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  • Tensões no Irã agravam restrições históricas contra mulheres, alerta especialista

    Tensões no Irã agravam restrições históricas contra mulheres, alerta especialista

    No Dia Internacional da Mulher, a situação das mulheres no Irã acende um alerta global. Segundo o advogado Daniel Toledo, especialista em Direito Internacional, a combinação de restrições estruturais com o aumento das tensões militares na região cria um cenário particularmente perigoso, onde violações históricas se intensificam e fundamentam pedidos de proteção internacional.

    Daniel Toledo, especialista em Direito Internacional. Foto: Divulgação

    “Falar sobre mulheres em zonas de tensão como o Irã é lembrar que autonomia, liberdade de expressão e participação social não podem ser relativizadas”, afirma Toledo. Para ele, a iminência de um conflito torna essas garantias ainda mais frágeis. “Em tempos de guerra, essas garantias ficam ainda mais frágeis, o que reforça a importância de mecanismos internacionais de proteção.”

    Protestos e repressão: O símbolo do hijab e o caso Mahsa Amini

    O sistema jurídico iraniano, baseado na lei islâmica, impõe limitações severas às mulheres, sendo o uso obrigatório do hijab o símbolo mais visível desse controle. A morte de Mahsa Amini em 2022, detida pela polícia da moral por supostamente violar as regras de vestimenta, gerou protestos em larga escala. Organizações de direitos humanos documentaram centenas de mortos e milhares de prisões durante a repressão às manifestações.

    Os dados oficiais do governo iraniano mostram uma contradição: as mulheres representam mais da metade dos estudantes universitários. No entanto, sua participação em cargos políticos de alto escalão segue restrita. A legislação local também impõe desigualdades profundas em áreas como direito de família, herança e guarda dos filhos.

    Efeito da guerra: Conflito armado como catalisador de violações

    Para Toledo, o agravamento das tensões militares é um fator determinante na análise jurídica internacional. “Quando um país já apresenta restrições severas à liberdade feminina, qualquer cenário de conflito armado amplia o risco de violações. A mulher passa a enfrentar não apenas limitações institucionais, mas também ameaça direta à sua integridade física”, explica.

    Relatórios da ONU corroboram essa visão, indicando que mulheres e meninas estão entre os grupos mais afetados em guerras no Oriente Médio, sofrendo com deslocamentos forçados, violência sexual e interrupção de serviços essenciais. Dados do Alto Comissariado da ONU para Refugiados mostram que elas representam cerca de 50% das mais de 110 milhões de pessoas deslocadas à força no mundo.

    Direito de fuga: Quando a perseguição de gênero justifica o asilo internacional

    Sob a ótica do direito internacional, esse contexto abre precedentes importantes. “Se uma mulher sofre repressão por participar de protestos, por descumprir normas impostas ou por manifestar posicionamentos políticos, isso pode caracterizar perseguição”, ressalta Toledo. Ele lembra que países signatários da Convenção de 1951 sobre o Estatuto dos Refugiados têm a obrigação de analisar esses casos com base no princípio do non-refoulement, que proíbe o retorno de uma pessoa a uma área onde sua vida ou liberdade esteja em risco.

    O especialista conclui que a discussão sobre o Irã, especialmente em um momento de tensão geopolítica, exige que a comunidade internacional trate a proteção feminina como prioridade jurídica. “A guerra não cria desigualdade, mas a aprofunda. E é justamente nesses momentos que os mecanismos internacionais de proteção precisam funcionar de forma mais rigorosa.”

  • Empresa de celulose amplia espaço para mulheres em cargos de liderança

    Empresa de celulose amplia espaço para mulheres em cargos de liderança

    A Bracell, uma das maiores produtoras globais de celulose solúvel e especial, intensifica ações para ampliar a presença feminina em cargos de liderança e promover a equidade de gênero. Com políticas de inclusão e programas de desenvolvimento estruturados, a companhia colhe resultados concretos na valorização das mulheres em suas operações no Brasil.

    O programa Cultivando Potenciais, lançado em 2025, se destaca entre as iniciativas de aceleração de carreira. O projeto tem duração de oito meses e identifica profissionais com potencial para assumir posições de gestão a curto e médio prazo. Dentro da iniciativa, a empresa criou uma trilha exclusiva para mulheres, com 24 horas de formação sobre autoconfiança, síndrome da impostora, estereótipos de gênero, negociação, liderança estratégica e networking.

    O programa também promoveu rodas de conversa com homens, abordando vieses inconscientes e o papel de aliados na promoção da equidade. Todas as promoções concedidas durante a edição de 2025 beneficiaram colaboradoras.

    Na unidade da Bracell na Bahia, a empresa mantém uma estratégia clara para fortalecer o protagonismo feminino. Após oferecer uma turma exclusiva de Inglês para Mulheres em 2024, o programa passou a destinar 50% das vagas a mulheres a partir de 2025.

    Histórias

    Essas ações já transformam histórias dentro da companhia. A engenheira de produção Jéssica Resende, primeira mulher a ocupar o cargo de coordenadora de fábrica da Bracell, exemplifica esse avanço. Com 17 anos de carreira, ela ingressou na empresa há nove anos e hoje atua na coordenação fabril após participar do Programa de Desenvolvimento do Bracell Learning Institute.

    “Quando uma mulher ocupa um cargo de representatividade, ela representa muitas outras. A Bracell tem investido na diversidade e criado mais espaço para nós na indústria”, afirma Jéssica.

    Além de iniciativas de liderança, a Bracell oferece medidas de apoio em diferentes fases da vida profissional e pessoal das colaboradoras. A empresa participa do programa Empresa Cidadã, que estende a licença-maternidade a seis meses e a licença-paternidade a 20 dias. O programa Pessoinhas prepara futuras mães e pais para a chegada dos filhos, enquanto as salas de amamentação e campanhas como o Outubro Rosa integram as ações permanentes de bem-estar.

    Na atração de talentos, a Bracell orienta que toda shortlist de vagas a partir do nível de analista inclua ao menos uma mulher. No setor de G&A, 100% das listas de recrutamento contam com candidatas, e programas como os de trainee e formação mantêm vagas afirmativas para mulheres, reforçando o compromisso da empresa com a diversidade.

    Equidade salarial

    A Bracell também realiza análises de equidade salarial para garantir igualdade entre homens e mulheres em remuneração e crescimento de carreira. Em 2025, a unidade da Bahia registrou 33% de contratações femininas, com 88 mulheres entre 288 admissões.

    A companhia incentiva líderes homens a participarem das pautas de inclusão com treinamentos, palestras e programas sobre liderança inclusiva e vieses inconscientes. Grupos de afinidade e comitês internos atuam como parceiros estratégicos do RH na promoção da representatividade e na criação de políticas mais justas.

    Na Bahia, o reconhecimento externo chegou com o Selo Lilás, concedido pelo Governo do Estado a empresas que promovem equidade de gênero, diversidade e combate à discriminação.

    Atualmente, as mulheres ocupam 27,7% dos cargos de liderança na Bracell Celulose. A meta é alcançar 30% até 2030, consolidando um ambiente ainda mais diverso e inclusivo

  • Mulheres lideram revolução tecnológica e na saúde em instituto do Paraná

    Mulheres lideram revolução tecnológica e na saúde em instituto do Paraná

    Enquanto a média nacional aponta que apenas 39,3% dos cargos gerenciais pertencem a mulheres, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) caminha para a paridade: 46% das posições de liderança estão em mãos femininas. Com atuação estratégica em projetos que vão do sequenciamento genético para pacientes do SUS à certificação inédita de madeira engenheirada, pesquisadoras e gestoras colocam o estado na vanguarda da inovação.

    O diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, atribui o resultado à cultura institucional. “Promovemos um espaço colaborativo que incentiva a representatividade e estimula o surgimento de novas lideranças. Contamos com uma competente equipe de mulheres à frente de projetos estratégicos e equipes nas áreas técnica, administrativa, de gestão e pesquisa”, afirma.

    Pioneirismo em biotecnologia e células-tronco

    Aos 43 anos, a pesquisadora Jaiesa Zych Nadolny integra a primeira turma de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia do país, formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Na época, ouvia que a área seria “a ciência do futuro”. O futuro chegou: há 11 anos no Tecpar, ela testemunhou a evolução da pesquisa com células-tronco até se tornar gerente do Centro de Saúde Pública de Precisão (CSPP).

    A unidade, parceria com Fiocruz Paraná e IBMP, realiza sequenciamento genético para diagnosticar doenças raras em pacientes do SUS. “Foram mais de vinte anos nesta caminhada. Muitas pesquisas que pareciam distantes hoje se concretizaram em importantes aplicações”, diz Jaiesa, que é doutora em Biologia Celular e Molecular.

    O percurso até a posição atual exigiu resiliência. Em 2013, ela defendeu o doutorado, iniciou o pós-doutorado e deu à luz o primeiro filho, tudo ao mesmo tempo. “Ele tinha três meses quando fiz o concurso do Tecpar. Estudava de madrugada, quando ele acordava para mamar”, recorda.

    Certificações inéditas e mercado de carbono

    A química Melissa Umata Lucato também trilhou caminho semelhante. Depois de lecionar por dois anos na Unicentro, enfrentou a rotina exaustiva e decidiu mudar de área. Há 20 anos no Tecpar, hoje gerencia o Setor de Certificação de Sistemas e comanda projetos pioneiros no Brasil.

    Melissa Umata Lucato. Foto: Hedeson Alves/TECPAR

    Sob sua liderança, o instituto implantou o programa de verificação de inventários de Gases de Efeito Estufa e a certificação para madeira engenheirada, inédita no país. “É um trabalho muito inovador e temos uma equipe muito boa tocando tudo isso”, afirma Melissa, que também é doutora em Habilidades Analíticas.

    A gestora coordena ainda equipes de bolsistas, unindo a experiência à paixão pelo ensino. “O Tecpar tem sido esse grande instrumento na vida dessas pessoas, como porta de entrada na vida profissional. Ver alguém crescer e evoluir é muito gratificante”, completa.

    Impacto direto na sociedade

    Os projetos liderados por essas pesquisadoras geram impacto concreto. O Centro de Saúde Pública de Precisão beneficia diretamente pacientes do SUS com doenças raras. Já as certificações ambientais e de gestão ajudam empresas a se adequarem a padrões sustentáveis e de qualidade.

    Os números reforçam a representatividade: com 26 mulheres em cargos de gerência contra 31 homens, o Tecpar se aproxima da igualdade de gênero em posições estratégicas, contrariando a estatística nacional do IBGE.

  • Pioneiras do café: mulheres transformam a cafeicultura no sul de Minas Gerais

    Pioneiras do café: mulheres transformam a cafeicultura no sul de Minas Gerais

    A cafeicultura mineira tem novas protagonistas. No Sul de Minas Gerais, mulheres quebram barreiras históricas e conquistam espaço em um setor tradicionalmente masculino, levando inovação e qualidade para a produção de café.

    Maria José Vilela Rezende Bernardes fez história ao se tornar a primeira mulher a exercer a cafeicultura em Varginha. Há 33 anos, ela era a única presença feminina nas reuniões de associação e eventos do setor.

    O conhecimento veio da infância, quando acompanhava o pai na Fazenda dos Tachos. Com a morte do patriarca e posteriormente do irmão, ela assumiu a frente da lavoura enfrentando desafios únicos.

    “Há 33 anos tinha só eu de mulher nas reuniões de associação, nos eventos da área. Aos poucos fui conquistando espaço e reconhecimento”, relembra a produtora.

    Hoje, Maria José gerencia 50 hectares de lavoura com ajuda do marido, filho e três funcionários. Seu café é certificado pelo Certifica Minas e já conquistou diversos prêmios estaduais e regionais.

    Do desafio financeiro ao sucesso dos cafés especiais

    Em Campos Gerais, Lucélia de Carvalho Araújo descobriu sua vocação para a cafeicultura ao lado do marido, Klayton Paiva de Araújo. O que começou como uma pequena produção no Sítio Santa Cruz se transformou em oportunidade de crescimento.

    Lucélia de Carvalho Araújo e o marido, Klayton Paiva de Araújo. Foto: Divulgação/Emater-MG

    “Meu cunhado sugeriu que investíssemos em cafés especiais. Mesmo com a resistência inicial, mergulhei na pesquisa”, conta Lucélia.

    A aposta deu certo. Quando o primeiro lote recebeu excelentes pontuações, a família decidiu criar sua própria marca. Hoje, comercializam em cafeterias, empórios, cooperativas e lojas online, além de administrarem uma cafeteria e restaurante próprios.

    Dupla jornada: o maior desafio das mulheres no campo

    Para Lucélia, conciliar as atividades profissionais com as demandas domésticas e familiares representa um dos maiores obstáculos para mulheres na agricultura.

    Segundo Adalise Dayane Vieira da Silveira, coordenadora técnica regional da Emater-MG, a desigualdade de gênero, sobrecarga de trabalho e baixa representatividade em associações são limitações que ainda precisam ser superadas.

    A coordenadora da Emater-MG destaca que a cafeicultura desempenha papel importante na economia do Sul de Minas, com crescente participação feminina.

    “A história das duas produtoras é um recorte de tantas outras da região”, observa Adalise Dayane.

    A presença das mulheres traz melhorias na qualidade dos grãos, bem-estar nas comunidades rurais, gestão familiar e transmissão de conhecimento entre gerações.

    Além da produção de café, as empreendedoras investem em turismo rural. Maria José recebe visitantes na fazenda para café da manhã, agregando valor à propriedade e criando novas fontes de renda.

    Esta diversificação representa uma tendência crescente entre produtores que buscam alternativas para fortalecer a economia familiar rural.

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  • Pescaria esportiva: a revolução feminina no mundo da pesca

    Pescaria esportiva: a revolução feminina no mundo da pesca

    A pescaria esportiva, tradicionalmente um esporte praticado majoritariamente por homens, vem passando por uma transformação significativa. Cada vez mais mulheres deixam de ser meras acompanhantes para assumir o protagonismo na atividade, controlando a isca, o anzol e até o motor das embarcações com a mesma habilidade e paixão que os homens.

    Pescadora Eduarda com uma pirapara. Foto: Redes Sociais

    Esse crescimento do público feminino na pesca esportiva reflete uma mudança cultural importante. Mulheres que antes acompanhavam familiares ou amigos sem grande interesse começaram a se envolver ativamente, tornando-se pescadoras dedicadas e entusiastas do esporte. Hoje, elas não apenas participam, mas também lideram expedições, competições e comunidades especializadas. E se divertem muito.

    Comunidades e redes sociais impulsionam o movimento

    O impacto desse fenômeno pode ser visto em redes sociais e comunidades online. Por exemplo, a conta @girlsfishing.oficial já reúne mais de 100 mil pescadoras, número que cresce constantemente, mostrando a força e o engajamento das mulheres nesse segmento. Essas plataformas promovem troca de experiências, dicas técnicas, e fortalecem a representatividade feminina na pesca esportiva.

    Erivânia com sua cachara durante pescaria.

    Além do aspecto esportivo, a pescaria oferece benefícios como contato com a natureza, relaxamento, desenvolvimento de habilidades técnicas e fortalecimento de laços sociais. Para muitas mulheres, o esporte também representa uma forma de empoderamento, autonomia e quebra de estereótipos de gênero.

    O futuro da pescaria esportiva é feminino

    Especialistas e organizações do setor reconhecem que a presença feminina na pescaria esportiva tende a crescer ainda mais. O mercado já responde a essa demanda com produtos específicos para mulheres, como equipamentos adaptados, roupas e acessórios. Eventos e campeonatos exclusivos para pescadoras também ganham destaque, incentivando a participação e o desenvolvimento do esporte entre elas.

    Conta Girls Fishing organiza pescarias femininas. Foto: Redes Sociais

    A pescaria esportiva feminina é uma realidade em expansão, que combina tradição, técnica e paixão, consolidando-se como um espaço de igualdade e protagonismo para as mulheres no esporte.

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  • Liderança feminina avança no agro com nova edição da ALMA

    Liderança feminina avança no agro com nova edição da ALMA

    A presença das mulheres no agronegócio ganha cada vez mais força com iniciativas de formação e capacitação. Um dos principais exemplos é a Academia de Liderança para Mulheres do Agronegócio (ALMA), que chega à sua sétima edição na próxima semana. Criada em 2018, a ALMA é promovida pela Corteva Agriscience, em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e a FIA Business School. O programa já formou mais de 500 mulheres e tem impulsionado a liderança feminina no setor rural.

    Aula online

    A aula inaugural acontece nesta terça-feira (29), em formato online. O encontro reunirá participantes de diversas regiões do país e importantes lideranças do agro brasileiro. A executiva Silmara Olívio, com mais de 35 anos de experiência, fará a palestra principal do evento. Ela já atuou em grandes empresas como Coca-Cola e FEMSA. Ex-alunas da ALMA também participarão da abertura, compartilhando experiências e resultados de suas trajetórias profissionais.

    Esses relatos reforçam o impacto da ALMA no avanço da mulher no campo. Em geral, dados do Cepea, em parceria com a CNA, mostram que 11 milhões de mulheres atuam hoje no agronegócio brasileiro. Já o IBGE aponta que elas comandam cerca de 30 milhões de hectares, o que representa 8,5% da área total de propriedades rurais no país. Portanto, neste ano, a ALMA oferece conteúdos ainda mais alinhados às demandas do setor. Em resumo, os temas abordam inovação tecnológica, gestão estratégica, governança e sustentabilidade.

    Turmas de iniciantes e de veteranas

    A turma de iniciantes conta com 100 mulheres e terá quatro módulos temáticos. Enquanto isso, a turma de veteranas é formada por 122 mulheres de todas as regiões do Brasil. Elas escolheram “desenvolvimento de pessoas” como foco para este ciclo de aulas. Ao mesmo tempo, o programa inclui mentorias especializadas, que promovem a troca de experiências entre alunas e lideranças do agro.

    Dinâmica da formação

    A formação inclui aulas quinzenais, master classes e atividades práticas até outubro. Além disso, a Jornada ALMA marca o encerramento do programa com a apresentação de projetos finais em São Paulo (SP). De maio a setembro, as participantes desenvolvem soluções para desafios reais do setor, com apoio de professoras da FIA.

    Rosemeire dos Santos, da Corteva Agriscience e uma das idealizadoras da ALMA, destaca a importância da iniciativa. “Criamos novas oportunidades de aperfeiçoamento para que as mulheres ampliem seu protagonismo no agro”, afirma.

    A coordenadora pedagógica da ALMA, Christiane Leles Rezende, da FIA Business School, também ressalta o impacto do programa. “Nosso conteúdo é desenhado com base nos desafios reais das produtoras que lideram pessoas e negócios”, explica.

    A diretora-executiva da ABAG, Gislaine Balbinot, destaca a crescente participação feminina em toda a cadeia do agronegócio. Segundo ela, engenheiras, administradoras, técnicas, operadoras de máquinas e produtoras contribuem diretamente para os recordes do setor. “O caminho trilhado pelas mulheres no agro é sólido e promissor. A ALMA tem papel essencial no desenvolvimento dessas futuras líderes”, conclui Gislaine.

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  • O protagonismo feminino no mercado de trabalho

    O protagonismo feminino no mercado de trabalho

    No Dia Internacional da Mulher, destacamos o crescimento da participação feminina em diversas profissões. Empresas de diferentes setores têm investido em programas de inclusão e desenvolvimento para ampliar as oportunidades e valorizar o protagonismo das mulheres.

    A Eldorado Brasil Celulose é um exemplo de empresa que aposta na diversidade, garantindo a presença feminina em áreas antes dominadas por homens, como inovação, tecnologia, operações e sustentabilidade.

    Ana Carolina Tessarini, gerente de Desenvolvimento, Atração e seleção da Eldorado Brasil. Foto: Divulgação Eldorado Brasil Celulose

    “Empenhada cada vez mais em ter um olhar especial e inclusivo para as mulheres, desde o processo seletivo até a fomentacão de novas lideranças, a Eldorado ampliou a participação feminina. A empresa desenvolve programas específicos, como a mentoria, promovendo um ambiente de valorização”, explica Ana Carolina Tessarini, gerente de Desenvolvimento, Atração e Seleção da empresa.

    Agda Maria de Oliveira Silva, de 32 anos, da etnia Guarani Kaiowa, iniciou como ajudante florestal e, após um curso de operação de tratores, hoje comanda uma das máquinas em campo.

    Agda Maria, tratorista. Foto: Divulgação Eldorado Brasil Celulose

    “Me senti bem valorizada enquanto profissional, pessoa e mulher. Algumas pessoas pensam que ser tratorista é profissão masculina, mas mostramos que não. As mulheres podem estar onde quiserem”, destaca Agda.

    Para reforçar essa inclusão, a empresa criou em 2024 sua primeira turma de tratoristas composta apenas por mulheres. Formada por oito colaboradoras, o treinamento foi alinhado com o Programa Trilha de Carreira, que impulsiona o desenvolvimento profissional de forma igualitária, fortalecendo a confiança para que elas ocupem quaisquer posições almejadas, seja como tratorista ou em cargos de liderança.

    Mulheres nas estradas: força sobre rodas

    Letícia Rios de Lima, de 35 anos, é motorista de tritrem na Eldorado Brasil, transportando madeira em caminhões de até 30 metros e com capacidade para o transporte de até 74 toneladas.

    Letícia Rios, motorista tritrem na Eldorado Brasil. Foto: Divulgação Eldorado Brasil Celulose

    “Ser motorista de tritrem é uma conquista, pois estamos ocupando uma vaga que antes era só masculina. Mostramos nossa força para toda a sociedade”, enfatiza Letícia.

    A segurança é prioridade na empresa, que investe em tecnologia para otimizar a gestão logística e garantir melhores condições de trabalho para os condutores. Aliás, a tecnologia embarcada nesses veículos, aliada à gestão logística, permite tomadas de decisões rápidas, elevando o desempenho da operação e a disponibilidade dos caminhões e garantindo mais segurança para os condutores.

    Mulheres na liderança: transformando o setor portuário

    Em Santos (SP), Fernanda de Souza Machado atua como especialista em Segurança Aduaneira e Regulatória no Terminal EBLog.

    “A Eldorado Brasil tem dado abertura para que a presença feminina no setor portuário cresça, promovendo diversidade, inovação e competitividade”, ressalta Fernanda.

    Fernanda Machado, especialista em Segurança Aduaneira e Regulatória, no Terminal EBLog. Foto: Divulgação Eldorado Brasil Celulose

    Na rotina do trabalho, Fernanda alia resiliência, conhecimento técnico e capacidade de adaptação para lidar com uma estrutura complexa e um ambiente regulatório em constante evolução que exigem sustentabilidade nas operações logísticas, tecnologia e visão estratégica para antecipar e mitigar riscos. Além disso, como mulher, atuando em um ambiente historicamente masculino, um desafio adicional é reforçar a presença feminina em espaços de decisão. “Felizmente, vejo mudanças positivas e mais oportunidades para mulheres assumirem papéis estratégicos no setor”, diz a especialista

    Mulheres na indústria: crescimento e apoio

    A operadora de painel do setor de águas, Isabela Cristina da Silva Alves, de 18 anos, celebra a evolução da presença feminina na indústria.

    “Ver essa mudança e fazer parte de uma gestão que valoriza talentos é um orgulho. Sempre tive apoio para crescer profissionalmente e conciliar a carreira com a maternidade”, afirma Isabela, mãe de dois filhos.

    Isabela Alves, operadora de painel. Foto: Divulgação Eldorado Brasil Celulose

    Durante a segunda gravidez, ela recebeu apoio do programa “Gerar Saúde do Bebê”, que oferece suporte integral às gestantes da empresa.

    Engenharia: a evolução da presença feminina

    A presença feminina na engenharia também cresce. Em 2019, apenas 12% dos registros profissionais eram de mulheres, percentual que chegou a 20% em 2023. Do total de 1,1 milhão de registros profissionais, apenas 200 mil pertencem ao público feminino, incluindo, além de engenheiras, agrônomas, meteorologistas, geógrafas e geólogas, entre outras profissões do sistema.

    A engenharia civil é a preferência delas na hora da escolha do curso, conforme aponta a análise dos dados do Censo da Educação Superior, realizado pelo Ministério da Educação. Entre as 25.934 concluintes dos cursos de engenharia em todo o país no ano de 2023, pouco mais de 8 mil, ou 30%, optaram pela Civil.

    Victória Fassioni, de 27 anos, engenheira civil em Goiânia, comemora sua trajetória.

    “A engenharia me escolheu. Sempre fui determinada e nunca pensei que poderia ser subjugada por ser mulher. Com respeito e competência, vamos rompendo barreiras culturais”, conta Victória, que comanda sua primeira obra de grande porte.

    Engenheira civil Victoria Cunha Fassioni, que atualmente comanda obras do residencial Wellness Marista, da Sim Incorporadora. Foto: Arquivo pessoal

    Mas mesmo tendo consciência da enorme responsabilidade que tem, isso não assusta a jovem engenheira, que diz do que mais gosta em sua profissão. “O que me atraiu na Engenharia Civil é o dinamismo do dia a dia de uma obra, os desafios de subir uma obra do zero e ver as atividades acontecendo. Gosto muito também dessa questão de comandar as equipes de uma obra, que tem funções específicas, mas igualmente importantes para todo o conjunto da obra”, enfatiza.

    Empresas inclusivas transformam carreiras

    A Aperam South America, maior produtora de aços planos especiais da América Latina, criou um programa de inclusão em 2021, ampliando a contratação de mulheres e sua presença em cargos de liderança.

    Gisele Polati, que iniciou como estagiária, hoje é CFO da empresa, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo de diretora da Aperam. A promoção ao cargo de CFO (Chief Financial Officer) veio logo após seu retorno da licença-maternidade, algo ainda pouco comum no mundo corporativo.

    Gisele Polati se tornou, em setembro de 2024, a primeira mulher diretora da Aperam. Foto: Divulgação Aperam

    “Parece óbvio, mas não é como o mercado funciona para as mulheres. Fico feliz por ser a primeira e espero não ser a única”, afirma.

    Inclusão na indústria e no agro

    A Aperam não só incentiva a presença feminina em posições de liderança, mas também promove a inclusão das mulheres na indústria e no agronegócio. A operadora de alto-forno Jessica Fernandes Carvalho Sudário, que trabalha na siderúrgica de Timóteo (MG), ocupa uma função que ainda hoje, segundo ela, “muitos dizem ser para homem”

    Jessica Fernandes foi a primeira forneira da Aperam. Hoje, ela tem mais duas colegas na mesma função. Foto: Elvira Nascimento

    Edilaine Soares da Rocha conquistou o cargo de operadora de máquinas na Aperam BioEnergia. Ela opera pás carregadeiras e equipamentos específicos para efetuar a carga de madeira e a descarga de carvão na área dos fornos, bem como realiza o carregamento de carretas e a limpeza e conservação das praças de estocagem. “Lugar de mulher é onde ela quiser”, enfatiza Edilaine.

    Edilaine foi recentemente promovida ao cargo de operadora de máquinas – carga e descarga na Aperam BioEnergia. Foto: Divulgação Aperam BioEnergia

    Rayane Ferreira da Silva, inicialmente foi contratata como auxiliar de silvicultura, e ficou nesta função por dois anos. Rayane hoje, também atua como operadora de máquinas na empresa. “Meu primeiro dia foi muito difícil, achei que não ia dar conta, mas continuei. Às vezes, me pego pensando que, se estivesse desistido no início, não estaria aqui hoje onde estou, não teria conquistado as coisas que conquistei. Estou muito feliz e muito orgulhosa de mim”, conta

    Hoje operadora de máquinas, Rayane Ferreira da Silva foi a primeira mulher contratada para ser auxiliar de silvicultura. Foto: Divulgação

    Crescimento da mão de obra feminina no agronegócio impulsiona diversidade

    Entre 2023 e 2024, o setor registrou um aumento de mais de 300 mil mulheres, consolidando a presença feminina em diversas áreas, desde a gestão de propriedades rurais até os centros de pesquisa e cargos de representação técnica.

    De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP), no terceiro trimestre de 2024, o número de mulheres no agronegócio alcançou 10.751.012, um aumento de 332.343 em relação ao mesmo período de 2023. Esse crescimento demonstra que o campo está se tornando mais jovem, tecnológico e, sobretudo, mais feminino.

    Foto: Divulgação BRANDT Brasil

    A valorização da experiência familiar e a busca por conhecimento técnico têm sido fatores determinantes para o sucesso das mulheres no agronegócio. Muitas, como Izabela Batalini, unem o legado familiar à formação acadêmica, aplicando seus conhecimentos em áreas como administração, finanças e agronomia.

    Foto: Divulgação BRANDT Brasil

    A pesquisa e o desenvolvimento de soluções inovadoras também atraem mulheres talentosas para o setor. Ana Claudia Ruschel, pesquisadora em Fitopatologia na Fundação MS, trilhou um caminho de dedicação e estudo para levar tecnologias eficientes aos produtores rurais.

    Foto: Divulgação BRANDT Brasil

    No campo, a presença feminina se destaca na representação técnica e nas vendas. Dayanne Mororó, Representante Técnica de Vendas da BRANDT Brasil, conecta inovações tecnológicas às necessidades dos produtores, contribuindo para otimizar resultados e garantir a produtividade.

    Investir em diversidade dá lucro

    As experiências dessas mulheres mostram que as empresas, como Eldorado e da Aperam, que investem em diversidade têm colhido resultados positivos, promovendo ambientes mais inovadores, igualitários e produtivos.

    Neste 8 de Março, Dia da Mulher, histórias como as dessas profissionais não apenas celebram conquistas, mas reforçam a urgência de ambientes inclusivos. Como ressalta Gisele Polati: “Diversidade não é só um ideal – é um motor para negócios mais competitivos e humanos”.

    Apesar dos avanços, a participação feminina no agronegócio ainda enfrenta desafios, como a desigualdade salarial e a necessidade de maior reconhecimento. No entanto, o crescimento do número de mulheres no setor e o destaque que vêm alcançando em diferentes áreas são sinais de que o agronegócio brasileiro está caminhando rumo a um futuro mais diverso e igualitário.

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  • Elas na Pecuária: encontro destaca papel feminino no setor

    Elas na Pecuária: encontro destaca papel feminino no setor

    No dia 10 de março, Campo Grande (MS) será palco da terceira edição do evento “Elas na Pecuária”, uma iniciativa da Beckhauser que visa reunir mulheres do agronegócio brasileiro. O encontro, realizado nas instalações da H Store, contará com a participação de destacadas profissionais do setor, como Ana Nery, Guta Alonso e Mariana Aragão.

    O evento tem como objetivo promover a troca de experiências e destacar o papel fundamental das mulheres na cadeia produtiva da pecuária. A CEO da Beckhauser, Mariana Beckheuser, enfatiza a importância de ações como essa. Especialmente no mês dedicado às mulheres, para mostrar que elas têm capacidade e direito de ocupar espaços no setor.

    Educação no Campo

    Além de debater a importância do feminino na pecuária, o encontro terá como pano de fundo a educação como ferramenta para construir um futuro mais justo e diverso. As palestrantes convidadas ilustrarão como a educação transforma realidades no campo. Destacando iniciativas como o trabalho da associação De Olho no Material Escolar e as visitas de crianças a fazendas promovidas por Guta Alonso.

    O Brasil conta com cerca de 1,7 milhão de mulheres na gestão ou codireção de propriedades rurais, conforme o último Censo Agropecuário. Isso destaca a necessidade de ações que promovam a entrada feminina no setor, como o “Elas na Pecuária”. O evento ainda oferece networking e acolhimento essenciais para essas profissionais.

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  • Conheça as vencedoras do Prêmio Mulheres do Agro 2024

    Conheça as vencedoras do Prêmio Mulheres do Agro 2024

    A Bayer e a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) divulgaram as vencedoras da 7ª edição do Prêmio Mulheres do Agro, reconhecendo a liderança de 10 mulheres no setor por suas práticas de ESG (ambiental, social e governança). Neste ano, o prêmio destacou a pluralidade, registrando um aumento de 26,5% nas inscrições de pequenas propriedades e a participação de produtoras rurais de todas as regiões e faixas etárias do Brasil.

    Gabi Rodrigues, vencedora da categoria Pequena Propriedade, lidera a produção sustentável de palmito pupunha na Palmitolândia (SP). Iniciativas como a reutilização de água, uso de energia solar e embalagens biodegradáveis fazem parte de sua gestão inovadora. Ela ainda realiza ações sociais e projetos educacionais que visam conscientizar a comunidade sobre preservação ambiental.

    Na categoria Média Propriedade, o primeiro lugar ficou com Luiza Oliveira Macedo, que, à frente da Fazenda Tapera do Baú (MG), aposta na cafeicultura regenerativa e investe na capacitação de colaboradores. A propriedade é reconhecida pela produção de cafés fine cup e especiais, com rastreabilidade e qualidade, exportados para o mercado internacional.

    Vanessa Bomm, vencedora da categoria Grande Propriedade, é sócia da Fazenda Mareva (PR) e tem promovido práticas de agricultura regenerativa, como o uso de cultivos de cobertura. Ela também participa do PRO Carbono, focado em reduzir emissões e regenerar o solo. Vanessa se destaca pelo desenvolvimento humano, capacitando colaboradores e apoiando ações sociais.

    Danielle Pereira Baliza, pesquisadora mineira, levou o primeiro lugar na categoria Ciência e Pesquisa, que recebeu mais de 13 mil votos. Com uma carreira marcada por estudos em sistemas agroflorestais com café e a publicação de mais de 40 artigos, ela impactou cerca de 2.500 agricultoras com o projeto “Embaixadoras do Instituto Federal: a força feminina na transformação do agro”.

    Confira todas as ganhadoras:

    Pequena Propriedade:

    1º lugar – Gabi Rodrigues (SP)

    2º lugar – Paula Dias (MG)

    3º lugar – Simone Sillotti (SP)

    Média Propriedade:

    1º lugar – Luiza Macedo (MG)

    2º lugar – Maria Lucia Bessa (GO)

    3º lugar – Caroline Roza (MS)

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    Grande Propriedade:

    1º lugar – Vanessa Bomm (PR)

    2º lugar – Mariana Granelli (SP)

    3º lugar – Lisiane Czech (PR)

    Ciência e Pesquisa:

    1º lugar – Danielle Pereira Baliza (MG)

    2º lugar – Paula Toshimi Matumoto Pintro (PR)

    3º lugar – Renata Helena Branco Arnandes (SP)

    Para saber mais sobre todas as ganhadoras do Prêmio Mulheres do Agro acesse o site oficial do evento aqui.

  • Mulheres no agro: JBS cria programa de empreendedorismo

    Mulheres no agro: JBS cria programa de empreendedorismo

    O programa Mulheres SuperAgro, criado pela JBS, está capacitando produtoras rurais que administram granjas integradas da Seara. Desde já, a primeira turma de mulheres no agro observa aumentos no faturamento e na produtividade de suas propriedades.

    O programa oferece suporte e ferramentas para alavancar o empreendedorismo feminino no agronegócio. Além disso, a capacitação inclui módulos sobre gestão de pessoas, gestão financeira e temas jurídicos e tributários. Bem como, são abordadas práticas de produção sustentáveis e bem-estar animal.

    Em 2023, um levantamento da Seara mostrou que 41% das propriedades integradas são gerenciadas por mulheres. Ivinice Schneider, avicultora de Tupandi (RS), participou da primeira edição do programa e relatou um aumento de 7% em seu faturamento, além de melhora na qualidade dos produtos. Sendo assim, “os resultados positivos só tendem a melhorar dia após dia, o que mostra que estou no caminho certo”, afirma Ivinice. Além disso, ela também destacou o crescimento pessoal proporcionado pelo programa.

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    Rosane Bertolin, de Passo Fundo (RS), também participou e aprendeu a dominar estratégias de gestão. “O Mulheres SuperAgro fez toda a diferença na minha vida”, diz Rosane. Ou seja, ela aprendeu a delegar tarefas, o que lhe deu mais tempo para se dedicar a outras questões importantes na administração.

    Mulheres na gestão

    Pauline Bellaver, especialista de Sustentabilidade da Seara, elogiou o programa. Portanto, “capacitando as empreendedoras, oferecemos uma troca de conhecimento enriquecedora às nossas integradas. O curso foi cuidadosamente elaborado para desenvolver os negócios de forma sustentável”.

    O programa, voltado para mulheres no agro, teve sua primeira edição com duração de sete meses. Eles ofereceram videoaulas de 1h30 e realizaram encontros presenciais quinzenais.  Como resultado, o foco foi promover autoconhecimento, sustentabilidade, capacitação técnica e empreendedorismo.