Tag: produtividade

  • Produtividade recorde reduz perdas na batata em 2025

    Produtividade recorde reduz perdas na batata em 2025

    A safra de batata de 2025 registra preços historicamente baixos. O excesso de oferta pressiona o mercado desde o início do ano. Mesmo assim, a produtividade recorde no campo reduz o custo unitário de produção e ameniza os prejuízos dos produtores.

    O “Especial Batata” da revista Hortifruti Brasil, do Cepea da Esalq/USP, detalha esse contraste. De um lado, os preços desabam. De outro, os produtores mostram capacidade técnica e gestão eficiente. Essa combinação amortece perdas que poderiam ser maiores.

    A média de preços entre janeiro e outubro de 2025 é a quarta menor da série histórica do Cepea. Os dados são deflacionados pelo IGP-DI e mostram valores superiores apenas aos registrados em 2011, 2017 e 2018.

    Em sentido oposto, a produtividade mantém tendência de alta desde 2010. Esse avanço reflete melhorias tecnológicas e de manejo. Apesar da quebra registrada em 2024, a safra de 2025 supera patamares anteriores, impulsionada pelo clima favorável e pela maior oferta de sementes.

    Risco

    Pesquisadores do Hortifruti Cepea alertam para um risco crescente. Quando todos produzem com alta eficiência, o setor enfrenta desafios coletivos. A ausência da indústria como canal adicional de escoamento agrava o problema. O mercado evidencia limitações de coordenação e diversificação comercial.

    A lição de 2025 é nítida. A produtividade funciona como escudo inicial contra crises. No entanto, ela não resolve todos os desequilíbrios. O setor precisará equilibrar eficiência produtiva, gestão de risco e inteligência de mercado. Apenas assim a alta produtividade garantirá sustentabilidade e não estimulará novos excessos.

  • Conheça a cultivar que dobra produção de mudas de morangueiro

    Conheça a cultivar que dobra produção de mudas de morangueiro

    Em apenas dois anos, a cultivar Fênix consolidou seu avanço no mercado nacional de morangos. Desenvolvida pela Embrapa Clima Temperado, a variedade dobrou a produção de mudas e reduziu a dependência de importações.

    Quando foi lançada, em 2023, apenas 18 viveiristas licenciados multiplicavam a Fênix. Em 2024, o número subiu para 22. Agora, em 2025, são 14 novos contratos formalizados, confirmando o interesse crescente pela tecnologia. A produção saltou de 2,5 milhões para mais de 5 milhões de mudas, e a expectativa é ultrapassar 10 milhões em 2026.
    Segundo o pesquisador Sandro Bonow, da Embrapa Clima Temperado, o crescimento se explica pela falta de cultivares nacionais acessíveis. “A Embrapa veio contribuir para mudar esse cenário, oferecendo uma cultivar com qualidade e preço justo. Hoje, o produtor tem acesso à muda certa, na época ideal para o plantio”, explica.

    Redução da dependência externa e custo mais competitivo

    Atualmente, cerca de 98% dos morangos produzidos no Brasil vêm de cultivares estrangeiras, principalmente dos Estados Unidos. As mudas, em grande parte, são importadas do Chile, Argentina e Espanha, com preços entre R$ 2,30 e R$ 3,60, cotados em dólar.
    Com a Fênix, esse cenário começa a mudar. O custo das mudas nacionais varia conforme o nível tecnológico do viveiro e o tipo de muda (fresca ou envasada), mas o valor é mais acessível e as entregas ocorrem no período ideal para o plantio em cada região.
    “A Fênix é precoce e permite ao produtor colher antes do pico da safra, aumentando os lucros”, afirma Bonow.

    Alta produtividade e aceitação no mercado

    A cultivar Fênix se destaca pela precocidade, produtividade e excelente conservação pós-colheita, o que garante maior durabilidade nas prateleiras. “Ela caiu no gosto do consumidor. É saborosa, tem bom calibre, equilíbrio entre açúcar e acidez, aroma marcante e cor intensa”, ressalta Bonow.
    O rendimento pode chegar a 1,6 kg por planta, em cultivo tradicional sob túnel baixo, e a 900 g em sistema semi-hidropônico. O plantio entre março e abril permite iniciar a colheita em maio, com safra que pode durar até sete meses.
    “O fato de a cultivar ser precoce e resistente permite ao produtor antecipar a colheita e aproveitar melhores preços”, explica o pesquisador Luís Eduardo Antunes. “A combinação entre qualidade, precocidade e resiliência faz da Fênix uma aliada para a soberania nacional na produção de mudas.”

    Expansão nacional e interesse internacional

    Apresentada ao público durante a Expointer 2023, a cultivar Fênix teve início com 20 mil matrizes, gerando 2,5 milhões de mudas. Em 2025, a produção supera 5 milhões de unidades por ano, concentradas no Sul e Sudeste, com destaque para Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Minas Gerais.
    Antunes projeta alcançar 10 milhões de mudas em 2026, impulsionado pela adesão de novos produtores. “Um hectare comporta cerca de 50 mil mudas. Com 7 mil hectares de morango no país, o potencial é de 350 milhões de mudas por ano”, exemplifica.
    Atualmente, cerca de 70 milhões de mudas ainda são importadas anualmente, mas a Fênix vem ganhando espaço. “Empresários europeus já demonstraram interesse em levar a genética brasileira para países do Mediterrâneo, afetados pelas mudanças climáticas”, afirma Antunes.

    Programa de melhoramento genético retomado

    O programa de melhoramento do morangueiro da Embrapa foi retomado em 2010, após uma pausa nos anos 1990. O foco passou a ser o desenvolvimento de cultivares adaptadas ao clima brasileiro, resistentes a pragas e com qualidade superior.
    A equipe iniciou o trabalho com a formação de um banco genético e testes em diversas regiões do país. O resultado foi a BRS Fênix, primeira cultivar comercial dessa nova fase do programa.
    Inicialmente recomendada para o Sul e Sudeste, a Fênix recebeu em 2025 a aprovação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para cultivo também em Brazlândia (DF). Pesquisas em andamento avaliam sua adaptação a novas regiões, como a Chapada Diamantina (BA).

    Produtores confirmam desempenho no campo

    Foto: divulgação – Embrapa

    O casal Darceli e Ilóivia Chassot, de Cerro Largo (RS), participa do projeto da Embrapa desde o início. Eles cultivam 12 mil mudas de morangueiro na propriedade e afirmam que a Fênix superou expectativas.
    “Testamos a cultivar no sistema fora do solo e tivemos 100% de pegamento das mudas. O florescimento começou em 45 dias, e as frutas mantiveram tamanho e sabor estáveis durante toda a safra”, relatam.
    Com os bons resultados, o casal decidiu trabalhar apenas com a Fênix. “Mesmo com variações de temperatura, ela mantém o calibre, a firmeza e a qualidade dos morangos. É precoce e resistente”, destacam.

    Atibaia transforma a Fênix em símbolo local

    Em Atibaia (SP), a cultivar Fênix virou referência entre os produtores e ganhou apoio do poder público. A Prefeitura firmou parceria com a Embrapa, adquirindo matrizes para o Viveiro Municipal.
    “O município já produziu cerca de 400 mil mudas em 2025, distribuídas aos produtores locais”, explica o engenheiro agrônomo Marco Albertini. “Ampliamos o viveiro e despertamos o interesse de novos agricultores.”
    O produtor José Roque Doratioto, do Sítio Serrano, cultiva cinco alqueires de morango e destaca o desempenho da Fênix. “A produtividade é alta, o sabor é intenso e a durabilidade excelente. Só é preciso combater a pirataria de mudas”, alerta.
    Albertini reforça que a procura cresce a cada safra. “Mesmo fora do período de distribuição, os produtores já estão reservando mudas para 2026”, afirma.

    Fênix: símbolo da nova fase do morango nacional

    Com alta produtividade, sabor marcante e boa adaptação ao clima brasileiro, a cultivar Fênix representa uma nova era para o morangueiro nacional.
    A variedade reduz a dependência externa, estimula a produção local e impulsiona o desenvolvimento tecnológico no campo. Para os pesquisadores da Embrapa, a Fênix é mais que uma cultivar — é um passo firme rumo à autossuficiência brasileira na produção de mudas de morango.

     

  • Solo e sementes bem preparados garantem safra de soja produtiva

    Solo e sementes bem preparados garantem safra de soja produtiva

    O sucesso de uma lavoura de soja começa muito antes da semeadura. Garantir uma área livre de plantas daninhas é essencial para um arranque vigoroso, e quando aliado ao tratamento industrial de sementes, a cultura recebe proteção extra contra doenças, pragas e desafios iniciais do campo.

    Pré-plantio: cuidado que define a safra

    Felipe Stefaroli, gerente técnico de portfólio para soja e algodão da Bayer, ressalta a importância dessa fase:

    “É nesse estágio que o produtor deve se preocupar com o estabelecimento da cultura, garantindo um bom preparo da área, controle de plantas daninhas resistentes e proteção inicial da semente. Esses cuidados são fundamentais para que a genética e a biotecnologia da soja possam expressar todo o seu potencial produtivo.”

    A resistência das plantas daninhas aos herbicidas já afeta cerca de 60% da área cultivada com soja no Brasil, podendo ultrapassar 65% até 2030. O manejo exige estratégias combinadas, incluindo plantio direto, herbicidas pré e pós-emergentes e rotação de mecanismos de ação.

    Produtos e soluções para controle de plantas daninhas

    Entre as ferramentas para o pré-plantio estão:

    • ConvintroDuo: herbicida pré-emergente que impede a emergência de plantas daninhas, seletivo para soja e sem efeito em culturas subsequentes.
    • Xtendicam: elimina plantas já estabelecidas e mantém efeito residual, indicado para soja Intacta2 Xtend.
    • Roundup Transorb TOP: herbicida pós-emergente de alta concentração, com surfactantes que facilitam o manejo e a aplicação.

    “O uso de pré-emergentes protege a cultura contra a competição inicial, enquanto os herbicidas pós-emergentes facilitam o controle antes do fechamento da lavoura”, explica Stefaroli.

    Tratamento industrial de sementes (TSI)

    Após a limpeza do campo, o tratamento de sementes garante defesa da plântula contra doenças e pragas iniciais. Os pacotes Guardião e Guardião+ protegem a soja até os estágios V4/V5 (cerca de 30 dias após a semeadura) e agora contam com o fungicida Evergol, primeira carboxamida da Bayer no tratamento industrial de sementes.

    Entre os benefícios do TSI estão: sementes já tratadas, maior segurança para o agricultor, economia de tempo e flexibilidade de uso, com tempo de prateleira de até 120 dias.

    Manejo de nematoides

    Os nematoides são pragas que comprometem a produtividade ao atacar as raízes. O produto Verango Prime oferece controle de longa duração, com baixa dosagem e amplo espectro. O manejo inclui rotação de culturas, uso de cultivares tolerantes e aplicação de produtos biológicos e químicos, garantindo raízes protegidas e desenvolvimento saudável da lavoura.

    “O conjunto de ações integradas permite melhores condições para o crescimento e rendimento da soja, transformando cada safra em oportunidade de crescimento”, reforça Stefaroli.

    Com portfólio integrado, a Bayer oferece soluções desde o pré-plantio até o manejo de pragas e doenças, permitindo que o produtor tenha mais segurança e maximize a produtividade da soja.

  • Programa eleva em até 30% a produtividade de pequenos pecuaristas

    Programa eleva em até 30% a produtividade de pequenos pecuaristas

    Durante o NeoSummit COP30, realizado em São Paulo nesta quarta-feira (10), Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS, apresentou resultados expressivos do programa Escritórios Verdes, que apoia 900 pequenos pecuaristas em Rondônia e no oeste de Mato Grosso, aumentando a produtividade das propriedades em até 30%. A iniciativa combina tecnologia e gestão para promover sustentabilidade e eficiência no setor agropecuário.

    O programa atua com três pilares principais: regularização ambiental, assistência técnica e gestão das propriedades. Até o momento, mais de 19 mil fazendas foram regularizadas ambientalmente, com a recuperação de 8 mil hectares de mata nativa.

    A assistência técnica potencializou a produção e elevou a renda dos produtores em até 1,5 salário mínimo. Já a gestão eficiente foi implementada em 500 propriedades, sendo que 30% delas já operam com baixo impacto de carbono.

    Para Tomazoni, a sustentabilidade no agronegócio brasileiro depende do aumento da eficiência produtiva sem encarecer os alimentos, sendo este o principal desafio da transição ecológica. “A solução não é um produto mais caro na prateleira, é um produtor mais eficiente no campo”, afirmou.

    Integração Lavoura-Pecuária-Floresta

    A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), técnica adotada no programa, aproxima o Brasil ao cenário global como referência em produção sustentável. O modelo permite até três safras anuais em uma mesma área, combinando culturas agrícolas, criação de gado e reflorestamento, evitando a abertura de novas fronteiras agrícolas. Segundo a Embrapa, sistemas integrados já ocupam mais de 17 milhões de hectares no país, área maior do que a soma da Áustria, Dinamarca e Suíça.

    Foto: Divulgação JBS

    Tomazoni reforçou a importância de mudar a percepção negativa sobre o agronegócio brasileiro: “Deixamos, ao longo do tempo, que se construísse uma narrativa de que o agro não é sustentável. A COP30 é a nossa chance de mostrar para o mundo o que estamos fazendo aqui”.

    A pecuária, segundo o executivo, pode ser parte da solução para a crise climática se adotada em modelos regenerativos. Ele defende a revisão da contabilidade do carbono do setor, valorizando a capacidade de captura de CO₂ pelas pastagens manejadas corretamente, que podem mitigar as emissões de metano dos animais. Estimativas da FAO indicam que solos agrícolas tropicais podem capturar até 23% das emissões globais de gases de efeito estufa.

    Pesquisa

    Pesquisa do Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da FGV (OCBio/FGV) mostrou que 31% das fazendas do programa Fazenda Nota 10 removem mais carbono do que emitem, corroborando a tese de que o aumento da eficiência produtiva gera impactos ambientais positivos.

    Além da experiência direta com os produtores, Tomazoni atua como líder do Grupo de Trabalho de Sistemas Alimentares da Sustainable Business COP (SBCOP). Que coordena a contribuição do setor privado na agenda climática. Ele destacou a importância de transformar metas climáticas em ações práticas que gerem investimentos e acelerem a adoção de boas práticas no agronegócio. “Cabe ao setor privado dar materialidade ao que os governos pactuam. O caminho é produzir cada vez mais com menos recursos”, concluiu.

  • Embrapa usa satélites para prever produtividade agrícola

    Embrapa usa satélites para prever produtividade agrícola

    A Embrapa desenvolve um modelo que prevê a produtividade agrícola com imagens de satélite. O sistema já apresentou bons resultados na cana-de-açúcar e na soja. Os pesquisadores integraram as imagens a técnicas estatísticas e de aprendizagem de máquina. O trabalho utilizou séries temporais do Programa Brasil Mais, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

    As imagens da constelação PlanetScope permitem identificar os melhores momentos do ciclo da planta. A equipe aplicou índices de vegetação combinados com dados como cultivar, ciclo de produção e precipitação acumulada.

    Resultados na cana-de-açúcar

    A pesquisa contou com parceria da Coplacana e financiamento da Finep. O modelo acompanhou duas safras durante três anos e alcançou 89% de precisão.
    O pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, Geraldo Magela Cançado, afirma que o modelo ainda evolui. Ele prevê incluir variáveis como temperatura, textura do solo e disponibilidade hídrica.
    Segundo Cançado, o objetivo é oferecer previsões por talhão para produtores, indústrias e poder público. A ferramenta pode apoiar negociações, logística e intervenções na lavoura.

    Aplicação na soja

    Foto: divulgação – Embrapa/Geraldo Magela

    Na soja, a metodologia também validou o bioestimulante Hydratus, que protege contra a seca e estimula o crescimento. O estudo envolveu a Embrapa Milho e Sorgo, a empresa Bioma e contou com financiamento da Finep.
    Três áreas foram monitoradas. Duas utilizaram imagens da PlanetScope e uma contou com drone. Os pesquisadores aplicaram o índice de vegetação realçado (EVI2).
    Os resultados mostraram correlação de 71% entre a produtividade prevista e a observada. O índice é considerado alto para previsões.

    Desafios e próximos passos

    Cada cultura apresenta comportamentos diferentes, explica Cançado. A correlação foi maior na cana porque a biomassa se relaciona diretamente com a produtividade.
    A pesquisa testou dois métodos: estatístico e de aprendizagem de máquina. Segundo o analista da Embrapa, Eduardo Speranza, os cálculos estatísticos hoje são mais precisos.
    Speranza explica que o aprendizado de máquina ainda exige milhares de amostras. O avanço depende de validação em campo com métodos agronômicos tradicionais.

    Reconhecimento do trabalho

    O Programa Brasil Mais compartilha imagens de 130 satélites com mais de 600 instituições no país. A Embrapa utiliza o material para pesquisa agrícola.
    Segundo Júlio Esquerdo, chefe-adjunto da Embrapa Agricultura Digital, o uso dessas imagens amplia as possibilidades de inovação em lavouras experimentais.
    O estudo recebeu o primeiro lugar na premiação da Rede MAIS. O trabalho reconheceu a previsão de produtividade em cana-de-açúcar com imagens PlanetScope.

  • Produção de milho em MS cresce 68% e ultrapassa 14 milhões de toneladas

    Produção de milho em MS cresce 68% e ultrapassa 14 milhões de toneladas

    Mato Grosso do Sul atingiu um recorde histórico na produção de milho, superando 14 milhões de toneladas. O Projeto SIGA-MS, divulgado em 2 de setembro, indica que a produção saiu da previsão inicial de 10,1 milhões para 14,2 milhões de toneladas, avanço de 68,2% em relação à safra anterior.

    Mesmo com a área cultivada praticamente estável, cerca de 2,1 milhões de hectares, a produtividade média cresceu para 112,7 sacas por hectare. Esse aumento de 68,1% resultou da combinação entre boas condições climáticas, janela de plantio adequada, avanços tecnológicos e práticas agrícolas eficientes.

    A maior parte da semeadura ocorreu entre fevereiro e março. Em abril, o volume ideal de chuvas favoreceu o desenvolvimento das plantas. Segundo o relatório, 78,1% das lavouras estão classificadas como boas, 15,3% como regulares e apenas 6,6% como ruins.

    Cautela ainda é recomendado

    Apesar das projeções positivas, especialistas recomendam cautela, pois a colheita ainda não terminou. Gabriel Balta, coordenador técnico da Aprosoja/MS, ressalta a importância de acompanhar os próximos passos da safra.

    Jaime Verruck, secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, atribui o crescimento à expansão da área plantada e às condições climáticas favoráveis. “Superamos 14 milhões de toneladas de milho. Isso atende a alta demanda interna, atrai investimentos no etanol de milho e fortalece o setor de proteína animal, que consome mais grãos”, destacou o secretário.

    Segundo Verruck, o milho ocupa cerca de 45% da área antes destinada à soja, abrindo oportunidades para diversificação das culturas e atração de novos investimentos, especialmente no setor de etanol.

    Impactos econômicos do crescimento na produção de milho

    O aumento da produção deve impulsionar a economia regional. Jean Américo, analista econômico da Famasul, explica que o crescimento da produtividade melhora a renda dos agricultores e a competitividade do agronegócio sul-mato-grossense.

    “O avanço da produção fortalece o potencial exportador do Estado, amplia o superávit comercial e atrai investimentos em tecnologia e infraestrutura. O milho se consolida como motor do desenvolvimento econômico regional”, afirmou.

    Ranking de produtividade por município (sacas por hectare):

    • Chapadão do Sul: 173,3
    • Alcinópolis: 160,0
    • Sonora: 152,5
    • São Gabriel do Oeste: 147,1
    • Brasilândia: 145,8

    Municípios com menor produtividade:

    • Ivinhema: 57,8
    • Rochedo: 50,7
    • Aparecida do Taboado: 35,0
    • Nova Andradina: 31,0
    • Aquidauana: 19,1
  • Alerta – Frio extremo ameaça colheita de café e cana

    Alerta – Frio extremo ameaça colheita de café e cana

    O avanço de frentes frias intensas no Centro-Sul do Brasil preocupa produtores de café e cana-de-açúcar, que enfrentam riscos elevados de prejuízo com a chegada de geadas e temperaturas mínimas. Segundo levantamento da StoneX, eventos climáticos extremos como esses afetam diretamente o metabolismo das plantas, comprometendo a produtividade e a qualidade das safras.

    A intensidade dos danos provocados pelo frio depende de fatores microclimáticos, como topografia do terreno, posição das lavouras e umidade local.

    Carolina Jaramillo Giraldo, Analista de Inteligência de Mercado. Foto: Divulgação Stone X

    “Também influenciam fatores climáticos de grande escala, como os fenômenos El Niño/La Niña e a Oscilação Antártica, que interferem de forma significativa nas condições do tempo no Brasil”, explica a analista de Inteligência de Mercado, Carolina Jaramillo Giraldo.

    Cana-de-açúcar: prejuízo imediato e colheita antecipada

    No caso da cana-de-açúcar, temperaturas abaixo de 5 °C ocorrem ao menos uma vez por ano em grande parte do Centro-Sul. Áreas produtoras do Mato Grosso, por exemplo, registram até sete dias anuais com frio intenso. Quando os termômetros se aproximam de 0 °C, os produtores enfrentam queima de folhas, morte de gemas, paralisação do crescimento e queda na qualidade industrial e produtividade.

    Após a geada, a necessidade de colheita imediata compromete o rendimento, pois muitas vezes a cana ainda não atingiu o ponto ideal. “Na safra 2021/22, a produtividade já vinha em queda devido à estiagem. Com as geadas e, posteriormente, incêndios em agosto, a quebra foi ainda maior. A moagem final ficou em 524,1 milhões de toneladas — cerca de 60 milhões abaixo da expectativa inicial de 580 milhões”, pontua o analista de Inteligência de Mercado, Marcelo Di Bonifácio Filho.

    Marcelo Di Bonifácio Filho, Analista de Inteligência de Mercado. Foto: Divulgação Stone X

    Regiões como o noroeste do Paraná, sudeste de Mato Grosso do Sul e sul de São Paulo apresentam mais de 90% de chance de registrar temperaturas abaixo de 5 °C ao menos uma vez por ano. Áreas do Triângulo Mineiro, centro de Minas Gerais e oeste de Goiás também enfrentam riscos semelhantes.

    Café: histórico de perdas e risco de queda na produção

    A cultura do café arábica já sofreu severamente com geadas ao longo da história. O frio intenso pode causar estresse térmico, abortamento floral e queda expressiva na produção, como ocorreu em 2022.

    “Em 2022, o potencial de produção era de 50 milhões de sacas, mas foram colhidas apenas 39,8 milhões, cerca de 20% abaixo do esperado. Isso teve impacto direto nos preços internacionais”, explica o gerente de Inteligência de Mercado do grupo, Fernando Maximiliano.

    Fernando Maximiliano, Gerente de Inteligência de Mercado. Foto: Divulgação Stone X

    Regiões como sul de Minas, noroeste do Paraná e sul de São Paulo apresentam mais de 90% de probabilidade de registrar ao menos um dia por ano com temperaturas abaixo de 5 °C. Em áreas de altitude no extremo sul de Minas Gerais, o risco de frio intenso é ainda maior, com até 18 dias anuais de temperaturas mínimas abaixo desse patamar em pontos específicos.

    O frio reduz a fotossíntese e coloca as plantas em estado de “hibernação metabólica”, limitando o crescimento e a formação de gemas florais. Quando o frio ocorre durante a florada, o risco de abortamento floral aumenta, dificultando a previsão de perdas.

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  • Nutrição com nitrato de cálcio reduz podridão floral em pomares de laranja

    Nutrição com nitrato de cálcio reduz podridão floral em pomares de laranja

    Um estudo conduzido em pomares de laranja no interior de São Paulo revelou que a aplicação de nitrato de cálcio, isolado ou combinado com nitrato de amônio, pode aumentar em até 25% a produtividade das laranjeiras. Além  de elevar em 30% a eficiência no uso do nitrogênio. Além disso, a estratégia nutricional contribuiu para a redução de 30% na incidência da podridão floral, uma das principais doenças que afetam a citricultura na região Sudeste.

    O pesquisador Dirceu Mattos Jr, do Instituto Agronômico (IAC), liderou o experimento durante quatro anos na fazenda Guacho, do Grupo Agroterenas, em Santa Cruz do Rio Pardo (SP), em parceria com a Yara, referência global em nutrição de plantas, e o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).

    Fontes nítricas superam adubação amoniacal

    A pesquisa comparou diferentes fontes de nitrogênio em sistemas de fertirrigação. Essa prática cresce no cinturão citrícola diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela disponibilidade hídrica. Os resultados mostraram que as fontes nítricas, especialmente o nitrato de cálcio, proporcionam desempenho superior em relação às fontes amoniacais, tanto em produtividade quanto em eficiência de uso do nutriente.

    Durante o Citros Day, evento técnico promovido pela Yara em Araraquara (SP), os dados foram apresentados a produtores e especialistas do setor. Segundo Thais Chiachia, pesquisadora da Yara, “a empresa investe em mais de 150 pesquisas em parceria com mais de 50 instituições. Sempre com base em conhecimento científico para impulsionar a evolução da agricultura”.

    Cálcio fortalece combate à podridão floral

    A podridão floral é uma das doenças mais graves da citricultura, podendo causar perdas de até 80% na produção em áreas afetadas. O estudo destacou que o fornecimento adequado de cálcio, via fontes nítricas, favorece a formação homogênea dos tecidos florais. Além de aumentar a tolerância das plantas a doenças.

    Além do ganho em produtividade, a estratégia nutricional baseada em nitrato de cálcio se mostrou uma alternativa sustentável ao reduzir a necessidade de fungicidas. E ajuda a evitar o desenvolvimento de resistência dos patógenos e promovendo um manejo mais equilibrado dos pomares.

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  • Viviane Ruviero assume supervisão regional de Serviços Técnicos na Aviagen Brasil

    Viviane Ruviero assume supervisão regional de Serviços Técnicos na Aviagen Brasil

    A Aviagen® anunciou a nomeação de Viviane Ruviero como nova supervisora regional de Serviços Técnicos no Brasil. Desde 15 de abril, Viviane integra a equipe da empresa, trazendo mais de 15 anos de experiência e uma sólida formação acadêmica para fortalecer o compromisso da companhia com seus clientes.

    Viviane é médica-veterinária formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e possui MBAs em Liderança, Agronegócio e Gestão da Qualidade em Processos. Durante sua carreira, liderou equipes de Garantia da Qualidade e Laboratórios Industriais em grandes empresas globais do setor de alimentos. Além disso, estabeleceu parcerias duradouras com órgãos reguladores, como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e secretarias municipais, sempre focando em altos padrões de qualidade e na confiança dos clientes.

    Marco Aurélio Romagnole Araújo, gerente de Serviços Técnicos da Aviagen Brasil, destacou.“Viviane sempre demonstrou um forte compromisso com a excelência. Estamos muito felizes em tê-la conosco. Com sua liderança, amplo conhecimento do setor e foco nas pessoas, ela será uma grande aliada enquanto seguimos, junto aos nossos clientes, promovendo resultados de sucesso.”

    “É um orgulho fazer parte da equipe Aviagen. Estou pronta para apoiar os produtores em todo o Brasil. Contribuindo para o fortalecimento do bem-estar animal, da produtividade e da sustentabilidade na avicultura, por meio de soluções práticas e inovadoras.”, comenta a nova supervisora.

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  • Mancha-alvo no algodão: manejo assertivo evita perdas na safra

    Mancha-alvo no algodão: manejo assertivo evita perdas na safra

    A mancha-alvo, causada pelo fungo Corynespora cassiicola, tem se tornado uma ameaça crescente nas lavouras de algodão do Mato Grosso, especialmente nas últimas duas safras. Tradicionalmente, os produtores focavam no controle da ramulária, mas o avanço da mancha-alvo exige estratégias fitossanitárias mais robustas para evitar quedas de produtividade.

    O aumento da doença está associado à sucessão soja-algodão, que favorece a sobrevivência do fungo nos restos culturais, além da redução da eficácia de alguns fungicidas, como as carboxamidas. Com o período crítico de controle da doença ocorrendo entre março e maio, o manejo preventivo se torna urgente para evitar prejuízos.

    Por que a mancha-alvo está se tornando um problema maior?

    Segundo Marcelo Gimenes, gerente de Fungicidas da ADAMA, a falta de produtos específicos para o algodão e o foco excessivo no controle da ramulária deixaram a mancha-alvo em segundo plano.

    “O cotonicultor sempre priorizou a ramulária e foi pego de surpresa pela agressividade da mancha-alvo nos últimos anos. A rotação soja-algodão também contribui, pois o fungo sobrevive nos restos culturais, aumentando a pressão a cada safra”, explica Gimenes.

    Abrapa e Aprosoja-MT alertam para manejo integrado

    Diante do cenário preocupante, entidades como a Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) e a Aprosoja-MT estão reforçando a necessidade de ajustes nas estratégias de controle.

    “O uso de fungicidas adequados, nos momentos certos, é essencial para evitar perdas. A ADAMA, em parceria com instituições como o IMAmt (Instituto Mato-grossense do Algodão), tem desenvolvido recomendações assertivas para o manejo da doença”, destaca Gimenes.

    Estratégias eficazes para controle da mancha-alvo

    • Rotação de culturas – Evitar a sucessão soja-algodão em áreas com histórico da doença.
    • Uso de fungicidas específicos – Priorizar produtos com eficácia comprovada contra Corynespora cassiicola.
    • Monitoramento constante – Identificar os primeiros sintomas para aplicações preventivas.
    • Manejo de restos culturais – Reduzir a sobrevivência do fungo na palhada.

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