Tag: Ministro da Agricultura e Pecuária

  • Exportações do agro superam 50% das vendas externas totais do Brasil em 2026

    Exportações do agro superam 50% das vendas externas totais do Brasil em 2026

    O agronegócio brasileiro consolidou sua posição como motor da economia nacional ao registrar um desempenho sem precedentes em maio de 2026. As exportações do setor somaram 16 bilhões de dólares no mês, o que representa um crescimento de 8,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Com este resultado, o setor agropecuário respondeu por 50,2% de todas as vendas externas do Brasil no período.

    O balanço dos primeiros cinco meses de 2026 também aponta números históricos. Entre janeiro e maio, as vendas para o exterior totalizaram 70,5 bilhões de dólares, um avanço de 4,6% e um recorde absoluto para este intervalo de tempo. Esse crescimento reflete tanto a expansão no volume embarcado, que subiu 3,6%, quanto a valorização do preço médio dos produtos, que teve alta de 4,4%.

    Superávit e liderança da China

    A balança comercial do setor apresentou um saldo positivo expressivo. Enquanto as exportações avançaram, as importações de produtos agropecuários recuaram 3,6%, totalizando 1,6 bilhão de dólares. Esse cenário resultou em um superávit de 14,4 bilhões de dólares apenas em maio, valor 9,7% superior ao registrado em maio de 2025.

    A China reforçou seu papel como o principal destino dos produtos do campo brasileiro. O país asiático adquiriu 6,3 bilhões de dólares em produtos em maio, com uma participação próxima de 40% na pauta exportadora do setor. O valor representa um crescimento de 12,8% em relação a maio de 2025. A União Europeia ocupou a segunda posição, com 2,4 bilhões de dólares em importações e alta de 5,4% na comparação anual. Os Estados Unidos aparecem em seguida, com 837 milhões de dólares exportados, apesar de uma retração de 28% em relação ao ano passado.

    Soja e proteínas animais batem recordes

    A soja em grãos continua como o principal produto da pauta exportadora brasileira. As vendas do grão renderam 6,3 bilhões de dólares em maio, um aumento de 14,6% em relação ao mesmo mês de 2025. O volume exportado atingiu 14,8 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 5,1% na comparação anual. No total, o complexo soja movimentou 7,5 bilhões de dólares, registrando uma alta de 16,3%.

    As três principais proteínas animais exportadas pelo Brasil, bovina, de frango e suína, também alcançaram recordes de valor e volume para o mês de maio. As exportações de carne bovina in natura somaram 1,7 bilhão de dólares, um avanço de 50,2%. A China adquiriu 61,4% desse total, o equivalente a 1 bilhão de dólares. A carne de frango gerou 883 milhões de dólares em receitas, com um crescimento de 40% e embarques para mais de 135 destinos. Já a carne suína faturou 278 milhões de dólares, estabelecendo também um recorde para o período.

    Diversificação da pauta e o potencial do DDG

    O Brasil demonstra capacidade de diversificar suas exportações ao abrir espaço para produtos menos tradicionais. Sementes de gergelim, amendoim, rações para animais domésticos, arroz e erva-mate registraram resultados recordes no mês.

    Um dos destaques é o DDG (grãos secos de destilaria), um subproduto da indústria de biocombustíveis à base de milho usado na alimentação animal. Entre janeiro e maio de 2026, as exportações desse produto somaram 130 milhões de dólares, um salto de 37,7%. O volume embarcado alcançou 555 mil toneladas, alta de 30,5%. A estratégia de abertura de mercados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) viabilizou 21 novos mercados para o DDG desde 2023.

    Estratégia governamental e confiança global

    Para o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, os números comprovam a relevância do setor para a geração de renda e o fortalecimento da presença do Brasil no mundo. Ele destaca que o resultado nasce do trabalho dos produtores, da agroindústria e de uma atuação permanente do governo para ampliar mercados.

    O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, ressalta que o Brasil se posiciona como um fornecedor previsível e competitivo em um cenário global de incertezas. Rua enfatiza que, desde 2023, o governo já registrou 639 aberturas de mercado e mais de 250 ampliações, uma agenda estratégica que reduz dependências e fortalece as cadeias produtivas nacionais.

  • FPA pede R$ 27 bilhões para equalização de juros no Plano Safra 2025/26

    FPA pede R$ 27 bilhões para equalização de juros no Plano Safra 2025/26

    A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) entregou ao ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, um conjunto de demandas para o próximo Plano Safra. O principal pedido é que os recursos destinados à equalização de juros cheguem a R$ 27 bilhões. Ou seja, o dobro dos R$ 13,5 bilhões alocados no ciclo atual.

    Na prática, a equalização de juros permite que produtores rurais acessem crédito com taxas mais baixas do que as praticadas pelo mercado. O governo cobre a diferença entre os juros de mercado e os que o produtor efetivamente paga. O mecanismo também serve ao desenvolvimento tecnológico e à infraestrutura do setor.

    Governo contabiliza recursos privados e “mascara” desempenho real, diz FPA

    Um dos principais pontos de atrito entre a bancada e o governo é a inclusão de recursos privados no total do Plano Safra. Desde o ano passado, o Executivo passou a somar ao montante oficial os valores movimentados pela Cédula de Produto Rural (CPR). Para a FPA, essa metodologia distorce a leitura do desempenho das linhas oficiais de crédito.

    Os números confirmam a preocupação. Apesar de os balanços do Mapa apontarem crescimento geral nas contratações, os programas subvencionados encolheram: o Moderfrota caiu 54,8% e o Proirriga recuou 56,2% na comparação com o ciclo anterior.

    Margens comprimidas e inadimplência elevam pressão por linha emergencial

    O cenário de custos altos, margens apertadas e inadimplência crescente levou a FPA a pedir também a criação de uma linha emergencial de custeio para o próximo ciclo.

    O presidente da bancada, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), alertou sobre outro risco: que o debate sobre dívidas rurais comprometa as negociações em torno do novo programa de crédito. “Nossa preocupação é que o endividamento não contamine o Plano Safra”, disse Lupion ao ministro.

    Mapa prevê anúncio para 1º de julho; R$ 200 bilhões solicitados

    O ministério prevê divulgar o novo Plano Safra no dia 1º de julho. Os bancos já concluíram o envio das demandas necessárias para operacionalizar o crédito. O montante solicitado, considerando os recursos equalizados, totaliza cerca de R$ 200 bilhões. Portanto, quase o dobro do ciclo atual, que ficou em torno de R$ 113 bilhões.

    Internamente, o Mapa já reconhece que esse volume dificilmente será alcançado, mas trabalha para superar o ciclo anterior.

    FPA quer apoio político para projetos de dívidas e seguro rural

    A bancada também pediu ao ministério apoio político a dois projetos de lei: o PL 5.122/2023, sobre renegociação de dívidas rurais, e o PL 2.951/2024, que moderniza o seguro rural. O pedido é que o Mapa lidere a articulação junto a outros ministérios.

    Lupion descartou aceitar uma Medida Provisória como alternativa para tratar do endividamento no campo. “Nós, como FPA, teremos uma resistência extremamente contundente caso venha uma Medida Provisória depois de tanta negociação”, afirmou. Para ele, o agro “está desesperado” diante do agravamento das dívidas rurais.

    Leite em pó argentino e uruguaio entra na pauta sem medida antidumping

    A reunião também abordou a decisão do governo de não adotar medidas antidumping contra a importação de leite em pó da Argentina e do Uruguai. Lupion classificou a postura como surpreendente, já que o próprio Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) reconheceu a prática de dumping por parte dos países vizinhos.

    “Houve o reconhecimento por parte do MDIC que há a prática de dumping do leite importado da Argentina e do Uruguai, e a decisão foi simplesmente não fazer nada”, criticou o deputado.

  • Governo mobiliza Conab para enfrentar gargalo histórico de silos

    Governo mobiliza Conab para enfrentar gargalo histórico de silos

    O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reuniu-se nesta quinta-feira (28) com a diretoria da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para alinhar ações estratégicas nas áreas de armazenagem, estoques públicos e abastecimento alimentar.

    Foto: Percio Campos / Mapa
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    Foto: Percio Campos / Mapa

    A agenda envolveu modernização da infraestrutura de silos, formação de estoques reguladores, acompanhamento da safra de grãos, preços mínimos, seguro rural e cooperação humanitária internacional. Tudo isso num cenário em que o Brasil enfrenta um déficit estrutural de capacidade de armazenagem estimado em 139 milhões de toneladas.

    Um país que colhe mais do que consegue guardar

    O Brasil projeta colheita superior a 356 milhões de toneladas na safra 2025/26, segundo a própria Conab, o maior volume já registrado. O problema: a capacidade estática nacional atingiu 213 milhões de toneladas, crescimento de apenas 0,5% em relação a 2024, ritmo insuficiente frente ao avanço da produção de soja e milho, que cresce cerca de 6% ao ano desde 2010.

    O resultado é uma equação desfavorável: o Brasil só tem capacidade de armazenar 70% da colheita. Nos Estados Unidos, esse percentual varia entre 130% e 140%. Os americanos possuem capacidade de 615 milhões de toneladas, quase três vezes maior, com 65% dos silos dentro das fazendas. No Brasil, apenas 17% das estruturas ficam em propriedades rurais, o que aumenta a dependência de armazéns externos e pressiona a logística.

    Geografia

    O déficit não é apenas de volume, mas também geográfico. O Mato Grosso concentra a maior capacidade individual do país, com 52 milhões de toneladas, mas ainda sofre com um déficit de 51% em relação à produção de soja e milho. Em estados como Rondônia, a carência chega a 75%. No MATOPIBA, uma das principais fronteiras agrícolas, o déficit alcança até 60%, obrigando produtores a escoarem rapidamente a safra por falta de estruturas próximas.

    As consequências vão além da logística. Cerca de 10% da produção nacional de grãos é perdida durante o armazenamento, segundo a Embrapa. Ao preço médio da soja em março de 2026, esse volume representa algo próximo de R$ 14 bilhões que deixam de circular na economia.E só em ICMS, cerca de R$ 1,6 bilhão deixam de entrar nos cofres públicos.

    Fechar esse buraco tem preço. Para eliminar o déficit de 92 milhões de toneladas identificado pelo Itaú BBA, seriam necessários R$ 102 bilhões em investimentos. O custo de construção de silos também encareceu: subiu de R$ 700 por tonelada em 2019 para cerca de R$ 1.100 por tonelada em 2025.

    O que o governo faz para enfrentar o problema

    Na reunião desta quinta, André de Paula destacou o papel central da Conab na formulação de políticas públicas. “A Conab continua sendo a principal responsável pelos levantamentos de safra, custos de produção, estoques públicos e perspectivas para a agropecuária, informações que servem de base para a construção das políticas do Ministério”, afirmou.

    O secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, reforçou o papel operacional da companhia em subvenções econômicas, aquisições públicas e equalização de preços. “Quando o mercado apresenta distorções que prejudicam tanto o produtor quanto o consumidor, é a Conab que atua para garantir maior equilíbrio na cadeia produtiva”, disse.

    Atualmente, os armazéns da Conab têm capacidade estática próxima de 1,7 milhão de toneladas, com cerca de 1,2 milhão de toneladas armazenadas. A companhia trabalha na modernização dessa infraestrutura e na ampliação da capacidade operacional da rede armazenadora federal.

    Medidas

    Entre as medidas concretas discutidas no encontro, está a liberação de R$ 54,3 milhões em crédito suplementar pela Casa Civil. O recurso viabiliza a antecipação da compra de milho e a formação de estoques reguladores preventivos diante dos possíveis impactos do El Niño em 2026. No Plano Safra 2025/26, o governo também destinou R$ 4,5 bilhões para o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), com juros entre 8,5% e 10% ao ano. Embora especialistas do setor avaliem que taxas ideais estariam entre 6% e 6,5% ao ano, próximas às praticadas nos Estados Unidos.

    O diretor-presidente da Conab, Sílvio Isoppo Porto, ressaltou a importância do diálogo entre os dois ministérios. “A construção da política agrícola brasileira se dá de forma conjunta entre o Mapa e o MDA, especialmente na definição dos Planos Safra e nas ações de suporte ao produtor rural”, disse.

    A pauta incluiu ainda a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) para a safra de verão, o Seguro Rural e o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). A Conab também apresentou sua atuação em operações de ajuda humanitária internacional, com o envio de arroz e leite em pó para a Bolívia e ações de assistência alimentar a Cuba.

  • Brasil quer ampliar comércio com a Índia e propõe parcerias

    Brasil quer ampliar comércio com a Índia e propõe parcerias

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, apresentou as oportunidades do agronegócio brasileiro no India–Brazil Business Forum, em Nova Délhi, neste sábado (21). Em um painel com empresários e autoridades dos dois países, Fávaro destacou a retomada das relações bilaterais. E defendeu uma nova etapa de cooperação baseada em confiança, diálogo e complementaridade econômica.

    O fórum integra a agenda oficial da comitiva brasileira na Índia, liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a convite do primeiro-ministro Narendra Modi. A missão reúne ministros, parlamentares e uma grande delegação de empresários brasileiros.

    Fávaro ressaltou que Brasil e Índia compartilham o compromisso com o desenvolvimento sustentável, a segurança alimentar e a estabilidade global. Ele atribuiu a transformação da agropecuária brasileira nas últimas décadas à ciência, tecnologia e governança, com papel central da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na adaptação de soluções aos trópicos e no aumento da produtividade.

    O ministro citou exemplos práticos desse avanço, como a eficiência da produção de carne de frango no Brasil, estruturada em modelo de integração com pequenas propriedades e padrões sustentáveis. Ele mencionou ainda o melhoramento genético do girolando, tecnologia já negociada com o mercado indiano. E os ganhos de qualidade em feijões e pulses, segmento com potencial de cooperação bilateral.

    Na área de sustentabilidade, Fávaro destacou a adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono, a liderança brasileira no uso de bioinsumos, a recuperação de áreas degradadas no âmbito do programa Caminho Verde Brasil e o desenvolvimento de moléculas biodegradáveis e seletivas.

    Comércio e cooperação:

    Ao tratar das perspectivas comerciais, Fávaro defendeu a ampliação do intercâmbio com base na reciprocidade. Ele lembrou que o agro brasileiro abriu 538 mercados internacionais nos últimos anos e reforçou a importância do equilíbrio nas relações: “Quem deseja vender precisa comprar.”

    O ministro apontou áreas para cooperação em inovação, como o desenvolvimento conjunto de produtos biológicos, parcerias em agricultura regenerativa e atração de investimentos. Ele também mencionou o interesse de empresas brasileiras em ampliar a presença na Índia, especialmente no processamento de alimentos. E o interesse de companhias indianas em investir no Brasil em tecnologia, inteligência artificial e bioinsumos.

    Em 2025, a Índia figurou como o quinto maior parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio de US$ 15,2 bilhões. Ao encerrar a participação no fórum, Fávaro reforçou o compromisso brasileiro com previsibilidade regulatória e ambiente seguro para investimentos como base para parcerias de longo prazo.

  • União Europeia retoma pré-listing para carne de aves e ovos

    União Europeia retoma pré-listing para carne de aves e ovos

    A União Europeia confirmou oficialmente ao governo brasileiro o retorno do sistema de pré-listing para estabelecimentos exportadores de carne de aves e ovos, encerrando um hiato de sete anos que limitava o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu. A notícia foi anunciada pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, que classificou o acordo como uma “grande vitória” para o setor avícola nacional.

    Com a retomada do pré-listing, as agroindústrias brasileiras que atenderem aos requisitos sanitários da União Europeia poderão ser habilitadas de forma mais ágil. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) será responsável por atestar e encaminhar a lista de plantas que cumprem as normas europeias, eliminando a necessidade de avaliação caso a caso pelas autoridades do bloco.

    “Trabalhamos três anos na reabertura e, finalmente, oficialmente, o mercado está reaberto. Todas as agroindústrias brasileiras que produzem ovos e frangos e que cumprirem os pré-requisitos sanitários podem vender para a Comunidade Europeia”, declarou Fávaro.

    Mercado bilionário volta a ser acessível

    O mercado europeu é considerado um dos mais rentáveis para a proteína animal brasileira. Desde 2018, o Brasil estava impedido de utilizar o mecanismo de pré-listing, o que dificultava a habilitação de novas plantas e limitava as exportações do setor avícola e de ovos para os 27 países do bloco.

    A confirmação do sistema representa maior previsibilidade e competitividade para os produtores nacionais, que poderão ampliar sua participação em um mercado exigente e remunerador.

    Negociações intensas em 2024

    O retorno do pré-listing é resultado de uma agenda diplomática intensiva ao longo de 2024. Em outubro, uma missão do Mapa a Bruxelas, liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, apresentou demandas prioritárias à Comissão Europeia, incluindo o restabelecimento do mecanismo para proteína animal e o reconhecimento da regionalização de enfermidades.

    Dias depois, em reunião de alto nível em São Paulo com o comissário europeu de Agricultura, Christophe Hansen, os entendimentos foram consolidados. Além da confirmação do pré-listing para carne de aves, as partes avançaram nas tratativas para ovos e agendaram auditoria europeia do sistema brasileiro de pescados.

    Diálogo permanente com a UE

    Brasil e União Europeia acordaram ainda a criação de um mecanismo permanente de diálogo de alto nível para tratar questões sanitárias e regulatórias. Uma nova reunião está prevista para o primeiro trimestre de 2026, com o objetivo de garantir transparência, previsibilidade e redução de barreiras técnicas ao comércio bilateral.

    “Com o pré-listing restabelecido, o Brasil reforça a credibilidade de seus serviços oficiais de inspeção. E avança em uma agenda de facilitação comercial baseada em cooperação técnica e regulatória”, destacou o Mapa em nota oficial.

    A decisão beneficia diretamente produtores, agroindústrias e exportadores brasileiros, consolidando o país como referência global em segurança alimentar e qualidade de produtos de origem animal.

  • Governo planeja modernizar seguro rural para ampliar proteção a produtores

    Governo planeja modernizar seguro rural para ampliar proteção a produtores

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu na terça-feira (11), em Brasília, com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para tratar da modernização do Programa de Seguro Rural. O objetivo principal da reunião foi apresentar um novo modelo que torne o seguro mais acessível e eficaz para os produtores rurais brasileiros.

    Fávaro afirmou que o atual seguro rural não atende mais às necessidades do setor. “O seguro rural é uma ferramenta fundamental, mas as apólices estão cada vez mais caras e as mudanças climáticas são uma realidade incontestável. Após um ano de estudos, apresentamos uma proposta para reconstruir o seguro rural no país”, declarou.

    Os ministros discutiram a implementação do seguro paramétrico, que promete reduzir os impactos financeiros das perdas climáticas, e a universalização do acesso ao seguro rural, permitindo que mais produtores possam contar com essa proteção. Segundo Fávaro, essas medidas podem diminuir a necessidade de renegociação de dívidas rurais.

    “O que trouxemos é algo viável, que ainda será aperfeiçoado e debatido em outras instâncias do governo. Queremos deixar como legado um novo modelo de seguro agrícola para o Brasil”, destacou.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reuniu-se nesta terça-feira (11), em Brasília, com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Mapa

    Também participaram da reunião os assessores especiais Carlos Augustin e Pedro Machado, o secretário de Política Agrícola Guilherme Campos, o secretário adjunto Wilson Vaz, e o diretor de Gestão de Riscos Diego Melo.

  • Brasil Sedia cúpula continental para debater o futuro da alimentação e da agricultura

    Brasil Sedia cúpula continental para debater o futuro da alimentação e da agricultura

    O Brasil abriu, nesta segunda-feira (3), a Conferência de Ministros da Agricultura das Américas 2025, com um chamado forte pela união continental. No Palácio do Itamaraty, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, defendeu a integração e o diálogo entre os países como pilares para fortalecer o setor agropecuário globalmente.

    O evento, que o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) promove com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), reúne líderes de 34 países. O objetivo central é traçar caminhos comuns para o futuro da agricultura e da segurança alimentar no continente.

    “Trata-se de uma oportunidade ímpar para que os Ministros das Américas se encontrem, compartilhem experiências e construam, juntos, caminhos para o futuro da agropecuária em nossos países”, destacou Fávaro durante a cerimônia de abertura.

    Inovação e sustentabilidade no centro do debate

    A conferência coloca a ciência, a tecnologia e a inovação como motores essenciais para uma transformação produtiva sustentável. Os debates também abordam o controle de pragas e doenças que cruzam fronteiras, um desafio comum para a sustentabilidade do setor.

    O diretor-geral do IICA, Manuel Otero, agradeceu ao governo brasileiro pela parceria. “Agradeço ao ministro Carlos Fávaro e ao ministro Mauro Vieira por fortalecerem esse trabalho conjunto, abrindo as portas para dois dias de deliberações que nos permitirão avançar ainda mais”, afirmou.

    Foto: Mapa

    O chanceler Mauro Vieira, que também participou da abertura, reforçou a importância estratégica do agro. “A agricultura é um dos pilares do crescimento econômico e do desenvolvimento social do Brasil. É também uma das prioridades da nossa política externa”, declarou. Vieira expressou confiança de que o evento fortalecerá os laços continentais e gerará mais cooperação, emprego e renda no campo.

    Eleição da liderança do IICA

    Paralelamente à conferência, ocorre a reunião da Junta Interamericana de Agricultura (JIA). Durante os trabalhos, os países membros elegerão o novo diretor-geral do IICA para o mandato de 2026 a 2030.

    Fávaro enalteceu o papel do Instituto. “Tenho certeza de que todos aqui compartilham da convicção de que o IICA é um dos pilares fundamentais para a modernização e o fortalecimento do setor agropecuário nas Américas”, pontuou.

    A conferência segue até esta terça-feira (5) no Hotel Royal Tulip, em Brasília. A programação inclui fóruns com especialistas e palestras de nomes de destaque, como:

    • Silvia Massruhá, presidente da Embrapa;
    • Rattan Lal, cientista renomado e uma das maiores autoridades em ciências do solo do mundo;
    • Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e Enviado Especial para a Agricultura na COP30.

    A eleição do novo diretor-geral do IICA acontecerá durante o evento, e o escolhido assumirá o cargo em janeiro de 2026.

  • Petrobras e Ministério da Agricultura unem forças para impulsionar energias renováveis e crescimento do agro

    Petrobras e Ministério da Agricultura unem forças para impulsionar energias renováveis e crescimento do agro

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu nesta quinta-feira (2), na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. O encontro marcou a primeira visita de Magda à Pasta. E teve como foco a integração estratégica entre os setores de agropecuária e energia para alavancar o desenvolvimento do país.

    Carlos Fávaro destacou a importância do momento histórico. “É um orgulho ter sido o ministro que recebeu, pela primeira vez em 165 anos do Ministério da Agricultura, a presidente da Petrobras. Esse encontro aproxima de forma concreta o agro e o setor de energia. O agronegócio se tornou estratégico no Brasil e, da mesma forma, deve ser relevante para a Petrobras”, afirmou.

    Durante a reunião, a Petrobras apresentou três frentes para estreitar a relação com o agronegócio: originação de matérias-primas, polos de venda e vendas diretas para grandes consumidores. Magda Chambriard reforçou que a estratégia da estatal para os próximos anos busca a integração entre os principais setores da economia brasileira. “O futuro do Brasil passa pela união do agronegócio e do setor petrolífero. São motores da economia que precisam caminhar juntos e se complementar”, declarou.

    O crescimento do consumo de diesel nas regiões do Centro-Oeste e MATOPIBA, áreas com forte potencial agrícola, impulsiona a expansão das operações da Petrobras nessas áreas. A demanda do agronegócio por diesel mais que dobrou nos últimos anos nessas regiões.

    Oportunidades

    Além disso, o encontro destacou oportunidades para ampliar o transporte dutoviário e ferroviário. Além de otimizar o escoamento da produção e estimular a produção de biocombustíveis, como etanol de milho e biodiesel. Já em andamento, a Petrobras atua na produção de Hydrotreated Vegetable Oil (HVO), um biocombustível avançado feito a partir de óleos vegetais e gorduras animais tratados com hidrogênio. O Sustainable Aviation Fuel (SAF), combustível sustentável para aviação, também integra os projetos da empresa, utilizando matérias-primas renováveis e resíduos agrícolas.

    “O caminho da energia renovável, verde e limpa nasce da terra. Essa integração abre novas oportunidades para o Brasil”, reforçou o ministro Fávaro.

    O Mapa, a Petrobras e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) firmaram acordos para cooperar com cooperativas, oferecer produtos e assistência técnica ao consumidor final e desenvolver fertilizantes de eficiência aumentada, usando matérias-primas alternativas, em parceria também com o Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes).

    Cooperação

    A cooperação da Petrobras no MATOPIBA começou em março, após reuniões técnicas que identificaram oportunidades e promoveram visitas a associações e produtores rurais, com o objetivo de fortalecer a presença da estatal na região.

    Magda Chambriard ressaltou o compromisso da Petrobras com políticas públicas. “Não estamos aqui para destruir nenhuma política pública. Pelo contrário, entendemos que esses investimentos valorizam o que temos de melhor: o petróleo e o agro”, afirmou.

    O encontro contou ainda com a participação do corregedor do Mapa, Cyro Dornelas; do diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Cláudio Schlosser; do gerente-geral de Comércio de Produtos e Claros da Petrobras, Leonardo Gouveia; do gerente de contratações de Logística e Parcerias da Petrobras, Eduardo Ávila; e representantes de associações do agronegócio brasileiro.

  • Brasil pode se tornar país das lagostas

    Brasil pode se tornar país das lagostas

    A produção de lagostas no Brasil é uma atividade de grande relevância, especialmente para as comunidades costeiras do Nordeste. O país, com sua extensa costa atlântica, é um dos principais produtores mundiais desse crustáceo, conhecido por sua alta qualidade e demanda no mercado internacional.

    A pesca de lagosta se concentra principalmente nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco, que abrigam as maiores áreas de captura e processamento.

    Tradicionalmente, a pesca de lagostas no Brasil é feita com armadilhas conhecidas como “manzuás” e “covo”. Embora rudimentares, são eficazes para capturar as espécies Lagosta Vermelha (Panulirus argus) e Lagosta Verde (Panulirus laevicauda). No entanto, a pesca ilegal com compressores, que danifica os recifes de corais e afeta a reprodução das lagostas, continua sendo um desafio enfrentado pelas autoridades e comunidades pesqueiras.

    Sustentabilidade

    Nos últimos anos, houve um aumento nos esforços para promover a pesca sustentável e proteger os estoques de lagosta. O governo brasileiro, por meio de regulamentações, implementa períodos de defeso (interdição da pesca durante a época de reprodução) e estabelece tamanhos mínimos para captura, visando garantir a renovação dos estoques e a preservação do ecossistema marinho.

    A lagosta brasileira é altamente valorizada nos mercados internacionais, com os Estados Unidos e a Europa como os principais destinos das exportações. A alta demanda impulsiona a economia local e gera empregos em diversas etapas da cadeia produtiva, desde a captura até o processamento e a logística. A exportação da lagosta é uma das principais fontes de renda para pescadores artesanais e empresários do setor pesqueiro.

    Pesca da lagosta na costa brasileira tem um limite máximo de captura definido

    A portaria interministerial, do Meio Ambiente e da Pesca, define em 6.192 toneladas a soma das capturas de lagosta-vermelha e lagosta-verde na temporada de pesca 2024. A decisão foi a partir de recomendações científicas, avaliações da população desses animais, além de consultas aos pescadores, pesquisadores, empresários e organizações da sociedade civil.

    Segundo a ONG Oceana, a população de lagostas reduziu mais de 80% desde a década de 1950, início da pescaria em Pernambuco e no Ceará.

    A estimativa é de que mais de cem mil pessoas dependam direta ou indiretamente da pescaria, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, adotar um limite de captura, e de comprimento mínimo dos animais pescados, ajuda a recuperar a população das duas espécies. Isso acaba trazendo ganhos de longo prazo pelo aumento da renda futura, além de tornar a pesca da lagosta sustentável.

    Lagosta para turistas
    Governo definiu limite máximo de pesca da lagosta na costa brasileira

    Para fazer o controle, agora, as empresas pesqueiras deverão informar a entrada do produto no site do Ministério do Meio Ambiente, em 3 dias, a partir da nota fiscal de primeira venda, da nota de produtor ou de entrada na empresa. Um painel de acompanhamento do limite máximo de captura fica disponível no site do Ministério da Pesca.

    Nesta temporada, também fica proibida a retenção a bordo de fêmeas prontas para reprodução e é obrigatório que os animais estejam vivos até serem entregues às empresas pesqueiras.

    Abertura de mercado em Singapura para exportação de lagostas vivas do Brasil

    O governo brasileiro informou essa semana que  Singapura liberou a aprovação sanitária para que o Brasil exporte lagostas vivas àquele país.

    A autorização soma-se à abertura, em fevereiro deste ano, do mercado singapurense para carnes e produtos derivados de ovinos e extrato de carne bovina. Nos nove primeiros meses de 2024, o país já importou aproximadamente US$ 540 milhões em produtos agrícolas do Brasil.

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    Com essa nova autorização, o agronegócio brasileiro alcança sua 195ª abertura de mercado neste ano, totalizando 273 aberturas em 61 destinos desde o início de 2023.

    Desafios e Perspectivas

    A produção enfrenta desafios significativos, incluindo a necessidade de combater a pesca predatória. E assegurar o cumprimento das normas de sustentabilidade, modernizando as práticas de pesca. Questões climáticas, como o aumento da temperatura dos oceanos e a degradação dos recifes, também representam ameaças à reprodução e sobrevivência das lagostas.

    Investimentos em aquicultura de lagostas vêm ganhando espaço como uma possível solução para diminuir a pressão sobre os estoques naturais. Projetos de cultivo controlado estão sendo desenvolvidos em algumas regiões, visando replicar as condições do habitat natural e garantir uma produção sustentável a longo prazo.

    A pesca de lagostas no Brasil é uma atividade de destaque que combina tradição, importância econômica e desafios ambientais. O futuro da produção depende de uma gestão equilibrada que promova a sustentabilidade, proteja os recursos naturais e assegure o desenvolvimento das comunidades pesqueiras.

    Com medidas de conservação adequadas e o fortalecimento da fiscalização, o Brasil tem potencial para manter sua posição de destaque no mercado global e garantir a preservação do ecossistema marinho.

  • G20 destaca sustentabilidade agrícola e combate às mudanças climáticas em Declaração Ministerial

    G20 destaca sustentabilidade agrícola e combate às mudanças climáticas em Declaração Ministerial

    A reunião ministerial do Grupo de Trabalho de Agricultura (GT Agricultura) do G20, encerrada na sexta-feira (13), trouxe à tona a importância da sustentabilidade e da resiliência no setor agrícola global. Realizado em Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, o encontro contou com a participação de 43 delegações de países membros e convidados. Além de organismos internacionais, o que marcou a maior adesão desde a criação do grupo em 2011.

    O evento resultou na Declaração Ministerial, fruto de intensas discussões realizadas ao longo do ano. Entre os principais temas debatidos, destacaram-se a sustentabilidade da agricultura e a criação de sistemas de produção resilientes e inclusivos como respostas essenciais às mudanças climáticas. A reunião reuniu 23 ministros e autoridades de 50 países, que chegaram a um consenso sobre 38 tópicos distribuídos em quatro eixos temáticos. Esses tópicos abordam desde a segurança alimentar até o papel crucial da agricultura familiar e a integração da pesca e aquicultura sustentáveis nas cadeias de valor.

    O Brasil, que presidiu o GT Agricultura este ano, coordenou o debate por meio de seus ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e da Pesca e Aquicultura (MPA). A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) também teve participação ativa. A Declaração Ministerial, diferentemente de edições anteriores, representa um compromisso concreto dos países signatários em implementar as políticas públicas discutidas, servindo como um guia para ações nacionais.

    Entre as prioridades estão a transição para sistemas agroalimentares mais sustentáveis e inclusivos. E também o fortalecimento da cooperação internacional no combate à fome e à pobreza. E a promoção de um futuro energético justo e sustentável, com foco em modelos de financiamento e parcerias que ajudem agricultores nesse processo de transição.

    Ministro Fávaro transfere presidência do GT para a África do Sul

    Ao final do encontro, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou o papel crucial da inclusão e do combate à fome. E  também ressaltou a importância de fortalecer a resiliência dos sistemas alimentares diante das mudanças climáticas e da perda de biodiversidade. Fávaro entregou a presidência do GT Agricultura à ministra da Agricultura da África do Sul, Rosemary Nokuzola Capa. Que assumirá a liderança no próximo ciclo do G20. O Brasil, por sua vez, continuará desempenhando um papel relevante, especialmente com o lançamento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Que será discutida na cúpula de líderes do G20 em novembro.

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    Ao finalizar, Fávaro reiterou o compromisso brasileiro com o desenvolvimento da sustentabilidade agrícola. E afirmou que o Brasil continuará na busca por soluções que promovam a segurança alimentar e a redução da pobreza. “Temos confiança que, com a liderança sul-africana, teremos perspectivas inovadoras que fortalecerão a continuidade para as nações globais em busca de um futuro mais seguro e sustentável”, concluiu o ministro.