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  • RAM 3500 de Ana Castela é ilegal? Especialistas apontam irregularidades

    RAM 3500 de Ana Castela é ilegal? Especialistas apontam irregularidades

    A cantora Ana Castela chamou atenção nas redes sociais ao apresentar a customização realizada em sua RAM 3500. O veículo passou por modificações em uma oficina especializada de Luziânia (GO) e recebeu alterações na suspensão, rodas, pneus, sistema de iluminação e elementos estéticos.

    No entanto, algumas das mudanças exibidas podem exigir regularização junto aos órgãos de trânsito para que a picape possa circular legalmente.

    Segundo o advogado Jefferson Leão Pires, a realização de modificações em veículos dentro de propriedades particulares não configura, em princípio, infração legal.

    “O problema jurídico surge quando o veículo é colocado em circulação sem atender às exigências legais de segurança, documentação e regularização”, explica.

    https://www.instagram.com/p/DZInPVAifuo/?igsh=MW9nN3EwMnBkZmNmZg==

    De acordo com o especialista, o artigo 98 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina que o proprietário não pode alterar as características originais de fábrica do veículo sem autorização prévia da autoridade competente.

    Além disso, existe uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que estabelece quais modificações são permitidas e quais exigem autorização específica antes da execução.

    Alterações precisam ser regularizadas

    Conforme explica Pires, a legalização de alterações veiculares exige uma série de procedimentos. Entre eles estão a autorização prévia, inspeção de segurança veicular, emissão do Certificado de Segurança Veicular (CSV), apresentação de nota fiscal das modificações e atualização dos registros no cadastro do veículo e no CRLV-e.

    “Portanto, a suspensão modificada, por exemplo, pode ser legalizada, mas não basta instalar o kit e circular. A alteração precisa passar pelo procedimento administrativo e técnico exigido”, afirma.

    Além disso, o próprio Contran estabelece limites técnicos para veículos com suspensão alterada. A altura livre do solo, por exemplo, deve constar no campo de observações do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV-e).

    Rodas e pneus podem gerar irregularidades

    A advogada Daniela Poli Vlavianos avalia que algumas das modificações podem caracterizar infrações de trânsito e irregularidades administrativas, dependendo da forma de instalação e da regularização adotada.

    A legislação brasileira determina que os pneus permaneçam cobertos pelos para-lamas para evitar o lançamento de pedras, lama, água e outros detritos contra veículos, motociclistas e pedestres.

    “Quando os pneus excedem a largura da carroceria sem a devida proteção, a alteração pode ser considerada irregular e incompatível com os requisitos de segurança veicular”, explica Daniela.

    RAM 3500 da cantora Ana Castela com rodas e pneus customizados — Foto: Reprodução/Instagram

    Iluminação também está sujeita a restrições

    Outro ponto que pode gerar questionamentos envolve as luzes coloridas instaladas na grade dianteira e na parte inferior da picape.

    No Brasil, o Contran define os equipamentos obrigatórios e as cores permitidas para os sistemas de iluminação automotiva. Essa padronização facilita a interpretação dos sinais pelos demais condutores, pedestres e agentes de fiscalização.

    Picape com luzes na grade e sob o veículo — Foto: Reprodução/Instagram

    Multas e retenção do veículo

    As irregularidades relacionadas à alteração não autorizada das características do veículo geralmente são classificadas como infrações graves.

    Dessa forma, o proprietário pode receber multa, pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e ainda ter o veículo retido até sua regularização.

    Em situações mais severas, especialmente quando a modificação compromete a segurança viária, o veículo pode ser removido até que todas as pendências sejam resolvidas.

    Atualmente, as infrações graves previstas no CTB geram multa de R$ 195,23 e acréscimo de cinco pontos na CNH.

  • Xodó de R$ 1 mi que traiu Gusttavo Lima no pior momento

    Xodó de R$ 1 mi que traiu Gusttavo Lima no pior momento

    Você já imaginou investir uma fortuna num carro clássico e ele te deixar na mão bem na hora errada? Gusttavo Lima viveu isso de perto com sua picape favoritinha, um modelo restaurado que vale uma grana preta. O cantor mostrou o perrengue nas redes e revelou o drama com sua Chevrolet C10.

    O veículo chama atenção pelo visual impecável e preço salgado, estimado em milhões após customizações. Ele representa o lado apaixonado do “Embaixador” por clássicos americanos.

    Tudo rolou a caminho de um show em Bela Vista de Goiás, no final de março. A picape simplesmente não pegou, forçando Gusttavo a empurrar o carro no meio da estrada. “Tive que dar uma força aqui pra ela acordar”, brincou ele nos vídeos que postou, mas o susto foi real.

    Cantor empurra relíquia milionária na estrada e vira meme

    Amigos e equipe ajudaram na improvisação, mas o episódio expôs os riscos de manter relíquias assim. Clássicos como esse demandam cuidados caros e imprevisíveis. O cantor chegou ao evento a tempo, com lição aprendida.

    Clássico restaurado falha e força improviso antes do palco
    (Foto: Divulgação)

    Uma garagem de encher os olhos (e o bolso)

    Além da picape problemática, Gusttavo exibe uma coleção que beira o surreal. Pense em Bugatti Chiron de R$ 60 milhões, Ferrari 458 Spider por R$ 3,1 milhões e até Lincoln Continental 1978, outro xodó restaurado. Sua fortuna total passa de R$ 1 bilhão, com fazendas e jatinho no pacote.

    “É possível constatar que a C10 do cantor está em excelente estado. Na época ela era equipada com motor de seis cilindros a gasolina e sobraram pouquíssimas delas para dar uma referência de valor no mercado. É por isso que, quem tem, pode pedir o preço que quiser. Mas eu estimo que a dele vale ao redor de R$ 200 mil, já que exemplares em bom estado valem uns R$ 150 mil” diz Manoel Rezende, especialista e comerciante autônomo de carros clássicos.

    Nem todo brilho resiste ao tempo. Manutenção de luxo custa caro e falhas acontecem, como nessa picape que já deu trabalho antes. Os fãs adoram o lado humano do cantor, longe dos holofotes perfeitos.

  • Ana Castela volta a mostrar a F-150 e detalhe chama atenção

    Ana Castela volta a mostrar a F-150 e detalhe chama atenção

    Ana Castela voltou a chamar atenção nas redes sociais ao mostrar, desta vez em vídeo, sua Ford F-150 Custom. A caminhonete já tinha aparecido antes em fotos publicadas pela cantora, mas agora ganhou uma apresentação mais completa, com um tour que mostrou detalhes por dentro e por fora.

    A artista iniciou o vídeo em tom bem humorado, enquanto explicava sobre o carro. “Tour pela minha Ford F150 Custom. O que que é custom? É que ela custou bem caro”, disse, antes de seguir mostrando a picape com entusiasmo.

    Detalhes que chamaram atenção

    Além disso, vários detalhes chamaram atenção de quem assistiu ao vídeo. Ana mostrou o pneu, abriu espaço para observar o interior e ainda brincou com o visual da caminhonete. “Você pensa só, chique demais”, comentou. Depois, ela mesma apontou uma pista importante para descobrir o ano do modelo: “Pelo barulho da porta a gente vai descobrir o ano dela: 78.”

    https://www.instagram.com/reel/DXHabfMEabc/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    Uma raridade com personalidade

    A cantora também foi direta ao falar do estado do veículo. “Tá velhinha, mas é minha”, disse, em um dos trechos que mais resumem a relação dela com a F-150. Em seguida, ela mostrou o volante gasto, o velocímetro que não funciona e até o rádio com defeito. “Mas pelo menos a placa é preta”, repetiu mais de uma vez, reforçando o peso da placa de coleção para o carro.

    Por outro lado, os pequenos defeitos da caminhonete acabaram virando parte do charme. Ana riu ao mostrar que o carro precisa de papelão embaixo porque vaza óleo. Mesmo assim, ela fez questão de destacar um detalhe curioso: “Sim, mas pelo menos o nosso óleo é rosa.”

    Fez mudanças!

    A cantora também comentou sobre conforto e praticidade. Ela explicou que o ar funciona bem, mostrou o cinto e até falou sobre o vidro de manivela. “Infelizmente o nosso vidro é a manivela. Dá uma demoradinha para subir, mas ele sobe”, disse. Em outro momento, revelou uma ideia diferente: “Tem chiqueirinho também. Eu pensei muito em colocar um freezer aqui, quem dirige não bebe, quem bebe não dirige.”

    “A garagem que eu sempre quis”

    Na última semana, a cantora complementou sua coleção de carros com mais uma aquisição quase milionária. Ana anunciou a compra de uma picape Dodge Ram avaliada em mais de R$ 670 mil, sendo necessário até tirar uma nova categoria da carteira de motorista para dirigi-la.

    “Gente, ela é minha, eu comprei com meu dinheiro, vocês têm noção? Olha que legal, olha como Deus é bom comigo. Foi para isso que eu tirei categoria D, para poder ter a minha Dodge Ram. Que lindo! Estou muito feliz!”, celebrou.

    Em uma postagem recente, inclusive, ela resumiu bem esse momento ao escrever que estava com a garagem que sempre quis. A frase combinou com a sequência de publicações, que passou a mostrar um pouco mais da relação da artista com seus carros e com a imagem que vem sendo construída nas redes.

    https://www.instagram.com/p/DXE5-sslv83/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

  • Artplan exalta legado e força da nova Poer P30 em campanha da GWM

    Artplan exalta legado e força da nova Poer P30 em campanha da GWM

    A GWM Brasil dá um passo importante na expansão de sua presença no mercado nacional ao lançar a Poer P30, nova picape cabine dupla a diesel voltada para quem vive — e trabalha — no campo. A marca apresenta o modelo com uma campanha criada pela Artplan, que traz o conceito “O poder de Poer”. A assinatura faz um jogo sonoro com power e reforça a proposta de robustez, tradição e confiança que a montadora construiu ao longo de 35 anos de história.

    O filme principal, intitulado “Legado”, retrata o cotidiano do interior brasileiro. Nele, um narrador conduz a história com a voz serena de quem carrega a sabedoria do campo. A produção destaca a imponência da Poer P30 em estradas de terra e lavouras, enquanto exibe o interior tecnológico e espaçoso da cabine. A fotografia valoriza o contraste entre a força e o refinamento, mostrando que a picape se adapta tanto ao trabalho pesado quanto aos momentos de lazer. Assim, a narrativa reforça a ideia de que o veículo é um companheiro de jornada completo.

    Campanha da Artplan reforça conexão com o Agro

    A Poer P30 representa o primeiro veículo a combustão da GWM no Brasil e simboliza uma nova etapa para a marca no país. O modelo reúne motor 2.4 turbo a diesel, com 480 Nm de torque, transmissão automática de nove marchas, tração 4×4 e capacidade de carga de 1 tonelada. Além disso, oferece central multimídia de 14,6 polegadas, faróis Full LED, condução semiautônoma e acabamento interno em couro. Com esses atributos, a picape combina força, tecnologia e conforto em um mesmo pacote.

    Reprodução: Artplan/GWM

    Segundo Lucas Coelho, diretor de Marketing da GWM Brasil, a chegada da Poer P30 reafirma a essência global da companhia. “A Poer P30 chega para reforçar o que somos: uma marca com tradição em picapes robustas e confiáveis. No Brasil, unimos essa herança à tecnologia que faz parte do nosso DNA. Assim, oferecemos um modelo que responde às necessidades locais sem abrir mão da inovação que nos consolidou mundialmente”, afirma.

    Reprodução: Artplan/GWM

    Para Jaime Agostini, diretor de Criação da Artplan, o ponto de partida da campanha foi valorizar a confiança que atravessa gerações. “Queríamos mostrar que a Poer P30 não é apenas uma picape. É um símbolo de tradição e modernidade, que combina força, tecnologia e emoção. Criamos uma linguagem visual que traduz esse equilíbrio entre o campo e o contemporâneo”, explica.

    Com o lançamento, a GWM fortalece portanto sua estratégia de diversificação no país e amplia o poder de escolha do consumidor brasileiro. A marca passa a atender diferentes perfis — do produtor rural até o motorista urbano que valoriza conforto e sofisticação. Dessa forma, a GWM reforça sua presença em um mercado cada vez mais competitivo e confirma seu compromisso de unir legado, inovação e propósito em cada novo modelo.

    Reprodução: Artplan/GWM
  • Shark encalha: BYD fica atrás até da Foton Tunland em agosto

    Shark encalha: BYD fica atrás até da Foton Tunland em agosto

    O mercado brasileiro de picapes médias sempre foi território de gigantes. Em agosto de 2025, a Toyota Hilux mais uma vez reinou soberana, com 3.570 unidades emplacadas, seguida pela Ford Ranger (2.628) e pela Chevrolet S10 (2.340). Até aí, nenhuma novidade: as líderes seguem firmes no pódio. Mas atenção; a pouco conhecida Foton Tunland surpreendeu e afogou ainda mais a BYD Shark no fundo do poço.

    Ranking das picapes médias mais vendidas em agosto/25

    1º – Toyota Hilux: 3.570
    2º – Ford Ranger: 2.628
    3º – Chevrolet S10: 2.340
    4º – Mitsubishi Triton: 1.008
    5º – Fiat Titano: 311
    6º – Mitsubishi L200: 283
    7º – Nissan Frontier: 220
    8º – GWM Poer: 99
    9º – Foton Tunland: 86
    10º – BYD Shark: 66
    11º – JAC Hunter: 31
    12º – VW Amarok: 2

    A surpresa chinesa

    Foto: Divulgação – Foton

    A Tunland, que poucos motoristas reconheceriam no estacionamento do supermercado, conseguiu um desempenho superior ao da Shark, lançada sob uma chuva de holofotes e promessas de “revolução” no segmento. No entanto, na prática, a picape da BYD parece ter mordido a isca do marketing sem fisgar o consumidor. Enquanto isso, a Foton, quase em silêncio, nadou contra a maré e saiu com vantagem.

    A decadência da Amarok

    E se a disputa já soa embaraçosa para a Shark, a situação é ainda mais dramática para a Volkswagen Amarok. A veterana alemã, que um dia ostentou prestígio e pavão de concessionária, agora amarga uma sobrevida melancólica: em agosto, vendeu míseras duas unidades em todo o Brasil. Duas. É como se a picape tivesse se transformado em peça de museu sobre rodas, resistindo apenas ao esquecimento total.

    O topo segue inabalável

    Enquanto no subsolo do ranking se desenha esse enredo quase tragicômico, lá em cima a história continua previsível. A Hilux segue como sinônimo de confiança, a Ranger reforça sua popularidade e a S10 ainda mantém fôlego. A Mitsubishi Triton (1.008) e a Fiat Titano (311) completam o bloco intermediário.

    O simbolismo do ranking

    Mais do que números, o levantamento de agosto revela que o mercado brasileiro de picapes médias é, de fato, impiedoso. Assim, a Tunland, mesmo tímida, acabou dando uma lição ao mostrar que, no fim das contas, barulho nem sempre se traduz em vendas. Enquanto isso, a Shark, com todo o brilho, ficou para trás e expôs a distância entre expectativa e realidade. Por outro lado, a Amarok, quase em silêncio, reforça um prenúncio incômodo: o tempo de algumas lendas pode, enfim, estar chegando ao fim.

  • GWM lança picape Poer com motor tímido e poucos cavalos

    GWM lança picape Poer com motor tímido e poucos cavalos

    A picape chinesa GWM Poer desembarca no Brasil querendo por “fim ao reinado da Hilux”. Bonito no marketing, mas, na prática, parece mais um coadjuvante sem graça que tenta roubar a cena em novela das nove.

    Motor que relincha baixinho

    O motor? Um 2.4 turbodiesel de tímidos 184 cv, que deveria relinchar como um cavalo garanhão, mas acaba soando como aquele potrinho manhoso que só resmunga no pasto.

    É verdade que supera a Ford Ranger XLS 2.0 de 170 cv, mas a comemoração dura pouco. Rivais como Hilux, S10 e Triton já passam dos 200 cv, enquanto a Ranger ostenta um V6 de 250 cv que deixa a chinesa olhando sem graça pelo retrovisor.

    Promoção com prazo de validade

    Para tentar convencer o consumidor, a marca apelou ao bolso. Entre 10 e 20 de setembro, a Poer sai em promoção:

    • Trail: R$ 220 mil (depois R$ 240 mil)

    • Exclusive: R$ 240 mil (depois R$ 260 mil)

    É o famoso “corre que vai acabar” — só que aqui não acaba porque vendeu demais, mas porque o preço promocional tem data de validade. É esperar para ver se, no fim, “quem come com pressa come cru”.

    Lista de equipamentos de estrela

    Na lista de equipamentos, a Poer até faz pose de protagonista: central multimídia de 14,6″, painel digital de 10,25″, câmeras 360°, carregador sem fio de 50W e pacote ADAS na versão mais cara.

    Por dentro, bancos de couro, ventilados e aquecidos. A cereja do bolo é a garantia esticada: 10 anos para motor, câmbio e eixos. Parece até aquelas promoções de eletrodoméstico que prometem durar mais que casamento.

    Desempenho sem poesia

    Foto: Divulgação – GWM

    No desempenho homologado pelo Inmetro, a rima não fecha. São 11,2 segundos no 0 a 100 km/h, consumo de 9,5 km/l na cidade e 10,6 km/l na estrada.

    Com tanque de 78 litros e ARLA 32 de 15 litros, a autonomia chega a 820 km. Na teoria, até convence. Na prática, não emociona.

    No campo, cavalo manca

    No campo, onde o público-alvo espera força bruta, a Poer pode nem chegar a galopar. Agricultores e pecuaristas, acostumados com a fidelidade de Hilux e S10, olham para as chinesas como quem encara um touro pintado: bonitas de longe, mas sem coragem de chegar perto e arriscar.

    No fim, a nota cai

    A Poer pode até desfilar tecnologia, mas sem potência convincente continua sendo aquela aluna que tira 10 no trabalho em grupo, mas treme na hora da prova prática.

  • Encalhe milionário: BYD Shark e Jac Hunter enfrentam rejeição

    Encalhe milionário: BYD Shark e Jac Hunter enfrentam rejeição

    A BYD Shark e a JAC Hunter chegaram ao Brasil com ares de revolução, mas, em julho, viraram mais suspiro que trovão. A Shark vendeu apenas 76 unidades, e a Hunter, míseras 24. Números tão pequenos que caberiam numa única carreata de concessionária — e ainda sobraria espaço no estacionamento. Sem tradição e com falta de apelo com o agro, o volume de vendas aponta rejeição as picapes chinesas.

    Enquanto isso, no mesmo mercado de picapes médias, a Toyota Hilux emplacou 5.370 unidades, a Ford Ranger vendeu 3.104 e a Chevrolet S10, 2.649. É como colocar um violino desafinado para competir com uma orquestra sinfônica — o contraste dói nos ouvidos.

    Um palco onde os gigantes cantam alto

    O segmento de picapes médias é dominado por nomes que viraram quase folclore no Brasil. A Hilux é o símbolo de força, a Ranger, de ousadia, e a S10, de tradição. Todas com milhares de vendas. Já Shark e Hunter são fantasmas de showroom: aparecem nas vitrines, mas desaparecem na rua.

    A ironia é cruel. A Shark carrega um motor híbrido de 437 cv, acelera de 0 a 100 km/h em 5,7 segundos e até recebeu desconto gordo de R$ 40 mil. Mesmo assim, ficou encalhada. Já a Hunter, que tenta se vender como robusta e valente com seu motor diesel 2.0, se perde numa rede de concessionárias quase tão invisível quanto o número de vendas.

    Potência sem povo

    Essas duas picapes sofrem de um mal que não se resolve com cavalos-vapor ou fichas técnicas vistosas: falta de identidade no mercado brasileiro. Quem compra picape média quer confiança, tradição, pós-venda sólido. Quer sentir cheiro de diesel e ouvir histórias de resistência. E nisso, Hilux, Ranger e S10 jogam em casa.

    Enquanto as líderes rugem com milhares de unidades, Shark e Hunter mal arranham a superfície. São como leões enjaulados que ninguém vê rugir. Bonitos, potentes, mas silenciosos na arena que realmente importa: o bolso e a preferência do consumidor. E como o mercado não perdoa quem não emplaca, o nível de desvalorição do usado deve ser alto nos próximos 12 meses.

    Prenúncio amargo

    Foto: Divulgação – JAC Motors

    Se não mudarem a rota, Shark e Hunter correm o risco de se tornarem apenas rodapés na história das picapes no Brasil. No palco das vendas, não basta potência no papel: é preciso reputação, confiança e consistência. E, por enquanto, essas chinesas são só metáfora de fracasso num mercado que não perdoa a falta de conexão com o agro.

  • Strada é a campeã de vendas entre as picapes pequenas em junho

    Strada é a campeã de vendas entre as picapes pequenas em junho

    Na lida diária de quem vive da terra, poucas coisas são tão confiáveis quanto as picapes pequenas. E os números de junho de 2025 comprovam essa confiança: Fiat Strada, Volkswagen Saveiro e Chevrolet Montana lideram o ranking de emplacamentos, mantendo o fôlego firme no campo e na cidade.

    Confira os dados de vendas no mês:

    Modelo Unidades vendidas (junho/2025)
    1- Fiat Strada 11.474
    2- Volkswagen Saveiro 4.849
    3- Chevrolet Montana 1.692

    Com mais que o dobro de vendas da vice-líder, a Strada se firma como a preferida de quem precisa de um carro forte, compacto e pronto pra tudo — do transporte da produção ao trajeto até a feira.

    Por que as picapes pequenas dominam no campo?

    Apesar do crescimento dos utilitários grandes e SUVs, há uma verdade que segue viva nas estradas de chão e nas plantações: a agilidade das picapes compactas faz toda a diferença. Especialmente quando:

    • o acesso à propriedade rural é estreito ou irregular;

    • o serviço exige transporte rápido de cargas leves ou médias;

    • é preciso conciliar o uso do veículo entre o campo e a cidade;

    • o orçamento da família ou do pequeno produtor não comporta manutenção de veículos grandes.

    Além disso, a popularidade dessas picapes se deve a um fator prático e emocional: elas fazem parte da rotina rural há décadas — e continuam evoluindo.

    Evolução com foco no produtor

    Ao longo dos anos, as picapes pequenas deixaram de ser meramente utilitárias. Hoje, combinam:

    • tecnologia embarcada: com central multimídia, sensores, comandos por voz;

    • conforto interno: com direção elétrica, ar-condicionado e bancos ergonômicos;

    • baixo consumo: importantes em tempos de combustível caro;

    • manutenção acessível: peças baratas e redes de atendimento amplas.

    No interior de Minas Gerais, por exemplo, é comum ver um mesmo veículo ser usado pela manhã para levar sacas de ração ao curral e à tarde, estacionado na porta do supermercado ou da escola. Elas fazem tudo, sem perder o ritmo.

    Compactas, mas imbatíveis

    Ainda que enfrentem a concorrência feroz dos SUVs urbanos e das picapes médias cada vez mais tecnológicas, Strada, Saveiro e Montana seguem firmes por uma razão simples: entregam o que prometem. Afinal, são compactas, econômicas, valentes e, além disso, ainda cabem na garagem da casa ou no barracão do sítio.

    É por isso que, mês após mês, elas aparecem entre os veículos mais vendidos do Brasil — não apenas entre os utilitários, mas no mercado como um todo. Ou seja, quando o assunto é trabalho pesado com custo leve, não tem erro: as picapes pequenas continuam sendo as gigantes do campo.

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  • 10 picapes mais vendidas no Brasil; Hilux no topo, Amarok derrapa

    10 picapes mais vendidas no Brasil; Hilux no topo, Amarok derrapa

    Num mercado onde força e tradição falam mais alto que tecnologia e marketing, a Toyota Hilux continua mostrando quem é que manda. Só em junho, a picape emplacou nada menos que 4.576 unidades, número que não deixa dúvidas: o trono segue firme sob as rodas japonesas.

    Logo atrás, mas bem atrás, vem a Ford Ranger, que até tenta uma arrancada, mas ainda parece engasgar no caminho. Foram 2.961 unidades vendidas, um salto comparado a meses anteriores, mas que ainda soa como um “vruuum” tímido diante do “bramido” da líder. O degrau entre as duas é grande demais pra ser ignorado: mais de 1.600 picapes de diferença em apenas 30 dias.

    A Chevrolet S10, que já foi rainha em outras eras, parece estar numa espécie de marcha lenta. Com 2.612 unidades, ela segura o terceiro lugar, mas sua força parece ter ficado no passado — como um motor potente que hoje roda com a alma cansada.

    No pelotão de trás, a disputa vira mais um rali do que uma corrida. Em quarto lugar, aparece a Mitsubishi Triton, com 983 unidades. Logo depois, vem a veterana L200, que vendeu apenas 343, o que, considerando o histórico da marca, soa quase como um cochilo no banco de trás do mercado.

    A Nissan Frontier, com 313 unidades, e a Fiat Titano, com 170, também aparecem na lista, mas sem muito alarde. Ambas tentam se agarrar a alguma relevância num segmento onde o peso da tradição atropela as novidades.

    Foto: Divulgação – Fiat

    Peixinho no aquário das picapes médias

    Falando em novidade: a BYD Shark, picape elétrica que chegou com barulho de tubarão, ainda nada em águas rasas. Por enquanto, foram apenas 86 emplacamentos, o que faz parecer que a fera segue em fase de adaptação à correnteza brasileira.

    Na lanterna da tabela estão a Jac Hunter, com 41 unidades, e a Volkswagen Amarok, que amarga apenas 10 vendas. Isso mesmo: dez. Um número que, por exemplo, caberia no porta-luvas de qualquer rival, ou talvez represente um grito de socorro vindo do passado glorioso da marca.

    O Agro em Campo apresenta a lista completa das 10 picapes médias mais vendidas em junho:

    1. Toyota Hilux – 4.576 unidades

    2. Ford Ranger – 2.961 unidades

    3. Chevrolet S10 – 2.612 unidades

    4. Mitsubishi Triton – 983 unidades

    5. Mitsubishi L200 – 343 unidades

    6. Nissan Frontier – 313 unidades

    7. Fiat Titano – 170 unidades

    8. BYD Shark – 86 unidades

    9. Jac Hunter – 41 unidades

    10. Volkswagen Amarok – 10 unidades

    A julgar pelos números, o mercado nacional de picapes segue um enredo já conhecido: quem chegou primeiro, cavou mais fundo e, sobretudo, não derrapou no tempo, continua firme no topo. As demais, por outro lado, ainda tentam, com esforço visível, sair do atoleiro. Um atoleiro no qual, aliás, a tradicional Amarok aparenta ter se enterrado em junho.

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  • É picape ou caminhão? Ford Ranger Super Duty trabalha pesado

    É picape ou caminhão? Ford Ranger Super Duty trabalha pesado

    Por enquanto, ela só dá as caras do outro lado do mundo, mas já faz muito barulho. A Ford apresentou oficialmente na Austrália a nova Ranger Super Duty, uma picape que parece ter feito crossfit pesado. É tanta força que até caminhão anda olhando de lado: o modelo é capaz de rebocar nada menos que 4.500 quilos, uma das maiores capacidades do planeta no segmento.

    A proposta é clara — e nem tenta disfarçar. Trata-se de uma picape pensada pro trampo pesado, daquele tipo que não se acanha com barro, pedra, subida, descida ou carga puxada até o talo. A Ford, aliás, não esconde que desenvolveu o modelo de olho em mineradoras, fazendeiros, pessoal da construção civil e serviços de emergência.

    V6 parrudo e tanque de caminhão

    O motor segue o conhecido 3.0 V6 turbodiesel, com 250 cavalos, o mesmo oferecido na versão brasileira. Mas aqui o papo é outro: a eletrônica foi recalibrada, a transmissão automática de 10 marchas ficou ainda mais afiada, e o chassi… bom, esse parece ter saído direto de um tanque de guerra.

    Foto: Divulgação – Ford

    A marca ainda faz suspense sobre o torque final, mas dá pra apostar que vai ser coisa de assustar — especialmente com os diferenciais bloqueáveis nos dois eixos, que garantem tração até em terreno onde nem bicho gosta de passar.

    Ah, e se o medo for ficar na mão no meio do nada, a Super Duty traz um tanque de 130 litros. Isso mesmo. É diesel pra atravessar o mapa.

    Visual de respeito — e não é só pra bonito

    Não tem como olhar e não perceber: ela impõe respeito. O capô carrega a inscrição “Super Duty” como quem exibe uma medalha no peito. Para-lamas alargados, pneus off-road de 33 polegadas, bitola mais larga, para-choque de aço e uma generosa placa metálica protegendo a dianteira. Tudo feito pra aguentar desaforo.

    Mais do que estética, cada detalhe tem função. A estrutura reforçada aguenta tranco, lama, pedra, peso e o que mais aparecer. Aliás, o modelo ainda traz um recurso curioso: balanças integradas na caçamba, que mostram na tela do painel quanto você tá carregando. Menos achismo, mais precisão.

    Foto: Divulgação – Ford

    Nascida do barro — literalmente

    A Ford australiana não fez cerimônia. Chamou quem vive na lida pesada e botou o pessoal pra ajudar no desenvolvimento. Foram meses rodando em condições insanas: lama grudada por baixo, simulando toneladas extras; subidas íngremes; calor escaldante; e, claro, reboques no limite do limite.

    O resultado tá aí. Uma picape que não tem vergonha de sujar as rodas e que encara o trabalho como poucos.

    Vem pro Brasil?

    Por enquanto, não. A estreia da Ford Ranger Super Duty acontece em 2026, na Austrália, Nova Zelândia e Tailândia. Mas se depender do apetite do agro brasileiro, dos empresários do transporte pesado e dos fãs de picapes gigantes, é questão de tempo até essa bruta cruzar o oceano.

    Se vier, prepara garagem, porque ela chega ocupando espaço — e impondo respeito.

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