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  • Vídeo de garça resgatada por família de pescadores no MS volta a viralizar

    Vídeo de garça resgatada por família de pescadores no MS volta a viralizar

    Um vídeo que mostra o resgate de uma garça presa por uma linha de pesca voltou a circular nas redes sociais nos últimos dias, repetindo o sucesso que já havia feito em 2021. As imagens mostram o locutor de rodeio Marcio Alexandre Gomes libertando o animal com a ajuda de um canivete, em um momento gravado no Rio Paranaíba, em Mato Grosso do Sul.

    https://www.instagram.com/p/CN6CrkpD-vL/

    O caso ocorreu em abril de 2021, nas proximidades do Parque Aquático de Paranaíba (MS). Marcio, então com 45 anos, passeava de barco com a esposa, Lara Amaral, e a filha do casal, de 20 anos, quando avistou a garça presa pelo bico em um galho, imobilizada por uma linha de pesca.

    A família decidiu agir na hora. Com um canivete, Marcio cortou aos poucos toda a linha que prendia o bico da ave, evitando que ela se ferisse ainda mais durante o processo.

    “Ficamos bem surpresos. Não tinha mais ninguém passando por ali e sabíamos que, se não tirasse ela dali, ia morrer. Ela não estava aguentando muito tempo mais”, relatou Lara Amaral na época.

    Ave espera o fim do resgate antes de partir

    Um dos trechos que mais chamou atenção nas imagens mostra a garça parada, sem se debater, enquanto o pescador retira cuidadosamente cada volta da linha. O animal só se movimentou depois que Marcio concluiu o trabalho.

    Segundo relatos da família à imprensa local, a ave ainda permaneceu por alguns instantes próxima ao barco antes de voar. O que os pescadores interpretaram como um gesto de agradecimento.

    “Rapaz, que coisa impressionante. Ela está agradecendo”, comemorou Marcio ao ver a garça alçar voo sem nenhum ferimento aparente.

    Pesca ajudou locutor a superar período difícil

    Marcio contou que a atividade de pescaria se tornou parte importante da própria rotina durante a pandemia de Covid-19, período em que enfrentou um quadro de depressão após ficar afastado das pistas de rodeio, sua atividade profissional.

    Reprodução: Redes Sociais

    O Rio Paranaíba, na divisa entre Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, passou a ser um refúgio para ressignificar o tempo livre. Meses antes do resgate da garça, o próprio locutor havia vivido uma situação de risco. Ele sofreu um naufrágio e passou uma noite inteira à deriva nas águas do rio, sendo resgatado somente na manhã seguinte. Ou seja, para ele, salvar a ave meses depois teve um significado especial, como uma forma de retribuir a ajuda que também recebeu.

    Na época do resgate, Marcio aproveitou a repercussão do vídeo para reforçar um alerta a outros pescadores. O descarte de linhas e materiais de pesca nos rios representa risco direto para aves e outros animais silvestres, que podem ficar presos ou se ferir gravemente ao se alimentar próximo às margens.

  • Por que Mato Grosso do Sul é considerado um refúgio de cobras gigantes?

    Por que Mato Grosso do Sul é considerado um refúgio de cobras gigantes?

    As águas cristalinas de Bonito e as paisagens alagadas do Pantanal transformaram Mato Grosso do Sul em um dos principais refúgios de sucuris no Brasil. Nos últimos meses, vídeos publicados nas redes sociais mostraram serpentes gigantes nadando próximas de turistas, além de registros raros de acasalamento e caça na natureza.

    As imagens chamaram atenção pela proximidade dos animais com visitantes durante passeios em rios da região. Apesar do tamanho impressionante, especialistas afirmam que a espécie possui comportamento tranquilo e raramente representa perigo para humanos.

    Segundo biólogos, a fama negativa das sucuris surgiu ao longo dos anos por causa do porte avantajado das serpentes e do medo historicamente associado às cobras. Filmes, histórias exageradas e vídeos falsos publicados na internet também ajudaram a reforçar a ideia de que os animais seriam agressivos.

    Na prática, porém, as sucuris costumam evitar contato com pessoas e preferem permanecer afastadas.

    Sucuri flagrada por atletas durante canoagem no MS — (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

    Gigantes dos rios brasileiros

    Das quatro espécies de sucuris existentes no mundo, três vivem no Brasil. Mato Grosso do Sul abriga duas delas: a sucuri-verde e a sucuri-amarela.

    A sucuri-verde (Eunectes murinus) é considerada a maior e mais pesada serpente do planeta. A espécie pode ultrapassar os sete metros de comprimento e atingir cerca de 200 quilos. Já a sucuri-amarela (Eunectes notaeus), bastante comum no Pantanal, possui porte menor, mas também impressiona, com fêmeas chegando a quatro metros.

    Em rios como o Rio Sucuri, em Bonito, a transparência da água permite que turistas observem peixes, plantas aquáticas e até grandes serpentes durante atividades de flutuação e contemplação da natureza.

    A combinação entre ecoturismo, rios cristalinos e áreas preservadas ajuda a explicar a frequência dos encontros com sucuris no estado. Guias turísticos relatam que muitos visitantes chegam receosos, mas mudam de percepção ao observar o comportamento calmo dos animais.

    Na maioria das vezes, as serpentes permanecem imóveis ou apenas nadam lentamente, sem demonstrar qualquer reação aos humanos próximos.

  • Sem shopping, Ana Castela mostra vida real no interior: “A vida é na praça”

    Sem shopping, Ana Castela mostra vida real no interior: “A vida é na praça”

    Feliz no simples! Em vídeos publicados no Instagram, a cantora Ana Castela mostrou detalhes da vida simples que leva em Sete Quedas, no interior de Mato Grosso do Sul, onde fica a Fazenda Boiadeira, propriedade da artista.

    Com muito bom humor, Ana divertiu os seguidores ao revelar como funciona o dia a dia na pequena cidade. Segundo ela, o clima no local é típico de interior: todos se conhecem, os encontros acontecem na praça aos fins de semana e até os carros de som ainda circulam pelas ruas.

    A sertaneja também brincou sobre o tamanho da cidade ao resumir o cenário com uma frase descontraída: “A cidade aqui é de primeira… engatou a segunda, já acabou”. Em seguida, ela comentou que Sete Quedas não possui shopping center, arrancando risadas dos fãs ao responder de forma direta: “simplesmente não tem”.

    Durante os vídeos, Ana ainda destacou a tranquilidade da rotina longe da correria urbana. “Aqui não tem o que abalar, a vida é na praça mesmo”, afirmou a cantora, reforçando o clima pacato do município sul-mato-grossense.

    Pausa na carreira

    Recentemente, em participação no “Altas Horas”, a famosa surpreendeu Serginho Groisman ao dizer: “É que eu vou parar daqui a dois anos, vou ser fazendeira”. Questionada, ela detalhou: “Uai, vou cuidar da fazenda com meu pai. Aí eu lanço umas musiquinhas.”

    Na ocasião, o apresentador sugeriu uma grande turnê de despedida para “lotar estádios” antes do afastamento. Ana não garantiu a tour, mas propôs um modelo diferente: “A gente faz o seguinte: trabalha por uns quatro meses e para dez. Depois volta, trabalha mais uns dois meses. Acho bom, eu gosto assim.”

  • Sucuri tenta engolir capivara em cena rara no Mato Grosso do Sul

    Sucuri tenta engolir capivara em cena rara no Mato Grosso do Sul

    Uma sucuri arrastando uma capivara pelas margens de um córrego no Mato Grosso do Sul virou espetáculo nas redes, mas por trás do vídeo há um alerta pouco falado: o risco de animais selvagens e o desequilíbrio do ambiente em áreas produtivas próximas a rios e pastagens.

    Na tarde de 23 de abril, o produtor César Bertoldo passava por uma estrada vicinal na Fazenda Refúgio, a cerca de 20 km de Sidrolândia (MS), quando avistou uma sucuri bem próximo à água, tentando dominar uma capivara para se alimentar. Ele filmou a cena e relatou que, embora veja capivaras e porcos com frequência, aquela foi a primeira vez que presenciou uma cobra no local.

    https://www.instagram.com/reel/DXoWPJ6kkrI/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    Nas imagens, a sucuri aparece enrolada ou puxando a capivara pelas margens do córrego que corta a propriedade, numa combinação de força e técnica que mostra por que ela é um dos maiores predadores de áreas alagadas da América do Sul.

    Como a sucuri funciona no campo

    As sucuris são répteis semiaquáticos que costumam viver próximos a rios, brejos e pântanos, especialmente em biomas como Pantanal e áreas de várzea no Centro‑Oeste e Norte do país. Em regiões onde mata nativa, cursos d’água e pastagem convivem lado a lado, elas encontram tanto presas naturais quanto animais domesticados, como aves e roedores, que acabam atraindo a cobra para perto de currais e cercados.

    Por ser uma constritora, a sucuri não utiliza veneno, mas força: ela se enrola na vítima, imobiliza e depois engole a presa inteira, podendo se alimentar de animais de médio e até grande porte, incluindo capivaras, veados e, em casos extremos, até bovinos jovens. Em fazendas, isso significa que a presença de córregos, nascentes e áreas úmidas aumenta exatamente o risco de encontros do tipo flagrado em Sidrolândia.

    Impacto para o agro e prevenção

    Para o produtor, o problema não é só um vídeo assustador na internet: o aumento de animais selvagens próximos à lavoura ou ao gado pode gerar perda de controle, atropelamentos e até prejuízo econômico quando a fauna invade pastos e piquetes. Em muitos casos, a destruição de habitat natural empurra répteis e roedores para áreas de produção, como apontam análises de biólogos sobre o avanço de queimadas e conversão de áreas úmidas.

    As medidas recomendadas por especialistas incluem: manter áreas de mata ciliar preservadas, evitar despejo irregular de lixo próximo a córregos (que atrai roedores e, por consequência, cobras), fiscalizar cercas e currais próximos a água e, principalmente, não abater sucuris sem autorização ambiental, já que elas regulam populações de animais que também podem virar problema para o homem.

    Fique de olho

    Esse flagra é um exemplo concreto de como o campo está cada vez mais integrado à cadeia natural: o mesmo córrego que abastece pastagem ou irrigação também pode ser pista de caça para uma das maiores cobras do planeta. Para quem trabalha com pecuária, lavoura próxima a áreas alagadas ou até mesmo com projeto de expansão em regiões de várzea, monitorar a presença de sucuris e demais répteis passa a ser parte de um plano de gestão de risco, não só de ecologia.

  • Fazenda Boiadeira: Ana Castela revela sua nova propriedade rural e reforça identidade com o agro

    Fazenda Boiadeira: Ana Castela revela sua nova propriedade rural e reforça identidade com o agro

    Aos 22 anos, Ana Castela já é um dos maiores nomes do sertanejo brasileiro. Agora, a cantora acrescenta mais um capítulo à sua trajetória: a aquisição da Fazenda Boiadeira, localizada em Sete Quedas, no Mato Grosso do Sul. Além disso, a propriedade reforça algo que vai muito além de um investimento financeiro. Isso porque ela reflete, acima de tudo, a identidade de uma artista que, desde o início da carreira, construiu sua história com raízes profundas no universo rural.

    A primeira visita: conhecendo a Fazenda Boiadeira

    Esta semana, Ana Castela visitou pela primeira vez sua nova propriedade. “Hoje é dia de conhecer minha fazenda nova, que eu ainda não conhecia”, afirmou a cantora durante a apresentação do espaço.

    (Imagem: Divulgação/Redes Sociais)

    A Fazenda Boiadeira conta com ampla estrutura voltada à criação de gado, com espaço generoso para o rebanho e um sistema de abastecimento de água de grande porte, pensado especialmente para os animais. Com bom humor, a cantora brincou sobre a estrutura: “Não é uma piscina, mas se quiser dá pra ser também.”

    A propriedade ainda deve passar por reformas, segundo a própria artista.

    A identidade da Boiadeira em cada detalhe

    Quem conhece Ana Castela sabe que o apelido “Boiadeira” é mais do que um nome artístico, mas uma marca. E isso se reflete em cada canto da fazenda.

    Logo na entrada, uma placa identifica o local como Fazenda Boiadeira. Itens personalizados com o apelido da cantora aparecem distribuídos pela propriedade, criando uma atmosfera que mistura agro e identidade pessoal. Para Ana, esses detalhes são um diferencial do espaço.

    A fé também está presente. A cantora destacou um elemento com referência a Nossa Senhora, reforçando que mantém a espiritualidade como parte do ambiente da fazenda.

    (Imagem/Divulgação: Redes Sociais)

    Um detalhe chamou atenção nas redes sociais: alguns bebedouros para o gado aparecem na cor rosa, escolha da própria cantora. A ideia original era adotar o padrão em todos os itens da propriedade, mas a decisão foi revertida após intervenção da família.

    Do palco ao campo: Ana Castela e a nova geração do agro

    A aquisição da Fazenda Boiadeira não é apenas uma curiosidade da vida pessoal de uma celebridade. Ela faz parte de um movimento maior que vem transformando o perfil do agronegócio brasileiro.

    Nomes como Gusttavo Lima, Luan Santana, Wesley Safadão, Marcos Palmeira e Galvão Bueno também figuram entre as personalidades que investiram em fazendas e produção rural nos últimos anos. Para especialistas, esse interesse não é modismo, é estratégia.

    “O que estamos vendo é a ‘financeirização’ positiva do campo”, explica Lutz Brito, CEO da Fx4 Agro. Segundo ele, a tecnologia transformou o agronegócio: sistemas de monitoramento via satélite, contratos digitais e rastreabilidade em tempo real permitem que investidores acompanhem seus ativos de qualquer lugar. “O campo virou tech, e o acompanhamento do retorno passou a ser quase em tempo real”, afirma.

    (Imagem/Reprodução: Redes Sociais)

    O agro como investimento inteligente

    Em um cenário econômico volátil, o setor rural surge como ponto de equilíbrio entre solidez e modernidade. A possibilidade de acompanhar cotações de arrobas de boi e commodities diretamente pelo smartphone abriu as portas do agro para um novo perfil de investidor, urbano, conectado e em busca de diversificação de patrimônio.

    “O setor rural combina segurança, potencial de crescimento e rentabilidade. Esse interesse reflete o papel do campo como alternativa para diversificar e proteger patrimônio, unindo tradição e inovação de forma consistente”, conclui Lutz Brito.

    Para Ana Castela, no entanto, o investimento vai além dos números. A Fazenda Boiadeira é, antes de tudo, a materialização de uma identidade construída desde o início da carreira de uma artista que nunca escondeu suas raízes no campo.

  • Conheça a Nascente Azul, o local mais visitado em Bonito (MS)

    Conheça a Nascente Azul, o local mais visitado em Bonito (MS)

    A Nascente Azul encerrou 2025 como o atrativo turístico mais visitado de Bonito (MS), mantendo a liderança pelo sexto ano consecutivo. O parque registrou mais de 112 mil vouchers emitidos pelas agências de turismo da cidade, que recebeu 220.243 visitantes entre janeiro e setembro, consolidando-se como referência nacional em turismo sustentável.

    Foto: Divulgação Nascente Azul

    Durante dezembro, período de alta temporada, a flutuação da Nascente Azul destacou-se como a mais procurada do destino. Os números confirmam a preferência dos turistas: atualmente, um em cada três visitantes de Bonito escolhe o complexo para vivenciar o contato com a natureza preservada do Mato Grosso do Sul.

    Números recordes consolidam liderança no ecoturismo sul-mato-grossense

    Os atrativos turísticos de Bonito receberam 706.812 visitações entre janeiro e outubro de 2025, aumento de 0,98% em relação ao mesmo período de 2024. O crescimento reflete a força do ecoturismo na região da Serra da Bodoquena e reforça o protagonismo de Bonito como destino turístico de natureza.

    Aproximadamente 800 mil pessoas já vivenciaram as atrações do parque desde sua inauguração. O número cresce anualmente e demonstra o apelo das águas cristalinas e da biodiversidade preservada do cerrado brasileiro. O Aeroporto Regional de Bonito atingiu marca histórica em 2025, com 60.253 passageiros até novembro, facilitando o acesso ao destino.

    Flutuação em águas cristalinas atrai visitantes do Brasil e do exterior

    A principal atividade da Nascente Azul oferece experiência única de flutuação em águas transparentes. Os visitantes observam o colorido da fauna e flora subaquáticas, a diversidade de espécies de peixes nativos e a exuberância da mata nativa ao redor. A nascente impressiona pela intensa tonalidade azul e pela visibilidade excepcional, considerada uma das mais cristalinas do mundo.

    A maioria dos turistas vem de São Paulo (34,77%), Paraná (8,75%), Rio de Janeiro (8,17%), Santa Catarina (7,50%) e Rio Grande do Sul (6,79%). Entre os visitantes internacionais, destacam-se holandeses, paraguaios, norte-americanos e alemães.

    Infraestrutura completa oferece experiências para toda a família

    Além da flutuação, o complexo conta com balneário equipado para todas as idades. O lago de água corrente possui circuito de pontes suspensas, parque aquático flutuante e praia de água doce. Tirolesas aquática e convencional proporcionam adrenalina aos aventureiros, enquanto piscina ecológica, decks para banho e cascata garantem opções de lazer contemplativo.

    O Circuito de Aventura inclui o Pêndulo Humano e tirolesa panorâmica, atividades que oferecem a sensação de voar sobre árvores centenárias e quedas d’água. Trilhas interpretativas e mirantes estratégicos completam a estrutura, permitindo a observação de diferentes perspectivas do ecossistema local. Bar e restaurante atendem visitantes com cardápio que valoriza ingredientes regionais.

    Práticas sustentáveis colocam parque como referência nacional

    A Nascente Azul desenvolveu modelo de gestão ambiental baseado em estudos técnicos e investimentos contínuos em recuperação ecológica. O ecoturismo contribui para a conscientização ambiental e incentiva visitantes a adotarem práticas sustentáveis em suas vidas cotidianas.

    Toda a água utilizada no parque passa por Estação de Tratamento de Água (ETA), garantindo segurança sanitária e reduzindo desperdícios. Os efluentes recebem tratamento completo por meio de Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) dentro da propriedade, evitando qualquer impacto nos cursos d’água naturais.

    O complexo opera com sistema de energia solar fotovoltaica e realiza manejo completo dos resíduos orgânicos gerados no restaurante e bar. Mato Grosso do Sul reafirmou compromisso com neutralidade de carbono até 2030 e integração do turismo à economia de baixo carbono, e a Nascente Azul alinha-se a essas diretrizes.

    Atualmente, 95% da área da propriedade destina-se à preservação ambiental, enquanto apenas 5% recebe visitação controlada. Projetos contínuos de educação ambiental, programas de conservação e ações de sensibilização envolvem colaboradores, moradores locais e visitantes.

    Acessibilidade universal garante inclusão em ambiente natural

    A Nascente Azul estabelece-se como referência nacional em acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Bonito recebeu roteiro acessível e ações de capacitação para prestadores de serviços turísticos, consolidando o município como destino inclusivo.

    Foto: Divulgação Nascente Azul

    O espaço foi planejado nos mínimos detalhes para receber pessoas de todas as idades e condições físicas. Rampas de acesso, equipamentos adaptados, equipe treinada e sinalização específica garantem autonomia e segurança aos visitantes. O Ministério do Turismo cita o atrativo em cartilha oficial como exemplo de boas práticas em acessibilidade em ambientes naturais.

    Bonito conquistou pela 19ª vez o título de Melhor Destino de Ecoturismo do Brasil em 2025, reconhecimento que evidencia o trabalho conjunto entre iniciativa privada, poder público e sociedade civil na construção de um turismo responsável e inclusivo.

    Investimentos garantem excelência e segurança operacional

    A Nascente Azul investe continuamente em infraestrutura, segurança operacional e desenvolvimento de novas experiências. A gestão reafirma o compromisso com a excelência e a missão de proporcionar contato pleno com a natureza preservada do cerrado brasileiro.

    O ecoturismo sustentável une viagens responsáveis com práticas reais de conservação ambiental e fortalecimento comunitário. O modelo implementado pela Nascente Azul demonstra que é possível conciliar desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação ambiental, gerando benefícios para toda a região da Serra da Bodoquena.

  • Mato Grosso do Sul se consolida como nova fronteira da citricultura brasileira

    Mato Grosso do Sul se consolida como nova fronteira da citricultura brasileira

    Mato Grosso do Sul desponta como a nova potência da citricultura nacional. O 1º MS Citrus Summit, realizado em Três Lagoas nos dias 10 e 11 de dezembro, reuniu quase 400 participantes. E confirmou o avanço do Estado em um setor capaz de gerar até 10 mil empregos diretos. Além de transformar o perfil econômico de aproximadamente 30 municípios.

    O evento, promovido pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), contou com apoio da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) e da Prefeitura de Três Lagoas.

    Embora ainda não figure entre os maiores produtores nacionais, Mato Grosso do Sul vive uma expansão acelerada. Gigantes do setor como Cutrale, Cambuy, Frucamp, Agro Terena, Citrosuco e Grupo Junqueira Rodas já atuam ou iniciam implantação de pomares no território sul-mato-grossense.

    A Cutrale, maior empresa de suco de laranja do mundo, avança no plantio em Sidrolândia com projeção de atingir 8 milhões de caixas por safra quando em plena produção. Dados oficiais indicam que o Estado já ultrapassa 15 mil hectares de citros plantados, com mais 40 mil hectares em fase de implantação.

    Os investimentos se concentram em municípios estratégicos como Sidrolândia, Campo Grande, Terenos, Ribas do Rio Pardo, Dois Irmãos do Buriti, Aparecida do Taboado, Cassilândia, Três Lagoas, Bataguassu e Paranaíba.

    Tolerância zero ao greening garante diferencial competitivo

    O governador Eduardo Riedel destacou na abertura do evento a importância da construção de bases sólidas para o setor. “Temos grandes desafios. São oportunidades como esta que precisamos aproveitar para nivelar conhecimento. Podemos caminhar juntos em um setor que gera emprego, renda e novas oportunidades para nossa gente”, afirmou.

    Foto: Mairinco de Pauda

    A política estadual de tolerância zero ao greening,doença que já devastou pomares no Brasil e no mundo, representa um dos principais atrativos para investidores. A defesa sanitária rigorosa foi tema central da capacitação técnica realizada no dia 10 de dezembro, que reuniu equipes de 30 prefeituras, além de servidores da Agraer e Iagro.

    “O Estado tem clima, solo, isolamento produtivo e, desde o primeiro dia, apoio incondicional do Governo. O cenário é extremamente favorável para ter uma citricultura de alta produtividade e fruta de padrão premium”, avaliou Juliano Ayres, diretor executivo da Fundecitrus.

    Expansão sustentável sem desmatamento

    O secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Beretta, enfatizou o diferencial ambiental do modelo adotado em Mato Grosso do Sul. A expansão da citricultura ocorre exclusivamente por meio da conversão de áreas de pastagens, sem necessidade de desmatamento.

    “Temos 18 milhões de hectares de pastagens aptas para a transição para outras culturas. A citricultura é mais um exemplo de diversificação sustentável”, explicou Beretta.

    O secretário da Semadesc, Jaime Verruck, destacou a rapidez da consolidação do setor. “Rapidamente trouxemos os principais players e estruturamos nossas instituições com capacitação, fiscalização e orientação. Hoje, os pomares projetados já colocam MS como o terceiro Estado em área plantada”, afirmou.

    Entre os principais desafios identificados durante o Summit está a questão da mão de obra qualificada. O secretário Verruck apontou novas estratégias em desenvolvimento, incluindo estímulo à mecanização e absorção de trabalhadores indígenas, que já possuem experiência em colheitas de outras culturas em diferentes estados.

    Visita técnica revela práticas de alta tecnologia

    A programação do MS Citrus Summit foi encerrada na quinta-feira (11) com visita técnica à Fazenda Paraíso, próxima a Água Clara. A propriedade, que iniciou o plantio de forma modesta em 2007, hoje cultiva 230 hectares e possui quase 20 anos de tradição na fruticultura estadual.

    Foto: Mairinco de Pauda

    Os mais de 300 participantes conheceram métodos de manejo da laranja, tratamentos fitossanitários, características de porta-enxertos e variedades adaptadas à região, além do sistema de irrigação e produção de limão Tahiti. A fazenda destina frutas selecionadas para mercados de Campo Grande, Belo Horizonte, Ceasa de São Paulo, Rondônia e Manaus, enquanto produtos fora do padrão seguem para indústrias paulistas.

    A propriedade também serviu como modelo de gestão de recursos humanos, recebendo 80 trabalhadores sazonais, principalmente da região Nordeste, que permanecem cerca de dez meses com alojamento, alimentação e benefícios completos.

    “O momento foi essencial para que os participantes do MS Citrus Summit pudessem conhecer na prática uma citricultura já estabelecida e produzindo com alta tecnologia”, concluiu Beretta.

  • MS sofre com falta de silos: déficit bate 11 milhões de toneladas

    MS sofre com falta de silos: déficit bate 11 milhões de toneladas

    Mato Grosso do Sul enfrenta uma crise silenciosa que corrói a rentabilidade do agronegócio: a falta de silos e armazéns para estocar a produção recorde de grãos. O déficit de armazenagem ultrapassou 11 milhões de toneladas no estado, obrigando produtores a venderem suas safras imediatamente após a colheita, sem condições de esperar por melhores preços.

    Os dados, revelados em estudo da Aprosoja/MS com base em informações da Conab e do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (SIGA/MS), expõem um gargalo que compromete a competitividade de um dos maiores produtores de soja e milho do país.

    Capacidade instalada não acompanha produção

    Com produção média superior a 22 milhões de toneladas nos últimos cinco anos, MS conta com apenas 16,4 milhões de toneladas em capacidade de armazenamento. Pela metodologia da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), o estado precisaria de 27,5 milhões de toneladas de capacidade instalada.

    O resultado é uma defasagem de 67,8% que transforma oportunidade em prejuízo para milhares de produtores rurais.

    Crescimento desequilibrado agrava problema

    A análise da série histórica entre 2014 e 2025 revela o descompasso entre produção e infraestrutura:

    • Capacidade de armazenagem: cresceu 82% (de 9,01 para 16,39 milhões de toneladas)
    • Produção de grãos: saltou 69% (de 17,23 para 29,11 milhões de toneladas)
    • Déficit: aumentou 54% (de 8,25 para 12,72 milhões de toneladas)

    O pior cenário ocorreu em 2023, quando o déficit atingiu 21,23 milhões de toneladas após uma safra excepcional.

    Governo aposta no FCO para reverter cenário

    O secretário estadual de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, avalia que os números representam uma oportunidade para investimentos.

    “O Governo de Mato Grosso do Sul tem direcionado esforços para estimular a armazenagem em propriedades rurais, especialmente por meio do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste), que oferece prazos mais longos e taxas de juros competitivas”, explica Verruck.

    O secretário defende ainda a ampliação de linhas de crédito específicas. “Atualmente, a construção de armazéns com recursos baseados na taxa Selic inviabiliza economicamente o empreendimento”, afirma.

    Concentração regional agrava desigualdade

    O levantamento aponta que 73 dos 78 municípios analisados apresentam déficit de armazenagem. Maracaju, o maior produtor estadual, registra déficit de 1,32 milhão de toneladas.

    Dourados destaca-se como exceção, com superávit e capacidade instalada de 2,35 milhões de toneladas.

    Outro dado preocupante: apenas cinco municípios concentram 49% da capacidade total de armazenamento, mas respondem por apenas 38% da produção estadual.

    Projeções indicam agravamento do problema

    A safra nacional de grãos deve atingir 350,2 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 16,3% em relação ao ano anterior. Para MS, isso significa que o déficit tende a aumentar sem novos investimentos massivos em infraestrutura.

    “É fundamental fomentar o apoio aos produtores por meio do acesso ao FCO. Essa medida tem potencial para aprimorar significativamente a formação de preços no estado”, pontua Verruck.

    A falta de armazéns adequados aumenta riscos de perdas pós-colheita, eleva custos logísticos e pressiona o escoamento da produção. A dependência do modal rodoviário, especialmente ao longo da BR-163, cria gargalos que encarecem o transporte.

    “A ausência de capacidade adequada impede o produtor de obter preços mais vantajosos. A falta de espaço força a venda rápida, muitas vezes a preços menos favoráveis”, admite o secretário.

    Estratégias para enfrentamento

    O governo estadual aposta em diversas frentes para reverter o quadro:

    • Apoio ao produtor via FCO
    • Suporte às cooperativas pelo Procoop
    • Reativação da malha ferroviária
    • Expansão do uso da hidrovia do Rio Paraguai
    • Implementação da Rota Bioceânica

    Verruck destaca ainda a necessidade de diversificação da infraestrutura. “É preciso expandir a capacidade de armazenagem segregada para diferentes culturas, além de soja e milho. O sorgo, por exemplo, requer soluções específicas. A utilização dos mesmos armazéns para diferentes grãos limita o escoamento da produção”, conclui o secretário.

  • Boi mergulha em rio e vídeo viraliza nas redes sociais

    Boi mergulha em rio e vídeo viraliza nas redes sociais

    Um vídeo inusitado chamou atenção nas redes sociais neste sábado (11). As imagens mostram um boi da raça Nelore mergulhando no Rio Formoso, em Bonito, Mato Grosso do Sul. O animal saltou de um barranco e nadou calmamente até outro trecho do rio.

    Turistas que visitavam a Chácara São Jorge, localizada a 16 km do centro de Bonito, registraram o momento. O espaço de lazer fica às margens do Rio Formoso, um dos principais atrativos da cidade turística.

    A Chácara São Jorge esclareceu que o bovino pertence a uma fazenda vizinha. Segundo a administração do local, o Nelore buscou o rio para se refrescar devido às altas temperaturas registradas na região.

    O vídeo rapidamente viralizou e gerou comentários surpresos. Muitos internautas questionaram se as imagens eram reais ou criadas por inteligência artificial. A chácara garantiu a autenticidade do registro e descartou qualquer manipulação digital.

    Comportamento natural demonstra adaptação dos animais

    O episódio reforça a curiosidade sobre como animais de grande porte interagem com ambientes naturais. Durante todo o percurso aquático, o Nelore manteve a tranquilidade, demonstrando habilidade natural para nadar.

    Apesar de muitas pessoas acharem anormal esse comportamento, bois e vacas sabem nadar naturalmente. Segundo especialistas em comportamento animal e veterinários, os bovinos possuem capacidade instintiva de natação, assim como a maioria dos mamíferos terrestres.

    Estudos sobre comportamento bovino indicam que esses animais buscam corpos d’água não apenas para beber, mas também para regular a temperatura corporal em dias quentes. A natação funciona como estratégia de termorregulação, especialmente importante para raças adaptadas a climas tropicais, como o Nelore.

    Pecuaristas relatam que bovinos criados próximos a rios e lagos frequentemente entram na água voluntariamente. Em regiões alagadas, como o Pantanal, os animais atravessam grandes distâncias nadando durante as cheias. A capacidade de flutuação dos bovinos resulta de sua estrutura corporal e distribuição de gordura, que facilitam a locomoção aquática.

    Portanto, o comportamento do Nelore em Bonito representa uma atitude completamente natural. O animal apenas seguiu seu instinto de buscar alívio térmico em um ambiente aquático disponível.

  • Guavira: a fruta do Cerrado que resiste ao fogo e vira farinha, licor e isotônico

    Guavira: a fruta do Cerrado que resiste ao fogo e vira farinha, licor e isotônico

    Depois dos ipês, as flores da guavira colorem o Cerrado de Mato Grosso do Sul. A espécie nativa do bioma encanta com suas flores delicadas e produz frutos de sabor doce e levemente ácido, que conquistam paladares e impulsionam a gastronomia regional.

    A guavira, também conhecida como gabiroba (Campomanesia spp.), floresce em um período curto, entre setembro e outubro, durante a estiagem. As flores duram apenas três a quatro dias em cada arbusto, criando um espetáculo efêmero no Cerrado.

    A guavira pertence à família Myrtaceae e inclui diversas espécies do gênero Campomanesia, sendo a Campomanesia xanthocarpa uma das mais comuns no Centro-Oeste brasileiro. O fruto possui casca fina, polpa suculenta e pode ser consumido in natura ou transformado em sucos, geleias, licores e doces.

    Abelhas trabalham na formação dos frutos

    As flores dependem da ação das abelhas para a polinização. Esses insetos visitam a planta em busca de néctar e pólen, que utilizam na produção de mel. Ao transportarem o pólen entre as flores, as abelhas contribuem para a fecundação e o surgimento dos frutos, processo que leva cerca de dois meses.

    A polinização cruzada realizada pelas abelhas aumenta significativamente a taxa de frutificação da guavira, tornando esses insetos essenciais para a produção.

    Resistência ao fogo garante sobrevivência no Cerrado

    Uma das características mais notáveis da guavira é sua capacidade de resistir a incêndios. Os arbustos de guavira possuem raízes profundas e casca espessa que protegem a planta durante queimadas, permitindo que rebrotam rapidamente após o fogo. Essa adaptação torna a espécie fundamental para a regeneração do Cerrado e a manutenção da biodiversidade.

    Foto: Marco Pimentell/Flickr

    A guavira cresce naturalmente no final da estiagem e produz frutos em abundância nos meses seguintes, garantindo alimento para a fauna local e para comunidades tradicionais que praticam o extrativismo.

    UFMS transforma fruta em produtos inovadores

    Reconhecida por lei como fruto símbolo de Mato Grosso do Sul, a guavira tem se tornado referência na gastronomia regional. O laboratório do curso de Engenharia de Alimentos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) desenvolve diversos produtos a partir da fruta.

    Entre os derivados estão farinha integral, casca cristalizada, isotônico da polpa e chá da casca. A farinha de guavira apresenta alto teor de fibras e compostos antioxidantes, podendo ser utilizada em produtos de panificação e confeitaria. O aproveitamento integral da fruta reduz desperdícios e agrega valor à produção regional.

    Valor nutricional atrai interesse científico

    A guavira é rica em vitamina C, fibras, compostos fenólicos e carotenoides, apresentando propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Estudos indicam que o consumo regular da fruta pode contribuir para a saúde cardiovascular e o fortalecimento do sistema imunológico.

    Foto: Elio Rocha Jr/Flickr

    A polpa da guavira contém cerca de 20 mg de vitamina C por 100 gramas, quantidade comparável à de frutas cítricas tradicionais. O perfil nutricional diferenciado tem atraído pesquisadores interessados em explorar o potencial funcional da fruta.

    Campo Grande cultiva tradição e arborização

    Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, lidera o ranking nacional de arborização urbana. A cidade recebe há seis anos consecutivos o título internacional de “Tree City of the World” (Cidade Árvore do Mundo).

    Dados do Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam Campo Grande como a capital mais arborizada do Brasil. O levantamento aponta que 91,4% dos domicílios da capital ficam em vias públicas com ao menos uma árvore. O estudo considerou apenas árvores em áreas públicas, excluindo quintais privados.

    A presença da guavira na paisagem urbana reforça a conexão da população com o Cerrado e mantém viva a tradição de “catar” a fruta, prática comum entre moradores da região que saem para colher os frutos em áreas preservadas.

    Preservação garante futuro da espécie

    Apesar da resistência natural, a guavira enfrenta desafios com a expansão agropecuária e a degradação do Cerrado. Iniciativas de cultivo sustentável e extrativismo comunitário têm surgido como alternativas para conciliar conservação ambiental e geração de renda.

    A valorização de produtos regionais derivados da guavira fortalece cadeias produtivas locais e incentiva a preservação do bioma. O reconhecimento da fruta como símbolo estadual representa um passo importante para a conservação dessa espécie emblemática do Cerrado sul-mato-grossense.