Tag: Preservação Ambiental

  • Veja momento raro de caçada de jacaré no Pantanal

    Veja momento raro de caçada de jacaré no Pantanal

    A influenciadora digital e amante da natureza Lyessa Scarlett, criadora do perfil @pantanalblog, registrou um momento raro da vida selvagem no Pantanal: o exato instante em que um jacaré captura uma cachara, peixe nobre e típico da região. O vídeo, gravado em Mato Grosso, mostra a força e a dinâmica natural do bioma, com o réptil segurando a presa ainda inteira na boca antes de sumir na vegetação ribeirinha.

    “Que privilégio estar no lugar certo, na hora certa”, escreveu Lyessa ao compartilhar o registro, que rapidamente chamou a atenção nas redes sociais. A cachara (Pseudoplatystoma fasciatum) é um peixe valorizado tanto pela pesca esportiva quanto pela gastronomia regional, mas também faz parte da dieta de predadores como o jacaré, ilustrando a complexa cadeia alimentar pantaneira.

    De observadora a divulgadora da vida selvagem

    Lyessa Scarlett se apaixonou pela fauna pantaneira em sua primeira visita ao bioma. E assim, decidiu criar o @pantanalblog para compartilhar a beleza e a importância da região, registrando cenas impressionantes apenas com um celular. Hoje, além de documentar a biodiversidade local, ela organiza expedições acessíveis para observação de onças-pintadas, levando turistas e entusiastas para experiências imersivas na natureza.

    Por que o vídeo da caçada chamou atenção?

    • Cena autêntica: mostra a crua realidade da vida selvagem, sem interferência humana.
    • Raridade: capturar o momento exato de uma caçada é difícil, ainda mais com um peixe de grande porte como a cachara.
    • Conscientização: Lyessa usa seu alcance para promover a preservação do Pantanal, um dos ecossistemas mais ricos do mundo.

    O registro reforça a importância de proteger o Pantanal e suas espécies, enquanto revela a beleza brutal da natureza. Para acompanhar mais conteúdos como esse, siga @pantanalblog nas redes sociais.

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  • Capivaras bebês protagonizam cena de carinho no Pantanal

    Capivaras bebês protagonizam cena de carinho no Pantanal

    Dois filhotes de capivara foram flagrados em um momento de afeto e brincadeira nas águas do Pantanal. As imagens, registradas pelo guia de campo e fotógrafo de vida selvagem Fagner Almeida, mostram os pequenos animais trocando carícias e explorando o ambiente pantaneiro com curiosidade e leveza. A cena encantadora circulou nas redes sociais e contribui para reforçar a crescente popularidade das capivaras no imaginário coletivo dos brasileiros.

    Consideradas o maior roedor do mundo, as capivaras são animais nativos da América do Sul e amplamente encontrados em ambientes aquáticos e áreas de vegetação densa. O Pantanal é o bioma que abriga uma das maiores populações da espécie. De hábitos sociais e comportamento dócil, elas vivem em grupos familiares e são frequentemente vistas interagindo entre si com gestos de cuidado e sociabilidade — características que ajudam a explicar o fascínio do público por esses animais.

    Capivaras: símbolo da fauna e tendência nas redes

    Nos últimos anos, as capivaras conquistaram um novo status: tornaram-se verdadeiras estrelas da internet. A combinação de sua aparência tranquila, sua interação pacífica com outras espécies e sua expressão serena impulsionou uma onda de conteúdos virais, memes e vídeos em que o animal aparece em situações inusitadas ou relaxando em meio à natureza. Nas redes sociais, perfis dedicados exclusivamente às capivaras somam milhares de seguidores, e o termo “vibe capivara” se popularizou como sinônimo de calma, leveza e bem-estar.

    O fenômeno também influenciou a cultura pop. As capivaras estamparam camisetas, inspiraram personagens em jogos eletrônicos e viraram tema de animações e campanhas publicitárias. Em cidades como São Paulo e Brasília, elas ganharam ainda mais visibilidade ao circular livremente em parques urbanos e áreas próximas a lagos, gerando curiosidade e afeto entre os moradores.

    Importância ecológica e desafios de convivência

    Além de carismáticas, as capivaras desempenham papel ecológico importante nos ecossistemas onde vivem. Elas ajudam a controlar o crescimento de vegetações aquáticas e servem como presas naturais para predadores como onças-pintadas e jacarés. Entretanto, a expansão urbana e o desequilíbrio ambiental trouxeram desafios para a convivência entre humanos e capivaras em algumas regiões. Especialmente em áreas urbanizadas onde o contato direto pode representar risco de acidentes ou transmissão de doenças como a febre maculosa.

    No entanto, no coração do Pantanal — um dos maiores refúgios da biodiversidade brasileira — esses animais ainda encontram espaço para viver em liberdade. Contribuindo para o equilíbrio natural e protagonizando momentos únicos, como o registrado recentemente por Fagner Almeida.

    Pantanal: cenário de encontros com a vida selvagem

    O Pantanal continua sendo um dos principais destinos de ecoturismo no Brasil e um dos melhores locais do mundo para observação de fauna. A presença de capivaras, onças, araras, tuiuiús e jacarés em seus habitats naturais atrai turistas, fotógrafos e pesquisadores de todo o mundo. Registros como o dos filhotes de capivara brincando nas águas pantaneiras reforçam o valor ambiental, turístico e afetivo dessa região singular do país.

    Enquanto isso, as capivaras seguem firmes como embaixadoras da tranquilidade e do contato harmonioso com a natureza. Uma imagem que, mais do que nunca, parece estar em sintonia com os desejos contemporâneos por uma vida mais calma, consciente e conectada com o meio ambiente.

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  • Dia Mundial da Água: iniciativas circulares fortalecem segurança hídrica no Brasil

    Dia Mundial da Água: iniciativas circulares fortalecem segurança hídrica no Brasil

    Neste Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, o Brasil reforça a urgência de combater a crise hídrica: 48% dos municípios já enfrentaram problemas de abastecimento nos últimos anos, segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Diante desse cenário, iniciativas circulares em setores como indústria, agronegócio e projetos sociais emergem como soluções-chave para preservar recursos hídricos. Confira exemplos que unem inovação e impacto positivo:

    Indústria: Lwart reduz consumo de água em 7% com reúso inteligente

    A Lwart Soluções Ambientais destaca-se na gestão hídrica com práticas que evitam a contaminação de rios e promovem eficiência. Um projeto de reúso permite reaproveitar água de processos fabris para lavagem de equipamentos, reduzindo 7% do consumo total. Além disso, a empresa trata 97% de seus efluentes, devolvendo água com qualidade superior às exigências legais.

    “A sustentabilidade é o coração do nosso negócio. Ao evitar a contaminação e otimizar o uso da água, protegemos ecossistemas e comunidades”, afirma Aylla Kipper, presidente da AMBIOLUC e Head de Sustentabilidade da Lwart.

    A empresa também evita danos ao rerrefinar Óleo Lubrificante Usado (OLUC): 1 litro desse resíduo pode poluir 1 milhão de litros de água.

    Agronegócio: PepsiCo corta 27% do uso de água na lavoura de batata

    No campo, a PepsiCo implementou um programa de boas práticas com produtores de batata em cinco estados. Resultados da safra 2023/2024 mostram:

    • 27% menos água usada em lavadores (vs. 2019/2020);
    • 83% dos lavadores reaproveitam água do processo;
    • 72% das fazendas captam água da chuva.

    No Paraná e São Paulo, sistemas de irrigação por aspersão e fertirrigação garantem eficiência em áreas de declive. Desse modo, são evitadas perdas de recursos hídricos com o vento e obtêm-se uma melhor uniformidade da irrigação. Também é possível unir a fertirrigação, garantindo uma distribuição mais eficiente dos insumos agrícolas.

    Bahia: Fundação Norberto Odebrecht recupera 10 nascentes e 472 hectares de mata ciliar

    Na Bahia, o Programa PDCIS, da Fundação Norberto Odebrecht, recuperou 10 nascentes e 472 hectares de mata ciliar em 2024, protegendo rios e aquíferos. A vegetação atua como filtro natural, reduzindo poluentes como agrotóxicos.

    “Proteger a água é essencial à vida. Em 2025, vamos plantar 200 mil árvores e distribuir kits de captação de água”, afirma Alexandre Baltar, superintendente da Fundação.

    Além disso, 119 famílias receberam sistemas de captação de água da chuva, e 95 propriedades rurais adotaram fossas sépticas ecológicas. “Antes, o esgoto ia direto para o rio. Agora, tratamos tudo aqui”, conta Marcos Jesus dos Santos, jovem beneficiário do programa.

    Óleo de cozinha vira insumo biodegradável e evita contaminação

    A ADN Bio transforma óleo vegetal residual em desengraxantes e saneantes biodegradáveis, combatendo um dos maiores vilões da poluição hídrica: 1 litro de óleo descartado na pia contamina 25 mil litros de água.

    “Cada litro coletado é um passo para preservar rios e reduzir químicos na indústria”, diz Adriana Machado, fundadora da empresa. O projeto “Coletar para Transformar” já engajou escolas e comunidades, ensinando sobre descarte correto.

    “A água é um recurso finito. Só com ações integradas entre setores evitaremos colapsos”, conclui Laís Caldas, engenheira ambiental da ADN Bio.

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  • Bicho-preguiça é resgatado pela PRF na BR-232

    Bicho-preguiça é resgatado pela PRF na BR-232

    Um bicho-preguiça foi resgatado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-232, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, no último domingo (2). Os agentes encontraram o animal rastejando pela faixa direita da rodovia e o devolveram em segurança a uma área de mata preservada em São Lourenço da Mata.

    Durante uma operação de rotina no quilômetro 8 da BR-232, os policiais avistaram o mamífero em meio à pista, o que representava risco tanto para o animal quanto para os motoristas. Após sinalizar o trecho para evitar acidentes, a equipe conseguiu capturar o bicho-preguiça, que não apresentava ferimentos visíveis. De acordo com a PRF, os agentes transportaram o animal para uma região de vegetação densa e o colocaram em uma árvore, local ideal para sua readaptação à vida silvestre.

    Sobre o bicho-preguiça

    O bicho-preguiça, pertencente à ordem Pilosa e família Bradypodidae, é um símbolo da biodiversidade brasileira. Conhecido por seus movimentos lentos – uma adaptação para economizar energia –, o animal passa a maior parte da vida nas copas das árvores, alimentando-se principalmente de folhas. Sua presença em rodovias, no entanto, tem se tornado mais frequente devido ao desmatamento e à expansão urbana, que fragmentam seu habitat natural.

    No Brasil, a IUCN classifica a preguiça-comum (Bradypus variegatus) como “pouco preocupante”, mas a espécie enfrenta ameaças como atropelamentos, caça ilegal e eletrocussão em fiações. Biólogos destacam que o resgate realizado pela PRF é vital para a conservação desses animais, que têm papel ecológico crucial na dispersão de sementes e equilíbrio das florestas.

    Como agir ao encontrar animais silvestres em rodovias?

    A PRF reforça que, em casos como esse, é essencial:

    • Não tentar manipular o animal, já que o estresse pode causar danos à saúde dele.
    • Sinalizar o local para evitar colisões.
    • Acionar imediatamente órgãos ambientais (como IBAMA ou CPRH) ou a própria PRF pelo telefone 191.

    Preservação em foco

    O incidente reforça a necessidade de políticas públicas que integrem a proteção da fauna às infraestruturas viárias. Países como Costa Rica e Canadá já implementam projetos como corredores ecológicos e passagens de fauna subterrâneas ou aéreas, que podem ser adaptados ao contexto brasileiro.

    Enquanto isso, ações pontuais como o resgate deste domingo mostram a importância da conscientização. “Cada vida salva contribui para manter nossa biodiversidade”, afirmou um agente da PRF envolvido na operação.

    Uma curiosidade. As preguiças descem das árvores apenas uma vez por semana para defecar, um comportamento que intriga cientistas e pode estar ligado a interações simbióticas com espécies de mariposas e algas que vivem em seu pelo.

    Outro resgate

    No mesmo dia, um gavião foi encontrado por um motorista na BR-232, em Gravatá. A ave apresentava um ferimento no olho e dificuldade em voar. A PRF resgatou o gavião e o encaminhou à Guarda Civil Municipal de Gravatá para receber cuidados médicos. Após a recuperação, a equipe devolverá a ave ao seu habitat natural.

    Os gaviões são aves de rapina que desempenham um papel crucial no controle de populações de insetos e pequenos mamíferos, contribuindo para o equilíbrio dos ecossistemas. Na Mata Atlântica de Pernambuco, encontram-se espécies como o gavião-de-pescoço-branco, que enfrentam risco de extinção.

    Para mais informações sobre preservação da fauna local, acesse os canais oficiais do ICMBio ou do Ministério do Meio Ambiente.

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  • Projeto liderado por mulheres fortalece conservação do Cerrado

    Projeto liderado por mulheres fortalece conservação do Cerrado

    Pesquisadoras da Universidade Estadual de Goiás (UEG) estão liderando uma iniciativa pioneira que alia conservação do Cerrado e inclusão feminina na ciência ambiental. O projeto, financiado pelo Governo de Goiás, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), também recebe suporte do Programa Goianas na Ciência e Inovação – Mulheres em STEM.

    Comandada pelas professoras Juliana Simião Ferreira e Hélida Ferreira da Cunha, a iniciativa integra os programas de pós-graduação em Recursos Naturais do Cerrado (RENAC) e Ensino de Ciências (PPEC), ambos da UEG.

    Três frentes de trabalho com foco no cerrado

    Em geral, o projeto trabalha três frentes: biodiversidade de aves e cupins, análise do viés de gênero na ciência ambiental e popularização da ciência. “A Fapeg tem investido fortemente em pesquisas que promovem a conservação ambiental e ampliam a inclusão de mulheres na ciência. Este projeto exemplifica esse compromisso”, afirma o presidente da Fapeg, Marcos Arriel.

    A equipe reúne alunas do ensino médio, mestrandas e doutorandas, somando 12 integrantes, sendo quatro professoras e sete estudantes de pós-graduação. Além disso, bolsas de iniciação científica júnior são destinadas a jovens pesquisadoras, fomentando o protagonismo feminino na área. “Buscamos consolidar uma rede de pesquisa que amplie o espaço das mulheres na ciência ambiental”, destaca a professora Juliana Ferreira.

    Primeiros resultados

    Os primeiros resultados já mostram avanços. Em resumo, as pesquisadoras identificaram cinco espécies de aves que utilizam cupinzeiros em pastagens urbanas de Anápolis, incluindo o papagaio-galego, espécie endêmica do Cerrado. Em fevereiro de 2025, novas coletas serão realizadas na Reserva Ecológica do IBGE, em Brasília, para analisar padrões de biodiversidade em áreas naturais e degradadas.

    Além da pesquisa científica, a iniciativa aposta na educação ambiental. Ou seja, materiais como jogos didáticos, histórias em quadrinhos e livros de atividades estão sendo produzidos para sensibilizar o público sobre a importância do Cerrado. “A ciência precisa se comunicar com a sociedade. Queremos envolver crianças e jovens na conservação ambiental desde cedo”, reforça a professora Hélida Ferreira.

    A Fapeg prevê que o impacto do projeto será duradouro, com a publicação de artigos científicos e a disseminação de produtos educativos. “Estamos fomentando pesquisas que trazem benefícios reais à sociedade e ao meio ambiente, fortalecendo o desenvolvimento científico e ambiental de Goiás”, conclui Marcos Arriel.

     

  • Camu-Camu: O “Ouro da Amazônia” e seus desafios no Brasil

    Camu-Camu: O “Ouro da Amazônia” e seus desafios no Brasil

    Rico em vitamina C e antioxidantes, o camu-camu, apelidado de “ouro da Amazônia”, desponta como uma promissora aposta para a indústria alimentícia.

    A fruta, nativa das margens dos rios amazônicos, possui impressionantes níveis de vitamina C — cem vezes mais que o limão e vinte vezes mais que a acerola — além de alto teor de antioxidantes, tornando-a um aliado na prevenção do envelhecimento e no combate aos radicais livres.

    Apesar de ser um produto amplamente conhecido no Peru, sua popularização no mercado brasileiro esbarra em diversos desafios na cadeia produtiva.

    Cadeia Produtiva em Desenvolvimento

    Embora a fruta já seja uma commodity no Peru, o cenário no Brasil ainda é incipiente. Em Roraima, onde a fruta é abundante, uma rede embrionária de ribeirinhos extrativistas começa a tomar forma, mas enfrenta desafios de infraestrutura, logística e regulamentação.

    De acordo com Fernanda Cidade, do Instituto de Desenvolvimento da Amazônia (Idesam), essa cadeia produtiva depende de apoio governamental para se expandir e se estabelecer, permitindo a criação de “bionegócios de grande valor”.

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    Na tentativa de fomentar essa cadeia, o Idesam desenvolveu uma consultoria em Roraima para mapear as dificuldades dos produtores e comerciantes locais.

    A iniciativa identificou a falta de energia elétrica em áreas de colheita como um dos principais entraves, propondo alternativas para superar esses desafios.

    Entre as soluções, a Fundação CERTI, parceira do estudo, sugere a implantação de indústrias próximas para produção de pó liofilizado e a utilização de pequenas embarcações equipadas com painéis solares para processar o fruto em polpa, inspirando-se na logística desenvolvida para o açaí.

    Sustentabilidade e Preservação Ambiental

    A relação do camu-camu com o meio ambiente é complexa. O fruto é encontrado em áreas impactadas pelo desmatamento e mudanças climáticas, o que afeta o ciclo natural das cheias dos rios.

    Por essa razão, há discussões sobre o cultivo em terra firme como alternativa sustentável para reflorestamento.

    Azeda e adstringente, a fruta é mais consumida de forma processada e mesmo congelada preserva suas propriedades nutricionais.

    No município de Bonfim, na fronteira com a Guiana, Aldenira Costa Maia preside uma associação dedicada à produção de polpa de camu-camu. A associação também fabrica geleias, bolos e doces com o fruto, vendido em feiras locais.

    Segundo Aldenira, a Embrapa tem fornecido mudas para estimular o plantio, mas desafios como a irrigação das plantações ainda precisam ser superados, dado o caráter ribeirinho da fruta.

    Expansão e Potencial Internacional

    O camu-camu já é exportado em larga escala pelo Peru, que registrou um recorde de US$ 5 milhões em vendas em 2020.

    Destinadas a mercados como EUA, União Europeia e Japão, essas exportações destacam o potencial da fruta. Sendo assim, incentivam o Brasil a explorar novas oportunidades de inserção nesse mercado crescente.

    Contudo, para competir globalmente, o produto brasileiro enfrenta um longo caminho de regulamentações e qualificação da cadeia produtiva, segundo Jane Gaspar, engenheira da Fundação CERTI.

    Foto: Taciana de Carvalho Coutinho

    O camu-camu, com seus ricos nutrientes e potencial comercial, representa um novo horizonte para a indústria alimentícia no Brasil.

    No entanto, transformar essa promessa em realidade requer superar desafios de infraestrutura, logística, regulamentação e qualificação da cadeia produtiva.

    O estudo, portanto, realizado pelo Idesam em parceria com a Fundação CERTI apresenta um diagnóstico claro sobre essas questões, incentivando o desenvolvimento de uma cadeia sustentável e produtiva para o fruto no Brasil.