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  • Sucuri-amarela exibe tamanho e beleza em vídeo impressionante

    Sucuri-amarela exibe tamanho e beleza em vídeo impressionante

    Em um registro que combina arte e biologia, o fotógrafo de vida selvagem Erisvaldo Almeida capturou imagens raras de uma sucuri-amarela (Eunectes notaeus) em seu habitat natural no Pantanal mato-grossense. O vídeo, que viraliza nas redes sociais, mostra o animal de quase 4 metros em detalhes impressionantes, destacando sua anatomia e comportamento tranquilo.

    A sucuri, visivelmente consciente da presença humana, mantém-se calma: fixa o olhar na câmera, desliza com lentidão e exibe suas escamas amareladas, camufladas entre folhas secas e vegetação.

    Características da sucuri-amarela

    Segunda maior espécie do gênero Eunectes (atrás apenas da sucuri-verde), a sucuri-amarela habita áreas alagadas do Brasil, Paraguai, Bolívia e Argentina. No Pantanal, encontra refúgio ideal:

    • Tamanho: até 4 metros de comprimento;
    • Dieta: alimenta-se de peixes, aves e pequenos mamíferos, matando por constrição;
    • Comportamento: não é peçonhenta e evita confrontos com humanos.
    • Apesar do tamanho assustador, elas são fundamentais para o equilíbrio do ecossistema.

    Vídeo revela beleza e fragilidade

    As imagens destacam não só a grandiosidade da serpente, mas também sua vulnerabilidade. O Pantanal, bioma ameaçado por queimadas e desmatamento, é vital para a sobrevivência da espécie. O trabalho de fotógrafos como Almeida busca, justamente, gerar conscientização.

    Em seu perfil, ele publica vários flagrantes da vida animal, capturados com uma visão única. Vale à pena seguir.

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  • Cerrado: Caixa-D’Água do Brasil será lançado dia 12

    Cerrado: Caixa-D’Água do Brasil será lançado dia 12

    O livro “Cerrado: Caixa-D’Água do Brasil” é uma jornada fotográfica e científica que destaca a importância do Cerrado, o segundo maior bioma do Brasil, responsável por abastecer as principais bacias hidrográficas do país. Com lançamento previsto para 12 de março na Biblioteca Nacional de Brasília, a obra reúne especialistas para explorar os segredos e desafios desse ecossistema ameaçado pelo desmatamento.

    O Cerrado é conhecido como a “caixa-d’água do Brasil”. Isso por abrigar as nascentes de rios como o São Francisco, Tocantins e as bacias dos rios Paraná e Paraguai. Além disso, ele desempenha um papel crucial na recarga de aquíferos, como o Aquífero Guarani, que abastece uma vasta área na América do Sul. A preservação do Cerrado é essencial para garantir a segurança hídrica e o potencial hidrelétrico do Brasil.

    Em 2024, o desmatamento no Cerrado atingiu 712 mil hectares, uma área maior do que o Distrito Federal, conforme o Sistema de Alerta de Desmatamento do Cerrado (SAD Cerrado). Esse cenário alarmante reforça a urgência da preservação desse bioma, que ocupa aproximadamente 25% do território nacional.

    O livro como ferramenta de conscientização

    “Cerrado: Caixa-D’Água do Brasil” é mais do que um registro das belezas do bioma; é um chamado à ação em defesa desse ecossistema. Com apoio da Lei Rouanet e patrocínio do Atacadão Dia a Dia, a obra pretende educar, sensibilizar e inspirar a conservação ambiental. Especialmente em tempos de crises climáticas. A publicação é uma homenagem ao sistema biogeográfico que abastece boa parte das principais bacias hidrográficas brasileiras e àqueles que lutam pela sua preservação.

    O lançamento do livro ocorrerá em 12 de março, na Biblioteca Nacional de Brasília, com entrada franca. A obra é organizada e editada por Caco Schmitt, com contribuições de especialistas como Altair Sales Barbosa, José Eloi Guimarães Campos, Drielly Souza Rodrigues, Wilson Vieira Júnior e Braulio Ferreira de Souza Dias. As imagens capturadas pelos fotógrafos Luiz Ávila e Cuba Cambará são um espetáculo visual que traduzem a essência do bioma.

    SERVIÇO

    Lançamento do livro “Cerrado: Caixa-D’Água do Brasil”
    Quando: 12/03. Quarta-feira, a partir das 17h
    Onde: Biblioteca Nacional de Brasília Leonel de Moura Brizola – Setor Cultural da República, Área Cívica
    Quanto: Entrada franca

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  • Multa de R$ 5 mil; entenda a punição para quem mata onça

    Multa de R$ 5 mil; entenda a punição para quem mata onça

    A recente identificação e punição de uma mulher que torturou e matou uma onça-parda no Brasil levantou discussões sobre a proteção da fauna silvestre e as penalidades aplicadas a crimes ambientais. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) anunciou que a responsável pela ação, que viralizou nas redes sociais, enfrentará multas significativas.

    A Punição

    A mulher foi multada em R$ 5 mil por matar a onça-parda, conforme estipulado pela legislação vigente. Além disso, ela responderá por maus-tratos aos cães que a acompanhavam, com multas adicionais variando de R$ 500 a R$ 3.000 por cada animal envolvido.

    O Ibama também indicou que os responsáveis pelo crime podem enfrentar outras sanções, como o porte ilegal de arma.

    Contexto Legal

    Atualmente, a legislação brasileira prevê penas que variam de três meses a um ano para quem mata animais silvestres, como as onças.

    No entanto, um projeto de lei, apresentado em 2022 busca aumentar essa pena para um intervalo entre três e cinco anos de reclusão. O projeto, no entanto, do deputado Ricado Izar (Republicanos – SP) está parado no legislativo.

    A Situação da Onça-Parda

    Foto: Divulgação – Onça parda / ICMBio

    No Brasil, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) classifica a onça-parda como uma espécie “quase ameaçada” e vulnerável. A população dessa espécie tem mostrado sinais preocupantes de declínio, o que acentua a necessidade de medidas eficazes de proteção.

    O aumento da fiscalização e das penalidades pode ser um passo importante para preservar essa e outras espécies ameaçadas.

    A punição imposta à mulher que matou a onça-parda não apenas reflete uma resposta imediata ao crime, mas também destaca a necessidade urgente de reforçar as leis de proteção ambiental no Brasil. A sociedade deve estar atenta e exigir ações mais rigorosas para garantir a preservação da fauna silvestre, assegurando que casos como esse não se repitam.

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  • COP29: Brasil afirma que pode dobrar produção de alimentos

    COP29: Brasil afirma que pode dobrar produção de alimentos

    O Brasil tem potencial para dobrar a produção de alimentos sem desmatar, afirmou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) durante a COP29. Representando a pasta, o assessor especial Carlos Ernesto Augustin participou do painel “Transição de um sistema alimentar saudável, sustentável e justo: oportunidades econômicas”. O evento ocorreu nesta segunda-feira (18), em Baku, no Azerbaijão.

    Augustin destacou o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD), criado em dezembro de 2023. Em resumo, o programa busca recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas, promovendo sistemas agropecuários e florestais sustentáveis. Segundo ele, o Brasil tem todos os recursos necessários para implementar o PNCPD, incluindo tecnologia avançada, produtores capacitados e financiamentos com juros competitivos.

    Ou seja, com iniciativas como o PNCPD, o Mapa reforça seu compromisso de aumentar a produção sem ampliar o desmatamento. As práticas sustentáveis também ajudam a reduzir as emissões de carbono. Dessa forma, o Brasil se consolida como um modelo global de produção sustentável.

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    Sobre o PNCPD

    O Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas foi instituído pelo Decreto 11.815/2023. Ele promove políticas públicas voltadas à recuperação de pastagens e ao uso sustentável das terras. Entre as ações previstas estão: adoção de tecnologias sustentáveis, mapeamento de áreas prioritárias e financiamento para produtores. Além disso, o programa incentiva o desenvolvimento de planos de negócios baseados nas aptidões regionais.

     

  • Usinas de Cana-de-Açúcar Promovem Projetos para Preservação das Abelhas no Brasil

    Usinas de Cana-de-Açúcar Promovem Projetos para Preservação das Abelhas no Brasil

    No mês de maio, comemora-se o Dia Mundial da Abelha e o Dia Internacional da Biodiversidade, respectivamente. Ambas as datas foram estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) e alertam para a necessidade de preservação dos diversos ecossistemas ao redor do globo. No Brasil, as usinas de cana-de-açúcar mantêm projetos específicos voltados para a proteção desses insetos, de forma a garantir a convivência de apiários e meliponários com a produção agrícola. As abelhas são responsáveis pela polinização de mais de 90% das plantas nativas e 75% das lavouras, garantindo a conservação da biodiversidade e a segurança alimentar.

    Renata Camargo, gerente de Sustentabilidade da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia), explica que os projetos desenvolvidos pelas usinas não só atendem às exigências da legislação vigente, com adoção de técnicas de manejo adequadas, como vão além dessas obrigações.”Os projetos incluem ações em diferentes frentes de atuação, desde medidas de segurança na aplicação aérea de defensivos agrícolas, até o cadastramento e monitoramento dos apiários e meliponários. Com uso de tecnologia, novos recursos de comunicação e ações de responsabilidade socioambiental, as usinas estão promovendo a coexistência harmoniosa e a preservação das abelhas”, pontua Renata.

    Protocolo Agroambiental Etanol Mais Verde

    Nos últimos anos, a UNICA desenvolveu ações junto às usinas associadas para incentivar a boa convivência não só com apicultores e meliponicultores, mas com produtores de alimentos orgânicos e de outras culturas no entorno das usinas. A instituição também participou diretamente da construção do regulamento das Diretivas Técnicas do Protocolo Agroambiental Etanol Mais Verde, elaborado em 2017, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo.”O documento estabeleceu uma série de diretivas voltadas à garantia da sustentabilidade na cadeia produtiva da cana-de-açúcar, incluindo eliminação da queima como método agrícola pré-colheita e boas práticas no uso de agrotóxicos nas áreas de canaviais do estado. As usinas se adaptaram rapidamente às exigências deste protocolo e ainda foram além. Até hoje estamos colhendo os frutos. Há projetos muito importantes sendo desenvolvidos e aprimorados, que são cases de sustentabilidade, preservação da biodiversidade e convivência pacífica entre usinas e pequenos produtores do mel e derivados”, destaca a gerente de Sustentabilidade da UNICA.

    Mapeamento via satélite e GPS

    A COFCO International, empresa de agronegócio, lançou o Projeto Polinizar para conciliar a produção de cana-de-açúcar com a preservação das abelhas. O projeto utiliza tecnologia de ponta para identificar e georreferenciar apiários próximos aos canaviais, garantindo a proteção das colmeias durante a aplicação de defensivos agrícolas.

    O Projeto Polinizar realiza um mapeamento via satélite dos apiários que fazem divisa com as lavouras de cana da COFCO International. Os dados coletados são transmitidos ao GPS das aeronaves responsáveis pela pulverização, que contam com uma bomba de alta precisão equipada com um sistema de travamento automático ao identificar a aproximação das colmeias. Dessa forma, não há aplicação de inseticidas em áreas classificadas como de “restrição”.

    O projeto está dividido em quatro frentes principais: identificação de apicultores para o georreferenciamento dos apiários; capacitação de apicultores; mapeamento das colmeias para manejo das lavouras e apiários; e treinamentos para empresas de aviação agrícola sobre protocolos de segurança, aplicabilidade de defensivos e desenvolvimento de novas tecnologias.

    Desde a implementação do projeto, não houve mais registros de mortandade de abelhas relacionadas às aplicações da COFCO International nas regiões próximas às suas usinas de açúcar e etanol, localizadas no noroeste do estado de São Paulo. O projeto ganhou reconhecimento internacional e foi apresentado como case da UNICA na 14ª Conferência das Partes da Convenção Sobre Diversidade Biológica (COP-14), promovida pela ONU, no Egito, em 2018.

    Meio Bilhão de Abelhas Salvas

    A São Martinho, uma das maiores empresas do setor sucroenergético do país, estima que seu Projeto Abelhas tenha garantido a proteção de aproximadamente meio bilhão de abelhas desde 2019. A iniciativa, desenvolvida em conjunto com apicultores locais, monitora as áreas vizinhas às lavouras de cana-de-açúcar nas quatro unidades da companhia.”O Projeto Abelhas é uma ação contínua para a preservação de polinizadores no entorno das nossas unidades”, explica André Tebaldi, Assessor de Meio Ambiente da São Martinho.
    “O total controle e manejo das aplicações, associados à comunicação constante com os apicultores, foram fundamentais para garantir a efetividade do projeto.”

    A chave para o sucesso do projeto foi o investimento em novas tecnologias de comunicação. A companhia identificou os apicultores das áreas vizinhas e realizou um trabalho para auxiliar na melhor distribuição espacial dos apiários, usando georreferenciamento. Além disso, a usina utiliza um aplicativo para emitir alertas sobre as pulverizações, informando os apicultores com pelo menos 48 horas de antecedência. Desde 2019, a intensificação da gestão e comunicação junto aos apicultores conferiu uma melhora significativa nos indicadores, não sendo identificada qualquer tipo de mortandade de abelhas desde então”, destaca Tebaldi.

    Benefícios Socioambientais

    O Projeto Abelhas traz benefícios não apenas para a preservação das abelhas, mas também para a comunidade local. A São Martinho também desenvolve o Programa Ciclo do Mel, em parceria com a Associação de Apicultores de Botucatu, que fortalece a atividade econômica dos apicultores e beneficia crianças e jovens atendidos por um projeto social.”Como a espécie é muito sensível, a convivência saudável demonstra que a aplicação de defensivos agrícolas é realizada dentro da legislação, garantindo a proteção das abelhas e, consequentemente, que os níveis de polinização sejam suficientes para a permanência da biodiversidade do ecossistema”, explica Moacir Fernandes Filho, diretor da São Manoel. Além disso, o programa incentiva a apicultura regional, oferecendo apoio jurídico e acesso a crédito. Em contrapartida, a Associação de Apicultores doa anualmente o valor correspondente a 1kg de mel por colmeia instalada para uma instituição social que atende crianças e adolescentes em vulnerabilidade.