Tag: Preservação Ambiental

  • Menina de 7 anos quebra o próprio recorde ao fisgar dourado gigante no Rio Paraná

    Menina de 7 anos quebra o próprio recorde ao fisgar dourado gigante no Rio Paraná

    Aos sete anos, Heloísa Maria Dantas de Souza voltou a entrar para a história da pesca esportiva brasileira ao superar o próprio recorde nacional na captura de dourados. A nova marca foi registrada durante uma pescaria em família no Rio Paraná.

    A conquista aconteceu no Canal das Garças, nas proximidades de Porto Rico (PR), um dos destinos mais conhecidos do norte paranaense para a captura de dourados. Na ocasião, Heloísa fisgou um exemplar com 81 centímetros, ultrapassando sua marca anterior, de 74 centímetros.

    Com o novo resultado, a pescadora conquistou mais uma homologação na categoria Absoluto Feminino Júnior da Brazilian Game Fish Association (BGFA), entidade responsável pelo registro oficial dos recordes de pesca esportiva no Brasil.

    Pesca é herança de família

    A história da família Dantas mostra como a pesca esportiva faz parte da rotina familiar. A atividade, que começou como lazer, acabou se tornando também uma profissão para os pais da menina. Desde os primeiros anos de vida, Heloísa acompanha as pescarias e aprende sobre os rios, as espécies de peixes e a importância da preservação ambiental.

    A mãe da jovem, Layla Dantas, destaca que a convivência com a natureza sempre foi o principal objetivo das viagens em família.

    “A nossa diversão sempre foi estar no rio. Nem sempre é sobre pescar, mas sobre viver aquele momento em contato com a natureza.”

    Antes de Heloísa conquistar espaço entre os recordistas nacionais, o irmão dela também teve o nome registrado entre os destaques da pesca esportiva brasileira. Agora, ao superar a própria marca, a menina reforça sua posição como uma das principais promessas da modalidade.

    Para que um recorde de pesca esportiva seja oficialmente reconhecido, a medição precisa cumprir critérios rigorosos. Todas as etapas devem ser registradas em vídeo, desde a retirada do peixe da água até a devolução ao rio. Além disso, a prática do pesque e solte é obrigatória, garantindo que o animal seja devolvido vivo ao seu habitat após a documentação.

    Segundo Layla, a filha cresceu compreendendo que o verdadeiro valor da pesca está na experiência vivida e não na retirada dos peixes do ambiente natural.

  • Vídeo: Ariranha é flagrada se alimentando em rio do Pantanal e cena impressiona

    Vídeo: Ariranha é flagrada se alimentando em rio do Pantanal e cena impressiona

    Um registro feito no Pantanal mato-grossense chamou atenção nas redes sociais nos últimos dias. Uma ariranha, conhecida popularmente como “onça-d’água”, foi flagrada enquanto se alimentava de um peixe às margens de um rio na região de Porto Jofre, em Mato Grosso.

    O vídeo foi publicado pelo guia turístico Caio Leonardo, que relatou ter passado horas procurando os animais pela região antes de conseguir o encontro. Segundo ele, a cena aconteceu após um longo período de observação em uma área de mata fechada próxima ao rio.

    Busca longa terminou em encontro raro

    De acordo com Caio, o grupo de ariranhas estava escondido em uma mata de galeria, vegetação densa que acompanha as margens dos rios e dificulta a visualização da fauna silvestre.

    Mesmo diante do calor intenso típico do Pantanal, o guia decidiu continuar esperando pela aparição dos animais. A persistência acabou sendo recompensada com uma cena que ele descreveu como uma das mais marcantes já vividas durante suas expedições na região.

    “Apesar do calor do dia, decidi esperar, e a espera foi recompensada com um dos encontros mais incríveis que já tive com esses animais tão brutais, mas ao mesmo tempo tão graciosos”, relatou.

    O flagrante mostra a habilidade da ariranha durante a alimentação, reforçando o comportamento predador da espécie nos rios pantaneiros.

    https://www.instagram.com/reel/DYkD-MmS2Li/?igsh=YWF2c3h1bDNxNmIx

    Conheça a ariranha, a famosa “onça-d’água”

    A ariranha é considerada um dos maiores predadores aquáticos da América do Sul. O animal pode ultrapassar 1,5 metro de comprimento e vive em grupos familiares organizados, comportamento que ajuda tanto na proteção quanto na caça.

    Excelente nadadora, a espécie se alimenta principalmente de peixes. No entanto, também pode capturar crustáceos, aves aquáticas e pequenos répteis presentes nos rios e áreas alagadas do Pantanal.

    Por causa da força, agilidade e comportamento territorial, a ariranha ganhou o apelido de “onça-d’água” entre moradores e visitantes da região pantaneira.

  • Produção de mel no Amapá cresce com tecnologia e união de apicultores

    Produção de mel no Amapá cresce com tecnologia e união de apicultores

    A produção de mel no Amapá vive um novo ciclo. Entre florestas preservadas e comunidades rurais dedicadas, apicultores do Estado têm aumentado produtividade e qualidade, graças à adoção de práticas mais eficientes e à organização cooperativa. A mudança, que começou nos municípios de Porto Grande e Itaubal, tem transformado o modo de trabalho e fortalecido a economia local.

    Nos últimos meses, produtores ligados à Coopermel Amapá passaram a utilizar kits de produção com equipamentos modernos para manejo das colmeias, extração e armazenamento. O que antes dependia de processos manuais e demorados agora flui com mais eficiência e segurança, permitindo maior aproveitamento da safra e melhor conservação do produto.

    Segundo Júlio Avelar, presidente da cooperativa, a inovação representa um divisor de águas para quem vive da apicultura. “Antes, tudo era mais lento e difícil. Agora produzimos mais, armazenamos melhor e mantemos o ritmo da colheita. O produtor se sente valorizado e acredita mais no próprio trabalho”, relata.

    Mel de qualidade e processo sustentável

    O avanço tecnológico não apenas impulsionou a produção, mas também elevou o padrão de qualidade do mel amapaense, que hoje começa a se destacar no mercado regional. Para Edicleuma Santana, apicultora e integrante da agroindústria local, os ganhos vão além do volume produzido. “Os equipamentos trouxeram mais segurança no processamento e garantem um produto de excelência. Isso é essencial para conquistar o consumidor e abrir novos mercados”, destaca.

    Foto: Divulgação Júlio Avelar

    Ela reforça que a base desse sucesso está na assistência técnica e nas boas práticas de manejo, garantindo que o mel mantenha características naturais e seguras desde o campo até o envase.

    Cooperação e sustentabilidade

    A organização dos produtores através da Coopermel tem sido fundamental para enfrentar desafios logísticos e naturais da Amazônia. A cooperativa já reúne dezenas de apicultores em expansão por diferentes municípios, fortalecendo a cadeia produtiva e criando oportunidades de renda.

    Além do impacto econômico, a atividade tem papel direto na preservação ambiental. Como depende das abelhas e da conservação da flora nativa, a apicultura incentiva o cuidado com a floresta e contribui para o equilíbrio do ecossistema amazônico.

    Com resultados cada vez mais visíveis, o mel do Amapá se consolida como símbolo de resistência, qualidade e sustentabilidade. Mostrando que inovação e cooperação podem transformar comunidades rurais e abrir novas perspectivas para o campo amazônico.

  • Polícia resgata peixes e destrói armadilhas ilegais durante período de defeso

    Polícia resgata peixes e destrói armadilhas ilegais durante período de defeso

    Uma operação da Polícia Militar do Piauí resultou no resgate de mais de 10 quilos de peixes e na destruição de armadilhas ilegais no município de União, região norte do estado. A ação, realizada na quarta-feira (21), faz parte da Operação Piracema, que fiscaliza crimes ambientais durante o período de defeso da pesca.

    O Comando de Policiamento Ambiental (CPA) concentrou esforços em áreas urbanas e rurais do município, onde foram localizadas diversas “tapagens”, que são armadilhas utilizadas para captura irregular de peixes. Os dispositivos foram imediatamente destruídos pelos agentes.

    Peixes de várias espécies retornam ao habitat natural

    As equipes devolveram às margens do rio todos os peixes encontrados presos nas armadilhas, que somavam mais de 10 quilos de diferentes espécies.  A medida contribui diretamente para a preservação do ecossistema aquático local, especialmente durante a Piracema, período crítico para a reprodução das espécies.

    Durante o defeso, a pesca fica proibida para garantir que os peixes possam se reproduzir sem interferências, mantendo o equilíbrio ambiental e a sustentabilidade dos recursos hídricos da região.

    Fiscalização preventiva e educativa

    Segundo a Polícia Militar, a operação combina ações preventivas, educativas e repressivas. O objetivo é conscientizar a população sobre a importância da preservação ambiental e coibir práticas ilegais que ameaçam a fauna aquática do Piauí.

    Foto: Ascom PMPI

    Não houve prisões durante a operação, mas a PMPI reforça que a fiscalização continuará intensificada até o fim do período de defeso.

    Como denunciar crimes ambientais

    A corporação ressalta que a proteção ao meio ambiente é responsabilidade de toda a sociedade. A população pode encaminhar denúncias de crimes ambientais aos órgãos competentes, contribuindo para a preservação dos recursos naturais do estado.

  • Conheça a Nascente Azul, o local mais visitado em Bonito (MS)

    Conheça a Nascente Azul, o local mais visitado em Bonito (MS)

    A Nascente Azul encerrou 2025 como o atrativo turístico mais visitado de Bonito (MS), mantendo a liderança pelo sexto ano consecutivo. O parque registrou mais de 112 mil vouchers emitidos pelas agências de turismo da cidade, que recebeu 220.243 visitantes entre janeiro e setembro, consolidando-se como referência nacional em turismo sustentável.

    Foto: Divulgação Nascente Azul

    Durante dezembro, período de alta temporada, a flutuação da Nascente Azul destacou-se como a mais procurada do destino. Os números confirmam a preferência dos turistas: atualmente, um em cada três visitantes de Bonito escolhe o complexo para vivenciar o contato com a natureza preservada do Mato Grosso do Sul.

    Números recordes consolidam liderança no ecoturismo sul-mato-grossense

    Os atrativos turísticos de Bonito receberam 706.812 visitações entre janeiro e outubro de 2025, aumento de 0,98% em relação ao mesmo período de 2024. O crescimento reflete a força do ecoturismo na região da Serra da Bodoquena e reforça o protagonismo de Bonito como destino turístico de natureza.

    Aproximadamente 800 mil pessoas já vivenciaram as atrações do parque desde sua inauguração. O número cresce anualmente e demonstra o apelo das águas cristalinas e da biodiversidade preservada do cerrado brasileiro. O Aeroporto Regional de Bonito atingiu marca histórica em 2025, com 60.253 passageiros até novembro, facilitando o acesso ao destino.

    Flutuação em águas cristalinas atrai visitantes do Brasil e do exterior

    A principal atividade da Nascente Azul oferece experiência única de flutuação em águas transparentes. Os visitantes observam o colorido da fauna e flora subaquáticas, a diversidade de espécies de peixes nativos e a exuberância da mata nativa ao redor. A nascente impressiona pela intensa tonalidade azul e pela visibilidade excepcional, considerada uma das mais cristalinas do mundo.

    A maioria dos turistas vem de São Paulo (34,77%), Paraná (8,75%), Rio de Janeiro (8,17%), Santa Catarina (7,50%) e Rio Grande do Sul (6,79%). Entre os visitantes internacionais, destacam-se holandeses, paraguaios, norte-americanos e alemães.

    Infraestrutura completa oferece experiências para toda a família

    Além da flutuação, o complexo conta com balneário equipado para todas as idades. O lago de água corrente possui circuito de pontes suspensas, parque aquático flutuante e praia de água doce. Tirolesas aquática e convencional proporcionam adrenalina aos aventureiros, enquanto piscina ecológica, decks para banho e cascata garantem opções de lazer contemplativo.

    O Circuito de Aventura inclui o Pêndulo Humano e tirolesa panorâmica, atividades que oferecem a sensação de voar sobre árvores centenárias e quedas d’água. Trilhas interpretativas e mirantes estratégicos completam a estrutura, permitindo a observação de diferentes perspectivas do ecossistema local. Bar e restaurante atendem visitantes com cardápio que valoriza ingredientes regionais.

    Práticas sustentáveis colocam parque como referência nacional

    A Nascente Azul desenvolveu modelo de gestão ambiental baseado em estudos técnicos e investimentos contínuos em recuperação ecológica. O ecoturismo contribui para a conscientização ambiental e incentiva visitantes a adotarem práticas sustentáveis em suas vidas cotidianas.

    Toda a água utilizada no parque passa por Estação de Tratamento de Água (ETA), garantindo segurança sanitária e reduzindo desperdícios. Os efluentes recebem tratamento completo por meio de Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) dentro da propriedade, evitando qualquer impacto nos cursos d’água naturais.

    O complexo opera com sistema de energia solar fotovoltaica e realiza manejo completo dos resíduos orgânicos gerados no restaurante e bar. Mato Grosso do Sul reafirmou compromisso com neutralidade de carbono até 2030 e integração do turismo à economia de baixo carbono, e a Nascente Azul alinha-se a essas diretrizes.

    Atualmente, 95% da área da propriedade destina-se à preservação ambiental, enquanto apenas 5% recebe visitação controlada. Projetos contínuos de educação ambiental, programas de conservação e ações de sensibilização envolvem colaboradores, moradores locais e visitantes.

    Acessibilidade universal garante inclusão em ambiente natural

    A Nascente Azul estabelece-se como referência nacional em acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Bonito recebeu roteiro acessível e ações de capacitação para prestadores de serviços turísticos, consolidando o município como destino inclusivo.

    Foto: Divulgação Nascente Azul

    O espaço foi planejado nos mínimos detalhes para receber pessoas de todas as idades e condições físicas. Rampas de acesso, equipamentos adaptados, equipe treinada e sinalização específica garantem autonomia e segurança aos visitantes. O Ministério do Turismo cita o atrativo em cartilha oficial como exemplo de boas práticas em acessibilidade em ambientes naturais.

    Bonito conquistou pela 19ª vez o título de Melhor Destino de Ecoturismo do Brasil em 2025, reconhecimento que evidencia o trabalho conjunto entre iniciativa privada, poder público e sociedade civil na construção de um turismo responsável e inclusivo.

    Investimentos garantem excelência e segurança operacional

    A Nascente Azul investe continuamente em infraestrutura, segurança operacional e desenvolvimento de novas experiências. A gestão reafirma o compromisso com a excelência e a missão de proporcionar contato pleno com a natureza preservada do cerrado brasileiro.

    O ecoturismo sustentável une viagens responsáveis com práticas reais de conservação ambiental e fortalecimento comunitário. O modelo implementado pela Nascente Azul demonstra que é possível conciliar desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação ambiental, gerando benefícios para toda a região da Serra da Bodoquena.

  • Maranhão anuncia lançamento de universidade indígena na COP30

    Maranhão anuncia lançamento de universidade indígena na COP30

    O Maranhão apresentou na Green Zone da COP-30 duas iniciativas que unem proteção ambiental e inclusão social: a criação do Programa de Agentes Ambientais Comunitários e o anúncio da primeira universidade em território indígena do Brasil. As medidas integram uma estratégia que reconhece os povos tradicionais como protagonistas na defesa dos biomas.

    A Secretaria de Meio Ambiente (Sema) coordena o programa de agentes ambientais, que beneficiará 5 mil moradores de comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais. Os participantes receberão bolsas mensais de R$ 300 e passarão por capacitações técnicas em preservação de biomas, recuperação de nascentes, reflorestamento e combate a queimadas.

    “Queremos levar a agenda ambiental para dentro dos territórios, fortalecendo a presença do Estado e reconhecendo o papel das comunidades na proteção dos biomas. Esses agentes serão protagonistas de uma política ambiental participativa, com resultados concretos e permanentes”, afirma o secretário de Meio Ambiente, Pedro Chagas.

    Universidade nasce de diálogo com lideranças indígenas

    O governador Carlos Brandão destaca que as iniciativas nasceram do diálogo direto com as comunidades. A universidade surgiu de uma proposta apresentada pela líder indígena Fabiana Guajajara e pelo Cacique Silvio.

    “Esse sonho nasceu de uma conversa com a Fabiana e o Cacique Silvio, que apresentaram o projeto da Universidade em Território Indígena. Nosso governo ouve as pessoas — é assim que construímos políticas que fazem sentido na vida real. O programa de agentes garante renda a quem vive na floresta para preservar o meio ambiente e sustentar sua família. Transformamos proteção ambiental em dignidade e oportunidade”, declara Brandão.

    A instituição será implantada no território Arariboia, seguindo a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que exige consulta livre, prévia e informada às comunidades. Lideranças do povo Guajajara idealizaram o projeto, que conta com apoio do governo estadual.

    Conhecimento ancestral vira formação acadêmica

    Fabiana Guajajara explica que a universidade nasce “do coração do território Arariboia” e tem como missão transformar o conhecimento ancestral em formação técnica, científica e cultural.

    “Há mais de 20 anos nossos guardiões e viveiristas atuam voluntariamente na proteção e no reflorestamento. A universidade vem para potencializar esse trabalho, dando visibilidade à nossa diversidade e fortalecendo a autossustentabilidade dos povos indígenas”, afirma a líder.

    Estado investe R$ 18 milhões em políticas integradas

    O Maranhão destina R$ 18 milhões para implantar o programa de Agentes Ambientais Comunitários. O estado integra políticas de meio ambiente, direitos humanos e educação em programas como o Floresta Viva e o Maranhão Sem Queimadas.

    O Floresta Viva recupera áreas degradadas com o plantio de juçara (açaí) em parceria com 16 multinacionais. Já o Maranhão Sem Queimadas conta com apoio do Fundo Amazônia.

    “Mesmo com poucos recursos, o Maranhão mostra resultados concretos. Reconstruímos florestas, formamos agentes e valorizamos o conhecimento tradicional. Isso é governar com propósito e amor pelo território”, conclui o governador Carlos Brandão.

  • Capital do Mel: Piauí lidera produção de mel no Nordeste

    Capital do Mel: Piauí lidera produção de mel no Nordeste

    Conhecida como a “Capital do Mel”, a cidade de Picos tornou-se um polo de pesquisas acadêmicas que impulsionam a apicultura e a preservação de abelhas no estado. Estudos conduzidos no Campus Professor Barros Araújo, da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), mapeiam espécies nativas e desenvolvem estratégias para fortalecer a produção e a biodiversidade no semiárido.

    Coleta de abelhas. Foto: Ascom Uespi

    A polinização por abelhas é fundamental para a reprodução de grande parte das plantas e para a manutenção da biodiversidade. Esses insetos são responsáveis pela polinização de 73% das plantas cultivadas que compõem a alimentação humana em escala global.

    Esse serviço ambiental tem reflexo direto na economia. Em 2024, o Piauí consolidou sua liderança regional no Nordeste, com uma produção de 8.614,2 toneladas de mel. Isso de acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Pesquisas preenchem lacuna sobre abelhas no estado menos amostrado do país

    A professora Dra. Milena Vaz, do curso de Agronomia da UESPI, explica que o estado é um dos menos estudados do Brasil em diversidade de abelhas. “Levantamentos da fauna local são fundamentais para subsidiar planos de manejo e estratégias de conservação”, destaca a pesquisadora, que estuda o tema desde sua graduação em Agronomia na universidade.

    Triagem e identificação das abelhas no Laboratorio de Biologia da Uespi. Foto: Ascom Uespi

    Sob sua orientação, cinco trabalhos investigaram a diversidade de abelhas nativas em áreas de cultivo de caju e em sistemas de agricultura familiar, além de ambientes urbanos. Uma dessas pesquisas em Picos registrou cinco gêneros de abelhas nativas, como Centris spp. e Xylocopa spp.. Esse trabalho expandiu-se em sua tese de doutorado, que catalogou 432 tipos diferentes de abelhas.

    “A partir das informações obtidas, podemos orientar políticas públicas de proteção e manejo adequadas aos ambientes agrícolas do semiárido”, afirmou a professora Milena Vaz. Mesmo sem uma disciplina específica sobre polinizadores na grade de Agronomia, docentes abordam o tema em aulas de Agroecologia e Animais Não Ruminantes, enriquecendo a formação acadêmica com um debate de relevância social e ambiental.

  • Pupunha: produção sustentável movimenta o agronegócio brasileiro

    Pupunha: produção sustentável movimenta o agronegócio brasileiro

    A produção de pupunha tem ganhado destaque no agronegócio brasileiro, principalmente pelo cultivo destinado à extração do palmito, um alimento nobre e valorizado na dieta nacional. A pupunha (Bactris gasipaes) é uma palmeira originária da região tropical das Américas, encontrada naturalmente desde a América Central até a região Norte do Brasil.

    Sua cultivo é sustentável e renovável, com plantio em sistemas que favorecem o meio ambiente e a geração de renda rural. O processo de produção começa com a escolha das sementes e preparo do solo, que deve ser profundo, bem drenado e rico em matéria orgânica.

    A germinação das sementes demanda entre 90 e 120 dias, ocorrendo melhor em temperaturas amenas e umidade controlada. Após cerca de um ano, as mudas ficam aptas para o transplante ao campo, onde o manejo inclui controle do mato, adubação e espaçamento correto para evitar competição entre as plantas.

    A pupunha cresce rápido e apresenta perfilhamento abundante, permitindo múltiplos cortes. A idade ideal para a primeira colheita fica em torno de 18 meses. O palmito obtido é valorizado por sua textura macia e sabor suave, podendo ser consumido in natura ou processado em conservas, incrementando a oferta no mercado.

    Benefícios ambientais

    Além do uso alimentar, a pupunha destaca-se pelos benefícios ambientais. A planta contribui para a preservação do solo e da mata ao integrar sistemas agroflorestais, reduzindo a necessidade de desmatamentos e o uso de agrotóxicos. O cultivo orgânico, presente em muitas propriedades, garante sustentabilidade e certificações que valorizam o produto.

    Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

    Os benefícios para a saúde também motivam o consumo crescente do palmito de pupunha. Rico em fibras e pobre em calorias, o palmito ajuda na digestão e é fonte de minerais importantes como potássio e fósforo. Na agricultura familiar, o cultivo dessa palmeira representa uma alternativa econômica viável, capaz de melhorar a renda e promover práticas sustentáveis.

    A pupunha é, portanto, um exemplo de inovação no agronegócio brasileiro que alia produtividade, sustentabilidade e benefícios à saúde, consolidando-se como um alimento estratégico tanto para o mercado interno quanto para exportação.

  • Agricultores familiares podem receber R$ 28 mil por preservação ambiental na Amazônia

    Agricultores familiares podem receber R$ 28 mil por preservação ambiental na Amazônia

    Pequenos agricultores familiares da região amazônica têm a oportunidade de receber incentivos financeiros de até R$ 28 mil para manter suas propriedades preservadas através do projeto Floresta+ Amazônia. As inscrições para o segundo edital estão abertas e já contam com 100 produtores inscritos apenas em Mato Grosso.

    O programa conta com recursos de 96 milhões de dólares (aproximadamente R$ 480 milhões) e representa uma iniciativa conjunta do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com apoio do Fundo Verde para o Clima (GCF) e das Secretarias Estaduais de Agricultura Familiar e Meio Ambiente.

    O projeto Floresta+ Amazônia oferece pagamentos que variam entre R$ 1,5 mil e R$ 28 mil, dependendo do nível de regularização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) da propriedade. O programa atende especificamente agricultores familiares com propriedades de até quatro módulos fiscais.

    Política de inclusão social e ambiental

    Além dos pequenos produtores rurais, o projeto também beneficia povos indígenas, ribeirinhos, extrativistas e quilombolas, funcionando como uma política de prevenção ao êxodo rural e valorização das comunidades tradicionais.

    “O Floresta+ Amazônia é um instrumento de justiça ambiental e social. Ao remunerar os pequenos produtores que conservam a floresta, o governo fortalece a agricultura familiar, garante a sustentabilidade e estimula que esses agricultores mantenham vivas as riquezas ambientais do nosso Estado”, explicou Andréa Fujioka, secretária de Estado de Agricultura Familiar de Mato Grosso.

    Como funciona o pagamento por serviços ambientais

    Segundo Patrícia Palermo, coordenadora local do Floresta+ Amazônia em Mato Grosso, o projeto representa um marco na política ambiental brasileira. “O produtor que conserva está prestando um serviço ambiental para o país, e por isso tem direito a receber. Esse incentivo fortalece o combate ao desmatamento e valoriza quem mantém a mata preservada”, destacou.

    Coordenadora local do Floresta + Amazônia em Mato Grosso, Patrícia Palermo. Foto: Divulgação

    A coordenadora explicou que os produtores recebem valores correspondentes à área conservada em suas propriedades, funcionando como reconhecimento pelo serviço prestado ao meio ambiente.

    Estados participantes do programa

    O projeto Floresta+ Amazônia abrange todos os estados da Amazônia Legal:

    • Acre
    • Amapá
    • Amazonas
    • Mato Grosso
    • Pará
    • Rondônia
    • Roraima
    • Tocantins
    • Maranhão

    Passo a passo para inscrição

    Para participar do programa, o agricultor familiar deve:

    • Acessar o site oficial do projeto Floresta+ Amazônia
    • Criar conta Gov.br (disponível em www.gov.br ou via aplicativo mobile)
    • Preencher três formulários com dados pessoais, informações da propriedade e conta bancária
    • Concordar com o termo de adesão ao projeto
    • Aguardar análise da equipe técnica, que entrará em contato posteriormente

    Apoio para regularização

    A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) oferece suporte aos produtores durante o processo de inscrição, enquanto a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) auxilia na regularização do Cadastro Ambiental Rural.

    Agricultores que ainda não possuem o CAR regularizado podem buscar orientação na coordenação local do projeto, localizada na rua Edgard Prado Arze, s/n, 2° Andar, Centro Político Administrativo, em Cuiabá.

    Informações para contato

    • Telefone: (65) 9 9620-2894
    • E-mail: [email protected]
    • Site oficial: [Portal Floresta+ Amazônia]
  • Parceria amplia compromisso com a preservação da Caatinga

    Parceria amplia compromisso com a preservação da Caatinga

    Em celebração ao Dia Nacional da Caatinga, comemorado em 28 de abril, a M. Dias Branco reforça seu compromisso com a preservação desse bioma exclusivamente brasileiro por meio de sua parceria com a Associação Caatinga. Em 2024, a colaboração entre a companhia e a organização não governamental gerou avanços significativos na conservação ambiental, incluindo a remoção de 6.870,90 toneladas de CO₂ equivalente (CO₂e) da atmosfera e a manutenção de um estoque de 494.091,99 toneladas de CO₂e na vegetação da Reserva Natural Serra das Almas.

    O projeto está alinhado a compromissos globais de sustentabilidade, como a Década da ONU para a Restauração de Ecossistemas, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e as metas estabelecidas pelo Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal. A ação também contribui diretamente para o combate à desertificação, a redução do aquecimento global e a conservação da biodiversidade na Caatinga. O bioma é caracterizado por clima semiárido, vegetação adaptada à seca e elevada riqueza ecológica.

    Ampliação da área protegida e impactos ambientais positivos

    Desde o início da parceria com a Associação Caatinga, a M. Dias Branco mais que dobrou a área adotada dentro da Reserva Natural Serra das Almas, que passou de 800 hectares para 1.857 hectares em 2024. Localizada entre os municípios de Crateús (CE) e Buriti dos Montes (PI), a reserva é a maior RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) do estado do Ceará e possui papel estratégico na proteção de espécies ameaçadas da fauna e da flora da Caatinga.

    Com o apoio da empresa, foram realizados 96 monitoramentos ambientais na área, cujos dados são repassados regularmente ao IBAMA e ao ICMBio. Desta forma, fortalecendo a gestão da unidade de conservação. Essas ações são conduzidas pela Associação Caatinga. Ela  atua há 26 anos na defesa dos recursos naturais do semiárido nordestino.

    Educação ambiental, reflorestamento e fortalecimento comunitário

    Em 2024, a M. Dias Branco também apoiou iniciativas de educação ambiental e engajamento comunitário, promovidas pela Associação Caatinga. Entre as atividades realizadas, destacam-se a exposição itinerante “Conheça e Conserve a Caatinga”, ações educativas com colaboradores e a realização de palestras e visitas guiadas sobre a importância do bioma.

    Outro destaque foi o monitoramento do plantio de 5 mil mudas de espécies nativas, realizado em 2023 na Fazenda Gameleira — área recentemente incorporada à Reserva Serra das Almas. O resultado foi promissor: a taxa de sobrevivência das mudas atingiu 78%, indicando boas condições de adaptação e crescimento. O projeto ainda teve impacto positivo nas comunidades vizinhas. Todas as sementes foram coletadas localmente e a mão de obra contratada para o plantio veio das comunidades próximas, gerando renda e fortalecendo a economia regional.

    Reconhecimento da importância ecológica da Serra das Almas

    A relevância da Serra das Almas ultrapassa fronteiras. Reconhecida pela Unesco como área-chave para a conservação da Caatinga, a reserva abriga diversas espécies listadas na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da Fauna Brasileira. Assim, consolidando-se como referência em conservação ambiental no semiárido.

    “Iniciamos a adoção da reserva com 800 hectares. Hoje, somos responsáveis por 1.857 hectares de proteção ativa. Esse esforço simboliza nosso compromisso com a biodiversidade e com a mitigação das mudanças climáticas”, destaca Tiago Timbó, gerente de Comunicação e Sustentabilidade da M. Dias Branco.

    A Associação Caatinga também celebra os avanços da parceria: “O apoio da M. Dias Branco fortalece nossas ações de conservação e contribui significativamente para o enfrentamento das mudanças climáticas. Estamos construindo juntos um futuro mais sustentável”, afirma a entidade.

    Sustentabilidade como diretriz corporativa

    A atuação da M. Dias Branco na preservação da Caatinga integra a estratégia ESG da companhia e reflete uma postura de responsabilidade ambiental que extrapola a cadeia produtiva da indústria alimentícia. A expectativa é de que os resultados positivos sirvam de incentivo para que outras empresas se juntem ao esforço coletivo de proteção dos biomas brasileiros.

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