Tag: produção agrícola

  • São Paulo premia municípios por boas práticas no agro

    São Paulo premia municípios por boas práticas no agro

    O Governo de São Paulo entregou, nesta segunda-feira (15), no Palácio dos Bandeirantes, o Prêmio Município Agro Paulista – Edição 2025, que certificou 125 prefeituras por boas práticas de gestão no campo. Ao mesmo tempo, o Estado destinou R$ 6 milhões em repasses financeiros para fortalecer políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural.

    Nesta edição, 90 municípios receberam recursos financeiros, enquanto outros 35 foram certificados sem premiação em dinheiro. O programa reconhece iniciativas ligadas à governança, sustentabilidade, planejamento territorial, inovação e capacidade de execução no meio rural.

    Durante a cerimônia, o governador Tarcísio de Freitas destacou a relevância do setor agropecuário paulista. “São Paulo é grande porque o agro de São Paulo é forte. Produzimos mais, preservamos mais e avançamos com tecnologia”, afirmou.

    Divisão por PIB garante equilíbrio entre municípios

    Para garantir comparação justa entre cidades de diferentes portes, o Prêmio Município Agro Paulista mantém a divisão dos participantes em três grupos, definidos pelo Produto Interno Bruto (PIB) municipal.

    O Grupo 1 reúne municípios com PIB entre R$ 3 bilhões e R$ 90 bilhões. Já o Grupo 2 contempla cidades com PIB entre R$ 500 milhões e R$ 3 bilhões. Por fim, o Grupo 3 inclui prefeituras com PIB entre R$ 30 milhões e R$ 500 milhões.

    Dentro de cada grupo, os três primeiros colocados receberam R$ 200 mil, R$ 150 mil e R$ 100 mil, respectivamente. Além disso, outras cidades foram contempladas com valores entre R$ 50 mil e R$ 70 mil, conforme a pontuação obtida.

    Veja os vencedores do Prêmio Município Agro Paulista 2025

    Grupo 1

    • 1º Piracicaba
    • 2º Limeira
    • 3º Jundiaí

    Grupo 2

    • 1º Adamantina
    • 2º Pedreira
    • 3º Itápolis

    Grupo 3

    • 1º Joanópolis
    • 2º Timburi
    • 3º Pracinha

    Recursos reforçam ações estruturantes no campo

    Os valores repassados costumam financiar projetos como modernização das Casas da Agricultura, conservação de solo e água, recuperação de estradas rurais e ações de segurança alimentar. Além disso, os recursos ampliam o acesso dos produtores a mercados formais.

    Nesse contexto, mais de 60% da pontuação do programa considera critérios de gestão. Entre eles estão eficiência dos serviços agropecuários, atuação das equipes técnicas e qualidade da assistência oferecida ao produtor rural.

    Programa amplia alcance e investimentos

    Criado para estimular agendas estratégicas no meio rural, o programa ganhou novo formato em 2024. A divisão por PIB ampliou o alcance dos recursos e aumentou a competitividade entre os municípios.

    Em 2023, o Estado certificou 107 cidades. No ano seguinte, esse número subiu para 118. Agora, em 2025, o Prêmio Município Agro Paulista atinge o maior patamar da história, com 125 certificações, 90 municípios premiados e R$ 6 milhões investidos.

    Além disso, o governo firmou parceria com o Instituto Áquila para modernizar a metodologia do programa. A iniciativa prevê novos indicadores e uso de inteligência artificial na avaliação.

    Regularização fundiária e novos investimentos

    Durante o evento, o Estado assinou o decreto que cria o novo Programa Paulista de Regularização de Terras. A medida moderniza procedimentos e amplia a atuação da Fundação Itesp.

    Ao mesmo tempo, o governo anunciou o Projeto Agro Paulista Mais Verde – Microbacias III, que deve mobilizar R$ 1,2 bilhão em seis anos. A iniciativa deve beneficiar mais de 120 mil produtores, com foco na agricultura familiar.

    Por fim, o Estado firmou convênios para novas unidades do Cozinhalimento e apresentou ações ligadas à sustentabilidade e à infraestrutura rural.

  • Prêmio Orgulho da Terra 2025 reconhece 17 produtores por práticas sustentáveis

    Prêmio Orgulho da Terra 2025 reconhece 17 produtores por práticas sustentáveis

    O IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná) realizou nesta terça-feira (11/11) a cerimônia de entrega do Prêmio Orgulho da Terra 2025. O evento premiou produtores rurais de 17 categorias diferentes, distribuídos por todas as regiões do Paraná, que aplicam boas práticas sustentáveis em suas propriedades.

    A quinta edição do prêmio resulta da parceria entre o Grupo Ric, o Sistema Ocepar e o governo estadual, por meio do IDR-Paraná. A cerimônia aconteceu na sede do instituto em Curitiba e reuniu os homenageados para a entrega dos troféus e um jantar.

    Comissão avalia práticas nos pilares social, ambiental e econômico

    Uma comissão formada por representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), do Sistema Federação da Agricultura do Paraná (FAEP-SENAR-PR), da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná (Fetaep) escolheu os vencedores.

    O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Márcio Nunes, destacou a importância do reconhecimento. “O Orgulho da Terra premia produtores e extensionistas que demonstram, praticam, usam e difundem boas práticas da produção agrícola”, afirmou.

    Nunes enfatizou que a premiação ganha destaque porque a sociedade busca práticas sustentáveis. “O mundo quer produzir utilizando menos agroquímicos, prejudicando cada vez menos o meio ambiente. O Paraná, com quase 12 milhões de habitantes, produz alimentos para mais de 400 milhões de pessoas ao redor do mundo”, observou.

    Governo lança programa Estrada Boa durante cerimônia

    Durante a entrega do prêmio, o secretário Márcio Nunes anunciou o programa Estrada Boa, uma iniciativa que amplia a pavimentação de estradas rurais no Paraná. “Ontem, autorizamos o convênio de 62 estradas rurais, 15 dias atrás autorizamos mais 40. Neste momento, temos mais de 100 novos trechos autorizados à pavimentação. Vamos chegar ao dia primeiro de dezembro com mais de 200 trechos autorizados no estado do Paraná”, revelou.

    O secretário explicou a origem do nome do programa. “O governador me perguntou: como é o nome desse programa? Rota do Progresso? Vamos mudar para um nome menos complicado. Ele falou: Estrada Boa. Não tem homenagem maior para um produtor rural e um extensionista do que ter uma estrada boa para andar”, comentou.

    Natalino Avance recebe prêmio de Personalidade Agrícola do Ano

    O diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, recebeu o troféu de Personalidade Agrícola do Ano. Emocionado, ele dedicou o prêmio à família e aos colegas extensionistas. “Isso aqui é para vocês, isso aqui é para os técnicos do IDR. Onde tem IDR tem resultados”, afirmou.

    Souza destacou que o prêmio mostra à sociedade o trabalho realizado no campo, principalmente para os grandes centros urbanos. “O Paraná é o que é por alguns aspectos. Valorizo a importância da pesquisa, da assistência técnica e extensão rural e do arranjo organizacional que conseguimos fazer aqui no estado. O prêmio Orgulho da Terra reflete isso porque um conjunto de instituições avalia o que fazemos de bom em diversas categorias”, observou.

    O diretor-presidente também valorizou os técnicos que acompanharam os produtores premiados. “Na agricultura, a inovação é fundamental, isto é, fazer algo diferente, aplicando uma nova tecnologia. Os técnicos orientam o produtor nesse processo. O agente que ajudou e deu assistência é tão importante quanto o produtor que fez uma inovação”, concluiu.

    Agricultura familiar sustentável gera resultados expressivos

    O diretor-presidente da Adapar, Otamir Martins, ressaltou que o prêmio mostra produtores familiares que aplicam princípios de sustentabilidade sem perder de vista a questão econômica. “Os premiados são agricultores familiares que se preocupam com a questão ambiental e social. Eles tornam o estado o maior produtor de alimentos por metro quadrado no mundo. Esses agricultores mostram que podemos produzir com sustentabilidade, rentabilidade e atender às questões sociais”, afirmou.

    O secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, que era secretário da Agricultura quando o prêmio surgiu, prestigiou a solenidade. “Acho importante valorizar aqueles que em cada setor se distinguem como um guia, como um modelo, como alguém que possa ser observado e seguido, copiado, porque não é vergonha copiar aquilo que alguém faz bem”, afirmou.

    O superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, compareceu à cerimônia para prestigiar cooperados premiados. “O prêmio é fundamental para que os produtores façam suas práticas agrícolas sustentáveis e, com isso, consigam obter mais renda e mais qualidade de vida. Participar de prêmios que valorizem o cooperado, o produtor rural e o empreendedor é importante para nós”, declarou.

    Grupo Ric dá visibilidade à produção paranaense

    Leonardo Petrelli, presidente do Grupo Ric que idealizou o prêmio há cinco anos, explicou o objetivo da iniciativa. “Esse prêmio dá luz a várias práticas idealizadas por pequenos agricultores que não têm oportunidade de mostrar o que fazem e o que produzem. Esse tipo de prática impacta a cadeia produtiva do agronegócio. Temos muita satisfação de poder ver essas pessoas virem aqui serem homenageadas”, disse.

    Vencedores do Prêmio Orgulho da Terra 2025

    Assistidos pelos profissionais do IDR-Paraná:

    • Agroindústria: Larissa Caroline / Técnico: Flávia Leão Almeida Silva
    • Café: Eurípes Geraldo Colombo / Técnico: Roberto Natal Dal Molin
    • Erva Mate: José Paulo dos Santos Pires / Técnico: Vivian Rank Kerninski
    • Feijão: Ademílson Pegorini / Técnico: Lari Maroli
    • Hortifruti: Eduardo Massaki Fujiharo / Técnico: Antônio de Pádua Andrade Salvado
    • Bovinocultura de Leite: Alan Pinheiro da Cruz / Técnico: Rosilene Buss Gonçalves
    • Inclusão Social: Floripa dos Santos / Técnico: Josaine Bárbara Faé
    • Mulheres no Agro: Roseli Pereira de Campos / Técnico: Felipe Alvares Spagnuolo
    • Bovinocultura de Corte: Elias Fernando Vizzoto / Técnico: José Clóvis Torsani
    • Agricultura Orgânica: Celso Norio Tokunaga / Técnico: Rodrigo Alexandre Patel da Fonseca
    • Sericicultura: Sirlei Messias Usiak / Técnico: Anderson Wasilewski
    • Sucessão Familiar: Jandira Poncio Bueno Jacomite / Técnico: Jussara Ines Dresch
    • Tecnologia: João Carlos dos Santos / Técnico: Rodrigo Nunes de Oliveira
    • Turismo Rural: Rosa Maria Wojcik Baedeski / Técnico: Renata Lessa Miranda
    Produtores ligados ao Sistema Ocepar:
    • Aves: Neimar Antonello / Técnico: Ivandro Api
    • Suínos: Marlene Benincá / Técnico: Alencar Augusto
    • Piscicultura: Pedro Lessa / Técnico: Lucas Siqueira Manrique Pinheiro
  • Três cidades dominam produção de camomila e faturam R$ 15 milhões

    Três cidades dominam produção de camomila e faturam R$ 15 milhões

    O Paraná consolidou sua posição como maior produtor de camomila do Brasil, respondendo por 79,5% de toda a produção nacional, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral). Em 2024, o estado colheu 1,1 mil toneladas da planta medicinal em 2,3 mil hectares, gerando um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 15 milhões.

    A cultura está concentrada em três municípios da Região Metropolitana de Curitiba: Mandirituba, São José dos Pinhais e Contenda, que juntos respondem por mais de 70% da produção estadual. A colheita da safra 2025 já foi concluída. E a comercialização acontece de forma contínua ao longo do ano, seguindo a demanda da indústria e do mercado externo.

    Apesar de ter escala menor em comparação a outras culturas do agronegócio paranaense, a camomila representa uma potência econômica regional, com forte participação da agricultura familiar e alto potencial de agregação de valor na cadeia produtiva de plantas medicinais.

    Grãos avançam com boas condições climáticas

    Enquanto a camomila já encerrou sua safra, outras culturas seguem em ritmo acelerado no campo. O plantio da soja 2025/26 atingiu 52% da área prevista de 5,77 milhões de hectares, impulsionado pelas chuvas das últimas semanas, conforme o Boletim Semanal do Deral.

    O milho de primeira safra está praticamente concluído, com 94% da área de 333 mil hectares já semeada. As lavouras apresentam boas condições de desenvolvimento.

    A fruticultura paranaense registrou VBP de R$ 3,9 bilhões em 2024, com 1,3 milhão de toneladas colhidas em 53,8 mil hectares. A citricultura lidera o segmento, respondendo por mais da metade da área e da produção, além de 39% do valor total da atividade.

    Laranja, morango, uva, goiaba e banana concentraram mais de 70% do VBP estadual da fruticultura, reforçando a diversidade e a capacidade de geração de renda do setor.

    Erva-mate mantém tradição e relevância econômica

    Símbolo da cultura paranaense, a erva-mate movimentou R$ 1,2 bilhão em 2024, representando 0,67% da agricultura estadual. No Sul do Paraná, a cultura tem importância ainda maior: em Cruz Machado, corresponde a 25% da riqueza agrícola local . Enquanto em São Mateus do Sul e Bituruna representa cerca de 18%.

    O Deral destaca o peso cultural e histórico da erva-mate, fortemente associada à identidade regional e à agricultura familiar.

    Suinocultura e pecuária em alta

    O custo médio de produção na suinocultura paranaense subiu 0,7% em setembro, chegando a R$ 5,77 por quilo vivo, segundo a Embrapa Suínos e Aves. Apesar da alta, o Paraná mantém o segundo menor custo entre os principais estados produtores, garantindo competitividade no setor.

    Na pecuária de corte, o Brasil bateu recorde de exportações de carne bovina em setembro, com 348 mil toneladas embarcadas. Volume 15% superior ao acumulado de 2024. A demanda da China e de Hong Kong impulsionou os embarques.

  • La Niña 2025: como fenômeno climático pode afetar a agricultura no Brasil

    La Niña 2025: como fenômeno climático pode afetar a agricultura no Brasil

    O fenômeno climático La Niña deve influenciar o regime de chuvas no Brasil nos próximos meses. Com impactos significativos especialmente na região Sul La Niña pode influenciar a primavera no Brasil, aponta NOAA. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), há 60% de probabilidade de formação do evento entre outubro e dezembro de 2025. Apesar da previsão de baixa intensidade e curta duração, o fenômeno preocupa produtores rurais, principalmente no Rio Grande do Sul.

    As projeções meteorológicas apontam que setembro e outubro ainda devem registrar volumes de precipitação dentro da normalidade, com acumulados superiores a 200 mm em áreas do centro-norte gaúcho. Contudo, o cenário muda drasticamente entre novembro e início de dezembro, quando os índices pluviométricos podem cair até 50% abaixo da média em regiões da faixa centro-sul do estado.

    Essa redução drástica nas chuvas representa um alerta vermelho para os sojicultores, já que a escassez hídrica durante períodos críticos do desenvolvimento da cultura aumenta consideravelmente a necessidade de replantios e pode resultar em perdas financeiras expressivas.

    Impactos do La Niña na agricultura brasileira

    O fenômeno La Niña afeta diretamente culturas sensíveis à falta de água, incluindo soja, milho e café. O algodão também é uma cultura bastante sensível às chuvas, com impactos significativos nas lavouras brasileiras durante episódios de La Niña Revista CultivarNotícias Agrícolas.

    Enquanto a região Sul enfrenta chuvas irregulares que prejudicam a agricultura, a região Norte pode experimentar precipitações acima da média, com risco de elevação do nível dos rios La Niña pode influenciar a primavera no Brasil, aponta NOAA. Esse padrão climático contrastante exige planejamento específico para cada região produtora do país.

    Estratégias de manejo para reduzir riscos

    Fernando Arnuti, consultor de Desenvolvimento de Produtos da TMG – Tropical Melhoramento & Genética, empresa brasileira especializada em soluções para algodão, soja e milho, recomenda medidas preventivas para enfrentar o período de irregularidade hídrica.

    “Em anos de previsão de irregularidade de chuvas, é fundamental que o agricultor utilize cultivares com grupos de maturação relativa mais longos. Pois isso amplia a fase vegetativa e proporciona maior capacidade de tolerar períodos curtos de estresse hídrico”, explica o especialista.

    Escalonamento de plantio como ferramenta de gestão de risco

    Outra estratégia eficaz destacada por Arnuti é o escalonamento da época de semeadura. “Ao distribuir as datas de plantio, o agricultor reduz o risco de que toda a lavoura enfrente as mesmas condições climáticas adversas em fases sensíveis como a floração e enchimento de grãos. Essa prática não aumenta os custos e traz mais segurança no planejamento da safra”, orienta.

    O consultor reforça que a seleção de cultivares deve sempre considerar as particularidades de cada área produtiva. “A escolha precisa estar alinhada ao histórico da propriedade, levando em consideração a fertilidade do solo, incidência de pragas e doenças e a produtividade média. O acompanhamento do engenheiro agrônomo é indispensável para orientar esse processo e maximizar os resultados”, complementa Arnuti.

    Preparação é a chave para minimizar impactos

    Com a proximidade do período de maior risco climático, produtores rurais do Sul do Brasil devem intensificar o planejamento da safra 2025/2026. A combinação de escolha criteriosa de cultivares, escalonamento de plantio e monitoramento constante das condições meteorológicas representa o melhor caminho para enfrentar os desafios impostos pelo La Niña.

    A adoção dessas práticas agronômicas pode fazer a diferença entre uma safra comprometida e resultados satisfatórios, mesmo diante de condições climáticas adversas.

  • Cooperativa de Tomé-Açu impulsiona agrofloresta sustentável

    Cooperativa de Tomé-Açu impulsiona agrofloresta sustentável

    O cooperativismo na Amazônia assume múltiplas faces e mostra que há caminhos possíveis para conciliar produção agrícola, inclusão social e preservação ambiental. Enquanto na comunidade de Anã, em Santarém, o turismo ecológico fortalece famílias ribeirinhas e protege o ecossistema; em Tomé-Açu, no nordeste do Pará, agricultores encontraram na agrofloresta a resposta para frear a degradação causada pela expansão da pecuária e da soja. Neste município, a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) se tornou símbolo de inovação, tradição e desenvolvimento sustentável — um modelo replicável para toda a Amazônia.

    Quase um século de cooperação

    Fundada em 1929 por imigrantes japoneses, a cooperativa nasceu em meio ao desafio de adaptar cultivos tropicais ao clima e ao solo amazônicos. Com o tempo, consolidou-se como protagonista na difusão de técnicas agrícolas e na criação de alternativas sustentáveis para crises enfrentadas pela região. Hoje, reúne mais de 600 famílias cooperadas e alcança um faturamento anual superior a R$ 124 milhões.

    Alberto Oppata, Presidente da CAMTA – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Seu parque agroindustrial permite beneficiamento e exportação de cacau, açaí, pimenta-do-reino, cupuaçu, maracujá e outras frutas tropicais. Os produtos chegam a mercados como da Europa, Ásia e América do Norte. Cada um leva consigo não apenas qualidade e rastreabilidade, mas também a marca de uma agricultura que respeita o meio ambiente e valoriza a diversidade cultural local.

    “Estamos celebrando também os 96 anos da imigração japonesa, que trouxe conhecimento agrícola e visão de comunidade para esta região”, recorda o presidente da cooperativa, Alberto Oppata. Para ele, o segredo da longevidade está na resiliência: depois da praga que dizimou a pimenta-do-reino nos anos 1960, os produtores aprenderam que diversificação e inovação eram o único caminho.

    Agrofloresta como alternativa de futuro

    O grande diferencial da cooperativa está na difusão dos Sistemas Agroflorestais (SAFs), em que culturas agrícolas se misturam com espécies nativas da floresta. Essa integração recupera áreas degradadas, melhora o microclima, protege a biodiversidade e garante renda contínua ao agricultor.

    Ernesto Suzuki, Cooperado CAMTA/ CEO Casa Suzuki – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Um exemplo emblemático é o SAF dendê, conduzido pelo cooperado Ernesto Suzuki. Desde 2008, em parceria com a Natura, a Embrapa e instituições de pesquisa, ele testa técnicas de cultivo sustentável da palmeira, combinada a espécies como cacau, açaí e andiroba. O resultado é produção sem queimadas, com adubação orgânica e baixo custo de manutenção. “Hoje, conseguimos produzir dendê, cacau, açaí e andiroba juntos, mantendo equilíbrio ecológico e garantindo receita desde o primeiro ano”, explica Suzuki.

    Além da produção agrícola, Suzuki criou a Casa Suzuki em 2023, espaço dedicado à valorização da biodiversidade. Lá, cacau é transformado em chocolates finos, pesquisas com cogumelos avançam em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e turistas vivenciam experiências únicas, como o banho de floresta.

    Histórias que preservam a memória e a floresta

    A diversidade também marca a trajetória da família Mineshita, que há mais de três décadas aposta no sistema consorciado como forma de enfrentar pragas e garantir renda estável. Em 20 hectares, sendo 15 cultivados, o engenheiro agrônomo Armando Tamotsu Mineshita produz cacau, açaí, cupuaçu, banana, pitaya, rambutan e mangostão.

    Armando Mineshita, agricultor e cooperado CAMTA – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    O modelo adotado cria um microclima que mantém a umidade, reduz o uso de adubos químicos e proporciona conforto até na hora da colheita. “Trabalhar no sol é difícil, mas aqui, pela manhã ou à tarde, a temperatura é sempre agradável”, comenta o agricultor. A produção atual chega a 10 toneladas de cacau, 7 de açaí e 7 de cupuaçu por ano.

    Para Mineshita, a grande lição é que a diversificação gera riqueza. “Aqui, aprendemos que é possível produzir em grande escala e, ao mesmo tempo, cuidar da floresta. A diversidade protege e fortalece a produção.”

    Inovação, inclusão e bioeconomia

    A Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu não é apenas uma associação de produtores. É também espaço de pesquisa, formação técnica e valorização social. A organização promove cursos de capacitação, mantém parcerias com universidades e empresas privadas e incentiva a participação feminina na gestão, com um comitê voltado para mulheres cooperadas.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Com esse trabalho, a cooperativa se tornou exemplo da bioeconomia amazônica, em que biodiversidade e conhecimento científico se transformam em geração de renda e oportunidades. Reconhecida nacional e internacionalmente, a experiência de Tomé-Açu é estudada por universidades e organismos multilaterais como modelo de agricultura tropical sustentável.

    Símbolo da Amazônia que dá certo

    As histórias de Oppata, Suzuki e Mineshita mostram que o futuro da Amazônia pode ser construído com base em tradição, ciência e cooperação. Mais que produzir alimentos, a cooperativa e seus associados criam uma narrativa de resistência e esperança: a de que é possível conciliar floresta em pé, qualidade de vida no campo e desenvolvimento econômico.

    Com quase um século de história, a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu permanece como símbolo vivo de que a agricultura amazônica não precisa repetir o modelo predatório. Ao contrário: pode ser inspiração para o Brasil e para o mundo.

  • Rondônia celebra crescimento da produção agrícola do Brasil

    Rondônia celebra crescimento da produção agrícola do Brasil

    Rondônia lidera entre os estados com melhor desempenho no 8º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). O relatório aponta um novo recorde nacional, com o Brasil atingindo 332,9 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pela produção de soja, milho e arroz. O governo de Rondônia celebra os resultados, que refletem os investimentos em tecnologia, infraestrutura e apoio ao produtor rural.

    O relatório da Conab destaca que Rondônia e Mato Grosso do Sul tiveram um aumento de 29,4% na safra de grãos, o maior do Brasil e bem acima da média nacional (14%). Em números:

    • 2023/2024: 4.153,4 toneladas
    • 2024/2025: 5.373,5 toneladas

    O governador Marcos Rocha destacou o papel estratégico do estado no cenário nacional: “Estamos colhendo os frutos de um trabalho sério e comprometido com o agronegócio. Investimos em estradas, assistência técnica e apoio à agricultura familiar e empresarial. Esses resultados mostram que estamos no caminho certo, transformando a vida de quem produz e de quem consome.”

    Soja e milho batem recordes em Rondônia

    A safra de soja 2024/25 já é a maior da história do Brasil, com 97,7% da área colhida até maio. Rondônia se destaca com produtividade histórica, contribuindo para a estimativa nacional de 168,3 milhões de toneladas.

    No milho, o estado também impulsiona a produção, com previsão de 126,9 milhões de toneladas no país, resultado de planejamento eficiente e gestão avançada das lavouras.

    O secretário de Agricultura, Luiz Paulo, reforçou as ações do governo para fortalecer o agronegócio: “Programas de crédito rural, mecanização, capacitação de produtores e políticas de escoamento da produção foram essenciais para esses resultados. Apoiar o produtor rural é nossa prioridade.”

    Com os avanços recentes, Rondônia consolida sua posição como um dos principais polos agrícolas do Brasil. Os números da Conab reforçam a importância de políticas públicas eficientes para um crescimento sustentável do setor.

    O governo do estado mantém seu compromisso com o campo, gerando emprego, renda e alimentos de qualidade para o Brasil e o mundo.

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  • Crise das abelhas no Texas ameaça produção agrícola

    Crise das abelhas no Texas ameaça produção agrícola

    As abelhas, essenciais para a produção de alimentos, enfrentam uma grave ameaça no Texas. O colapso das colônias preocupa agricultores e especialistas. Atualmente, apicultores do Texas relatam perdas alarmantes em suas populações de abelhas. Segundo a Food & Wine, os produtores comerciais perderam cerca de dois terços das colônias no último ano.

    Além disso, uma pesquisa do Projeto Apis m., organização focada em pesquisas sobre abelhas, confirmou o cenário preocupante. O levantamento revelou que apicultores dos Estados Unidos perderam mais de 60% de suas colônias, causando prejuízos de US$ 635 milhões. “Se um apicultor comercial tem 500 colmeias, ele prevê perdas de aproximadamente 60%”, explicou Dennis Taylor ao Texas News Channel 6 Now. “Isso será um divisor de águas para a recuperação deles”, completou.

    O Texas desempenha papel central no sistema alimentar dos Estados Unidos. O estado é o quarto maior produtor agrícola do país e cultiva mais de 600 culturas especiais. Entre os principais cultivos estão pepinos, melões, abóboras e frutas vermelhas. Muitas dessas culturas dependem diretamente dos polinizadores para gerar frutos.

    Impacto nas prateleiras dos supermercados

    As abelhas polinizam cerca de um terço de tudo o que comemos. Portanto, o declínio populacional pode afetar toda a cadeia de produção de alimentos. “A queda nas populações de abelhas pode reduzir rendimentos, aumentar custos de produção e elevar preços nos supermercados”, alertou a entomologista Tracy Ellis, da FarmSense. Conforme destacou Ellis, vários fatores impulsionam essa crise.

    Entretanto, os ácaros varroa continuam sendo o maior desafio enfrentado pelos apicultores. Esses parasitas atacam as larvas das abelhas e transmitem vírus mortais. Paralelamente, a perda de habitat e eventos climáticos extremos também dificultam a sobrevivência das abelhas no Texas.

    Crise ameaça outros estados e países

    O problema, no entanto, não se limita ao Texas. A Califórnia, maior produtora agrícola dos Estados Unidos, depende das abelhas texanas para polinizar plantações de amêndoas. “Em alguns casos, vamos perder empresas de apicultura”, afirmou Geoffrey Williams, professor de agricultura da Universidade de Auburn.

    Segundo Tracy Ellis, os polinizadores são extremamente móveis. Por isso, uma crise localizada pode rapidamente se espalhar, afetando sistemas alimentares em outros estados e até em outros continentes.

    Como ajudar as abelhas

    Embora o problema pareça distante, todos podem ajudar a proteger as abelhas em seu dia a dia. Uma das principais ações é criar habitats seguros. “Plante árvores floridas, arbustos e plantas nativas para alimentar e proteger os polinizadores”, recomendou Ellis.

    Além disso, evitar pesticidas químicos pode reduzir os danos às já vulneráveis populações de abelhas. Outra forma de apoio é optar por produtos da estação e reduzir o desperdício de alimentos. Por fim, comprar de agricultores locais e apoiar políticas ambientais fortalecem ainda mais a preservação das abelhas a longo prazo.

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  • Conectividade: como a inteligência de dados está transformando a produção agrícola no Brasil

    Conectividade: como a inteligência de dados está transformando a produção agrícola no Brasil

    Em um cenário de intensas mudanças climáticas, pressões de mercado e desafios econômicos globais, a agricultura brasileira passa por uma transformação significativa, impulsionada por inovações tecnológicas e pela conectividade rural.

    A capacidade de tomar decisões ágeis e embasadas em dados é crucial para a competitividade no campo. Especialmente no início de uma nova safra, quando as margens de erro são pequenas e a busca por eficiência é constante.

    Hoje estão disponíveis soluções de conectividade 3G e 4G para áreas remotas, onde o uso da tecnologia permite que agricultores monitorarem suas plantações em tempo real, analisem condições climáticas, acompanhem a umidade do solo e a saúde das plantas, tudo isso com precisão inédita.

    A agricultura digital vai muito além da simples troca de dados. Sensores instalados nas lavouras capturam informações essenciais sobre o ambiente de cultivo, permitindo ajustes imediatos nas práticas agrícolas, como irrigação e aplicação de insumos. Essa capacidade de ajustar o manejo de forma precisa não só evita desperdícios, mas também maximiza a eficiência dos recursos, o que é fundamental em um mundo onde a sustentabilidade e o uso racional da terra estão no centro do debate.

    Transformação digital

    O impacto da transformação digital já pode ser visto nos números. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima que a produção de grãos no Brasil deve crescer mais de 8% na safra 2024/2025, mesmo em meio a desafios logísticos e ambientais. Esse crescimento, no entanto, poderia ser ainda maior. Pesquisas da ESALQ/USP indicam que a adoção plena de tecnologias digitais poderia aumentar a produtividade em até 25%, além de reduzir os custos operacionais em 20%. Isso evidencia o enorme potencial ainda não explorado no setor agrícola nacional.

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    Rodrigo Oliveira, CEO da Sol by RZK, destaca a importância da conectividade para o avanço do agronegócio: “A conectividade vai além de troca de dados. O produtor antenado com o que acontece no mundo consegue enxergar possibilidades de forma adiantada. Com isso, melhorando seu planejamento e gestão, contribuindo rapidamente para sua produção e as comunidades dos entornos”. O comentário de Oliveira reflete a visão de que a digitalização do campo não só impulsiona a eficiência agrícola, mas também gera impacto positivo nas comunidades rurais.

    Além de melhorar a eficiência operacional e reduzir custos, a conectividade permite que os produtores estejam à frente das inovações. Tecnologias como robôs agrícolas e máquinas autônomas estão cada vez mais próximas da realidade do campo brasileiro. Contudo, para que o potencial dessas inovações seja plenamente realizado, é necessário superar o principal obstáculo: a falta de conectividade em vastas áreas rurais.

    Sistemas de gestão agrícola integrados

    Um exemplo prático dessa transformação é a aplicação de sistemas de gestão agrícola integrados, que permitem que grandes volumes de dados sejam analisados para decisões mais assertivas. Esses sistemas ajudam os produtores a identificar o melhor momento para semear, aplicar fertilizantes ou iniciar a colheita, além de prever e mitigar riscos. Em um cenário de mudanças climáticas cada vez mais imprevisíveis, ter informações em tempo real é um diferencial competitivo inestimável.

    À medida que o agronegócio avança em direção à digitalização total, a inovação e investimento em tecnologia desempenham um papel vital para garantir que o Brasil continue sendo um líder global na produção de alimentos. A conectividade, aliada à inteligência de dados, não só aumenta a produtividade e a sustentabilidade, como também impulsiona o desenvolvimento econômico nas regiões rurais.

    As previsões de crescimento do setor agrícola são animadoras. Mas a verdadeira transformação virá quando a tecnologia se tornar acessível a todos os produtores, independentemente de onde estejam localizados.

    O futuro da agricultura brasileira é promissor, com tecnologias emergentes como inteligência artificial e automação agrícola prometendo elevar os níveis de eficiência a novos patamares. No entanto, o sucesso dessas inovações depende crucialmente da superação de um desafio central: garantir que todos os cantos do Brasil agrícola estejam conectados ao mundo digital.

  • Guatemala busca apoio agrícola no Brasil

    Guatemala busca apoio agrícola no Brasil

    O governo da Guatemala está em busca de experiências brasileiras para aprimorar seu sistema de armazenamento agrícola, com o objetivo de garantir a segurança alimentar do país. Essa iniciativa faz parte da Reunião do Grupo de Trabalho de Cooperação Técnica Brasil-Guatemala, organizada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e pela Secretaria de Planejamento e Programação da Presidência da República da Guatemala (Segeplan). O evento ocorreu entre os dias 12 e 14 de agosto e contou com a participação de Marisson Marinho, coordenador de Relações Internacionais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Durante as reuniões, ficou estabelecido que a Conab auxiliará a Guatemala no aprimoramento de tecnologias de armazenagem e controle de qualidade dos produtos agrícolas. Marinho destacou a importância do sistema de armazenamento para a segurança alimentar e o fortalecimento dos produtores. “A armazenagem é fundamental para garantir um fluxo de abastecimento constante e oferece condições adequadas para manter a qualidade dos produtos, permitindo maior autonomia na comercialização”, afirmou.

    Seminário internacional

    Além das missões de compartilhamento de experiências, a expectativa é realizar um seminário internacional sobre armazenagem e controle de qualidade. Os participantes revisaram e aprovaram projetos de cooperação técnica que integrarão a pauta de colaboração entre os países para o biênio 2024/2026.

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    A Guatemala possui um setor agrícola diversificado, com destaque para a produção de café, açúcar, vegetais e frutas. O país enfrenta desafios, como a vulnerabilidade a desastres naturais e a necessidade de modernização das práticas agrícolas. O Brasil, como um dos principais parceiros comerciais da Guatemala, pode contribuir com tecnologias e práticas de armazenagem que ajudem a melhorar a eficiência e a segurança alimentar no país.

    As exportações entre Brasil e Guatemala têm crescido nos últimos anos, com o Brasil exportando principalmente produtos agrícolas, como grãos e carnes. A cooperação técnica entre os dois países pode fortalecer ainda mais esses laços comerciais, beneficiando tanto os produtores guatemaltecos quanto os brasileiros. Com a troca de experiências e tecnologias, ambos os países podem aumentar sua competitividade no mercado internacional.

    Potencial de exportações entre Brasil e Guatemala

    Além do Brasil, a Guatemala também busca aprimorar seu sistema de armazenamento agrícola, com a intenção de garantir a segurança alimentar. O país possui um setor agrícola diversificado, com destaque para a produção de café, açúcar e vegetais. O Brasil, como um dos principais parceiros comerciais da Guatemala, pode contribuir com tecnologias e práticas de armazenagem. Assim, aumentando as oportunidades de exportação entre os dois países. A cooperação técnica e o compartilhamento de experiências podem fortalecer ainda mais os laços comerciais, beneficiando tanto os produtores guatemaltecos quanto os brasileiros.

    Com a troca de conhecimentos e investimentos, Brasil e Guatemala têm a oportunidade de explorar o potencial de suas produções agrícolas. E também expandir suas exportações, promovendo um desenvolvimento sustentável e colaborativo na região.

  • Safra de Grãos 2023/2024: Conab inicia coleta dados

    Safra de Grãos 2023/2024: Conab inicia coleta dados

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) iniciou nesta segunda-feira (17) o 10º Levantamento da Safra de Grãos 2023/2024. Até 27 de junho, equipes técnicas coletarão dados em diversos estados, incluindo Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

    O levantamento inclui tanto coletas em campo quanto consultas remotas a produtores, cooperativas e outras entidades do setor. O georreferenciamento das lavouras será utilizado para análises de produtividade.

    O foco principal desta edição são as culturas de 2ª safra, especialmente milho e algodão. Além de sorgo, gergelim, girassol, amendoim e cultivos de inverno, com destaque para o trigo. No Rio Grande do Sul, os técnicos conduzem a pesquisa remotamente devido ao estágio das culturas locais.

    No caso do Rio Grande do Sul, o levantamento ainda será remoto, por telefone, videoconferência e por e-mail. A colheita da safra de verão no estado quase terminou, enquanto o plantio da safra de inverno está no início, deixando poucas culturas em campo para avaliação.

    A Conab divulgará os resultados atualizados para a safra de grãos em 11 de julho.

    A expectativa para o 10º Levantamento da Safra de Grãos 2023/2024 é de um cenário positivo, com potenciais recordes de produção e um fortalecimento do setor agrícola brasileiro. No entanto, é crucial monitorar os fatores climáticos e logísticos que podem influenciar os resultados finais.