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  • MBRF cria maior empresa de frango halal do mundo

    MBRF cria maior empresa de frango halal do mundo

    A MBRF e a Halal Products Development Company (HPDC), subsidiária do Public Investment Fund (PIF), fundo soberano da Arábia Saudita, expandiram sua joint venture e criaram a Sadia Halal, nova potência multiproteína no mercado halal global. A transação alcançou US$ 2,07 bilhões e consolida as operações da MBRF no Oriente Médio.

    O acordo reúne as fábricas e centros de distribuição da MBRF localizados na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, além das empresas de distribuição no Catar, Kuwait e Omã. A transação também inclui o negócio de exportações diretas de aves, bovinos e produtos processados para clientes da região MENA (Oriente Médio e Norte da África).

    Os ativos geraram receita líquida de US$ 2,1 bilhões nos últimos 12 meses até junho de 2025, o equivalente a 7,3% da receita consolidada da MBRF. O EBITDA alcançou US$ 230 milhões, resultando em múltiplo implícito de 9x. Os ativos da Turquia não integram a operação.

    A nova configuração também engloba a fábrica de processados e o centro de inovações em construção em Jeddah, além da participação na Addoha Poultry Company, produtora local de frango resfriado em Dammam. Esses ativos já faziam parte da joint venture original.

    MBRF reforça presença em mercado estratégico

    “A expansão da parceria com a HPDC visa reforçar a presença regional da MBRF em um dos mercados mais lucrativos e influentes do mundo, aproximando cada vez mais nossas marcas dos consumidores locais e assegurando a presença permanente na agenda de segurança alimentar do país. Além disso, a operação abre a possibilidade para um IPO a partir de 2027”, afirma Marcos Molina, chairman e controlador da MBRF.

    A MBRF atua no mercado halal há mais de 50 anos. A marca Sadia lidera o setor nos países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), com 36,2% de market share. A companhia realiza cerca de 111 mil entregas mensais para mais de 17 mil pontos de venda na região.

    “O movimento está em linha com a estratégia da MBRF de fortalecimento de suas operações no mercado Halal, onde a empresa está presente há mais de 50 anos e lidera o mercado com Sadia, a marca preferida dos consumidores”, destaca Marquinhos Molina, Chairman da Sadia Halal e CEO para a Arábia Saudita.

    Acordo de fornecimento de 10 anos com a MBRF

    A parceria prevê acordo de fornecimento de produtos de frango e bovino por 10 anos renováveis. A MBRF fornecerá os produtos para a Sadia Halal a partir de fábricas brasileiras. A precificação seguirá metodologia de custo total (cost plus +5%), conforme regras de preços de transferência.

    “A Sadia Halal continuará potencializando a base de ativos da MBRF no Brasil, com competitividade global e habilitações para exportações para os principais mercados Halal”, explica Fábio Mariano, Vice-presidente da MBRF para o mercado Halal e CEO da Sadia Halal.

    Mariano ressalta que o fortalecimento da parceria com a HPDC abre possibilidade de expansão na região, ampliando a base produtiva. O portfólio inclui a marca de bovinos Sadia Bassi.

    HPDC planeja aumentar participação para 30%

    No fechamento da operação, a HPDC deterá 10% da Sadia Halal, com planos de alcançar 30% e direito de atingir até 40%. O aumento de participação ocorrerá via aporte de capital, dividido igualmente entre recursos primários e secundários.

    “Este movimento está totalmente alinhado com os objetivos de diversificação econômica estabelecidos na Visão 2030 da Arábia Saudita, acelerando a transformação sustentável da região em um centro global de produtos Halal. Por isso, estamos planejando aumentar a nossa participação para atingir 30%”, afirma Fahad AlNuhait, CEO da HPDC.

    A transação marca o primeiro passo para um IPO da Sadia Halal a partir de 2027, sujeito a condições de mercado e aprovações regulatórias. A nova empresa adotará altos padrões de governança e práticas ESG, segundo os executivos.

    A operação aguarda aprovação dos órgãos regulatórios competentes.

    Mercado halal movimenta US$ 2 trilhões ao ano

    O mercado halal global movimenta mais de US$ 2 trilhões anualmente, com a proteína animal representando o principal segmento. Projeções indicam que o consumo de alimentos halal ultrapassará US$ 1,5 trilhão até 2027.

    A população muçulmana, que ultrapassa 1,9 bilhão de pessoas, cresce em média duas vezes mais rápido que a população global. Esse crescimento garante demanda estável e crescente por proteínas halal.

    A demanda por produtos halal vai além dos países de maioria islâmica. O setor alcança regiões com grandes comunidades muçulmanas e mercados que valorizam os padrões de segurança alimentar. A certificação halal, que garante cumprimento das normas islâmicas, também funciona como selo de alta qualidade, higiene e produção ética, atraindo consumidores não muçulmanos.

    Executivo da MBRF celebra relação de cinco décadas com mundo muçulmano

    O vice-presidente de bovinos da MBRF, Alisson Navarro, celebrou o fato de a marca Sadia ter completado 50 anos de presença no mundo muçulmano, em fala na manhã de hoje (27), durante o Global Halal Brazil Business Forum 2025, realizado na cidade de São Paulo até amanhã.

    Vice-presidente de bovinos da MBRF, Alisson Navarro. Foto: Divulgação

    Segundo o executivo, após cinco décadas na região, a Sadia consolidou tanto a liderança de mercado, como a preferência do consumidor. “Desde então mantemos uma trajetória contínua de colaboração. Que reflete […] cuidado em compreender e atender as preferências culturais e padrões […] que definem o consumo halal”, afirmou Navarro, sobre o cuidado da empresa de disponibilizar produtos em conformidade com o islã, segundo exigência do consumidor.

    Na região, a empresa vende derivados de aves e bovinos com certificação halal, que atesta produção em respeito a tradições religiosas e culturais do islamismo. No caso da proteína animal, essas tradições incluem, por exemplo, o abate segundo o rito isâmico, além de medidas para evitar contaminação cruzada com substâncias proibidas ao muçulmano, como derivados suínos e álcool.

    Para Navarro, ao mesmo tempo que zela pela tradição, o mercado halal é um ecossistema dinâmico marcado pela inovação contínua. Que gera inovações em tecnologia, sustentabilidade e eficiência produtiva. “Trata-se de uma relação que valoriza não apenas o produto, mas também os princípios e os valores que orientam cada etapa da produção”, afirmou em discurso.

  • Câmara Árabe propõe ampliar exportações brasileiras para países árabes

    Câmara Árabe propõe ampliar exportações brasileiras para países árabes

    A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira apresentou ao governo federal um plano para ampliar as exportações brasileiras nos países árabes. O objetivo é redirecionar os produtos afetados pelo tarifaço americano para novos mercados.

    O plano recomenda ações conjuntas, como visitas oficiais à região, missões empresariais a feiras, rodadas de negócios entre empresas brasileiras e árabes, e a aceleração de acordos de livre comércio. Sugere também facilitar a obtenção de vistos para empresários.

    O documento foi entregue ao secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Marcel Moreira, e ao diretor do Departamento de Promoção Comercial do Itamaraty, embaixador Alex Giacomelli. Parlamentares e embaixadores árabes em Brasília também participaram da apresentação.

    Mohamad Mourad, secretário-geral da Câmara Árabe, destaca o potencial da região. “Queremos trabalhar com governo, parlamentares, embaixadas, entidades e empresas para minimizar o tarifaço. Os países árabes podem absorver parte dos produtos sobretaxados. Há demanda, e o Brasil pode ampliar sua inserção”, afirmou. Em 2024, as exportações brasileiras para os 22 países árabes alcançaram recorde de US$ 23,68 bilhões.

    Plano

    O plano inclui 13 produtos com potencial para o mercado árabe, identificados em estudo da entidade. Entre eles estão semimanufaturados de aço e ferro, café, petróleo refinado, carne bovina congelada, ligas de aço, bulldozers, pás-carregadeiras, açúcar e diversos produtos de madeira.

    O estudo não detalha as quantidades que o mercado árabe pode absorver, mas aponta países prioritários que ampliam a importação desses itens. No caso do café, por exemplo, Arábia Saudita, Egito e Argélia importaram US$ 905,48 milhões no ano passado, cerca da metade das vendas brasileiras para os EUA. Porém, o Brasil participou com apenas 13,42% dessas compras. Mourad enfatiza o potencial de crescimento do café brasileiro em eventos na região MENA (Oriente Médio e Norte da África).

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    A carne bovina congelada também tem espaço de crescimento, sobretudo no Egito, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Juntos, esses países importaram US$ 2,26 bilhões do produto, dos quais 42,78% foram do Brasil. A entidade acredita em maior aproveitamento nesses mercados, que são grandes consumidores e reexportadores da carne brasileira.

    O estudo releva que os países árabes aplicam alíquotas de importação que variam de zero a 30%, mas a maioria taxa produtos entre 5% e 6%. A Câmara Árabe acredita que novas parcerias comerciais podem reduzir essas tarifas. Atualmente, o único acordo em vigor é o Mercosul-Egito.

    Como prioridade, a entidade destaca negociações com os Emirados Árabes Unidos — em fase final — e a retomada ou aceleração de acordos com o Conselho de Cooperação do Golfo, Marrocos, Palestina e Líbano.

    O plano da Câmara Árabe indica que os países árabes têm população jovem e crescimento econômico acima da média mundial. O Brasil figura como importante fornecedor para a segurança alimentar da região. O redirecionamento das exportações pode minimizar os impactos das sobretaxas dos EUA e fortalecer os laços comerciais entre o Brasil e o mundo árabe.

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  • Conflito no Oriente Médio eleva preços dos grãos em Chicago

    Conflito no Oriente Médio eleva preços dos grãos em Chicago

    A escalada do conflito entre Irã e Israel movimentou os mercados internacionais nesta sexta-feira (13). Em Chicago, os preços dos grãos subiram, impulsionados pela alta do petróleo e pela tensão geopolítica no Oriente Médio.

    Trigo

    O trigo liderou os ganhos. Os contratos com vencimento em julho encerraram o dia com alta de 3,28%, cotados a US$ 5,4375 por bushel. O avanço refletiu o receio de instabilidade no fornecimento global.

    Soja

    A soja também subiu, puxada pelo óleo de soja. Após o petróleo subir 7%, o óleo de soja avançou 6%. Isso pressionou os contratos do grão, que fecharam com alta de 2,64%, a US$ 10,6975 por bushel.

    Além do petróleo, a expectativa de aumento na demanda por biocombustíveis nos Estados Unidos deu novo impulso à soja. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) atualizou as metas obrigatórias de uso. A mistura de biocombustíveis deve alcançar 24,02 bilhões de galões em 2026 e 24,46 bilhões em 2027. Os volumes superam os 22,33 bilhões estimados para 2025.

    Milho

    O milho seguiu o movimento de alta da soja e do trigo. Os contratos para julho subiram 1,37%, fechando a US$ 4,4450 por bushel.

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  • Brasil amplia exportação de café especial para o Oriente Médio

    Brasil amplia exportação de café especial para o Oriente Médio

    O Brasil fortaleceu sua presença no mercado de café especial do Oriente Médio. Em geral, os empresários do setor fecharam US$ 48,6 milhões em negócios durante a World of Coffee Dubai 2025 e projetam mais US$ 143,1 milhões até 2026. Além disso, o volume total pode chegar a US$ 191,7 milhões.

    Em 2024, os países da região importaram 3,26 milhões de sacas de 60 kg do grão brasileiro, gerando receita de US$ 820 milhões. Ou seja, os números representam um aumento de 22% em volume e 47,4% em receita na comparação com 2023.

    Expansão no mercado internacional

    A participação brasileira na World of Coffee Dubai tem sido estratégica para ampliar os negócios com importadores do Oriente Médio, Europa e Ásia. Em 2025, o projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation”, desenvolvido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), levou 23 empresas ao evento. Juntas, elas realizaram 665 contatos comerciais, sendo 444 novos.

    Na edição anterior, os brasileiros fecharam US$ 58 milhões em transações comerciais. Portanto, o volume projetado para este ano representa um crescimento de 230,2% nas negociações de cafés especiais com compradores da região.

    Crescimento do consumo no mundo árabe

    O diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela, destaca que o consumo de café especial tem crescido no Oriente Médio desde 2020, quando a entidade participou da primeira edição do evento em Dubai. “Os árabes estão cada vez mais interessados nos grãos brasileiros. Manter nossa presença na feira é essencial para consolidar essa relação”, afirma.

    Além disso, segundo Estrela, a expansão das cafeterias e os investimentos de empresas e governos na cultura do café especial têm fortalecido a posição do Oriente Médio como um dos principais polos do setor. “Dubai se tornou um hub global, com multinacionais adquirindo o café brasileiro para reexportação”, analisa.

    Destaque brasileiro na feira

    O estande brasileiro na World of Coffee Dubai 2025 incluiu exposição de grãos, oito sessões de cupping com cafés de diferentes regiões do Brasil e um “brew e espresso bar”. Ao mesmo tempo, a iniciativa “Destaques BSCA” apresentou lotes certificados com rastreabilidade e pontuação superior a 88 na escala de qualidade.

    Em resumo, a feira reuniu mais de 13,5 mil visitantes, 1.650 marcas e 320 expositores de 50 países. A próxima edição está marcada para 18 a 20 de janeiro de 2026.

    Promoção do café especial brasileiro

    O projeto “Brazil. The Coffee Nation” promove os cafés especiais do Brasil no mercado global. A iniciativa, vigente até agosto de 2025, tem como foco a qualificação e diversificação do setor. Entre as prioridades estão o apoio a produtores de café canéfora (robusta e conilon), certificações de qualidade e sustentabilidade e incentivo à participação feminina na cafeicultura.

    Os mercados-alvo incluem África do Sul, Austrália, China, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Estados Unidos, França, Japão, Malásia, Polônia, Rússia e Taiwan para cafés crus especiais. Já os produtos industrializados têm como destino o Canadá, Chile, China e Estados Unidos.

    Sobre a ApexBrasil

    A ApexBrasil promove produtos e serviços brasileiros no exterior e atrai investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia nacional. A agência organiza missões comerciais, rodadas de negócios e participa de grandes feiras internacionais para fortalecer a presença do Brasil no mercado global.

    Sobre a BSCA

    Criada em 1991, a BSCA busca elevar os padrões de excelência dos cafés especiais brasileiros por meio de certificações e controle de qualidade. A entidade é a única no Brasil que certifica lotes rastreáveis, garantindo transparência ao consumidor. Portanto, reconhecida internacionalmente, a BSCA promove o café brasileiro e seus produtores nos principais mercados do mundo.