem seus passos. Ainda assim, dois deles já atuam diretamente nas atividades da família, e o caçula avalia permanecer no campo.

    “Eu não imaginava que teria os três meninos na sucessão. Hoje vejo meus filhos com orgulho da atividade e isso me deixa muito satisfeita como mãe”, afirma.

    Para ela, um dos fatores que contribuiu para manter as novas gerações no campo foi justamente a valorização da atividade agropecuária nas últimas décadas. “Hoje a agropecuária tem muita tecnologia. O produtor se valorizou e a família também passou a valorizar essa atividade. Isso ajuda a manter as novas gerações no campo.”

    Leane também reconhece os desafios econômicos do setor, como oscilações de mercado, custos elevados e necessidade constante de adaptação. Mas reafirma sua escolha. “Eu trabalho com agropecuária por opção. É uma atividade econômica que precisa dar resultado, mas também me traz satisfação pessoal.”

    A força feminina que move a pecuária mato-grossense

    O perfil de Leane não é exceção. Segundo Paula Sodré Queiroz, diretora executiva do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), a presença feminina tem crescido de forma expressiva na pecuária do estado, tanto na gestão das propriedades quanto na adoção de práticas sustentáveis e modernas.

    “A mulher pecuarista de Mato Grosso hoje não é apenas coadjuvante: ela planeja, ela decide, ela sustenta famílias e negócios, sendo uma das grandes forças do nosso agro”, afirma Paula.

    Para a diretora, histórias como a de Leane representam uma geração de mulheres que ajudou a consolidar Mato Grosso como referência nacional na produção de alimentos. “Neste Dia das Mães, é importante reconhecer essas mulheres que não apenas ajudaram a construir famílias, mas também participaram da construção da pecuária do estado.”

  • Protagonismo feminino impulsiona nova edição de prêmio do agro

    Protagonismo feminino impulsiona nova edição de prêmio do agro

    Produtoras rurais de todo o país já podem se inscrever na 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro. A iniciativa é realizada pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio. As inscrições para a categoria “Produtora Rural” começaram em 1º de abril e seguem até 7 de junho, pelo site oficial. O objetivo é reconhecer mulheres que se destacam no campo. Além disso, o prêmio valoriza práticas sustentáveis, boa governança e impacto social.

    Para participar, as candidatas devem comprovar atuação alinhada a esses pilares. Nesse sentido, as iniciativas passam por avaliação técnica. Uma banca independente realiza a análise, formada por especialistas de instituições públicas e privadas. Além disso, o grupo considera critérios operacionais e também os resultados alcançados nas propriedades.

    Segundo Daniela Barros, diretora de Comunicação da divisão agrícola da Bayer no Brasil, o prêmio mantém o propósito desde a criação. “Mesmo após quase uma década, o Prêmio Mulheres do Agro segue com o propósito claro de reconhecer o protagonismo das mulheres no campo e ampliar a visibilidade de iniciativas que contribuem para um agronegócio mais sustentável, inovador e inclusivo”, afirma.

    Trajetórias que inspiram no campo

    Entre os destaques da edição anterior está Flávia Strenger Garcia Cid. A produtora venceu na categoria “Grande Propriedade” em 2025. Ela está à frente da Fazenda Jaracatiá, em Querência do Norte (PR). Desde 2015, conduz uma operação verticalizada voltada à produção de óleos essenciais, extratos vegetais e bioinsumos.

    Além disso, a gestão inclui industrialização dentro da propriedade. Também envolve mecanização de culturas não convencionais e uso de energia renovável. Ao mesmo tempo, a produtora investe em conservação ambiental e gestão hídrica. Ainda, desenvolve ações com comunidades do entorno. Dessa forma, consolida um modelo alinhado às demandas atuais do agronegócio.

    “O prêmio nos dá voz para inspirar outras produtoras e mostra que o trabalho feminino deixou de ser coadjuvante para ganhar protagonismo no agronegócio brasileiro”, destaca Flávia. “Além disso, o reconhecimento confirma que o esforço e a dedicação à produção agrícola fazem a diferença.”

    Nos últimos anos, a premiação tem registrado crescimento no número de participantes. Com isso, reflete o avanço da presença feminina no setor. De acordo com Gislaine Balbinot, diretora da ABAG, o aumento do engajamento impulsiona melhorias na iniciativa. “Contabilizamos recordes de engajamento a cada edição, o que nos incentiva a aprimorar a iniciativa para que todas as vencedoras tenham suas jornadas ainda mais impactadas depois do Prêmio Mulheres do Agro”, afirma.

    Premiação e agenda especial

    Ao final do processo, dez mulheres serão premiadas. Desse total, nove serão produtoras rurais e uma será da área de ciência e pesquisa. Além disso, as indicações para essa categoria ocorrerão entre 15 e 30 de abril.

    A organização realizará a cerimônia de premiação no segundo semestre, em São Paulo. O evento integra as comemorações pelos 130 anos da Bayer no Brasil. Além disso, deve ampliar a visibilidade das participantes e fortalecer conexões no setor.

    Por fim, a expectativa é consolidar ainda mais o prêmio como referência nacional. Ao mesmo tempo, a iniciativa busca incentivar práticas inovadoras e sustentáveis no campo.

  • Crédito rural impulsiona protagonismo feminino no campo

    Crédito rural impulsiona protagonismo feminino no campo

    Entre 2023 e 2025, as produtoras rurais responderam por 43,2% dos financiamentos concedidos a pessoas físicas pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), segundo dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O programa estadual financia investimentos voltados à modernização das propriedades, ao aumento da produtividade e à geração de renda no campo.

    O avanço da presença feminina no crédito rural paulista reforça uma tendência global de maior protagonismo das mulheres na produção de alimentos. Em 2026, a FAO, agência da ONU para Alimentação e Agricultura, declarou o Ano Internacional da Mulher Agricultora, iniciativa que estimula políticas públicas de igualdade no meio rural e reconhece o papel das produtoras na segurança alimentar mundial.

    Além das linhas de financiamento, o governo paulista atua com assistência técnica, extensão rural e pesquisa agropecuária para fortalecer a gestão das propriedades e ampliar a renda das famílias rurais. Segundo o secretário de Agricultura, Geraldo Melo Filho, o crédito tem sido uma ferramenta estratégica nesse processo. “O fortalecimento da presença feminina no agro passa por instrumentos concretos de apoio. O crédito rural amplia oportunidades, incentiva investimentos e impulsiona o desenvolvimento econômico das famílias do campo”, afirma.

    FEAP Mulher amplia inclusão produtiva no campo

    Entre os destaques das políticas voltadas às produtoras está o FEAP Mulher Agro SP, linha de crédito destinada exclusivamente às mulheres. Desde 2023, o programa já liberou R$ 27 milhões em financiamentos e beneficiou mais de mil agricultoras em várias regiões do estado.

    Cada produtora pode contratar até R$ 30 mil, com prazo de pagamento de até 84 meses, carência de 12 meses e juros de 2% ao ano. Os projetos são elaborados e acompanhados por técnicos da CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral) e do ITESP, que orientam a aplicação dos recursos e oferecem suporte na gestão da propriedade.

    Para o secretário executivo do FEAP, Felipe Alves, o crédito rural funciona como uma porta de entrada para outros serviços públicos. “O financiamento é muitas vezes o primeiro contato estruturado entre a produtora e a assistência técnica. A partir daí, surgem melhorias na gestão, aumento da produtividade e adoção de boas práticas no campo”, destaca.

    Crédito transforma a rotina de produtoras rurais

    O impacto do crédito rural aparece em histórias como a da produtora Fernanda Torres da Silva, do município de Cerqueira César. Há cerca de dez anos, ela administra com a família o Sítio São Pedro, de 18 hectares, voltado à bovinocultura leiteira.

    Em 2024, Fernanda acessou a linha do FEAP Mulher Agro SP e investiu R$ 25 mil na compra de uma ordenha mecânica. O equipamento modernizou a rotina da propriedade e reduziu o tempo de trabalho. “Antes, eu demorava quase três horas para tirar o leite de 20 vacas. Agora, esse processo leva menos de uma hora. Sobra tempo para cuidar de outras atividades da fazenda”, conta.

    Resultados como o de Fernanda demonstram como o crédito à mulher rural vem se consolidando como um instrumento de inclusão produtiva e fortalecimento da liderança feminina no agronegócio paulista.

  • BDMG anuncia linhas de crédito com taxas reduzidas para mulheres empreendedoras

    BDMG anuncia linhas de crédito com taxas reduzidas para mulheres empreendedoras

    O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) lança, neste mês de março, linhas de crédito com taxas reduzidas para mulheres empreendedoras e produtoras rurais mineiras. A linha destinada às empresárias oferece taxa promocional de 0,33% ao mês acrescida da Selic, com prazo de pagamento de até 48 meses e carência de 12 meses.

    As empreendedoras que contratarem o financiamento até 31 de março também receberão consultoria técnica gratuita e personalizada do Sebrae Minas. Esta é a segunda parceria consecutiva entre as instituições para apoiar o empreendedorismo feminino.

    Para as produtoras rurais, o BDMG disponibiliza a linha BDMG Agro Repasse, operada por cooperativas de crédito, também com condições especiais durante o mês.

    “Oferecer um crédito acessível é decisivo para impulsionar o empreendedorismo feminino, permitindo que elas explorem todo o potencial dos seus negócios”, afirma a gerente do BDMG, Letícia Guerra. “Criamos ainda condições especiais para valorizar as produtoras rurais, que desempenham papel fundamental no agronegócio mineiro. As empresárias mineiras geram empregos e contribuem significativamente para aquecer a economia do estado”.

    A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), Mila Corrêa da Costa, destaca a relevância da iniciativa. “O empreendedorismo é um caminho de autonomia e liderança para as mulheres mineiras, portanto uma preocupação do Governo de Minas é criar condições para que elas transformem ideias em negócios, levem soluções ao mercado e tirem seus projetos do papel. Quando uma mulher empreende, ela expande seu potencial, fortalece sua independência e também impulsiona o desenvolvimento do estado”, completa.

    Crédito impulsiona modernização de clínica em BH

    Há mais de 20 anos, Mara Souza Brito e a sócia, Gisele Simm, administram a clínica Oficina do Sorriso, no bairro Buritis, em Belo Horizonte. Com o crédito do BDMG, elas modernizaram a empresa e compraram equipamentos para atender mais de 1,5 mil pacientes.

    A dentista e empreendedora conta que as mudanças no espaço da clínica foram fundamentais para alavancar o negócio. Ela e a sócia realizaram três captações de crédito com o banco.

    “Se a gente fosse esperar juntar dinheiro para realizar tudo, não acompanharíamos a evolução do mercado. O paciente nota a diferença e, para nós, o ‘boca a boca’ positivo é essencial, pois a maioria dos nossos clientes são do bairro”, afirma Mara.

    A empresária também destaca os desafios adicionais que as mulheres enfrentam. “Na faculdade, não aprendemos a parte administrativa e, como mulheres, temos um desafio extra por nos dedicarmos ao cuidado com as famílias em casa, às vezes, e não dispomos de tanto tempo no consultório, assim o retorno financeiro pode ser menor. As taxas no BDMG eram menores e a forma de pagamento era melhor. Saber que tem um banco apoiando a gente é fantástico”, pontua.

    As medidas do banco buscam valorizar o empreendedorismo feminino, que representa 40% dos micro e pequenos negócios (MPEs) do estado, segundo dados do Sebrae Minas. Em 2025, o BDMG liberou R$ 73,2 milhões em crédito para 1,2 mil empresárias que acessaram as linhas destinadas a elas.

    Como contratar

    A contratação do crédito para micro e pequenas empresas ocorre de forma digital, pelo site do BDMG. Para acessar a linha, a empresa precisa ter participação societária feminina igual ou superior a 50% do capital social, há mais de seis meses.

    As produtoras rurais podem acessar a linha Agro Repasse por meio das cooperativas de crédito parceiras do BDMG. A lista completa das cooperativas está disponível no site do banco.

  • Mulheres no agronegócio ampliam protagonismo e inovação no campo

    Mulheres no agronegócio ampliam protagonismo e inovação no campo

    A presença feminina no agronegócio cresce com ritmo acelerado. Uma pesquisa conduzida pela Quiddity, em parceria com a Bayer, revelou que 93% dos entrevistados reconhecem o aumento da influência das mulheres no setor rural. O levantamento foi apresentado em São Paulo por Rebeca Gharibian, Managing Director Quiddity, Daniela Barros, Diretora de Comunicação da divisão agrícola da Bayer e Marina Menin, Diretora do Negócio de
    Carbono da Bayer para América Latina que destacaram o avanço em liderança, inovação e sustentabilidade.

    O estudo ouviu 90 produtores rurais, metade deles mulheres, de várias regiões do país. Apesar do progresso, 39% ainda percebem resistência à liderança feminina no agro. As produtoras se destacam em marketing (70%), gestão administrativa (74%) e liderança (68%). No entanto, a presença masculina continua maior na atuação direta no campo.

    Além disso, 82% dos participantes acreditam que homens e mulheres têm olhares complementares, o que reforça a importância da diversidade na gestão das propriedades.

    Sustentabilidade e inovação fortalecem o agro

    As mulheres no agronegócio impulsionam a sustentabilidade com ações práticas. Quase 9 em cada 10 produtoras fazem rotação de culturas (89%), e 87% preservam áreas nativas e mananciais. Outras práticas incluem plantio direto (82%), uso de bioinsumos (80%) e agricultura regenerativa (80%).

    Entre as inovações desejadas estão softwares de gestão (33%), energia renovável (27%), drones de precisão (22%) e ações para compensar emissões de carbono (24%). Além disso, 93% afirmam que sustentabilidade e rentabilidade caminham juntas, mostrando a maturidade da gestão feminina.

    As principais motivações incluem preservar o meio ambiente (82%), melhorar a produtividade (76%) e garantir um futuro melhor (76%). Por outro lado, 64% percebem redução de custos e 33% apontam facilidade no acesso a crédito e certificações.

    Em resumo, as mulheres estão conectando eficiência produtiva e responsabilidade ambiental, transformando o campo em um espaço mais equilibrado.

    Pesquisa foi apresentada durante coletiva de imprensa em São Paulo. Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Capacitação constante e redes de apoio fortalecem produtoras

    O estudo também destacou o perfil de aprendizado contínuo entre as mulheres do agronegócio. Mais de 96% afirmam buscar capacitação regularmente, e 51% realizam cursos sempre que possível.

    Os temas mais procurados envolvem sustentabilidade (76%), inovação e novas tecnologias (64%), melhoria da produção (56%), liderança e gestão de pessoas (53%) e finanças rurais (51%). Além disso, elas participam de forma ativa em eventos, palestras e grupos técnicos.

    Entre os principais motivos para investir em capacitação estão melhorar o dia a dia na propriedade (78%), trazer novas ideias (73%) e argumentar com mais segurança nas decisões (62%). Por isso, o estudo confirma que o conhecimento é ferramenta de empoderamento e competitividade.

    A troca entre mulheres também é fundamental. Cerca de 89% valorizam as redes femininas como espaços de inspiração e crescimento. Para ampliar a presença no setor, 78% pedem mais visibilidade ao trabalho feminino, 69% querem mais mulheres em associações e 60% defendem mais voz nas decisões.

    A Bayer foi apontada por 76% das entrevistadas como a principal apoiadora das mulheres do agro, com programas de formação e sustentabilidade.

    Um novo olhar sobre o campo brasileiro

    O levantamento mostra que as mulheres no agronegócio estão mudando a forma de produzir, gerir e inovar. Elas unem sustentabilidade, tecnologia e colaboração, gerando impacto real na economia rural.

    Por isso, o agro brasileiro se transforma em um ambiente mais diverso, produtivo e humano. A presença feminina, antes secundária, agora é força de liderança e símbolo de renovação no campo.

  • Pioneiras do café: mulheres transformam a cafeicultura no sul de Minas Gerais

    Pioneiras do café: mulheres transformam a cafeicultura no sul de Minas Gerais

    A cafeicultura mineira tem novas protagonistas. No Sul de Minas Gerais, mulheres quebram barreiras históricas e conquistam espaço em um setor tradicionalmente masculino, levando inovação e qualidade para a produção de café.

    Maria José Vilela Rezende Bernardes fez história ao se tornar a primeira mulher a exercer a cafeicultura em Varginha. Há 33 anos, ela era a única presença feminina nas reuniões de associação e eventos do setor.

    O conhecimento veio da infância, quando acompanhava o pai na Fazenda dos Tachos. Com a morte do patriarca e posteriormente do irmão, ela assumiu a frente da lavoura enfrentando desafios únicos.

    “Há 33 anos tinha só eu de mulher nas reuniões de associação, nos eventos da área. Aos poucos fui conquistando espaço e reconhecimento”, relembra a produtora.

    Hoje, Maria José gerencia 50 hectares de lavoura com ajuda do marido, filho e três funcionários. Seu café é certificado pelo Certifica Minas e já conquistou diversos prêmios estaduais e regionais.

    Do desafio financeiro ao sucesso dos cafés especiais

    Em Campos Gerais, Lucélia de Carvalho Araújo descobriu sua vocação para a cafeicultura ao lado do marido, Klayton Paiva de Araújo. O que começou como uma pequena produção no Sítio Santa Cruz se transformou em oportunidade de crescimento.

    Lucélia de Carvalho Araújo e o marido, Klayton Paiva de Araújo. Foto: Divulgação/Emater-MG

    “Meu cunhado sugeriu que investíssemos em cafés especiais. Mesmo com a resistência inicial, mergulhei na pesquisa”, conta Lucélia.

    A aposta deu certo. Quando o primeiro lote recebeu excelentes pontuações, a família decidiu criar sua própria marca. Hoje, comercializam em cafeterias, empórios, cooperativas e lojas online, além de administrarem uma cafeteria e restaurante próprios.

    Dupla jornada: o maior desafio das mulheres no campo

    Para Lucélia, conciliar as atividades profissionais com as demandas domésticas e familiares representa um dos maiores obstáculos para mulheres na agricultura.

    Segundo Adalise Dayane Vieira da Silveira, coordenadora técnica regional da Emater-MG, a desigualdade de gênero, sobrecarga de trabalho e baixa representatividade em associações são limitações que ainda precisam ser superadas.

    A coordenadora da Emater-MG destaca que a cafeicultura desempenha papel importante na economia do Sul de Minas, com crescente participação feminina.

    “A história das duas produtoras é um recorte de tantas outras da região”, observa Adalise Dayane.

    A presença das mulheres traz melhorias na qualidade dos grãos, bem-estar nas comunidades rurais, gestão familiar e transmissão de conhecimento entre gerações.

    Além da produção de café, as empreendedoras investem em turismo rural. Maria José recebe visitantes na fazenda para café da manhã, agregando valor à propriedade e criando novas fontes de renda.

    Esta diversificação representa uma tendência crescente entre produtores que buscam alternativas para fortalecer a economia familiar rural.

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  • Prêmio Mulheres do Agro: incentivo de R$ 15 mil na categoria Ciência e Pesquisa

    Prêmio Mulheres do Agro: incentivo de R$ 15 mil na categoria Ciência e Pesquisa

    O Prêmio Mulheres do Agro (PMA), iniciativa idealizada pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), está com inscrições abertas para a categoria Ciência e Pesquisa.

    É possível indicar pesquisadoras atuantes em instituições com projetos ligados a ESG no agronegócio.

    Indicação popular e avaliação

    As inscrições ficam abertas até 14 de junho, no site da iniciativa. Após o preenchimento de informações como nome, e-mail, telefone, vínculo institucional, link do currículo Lattes, região e um resumo da linha de pesquisa, as pesquisadoras indicadas receberão um e-mail com o regulamento vigente e informações sobre a participação.

    Uma comissão avaliadora composta de pesquisadoras acadêmicas e executivas da área analisará as indicadas, selecionando três para voto popular. Os votos na categoria ficam abertos ao público no site do prêmio de 2 a 13 de setembro.

    Expectativa para 2024

    No ano de seu lançamento, em 2023, a categoria Ciência e Pesquisa avaliou 19 indicações de pesquisadoras. Para 2024, a expectativa é que mulheres de todo o país apliquem seus projetos de impacto ou de grande alcance científico, enfatizando termos de sustentabilidade e inovação no agro.”A Bayer enxerga como fundamental o papel da mulher e sua presença em diversas frentes ao longo da cadeia do agronegócio. Decidimos ao lado da Abag e empresas parceiras reforçar a importância da presença, contribuição e relevância de pesquisadoras para o setor agro por meio da categoria de Ciência e Pesquisa”, explica Gabriella Gandelini, Gerente de Regulamentação em Assuntos Científicos na Bayer.

    Inscrições para produtoras rurais

    Além da categoria de Ciência e Pesquisa, gestoras rurais de pequenas, médias e grandes propriedades agropecuárias de todo o país têm até 31 de julho para se inscrever na categoria de Produtora Rural do Prêmio Mulheres do Agro.

    As produtoras serão reconhecidas por conduzirem suas propriedades de forma sustentável, equilibrando cuidado com a natureza e meio ambiente, responsabilidade social e boas práticas administrativas.

    Iniciada em 2018, a iniciativa da Bayer com a Abag acumula mais de 1.100 inscrições, reconhecendo 54 agropecuaristas de todas as regiões do Brasil e uma pesquisadora. Em 2023, o Prêmio Mulheres do Agro celebrou um aumento notável no interesse das mulheres em serem reconhecidas pelo seu trabalho no campo.

    Novos apoiadores institucionais

    Outra novidade da premiação é a chegada do Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS), como novo apoiador institucional, junto da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), do Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, Embrapa, Fatec Pompeia, Fealq e Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia .

    “O apoio da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável ao Prêmio Mulheres do Agro vai muito além da missão de promover a sustentabilidade na pecuária brasileira. É essencial dar voz às mulheres do campo e principalmente incluir as pequenas e médias produtoras, que muitas vezes se sentem excluídas, mas que, na verdade, desempenham um papel fundamental no agronegócio brasileiro”, celebra Ana Doralina Alves Menezes, presidente eleita da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável e GTPS.

    Para se inscrever ou indicar uma pesquisadora, acesse o site do Prêmio Mulheres do Agro.