Com apenas duas fêmeas vivas no mundo, o rinoceronte-branco-do-norte entrou em uma corrida contra o tempo para não desaparecer de vez. Sem machos da subespécie vivos e sem possibilidade de reprodução natural, cientistas passaram a apostar em uma alternativa de alta complexidade: criar embriões em laboratório.
Considerado um dos casos mais críticos da conservação animal, o projeto tenta evitar a extinção definitiva da espécie usando fertilização in vitro. As duas últimas fêmeas, Najin e Fatu, vivem sob proteção constante no Quênia e não conseguem gerar filhotes naturalmente.
Como funciona a técnica?
Os pesquisadores coletam óvulos das fêmeas remanescentes e realizam a fertilização em laboratório com esperma de machos já mortos, preservado em bancos genéticos. Até agora, dezenas de embriões considerados viáveis já foram produzidos.
A próxima etapa é ainda mais delicada: implantar esses embriões em fêmeas de rinoceronte-branco-do-sul, que funcionarão como barrigas de aluguel. A estratégia tenta contornar a impossibilidade de gestação das últimas representantes da subespécie.
Os primeiros testes já mostraram que o procedimento pode funcionar. Em uma das tentativas, um embrião conseguiu se desenvolver por cerca de 70 dias após a implantação. A gestação, no entanto, foi interrompida depois que a fêmea hospedeira morreu por complicações de saúde.
Mesmo assim, os cientistas consideraram o experimento um avanço importante, já que ele comprovou que a gestação é biologicamente possível.
Apesar do otimismo, o processo ainda envolve muitos desafios. A gravidez de um rinoceronte dura cerca de 16 meses, e cada tentativa apresenta riscos elevados tanto para o embrião quanto para a fêmea substituta.
Além das dificuldades técnicas, o projeto também levanta debates éticos e financeiros. Isso porque a reprodução assistida exige investimentos milionários e mobiliza equipes internacionais, o que reacende discussões sobre o custo e os limites da conservação de espécies ameaçadas.
Ninguém gosta de barata, e isso é quase um consenso. No entanto, esse inseto rejeitado e onipresente desempenha funções ecológicas essenciais. Se elas sumissem amanhã, provocariam um efeito em cadeia surpreendente.
No ambiente natural, as baratas decompõem matéria orgânica. Além disso, contribuem para a polinização com hábitos herbívoros e servem de alimento para diversas espécies. Vespas, pequenos mamíferos e aves dependem delas para sobreviver. “Alguns insetos predam baratas, como certas vespas, aliadas no controle de infestações. Elas também integram a dieta de mamíferos e aves”, diz o biólogo André Coppe, do Instituto de Biociências da USP.
“Lixeiras do meio ambiente”
As baratas evitam até o transbordamento de esgotos. Esses locais úmidos, escuros e cheios de decomposição favorecem sua proliferação. Assim, elas decompõem detritos humanos diretamente.
“De modo geral, as baratas atuam como ‘lixeiras do meio ambiente’. Dejetos e descartes humanos viram alimento para elas e outros decompositores”, explica o biólogo Matheus D’Oran, mestrando no Museu de Zoologia da USP.
O que aconteceria se as baratas sumissem?
Seu desaparecimento geraria um efeito dominó. Elas sustentam a cadeia alimentar e a ciclagem de nutrientes. “Predadores especializados, parasitoides e plantas dependentes delas sofreriam primeiro e poderiam sumir”, afirma Coppe.
Em seguida, predadores superiores perderiam alimento. O lixo se acumularia, os odores aumentariam e a fertilidade do solo cairia. Por fim, o setor agropecuário sentiria o impacto no equilíbrio ecológico.
Importância real, distância necessária
Reconhecer o papel ecológico das baratas não significa conviver com elas dentro de casa. As espécies urbanas circulam por esgotos, lixo e dejetos, carregando microrganismos que representam risco real de contaminação. Manter a higiene domiciliar, evitar o acúmulo de lixo e não deixar restos de comida expostos são os passos básicos recomendados pelos especialistas.
“As baratas existem por conta própria, sem razões utilitárias, e ocupam seus próprios nichos, se aproveitando, por vezes, do impacto que nosso sistema econômico gera no meio ambiente. Esses bichos surgiram naturalmente neste planeta e não evoluíram com o objetivo de satisfazer as necessidades humanas”, conclui D’Oran.
No interior do Paraná, um espaço pouco conhecido reúne alguns dos felinos mais raros da fauna brasileira. O Parque Ecológico Klabin, em Telêmaco Borba, se consolidou como área estratégica para conservação, pesquisa e reabilitação de espécies ameaçadas, com destaque para os chamados gatos selvagens.
Entre eles estão o gato-maracajá e o gato-do-mato-pequeno, espécies nativas que enfrentam pressão crescente na natureza, seja pela perda de habitat ou por conflitos com atividades humanas. No parque, esses animais não aparecem apenas como atração. Eles ocupam papel central em programas técnicos de manejo e conservação.
O gato-do-mato-pequeno é um dos menores felinos do Brasil, de hábitos discretos e majoritariamente noturnos. (Foto: @bioklabin)
Felinos são o centro da estratégia
A Klabin utiliza o parque como base para monitoramento e estudo desses felinos, com acompanhamento especializado e estrutura voltada ao bem-estar e à reprodução. Em comunicações recentes, a empresa destacou a presença de diferentes espécies de gatos selvagens como um dos principais diferenciais do espaço.
Um exemplo desse trabalho envolve a chegada de um casal de gato-maracajá, resultado de intercâmbio com o Refúgio Biológico Bela Vista, ligado à Itaipu Binacional. A iniciativa integra esforços para fortalecer programas de reprodução e ampliar as chances de conservação da espécie.
O gato-maracajá é um felino ágil e arborícola da fauna brasileira, conhecido pela habilidade de se movimentar entre as árvores e pela pelagem marcada que favorece sua camuflagem na mata. (Foto: @bioklabin)
Mais do que abrigo, um elo com a biodiversidade
A presença desses animais tem impacto direto na preservação da biodiversidade regional. O parque funciona como ambiente controlado onde espécies ameaçadas podem se recuperar, se reproduzir e contribuir para estratégias mais amplas de conservação.
O gato-mourisco é um felino de porte médio e hábitos mais terrestres, reconhecido pela pelagem uniforme e pela capacidade de se adaptar a diferentes ambientes, do cerrado às áreas florestais. (Foto: @bioklabin)
Esse tipo de trabalho exige estrutura contínua, decisões técnicas e acompanhamento rigoroso. Sem esse suporte, animais resgatados ou mantidos em cativeiro perdem relevância ambiental e deixam de cumprir seu papel ecológico.
Experiência que vai além da visita
Para o público, a visita ao parque oferece mais do que a observação de animais. O espaço aposta em educação ambiental e organiza o acesso em horários controlados, o que reduz o estresse dos bichos e reforça a proposta de conservação.
Nesse cenário, os gatos selvagens se tornam o símbolo mais forte do local. Chamam atenção pela raridade, mas principalmente pelo que representam. Um retrato da fauna brasileira que ainda depende de iniciativas técnicas e estruturadas para continuar existindo.
Se você vive em cidade grande, já deve ter cruzado com um saruê – ou gambá‑de‑orelha‑preta – atravessando calçada, fuçando lixo ou sumindo em debaixo de carro. Para boa parte da população, o reflexo é o mesmo: medo, repulsa, até vontade de espantar ou matar. Porém, o que parece problema noturno é, na prática, um faxineiro da natureza, com papel direto na saúde e no equilíbrio ambiental das áreas urbanas.
O saruê é um marsupial onívoro, ou seja, come de tudo: frutas, insetos, pequenos animais e restos orgânicos de lixo. Essa dieta variada o coloca na posição de controlador natural de pragas, porque consome baratas, escorpiões, carrapatos, ratos e até alguns animais peçonhentos.
Como o faxineiro atua no ecossistema urbano
Se olhar com mais frieza, o saruê cumpre duas funções que muitos gestores públicos gastam dinheiro tentando resolver com veneno e controle químico. Na primeira, ele reduz populações de pragas urbanas, diminuindo a chance de infestações de baratas, escorpiões e carrapatos em áreas residenciais. Na segunda, ao se alimentar de frutas e carregar sementes em suas fezes, ajuda a dispersar vegetação em áreas verdes e remanescentes de mata, atuando como um jardineiro involuntário.
Outro ponto pouco conhecido é a resistência do saruê a alguns venenos de animais peçonhentos. Isso significa que, em vez de sumir diante de escorpiões ou aranhas, ele passa a se alimentar desses bichos, o que aumenta sua eficiência como controlador biológico. Em áreas onde a fauna nativa foi reduzida, o saruê entra como predador que não foi chamado pelo homem, mas que acaba compensando, em parte, a ausência de outros controles naturais.
O conflito entre preconceito e urgência ecológica
Apesar disso, o saruê continua sendo visto como incômodo, sujo ou perigoso. Muitas pessoas não sabem que o animal é, na maioria das vezes, tímido e prefere fugir ou se fingir de morto quando ameaçado, um comportamento conhecido como tanatose. Outros ainda espalham informações erradas de que o saruê é agressivo ou responsável por doenças, quando o maior risco costuma vir da falta de manejo de lixo, não do próprio animal.
Além disso, por causa da expansão urbana e da perda de habitat, o saruê foi se aproximando cada vez mais das cidades, onde encontra comida fácil em lixeiras e áreas mal fechadas. Se por um lado isso aumenta o contato com o ser humano e gera irritação, por outro demonstra que o sistema urbano está, indiretamente, criando condições para que esse faxineiro entre em cena.
O que o saruê muda para quem vive na cidade?
Para quem mora em bairro, condomínio ou área com muita vegetação, o saruê não é só um bicho esquisito que passa de noite. Ele é um agente de controle de pragas que, por não ser intencional, acaba subestimado. Em vez de depender apenas de inseticidas e raticidas, a convivência informada com o saruê pode reduzir pressão de baratas, escorpiões e carrapatos em espaços que já estão próximos de casa.
Ecologistas e especialistas em fauna urbana recomendam, então, duas atitudes simples: não alimentar o saruê e manter o lixo bem fechado ou dentro de áreas seguras. Ao mesmo tempo, orientam que, ao invés de matar ou envenenar, seja chamada uma equipe de fauna ou de meio ambiente para captura e soltura em áreas de vegetação mais adequadas. Assim, o faxineiro continua trabalhando, só que em um lugar onde sua função faz mais sentido e gera menos atrito com o dia a dia urbano.
Em outras palavras, o saruê é um dos casos em que o preconceito está na frente da leitura prática: o bicho que muita gente vê como problema pode ser, na verdade, um dos aliados silenciosos para evitar pragas maiores e manter o ecossistema urbano um pouco mais equilibrado.
Pequenas, coloridas e associadas à sorte, as joaninhas passaram a ocupar um papel estratégico na agricultura. Hoje, produtores utilizam esses insetos como aliados no controle biológico de pragas, o que reduz custos e impactos ambientais.
Com mais de 5 mil espécies catalogadas, elas se alimentam diretamente de organismos que prejudicam plantações, como pulgões, ácaros e moscas. Por isso, agricultores adotam cada vez mais o uso das joaninhas em hortas, jardins, pomares e lavouras comerciais.
Controle natural reduz uso de pesticidas
De acordo com a bióloga Maria Clara Mendonça, as joaninhas mantêm o equilíbrio do ecossistema e indicam ambientes saudáveis. Além disso, elas diminuem a necessidade de pesticidas químicos, já que atacam pragas de forma eficiente.
Durante o ciclo de vida, esses insetos passam por metamorfose e mantêm uma dieta baseada em diferentes pragas. Dessa forma, protegem as plantações de maneira contínua. Como resultado, o produtor reduz a dependência de insumos químicos e melhora a qualidade da produção.
Biofábrica amplia uso no Brasil
No Brasil, iniciativas estruturadas já impulsionam esse modelo. Em Belo Horizonte, uma biofábrica criada em 2018 produz joaninhas e crisopídeos para controle biológico.
Nesse processo, técnicos controlam temperatura e alimentação para garantir o desenvolvimento dos insetos. Em seguida, monitoram a reprodução e acompanham ovos e larvas até a fase adulta. Assim, conseguem fornecer insetos prontos para uso em áreas urbanas e rurais.
Distribuição cresce e chega às escolas
Os resultados já aparecem na prática. Em 2025, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente distribuiu cerca de 30 mil insetos para moradores que solicitaram o serviço. Além disso, escolas passaram a receber kits, o que fortalece a educação ambiental.
Com isso, a população aprende, desde cedo, a utilizar métodos naturais no controle de pragas. Ao mesmo tempo, a iniciativa amplia a conscientização sobre práticas sustentáveis.
Tendência avança no agronegócio
O uso de joaninhas integra o chamado manejo integrado de pragas, estratégia que combina diferentes métodos para aumentar a eficiência no campo. Nesse sentido, produtores conseguem equilibrar produtividade e sustentabilidade.
Embora a adoção ainda avance de forma gradual, o interesse cresce, principalmente entre aqueles que buscam certificações e acesso a mercados mais exigentes. Portanto, o uso desses insetos tende a se expandir nos próximos anos.
Mais do que um símbolo de sorte, a joaninha se consolida como uma solução prática e eficiente para o agronegócio moderno.
A cantora Ana Castela voltou a chamar atenção nas redes sociais, desta vez, não por um lançamento musical, mas por um momento espontâneo no campo. Em um vídeo publicado no Instagram, a artista aparece interagindo com um cabrito que rapidamente conquistou os fãs e ganhou até apelido: “Hélice”.
Logo nas primeiras imagens, o animal demonstra um comportamento curioso e divertido. Ao balançar o rabo em alta velocidade, ele cria um efeito que lembra o movimento de uma hélice, o que arrancou risadas da cantora e de quem assistiu.
Além disso, o vídeo reforça uma característica já conhecida do público: a forte conexão de Ana Castela com a vida rural. Ao longo da gravação, ela conversa com o cabrito e entra na brincadeira, pedindo que ele “balance o rabinho”, pedido que o pequeno atende com entusiasmo.
Na legenda da publicação, a cantora também entrou no clima descontraído e deixou claro que ficou encantada com o animal. “Ficou bonitinho demais pra não postar kkkk. Se não 💩 no meu tapete eu levava embora pra casa”, escreveu.
Repercussão nas redes
O vídeo rapidamente viralizou e gerou uma onda de comentários. Muitos seguidores destacaram a espontaneidade da cena, enquanto outros se identificaram com o dilema da cantora.
O cabrito que aparece no vídeo é um filhote de cabra doméstica (Capra aegagrus hircus), animal bastante comum em áreas rurais do Brasil. Apesar de não ser possível identificar com precisão a raça apenas pelas imagens, algumas características ajudam a entender o comportamento que viralizou.
Cabritos jovens costumam ser extremamente ativos e brincalhões. Eles exploram o ambiente, correm com frequência e apresentam movimentos rápidos, como o famoso “rabinho acelerado”, que pode indicar excitação, curiosidade ou simplesmente energia acumulada.
Além disso, esses animais criam vínculos com humanos com relativa facilidade, principalmente quando convivem desde cedo com pessoas. Por isso, não é raro vê-los interagindo de forma dócil e até “performática”, como no caso do apelido “Hélice”.
No entanto, especialistas lembram que, apesar da aparência fofa, cabritos exigem cuidados específicos, espaço adequado e manejo correto, o que explica, ao menos em tom de brincadeira, a preocupação mencionada pela cantora.
Imagem e posicionamento
Esse tipo de conteúdo também fortalece a imagem pública de Ana Castela. Isso porque, além da carreira musical, ela construiu uma identidade fortemente ligada ao universo agro.
Dessa forma, ao compartilhar momentos autênticos no campo, a artista se aproxima ainda mais do público e reforça sua marca pessoal. Ao mesmo tempo, amplia o alcance para além da música, explorando um estilo de vida que gera identificação, especialmente entre fãs do interior.
Durante muito tempo, o bicho-preguiça foi considerado o animal mais dorminhoco do planeta. Afinal, seu próprio nome já sugere lentidão e descanso constante.
No entanto, estudos recentes mostram uma realidade diferente. Apesar de passar longos períodos imóvel, a preguiça selvagem dorme, em média, entre 9 e 10 horas por dia.
Ou seja, bem menos do que se imaginava.
O verdadeiro campeão do sono
Quem realmente lidera esse ranking é otatu-canastra, o maior tatu do mundo.
Pesquisas indicam que ele pode dormir cerca de 18 a 19 horas por dia. Isso significa que passa mais de 75% do tempo descansando dentro de sua toca.
Além disso, estudos de monitoramento mostram que o animal permanece inativo por longos períodos, saindo apenas para se alimentar.
Em alguns casos, pesquisadores registraram níveis extremos de inatividade, reforçando seu título de verdadeiro “campeão do sono”.
Por que o tatu dorme tanto?
O comportamento do tatu-canastra está diretamente ligado à sobrevivência.
Como é um animal de hábitos noturnos, ele evita o calor e os predadores permanecendo protegido em tocas profundas durante o dia. Dessa forma, reduz riscos e economiza energia.
Além disso, sua dieta baseada em insetos, como formigas e cupins, não exige longas jornadas de busca. Isso contribui para que ele passe mais tempo descansando.
Por que o tatu dorme tanto?
O comportamento do tatu-canastra está diretamente ligado à sobrevivência.
Como é um animal de hábitos noturnos, ele evita o calor e os predadores permanecendo protegido em tocas profundas durante o dia. Dessa forma, reduz riscos e economiza energia.
Além disso, sua dieta baseada em insetos, como formigas e cupins, não exige longas jornadas de busca. Isso contribui para que ele passe mais tempo descansando.
E o coala entra nessa disputa?
Se considerarmos o mundo animal como um todo, outro forte concorrente aparece: o coala.
O animal australiano pode dormir entre 18 e 22 horas por dia. Isso acontece porque sua alimentação, baseada em folhas de eucalipto, oferece pouca energia.
Assim, o coala precisa economizar ao máximo, passando a maior parte do tempo dormindo.
Uma curiosidade que muda a percepção
A descoberta de que o tatu-canastra dorme mais que o bicho-preguiça quebra um dos mitos mais populares do mundo animal.
Além disso, mostra como a ciência continua revelando detalhes surpreendentes sobre espécies já conhecidas.
Por fim, fica o recado: da próxima vez que você achar que dormiu demais, lembre-se: ainda está longe de bater o recorde do tatu-canastra.
A Floresta Amazônica, conhecida como o bioma mais biodiverso do planeta, guarda espécies que não existem em nenhum outro lugar do mundo.
No entanto, esse patrimônio natural enfrenta uma ameaça crescente. Estudos recentes mostram que animais exclusivos da região já estão na chamada “linha vermelha” da extinção.
Esse cenário preocupa pesquisadores. Isso porque a Amazônia abriga milhões de espécies, muitas ainda desconhecidas pela ciência.
Espécies únicas e ameaçadas
Entre os exemplos mais emblemáticos está o boto-cor-de-rosa, símbolo cultural da região e presente em lendas amazônicas.
Além dele, outras espécies raras também enfrentam risco, como omacaco-aranha-de-cara-branca, um primata que só existe na Amazônia e depende diretamente da floresta para sobreviver.
Esses animais possuem distribuição limitada. Ou seja, qualquer alteração no ambiente pode comprometer diretamente sua sobrevivência.
O avanço da ameaça é real
O número de espécies ameaçadas na Amazônia aumentou significativamente nos últimos anos.
Levantamentos indicam que mais de 500 espécies da região já estão em risco de extinção, com crescimento superior a 65% em uma década.
Esse avanço está diretamente ligado a fatores como desmatamento, mineração, queimadas e expansão agrícola.
Além disso, a fragmentação do habitat dificulta a reprodução e reduz as chances de sobrevivência das espécies.
Animais que podem desaparecer silenciosamente
Muitos desses animais não são amplamente conhecidos pelo público. Ainda assim, desempenham papéis essenciais no equilíbrio do ecossistema.
O macaco-aranha, por exemplo, atua na dispersão de sementes, ajudando a regenerar a floresta.
Já espécies aquáticas, como opeixe-boi-da-amazônia, sofrem com poluição, caça e destruição de habitats.
Quando essas espécies desaparecem, todo o sistema natural entra em desequilíbrio.
Por que isso importa para o mundo
A Amazônia não é importante apenas para o Brasil. Ela influencia diretamente o clima global, os ciclos de chuva e a biodiversidade do planeta.
Por isso, a perda de espécies vai além da questão ambiental. Ela impacta economia, agricultura e qualidade de vida em escala global.
Além disso, cientistas alertam que muitas dessas espécies podem desaparecer antes mesmo de serem completamente estudadas.
Um futuro que ainda pode ser revertido
Apesar do cenário preocupante, especialistas afirmam que ainda há tempo para reverter parte dos danos.
A preservação de áreas protegidas, o combate ao desmatamento e políticas públicas eficazes são fundamentais para garantir a sobrevivência dessas espécies.
Além disso, a conscientização da população tem papel decisivo. Afinal, proteger a Amazônia não é apenas preservar uma floresta. É garantir que espécies únicas, que não existem em nenhum outro lugar do mundo, continuem existindo.
A galinha Brahma impressiona criadores de aves em todo o mundo. Esta raça combina tamanho imponente, plumagem exuberante e temperamento tranquilo. A Brahma conquistou admiradores pela beleza e utilidade, tornando-se uma das raças mais icônicas do mundo avícola.
Criadores americanos desenvolveram a Brahma no século XIX. Eles cruzaram aves grandes importadas da Ásia, principalmente de regiões como Xangai (China) e Índia. O nome “Brahma” provavelmente vem do rio Brahmaputra, na Índia, embora a raça não seja nativa do país.
Criadores americanos e europeus aprimoraram a raça durante a “Febre das Aves Exóticas” no final do século XIX. Naquela época, o público começou a chamar a Brahma de “Rainha das Aves de Corte” devido ao seu tamanho e à excelente capacidade de produzir carne.
Tamanho impressionante: as características físicas da brahma
O galo Brahma atinge entre 5 e 6 kg, com alguns exemplares chegando a 7 kg. Quando ereto, mede cerca de 70 a 80 cm de altura. A galinha pesa entre 4 e 4,5 kg, classificando-se como uma das maiores raças de galinhas poedeiras. As fêmeas produzem cerca de 150 a 200 ovos por ano, com coloração marrom-claro a médio.
A raça apresenta corpo largo, peito profundo e pernas robustas cobertas por penas – uma característica distintiva. A Brahma possui crista pequena do tipo “ervilha” (pequena e serrilhada) e barbelas vermelhas moderadas.
Pelagem densa e variedades de cores
A pelagem densa e macia adapta-se bem a climas frios. As cores mais comuns incluem Light Brahma (branco com detalhes pretos no pescoço e cauda), Dark Brahma (padrão cinza-escuro com contraste) e Buff Brahma (dourado claro).
Criadores apreciam outras cores, como a Lemmon (ou Lemon). Embora a American Poultry Association e a Entente Européenne não reconheçam oficialmente essa variedade, criadores e entusiastas usam o termo para descrever uma variação com tons amarelados ou dourados claros, semelhantes à tonalidade de um limão.
A coloração lemon: uma variação especial
A coloração “Lemon” apresenta penas em tons de amarelo-dourado pálido ou bege claro, frequentemente combinadas com padrões mais claros no pescoço e cauda. Em alguns casos, lembra a Buff Brahma (dourado), porém com nuances mais claras e menos intensas.
Essa tonalidade surge de cruzamentos seletivos entre linhagens de Brahmas Buff e Light, ou até de mutações genéticas naturais. Como não é uma cor padronizada, variações chamadas de “Lemon” podem diferir entre criadores.
Exposições avícolas formais não aceitam essa variação por não ser oficial, mas criadores ornamentais e colecionadores que buscam cores únicas a apreciam.
Criadores especializados trabalham para desenvolver cores incomuns em Brahmas, como azul, splash, vermelho ou até padrões “mille fleur” (inspirados na raça Sedosa). A “Lemon” se encaixa nesse contexto de experimentação genética.
Tons claros como o amarelo-dourado podem desbotar levemente com exposição solar intensa, exigindo atenção à proteção das aves em climas muito ensolarados.
Reprodução: Criatório Paloschi
Quem busca Brahmas “Lemon” deve consultar criadores especializados ou comunidades avícolas locais, já que a definição dessa cor pode variar. O Criatório Paloschi, do biólogo Adriel Paloschi, trabalha com essa coloração. Em seus vídeos, Paloschi afirma que foi a cor que mais o agradou para criação.
Comportamento calmo e dócil
A Brahma é famosa pelo comportamento calmo e dócil, sendo ideal para criação em quintais ou pequenas propriedades. A raça é sociável, tolera outras raças e demonstra afeto por humanos, tornando-se excelente para famílias. Devido ao seu tamanho, as aves precisam de espaço para se movimentar e poleiros baixos para evitar lesões.
Reprodução: Redes Sociais
A jornalista Claudia Muller, em postagem nas redes sociais, comenta: “É a raça de galinha que eu acho mais encantadora! Digo que são iguais cachorrinhos de asas. São enormes, com penas cobrindo os pés igual ‘bombachas’.” Em vídeo postado no Instagram, ela mostra as Brahmas adquiridas do Criatório Paloschi soltas em seu quintal.
Embora não ocupem o topo da produtividade, essas aves mantêm a postura mesmo durante o inverno, período em que outras raças diminuem a produção de ovos.
Curiosidades fascinantes sobre a Brahma
No século XIX, criadores consideraram a Brahma a maior raça de galinha do mundo, ganhando o título de “King of All Poultry” (Rei de Todas as Aves) em exposições.
No final do século XIX, criadores enviaram exemplares para a Inglaterra como presente à rainha Victoria, o que ajudou a consolidar a fama internacional da raça.
A Brahma também contribuiu para o desenvolvimento de outras raças, como a Cochin, e para o aprimoramento da qualidade das aves de corte.
As penas nas pernas exigem cuidados para evitar acúmulo de sujeira ou parasitas, especialmente em ambientes úmidos.
Graças à plumagem densa, a raça tolera bem o frio, mas precisa de sombra e água fresca no calor.
Criação atual: ornamental e produtiva
Hoje, criadores valorizam a Brahma principalmente como ave ornamental e de exposição, embora ainda criem a raça para carne em pequena escala. A elegância e personalidade gentil tornam a Brahma favorita entre avicultores amadores e colecionadores.
A raça simboliza grandiosidade e serenidade no mundo das aves. Seja pela história, pelo porte majestoso ou pela habilidade de adaptação, a Brahma continua a encantar gerações, provando que tamanho e delicadeza podem coexistir harmoniosamente. Um verdadeiro tesouro para quem busca beleza e funcionalidade em um único animal.
Para mais informações sobre a Brahma e outras espécies de galinhas, o Criatório Paloschi está no Instagram e no YouTube. WhatsApp: (47) 98409-4341.
Uma cena inesperada registrada em uma área rural está conquistando milhares de internautas e reforçando a conexão entre humanos e animais no campo. Durante um passeio, uma mãe parou o carro para amamentar seu bebê e foi surpreendida por uma vaca curiosa, que se aproximou do veículo e protagonizou um momento de ternura.
A vaca, tranquila e dócil, colocou a cabeça pela janela do carro e cheirou delicadamente o bebê no colo da mãe, como se desse as boas-vindas ao pequeno visitante. Um acompanhante gravou o gesto carinhoso em vídeo, que rapidamente viralizou nas redes sociais e somou milhares de visualizações e comentários positivos.
Especialistas em comportamento animal destacam que bovinos são conhecidos por sua curiosidade e sensibilidade, especialmente em ambientes tranquilos e familiares. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o bem-estar animal é fundamental para garantir interações harmoniosas entre humanos e animais de criação, contribuindo para ambientes mais seguros e saudáveis no meio rural.
A repercussão do vídeo evidencia o crescente interesse do público por conteúdos que valorizam o respeito e o cuidado com os animais no campo. Além de reforçar a importância do contato humanizado na rotina rural.
A interação entre a mãe, o bebê e a vaca reforça a relevância de práticas responsáveis na convivência com animais. Esse tema é cada vez mais presente nas discussões sobre sustentabilidade e qualidade de vida no campo.