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  • Avicultura e suinocultura projetam crescimento em 2025

    Avicultura e suinocultura projetam crescimento em 2025

    A avicultura e a suinocultura brasileiras projetam avanços em produção, exportações e consumo em 2025, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Os números foram divulgados em coletiva de imprensa, em São Paulo.

    O setor enfrentou um dos maiores desafios sanitários da história, a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade. Mesmo assim, a entidade prevê retomada de normalidade. Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o mercado global segue altamente demandante por proteínas, enquanto o consumo interno também cresce.

    Produção de ovos deve bater recorde

    A produção nacional de ovos deve chegar a 62 bilhões de unidades em 2025, alta de 7,5% frente a 2024. Para 2026, a projeção é de 65 bilhões, aumento de 4,8%.

    As exportações podem alcançar 40 mil toneladas em 2025, crescimento de 116,6% em relação ao ano anterior. Em 2026, devem atingir 45 mil toneladas, alta de 12,5%.

    O consumo per capita deve avançar de 269 ovos em 2024 para 288 em 2025, crescimento de 7,1%. Em 2026, o número pode chegar a 306 ovos, aumento de 6,3%. Além disso, Santin destacou que o Brasil deve entrar, pela primeira vez, no ranking dos 10 maiores consumidores per capita de ovos. Segundo ele, as empresas monitoram os efeitos do tarifaço, mas esperam reabertura de mercados como o Chile.

    As exportações brasileiras de ovos para os Estados Unidos somaram US$ 41 milhões, sendo que 63% do total exportado pelo Brasil teve como destino o mercado americano.

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    Frango mantém alta no consumo interno

    A produção brasileira de carne de frango deve atingir 15,4 milhões de toneladas em 2025, avanço de 3% sobre 2024. Para 2026, o volume projetado é de 15,7 milhões de toneladas, alta de 2%.

    As exportações devem ficar estáveis, com leve queda de 2%, somando 5,2 milhões de toneladas em 2025. Em 2026, podem chegar a 5,5 milhões, alta de 5,8%.

    No mercado interno, a oferta pode alcançar 10,2 milhões de toneladas em 2025, 5,4% acima do registrado em 2024. Para 2026, a expectativa é de estabilidade. Por outro lado, o consumo per capita deve subir de 45,5 quilos em 2024 para 47,8 quilos em 2025, mantendo o mesmo nível em 2026.

    “O setor superou a maior crise da sua história com a Influenza Aviária. Os mercados já retomaram as compras e a produção segue fortalecida pelo consumo interno”, afirmou Santin.

    O Brasil não exporta frango para os Estados Unidos e portanto, o setor não foi afetado pelo tarifaço de Donald Trump.

    Suínos devem avançar em produção e exportações

    A produção brasileira de carne suína deve chegar a 5,42 milhões de toneladas em 2025, alta de 2,2% frente a 2024. Em 2026, o número pode atingir 5,55 milhões, crescimento de 2,4%.

    As exportações devem manter trajetória de alta, alcançando 1,45 milhão de toneladas em 2025, avanço de 7,2% sobre 2024. Em 2026, a projeção é de 1,55 milhão de toneladas, crescimento de 7%.

    Os embarques de carne suína representaram cerca de US$ 33 milhões para o mercado norte-americano, que respondeu por aproximadamente 2% das exportações do produto no acumulado do ano. Portanto, o setor tem menor impacto em relação a sobretaxa imposta pelo presidente dos Estados Unidos.

    Em geral, a oferta interna deve se manter estável em 4 milhões de toneladas. O consumo per capita também deve se estabilizar, passando de 18,6 quilos em 2024 para 18,8 quilos em 2026. “A suinocultura brasileira deve atingir patamares recordes em produção, consumo e exportações. Filipinas, México, Singapura e países da América do Sul reforçam a posição do Brasil no comércio mundial”, destacou Santin.

     

  • Exportação de ovos do Brasil cresce 305% em julho

    Exportação de ovos do Brasil cresce 305% em julho

    As exportações brasileiras de ovos, englobando produtos in natura e processados, registraram um crescimento impressionante de 304,7% em julho de 2025. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), foram embarcadas 5.259 toneladas, contra 1.300 toneladas no mesmo período do ano anterior.

    O impacto financeiro desse aumento foi ainda mais expressivo. A receita alcançou US$ 11,808 milhões, representando alta de 340,9% em relação a julho de 2024, quando o faturamento foi de US$ 2,678 milhões.

    No acumulado dos primeiros sete meses do ano, as exportações totalizaram 30.174 toneladas, crescimento de 207,3% ante o volume embarcado entre janeiro e julho de 2024, que foi de 9.818 toneladas. A receita somou US$ 69,567 milhões, aumento de 232,2% em comparação ao patamar de US$ 20,940 milhões no mesmo período do ano passado.

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    Os Estados Unidos permanecem como principal mercado para os ovos brasileiros, com 18.976 toneladas exportadas nos sete primeiros meses — um salto de 1.419% — e receita de US$ 40,7 milhões, alta de 1.769%. Outros mercados relevantes incluem Chile, Japão, México, Angola, Emirados Árabes Unidos, Uruguai e Serra Leoa.

    Ricardo Santin, presidente da ABPA, destaca a incerteza sobre o impacto das negociações comerciais com os EUA. Mas aponta que a demanda norte-americana segue alta devido à escassez local, o que pode garantir a manutenção do fluxo de exportações. “Ainda não é possível prever o efeito das questões comerciais com os Estados Unidos sobre os embarques do produto. Mas há uma perspectiva de eventual manutenção de fluxo, já que a demanda norte-americana pelo produto segue elevada frente à escassez do produto enfrentada naquele mercado”</p>

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  • Mini porco e galinha Serama viram pets de luxo nas cidades

    Mini porco e galinha Serama viram pets de luxo nas cidades

    Eles trocam o poleiro e o chiqueiro pelo tapete da sala, o milho pelo carinho e, às vezes, até o latido pelo grunhido. Cada vez mais longe dos galinheiros e currais, o mini porco e galinha Serama se reinventam como animais de estimação inusitados e ganham espaço no coração, e no orçamento, de quem vive na cidade.

    Galinha Serama: pequena no tamanho, gigante no carisma

    Foto: @serama.br

    Originária da Malásia, a Serama não passa de 15 cm de altura e pesa menos de meio quilo. Ou seja, cabe com folga na palma da mão. Para quem vê de longe, pode parecer um enfeite de porcelana. Mas basta um cacarejo sutil e um bater de asas cheio de charme para mostrar que o bichinho é de verdade.

    A ave é fruto de um cruzamento entre a raça malaia Bantam e a japonesa Chabo. Seu nome vem de “Rama”, título real na Tailândia, uma escolha que faz jus à sua postura altiva e olhar nobre, mesmo em tamanho pocket.

    Além de carismática, a Serama também é cara. Um exemplar pode custar de R$ 1.000 a R$ 3.500, dependendo da pureza genética. Já os ovos fecundados, há fila para eles, são vendidos por até R$ 3.000 a dúzia. Mas atenção: não vá fritar. Esses ovos são para quem sonha em montar seu próprio império de galinhas reais.

    Mini porco como pet: inteligência, afeto e muita personalidade

    Foto: UFMG

    Na onda dos pets exóticos, o mini porco também vem fazendo barulho — literalmente. Conhecido como mini pig, o animal vem sendo adotado por famílias que buscam um companheiro afetuoso, esperto e cheio de personalidade. E, cá entre nós, ele dá show.

    Mesmo pequeno, o bicho exige respeito. Algumas raças, como a Göttinger ou a Kunekune, atingem de 25 kg a 60 kg na fase adulta. Ou seja, não cabe na bolsa, mas cabe no coração. Com barriga saliente, orelhas empinadas e um focinho sempre curioso, o mini porco encanta pela inteligência e pela lealdade.

    Não espere economia: o preço de um filhote vai de R$ 1.500 a R$ 5.000, a depender da linhagem, da cor e dos mimos inclusos — vacina, castração, pedigree. Mas o maior custo é o comprometimento: precisam de espaço, rotina de passeios, alimentação equilibrada e visitas frequentes ao veterinário.

    Há, no entanto, um obstáculo que nem o focinho fofo supera: a legislação. Em algumas cidades, a criação de suínos em área urbana é proibida, mesmo os mini. E muitos condomínios também impõem restrições. Por isso, antes de adotar, é bom checar as regras e preparar a vizinhança para o novo morador.

    Um novo capítulo para os pets exóticos

    No fim das contas, o fenômeno diz muito sobre os novos tempos. Num mundo cada vez mais urbano e digital, cresce o desejo por vínculos afetivos reais, por animais que ofereçam companhia, afeto e uma pitada de excentricidade. E é assim que porquinhos e galinhas trocam o barro pelo asfalto — e viram celebridades de apartamento.

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  • Exportações de ovos disparam com apoio da cidade de Bastos

    Exportações de ovos disparam com apoio da cidade de Bastos

    As exportações de ovos do Brasil voaram alto no primeiro semestre de 2025. Com recordes de embarques e cifras que impressionam até os mais céticos, o setor empacotou confiança, qualidade e competitividade para o mundo inteiro — e levou no pacote uma cidade que põe, literalmente, a galinha na frente: Bastos (SP).

    De janeiro a junho, o país enviou ao exterior 24.915 toneladas de ovos — um salto de 192,5% em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Além disso, o faturamento acompanhou o ritmo e também cresceu: foram US$ 57,7 milhões, o que representa uma alta de 216,3%. Para completar, a cereja no topo veio em junho, com 6.558 toneladas exportadas — quase quatro vezes mais que no mesmo mês do ano anterior.

    Estados Unidos lideram importações

    E sabe pra onde foi tanto ovo? Estados Unidos, claro, liderando com folga: 15.202 toneladas e uma receita de US$ 33,1 milhões. México e Japão vieram logo atrás, seguidos por destinos mais improváveis como Serra Leoa e Angola. Até o Chile, que reduziu a demanda, continua no radar.

    O presidente da ABPA, Ricardo Santin, diz que o desempenho marca uma virada no setor. “Os embarques de ovos atingiram patamares históricos neste primeiro semestre, com forte ampliação da presença brasileira em mercados estratégicos como os Estados Unidos, México e Japão”, afirmou. Segundo ele, o avanço mostra o quanto o mundo reconhece “a qualidade, biossegurança e competitividade do produto brasileiro”.

    Bastos transforma tradição em motor das exportações

    Mas por trás desses números, há uma cidade que faz o milagre diário de transformar milho em proteína e rotina em potência. Bastos, no interior de São Paulo, ostenta o título de Capital do Ovo e não é à toa: são 22 milhões de unidades por dia, ou, para os mais apressados, cerca de 290 ovos por segundo. É o tipo de número que deixa até relógio tonto.

    Com pouco mais de 20 mil habitantes, o município abriga 30 milhões de galinhas poedeiras e produz quase metade de todos os ovos do estado. E tudo começou lá atrás, nos anos 1930, quando imigrantes japoneses trouxeram mais que cultura e disciplina: trouxeram galinhas. E elas ficaram.

    Festa do Ovo celebra produção

    A cidade é também sede da tradicional Festa do Ovo, que neste ano será realizada de 27 a 31 de agosto. Durante o evento, produtores e compradores se encontram, negócios se fecham e, como resultado, o orgulho local transborda como gema quebrada em prato quente. Além disso, o concurso estadual, que premia a qualidade dos ovos, reforça o prestígio da cidade. No fim das contas, a festa celebra uma cadeia produtiva que emprega milhares, movimenta milhões e reafirma a vocação de Bastos para alimentar o Brasil e agora, o mundo.

    Entre a galinha e o contêiner, Bastos mostra que, sim, o Brasil pode liderar até onde menos se espera. Afinal, quem diria que uma cidade tão pequena conseguiria alimentar o mundo inteiro, ovo por ovo?

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  • Preço do frango vivo atinge maior média desde agosto de 2022

    Preço do frango vivo atinge maior média desde agosto de 2022

    O preço médio do frango vivo alcançou R$ 6,15/kg na parcial de abril, segundo dados do Cepea. Ou seja, esse valor representa o maior patamar real desde agosto de 2022, considerando o IGP-DI deflacionado de março deste ano.
    Até o momento, a valorização acumulada no mês chega a 11%. Em resumo, a demanda interna e externa aquecida continua impulsionando os preços do animal no mercado brasileiro. Além disso, o milho em patamares elevados, mesmo com recuos recentes, pressiona os custos de produção. Ao mesmo tempo, como resposta, produtores repassam parte desses custos ao preço final do frango vivo.
    O aumento nas cotações do frango e a queda dos insumos melhoraram o poder de compra do avicultor paulista.
    Essa recuperação ocorre pelo segundo mês consecutivo, conforme mostram os levantamentos do Cepea.
    Os preços do milho e do farelo de soja seguem abaixo dos picos registrados, favorecendo a margem do produtor.

    Poder de compra do produtor de ovos recua frente ao farelo de soja

    Os preços dos ovos e do milho recuaram na mesma proporção entre março e abril. Enquanto isso, o farelo de soja apresentou queda mais moderada. Em Bastos (SP), o preço do ovo branco tipo extra caiu 5%, passando de R$ 203,01 para R$ 192,79. No caso do ovo vermelho, a caixa com 30 dúzias recuou 4,9% e agora custa R$ 220,20, em média. Pesquisadores do Cepea explicam que a lentidão nas vendas tem pressionado as cotações.
    Esse cenário reduz a rentabilidade do avicultor, especialmente diante do custo com os insumos.

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  • Semana Santa movimenta mercado de proteínas e pressiona preços

    Semana Santa movimenta mercado de proteínas e pressiona preços

    A oferta limitada de bois para abate e a demanda internacional aquecida mantêm os preços em alta no mercado pecuário. Ou seja, segundo o Cepea, esse cenário reduz a disponibilidade de carne no mercado interno e sustenta os valores da arroba.

    Além disso, a valorização chega ao atacado doméstico e ao mercado externo, influenciado por outros fatores de oferta global. Na Grande São Paulo, os preços da carne com osso e de cortes no atacado sobem desde o fim de março. O volume disponível aos consumidores está abaixo da demanda nacional, reforçando o movimento de valorização.

    Com isso, a carne bovina perde competitividade frente à carne suína, de frango e até mesmo à tilápia.
    Nas exportações, o Brasil embarcou 10,9 mil toneladas diárias de carne bovina in natura até a segunda semana de abril. Em geral, o volume representa alta de 15,6% em relação à média de abril do ano passado, segundo dados da Secex.

    Frango: carne ganha espaço frente à bovina, mas perde para a suína

    A carne de frango vem ganhando competitividade em relação à bovina, mas perde espaço diante da carne suína.
    Segundo o Cepea, enquanto o frango e o boi registram valorização em abril, a proteína suína recua nos preços.
    O aumento da demanda e a redução nos dias de abate, devido aos feriados de abril, pressionam a oferta de frango.
    Com menos carne disponível no mercado interno, os preços seguem sustentados nos principais centros de distribuição.
    No mercado externo, a avicultura também registra bom desempenho, com embarques diários de 22,4 mil toneladas. O volume é 9% maior que o de abril de 2024, conforme dados da Secex analisados pelo Cepea.

    Suínos: procura aquecida e oferta controlada impulsionam preços

    O preço do suíno vivo reagiu nos últimos dias em quase todas as regiões monitoradas pelo Cepea.
    Segundo pesquisadores, a valorização é reflexo da demanda firme e da oferta controlada de animais prontos para abate.
    Atacadistas intensificaram as compras para reforçar os estoques, prevendo aumento no consumo durante os feriados. A combinação entre menor oferta e expectativa de maior demanda sustenta as cotações no curto prazo.

    Ovos: demanda cresce na semana santa, mas preços se mantêm estáveis

    A demanda por ovos aumentou nesta Semana Santa, segundo levantamento do Cepea.
    Apesar disso, os preços seguem estáveis na maioria das regiões analisadas pelo Centro de Pesquisas.
    De acordo com colaboradores, as cotações já estão elevadas, o que limita novas valorizações no curto prazo.
    A expectativa é de que a demanda mantenha os preços firmes até o fim do período religioso.
    Após isso, a tendência é de estabilidade ou leve recuo, com o avanço do mês e a normalização do consumo.

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  • Sardinha enlatada vira alternativa ao ovo após alta de preços

    Sardinha enlatada vira alternativa ao ovo após alta de preços

    O preço do ovo disparou e, com isso, muita gente tem repensado o cardápio de casa. De acordo com o IPCA, divulgado na última sexta-feira (11), o valor do alimento subiu 13,13% entre fevereiro e março. O impacto já pesa no bolso do consumidor, que busca saídas para continuar comendo bem, mas sem estourar o orçamento.

    E é aí que entra a sardinha enlatada. Barata, nutritiva e com validade de até cinco anos, ela tá ganhando espaço nas despensas brasileiras. O melhor? Não precisa nem de geladeira.

    Rica em proteínas, ômega-3, cálcio e vitamina D, a sardinha não deve nada ao ovo quando o assunto é nutrição. “A sardinha enlatada é um alimento muito completo. Além de ser fonte de proteína, é rica em gorduras boas e micronutrientes importantes para o organismo”, explica Thais Fagury, engenheira de alimentos e presidente da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço).

    Versatilidade na cozinha

    Além disso, ela é uma mão na roda na cozinha. Vai bem em saladas, massas, tortas, sanduíches e até no arroz de forno. Tudo rápido, prático e com pouco risco de desperdício.

    Foto: Rodarte/Agro em Campo

    Trocar o ovo pela sardinha, por exemplo, pode ser uma estratégia inteligente pra driblar a inflação sem abrir mão da qualidade no prato. Com preços mais estáveis e um pacote nutritivo de respeito, o alimento enlatado conquista quem precisa economizar, mas não quer descuidar da saúde.

    No fim das contas, o que essa tendência mostra é que dá pra comer bem mesmo quando o dinheiro tá curto. É só olhar pro mercado com outros olhos e, por que não, com mais criatividade.

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  • ‘Galinha dos ovos de ouro’: preço do ovo dispara em março

    ‘Galinha dos ovos de ouro’: preço do ovo dispara em março

    O preço do ovo subiu 19,44% nos supermercados na prévia da inflação de março em relação a fevereiro, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa alta reflete um cenário global de escassez e inflação no setor de ovos.

    Contexto Global

    No mundo, a crise dos ovos é agravada pela gripe aviária, que afetou milhões de aves nos Estados Unidos desde 2022, levando a uma redução significativa na produção de ovos e ao aumento dos preços. Em 2025, os preços dos ovos nos EUA devem subir 41,1%, segundo o USDA, devido à persistente pressão da gripe aviária. Além disso, o Brasil tem visto um aumento nas exportações de ovos. A principal demanda é dos EUA.  Só em fevereiro o aumento foi de 57,5%.

    Contrabando de ovos

    A alta no preço do ovo também estimulou o contrabando de ovos nas fronteiras dos EUA, especialmente com o México e o Canadá. Em janeiro e fevereiro de 2025, as apreensões de ovos aumentaram 116% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    A diferença de preços entre os países é um fator-chave. Enquanto um dúzia de ovos custa cerca de US$ 3,93 no Canadá, nos EUA o preço é de aproximadamente US$ 8,50. As autoridades americanas estão reforçando a vigilância para combater essa prática ilegal, que pode resultar em multas significativas para os infractores.

    Preços futuros

    Ainda que o Brasil esteja aumentando suas exportações, a demanda interna também está pressionando os preços. A produção de ovos no Brasil enfrenta desafios, como o aumento dos custos de produção e a redução da produtividade das galinhas devido ao calor extremo.

    Portanto, a tendência é que os preços continuem altos, tanto no Brasil quanto globalmente, até que a produção se recupere e a demanda seja atendida de forma mais equilibrada.

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  • Preço dos ovos recua com aumento na pressão por descontos

    Preço dos ovos recua com aumento na pressão por descontos

    O preço dos ovos caiu nos últimos dias nas regiões monitoradas pelo Cepea. A demanda enfraqueceu neste período do mês, ampliando a pressão por descontos nas negociações. Apesar disso, alguns produtores relatam estoques equilibrados nas granjas, sem necessidade de cortes expressivos nos valores. Como resultado, a queda nos preços variou conforme a região analisada.

    Produção de ovos

    A produção nacional de ovos para consumo segue em alta. Dados do IBGE indicam que, em 2024, o volume atingiu 3,83 bilhões de dúzias, um crescimento de 11,5% em relação ao ano anterior. Esse é o maior volume registrado desde o início da série histórica do Instituto, em 2012.

    Carne de frango perde competitividade para bovina e suína

    A carne de frango tem perdido competitividade frente às proteínas bovina e suína neste mês. Segundo o Cepea, enquanto os preços do frango apresentam leve alta, os das carnes concorrentes estão em queda.

    Os reajustes no início de março sustentaram a média parcial do mês, mas a segunda quinzena trouxe oscilações. O consumo enfraqueceu à medida que o fim do mês se aproxima. Com a demanda final desaquecida, muitos vendedores intensificaram as ofertas para evitar acúmulo de estoques.

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  • Ovo “perfeito” é leiloado por mais de R$ 2.500,00

    Ovo “perfeito” é leiloado por mais de R$ 2.500,00

    Um único ovo no Reino Unido foi vendido por mais de US$ 500 (R$ 2.500,00) esta semana, por ser o “ovo perfeito”. E não foi por causa da inflação dos ovos provocada pela gripe aviária. O ovo “único em um bilhão”, perfeitamente redondo, arrecadou impressionantes £ 420 (cerca de US$ 550) em um leilão realizado na terça-feira.

    A equipe da Fenton Farm identificou o raro ovo pouco antes do Natal e o leiloou para arrecadar fundos destinados à caridade. Todo o valor arrecadado foi direcionado à organização Devon Rape Crisis, que oferece apoio a sobreviventes de violência sexual e abuso.

    “Parecia estar assistindo um dos meus filhos em uma corrida esportiva enquanto todos faziam lances. Foi incrível. Havia pessoas na sala participando, e sou muito, muito grata a todos que apostaram”, disse Alison Greene, responsável pelos ovos na Fenton Farm, à BBC após o leilão.

    Preservação do ovo

    Em seus três anos de trabalho na fazenda — onde lida com cerca de 30 mil ovos por semana —, Greene afirmou que nunca tinha visto algo como a casca esférica que descobriu em janeiro.

    Para evitar que o ovo perfeito estragasse, a equipe o preservou em sal antes do leilão. Greene imaginou que quem o comprasse não iria comê-lo, já que provavelmente o adquiriu pela raridade — ou pura excentricidade.

    O lance vencedor deixou Greene “chocada” com o valor. Ela esperava originalmente que o ovo fosse vendido por mais de £ 10, mas suas expectativas foram superadas em muito. Inicialmente, prometeu comprá-la pessoalmente se o valor fosse baixo.

    Ovos redondos, embora raríssimos, já apareceram algumas vezes recentemente. Em 2023, uma australiana encontrou um ovo perfeitamente esférico em suas compras. No ano anterior, uma galinha de uma família inglesa botou um ovo redondo. A galinha, carinhosamente batizada de “Twinskie”, viveu incríveis duas décadas com a família. E após esse período, produziu o “ovo de ouro”, que a família também vendeu no eBay.

    Preço do ovo dispara

    Atualmente, o preço do ovo no Brasil está em alta, impulsionado por fatores como o aumento do custo dos insumos, como milho e farelo de soja. Além da demanda sazonal durante a Quaresma.

    Em fevereiro, o ovo registrou uma alta de 15% em relação a janeiro, segundo o IPCA, com um aumento acumulado de 16,4% no ano até então. Além disso, o calor extremo nas regiões produtoras também contribuiu para a redução da produtividade das matrizes poedeiras, pressionando ainda mais os preços. Em algumas regiões, como Recife, a alta chegou a 67,1% em comparação com o final de 2024.

    Já nos EUA, os preços dos ovos continuam altos devido à escassez causada pela gripe aviária, que obrigou fazendas a sacrificar grandes partes de seus rebanhos. O preço médio dos ovos atingiu um recorde de U$ 5,89 (cerca de R$29) por dúzia neste mês — ante US$ 1,48 em 2020. E o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) prevê que os custos subirão pelo menos 41% em 2024.

    Na cidade de Nova York, embalagens foram vistas por até US$ 19,29 a dúzia. A demanda até mesmo incentivou um mercado ilegal de ovos, com agentes da Patrulha da Fronteira dos EUA apreendendo mais ovos do que fentanil em travessias irregulares.

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