Tag: Porto de Santos

  • Exportações de café do Brasil caem 17,5% em agosto

    Exportações de café do Brasil caem 17,5% em agosto

    As exportações brasileiras de café registraram queda significativa em agosto de 2025, com o país enviando ao exterior 3,144 milhões de sacas de 60 kg, representando uma redução de 17,5% em comparação ao mesmo período de 2024. Os dados foram divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) em seu relatório estatístico mensal.

    Apesar da diminuição no volume exportado, a receita cambial apresentou crescimento expressivo de 12,7%, atingindo US$ 1,101 bilhão. O resultado reflete o cenário atual do mercado internacional de café, marcado por alta volatilidade nos preços.

    Tarifas americanas alteram ranking de importadores

    O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, explica que a queda nas exportações já era esperada devido à menor disponibilidade do produto após os embarques recordes de 2024 e a uma safra que ficou abaixo do potencial máximo produtivo.

    “O tarifaço de 50% imposto pelo governo de Donald Trump sobre os cafés brasileiros exportados para os Estados Unidos potencializou essa redução”, destaca Ferreira.

    Como consequência dessas medidas, os Estados Unidos perderam a posição de maior comprador mensal do café brasileiro, sendo superados pela Alemanha. Em agosto, os americanos importaram 301 mil sacas – uma queda de 46% em relação ao mesmo mês de 2024 e de 26% comparado a julho de 2025. Enquanto isso, a Alemanha importou 414 mil sacas no período.

    Impacto nas cotações internacionais

    As tarifas americanas também provocaram forte volatilidade no mercado internacional de café. Segundo Ferreira, entre 7 de agosto, quando a taxação entrou em vigor, e o final do mês, o café arábica subiu 29,7% na bolsa de Nova York, saltando de US$ 2,978 para US$ 3,861 por libra-peso.

    Foto: Agência Agro em Campo

    “Os fundamentos já são favoráveis para a alta há algumas safras, com oferta e demanda muito ajustadas, mas o tarifaço desordenou o mercado e deu abertura para movimentos especulativos”, analisa o presidente do Cecafé.

    Perspectivas para o mercado americano

    Ferreira projeta que, caso as tarifas persistam, as exportações brasileiras para os EUA continuarão inviáveis, criando um cenário inflacionário no país norte-americano. “Não há oferta de outros países para suprir a ausência brasileira no mercado dos Estados Unidos”, alerta.

    Desempenho acumulado de 2025

    No acumulado entre janeiro e agosto de 2025, o Brasil exportou 25,323 milhões de sacas, registrando queda de 20,9% em relação aos mesmos oito meses de 2024. Contudo, a receita cambial bateu recorde para o período, alcançando US$ 9,668 bilhões.

    Principais destinos mantêm posições no ano

    Apesar das mudanças mensais, no acumulado de 2025, os Estados Unidos permanecem como principal importador do café brasileiro, com 4,028 milhões de sacas (15,9% do total). O ranking dos cinco maiores compradores inclui:

    • Estados Unidos: 4,028 milhões de sacas (-20,8%)
    • Alemanha: 3,071 milhões de sacas (-32,9%)
    • Itália: 1,981 milhão de sacas (-23,6%)
    • Japão: 1,671 milhão de sacas (+15,6%)
    • Bélgica: 1,517 milhão de sacas (-48,3%)

    Arábica lidera exportações por tipo

    O café arábica continua sendo a espécie mais exportada, representando 79,8% do total com 20,209 milhões de sacas nos primeiros oito meses do ano. Na sequência aparecem:

    • Canéfora (conilon + robusta): 2,570 milhões de sacas (10,1%)
    • Café solúvel: 2,508 milhões de sacas (9,9%)
    • Café torrado e moído: 36.700 sacas (0,1%)

    Crescimento dos cafés diferenciados

    As exportações de cafés com certificados de sustentabilidade ou qualidade superior totalizaram 5,1 milhões de sacas (20,1% do total), gerando receita de US$ 2,178 bilhões – 54,2% superior ao mesmo período de 2024, com preço médio de US$ 427,05 por saca.

    Foto: Agência Agro em Campo

    O Porto de Santos permanece como principal porta de saída do café brasileiro, responsável por 80,2% dos embarques (20,310 milhões de sacas). O complexo portuário do Rio de Janeiro responde por 15,8% (4,010 milhões de sacas), seguido pelo Porto de Paranaguá com 1% (245.100 sacas).

    O relatório completo das exportações está disponível no site oficial do Cecafé.

  • Brasil perde R$ 1,1 bilhão com café parado nos portos por gargalos logísticos

    Brasil perde R$ 1,1 bilhão com café parado nos portos por gargalos logísticos

    A infraestrutura portuária brasileira novamente demonstrou suas limitações em julho de 2025, quando o país deixou de exportar 508.732 sacas de café. Isso é equivalente a 1.542 contêineres, resultando em uma perda de receita cambial de R$ 1,084 bilhão. Os dados foram divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) após levantamento realizado junto aos associados.

    O montante perdido em julho representa apenas a ponta do iceberg de um problema estrutural que afeta o agronegócio brasileiro. Considerando o preço médio Free on Board (FOB) de US$ 385,36 por saca de café verde e a cotação média do dólar de R$ 5,5279 no período, a perda equivale a US$ 196,05 milhões em receitas de exportação.

    “Esse não ingresso de receitas com a exportação de café gera elevados prejuízos aos exportadores e representa o menor repasse das transações comerciais aos produtores brasileiros”, explica Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé. O executivo destaca que o Brasil transfere mais de 90% do preço FOB dos embarques diretamente aos cafeicultores, tornando os atrasos ainda mais prejudiciais para toda a cadeia produtiva.

    Custos operacionais disparam com atrasos

    Além da perda de receitas, os exportadores enfrentaram custos adicionais de R$ 4,14 milhões apenas em julho, decorrentes de armazenagem adicional, detentions, pré-stacking e antecipação de gates. Desde junho de 2024, quando o Cecafé iniciou o monitoramento sistemático, os prejuízos acumulados já ultrapassam R$ 83 milhões.

    A situação tende a se agravar no segundo semestre de 2025, período de safra de diversos produtos que dependem de contêineres para exportação. “No semestre passado, o período de entressafra de várias commodities ajudou a reduzir a pressão nos terminais, porém, como não houve melhorias, os desafios se intensificarão”, projeta Heron.

    Santos lidera índices de atrasos

    O Porto de Santos, responsável por 80,4% dos embarques de café entre janeiro e julho de 2025, registrou o maior índice de problemas: 65% dos navios sofreram atrasos ou alteração de escalas. Dos 182 porta-contêineres que operaram no terminal santista, 118 enfrentaram dificuldades, com o maior tempo de espera chegando a 35 dias.

    No Rio de Janeiro, segundo maior exportador de café do país com 15,5% de participação, o índice de atrasos foi de 37%, afetando 26 das 70 embarcações destinadas ao produto. O maior intervalo entre deadlines chegou a 40 dias.

    Boletim Detention Zero monitora desempenho

    O Boletim Detention Zero (DTZ), desenvolvido pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé, revelou que 51% de todos os navios registraram problemas em julho – 167 de um total de 327 embarcações nos principais portos brasileiros.

    O relatório também apontou deficiências nos prazos de gate aberto. Em Santos, apenas 4% dos procedimentos tiveram prazo superior a quatro dias, enquanto 59% operaram entre três e quatro dias e 38% com menos de dois dias. No Rio de Janeiro, 38% superaram quatro dias, 41% ficaram entre três e quatro dias, e 21% abaixo de dois dias.

    Iniciativas para solução do problema

    O Cecafé tem intensificado o diálogo com diferentes atores do comércio exterior para buscar soluções emergenciais. Em agosto, a entidade se reuniu com Bruno Pinheiro, gerente do Observatório do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), para discutir o aprimoramento de indicadores logísticos específicos para monitoramento das exportações de café.

    “Faremos um refinamento nas informações de nosso Boletim Detention Zero, com base em dados da ANTAQ e outras fontes públicas. O objetivo é estruturar um indicador que será disponibilizado pelo observatório do IBI para avaliar entraves nas exportações e buscar políticas públicas eficazes”, detalha Heron.

    Tecon Santos 10: esperança de alívio

    Uma perspectiva positiva surge com os avanços nas discussões sobre o leilão do Tecon Santos 10. Em painel promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) manifestou-se contra restrições na participação de interessados, indicando que existem alternativas mais adequadas para evitar concentração de mercado.

    Durante audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDE) da Câmara Federal, liderada pelo deputado Julio Lopes, ficou evidenciada a importância de acelerar o leilão sem restrições de participação, para que ocorra ainda em 2025.

    Medidas urgentes necessárias

    Para o diretor técnico do Cecafé, o setor exportador brasileiro necessita urgentemente de medidas que incluam agilização dos leilões de terminais, ampliação da capacidade de pátio e berços nos portos, melhoria dos acessos portuários e diversificação dos modais de transporte com investimentos em ferrovias e hidrovias.

    “É fundamental que os portos evoluam na mesma proporção do crescimento das cargas, considerando o constante avanço do agronegócio nacional”, conclui Heron, alertando que sem ações imediatas, os prejuízos bilionários continuarão impactando negativamente toda a cadeia produtiva do café brasileiro.

  • Com R$ 15 bilhões em investimentos, Porto de Santos deve dobrar movimento de cargas em 10 anos

    Com R$ 15 bilhões em investimentos, Porto de Santos deve dobrar movimento de cargas em 10 anos

    Os investimentos em infraestrutura no Porto de Santos foram assuntos no Agro em Campo nesta semana. Em entrevista, o diretor de operações da autoridade portuária de Santos, Beto Mendes, comentou sobre as estratégias para ampliar a capacidade de exportação do local, tendo em vista o crescimento das negociações internacionais que envolvem inclusive o mercado agrícola. 

    Responsável por movimentar quase um terço de toda a corrente comercial do Brasil, o Porto de Santos é hoje o maior e mais importante complexo portuário da América Latina. Diante disso, sua relevância para o agronegócio brasileiro é cada vez maior. 

    Só em 2024, o porto foi responsável por exportar 34,3 milhões de sacas de café, o equivalente a quase 70% de todo o volume embarcado pelo Brasil, se consolidando como um dos principais canais logísticos para o setor.

    “O porto de Santos é realmente a maior e a melhor porta de entrada do Brasil para os produtos transnacionais. Devido a sua interlândia, região onde produz os produtos. Produtos agrícolas representam 72% de tudo que se movimenta lá no Porto de Santos. […] Está inserido no maior centro consumidor do Brasil e isso dá condição para que tenha um crescimento muito forte e frequente”. 

    Crescimento acelerado e visão de longo prazo

    Segundo Mendes, a movimentação do Porto de Santos tem crescido acima da média nacional, com taxa anual de cerca de 6%. Em 2024, atingiu seu maior recorde histórico: 179,88 milhões de toneladas, com projeção de ultrapassar 300 milhões de toneladas em 10 anos. Esse ritmo de crescimento exige infraestrutura robusta e capacidade operacional compatível com a demanda.

    No total, R$ 12,5 bilhões estão sendo investidos no Porto de Santos apenas em recursos públicos federais, que já estão destinados. Além disso, atualmente o porto conta com mais R$ 3,75 bilhões em caixa. 

    Entre os projetos prioritários que recebem investimentos estão o novo túnel Santos-Guarujá, orçado em R$ 6,8 bilhões, a pavimentação de vias perimetrais e o novo terminal de combustíveis STS8. O Tecon Santos 10 também é um dos destaques, pois aumentará a capacidade de contêineres em 3,5 milhões de TEUs, além da implantação do VTMIS, um sistema de controle de tráfego aquaviário que promete mais segurança e agilidade nas operações portuárias.

    Além dos investimentos que estão relacionados aos recursos públicos, os terminais também recebem aplicações do mercado privado. “As empresas privadas também estão investindo forte em Santos. Nós temos 62 terminais privados, todos eles, na sua grande maioria, recebendo investimentos”, disse Mendes. 

    Modelo de gestão, investimentos e expansão territorial

    Na entrevista ao Agro em Campo, Beto Mendes defendeu que os investimentos na infraestrutura portuária sejam perenes, justamente para acompanhar o crescimento das demandas e sustentar um planejamento de longo prazo. 

    “Ocorre que no passado recente, no governo anterior, houve um investimento realmente de R$ 70 milhões. Parece ser um volume razoável, mas para um porto do porte de Santos, que vai chegar em 10 anos a 300 milhões de toneladas movimentadas, é um dinheiro irrisório, insignificante. Não dá para recuperar, muitas vezes, o asfalto de uma perimetral”. 

    Com 62 terminais privados em operação, o Porto de Santos já funciona sob regime de concessão privada, conforme ele esclareceu. O debate mais recente girou em torno da desestatização da própria Autoridade Portuária, hoje uma empresa pública federal que faz as normas e fiscaliza. 

    Para Mendes, manter a Autoridade Portuária de Santos sob gestão pública é essencial para garantir isonomia entre os diferentes segmentos logísticos que operam no porto, atuando como se fosse a “síndica do porto”. 

    “O modelo de gestão de Santos é muito parecido, principalmente, com todos os portos da Europa. São portos multipropósitos que movimentam vários tipos de carga. Se existe uma concorrência interna entre os terminais de granéis líquidos, de granéis sólidos, terminais de fertilizantes, e assim por diante… a autoridade nesse caso é mais inteligente seja pública porque ela não é tendenciosa para um segmento ou para o outro”. 

    Outro projeto estratégico, de acordo com ele, é a ampliação da poligonal do porto, que passará de 7,8 milhões para quase 21 milhões de metros quadrados, envolvendo áreas em Santos, Guarujá e Cubatão. Com o investimento, o espaço também será ampliado para São Vicente. A proposta visa acomodar novos terminais e dar conta da crescente movimentação de cargas.

    “É o primeiro passo. Isso é planejamento. Isso é olhar para o futuro e pensar que daqui 10 anos nós vamos ter que movimentar 300 milhões de toneladas em Santos ou mais. Nós vamos trabalhar para que o Brasil ainda cresça mais acelerado e, se crescer ainda mais rápido, obviamente a média do crescimento de Santos ainda pode ser ampliada”.

    Efeitos da taxação do café brasileiro pelos EUA

    A entrevista também abordou os impactos da tarifa imposta pelo governo Trump sobre as exportações. Mendes revelou um aumento pontual na movimentação de cargas no porto nas últimas semanas por conta da medida que começa a valer no dia 01 de agosto, com exportadores tentando antecipar embarques antes da aplicação da nova tarifa.

    “O perfil do presidente Trump é de um grande fanfarrão. Ele fez isso também com a China e depois voltou atrás. Nós estamos trabalhando acreditando que as nossas lideranças, que as autoridades brasileiras que têm o poder dessa regulação e negociação internacional, estão buscando novas alternativas”. 

    Para Beto Mendes, faltou assessoria ao presidente dos Estados Unidos antes da tomada de decisão. O diretor de operações portuárias acredita que os norte-americanos vão, na verdade, perder e não ganhar. “Primeiro que o americano produz somente 1% do café que consome. Quase 40% do café que consome, ele compra do Brasil, a grande maioria movimentada em Santos”. 

    Segundo ele, grandes compradores norte-americanos já pressionam o governo dos EUA para que haja um recuo na decisão. Por outro lado, o Brasil já está preparado para buscar novas rotas e parceiros comerciais.

    Futuro: Brasil com pressa

    Por fim, Beto Mendes reforçou o compromisso da APS com o futuro do país, inclusive do agronegócio brasileiro. Conforme ele explicou, o porto recebe em média 11 mil caminhões por dia, chegando a picos de até 18 mil em épocas de safra, e cerca de 6 mil navios por ano. A implantação de um novo sistema integrado de agendamento de cargas visa dar mais previsibilidade, reduzir gargalos e aumentar a eficiência logística.

    “Estamos contratando o VTMIS, que é um sistema de controle aquaviário focado no cuidado com a segurança da navegação. […] Queremos ainda esse ano iniciar a implantação, que será de radares, onde vai coordenar toda a entrada e saída de navios do porto de Santos. Vamos poder compartilhar tanto com a Polícia Federal quanto com a Receita Federal, e com a nossa diretoria de operações, para que a gente possa continuar tendo as melhores condições de Santos continuar crescendo e atendendo toda a movimentação de carga”. 

     

  • Ageo Terminais capta recursos para expansão no Porto de Santos

    Ageo Terminais capta recursos para expansão no Porto de Santos

    A Ageo Terminais finalizou uma captação de R$ 154 milhões por meio de debêntures de infraestrutura. Os recursos vão impulsionar a expansão do terminal da companhia no Porto de Santos, com a adição de 12 tanques para armazenamento de granéis líquidos, ampliando a capacidade em 58 mil m³.

    As obras, iniciadas em maio de 2024, devem ser concluídas até o início de 2026. A emissão tem prazo de 12 anos e consolida a posição da Ageo como uma das principais operadoras de infraestrutura portuária do Brasil.

    O projeto incorpora sistemas avançados de controle ambiental, incluindo gestão de resíduos, redução de emissões e uso de energia limpa. João Bergomas, diretor de Meio Ambiente da Ageo, destacou que as novas instalações seguirão os mais altos padrões internacionais de sustentabilidade.

    “Esta expansão reforça nosso compromisso com operações seguras e ambientalmente responsáveis, alinhadas às melhores práticas globais”, afirmou Bergomas.

    A operação contou com o Banco Itaú como coordenador líder e apoio jurídico dos escritórios Mattos Filho Advogados (com atuação do sócio Frederico Kerr Bullamah) e Lefosse Advogados. As debêntures têm classificação quirografária e remuneração vinculada ao IPCA + 7,6% ao ano, conforme registro no sistema da CVM.

    Com esta captação, a Ageo Terminais consolida sua liderança no Porto de Santos, onde opera desde 2004. A empresa já possui 272 tanques e capacidade para armazenar 520 mil m³ de granéis líquidos.

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  • Conheça o Porto do café brasileiro

    Conheça o Porto do café brasileiro

    Maior corredor de exportação de café do Brasil, o Porto de Santos respondeu, em 2024, por 71% do valor das exportações nacionais do grão em dólares Free on Board (US$ / FOB). No mesmo período, mais de 1,8 milhão de toneladas foram movimentadas pelo complexo santista, representando um crescimento de 20% em relação a 2023.

    A expectativa é que o volume continue aumentando até 2030, com crescimento médio anual (CAGR) de 2,5%. Os dados, extraídos do sistema Comex, reforçam o papel do Porto como vetor essencial da cadeia logística e motor da liderança global do país na produção e na exportação do produto.

    “A relação entre Santos e o café é histórica. No final do século XIX, foi o cultivo e o comércio do grão que impulsionaram o desenvolvimento da cidade e tornaram o porto uma referência nacional. Esse vínculo permanece até hoje, fortalecendo a identidade econômica e cultural da região”, destaca o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini.

    Como reconhecimento da importância do café para o setor, a APS – responsável por administrar a infraestrutura pública do complexo santista – será uma das patrocinadoras do 10º Coffee Dinner & Summit. Organizado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o evento será realizado entre os dias 2 e 4 de julho de 2025, em Campinas (SP), reunindo autoridades, especialistas e empresários do setor.

    Evento carbono zero

    Honrando seu pilar de atuação voltado a responsabilidade socioambiental, sustentabilidade e segurança alimentar, o Cecafé obteve o Selo Verde da startup de reflorestamento Ecooar Biodiversidade para neutralizar a emissão de gases de efeito estufa (GEE) com a realização do 10º Coffee Dinner & Summit.
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    Através do cálculo das emissões de carbono geradas nos três dias do evento, a entidade compensou mais de 9,8 toneladas de CO2 e equivalentes através do plantio de 69 árvores nativas, contribuindo para o reflorestamento e a regeneração da biodiversidade em Áreas de Preservação Permanente (APP) na Fazenda do Lobo, produtora de café especial em Três Corações (MG).
    Coffee Dinner & Summit

    Realizado pelo Cecafé, o evento se destaca como um dos principais fóruns globais do setor cafeeiro, reunindo, a cada dois anos, mais de mil pessoas e líderes de todos os segmentos da cafeicultura brasileira e mundial, além de autoridades governamentais. O objetivo é promover a prospecção de negócios, criar oportunidades comerciais, compartilhar experiências e fazer networking, aproximando players do agronegócio e apaixonados pelo café em um ambiente espaçoso e aconchegante.

    Sob o tema “O futuro do fluxo do comércio: protagonismo e liderança dos cafés do Brasil”, a 10ª edição do Coffee Dinner & Summit tem por objetivo promover o debate e a reflexão sobre os desafios econômicos, climáticos, socioambientais, regulatórios e logísticos, que trazem desafios e oportunidades às nações cafeeiras, principalmente ao maior produtor mundial de café, o Brasil, no que tange a iniciativas sustentáveis estruturadas sob critérios ESG e o abastecimento global, na expectativa de analisar o futuro do fluxo do comércio. Os interessados podem obter mais informações e realizar suas inscrições no site https://coffeedinner.com.br/.

    Sobre a Autoridade Portuária de Santos

    A Autoridade Portuária de Santos é uma empresa pública vinculada ao Ministério dos Portos e Aeroportos. É responsável pelo planejamento logístico e pela administração da infraestrutura do Porto Organizado de Santos, o maior da América Latina, por onde passam aproximadamente 30% das trocas comerciais brasileiras. O complexo portuário está localizado a 70 quilômetros da Grande São Paulo e possui 53 terminais, sendo 41 arrendamentos, 8 retroportuários e 6 terminais de uso privado (TUPs), situados em duas margens, uma em Santos (direita) e outra em Guarujá (esquerda).

    Para saber mais:

    www.portodesantos.com.br
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    www.facebook.com/portodesantosbr
    www.instagram.com/portodesantosbr
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    Mais informações à imprensa:

    Autoridade Portuária de Santos
    (13) 3202.6410
    [email protected]

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  • Exportadores de frutas espanhóis visitam Porto de Santos

    Exportadores de frutas espanhóis visitam Porto de Santos

    Uma comitiva de 15 dos maiores exportadores de frutas da região da Extremadura, na Espanha, encerrou nesta semana uma visita técnica ao Terminal Transbrasa, localizado no Porto de Santos, para avaliar a infraestrutura logística que assegura a qualidade das importações de frutas frescas no Brasil. O grupo, representado pela Associação dos Fruticultores da Extremadura (Afruex), elogiou os sistemas de refrigeração e armazenagem do terminal, fundamentais para manter produtos como pêssegos, frutas vermelhas e cítricos em condições ideais durante todo o processo de desembarque, inspeção e distribuição.

    Miguel Angel Bernet, presidente da Afruex, destacou a importância da estrutura da Transbrasa para a cadeia de exportação. “A logística pós-entrada no país importador é crítica. Aqui, vimos que as frutas são mantidas em condições impecáveis, mesmo durante as inspeções do Ministério da Agricultura. O que garante que cheguem aos mercados com a mesma qualidade que saíram da Espanha”, afirmou. A visita incluiu uma análise detalhada dos contêineres reefer (refrigerados), que operam com controle preciso de temperatura, variando entre -25°C e +25°C, além de processos alfandegários ágeis e integrados com órgãos regulatórios.

    Papel estratégico do terminal

    Bayard Umbuzeiro Neto, CEO da Transbrasa, reforçou o papel estratégico do terminal como ponte entre Europa e Brasil. “Mostramos toda a jornada logística, desde a chegada dos navios até a entrega aos distribuidores. Essa transparência fortalece a confiança dos exportadores europeus no Brasil”, explicou. Segundo ele, 90% das frutas espanholas importadas pelo país passam pelo Porto de Santos, responsável por 28% do comércio exterior brasileiro.

    A agenda dos exportadores coincidiu com a Fruit Attraction São Paulo. A feira internacional, realizada entre 25 e 27 de março no São Paulo Expo & Convention Center, reuniu 300 expositores e 12 mil visitantes. “Ser referência nesse evento consolida nossa posição como líderes em bioeconomia”, acrescentou Bayard.

    Com capacidade para operar 8 mil contêineres reefer por ano, a Transbrasa destacou-se ainda pelos protocolos de rastreamento digital, que monitoram as cargas desde o porto até os centros de distribuição. “Não basta ter tecnologia; é preciso eficiência na liberação sanitária. Parcerias com o governo agilizam esse processo, reduzindo riscos de perdas”, completou o executivo.

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  • Logística: produtores de café enfrentam falta de estrutura portuária

    Logística: produtores de café enfrentam falta de estrutura portuária

    A origem dos problemas está na infraestrutura portuária brasileira, que não acompanhou o crescimento exponencial do agronegócio, especialmente no transporte de cargas conteinerizadas. Alterações de escalas, atrasos constantes e falta de capacidade adequada são alguns dos principais entraves identificados. Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé, destacou a necessidade de ações estruturais urgentes para modernizar os portos e garantir competitividade ao setor.

    “O sistema portuário brasileiro está saturado. Precisamos de investimentos em pátios, berços de atracação e aprofundamento de calados para atender navios de maior porte, além de integração com rodovias, ferrovias e hidrovias para diversificar os modais logísticos”, afirmou Heron.

    Porto de Santos: principal terminal enfrenta altos índices de atrasos

    O Porto de Santos, responsável por 67,4% das exportações de café do Brasil, foi destaque negativo no levantamento. Em outubro, 74% das operações no terminal enfrentaram atrasos ou alterações de escalas, com tempos de espera chegando a 58 dias. Apenas 10% das operações tiveram mais de quatro dias de gate aberto, enquanto 44% tiveram menos de dois dias.

    Segundo o Boletim Detention Zero (DTZ), elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé, 69% dos navios, ou 218 de um total de 317 porta-contêineres, tiveram atrasos ou alteração de escalas para exportar café, nos principais portos do Brasil, em outubro deste ano

    O complexo portuário do Rio de Janeiro, segundo maior exportador do café nacional com 28,1% de participação, também apresentou problemas. Em outubro, 70% dos navios sofreram atrasos, com intervalos de até 35 dias entre o primeiro e o último deadline. Essa situação agrava ainda mais a dificuldade de escoar a produção, especialmente em um ano de safra abundante.

    Soluções temporárias e esforços do setor

    Exportadores recorrem a soluções alternativas para mitigar os impactos logísticos, como o transporte de café a granel por meio de embarcações break bulk, sem a utilização de contêineres. Até outubro, realizaram cinco operações nesse formato, buscando alternativas viáveis diante das dificuldades enfrentadas.Contudo, Heron ressalta que essas soluções não substituem a necessidade de um plano estruturado para modernizar a logística portuária brasileira.

    “O recorde de exportações é resultado do esforço das equipes de logística e da adaptação das empresas, mas isso não pode mascarar os problemas estruturais que enfrentamos”, disse o diretor técnico.

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    A Cecafé tem liderado esforços para sensibilizar autoridades públicas e o setor privado sobre a importância de investimentos na infraestrutura portuária. A equipe busca reunir dados concretos para demonstrar o impacto econômico da ineficiência logística e pressionar pela adoção de ações efetivas. Heron enfatizou a urgência de acelerar projetos de modernização, destacando a importância de priorizar eficiência, redução de custos e ampliação da capacidade operacional.

    Além dos portos, o setor aponta a necessidade de melhorias em toda a cadeia logística, incluindo rodovias e ferrovias. Essas ações são vistas como fundamentais para atender à crescente demanda internacional e manter o Brasil na liderança global do comércio de café.

    O desafio da competitividade no mercado internacional

    Apesar das dificuldades, o Brasil continua a se consolidar como um dos maiores exportadores de café do mundo. O recorde em outubro demonstra a resiliência do setor e o potencial do país para ampliar sua participação no mercado global. No entanto, especialistas alertam que a manutenção dessa posição exige infraestrutura compatível com a demanda e políticas públicas que favoreçam a competitividade.

    Em 2025, o setor planeja adotar medidas paliativas, como ampliar o uso de modais alternativos, enquanto busca avanços estruturais de longo prazo. Essas melhorias são essenciais para garantir a sustentabilidade e o crescimento do segmento, evitando prejuízos que afetem exportadores e impactem negativamente a economia brasileira como um todo.

  • Crise? Porto de Santos bate recorde de movimentação

    Crise? Porto de Santos bate recorde de movimentação

    O Porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina, alcançou um recorde histórico na movimentação de cargas em maio de 2024, superando os números do mesmo mês no ano passado. De acordo com dados divulgados pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o volume total de cargas movimentadas atingiu 15 milhões de toneladas. Isso representa um aumento de 5% em relação a maio de 2023.

    Análise do Crescimento

    Este crescimento significativo reflete a recuperação econômica e o aumento das exportações de produtos agrícolas e minerais. Os embarques de soja, milho e açúcar registraram aumentos expressivos, impulsionados pela alta demanda internacional. Além disso, o aumento na importação de fertilizantes e insumos industriais também contribuiu para o recorde alcançado.

    A movimentação de contêineres registrou um crescimento notável, com um aumento de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Entretanto, este incremento é atribuído à eficiência operacional e às melhorias na infraestrutura do porto. Isso inclui a modernização de terminais e a ampliação da dragagem, permitindo o acesso de navios de maior porte.

    O recorde de movimentação de cargas no Porto de Santos tem um impacto direto na economia regional e nacional. O aumento das operações portuárias gera mais empregos diretos e indiretos, fomenta o comércio exterior e reforça a posição do Brasil como um importante player no mercado global de commodities.

    Perspectivas Futuras

    As expectativas para os próximos meses permanecem otimistas, com previsões de novos recordes devido à safra abundante de grãos e à contínua demanda por produtos brasileiros no exterior. Enquanto isso, as autoridades portuárias continuam a investir em infraestrutura e tecnologia. Isso para manter a eficiência e a competitividade do Porto de Santos no cenário internacional.