Tag: MS

  • Quero-queros “dão o alarme” ao avistarem sucuri no Pantanal

    Quero-queros “dão o alarme” ao avistarem sucuri no Pantanal

    Um bando de quero-queros entrou em polvorosa ao avistar uma sucuri se arrastando pelo Pantanal de Miranda (MS). O biólogo e guia turístico Marcos Ávila registrou o momento em que a cobra gigante passou a poucos metros de um grupo de turistas.

    As aves, conhecidas por seu comportamento territorial, gritaram incessantemente enquanto a serpente avançava. O biólogo explicou que os quero-queros agem como sentinelas, alertando outros animais sobre predadores.

    Marcos contou que a sucuri mantinha um ritmo lento, típico em terra. “Ela não desviou do caminho. Antecipamos seu trajeto e ficamos parados para não assustá-la”, disse. Movimentos bruscos, segundo ele, poderiam ser interpretados como ameaça.

    Apesar de ser uma caçadora eficiente na água, a sucuri fica vulnerável em terra. “Qualquer ave percebe sua presença e soa o alarme”, explicou o biólogo.

    Fuga coletiva: aves escapam do ataque

    No vídeo, os quero-queros vocalizam em uníssono enquanto a cobra avança. Durante a gravação, nenhuma ave foi capturada. A sucuri, que se alimenta de diversos animais, seguiu seu caminho sem incidentes.

    O registro reforça o papel ecológico das aves no Pantanal. Além de defenderem seus ninhos, os quero-queros ajudam outras espécies a detectar ameaças.

    Marcos Ávila é fotógrafo, biólogo e guia, e vale a pena segui-lo quem gosta de acompanhar a vida selvagem.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Oiti – conheça a fruta dourada do cerrado

    + Agro em Campo: Mini porco e galinha Serama viram pets de luxo nas cidades

  • Sucuri devora capivara em Bonito e impressiona turistas

    Sucuri devora capivara em Bonito e impressiona turistas

    Um registro impressionante da vida selvagem no Pantanal chamou a atenção de turistas e guias em Bonito, no Mato Grosso do Sul. Uma sucuri de aproximadamente cinco metros foi flagrada no momento em que devorava uma capivara nas águas cristalinas do rio Sucuri, um dos principais destinos de ecoturismo da região.

    O episódio foi presenciado por um grupo de 10 turistas de Fortaleza (CE) durante um passeio de flutuação, acompanhados pelo guia de turismo Célio Araújo. Segundo o profissional, a informação sobre a presença da serpente havia chegado logo no início do trajeto.

    “Chegamos lá e conseguimos apreciar essa beleza da natureza. Era uma sucuri de aproximadamente cinco metros, havia acabado de pegar uma capivara. Ela estava fazendo o processo de estrangulamento. Depois é que ela começa a engolir o animal, isso demora um pouco”, relatou Araújo.

    Momento único no ecoturismo de Bonito

    O avistamento aconteceu durante a primeira etapa do passeio, quando os visitantes ainda subiam o rio de barco, antes de retornar por meio da flutuação. Para o guia experiente, presenciar esse comportamento natural da sucuri representa um momento único na rotina do ecoturismo local.

    “Não é todos os dias que a gente vê uma cena dessas. Os turistas ficam felizes de fazer o passeio e conseguir ver o animal assim”, destacou Célio, enfatizando a raridade do flagrante.

    As sucuris são as maiores serpentes do Brasil e podem atingir até 10 metros de comprimento. Encontradas principalmente em regiões alagadas do Pantanal, elas se alimentam de diversos animais, incluindo capivaras, jacarés e peixes. O rio Sucuri, conhecido mundialmente por suas águas transparentes e rica biodiversidade, é um dos cartões-postais de Bonito e atrai milhares de visitantes anualmente em busca de experiências únicas na natureza.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Fruto amazônico promete benefícios à saúde

    + Agro em Campo: Conheça a doença silenciosa que ataca trabalhadores rurais

  • Produtores do Pantanal receberão pagamento por serviços ambientais em MS

    Produtores do Pantanal receberão pagamento por serviços ambientais em MS

    O governo de Mato Grosso do Sul lançou um programa de pagamento por serviços ambientais para incentivar a preservação do Pantanal. Ou seja, a iniciativa envolve conservação ambiental, desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida de comunidades locais.

    Fundo Clima Pantanal

    O Fundo Clima Pantanal, criado após a aprovação da Lei do Pantanal em 2023, financiará o programa. Em geral, os produtores que mantiverem áreas de preservação acima do exigido por lei e criarem brigadas de combate a incêndios receberão os recursos. Além disso, o programa prevê investimentos de R$ 1,4 bilhão em cinco anos. O governo do estado destinará R$ 40 milhões anuais e contará com doações. Em resumo, no primeiro ano, três milhões de hectares poderão ser remunerados.

    Um estudo sobre rentabilidade da pecuária de cria no Pantanal serviu de base para o modelo de pagamento por serviços ambientais (PSA). “Buscamos uma base científica. O estudo mostrou que a rentabilidade média é de R$ 55 por hectare. Com esse dado, estruturamos o modelo de PSA”, explicou Artur Falcette, secretário adjunto de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul.

    Ao mesmo tempo, o programa também comprará licenças de supressão vegetal já emitidas para cancelá-las. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, 97% do Pantanal sul-mato-grossense está em áreas privadas, com 84% da vegetação nativa preservada. “Os produtores são os principais tomadores de decisão. Esse programa garante que essas áreas sejam mantidas”, afirmou Falcette.

    Definição dos pagamentos

    Um índice socioambiental definirá os pagamentos, considerando a presença de corredores ecológicos e áreas produtivas. Os valores seguirão metodologia da Esalq-USP, podendo chegar a R$ 100 mil por propriedade, pagos em duas parcelas. Após o repasse, técnicos vão monitorar as áreas por um ano para garantir a preservação. “Esse recurso transforma o Pantanal. Além de gerar renda para quem preserva, garante a manutenção dos 84% de vegetação nativa”, destacou Falcette.

    O programa recebeu apoio do setor agropecuário. “O governo está dialogando com os pantaneiros, não apenas impondo regras. Preservar sempre foi um desejo das famílias que vivem lá”, afirmou Janes Bernardino, presidente da Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica e Sustentável (ABPO).

    Marcelo Bertoni, presidente da Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul (Famasul), também elogiou a iniciativa. “O produtor rural sempre preservou o Pantanal. Agora, ele será remunerado. Isso é fundamental para mantermos o bioma”, disse.

    Além disso, o pacto também prevê recuperação de bacias hidrográficas, práticas produtivas resilientes ao clima e fortalecimento da governança territorial. “O Mato Grosso do Sul inova ao criar essa política para o agro. Essa iniciativa atrairá investimentos e parcerias”, afirmou João Paulo Capobianco, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, durante o lançamento do programa.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Café no concreto: pesquisa une sustentabilidade e inovação
    + Agro em Campo: Projeto Pecuária ConSCiente Carbono Zero monitora emissões de gases

     

  • Produtividade do milho safrinha 2023/2024 é a terceira pior da última década em MS

    Produtividade do milho safrinha 2023/2024 é a terceira pior da última década em MS

    A produtividade do milho safrinha 2023/2024 em Mato Grosso do Sul está entre as mais baixas dos últimos dez anos. A estimativa atual, divulgada pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), aponta uma redução de 86,3 para 69,77 sacas por hectare.

    O monitoramento das lavouras, realizado pela Aprosoja/MS, mostra que 65,9% das áreas já foram colhidas até a quarta semana de julho. A colheita está mais avançada na região norte, com 82,8% das lavouras já colhidas. No sul, o percentual é de 66,1%, e no centro, 56,1%. O projeto SIGA-MS indica que os produtores já colheram aproximadamente 1,4 milhão de hectares.

    Produtividade do milho safrinha

    O último boletim revelou que, após a amostragem de 10% da área estimada (221.800 hectares), houve uma queda significativa na produção. A previsão inicial de 11,4 milhões de toneladas caiu para 9,2 milhões de toneladas. Além disso, a área plantada também apresenta uma expectativa de redução de 5,8% em comparação ao ciclo anterior, totalizando 2,2 milhões de hectares.

    Foto: Divulgação – Aprosoja/MS

    Gabriel Balta, coordenador técnico da Aprosoja/MS, destaca que os números ainda são preliminares, com a amostragem prevista para ser concluída em 13 de setembro. Ele aponta o estresse hídrico como o principal fator para a perda de produtividade. “Essa condição adversa afetou 767 mil hectares em Mato Grosso do Sul, com períodos de seca que variaram entre 10 e 30 dias, entre março e abril. Mais recentemente, entre abril e julho, o estado enfrentou 90 dias sem chuva, com a região norte já há mais de 100 dias sem precipitação”, explica.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Empresa lança novo híbrido de milho para região Sul
    + Agro em Campo: Lei que muda tributação entra em vigor

    Segundo dados do projeto SIGA-MS, esta é a terceira pior produtividade da última década. Portanto ela fica atrás apenas das safras de 2020/2021, com 47,7 sacas por hectare, e 2015/2016, com 58,41 sacas por hectare.

    Mateus Fernandes, analista de economia da Aprosoja/MS, estima que a quebra da safra de milho 2023/2024 deve resultar em um prejuízo de aproximadamente R$ 9,25 bilhões.

    As previsões meteorológicas indicam que as temperaturas devem subir no estado a partir de 31 de julho. Ou seja, elas podem alcançar até 37°C, especialmente nas regiões pantaneira, norte e sudoeste. Além disso, até 8 de agosto, há previsão de chuvas de até 25 mm. Em resumo, as regiões sudoeste, oeste e sul do estado, devem receber os maiores acumulados de chuva.