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  • Câmara debate moratória da piracatinga sobre a pesca na Amazônia

    Câmara debate moratória da piracatinga sobre a pesca na Amazônia

    A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados promove nesta quarta-feira (12) uma audiência pública para discutir os impactos da moratória que proíbe a pesca e a comercialização da piracatinga na Região Amazônica. O debate começa às 16h, no plenário 6, e atende a um pedido do deputado Raimundo Costa (PSD-BA).

    Raimundo Costa argumenta que a moratória, mantida há onze anos, provoca impactos econômicos e sociais sobre milhares de pescadores artesanais e suas famílias na Amazônia. Para o parlamentar, a extensão sucessiva de uma medida criada como temporária exige um debate público amplo, apoiado em evidências técnicas e na escuta de quem sente os efeitos da proibição diretamente.

    “A manutenção indefinida de uma medida concebida como temporária exige amplo debate público, fundamentado em evidências técnicas e na escuta daqueles que vivenciam diretamente seus efeitos”, afirma o deputado.

    A comissão também quer avaliar os efeitos da moratória sobre a pesca artesanal, a economia regional e a segurança alimentar das populações amazônicas.

    Por que a pesca da piracatinga foi proibida

    A piracatinga (Calophysus macropterus) é um bagre de médio porte, também conhecido como pintadinha, douradinha, piranambu ou urubu-d’água. O apelido vem de seu hábito necrófago: a espécie não é apreciada pelas comunidades ribeirinhas justamente por se alimentar de restos de animais mortos.

    Esse hábito alimentar acabou colocando a espécie no centro de uma polêmica ambiental. Desde o fim dos anos 1990, pescadores passaram a usar carne de golfinhos-de-rio e de jacarés como isca para atrair o peixe, o que gerou um grave crime ambiental contra a fauna da região amazônica. A prática ganhou força quando a sobrepesca de outros bagres na Colômbia abriu uma grande demanda de mercado para a exportação da piracatinga brasileira.

    Foto: Matthews Best / Flickr

    Diante das denúncias, o Ministério Público Federal recomendou a investigação da matança de botos e jacarés usados como isca, o que levou à edição de uma instrução normativa interministerial que instituiu, em 2015, a moratória da pesca e da comercialização da espécie em todo o território nacional. Desde então, a proibição já foi renovada quatro vezes.

    riscos para botos e jacarés

    O impacto da pesca sobre os botos foi um dos principais argumentos para a criação da moratória. Estimativas do governo colombiano, divulgadas quando o país também proibiu a comercialização do peixe, indicam que até sete mil botos-cor-de-rosa morriam anualmente para servir de isca, número muito acima da taxa natural de mortalidade da espécie, estimada em 16 animais por ano.

    A recuperação populacional dos botos é lenta por causa do próprio ciclo reprodutivo do animal. Uma fêmea leva até sete anos para atingir a maturidade sexual. Enquanto os machos demoram dez anos, e o intervalo entre nascimentos gira em torno de quatro a cinco anos. Por isso, especialistas alertam que o boto-cor-de-rosa pode ser extinto em poucas décadas caso a pesca da piracatinga seja liberada sem controle. A proteção também alcança jacarés como o jacaré-açu e o jacaretinga, igualmente usados como isca.

    Além da ameaça a botos e jacarés, a própria piracatinga apresenta um risco à saúde humana. Por se alimentar de carcaças e restos orgânicos no fundo dos rios, o peixe acumula altas concentrações de mercúrio e outros metais tóxicos, motivo pelo qual seu consumo não é recomendado. Análises da Universidade de los Andes, na Colômbia, confirmaram os altos índices de mercúrio na espécie, apontando uma ameaça à saúde pública.

    Um peixe sem mercado interno, mas com demanda externa

    Um dos aspectos que tornam o debate mais complexo é que a piracatinga tem pouco valor comercial dentro do Brasil. A pressão pela pesca vem principalmente de fora: a demanda é proveniente sobretudo da Colômbia, onde, apesar de o consumo ser proibido, ele continua acontecendo. Mesmo com a proibição em vigor nos dois países, toneladas do bagre seguem sendo exportadas anualmente.

    A regulamentação brasileira atual, baseada na Instrução Normativa Ibama nº 16/2015, veta pesca, retenção, desembarque, armazenamento, transporte, beneficiamento e comercialização da espécie, com multas que vão de R$ 700 a R$ 100 mil, além de apreensão de equipamentos e embarcações em caso de descumprimento.

    O impasse que a Câmara discute agora

    O governo federal já sinalizou que pretende manter a cautela. Ao prorrogar a moratória pela última vez, o Ministério da Agricultura e o Ministério do Meio Ambiente informaram que a proibição segue vigente até que existam dados científicos suficientes para autorizar uma pesca sustentável, aplicando o princípio da precaução quando as informações são insuficientes.

    Portanto, é justamente esse equilíbrio entre a proteção de botos, jacarés e da saúde pública de um lado, e a subsistência de comunidades pesqueiras amazônicas do outro que a audiência pública desta quarta-feira busca discutir, ouvindo pescadores, especialistas e representantes do setor.

    Com dados de Agência Câmara de Notícias

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  • Tambaqui vira espécie ameaçada no Brasil e divide opiniões

    Tambaqui vira espécie ameaçada no Brasil e divide opiniões

    O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) incluiu o tambaqui (Colossoma macropomum), um dos peixes mais consumidos na Amazônia brasileira, na lista nacional oficial de espécies da fauna aquática ameaçadas de extinção, publicada em abril.

    Tambaqui
    Foto: Josiane Tada/Flickr

    A Portaria nº 1.666, divulgada no mesmo dia 27 de abril, estabeleceu um prazo de 180 dias para a aprovação de um plano de recuperação populacional da espécie, prazo que termina em 25 de outubro. Caso o plano não avance até lá, a pesca do tambaqui poderá ser proibida em todo o território nacional. A entrada na lista, porém, não implica proibição imediata, desde que especialistas, sob coordenação do MMA, aprovem o plano de recuperação a tempo.

    Queda populacional motiva classificação como vulnerável

    O Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (SALVE), coordenado pelo ICMBio, projetou uma queda de 43,4% na população de tambaqui ao longo de três gerações. E assim classificou a espécie como vulnerável. O peixe sofre forte pressão pesqueira em seu habitat natural há décadas. E ocorre naturalmente nas várzeas do rio Amazonas e na maioria de seus principais afluentes, distribuindo-se pelos estados do Acre, Rondônia, Amazonas e Pará.

    A piscicultura espalhou o tambaqui por outras regiões da América do Sul. E nos últimos 20 anos, compensou parcialmente as perdas populacionais nos estoques naturais. Isso ainda que o ICMBio não consiga precisar o real impacto da criação em cativeiro sobre essa recuperação.

    Pescadores da Amazônia contestam a decisão

    Vice-presidente da Colônia de Pescadores Z-23 de Alvarães, Castro teme que uma eventual proibição afete de forma desigual os pescadores artesanais, que trabalham com peixe de lago e não possuem viveiros, enquanto produtores de piscicultura poderiam seguir comercializando o tambaqui criado em cativeiro.

    Pescadores familiares se uniram a pesquisadores para pedir ao Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) a reversão da medida ou, ao menos, sua flexibilização em situações específicas.

    Igor Hister Lourenço, analista de pesquisa e desenvolvimento do Instituto Mamirauá, aponta a complexidade de aplicar uma restrição uniforme a toda a bacia amazônica: enquanto algumas áreas mantêm estoques abundantes, o rio Madeira registrou o desaparecimento do tambaqui e viu a espécie reaparecer recentemente após um longo período sem registros. Para Lourenço, estoques menores tornam a captura mais difícil e mais cara, o que naturalmente leva à diversificação da produção pesqueira, processo que já ocorre há anos, sem indicar necessariamente risco de desaparecimento da espécie. Ele também considera um erro o governo não ter consultado os pescadores antes da decisão, diante da escassez de dados sobre a dinâmica da pesca de pequena escala em toda a bacia.

    Falta de dados sobre comunidades tradicionais gera controvérsia

    O ICMBio reconhece uma limitação relevante na avaliação de risco: os dados de desembarque pesqueiro usados no estudo cobrem apenas áreas não protegidas, que correspondem a 61% da área de ocorrência do tambaqui.

    Tambaqui
    Foto: Derwisz/Flickr

    Unidades de conservação e terras indígenas, que somam os 39% restantes e apresentariam baixo risco de extinção, não contam com dados formais de desembarque. Uma lacuna que alimenta as críticas de pescadores e pesquisadores à decisão.

    Plano de recuperação avança sob pressão de prazo

    Roberto R. Gallucci, coordenador-geral do departamento de gestão compartilhada dos recursos pesqueiros do MMA, trata a conclusão do plano de recuperação até outubro como prioridade. O cronograma já definido prevê cooperação com o MPA e a participação de pescadores, gestores e pesquisadores. Um rascunho considerado crucial já foi apresentado, em 12 de junho. O MPA informou, por e-mail, que está reunindo contribuições técnicas para o plano, mas não disponibilizou o documento preliminar solicitado pela reportagem.

    A mesma atualização incluiu o peixe marinho peroá (Balistes capriscus) entre as espécies ameaçadas. A medida também gerou reação entre pescadores artesanais e o setor pesqueiro. Especialmente em Guarapari (ES), onde a associação local de pescadores (Aspeg) considera desproporcional penalizar quem usa métodos de baixo impacto. Aliás, um plano de recuperação para o peroá também está entre as prioridades do MMA.

    Nem sempre esses planos surtem o efeito esperado. O pargo (Lutjanus purpureus) teve seu status agravado de vulnerável para ameaçado mesmo com um plano de recuperação em vigor, segundo o Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura. A entidade atribui o resultado à disputa de protagonismo entre MMA e MPA. E defende repensar a gestão pesqueira com participação direta de quem pesca e de quem decide onde pescar.

    Atualmente, 490 espécies integram a lista de fauna aquática ameaçada no Brasil. O bagre-branco (Genidens barbus) e a corvina (Micropogonias furnieri), incluídos em atualizações anteriores, têm sua situação em revisão após recurso apresentado pelo MPA.

  • Como pescar no inverno: especialistas ensinam técnicas eficazes

    Como pescar no inverno: especialistas ensinam técnicas eficazes

    O inverno já completou um mês no Brasil. A estação derruba as temperaturas e transforma o comportamento dos peixes, exigindo dos pescadores mais atenção e novas estratégias.

    O Instituto de Pesca (IP-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, alerta que os meses frios provocam alterações no metabolismo dos peixes. A queda na temperatura da água reduz a atividade e a movimentação das espécies, o que impacta diretamente sua alimentação e distribuição nos ambientes aquáticos.

    Por que os peixes ficam mais lentos no frio

    O pesquisador do IP, Eduardo Onaka, explica o fenômeno: “com a redução do metabolismo, os peixes passam a gastar menos energia e diminuem a frequência de alimentação. Como consequência, tendem a ignorar o oferecimento de iscas e permanecem por mais tempo em áreas onde encontram melhores condições de temperatura, tornando a pescaria mais desafiadora durante o inverno”.

    A água do ambiente determina a temperatura corporal dos peixes, já que eles não contam com mecanismos internos de regulação térmica. Por isso, a temperatura da água funciona como fator limitante direto da taxa metabólica do animal. No verão, o calor acelera o metabolismo: o peixe digere rápido e precisa comer com frequência. No inverno, o frio inverte esse quadro. O organismo desacelera, a digestão demora mais e o intervalo entre as refeições aumenta.

    Pescador a beira do mar
    Foto: Archipiélago de Gran Canaria/Flickr

    Durante o inverno, o peixe entra em regime de conservação energética. Ele seleciona as presas com base no custo-benefício: ataca somente quando o gasto para capturar a isca compensa, ou seja, quando ela está próxima e se desloca devagar. A recuperação pós-exercício também se prolonga significativamente, o que exige manuseio mais cuidadoso na prática do pesque-e-solte. O cuidado extra evita a morte do peixe por exaustão metabólica.

    Estratégias de pesca para o inverno

    A pesca de barranco praticamente perde a eficácia no inverno, já que os peixes se afastam da zona rasa. Na pesca embarcada, o sonar se torna ferramenta indispensável: ele localiza estruturas submersas e revela a profundidade em que os cardumes se concentram. O pescador deve apresentar a isca no fundo ou logo acima da termoclina, a camada onde a temperatura muda bruscamente em um curto espaço de profundidade, pois ali se concentra a maior parte dos peixes.

    Onaka recomenda a chamada pesca de precisão: identificar os pontos propícios e insistir neles, apresentando a isca repetidamente no mesmo local. Iscas de superfície, que geram alto impacto sensorial, perdem eficácia no frio. Já iscas de fundo, trabalhadas em velocidade reduzida e com pausas longas, rendem melhores resultados.

    Espécies mais ativas no frio

    Apesar da queda geral na atividade, algumas espécies toleram melhor as baixas temperaturas e continuam ativas durante o inverno. Entre os peixes de água doce resistentes ao frio estão a traíra, o dourado, o pacu, a corvina, as carpas (todas as variedades) e os bagres em geral, como jundiá, pintado, cachara, barbado e mandi.

    O horário da pescaria também interfere nos resultados. Entre o fim da manhã e o meio da tarde, a água recebe mais sol e os peixes ficam mais ativos. Por isso, esse período costuma render mais capturas. Além do horário certo, a escolha de técnicas e iscas adequadas à estação aumenta as chances de uma pescaria produtiva.

    Foto preto e branca de pescador à beira do rio
    Foto: Daniel Donate/Flickr

    Enquanto rios e lagos de água doce enfrentam peixes mais escassos e lentos, o litoral da região Sudeste vive o oposto: o inverno marca a fartura. Dois fenômenos explicam esse fluxo: a ressurgência, quando ventos de frentes frias trazem à superfície uma corrente de água profunda, gelada e rica em nutrientes; e a migração pelo frio, quando espécies do Sul do país se deslocam rumo ao Sudeste. Tainha, anchova, sororoca, bonito-listrado e pargo figuram entre os peixes mais aguardados da temporada.

    Como adaptar a técnica de pesca ao frio

    “No inverno, as águas ficam mais transparentes e os peixes se comportam de forma mais lenta e discreta. Para garantir o sucesso da pescaria nesta época, os pescadores precisam adaptar suas técnicas”, afirma Onaka. O pesquisador reuniu quatro orientações práticas para essa fase do ano:

    • Aposte em linhas invisíveis: como a água fica mais transparente, escolha um líder de fluorcarbono mais fino e comprido (pelo menos 1,5 metro) para a extremidade da linha, evitando que o peixe perceba a armadilha.
    • Leve a isca até o fundo: os peixes se concentram perto do fundo no inverno. Utilize iscas de metal ou chumbadas mais pesadas para garantir que a isca alcance a profundidade certa.
    • Recolha a linha devagar: ao usar iscas artificiais, faça o recolhimento bem lento. No frio, a fisgada do peixe não vem como uma batida explosiva — a linha simplesmente fica “pesada” durante as pausas.
    • Explore o olfato dos peixes: mesmo no frio, o olfato continua funcionando bem. Use iscas naturais com cheiro forte ou aplique atrativos em gel nas iscas artificiais para atrair os peixes de longe.
  • Pescador fisga pintado de 18 quilos e registra captura rara

    Pescador fisga pintado de 18 quilos e registra captura rara

    Uma captura incomum movimentou a comunidade pesqueira de Mercedes, no Oeste do Paraná. O pescador mercedense Jango Silva fisgou um pintado com aproximadamente 18 quilos durante uma pescaria na região do Arroio Guaçu, área localizada às margens do Lago de Itaipu.

    A ocorrência chamou a atenção de pescadores e moradores devido ao tamanho do exemplar. Além disso, o peixe é considerado um dos maiores da espécie registrados nos últimos anos no município.

    O pintado está entre as espécies mais valorizadas na pesca esportiva e recreativa. Isso ocorre tanto pela resistência que oferece durante a captura quanto pelo porte expressivo que pode atingir em ambientes favoráveis.

    Espécie está na lista nacional de espécies ameaçadas de extinção — Foto: GOV

    Cidade é referência na pesca

    Além da repercussão causada pelo feito, o episódio reforça a importância de Mercedes como referência para a atividade pesqueira na região. O município possui acesso privilegiado ao Lago de Itaipu e abriga uma ampla diversidade de espécies nativas.

    No entanto, registros de peixes desse porte não são comuns, nem mesmo no berço da pescaria. Assim, a captura realizada por Jango Silva evidencia a riqueza pesqueira existente no reservatório.

    O Lago de Itaipu, considerado um dos maiores lagos artificiais do mundo, desempenha papel estratégico para a pesca esportiva e para o turismo ligado ao setor no Oeste do Paraná.

     

  • Sertanejo dono de fazenda milionária no Pantanal surge em pescaria de luxo

    Sertanejo dono de fazenda milionária no Pantanal surge em pescaria de luxo

    O cantor Luan Santana compartilhou nas redes sociais os bastidores de uma pescaria no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Em vídeos publicados no perfil oficial, o sertanejo apareceu em momentos de lazer ao lado de amigos enquanto navegava pelos rios da região.

    “Sempre um prazer voltar, meu Pantanal”, escreveu o artista na legenda da publicação.

    Nas imagens, Luan mostrou detalhes da rotina durante a viagem, incluindo cenas da pescaria em barco, o preparo das refeições e até registros noturnos das embarcações que participaram da aventura.

    Durante dias de descanso no Pantanal, o músico exibiu momentos da pescaria — (Foto: Reprodução/Instagram)

    Fazenda milionária no coração do Pantanal

    Um dos refúgios preferidos do cantor no Mato Grosso do Sul é a Fazenda Meteoro, adquirida em 2024. Localizada em Aquidauana, no Pantanal sul-mato-grossense, a propriedade está avaliada em cerca de R$ 15 milhões e combina lazer, privacidade e investimento no agronegócio.

    Segundo informações divulgadas em entrevistas e nas redes sociais, a fazenda mantém foco na pecuária, com criação de gado e estrutura voltada à produção rural.

    Outro detalhe que chama atenção é a personalização do rebanho, marcado com as iniciais do artista, reforçando a identidade da propriedade. Além disso, a fazenda conta com parcerias no setor agrícola e utiliza maquinário moderno para otimizar a produção no campo.

  • Pescaria: pirarucu gigante surpreende família no ES

    Pescaria: pirarucu gigante surpreende família no ES

    Durante um passeio de barco na tarde de sábado (10), uma família teve uma experiência surpreendente na Lagoa do Aguiar, em Linhares, no litoral norte capixaba. Marcella Ferreira fisgou um pirarucu de 65 quilos e 1,56 metro de comprimento. Um feito considerado excepcional pela pescadora, que utilizava equipamento inadequado para o tamanho do peixe.

    https://www.instagram.com/agazetaes/reel/DTYXNZJD8CG/

    Marcella relatou à reportagem de A Gazeta do ES que a família navegava pela lagoa apenas para mostrar o local aos tios e à mãe, que aproveitam as férias na região. A intenção inicial não incluía pescaria profissional.

    Empolgado com o passeio, um dos tios lançou seu molinete na água. Marcella decidiu acompanhar a brincadeira, mas utilizou apenas uma vara com carretilha leve. O equipamento costuma ficar guardado no barco e serve para peixes de até cinco quilos.

    Pescadora confundiu peixe gigante com tronco de árvore

    Poucos minutos após lançar a linha, Marcella sentiu uma forte resistência. “Achei que minha vara tinha prendido em um toco. Quando dei três puxadas mais fortes, ele pulou e não acreditei no que vi”, descreveu a pescadora.

    Reprodução: Redes Sociais/Arquivo pessoal

    Ricardo Ferreira, marido de Marcella, ajudou no processo de captura do peixe. O casal reconhece que as chances de sucesso eram mínimas. “Na verdade, não teria como pegar esse peixe da forma que foi pego, foi um milagre”, afirmou Marcella.

    Pirarucu figura entre maiores peixes de água doce do Brasil

    O pirarucu (Arapaima gigas) é um dos maiores peixes de água doce do mundo e pode alcançar até 3 metros de comprimento e 200 quilos. A espécie habita bacias amazônicas, mas populações também ocorrem em lagoas e represas de outras regiões do Brasil, incluindo o Espírito Santo.

    Reprodução: Redes Sociais/Arquivo pessoal

    A Lagoa do Aguiar, localizada em Linhares, é conhecida pela diversidade de peixes e atrai pescadores esportivos de diferentes partes do país. O local integra a região da foz do Rio Doce, importante área de preservação ambiental capixaba.

  • Cascudo Panaque surpreende com coloração rara; veja o vídeo

    Cascudo Panaque surpreende com coloração rara; veja o vídeo

    Um pescador registrou em vídeo um encontro raro nas águas brasileiras: o cascudo Panaque, peixe de coloração preta e amarela, surpreendeu pela beleza e pela singularidade do padrão de cores encontrado na espécie amazônica, considerada uma das mais exóticas do país.

    https://www.instagram.com/reel/DQuSVIxjtuv/?igsh=MTV4NHZmd2V0d2xueA%3D%3D

    O cascudo Panaque (Panaque nigrolineatus) pertence à família Loricariidae e se destaca por seu corpo revestido de placas ósseas, ventosa bucal potente e tamanho que pode chegar a 50 centímetros. Nativo da bacia amazônica, ele é procurado tanto por pescadores quanto por aquaristas, devido à sua aparência robusta e variedade de cores.​

    A coloração preta com faixas ou manchas amarelas torna alguns exemplares especialmente valiosos para registros em vídeos e apreciação de entusiastas. Segundo especialistas, variantes como essa são incomuns na natureza, o que aumenta o interesse pelos registros.​

    Estes peixes têm hábitos noturnos e costumam habitar áreas com troncos submersos, essenciais para sua alimentação à base de fibras vegetais e madeira. O cascudo Panaque contribui para o equilíbrio dos ambientes aquáticos ao participar da decomposição de matéria orgânica.​

    Cuidados necessários e curiosidades

    No aquarismo, a espécie exige aquários grandes, troncos naturais e água limpa, além de manutenção rigorosa de pH e temperatura. O interesse por exemplares raros impulsiona o mercado, mas especialistas alertam para a importância da preservação de habitats naturais dos cascudos.​

    O vídeo, além de revelar a beleza de um Panaque de cores raras, destaca a diversidade de espécies presentes nos rios brasileiros e reforça o papel do país como referência mundial na variedade de peixes ornamentais.

  • Defeso da Piracema começou no estado de São Paulo

    Defeso da Piracema começou no estado de São Paulo

    São Paulo inicia em 1º de novembro de 2025 o período de defeso da piracema, que se estende até 28 de fevereiro de 2026. Durante esses quatro meses, pescadores não poderão capturar espécies nativas nas bacias do rio Paraná e do Atlântico Sudeste. A medida protege a reprodução natural dos peixes e garante a sustentabilidade dos estoques pesqueiros no estado.

    “O defeso impede a captura durante a fase reprodutiva e assegura a continuidade do ciclo de vida das espécies”, explica Paula Maria Gênova de Castro Campanha, pesquisadora do Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

    Quais peixes os pescadores podem capturar durante o defeso

    A proibição atinge apenas espécies nativas. Pescadores podem capturar espécies não nativas, exóticas ou híbridas nas duas bacias hidrográficas.

    Na Bacia do Paraná, que inclui os rios Paraná, Grande, Paranapanema, Tietê, Mogi-Guaçu e Pardo, a pesca permanece liberada para corvina de água doce, tucunarés, porquinho, zoiúdo, apaiari, pacu-cd, pirarucu e camarão-gigante-da-Malásia. Pescadores também podem capturar híbridos como tambacu, jundiara, cachapinta e pincachara, além de tilápias, carpas, bagre-americano e bagre-africano.

    “Essas espécies não são nativas da bacia”, destaca Fernando Carvalho, professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

    Na Bacia do Atlântico Sudeste, que abrange os rios Paraíba do Sul, Ribeira de Iguape e Juquiá, pescadores podem capturar dourado e pintado, ambas espécies não nativas da região. O curimbatá está liberado apenas na bacia do Ribeira de Iguape, mas permanece proibido no Paraíba do Sul por ser nativo daquele sistema.

    Espécies marinhas e estuarinas que sobem os rios durante a piracema seguem normas específicas.

    Como funciona a pesca durante o período de defeso

    Equipamentos permitidos: pescadores podem usar linha de mão, caniço, vara com molinete ou carretilha, tanto com iscas naturais quanto artificiais. Quem utiliza lambari como isca natural deve apresentar nota fiscal que comprove origem em piscicultura.

    Regras por local:

    • Rios: apenas pesca desembarcada nas duas bacias
    • Represas da Bacia do Paraná: pesca embarcada e desembarcada permitidas
    • Reservatórios do Atlântico Sudeste: pescadores profissionais podem usar rede de emalhar (malha ≥ 100 mm) e tarrafa (malha ≥ 70 mm), respeitando limite de 1/3 do ambiente aquático

    Cotas e locais proibidos

    Pescadores profissionais não têm cota para espécies não nativas. Já pescadores amadores e esportivos podem levar até 10 kg mais um exemplar.

    A pesca permanece proibida em lagoas marginais e trechos próximos a cachoeiras e corredeiras. O Instituto de Pesca recomenda que pescadores consultem as regras antes de sair para evitar infrações.

    As normas completas constam nas Instruções Normativas do Ibama: IN 25/2009 (Bacia do Paraná) e IN 195/2008 (Bacia do Atlântico Sudeste). Pescadores também podem acessar um resumo no item 3 do FAQ no site do Instituto de Pesca.

    Seguro defeso garante renda para pescadores artesanais

    Profissionais da pesca artesanal com documentação regular podem solicitar o Seguro Defeso durante o período de restrição. O benefício compensa a impossibilidade de trabalhar devido à piracema e pode ser requisitado pela internet até 28 de fevereiro de 2026.

    O programa oferece suporte financeiro aos pescadores que dependem da atividade como fonte de renda principal, amenizando o impacto econômico das restrições ambientais necessárias à preservação dos estoques pesqueiros paulistas.

  • Ana Castela e Zé Felipe vivem dia de pesca no Pantanal

    Ana Castela e Zé Felipe vivem dia de pesca no Pantanal

    A cantora Ana Castela viveu dias de pura aventura e descontração durante seu passeio pelo Pantanal ao lado do cantor Zé Felipe e sua família. A viagem, que rapidamente se tornou o centro dos holofotes, mostrou que a sorte estava do lado do grupo desde o primeiro momento. Mal haviam chegado à beira do rio e já exibiram com orgulho os primeiros peixes fisgados, dando início a uma temporada de sorrisos e muito “pé quente” na pescaria.

     A estadia foi marcada por momentos de muita diversão e uma evidente sintonia entre todos. A pescaria foi o grande destaque da programação, com Ana Castela mostrando-se uma pescadora entusiasmada e de muita sorte. Ela mesma brincou ao compartilhar suas primeiras capturas, dizendo: “Peguei um tubarão também, mas não coube na foto… então deixei!”. Seu talento à beira do rio foi tão notável que Zé Felipe a batizou carinhosamente de “Pescadeira” em suas redes sociais, um trocadilho perfeito com seu famoso apelido “Boiadeira”.

    Clima familiar

    O que mais chamou a atenção, porém, foi a total e descontraída integração de Ana com a família de Zé Felipe. Os pais do cantor, Leonardo e Poliana Rocha, estiveram presentes em todos os momentos, criando um clima genuinamente familiar.

    A cumplicidade do grupo ficou ainda mais evidente quando todos apareceram usando looks personalizados e iguais, estampados com fotos de cada um deles. Ana, com seu bom humor característico, brincou sobre as roupas, escrevendo: “Agora estamos prontos pra pescar tubarão” e “O trem mais feio do mundo, vamos espantar os peixes”.

    Além das pescarias bem-sucedidas, a viagem foi recheada de cantorias, brincadeiras e muita alegria. Em um dos momentos mais divertidos, Ana pregaram uma peça em Leonardo, fazendo-o comer tomate com excesso de sal e se divertindo muito com sua reação.

    Esses momentos de descontração e convívio familiar tão próximo alimentaram ainda mais os rumores de um romance entre Ana Castela e Zé Felipe, que, apesar de não terem confirmado oficialmente um relacionamento, demonstraram uma sintonia que vai muito além dos palcos.

     

    O clima estava tão animado que a cantora postou uma montagem com um peixe gigante que ela pescou, totalmente feita por IA. Vale a brincadeira.

     

  • Zé Neto vence depressão através da pescaria e vira defensor da saúde mental

    Zé Neto vence depressão através da pescaria e vira defensor da saúde mental

    O cantor Zé Neto, da dupla sertaneja Zé Neto & Cristiano, enfrentou uma batalha silenciosa contra a depressão e síndrome do pânico. Longe dos palcos e holofotes, o artista descobriu na pescaria um poderoso aliado para sua recuperação.

    A pesca transformou-se em peça fundamental no tratamento do músico. “A pescaria tem sido peça-chave na minha recuperação e no meu retorno aos palcos”, revela Zé Neto. O cantor destaca a força da natureza e do convívio familiar como pilares essenciais para a saúde mental.

    Estudos da Organização Mundial da Saúde confirmam os benefícios terapêuticos do contato com espaços naturais. A proximidade com rios, lagos e mares reduz o estresse.

    Essas atividades fortalecem o bem-estar emocional e protegem contra transtornos mentais.

    Parceria estratégica

    O hobby também virou uma oportunidade de negócios e parceria com a fabricante de embarcações Fluvimar.  A empresa forneceu ao artista um pontoon exclusivo. Hoje, Zé Neto possui um Fluvimar F Boat 9500 Duplo Deck de 9,5 metros. A embarcação combina conforto, tecnologia e contato direto com a natureza.

    Foto: Divulgação

    Jorge Oliveira, fundador da Fluvimar, explica a importância dessa conexão. “O contato com a natureza e a prática da pescaria contribuem para a reabilitação emocional”, afirma o empresário. A atividade proporciona equilíbrio e bem-estar aos praticantes.

    Dados preocupantes sobre saúde mental

    O caso do cantor ganha relevância durante o Setembro Amarelo, campanha de prevenção ao suicídio. No Brasil, cerca de 15,5% da população já apresentou episódios depressivos. Isso equivale a aproximadamente 33 milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Saúde.

    O ambiente profissional também reflete essa crise. Em 2024, mais de 470 mil licenças médicas foram concedidas por transtornos mentais. O número representa o maior índice da última década. Houve um aumento de quase 70% em relação ao ano anterior.

    Terapia nas águas

    Zé Neto encontrou mais que um hobby na pescaria. A atividade tornou-se uma forma eficaz de terapia. Cada saída representa uma oportunidade para respirar fundo e se reconectar consigo mesmo.

    “Sua história ecoa como um lembrete de que a saúde mental precisa ser cuidada diariamente”, observa Jorge Oliveira.

    O exemplo do artista demonstra como atividades na natureza possuem valor imensurável para a vida das pessoas. Entre águas calmas e linhas lançadas, Zé Neto prova que é possível enfrentar os desafios mentais e retornar aos palcos renovado.