Tag: produtividade

  • Como biochar e hidrogel estão transformando a cajucultura no Nordeste

    Como biochar e hidrogel estão transformando a cajucultura no Nordeste

    Pesquisadores da Embrapa Agroindústria Tropical (CE) encontraram uma saída tecnológica acessível para um dos maiores gargalos da cajucultura no Semiárido: a alta mortalidade de mudas na fase de implantação dos pomares.

    Em experimentos com irrigação de salvação, técnica emergencial usada em períodos críticos de seca, o uso de hidrogel garantiu a sobrevivência de 100% das mudas do clone BRS 226 e reduziu os custos de irrigação em 46%. Já o biochar (biocarvão) melhorou a qualidade e o tamanho do pedúnculo, parte do caju conhecida popularmente como maçã.

    Os estudos integram uma linha de pesquisa sobre condicionadores de solo, insumos que melhoram as propriedades físicas, químicas e biológicas do terreno, como estratégia de adaptação às mudanças climáticas na região.

    Mortalidade de mudas: um gargalo técnico e econômico

    Embora o cajueiro tenha reputação de tolerante à seca, o primeiro ano de implantação do pomar é crítico. As mudas enxertadas chegam estressadas da mudança do viveiro para o campo e enfrentam solos arenosos (Neossolos Quartzarênicos) com baixa retenção de umidade, em uma região onde a estação chuvosa é imprevisível em início, quantidade e distribuição.

    “Essa mortalidade tem sido um gargalo técnico e econômico na implantação dos pomares. Tem impacto na produtividade porque requer investimento na aquisição de mudas de reposição e retrabalho no campo”, afirma o pesquisador Rubens Sonsol, responsável pelos estudos.

    Os produtores podem perder até metade das mudas nessa fase. Um prejuízo que recomeça a cada novo plantio.

    Hidrogel: 55 litros por ano bastam para salvar as mudas

    Em experimento com irrigação de salvação, o polímero hidrofílico, um gel agrícola capaz de absorver e liberar água gradualmente para as raízes, demonstrou resultado expressivo. A dose ideal, de 29,56 gramas por cova, manteve todas as mudas do clone BRS 226 vivas com um consumo de apenas 55 litros por planta ao ano.

    A irrigação de salvação convencional recomenda 25 litros por semana. Com o hidrogel, esse volume caiu para 55 litros no ano inteiro.

    Sonsol alerta, porém, para um limite importante: doses acima de 29,5 gramas elevam a demanda hídrica, porque o polímero passa a reter a umidade de forma a torná-la menos disponível para as raízes. O excesso, portanto, produz efeito contrário ao desejado.

    Biochar quadruplica a sobrevivência em condições de sequeiro

    Outro experimento simulou condições extremas de escassez hídrica para avaliar diferentes doses de biochar na sobrevivência de mudas dos clones CCP 76 e BRS 226 no primeiro ano. A aplicação de quatro quilos por cova elevou a taxa de sobrevivência de 26%, resultado do grupo controle, para 68%.

    Uso de biochar melhorou vários parâmetros da produção irrigada de caju, resultando em frutos maiores e mais doces. Foto: Rubens Sonsol

    O biochar é um carvão produzido pela queima controlada de resíduos orgânicos em baixa presença de oxigênio (pirólise). Sua estrutura porosa retém água e nutrientes e ainda melhora a fertilidade do solo, favorece microrganismos benéficos, reduz a acidez e sequestra carbono.

    Uma das vantagens práticas destacadas pelo pesquisador é a acessibilidade do processo: o material pode ser produzido na própria propriedade rural, com resíduos da poda dos cajueiros, em fornos de tijolos rústicos (tipo caieira), sem tecnologia sofisticada.

    Pedúnculo mais doce e mais pesado no clone BRS 226

    Os estudos avançaram para avaliar o biochar em plantas adultas e irrigadas dos clones BRS 226 e CCP 76, os mais cultivados no Ceará. Os resultados variaram significativamente entre os dois genótipos.

    No BRS 226, o aumento das doses de biochar produziu crescimento linear e significativo no peso médio do pedúnculo. Com 4 kg por planta, o clone alcançou peso de pedúnculo semelhante ao do CCP 76, cerca de 140 gramas. O CCP 76, por sua vez, não apresentou alteração no peso do pedúnculo com o tratamento.

    O biochar também tornou o pedúnculo do BRS 226 mais doce e menos ácido. O dado tem relevância comercial: esse clone é valorizado pela tolerância à seca, mas tradicionalmente produz pedúnculos de menor apelo no mercado em comparação ao CCP 76. Com a melhora no perfil sensorial, o BRS 226 passa a competir em nichos de maior valor agregado, como sucos e doces artesanais, o que pode reduzir o desperdício de bagaço e aumentar a renda do agricultor.

    “A eficácia do biochar é dependente do genótipo, o que significa que as recomendações de manejo devem ser específicas para cada clone”, destaca Sonsol.

    Condicionadores de solo como resposta às mudanças climáticas

    Para o pesquisador, o principal significado dos estudos é estratégico: demonstrar que tecnologias de baixo custo e fácil acesso permitem ao cajucultor do Semiárido usar a água com mais eficiência e reduzir sua vulnerabilidade ao clima.

    “A utilização dos condicionadores de solo surge como uma estratégia de adaptação às mudanças climáticas, permitindo o uso mais eficiente da água de irrigação”, conclui Sonsol.

    O que são condicionadores de solo?

    Condicionadores de solo são insumos que melhoram as propriedades físicas, físico-químicas e biológicas do solo. Entre os que favorecem a retenção hídrica, destacam-se o biochar e o hidrogel.

    • Biochar (biocarvão): carvão produzido pela queima controlada de resíduos orgânicos com pouco ou nenhum oxigênio (pirólise). Sua estrutura porosa retém água e nutrientes. E contribui para a fertilidade do solo, a atividade de microrganismos benéficos, a redução da acidez e o sequestro de carbono. Produtores podem fabricá-lo na propriedade com resíduos de poda, usando fornos de tijolo tipo caieira.
    • Hidrogel (polímero hidrofílico): material sintético ou orgânico capaz de absorver grandes volumes de água e liberá-la gradualmente para as raízes. Quando o solo recebe chuva ou irrigação, o polímero absorve a água; depois, libera a umidade conforme a planta necessita.
  • Centro-Sul amplia produtividade da cana na safra 2026/27

    Centro-Sul amplia produtividade da cana na safra 2026/27

    A produtividade da cana-de-açúcar cresceu 13% no Centro-Sul no início da safra 2026/27. Dados do CTC, o Centro de Tecnologia Canavieira, mostram média de 83,4 toneladas por hectare em abril. No mesmo período da safra passada, a produtividade alcançou 73,8 toneladas por hectare.

    O resultado confirma avanço importante no desempenho dos canaviais da principal região produtora do país. Além da maior produtividade, a qualidade da matéria-prima também apresentou leve crescimento em abril.

    O ATR, índice que mede o Açúcar Total Recuperável, subiu 0,5% na comparação anual. A média passou de 112,1 quilos por tonelada na safra 2025/26 para 112,6 quilos na atual temporada.

    Início da safra

    Abril marcou oficialmente o início da safra 2026/27 no Centro-Sul brasileiro. Nesse cenário, a moagem de cana-de-açúcar avançou de forma expressiva na primeira quinzena do mês.

    Segundo dados da Unica, a União das Indústrias de Cana-de-açúcar e Bioenergia, o processamento cresceu 19,67%. O aumento da moagem reforça o ritmo mais intenso das usinas neste começo de safra.

    Além disso, a produção manteve forte direcionamento para o mercado de biocombustíveis. De acordo com a entidade, cerca de dois terços da cana processada foram destinados à fabricação de etanol.

  • Países Baixos mostram como tecnologia transformou um território pequeno em potência agrícola

    Países Baixos mostram como tecnologia transformou um território pequeno em potência agrícola

    Os Países Baixos viraram referência mundial no agronegócio por conseguirem transformar um território pequeno em uma potência exportadora. Mesmo tendo uma área mais de 70 vezes menor que a da Argentina, o país se tornou o terceiro maior exportador de alimentos do mundo em valor monetário.

    A explicação passa por um conjunto de fatores que inclui tecnologia, pesquisa e produção altamente eficiente. O centro dessa engrenagem está no chamado Food Valley, um polo de inovação ligado à Universidade de Wageningen, que ajudou a impulsionar soluções para o campo, da irrigação inteligente ao uso de drones e estufas de alta tecnologia.

    Condições favoráveis

    Com sorte, tanto o clima quanto a localização geográfica favorecem a localidade, afirma o cientista Leo Marcelis, chefe do grupo de Horticultura e Fisiologia Vegetal da Universidade de Wageningen: “Temos um clima razoável e água em abundância. Temos um clima marítimo, os verões não são muito quentes e os invernos não são extremamente frios”. 

    Além disso, Marcelis enfatiza que, historicamente, a produção agrícola no país também tem sido caracterizada por uma tradição de abertura e companheirismo: “Os agricultores costumam se encontrar semanalmente. Eles visitam as fazendas uns dos outros para ver as plantações e aprender uns com os outros.”

    Cultivo controlado

    Além do investimento tecnológico, os Países Baixos apostaram forte em cultivos controlados e em cadeias produtivas voltadas para itens de maior valor agregado. Entre os principais produtos exportados estão vegetais, carne, laticínios, plantas ornamentais e flores, com mercados importantes na Alemanha, Bélgica, França e Reino Unido.

    Os Países Baixos (Holanda) são o maior produtor e exportador de flores do mundo, um setor que movimenta bilhões e define a economia e a paisagem do país, especialmente na primavera

    Por outro lado, o país não se apoia apenas no que produz internamente. Ele também importa grandes volumes de matéria-prima para processar e reexportar, o que reforça seu papel como hub global do agronegócio. É o caso do cacau, que entra como insumo e sai transformado em produtos semiacabados para outros mercados.

  • Dia D do campo: Como o acordo Mercosul-UE muda o preço da sua safra hoje

    Dia D do campo: Como o acordo Mercosul-UE muda o preço da sua safra hoje

    Demorou exatos 26 anos, mas a espera acabou nesta sexta-feira. O acordo entre o Mercosul e a União Europeia finalmente saiu do papel e entrou em vigor, marcando o início de uma nova era para quem vive da terra no Brasil. Para o produtor rural, isso não é apenas uma notícia de política internacional; é uma mudança drástica na competitividade do produto brasileiro lá fora. A partir de agora, o jogo das exportações ganha novos componentes, com a queda gradual de tarifas que antes travavam o crescimento de setores estratégicos como a pecuária e a fruticultura.

    O fim das barreiras que sufocavam o lucro

    Muitos setores do agro brasileiro operavam com margens apertadas na Europa devido às altas taxas alfandegárias. Com a entrada em vigor do tratado, produtos como o café solúvel, sucos de frutas e carnes terão um alívio tributário progressivo. Além disso, o acesso a máquinas e tecnologias agrícolas fabricadas no velho continente deve ficar mais barato, facilitando a modernização de quem está no campo. Assim, o custo de produção pode cair enquanto a rentabilidade na ponta da venda tende a subir.

    O desafio das novas exigências ambientais

    Nem tudo é facilidade nessa nova rota comercial. A Europa é conhecida por ser um dos mercados mais exigentes do mundo em termos de sustentabilidade e rastreabilidade. “O acordo Mercosul-UE entra em vigor nesta sexta-feira após 26 anos, mas traz consigo o desafio de provar a origem verde da nossa produção”, afirmam especialistas do setor. No entanto, o agro brasileiro já vem se preparando para isso com tecnologias de monitoramento que poucos países possuem. O risco agora não é a falta de mercado, mas a necessidade de manter uma gestão impecável para não cair em barreiras não-tarifárias disfarçadas de normas ecológicas.

    A partir daí, o Brasil vira o centro do tabuleiro

    Com a entrada em vigor das novas regras, o Brasil consolida sua posição como o fornecedor de alimentos preferencial do bloco europeu. Em contraste com os produtores locais da Europa, que possuem custos de produção elevadíssimos, a eficiência brasileira ganha um fôlego extra sem as amarras dos impostos de importação. Por outro lado, essa proximidade exige que as associações de classe e o governo trabalhem juntos para garantir que os interesses do pequeno e médio produtor sejam protegidos contra flutuações bruscas de oferta.

    A consequência imediata dessa abertura será uma movimentação intensa nos portos e uma readequação dos contratos futuros. O produtor precisa ficar atento às novas cotas de exportação de carne bovina e frango, que serão ampliadas gradualmente ao longo dos próximos anos. Além disso, a entrada de fertilizantes e defensivos europeus com menores taxas pode dar um respiro no custo de insumos da próxima safra.

  • Os tratores finlandeses estão revolucionando o campo brasileiro

    Os tratores finlandeses estão revolucionando o campo brasileiro

    O agronegócio brasileiro vive um novo momento de transformação. A chegada de tratores com tecnologia desenvolvida na Finlândia reforça o avanço da mecanização no campo e acelera o processo de modernização do setor.

    Esses equipamentos trazem soluções voltadas para eficiência operacional, conectividade e precisão nas atividades agrícolas. Com isso, produtores conseguem extrair mais produtividade sem a necessidade de expandir áreas cultivadas.

    Esse movimento acompanha uma tendência global: o uso intensivo de tecnologia como base para o crescimento sustentável do agro.

    Máquinas mais inteligentes e eficientes

    Os novos tratores incorporam sistemas avançados de controle, automação e gestão de dados. Na prática, isso permite operações mais precisas e redução de desperdícios.

    Tecnologias como transmissão inteligente, monitoramento em tempo real e integração com sistemas digitais ajudam a otimizar o uso de insumos e combustível.

    Além disso, estudos indicam que máquinas mais modernas podem reduzir significativamente os custos operacionais, especialmente com diesel e fertilizantes.

    Impacto direto na produtividade

    A adoção dessas tecnologias tem impacto direto na produtividade das lavouras.

    Com maior precisão nas operações, o produtor consegue melhorar o desempenho das culturas e aumentar a rentabilidade. Além disso, a redução de erros humanos contribui para uma produção mais eficiente.

    Outro ponto importante é a preservação do solo. Sistemas que distribuem melhor o peso das máquinas evitam compactação excessiva, o que favorece o desenvolvimento das plantas.

    Automação e futuro do campo

    O avanço tecnológico no campo não se limita apenas aos tratores tradicionais.

    Testes com máquinas autônomas já mostram resultados promissores no Brasil. Em algumas operações, a automação pode aumentar a produtividade em até 20% e reduzir o consumo de combustível em cerca de 10%.

    Brasil se consolida como potência tecnológica no agro

    A chegada de tecnologias internacionais reforça o posicionamento do Brasil como um dos principais mercados agrícolas do mundo.

    Além disso, o setor deve continuar crescendo impulsionado pela inovação. Projeções indicam que o agro brasileiro segue em expansão, com tecnologia sendo o principal motor desse avanço.

    Nesse contexto, a modernização da frota agrícola se torna estratégica para manter a competitividade global.

    Brasil se consolida como potência tecnológica no agro

    A chegada de tecnologias internacionais reforça o posicionamento do Brasil como um dos principais mercados agrícolas do mundo.

    Além disso, o setor deve continuar crescendo impulsionado pela inovação. Projeções indicam que o agro brasileiro segue em expansão, com tecnologia sendo o principal motor desse avanço.

    Nesse contexto, a modernização da frota agrícola se torna estratégica para manter a competitividade global.

  • Cana-de-açúcar: produtores buscam novas estratégias para cortar custos no campo

    Cana-de-açúcar: produtores buscam novas estratégias para cortar custos no campo

    Produtores de cana-de-açúcar têm intensificado o uso de tecnologia e novas estratégias de manejo para enfrentar o aumento dos custos e melhorar a eficiência no campo.

    Esse movimento ganha destaque no Cana Summit 2026, que acontece nos dias 15 e 16 de abril, em Ribeirão Preto, reunindo especialistas e lideranças do setor.

    Tecnologia entra no planejamento

    Nos últimos anos, produtores passaram a adotar práticas mais avançadas para garantir maior estabilidade na produção. Nesse contexto, a irrigação e os sistemas integrados vêm ganhando espaço no planejamento agrícola.

    Essas soluções aumentam a previsibilidade da safra e, ao mesmo tempo, contribuem para a conservação do solo e o uso mais eficiente da água. Além disso, tecnologias como monitoramento climático e agricultura de precisão permitem decisões mais rápidas e assertivas no campo.

    Segundo estudos da Embrapa, a incorporação dessas ferramentas já está diretamente ligada ao aumento de produtividade e à redução de perdas em diferentes regiões produtoras.

    Encontro em Ribeirão Preto vai discutir práticas que impulsionam eficiência e rentabilidade na canavicultura. (Imagem: Divulgação)

    Eficiência virou prioridade

    Com o aumento dos custos de produção, o setor passou a priorizar eficiência em todas as etapas.

    Diante desse cenário, produtores ajustam o manejo, investem em adubação mais precisa e revisam o planejamento agrícola. Além disso, buscam otimizar o uso de insumos, o que ajuda a reduzir desperdícios e melhorar o resultado final.

    Ao mesmo tempo, a pressão por rentabilidade faz com que cada decisão no campo tenha impacto direto no desempenho da safra. Por isso, a combinação entre tecnologia e boas práticas tende a definir os resultados nos próximos ciclos.

    Especialistas discutem caminhos

    Para avançar nessas estratégias, o evento reúne especialistas de instituições como Embrapa, Centro de Tecnologia Canavieira e Unesp.

    Durante o painel, os participantes apresentam experiências práticas e, além disso, discutem alternativas para aumentar a produtividade sem elevar custos. Dessa forma, o encontro busca aproximar conhecimento técnico da realidade do produtor.

    Setor busca novas soluções

    Atualmente, o setor sucroenergético passa por um momento de adaptação. Por isso, produtores procuram soluções que tragam ganho de eficiência sem pressionar ainda mais os custos.

    Nesse cenário, tecnologias ligadas à irrigação, ao plantio e ao manejo ganham protagonismo. Ao mesmo tempo, cresce o interesse por práticas mais sustentáveis, que também ajudam a manter a produtividade no longo prazo.

    O evento, realizado pela ORPLANA, marca ainda os 50 anos da entidade. Além disso, a escolha de Ribeirão Preto reforça o peso da região na produção de cana no país.

    Serviço

    Cana Summit 2026
    15 e 16 de abril de 2026
    Taiwan Centro de Eventos
    Avenida Dr. Francisco Gugliano, 2.710 – Ribeirão Preto

     

  • Suinocultura bate recorde e atinge maior produtividade desde 2011

    Suinocultura bate recorde e atinge maior produtividade desde 2011

    O Brasil registrou recorde no abate de suínos e na produção de carne em 2025. Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) confirmam os resultados históricos.

    Maior nível desde 2011

    O setor abateu mais de 60 milhões de cabeças no ano passado. Além disso, a produção alcançou 5,6 milhões de toneladas de carne suína. Com esses números, a produtividade do suíno brasileiro atingiu o maior nível desde 2011.

    Segundo o Cepea, o desempenho reflete esforços contínuos e avanços tecnológicos no setor produtivo. Mesmo com juros elevados, os produtores mantiveram investimentos e ampliaram a eficiência. Assim, o setor conseguiu expandir a produção apesar das dificuldades no crédito.

    O Cepea também avalia que o crescimento atende à demanda interna e externa em alta. Além disso, os recordes fortalecem o protagonismo do Brasil no mercado global de carne suína.

    No cenário atual, porém, os preços do animal vivo e dos cortes voltaram a cair nesta semana. De acordo com agentes consultados pelo Cepea, o início da segunda quinzena reduziu a demanda doméstica. Tradicionalmente, o consumo interno enfraquece nesse período, o que pressiona as cotações.

  • Valtra mostra Série S6 e tecnologia de precisão no Show Rural

    Valtra mostra Série S6 e tecnologia de precisão no Show Rural

    A Valtra chegou forte no Show Rural Coopavel, que terminou no dia 13 de fevereiro, em Cascavel (PR). Além disso, a marca trouxe uma missão clara. Ela quer mostrar que tecnologia não é luxo. Pelo contrário, é ferramenta para o produtor rural ganhar mais no campo. Por isso, trouxe inovações que prometem eficiência máxima. Entre elas, o trator Série S6 premiado mundialmente. Também levou conjuntos de plantio inteligente. E soluções para pequenos e médios produtores. Assim, garante que o agricultor tire o máximo de cada hectare. Com menos custo e mais rendimento.

    Segundo Gustavo dos Santos, coordenador de Marketing Tático da Valtra, a participação vai além de expor máquinas. “A feira é o palco perfeito para demonstrarmos como a tecnologia está transformando a eficiência no campo. Com esses maquinários, entregamos ao produtor o que há de mais moderno em potência e precisão. Por isso, garantimos que o agricultor extraia o máximo rendimento de cada hectare, com o menor custo operacional possível”, afirma.

    Ao falar sobre a presença feminina no agro, Gustavo foi enfático. “Oferecemos uma gama completa de soluções para o produtor rural. Além disso, temos um foco especial nas mulheres que estão cada vez mais presentes e ativas no agronegócio. Nossos produtos incluem o inovador trator rosa. Ele é um símbolo de inclusão e empoderamento feminino. Assim, celebra a contribuição das mulheres no campo. Estamos comprometidos em apoiar todos os produtores rurais. Ao mesmo tempo, reconhecemos e valorizamos o papel essencial que as mulheres desempenham na agricultura moderna.”

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Série S6: o “gigante” com economia e prêmios

    O destaque principal é a Série S6. Ela é a família de tratores de maior potência da Valtra. A linha foi criada para quem precisa de torque responsivo e confiável. Além disso, tem baixo custo de operação. Os modelos S346, S376 e S416 chegam com potências de até 425 cv. O torque vai a 1.750 Nm. O motor AGCO Power de 8,4L tem novo sistema de admissão de ar com turbo único. Isso significa 7% menos rotações. Também traz 10% a 15% menos consumo de combustível.

    A transmissão CVT da Valtra garante aceleração suave. Ela evita interrupções. Assim, é ideal para campo e transporte. Não é à toa que o S6 ganhou prêmios. Entre eles, o Good Design Award, o iF DESIGN AWARD e o Red Dot Award: Design de Produto 2025. Gustavo compara o trator a uma roupa. “Esse trator foi desenvolvido com uma filosofia única. É como uma roupa que se veste no operador. A experiência de operação é, sem dúvida, algo surreal. Quando falamos em conforto e capacidade operacional para grandes jornadas, o S6 estabelece um novo padrão.”

    Plantio inteligente: trator Q5 e plantadeira Momentum

    Outro ponto forte é o conjunto de plantio. Ele inclui o trator Q5 (de 265 cv a 305 cv) e a plantadeira Momentum. O Q5 vem com motor AGCO Power de 7,4 litros. Também traz transmissão CVT. Além disso, tem tecnologia SmartTurn para manobras automáticas de cabeceira. Isso acontece sem o operador precisar intervir. Por consequência, traz mais precisão e eficiência.

    A Momentum tem até 24 linhas de plantio. Ela conta com o Sistema Precision Planting. Esse foi eleito a melhor tecnologia de singulação do mercado. A plantadeira controla a população de sementes em tempo real. Também distribui a carga com Weight Transfer. Assim, garante profundidade homogênea na deposição. “Oferecemos tratores, plantadeiras, pulverizadores e todas as soluções necessárias. Tudo para que o produtor rural tenha a melhor rentabilidade possível”, destaca Gustavo.

    Pulverizador e tratores versáteis para economia

    Para quem busca eficiência em pulverização, o BS2225H HiTech entrega autonomia e produtividade. Ele vem com motor AGCO Power de 4 cilindros. Também traz transmissão 4×4. Além disso, tem barra de até 30 metros. Já para versatilidade, a Valtra trouxe a Série A2R. Ela oferece economia de até 10% em combustível. Também tem capacidade de levante 6% superior. Por fim, a A4 HiTech foca economia por hectare. Ela traz até 12% de economia, com modos inteligentes de operação.

    Gustavo reforça o legado da marca. “A Valtra foi responsável pela primeira fábrica de tratores do Brasil. Ela fica localizada em Mogi das Cruzes (SP). Essa fábrica continua operando até hoje. Além disso, representa o coração da nossa produção. Lá, fabricamos não apenas os tratores. Também produzimos os motores de todas as nossas máquinas. E, por fim, montamos os pulverizadores.”

    Expectativa alta no Paraná

    A expectativa da Valtra é a melhor possível. “O estado do Paraná sempre nos recebeu bem. Além disso, nossos clientes — que carinhosamente chamamos de ‘Valtreros’ — são parte fundamental dessa história. Neste ano, as lavouras do Paraná estão mostrando produtividade muito expressiva. Por isso, estamos preparados com todos os produtos da Valtra. Assim, vamos auxiliar o produtor rural da melhor maneira possível. Nosso objetivo é contribuir para o desenvolvimento da cultura agrícola. E, ao mesmo tempo, garantir rentabilidade no negócio de cada cliente”, conclui Gustavo.

  • Colheita da soja 25/26 começa com boas perspectivas

    Colheita da soja 25/26 começa com boas perspectivas

    A colheita da safra 2025/26 de soja começou nas últimas semanas no norte de Mato Grosso e no oeste do Paraná. Segundo pesquisadores do Cepea, as condições climáticas seguem favoráveis nas principais regiões produtoras do Brasil.

    Por isso, o cenário reforça a expectativa de boa produtividade e mantém o otimismo com uma possível safra recorde. No entanto, o mercado doméstico apresenta baixa liquidez neste início de ano.

    Negociações

    Produtores permanecem retraídos nas negociações no mercado spot, o que pressiona as cotações da soja.
    Enquanto isso, o desempenho das exportações segue positivo no mercado internacional. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil embarcou 3,38 milhões de toneladas de soja em dezembro de 2025. O volume representa alta de 59,3% em comparação com dezembro de 2024.

    China

    Esse crescimento ocorreu, principalmente, devido ao aumento da demanda da China. Somente em dezembro, o Brasil destinou 2,6 milhões de toneladas de soja ao mercado chinês. O volume embarcado para a China cresceu 83,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    Exportações de 2025

    No acumulado de 2025, as exportações brasileiras de soja somaram 108,18 milhões de toneladas.
    O resultado é recorde histórico e supera a estimativa de 106,97 milhões de toneladas divulgada pela Conab em dezembro.

  • Brasil é 3º em produtividade mundial de amendoim

    Brasil é 3º em produtividade mundial de amendoim

    O Brasil alcançou o 3º lugar mundial em produtividade de amendoim e atingiu média de 3,8 toneladas por hectare. A informação consta no livro Mapeamento e Quantificação da Cadeia do Amendoim Brasileiro, lançado pela ABEX-BR em Ribeirão Preto.

    Crescimento expressivo

    O levantamento mostra que a cadeia do amendoim movimentou R$ 18,6 bilhões e ampliou a produção em 300% na última década. A expansão ocorreu porque os produtores adotaram tecnologia de precisão e elevaram a eficiência no campo.

    Inovação no campo

    Cristiano Fantin, presidente da ABEX-BR, afirma que o uso de inovação consolidou o avanço. Ele destaca que 64% dos produtores utilizam agricultura de precisão, o que melhora o uso do solo e aumenta a rentabilidade. O estudo aponta que o amendoim fortalece a rotação de culturas porque fixa nitrogênio no solo. Essa capacidade reduz custos com fertilizantes e melhora as condições para os cultivos seguintes.

    A publicação também detalha o modelo de “desperdício zero” da cadeia. O rigor na qualidade e na rastreabilidade colocou o Brasil como 2º maior exportador mundial de óleo de amendoim e 4º em amendoim em grão. O setor reaproveita subprodutos como farelo e torta na nutrição animal. A casca, que representa até 25% do peso colhido, vira pellet para biomassa e geração de energia.

    Expansão de área plantada

    A ABEX-BR identificou ainda uma expansão de mais de 200% da área plantada em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. A entidade avalia que a cultura se consolida como segunda safra rentável nas novas fronteiras agrícolas.

    Fantin afirma que o avanço amplia a segurança produtiva. Ele reforça que os dados do mapeamento ajudam a planejar infraestrutura e financiamento para essa nova geografia agrícola.

    O livro foi financiado pelo Núcleo de Promoção e Pesquisa da ABEX-BR e já está disponível para consulta no site da entidade.