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  • Tartaruga gigante é resgatada em Rio do Pantanal

    Tartaruga gigante é resgatada em Rio do Pantanal

    Um fato inusitado marcou uma recente pescaria no Rio Araguaia. O guia Leverson presenciou e registrou o instante em que um pescador fisgou, por acidente, uma tartaruga de grande porte. As imagens, que circulam nas redes sociais, surpreendem não apenas pelo tamanho do animal, mas também pela preocupação para garantir seu bem-estar.

    Após perceber que não se tratava de um peixe, o pescador retirou a tartaruga da água com todo o cuidado necessário. Logo em seguida, ele devolveu o animal ao rio, em segurança. A cena reafirma a importância da consciência ambiental, principalmente em regiões que abrigam uma biodiversidade tão rica como o Araguaia.

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    Preservar tartarugas é fundamental para manter o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. Esses animais auxiliam na limpeza dos rios, dispersam sementes e servem de indicador para a saúde ambiental. Infelizmente, espécies de tartarugas de água doce enfrentam ameaças como a pesca ilegal, a poluição e a destruição de habitats.

    Situações como essa reforçam a necessidade de respeito à legislação ambiental e ao manejo responsável nas áreas de pesca. A participação de guias qualificados e pescadores conscientes faz toda a diferença na preservação das espécies e na proteção do meio ambiente.

    A preservação das tartarugas não é apenas um dever legal, mas também um compromisso com o futuro dos rios brasileiros. Cenas como a registrada no Rio Araguaia servem de exemplo e mostram que, com educação ambiental e atitudes corretas, é possível garantir a sobrevivência desses animais essenciais à natureza.

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  • Perigo – piranhas atacam peixe no anzol em Tocantins

    Perigo – piranhas atacam peixe no anzol em Tocantins

    Um casal de pescadores viveu um momento surpreendente no último final de semana em um lago próximo a Lagoa da Confusão, no Tocantins. Aurileia Gomes de Andrade dos Santos e Marino Neto Chaves dos Santos fisgaram um surubim. Antes de tirá-lo da água, o peixe foi atacado por um cardume de piranhas.

    A bióloga Meriele Oliveira explicou que esse comportamento das piranhas é comum na natureza, especialmente em determinadas condições ambientais. O ataque acontece porque o peixe libera sinais químicos, como feromônios ou vestígios de sangue, que indicam fragilidade.

    “As piranhas têm um olfato muito apurado e são atraídas por essas substâncias”, informou a especialista. Ela disse ainda que os ataques costumam ocorrer quando o peixe está debilitado ou sob estresse, como é o caso dos peixes fisgados por anzóis.

    O casal informou que buscava tucunarés na pescaria. O surubim acabou preso fácil para as piranhas. A bióloga destacou que o ataque foi rápido e coordenado, uma estratégia eficaz de sobrevivência e alimentação do cardume.

    O episódio ocorreu no Lago Verde, a cerca de 25 km de Lagoa da Confusão. Essa área tem grande presença das piranhas preta e vermelha, tanto no lago quanto no Rio Javaés, que passa pelo município. E começou a repercutir depois de postagem dos pescadores na internet. Apesar de ter um corte rápido no meio do vídeo, possivelmente pra evitar punição da plataforma.

    Meriele também chamou atenção para o período do ano. Entre maio e setembro, devido à estiagem, muitos peixes se concentram em áreas menores. Isso favorece encontros com cardumes de piranhas e aumenta a chance de ataques como esse.

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  • Guia de pesca captura piraíba gigante no Rio Araguaia

    Guia de pesca captura piraíba gigante no Rio Araguaia

    O Rio Araguaia, em Luiz Alves (GO), ofereceu mais uma vez o cenário perfeito para uma captura histórica. Caiuã Carvalho, pescador esportivo e guia de pesca de 27 anos, conseguiu fisgar um exemplar gigante de piraíba de 206 centímetros durante um momento de lazer.

    O jovem goiano transformou a experiência pessoal em uma lição valiosa sobre preservação ambiental. “Capturar esse peixe é uma sensação indescritível! Só vivendo aquilo, ali mesmo, para saber”, declarou Caiuã em entrevista à Fish TV.

    Estratégia e paciência definem o sucesso

    A pescaria começou de forma modesta pela manhã. Caiuã e sua equipe focaram apenas nos pequenos exemplares. A tarde trouxe mudança de estratégia: a busca pelos gigantes do Araguaia começou.

    “Em cada ponto, ficamos por volta de uma hora ou mais, esperando pelos peixes”, explicou o pescador. A paciência compensou no segundo ponto visitado. Após cerca de meia hora de espera, o peixe gigante apareceu.

    O exemplar de piraíba impressiona pelas dimensões. Segundo estimativa do experiente pescador, o peixe deve pesar entre 100kg e 120kg. As imagens da captura rapidamente viralizaram nas redes sociais e emocionaram entusiastas da pesca esportiva.

    Mensagem de conscientização ambiental

    Caiuã aproveitou a repercussão para reforçar princípios da pesca sustentável. O guia destacou a importância de devolver os peixes ao seu habitat natural.

    “Quando soltamos um peixe desses, garantimos que ele continue fazendo parte do ecossistema”, afirmou. “Ele ajuda a manter o rio vivo e equilibrado.”

    O pescador deixou um recado direto para a comunidade: “Experimente! Sinta a emoção da captura, registre o momento, e solte o peixe com respeito.”

    Araguaia consolida posição como destino premium

    O Rio Araguaia confirma sua reputação como um dos melhores locais de pesca do Brasil. A região atrai pescadores esportivos de todo o país em busca de exemplares únicos.

    “Você vai perceber que o verdadeiro valor não está em levar, mas em viver aquela experiência”, concluiu Caiuã. “A pesca esportiva é respeito e paixão!”

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  • Conheça o temido peixe vampiro dos rios amazônicos

    Conheça o temido peixe vampiro dos rios amazônicos

    Nas águas escuras da Bacia Amazônica, a Cachorra (Hydrolycus armatus) reina como um dos predadores mais eficientes – e temidos. Conhecido internacionalmente como Vampire Fish, esse peixe impressiona pelos dentes inferiores em forma de adaga, que se encaixam em orifícios no maxilar superior, como uma armadura natural.

    A Cachorra pertence à família dos serrasalmídeos, que inclui as piranhas. Este peixe chama atenção pela força da mordida e dentes extremamente afiados, que o tornam um dos predadores mais temidos dos rios amazônicos.

    Esse predador tem papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas aquáticos locais. Sua dieta consiste basicamente em presas vivas, o que ajuda a controlar populações de outras espécies e contribui para a manutenção da saúde biológica dos rios. A eficiência de caça da Cachorra reforça sua importância como regulador natural da fauna aquática.

    Biologia da ferocidade

    Caninos assassinos: seus dentes perfuram iscas e linhas com facilidade, exigindo equipamentos reforçados (anzóis de aço e linhas acima de 50 lb) para pescá-lo.

    Táticas de caça: ataca presas com até metade do seu tamanho, usando saltos rápidos para desorientar a vítima.

    Habitat: prefere águas turbulentas de rios como o Teles Pires (MT/PA), onde a correnteza esconde suas emboscadas.

    O desafio da pesca esportiva

    Pescadores que enfrentam a Cachorra descrevem uma luta épica: o peixe salta repetidamente, torce o corpo e usa a força da correnteza para fugir. Iscas naturais, como piaus e tuviras, são as mais eficazes, mas exigem paciência – e coragem.

    Apesar da fama de “vampiro”, a espécie não ameaça humanos. Seu papel ecológico é vital: controla populações de peixes menores, mantendo o equilíbrio dos rios. Projetos como o Teles Pires Lodge incentivam o “pesque e solte” para preservá-la

    Além de suas características físicas impressionantes, a espécie é um indicador da riqueza e da diversidade da fauna em rios como o Teles Pires, na fronteira entre os estados de Mato Grosso e Pará. A preservação desses ambientes é crucial para garantir a continuidade da vida de espécies como a Cachorra e para manter o equilíbrio ecológico da região.

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  • Guia de pesca captura piraíba gigante em Luís Alves

    Guia de pesca captura piraíba gigante em Luís Alves

    No último domingo (29/6), o guia de pesca esportiva Caiuã Carvalho, de 27 anos, surpreendeu ao capturar uma piraíba de impressionantes 2,06 metros e entre 100 e 120 kg em Luís Alves, Goiás. O momento foi registrado por amigos que acompanhavam a pescaria, comprovando a veracidade do feito.

    Conhecida na região como a “Rainha do Araguaia”, a piraíba foi capturada durante uma expedição no Rio Araguaia, onde Caiuã atua como guia, levando turistas para explorar as águas e a biodiversidade local. Logo após a captura, os pescadores fotografaram o peixe e o soltaram, demonstrando o compromisso com a pesca sustentável.

    Apesar do tamanho impressionante, Carvalho revela que essa não foi a maior piraíba que já pescou em sua carreira. “Cada peixe que você pega, cada fisgada, é uma emoção diferente que o cliente passa para você. Que você passa para o cliente, então é muito bom, sabe? Transmitir essa alegria para o próximo é muito bom”, afirmou o guia.

    Além de compartilhar a emoção da pesca esportiva, Caiuã Carvalho destaca a importância da preservação do Rio Araguaia para que peixes como a “Rainha do Araguaia” possam atingir tamanhos tão expressivos. “Sempre quis ter reconhecimento. Também só de poder falar aqui assim da preservação do Araguaia. Porque sem preservar um peixe não chega desse tamanho. Então é muito bom. Além de mim, podemos falar do rio, da natureza, para as pessoas poderem preservar mais, poderem vir mais”, ressaltou.

    A captura da piraíba gigante reforça a necessidade de práticas sustentáveis e de conscientização ambiental para garantir a continuidade da riqueza natural do Rio Araguaia, um dos principais ecossistemas do Brasil.

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  • Operação apreende três toneladas de pescado ilegal em fábrica clandestina

    Operação apreende três toneladas de pescado ilegal em fábrica clandestina

    Uma operação de fiscalização realizada na manhã desta quinta-feira (12) resultou na apreensão de cerca de três toneladas de pescado ilegal em uma fábrica clandestina no bairro Ipê, em Guaíba. A Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e o 1º Batalhão Ambiental da Brigada Militar (BABM) conduziram a ação como parte das estratégias do governo estadual para proteção ambiental.

    A fiscalização teve início após denúncia ao Batalhão Ambiental, que identificou a atividade irregular. A fábrica operava sem licença ambiental e apresentava condições inadequadas para o processamento e comércio de peixes. Entre os pescados apreendidos, foram encontradas cinco espécies ameaçadas de extinção: bagre, arraia-viola, cação-anjo e duas espécies de tubarão-martelo.

    Mateus Leal, chefe da Divisão de Controle e Monitoramento da Qualidade Ambiental da Sema, destacou. “Ao chegar ao local, identificamos uma indústria clandestina, com pescados sem origem, sem condições sanitárias e sem autorização para funcionamento. Conseguimos o flagrante e interrompemos essa atividade ilegal.”

    Os agentes autuaram a empresa por crimes ambientais, como funcionamento sem autorização, processamento ilegal de pescado e poluição ambiental. Os responsáveis descartavam resíduos do processamento de forma irregular em um arroio próximo, o que agravou o impacto ambiental. A equipe conduziu oito pessoas à delegacia, onde registrou boletins de ocorrência e autos de constatação de crime ambiental, além de adotar as demais medidas legais cabíveis.

    Denúncia levou autoridades até fábrica

    O coronel Rodrigo Gonçalves dos Santos, comandante do Comando Ambiental da Brigada Militar, afirmou: “Recebemos a denúncia sobre o processamento e venda de espécies ameaçadas. Confirmamos a irregularidade e iniciamos o processo criminal. Essa parceria com a Sema tem gerado resultados positivos.”

    Segundo a Seapi, o pescado apreendido não possui certificação de origem nem condições sanitárias adequadas, apresentando riscos à saúde pública. O laudo técnico da secretaria concluiu que os produtos são impróprios para consumo e serão destruídos com destinação final adequada.

    João Lucho, fiscal estadual agropecuário da Seapi, ressaltou: “Os produtos fiscalizados eram sem procedência e ofereciam risco à saúde, o que motivou a apreensão e inutilização do material.”

    A operação reforça o compromisso das autoridades estaduais na fiscalização contra o comércio ilegal de pescado e na preservação das espécies ameaçadas, garantindo a segurança alimentar e ambiental da população.

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  • Manejo sustentável: pescador captura pirarucu gigante

    Manejo sustentável: pescador captura pirarucu gigante

    Em uma cena que mistura força, tradição e conservação, o pescador Seu Luiz Ferreira viralizou nas redes sociais ao carregar um imponente pirarucu de 150 quilos para sua canoa. O vídeo, gravado em uma comunidade ribeirinha, mostra não apenas a grandiosidade do maior peixe de água doce escamado do mundo, mas também a eficácia do manejo sustentável, técnica que equilibra preservação e subsistência na região.

    O gigante das águas amazônicas

    O pirarucu (Arapaima gigas) é um símbolo da biodiversidade amazônica, podendo atingir 3 metros de comprimento e pesar até 250 kg. Sua respiração aérea — ele sobe à superfície a cada 20 minutos — o torna vulnerável à pesca predatória, que quase o levou à extinção nos anos 1990. Hoje, graças ao manejo comunitário, a espécie se recupera: em áreas como a Resex Médio Purus, a população saltou de 16.555 para 19.678 indivíduos entre 2021 e 2023.

    Como funciona o manejo sustentável

    A técnica segue regras rigorosas:

    Contagem científica: pescadores monitoram os pirarucus adultos que emergem para respirar, calculando estoques sem prejudicar a reprodução.

    Cotas controladas: apenas 30% dos adultos podem ser pescados anualmente, garantindo a renovação dos estoques.

    Vigilância comunitária: lagos são protegidos por moradores contra pesca ilegal, assegurando a sustentabilidade.

    Essa abordagem já beneficia mais de 40 áreas na Amazônia, como as bacias dos rios Juruá e Solimões, onde o manejo gera R$ 360 mil por temporada em feiras locais.

    Impacto além da conservação

    Além de salvar o pirarucu, o manejo transforma vidas:

    Geração de renda: na Feira de Tefé (AM), 42 pescadores venderam 6 toneladas de pirarucu em 2024, com ganhos médios de R$ 1.214 por família.

    Empoderamento comunitário: em Carauari (AM), a venda do peixe financiou placas solares para comunidades ribeirinhas.

    Turismo sustentável: em Pixuna do Tapará (PA), o manejo atrai visitantes para festivais gastronômicos, movimentando a economia local.

    Desafios e futuro

    Apesar do sucesso, secas severas — como as de 2024 — dificultam o acesso aos lagos, exigindo investimentos em infraestrutura. Projetos como o Programa Arapaima, lançado pelo Ibama em 2025, buscam ampliar parcerias com universidades e institutos de pesquisa para fortalecer a resiliência das comunidades.

    Para Seu Luiz e outros manejadores, o pirarucu não é só um peixe: “O manejo representa vida”, como define um líder da Associação de Carauari. A cena do pescador carregando seu gigante de 150 kg é, assim, um retrato de como tradição e ciência podem escrever um futuro mais verde.

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  • Pescaria esportiva: a revolução feminina no mundo da pesca

    Pescaria esportiva: a revolução feminina no mundo da pesca

    A pescaria esportiva, tradicionalmente um esporte praticado majoritariamente por homens, vem passando por uma transformação significativa. Cada vez mais mulheres deixam de ser meras acompanhantes para assumir o protagonismo na atividade, controlando a isca, o anzol e até o motor das embarcações com a mesma habilidade e paixão que os homens.

    Pescadora Eduarda com uma pirapara. Foto: Redes Sociais

    Esse crescimento do público feminino na pesca esportiva reflete uma mudança cultural importante. Mulheres que antes acompanhavam familiares ou amigos sem grande interesse começaram a se envolver ativamente, tornando-se pescadoras dedicadas e entusiastas do esporte. Hoje, elas não apenas participam, mas também lideram expedições, competições e comunidades especializadas. E se divertem muito.

    Comunidades e redes sociais impulsionam o movimento

    O impacto desse fenômeno pode ser visto em redes sociais e comunidades online. Por exemplo, a conta @girlsfishing.oficial já reúne mais de 100 mil pescadoras, número que cresce constantemente, mostrando a força e o engajamento das mulheres nesse segmento. Essas plataformas promovem troca de experiências, dicas técnicas, e fortalecem a representatividade feminina na pesca esportiva.

    Erivânia com sua cachara durante pescaria.

    Além do aspecto esportivo, a pescaria oferece benefícios como contato com a natureza, relaxamento, desenvolvimento de habilidades técnicas e fortalecimento de laços sociais. Para muitas mulheres, o esporte também representa uma forma de empoderamento, autonomia e quebra de estereótipos de gênero.

    O futuro da pescaria esportiva é feminino

    Especialistas e organizações do setor reconhecem que a presença feminina na pescaria esportiva tende a crescer ainda mais. O mercado já responde a essa demanda com produtos específicos para mulheres, como equipamentos adaptados, roupas e acessórios. Eventos e campeonatos exclusivos para pescadoras também ganham destaque, incentivando a participação e o desenvolvimento do esporte entre elas.

    Conta Girls Fishing organiza pescarias femininas. Foto: Redes Sociais

    A pescaria esportiva feminina é uma realidade em expansão, que combina tradição, técnica e paixão, consolidando-se como um espaço de igualdade e protagonismo para as mulheres no esporte.

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  • Dourado: conheça o monstro do rio

    Dourado: conheça o monstro do rio

    O dourado (Salminus brasiliensis), também conhecido como dourado-do-rio, é um dos peixes mais emblemáticos das águas doces da América do Sul, especialmente no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. É uma espécie nativa da bacia do Prata — que inclui os rios Paraná, Paraguai e Uruguai — além de estar presente em bacias secundárias como a do rio São Francisco e, mais recentemente, a do Tocantins-Araguaia, devido à introdução humana.

    O dourado é facilmente reconhecido por seu corpo alongado, musculoso e de coloração dourada metálica, com reflexos intensos que justificam seu nome. Pode atingir mais de 1 metro de comprimento e pesar mais de 25 kg, embora exemplares com 10 a 15 kg já sejam considerados grandes. Possui mandíbulas fortes e dentes afiados, adaptados à sua dieta carnívora.

    Alimentação

    Trata-se de um predador ativo, alimentando-se principalmente de peixes menores, como lambaris, curimbatás e tilápias. Sua força e agressividade o tornam um dos peixes mais cobiçados na pesca esportiva.

    O dourado prefere águas correntes, geralmente em rios com bastante oxigenação e fundo pedregoso. Costuma realizar longas migrações reprodutivas, conhecidas como piracema, subindo os rios entre outubro e fevereiro, quando encontra condições ideais para desova.

    Importância ecológica e econômica

    Além de seu valor ecológico como predador topo de cadeia em ambientes fluviais, o dourado tem grande importância para o turismo de pesca esportiva. Especialmente em estados como Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná. Diversas regiões desenvolveram políticas de pesca sustentável, como o sistema pesque-e-solte, para preservar os estoques naturais da espécie.

    Apesar de não estar oficialmente ameaçado de extinção, o dourado sofre com pressões ambientais como a construção de hidrelétricas, a poluição dos rios, a pesca predatória e a destruição de habitats de reprodução. Algumas unidades federativas já estabeleceram cotas ou proibições de captura. Como por exemplo do Mato Grosso do Sul, que desde 2020 proíbe sua pesca por 5 anos, visando a recuperação populacional.

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  • Tucunaré e pintado impulsionam turismo da pesca no país

    Tucunaré e pintado impulsionam turismo da pesca no país

    A pesca esportiva no Brasil vive um momento de forte crescimento. A atividade atrai novos praticantes e impulsiona uma cadeia econômica que inclui turismo, comércio e equipamentos especializados.

    De acordo com o Ministério do Turismo, o setor movimenta mais de R$ 2 bilhões por ano. Esse valor envolve hospedagens, transporte, aluguel de embarcações e a compra de acessórios para a prática.

    Além disso, pescadores se concentram em regiões com forte apelo ambiental, como o Pantanal, a Amazônia, o Cerrado e o litoral brasileiro, que se consolidam como destinos da modalidade.

    A pesca esportiva adota o princípio do “pesque e solte”, ou seja, o pescador captura o peixe, registra o momento e o devolve vivo ao rio.

    Essa prática reduz os impactos ambientais, ajuda a preservar os ecossistemas aquáticos e reforça o respeito às espécies nativas.

    Tucunaré se destaca como troféu da pesca esportiva

    O tucunaré (Cichla spp.) se destaca entre os peixes mais valorizados da pesca esportiva. Nativo das bacias Amazônica e Tocantins-Araguaia, o peixe chama atenção por sua força e beleza.

    Frequentemente, pescadores capturam exemplares com mais de 70 centímetros de comprimento e 10 quilos de peso, o que torna o tucunaré um verdadeiro troféu.

    Além disso, os saltos que o peixe dá fora da água criam um espetáculo à parte. Esses momentos viram vídeos virais nas redes sociais e reforçam a emoção da modalidade.

    Por isso, o tucunaré ganhou protagonismo na divulgação da pesca esportiva, sendo considerado o símbolo da adrenalina em rios brasileiros.

    Pintado exige força, preparo físico e técnica refinada

    Outro peixe que se destaca na pesca esportiva brasileira é o pintado (Pseudoplatystoma corruscans), também conhecido como surubim. A espécie é comum nas bacias dos rios Paraná, São Francisco e Pantanal.

    Esse peixe de couro pode ultrapassar 1,5 metro de comprimento e pesar mais de 60 quilos, exigindo do pescador força física, paciência e habilidade técnica para ser fisgado.

    Sua captura representa um desafio para qualquer praticante e costuma gerar imagens impressionantes. Por isso, o pintado se tornou símbolo de superação dentro da modalidade.

    O respeito ao peixe, no entanto, é mantido mesmo após a disputa. O registro fotográfico é seguido pela devolução ao rio, o que reforça o compromisso da atividade com a sustentabilidade.

    Setor impulsiona o turismo, gera empregos e valoriza o meio ambiente

    O avanço da pesca esportiva tem refletido diretamente no fortalecimento do turismo regional. Com o crescimento da demanda, hotéis, pousadas e operadoras se adaptam para atender o público especializado.

    Além disso, a atividade estimula a economia de comunidades locais e gera empregos diretos e indiretos, tanto em serviços como no comércio de produtos e acessórios voltados à pesca.

    Outro aspecto importante é o papel educativo da modalidade. Torneios, eventos e expedições promovem o respeito à natureza e à legislação ambiental, fortalecendo a conscientização dos praticantes.

    Existem regras específicas, como tamanhos mínimos de captura, espécies protegidas e períodos de defeso, épocas em que a pesca é proibida para garantir a reprodução dos peixes.

    Essa regulamentação, quando respeitada, transforma a pesca esportiva em uma aliada da conservação, tornando o Brasil referência no tema em nível internacional.

    Pescar, registrar e devolver: o ciclo responsável da modalidade

    A essência da pesca esportiva está na emoção equilibrada com a responsabilidade ambiental. O pescador desafia a natureza, registra o feito e devolve o peixe ao seu habitat.

    Esse ciclo de respeito se tornou a marca da modalidade no país. Em vez de predar, o praticante aprende a conviver com o meio e a valorizar os recursos naturais brasileiros.

    Com rios extensos e uma das maiores biodiversidades aquáticas do planeta, o Brasil tem tudo para se firmar como líder global da pesca esportiva, unindo emoção, turismo e preservação.

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