Tag: Prêmio Mulheres do Agro

  • Prêmio Mulheres do Agro prorroga inscrições até 17 de junho

    Prêmio Mulheres do Agro prorroga inscrições até 17 de junho

    As produtoras rurais interessadas em participar da 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro ganharam mais tempo para efetuar a inscrição. A Bayer e a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) ampliaram o prazo para a categoria Produtora Rural até 17 de junho. A iniciativa reconhece mulheres que lideram propriedades rurais e desenvolvem ações voltadas à gestão, à inovação e às boas práticas agrícolas.

    A premiação contempla propriedades de pequeno, médio e grande porte. As candidatas podem realizar a inscrição gratuitamente por meio do site oficial do prêmio. O objetivo é destacar trajetórias que fortalecem o agronegócio e ampliam a participação feminina em posições de liderança no campo.

    Sustentabilidade e gestão estão entre os critérios

    Para concorrer, as participantes precisam demonstrar resultados alinhados aos pilares de sustentabilidade, governança e impacto social. Além disso, devem apresentar iniciativas que contribuam para o desenvolvimento da atividade agropecuária dentro e fora da propriedade.

    Uma banca formada por especialistas de instituições públicas e privadas do setor agropecuário analisará as inscrições. Dessa forma, a avaliação considerará aspectos relacionados à gestão do negócio, à responsabilidade socioambiental e à capacidade de gerar impactos positivos nas comunidades envolvidas.

    Ao longo dos anos, o Prêmio Mulheres do Agro consolidou-se como uma das principais iniciativas de valorização da liderança feminina no setor. Por isso, a premiação reúne histórias de produtoras que investem em inovação, eficiência produtiva e práticas sustentáveis.

    Iniciativa busca ampliar protagonismo feminino

    O reconhecimento também incentiva a troca de experiências entre mulheres que atuam no agronegócio. Além disso, fortalece a presença feminina em espaços estratégicos de decisão dentro das propriedades rurais e das cadeias produtivas.

    Segundo os organizadores, o prêmio procura dar visibilidade a produtoras que desempenham papel relevante na condução dos negócios rurais. Ao mesmo tempo, busca estimular modelos de gestão que conciliem produtividade, responsabilidade social e preservação ambiental.

    Vencedoras serão conhecidas em agosto

    A organização anunciará as vencedoras durante uma cerimônia programada para agosto de 2026, na cidade de São Paulo. O evento fará parte das comemorações pelos 130 anos de atuação da Bayer no Brasil.

    A empresa atua nos segmentos de agricultura, farmacêutico e saúde do consumidor. Atualmente, mantém investimentos em pesquisa, inovação e sustentabilidade. Já a Abag reúne representantes de diferentes elos da cadeia produtiva e trabalha para fortalecer o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

    Com a prorrogação do prazo, as produtoras interessadas poderão reunir a documentação necessária com mais tranquilidade. Assim, a expectativa é ampliar o número de participantes e incentivar ainda mais o protagonismo feminino no campo.

  • Prêmio Mulheres do Agro abre indicações para ciência

    Prêmio Mulheres do Agro abre indicações para ciência

    Estão abertas até 30 de abril as indicações para a categoria “Ciência e Pesquisa” da 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro. O público pode indicar pesquisadoras e cientistas vinculadas a instituições de pesquisa. Os projetos precisam demonstrar inovação no campo, além de impacto em desenvolvimento social, sustentabilidade e gestão. As indicações ocorrem no site oficial e abrangem profissionais de todo o país.

    A premiação reconhece a atuação feminina na produção de conhecimento aplicado ao agronegócio. Além disso, valoriza iniciativas que geram avanços técnicos e sociais. Por isso, o prêmio amplia a visibilidade de pesquisadoras que contribuem para o desenvolvimento do setor.

    Depois da fase inicial, a organização inicia a etapa de confirmação. Nesse momento, as pesquisadoras indicadas precisam validar a participação e seguir as orientações estabelecidas. Em seguida, cada candidata apresenta sua trajetória e detalha os projetos desenvolvidos.

    Na próxima etapa, especialistas analisam os perfis das participantes. A banca considera critérios como relevância, inovação e impacto das iniciativas. Como resultado, as três melhores avaliadas avançam para a fase final. Nessa etapa, o público define a vencedora por meio de votação.

    Premiação será realizada em São Paulo

    A organização anunciará a vencedora no segundo semestre deste ano, em São Paulo. A Bayer promove o evento em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG). As duas instituições criaram o prêmio e mantêm sua realização desde a primeira edição.

    Além disso, a premiação integra as ações comemorativas pelos 130 anos da Bayer no Brasil. Ao longo desse período, a empresa consolidou atuação nos segmentos de agricultura, farmacêutico e saúde do consumidor.

    Iniciativa reforça inovação e diversidade

    O Prêmio Mulheres do Agro possui alcance nacional e destaca projetos que conectam ciência e produção rural. Dessa forma, o reconhecimento incentiva soluções inovadoras e fortalece a presença feminina no setor.

    Ao mesmo tempo, a Bayer desenvolve soluções voltadas à saúde e à segurança alimentar. A empresa atua em mais de 80 países e investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento. Assim, busca ampliar a produtividade, preservar recursos naturais e melhorar o acesso à saúde.

  • Protagonismo feminino impulsiona nova edição de prêmio do agro

    Protagonismo feminino impulsiona nova edição de prêmio do agro

    Produtoras rurais de todo o país já podem se inscrever na 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro. A iniciativa é realizada pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio. As inscrições para a categoria “Produtora Rural” começaram em 1º de abril e seguem até 7 de junho, pelo site oficial. O objetivo é reconhecer mulheres que se destacam no campo. Além disso, o prêmio valoriza práticas sustentáveis, boa governança e impacto social.

    Para participar, as candidatas devem comprovar atuação alinhada a esses pilares. Nesse sentido, as iniciativas passam por avaliação técnica. Uma banca independente realiza a análise, formada por especialistas de instituições públicas e privadas. Além disso, o grupo considera critérios operacionais e também os resultados alcançados nas propriedades.

    Segundo Daniela Barros, diretora de Comunicação da divisão agrícola da Bayer no Brasil, o prêmio mantém o propósito desde a criação. “Mesmo após quase uma década, o Prêmio Mulheres do Agro segue com o propósito claro de reconhecer o protagonismo das mulheres no campo e ampliar a visibilidade de iniciativas que contribuem para um agronegócio mais sustentável, inovador e inclusivo”, afirma.

    Trajetórias que inspiram no campo

    Entre os destaques da edição anterior está Flávia Strenger Garcia Cid. A produtora venceu na categoria “Grande Propriedade” em 2025. Ela está à frente da Fazenda Jaracatiá, em Querência do Norte (PR). Desde 2015, conduz uma operação verticalizada voltada à produção de óleos essenciais, extratos vegetais e bioinsumos.

    Além disso, a gestão inclui industrialização dentro da propriedade. Também envolve mecanização de culturas não convencionais e uso de energia renovável. Ao mesmo tempo, a produtora investe em conservação ambiental e gestão hídrica. Ainda, desenvolve ações com comunidades do entorno. Dessa forma, consolida um modelo alinhado às demandas atuais do agronegócio.

    “O prêmio nos dá voz para inspirar outras produtoras e mostra que o trabalho feminino deixou de ser coadjuvante para ganhar protagonismo no agronegócio brasileiro”, destaca Flávia. “Além disso, o reconhecimento confirma que o esforço e a dedicação à produção agrícola fazem a diferença.”

    Nos últimos anos, a premiação tem registrado crescimento no número de participantes. Com isso, reflete o avanço da presença feminina no setor. De acordo com Gislaine Balbinot, diretora da ABAG, o aumento do engajamento impulsiona melhorias na iniciativa. “Contabilizamos recordes de engajamento a cada edição, o que nos incentiva a aprimorar a iniciativa para que todas as vencedoras tenham suas jornadas ainda mais impactadas depois do Prêmio Mulheres do Agro”, afirma.

    Premiação e agenda especial

    Ao final do processo, dez mulheres serão premiadas. Desse total, nove serão produtoras rurais e uma será da área de ciência e pesquisa. Além disso, as indicações para essa categoria ocorrerão entre 15 e 30 de abril.

    A organização realizará a cerimônia de premiação no segundo semestre, em São Paulo. O evento integra as comemorações pelos 130 anos da Bayer no Brasil. Além disso, deve ampliar a visibilidade das participantes e fortalecer conexões no setor.

    Por fim, a expectativa é consolidar ainda mais o prêmio como referência nacional. Ao mesmo tempo, a iniciativa busca incentivar práticas inovadoras e sustentáveis no campo.

  • Prêmio Mulheres do Agro está com votação popular aberta

    Prêmio Mulheres do Agro está com votação popular aberta

    A 8ª edição do Prêmio Mulheres do Agro abriu a votação popular da categoria Ciência e Pesquisa. Entre 1º e 12 de setembro, o público pode acessar o site oficial, conhecer as finalistas e escolher a pesquisadora que merece reconhecimento por desenvolver projetos inovadores e sustentáveis para o agronegócio.

    O prêmio, realizado em parceria com a Bayer e a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), tem como objetivo destacar o papel das mulheres na ciência aplicada ao setor e incentivar a representatividade feminina em posições de liderança e inovação.

    Como funciona a votação

    As finalistas foram selecionadas por uma banca técnica especializada, que avaliou trajetórias acadêmicas, profissionais e pessoais, considerando pesquisas inovadoras, soluções sustentáveis e tecnologias aplicadas ao campo.

    A etapa final é conduzida pelo voto popular, que garante participação da comunidade no reconhecimento dessas cientistas.

    “A categoria Ciência e Pesquisa valoriza o papel fundamental das mulheres na inovação do agronegócio e fortalece o protagonismo feminino na ciência”, afirma Amanda Bernardi, gerente de Engajamento Científico para a América Latina da Bayer.

    Conheça as finalistas

    Carolina Cardoso Deuner –  é engenheira agrônoma (UFV), mestre em Fitossanidade (UFPel) e doutora em Fitopatologia (UFLA). Professora da Universidade de Passo Fundo (UPF), coordena o Curso de Especialização em Proteção de Plantas e atua como fitopatologista da Protscience Soluções Agronômicas. Sua pesquisa foca no manejo integrado de doenças em grandes culturas, com ênfase no controle químico e biológico, sempre com foco na inovação e sustentabilidade.

    Dalilla Carvalho Rezende –  é engenheira agrônoma formada pela Universidade Federal de Viçosa, com mestrado e doutorado em Fitopatologia pela ESALQ/USP e pós-doutorado na mesma instituição. Professora do Instituto Federal do Sul de Minas, atua na graduação e pós-graduação, com pesquisas voltadas ao manejo sustentável de doenças de plantas, uso de produtos naturais e biológicos, e desenvolvimento de tecnologias aplicadas à cafeicultura e fruticultura.

    Solange Maria Bonaldo –  é professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), referência em fitopatologia e nanotecnologia aplicada à agricultura. Agrônoma formada pela Universidade Estadual de Maringá, mestra em Produção Vegetal e doutora em Fitopatologia, dedica-se ao controle biológico de doenças, diagnóstico de enfermidades e uso de nanosistemas agrícolas para melhorar eficiência produtiva e sustentabilidade nos sistemas agrícolas de Mato Grosso.

    A vencedora será anunciada no Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, em 22 de outubro, com transmissão online. A premiada receberá R$ 20 mil para investir em pesquisas ou novos projetos na instituição a que estiver vinculada.

  • Mulheres do agro inovam e transformam a cadeia do leite

    Mulheres do agro inovam e transformam a cadeia do leite

    Um passo firme no campo, outro na gestão moderna e um olhar atento ao futuro: assim caminha o protagonismo feminino na produção de leite no Brasil. Em um cenário de alta capilaridade – presente em 98% dos municípios do país – o setor lácteo ganha cada vez mais força com a atuação de mulheres que aliam tecnologia, sustentabilidade e impacto social em suas propriedades.

    Três exemplos dessa transformação são Alessandra Barth, Lisiane Rocha Czech e Maria Lúcia Bessa, premiadas no Prêmio Mulheres do Agro, iniciativa da Bayer em parceria com a ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio). Cada uma, em sua realidade, rompeu barreiras e tornou sua fazenda um modelo de equilíbrio entre produtividade e responsabilidade ambiental.

    Gestão, tecnologia e bem-estar animal

    Alessandra Barth, 3º lugar na categoria Pequena Propriedade do Prêmio Mulheres do Agro de 2023 – Foto: Arquivo Pessoal

    Ex-professora, Alessandra Barth assumiu o Sítio São Jorge, em Ipiranga (PR), em 2021. Terceira colocada na categoria pequena propriedade em 2023, ela implantou um modelo de gestão baseada em dados, com software zootécnico e financeiro, inseminação artificial e uso de colares inteligentes para monitoramento do rebanho. A fazenda também adota energia solar e reaproveitamento de dejetos como adubo, resultando em economia de até 90% nas contas de energia.

    Além da eficiência, o bem-estar animal é prioridade. “Uma vaca que não está bem e não está confortável, não produz”, resume Alessandra. O reconhecimento do prêmio, segundo ela, mostrou que o caminho da inovação e da sensibilidade pode – e deve – caminhar junto no campo.

    Lisiane Rocha Czech, 3º lugar na categoria grande propriedade do Prêmio Mulheres do Agro 2024, faz palestra para produtoras do Paraná e da Alemanha – Foto: Arquivo Pessoal

    Na categoria grande propriedade, quem brilhou foi Lisiane Rocha Czech, da Fazendinha Sofia, em Teixeira Soares (PR). Desde 1992 à frente do negócio, ela modernizou a propriedade de 182 hectares, que hoje abriga 402 animais de alto rendimento. A adoção de energia fotovoltaica, plantio direto, logística reversa e manejo sustentável consolidou sua posição como referência.

    Para Lisiane, o prêmio abriu novas possibilidades de troca de experiências. Em março, ela reuniu mais de 200 mulheres em um dia de campo, inclusive produtoras rurais vindas da Alemanha. “A atividade leiteira é intensa, cheia de detalhes. E é isso que me motiva: os desafios constantes”, afirma.

    Modelo de agricultura regenerativa no Centro-Oeste

    Maria Lúcia Bessa – 2º lugar na categoria média propriedade do Prêmio Mulheres do Agro 2024 – Foto: Arquivo Pessoal

    Na categoria média propriedade, a 2ª colocação foi para Maria Lúcia Bessa, da Fazenda São Tomaz, em Rio Verde (GO). Autodidata, ela transformou a fazenda em um laboratório vivo de agricultura regenerativa, com recuperação de nascentes, pastagem rotacionada e uso de energia solar. A propriedade alia produtividade com redução do impacto ambiental. “Equilibrar inovação com respeito ao meio ambiente é o que guia nosso trabalho”, afirma.

    Nestlé fortalece apoio às mulheres do agro

    Para 2025, o Prêmio Mulheres do Agro conta com uma nova apoiadora institucional: a Nestlé Brasil. A empresa já investe no protagonismo feminino com o programa Força da Moça, além de promover práticas sustentáveis no leite por meio do Nature por Ninho. A parceria com a premiação visa ampliar a participação de mulheres no setor e fortalecer pilares ESG (ambiental, social e de governança).

    “Acreditamos que fortalecer o papel da mulher no campo é essencial para o avanço do agronegócio”, afirma Bárbara Sollero, Head de Agricultura Regenerativa da Nestlé. Priscila Araújo, da Bayer, complementa: “Unimos forças por um futuro mais equitativo e sustentável”.

    As inscrições para a edição de 2025 estão abertas até 31 de julho, no site oficial do prêmio.

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  • Conheça as vencedoras do Prêmio Mulheres do Agro 2024

    Conheça as vencedoras do Prêmio Mulheres do Agro 2024

    A Bayer e a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) divulgaram as vencedoras da 7ª edição do Prêmio Mulheres do Agro, reconhecendo a liderança de 10 mulheres no setor por suas práticas de ESG (ambiental, social e governança). Neste ano, o prêmio destacou a pluralidade, registrando um aumento de 26,5% nas inscrições de pequenas propriedades e a participação de produtoras rurais de todas as regiões e faixas etárias do Brasil.

    Gabi Rodrigues, vencedora da categoria Pequena Propriedade, lidera a produção sustentável de palmito pupunha na Palmitolândia (SP). Iniciativas como a reutilização de água, uso de energia solar e embalagens biodegradáveis fazem parte de sua gestão inovadora. Ela ainda realiza ações sociais e projetos educacionais que visam conscientizar a comunidade sobre preservação ambiental.

    Na categoria Média Propriedade, o primeiro lugar ficou com Luiza Oliveira Macedo, que, à frente da Fazenda Tapera do Baú (MG), aposta na cafeicultura regenerativa e investe na capacitação de colaboradores. A propriedade é reconhecida pela produção de cafés fine cup e especiais, com rastreabilidade e qualidade, exportados para o mercado internacional.

    Vanessa Bomm, vencedora da categoria Grande Propriedade, é sócia da Fazenda Mareva (PR) e tem promovido práticas de agricultura regenerativa, como o uso de cultivos de cobertura. Ela também participa do PRO Carbono, focado em reduzir emissões e regenerar o solo. Vanessa se destaca pelo desenvolvimento humano, capacitando colaboradores e apoiando ações sociais.

    Danielle Pereira Baliza, pesquisadora mineira, levou o primeiro lugar na categoria Ciência e Pesquisa, que recebeu mais de 13 mil votos. Com uma carreira marcada por estudos em sistemas agroflorestais com café e a publicação de mais de 40 artigos, ela impactou cerca de 2.500 agricultoras com o projeto “Embaixadoras do Instituto Federal: a força feminina na transformação do agro”.

    Confira todas as ganhadoras:

    Pequena Propriedade:

    1º lugar – Gabi Rodrigues (SP)

    2º lugar – Paula Dias (MG)

    3º lugar – Simone Sillotti (SP)

    Média Propriedade:

    1º lugar – Luiza Macedo (MG)

    2º lugar – Maria Lucia Bessa (GO)

    3º lugar – Caroline Roza (MS)

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    Grande Propriedade:

    1º lugar – Vanessa Bomm (PR)

    2º lugar – Mariana Granelli (SP)

    3º lugar – Lisiane Czech (PR)

    Ciência e Pesquisa:

    1º lugar – Danielle Pereira Baliza (MG)

    2º lugar – Paula Toshimi Matumoto Pintro (PR)

    3º lugar – Renata Helena Branco Arnandes (SP)

    Para saber mais sobre todas as ganhadoras do Prêmio Mulheres do Agro acesse o site oficial do evento aqui.

  • Fazenda África investe em agropecuária e desenvolvimento comunitário

    Fazenda África investe em agropecuária e desenvolvimento comunitário

    Teresina, capital do Piauí, é classificada como terceiro município com melhor qualidade de vida nas regiões norte e nordeste pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Além da indústria, um dos destaques da cidade é sua contribuição com o setor agropecuário. E neste lugar se localiza a Fazenda África, propriedade de Rossana e Eduardo Aboud. Especializada em pecuária de corte, ela abre suas porteiras para iniciativas de empreendedorismo, gestão e capacitação na região.

    Após 12 anos vivendo em países como Angola, Moçambique, África do Sul, Tanzânia e Quênia, a advogada e empreendedora Rossana Aboud decidiu junto com seu marido que era o momento de retornar ao Brasil. “Frente à pandemia nos questionamos se valia a pena passar tanto tempo fora e longe da família. Isso nos levou a refletir sobre esse momento pessoal”, conta Rossana.

    Rossana Aboud, da Fazenda África

    Motivados pelo sonho e pela experiência em gestão corporativa, os executivos contrataram um consultor para ensinar os manejos da pecuária de corte. Em 2021, inauguraram a propriedade de 20 hectares. Passaram também a compartilhar o cotidiano no campo nas redes sociais.

    Reconhecimento e inovação

    Desde então, a empreitada tem conquistado diferentes formas de reconhecimento. Em três anos, a página da Fazenda África já soma 20 mil seguidores no Instagram. Em 2023, Rossana foi uma das produtoras reconhecidas no Prêmio Mulheres do Agro. O prêmio é uma iniciativa idealizada pela Bayer em parceria com a Abag (Associação Brasileira do Agronegócio) — que está com inscrições abertas para novas interessadas até o dia 31 de julho.

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    Focada em incentivar mais mulheres a mostrarem sua jornada no campo, a produtora passou a compartilhar, investindo na transparência dentro da porteira, conteúdo sobre suas práticas que englobam a dedicação ao cuidado animal que resulta na qualidade da carne. Com grande preocupação com a qualidade da alimentação, água, vacina e manejo sanitário, a propriedade busca aperfeiçoar a produção de capim e o modelo de irrigação. “Dentro da Fazenda África entendemos que a sustentabilidade segue um tripé social, econômico e ambiental. Entre nossas ações, captamos a água da chuva para otimizar nosso modelo de irrigação de gotejamento, e conseguimos economizar recursos hídricos com eficiência”, conta.

    Responsabilidade social

    A Fazenda África compartilha nas redes sociais sua rotina de participação em eventos, dicas de infraestrutura, sustentabilidade e silagem além de técnicas de bem-estar animal, como o curral antiestresse. A propriedade também promove cursos de gestão. Além disso, defende um modelo de gestão transparente, oferecendo oportunidades para que seus colaboradores se especializem e tenham oportunidades de crescimento. Essa estratégia é também uma forma de retenção de talentos que gera motivação nos profissionais.

    Logo da Fazenda Africa
    Reprodução – Redes Sociais

    Com pouco mais de um ano de atividade da Fazenda África, Rossana soube da iniciativa Prêmio Mulheres do Agro, que busca dar espaço e valorizar o trabalho das mulheres que fazem a diferença no campo, reconhecendo suas iniciativas na gestão sustentável de suas propriedades, com foco nos pilares de governança, social e ambiental, e se inscreveu. Desde então, a produtora expandiu sua atuação abrindo as porteiras. “Vi que me comunicar e me posicionar proporcionou mais experiência e vivências voltadas a responsabilidade social. Hoje integro projetos como o ‘Movimento Mulheres de Fibra’ e o ‘Instituto Cultivar Progresso’ ”.

    Dentro dessas iniciativas, Rossana soma esforços para a construção de uma clínica escolar para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) que vai beneficiar mais de 300 crianças no sul do estado do Piauí. Esse projeto também auxiliará a comunidade local, com espaço para cursos, aulas de educação ambiental e uma agrofloresta. “Queremos impactar a vida das crianças e de suas famílias, e atrair parceiros para a região, fomentando o empreendedorismo”, acrescenta.

    Liderança e inspiração

    Já no Movimento Mulheres de Fibra, do Instituto Cultivar Progresso, Rossana é uma das líderes do projeto ao lado das produtoras de grãos Lúcia Bortolozzo e Ani Sanders, com objetivo de difundir uma corrente de ideias ligadas a transformação social. Dentro do projeto, a rede cria produtos e serviços no município de Sebastião Leal. A cidade é um dos polos do agronegócio do Piauí, oferecendo oficinas e capacitações voltadas ao desenvolvimento local.

    Com os aprendizados da participação nesses projetos e após ter realizado no progresso à frente da Fazenda África, a produtora voltou a se inscrever no Prêmio Mulheres do Agro em 2023, quando foi reconhecida na categoria de Pequena Propriedade. “O prêmio trouxe muita validação pessoal e profissional. Me sinto mais segura representando o Piauí e defendo a importância de as mulheres reconhecerem suas conquistas”, diz ela.

    A produtora convoca as mulheres do setor que ainda não se inscreveram na premiação a também se inscreverem e conhecerem de perto a iniciativa. “O prêmio é importante para balizar o que estamos fazendo em nossas fazendas, reforçar práticas e se apropriar desse espaço. Mostrem seu belíssimo trabalho nas redes sociais, invistam nessa comunicação. Apliquem para suas iniciativas porque ele é um divisor de águas para o nosso desenvolvimento e para nos sentirmos especiais.”

    As inscrições para produtoras rurais no Prêmio Mulheres do Agro se encerram na próxima quarta-feira, 31 de julho. E podem ser realizadas por meio do site da premiação.

  • Cerrado Mineiro – produção de café e sustentabilidade andam juntos

    Cerrado Mineiro – produção de café e sustentabilidade andam juntos

    O Brasil se destaca como o maior produtor de café do mundo, representando cerca de 38% da produção global do grão na safra 2023/2024, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No Cerrado Mineiro, região famosa pelo café especial brasileiro, três mulheres estão à frente de propriedades que são exemplos de sustentabilidade. Ana Paula Curiacos, Juliana Rezende e Mariana Veloso adotam práticas que preservam biomas, promovem desenvolvimento científico, purificam nascentes, fornecem água às comunidades locais e mantêm plantações autossuficientes durante a seca.

    As três produtoras foram reconhecidas pelo Prêmio Mulheres do Agro, organizado pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). Ana Paula Curiacos conquistou o primeiro lugar na categoria “pequena propriedade” em 2023, Juliana Rezende recebeu o mesmo prêmio em 2022, e Mariana Veloso ficou em terceiro lugar na categoria “grande propriedade” em 2023. Esse reconhecimento destaca a responsabilidade socioambiental e a inovação tecnológica implementadas em suas fazendas.

    Ana Paula Curiacos e a Fazenda Três Meninas

    Ana Paula Curiacos, formada em Zootecnia, lidera a Fazenda Três Meninas em Monte Carmelo desde 2016. Ela transformou a propriedade em um centro de referência para agricultura regenerativa, colaborando com universidades para oferecer cursos de agronomia, engenharia florestal e cafeicultura. “Isso impactou positivamente os indicadores, mantendo alta produtividade e inspirando propriedades vizinhas e de outras regiões a seguirem o exemplo”, explica Ana Paula.

    Formada em Zootecnia, a paulista Ana Paula Curiacos está à frente da gestão da Fazenda Três Meninas

    A propriedade se transformou em um espaço aberto a cursos de agronomia, engenharia florestal e cafeicultura, para que as futuras gerações obtenham uma visão mais ampla e atual das práticas agronômicas. Essa iniciativa expandiu as possibilidades de pesquisa. Também levou a zootecnista a palestrar em congressos e workshops, impactando mais de três mil pessoas nos últimos anos.

    Juliana Rezende e a Fazenda Santa Bárbara

    Juliana Rezende, formada em Farmácia, assumiu a Fazenda Santa Bárbara em 2015. Ela implementou práticas sustentáveis que lhe renderam o primeiro lugar no Prêmio Mulheres do Agro 2022. Juliana destaca que “a adoção de boas práticas agrícolas e o manejo regenerativo elevaram nossa qualidade, mostrando que a natureza e o meio ambiente são essenciais para alcançarmos o padrão dos cafés que entregamos hoje”. Entre seus projetos estão o ‘Amigos do Rio’ para uso inteligente da água e o ‘Love Bee’ para a produção de abelhas nativas.

    Juliana Rezende, formada em Farmácia e produtora rural

    Além disso, tem o projeto ‘Café com Carbono’ para medir e gerenciar o estoque de carbono nos pés de café. Outros projetos incluem ‘Amigos da Floresta’ para identificar animais locais e ‘Jungle Friends’ para estudar a interação dos animais com o café. A fazenda também mantém colmeias de abelhas sem ferrão, que produzem mel monofloral e servem como indicadores de segurança ambiental e alimentar.

    Atualmente, temos 17 colmeias de abelhas sem ferrão, que funcionam como um berçário autossustentável, proporcionando a identificação de cinco espécies nativas, o que tem nos guiado na seleção das árvores mais adequadas para o plantio na região. Isso nos permite entender a interação entre as espécies de plantas e polinizadores, contribuindo para a manutenção prosperidade desse bioma do Cerrado”, ressalta a produtora.

    Mariana Veloso e a Veloso Coffee

    Mariana Veloso, gestora da Veloso Coffee em Carmo do Paranaíba, alia tecnologia e sustentabilidade. Ela reduziu em até 50% o uso de insumos na fazenda e exporta café para países como Suíça, Itália, Alemanha e Estados Unidos. “Desde cedo, acompanho e participo ativamente da atividade cafeeira. Via meu pai trabalhando com a cultura. Quando percebi, já estava completamente envolvida no processo e apaixonada por tudo isso”, conta Mariana. Com monitoramento em tempo real e controle rigoroso da irrigação, ela otimiza o crescimento das plantas e promove uma produção eficiente.

    Mariana Veloso, da Velloso Coffee

    Em meio aos desafios de assumir a gestão do armazém da propriedade, se tornando responsável pela qualidade e criação de micro lotes de café na fazenda, a produtora reflete que “o café é uma verdadeira caixa de surpresas. Podemos colher o mesmo café por duas safras no mesmo local e, ainda assim, os cafés não serão iguais. Esse é o desafio: ter um manejo equilibrado, conciso e eficiente para acompanhar o perfil do café e sempre padronizar nossa qualidade”.

    Reconhecimento pelo Prêmio Mulheres do Agro

    Ana Paula, vencedora na categoria pequena propriedade do Prêmio Mulheres do Agro se tornou um ponto de referência na comunidade. “Embora sejamos pequenos produtores, nosso impacto é significativo. Garantimos água para mais de 7 mil pessoas em Iraí de Minas e transformamos a realidade local, por exemplo. Hoje, compartilhamos conhecimento com produtoras rurais que lideram outras fazendas e interessadas em fazer a diferença”, conta, destacando a importância de seu trabalho para o bem-estar da comunidade produtora de café no Cerrado Mineiro.

    Já para Juliana, o reconhecimento pelo Prêmio Mulheres do Agro fez com que sua percepção sobre seu papel se transformasse. Ao receber a premiação, ela  percebeu que seu legado já estava impactando positivamente muitas pessoas e que ela era, de fato, uma protagonista na história da cafeicultura mineira. “Acredito que, não apenas para mim, mas também para minhas colegas de trabalho e outras produtoras, o prêmio é um reconhecimento de que os frutos de nossa dedicação estão sendo vistos”, conta.

    E por fim, a união de tecnologia e sustentabilidade para um manejo regenerativo em sua fazenda foi um dos motivos que fez com que Mariana fosse reconhecida pelo Prêmio Mulheres do Agro. Com essa combinação de tecnologias, ela economiza recursos hídricos e otimiza o crescimento das plantas, promovendo uma produção mais eficiente. “Receber o prêmio e todo o suporte levaram meu trabalho para frente. Espero que mais mulheres possam se destacar no cenário da cafeicultura.”

    As iniciativas sustentáveis lideradas por Ana Paula Curiacos, Juliana Rezende e Mariana Veloso no Cerrado Mineiro não apenas melhoram a qualidade dos grãos de café, mas também causam um impacto positivo significativo nas comunidades locais e no meio ambiente. O reconhecimento pelo Prêmio Mulheres do Agro ressalta a importância dessas ações para a indústria de café e inspira outras produtoras a seguirem seus exemplos.

    Inscrições vão até o final de julho

    As inscrições para a sétima edição do Prêmio Mulheres do Agro estão abertas até 31 de julho. Para se inscrever ou indicar uma produtora rural, basta acessar o site da premiação.