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  • Exportações de frutas brasileiras crescem em valor, mesmo com desafios climáticos

    Exportações de frutas brasileiras crescem em valor, mesmo com desafios climáticos

    As exportações de frutas brasileiras registraram crescimento no valor comercializado entre janeiro e setembro de 2024. Esse avanço reflete a força do setor, mesmo diante de condições climáticas adversas que reduziram o volume de algumas frutas exportadas.

    De acordo com dados do AgroStat/Mapa, o valor total das exportações de frutas cresceu 8,51% em comparação com o mesmo período de 2023. Por outro lado, o volume exportado caiu 3,34%, impactado pelo excesso de chuvas nas principais regiões produtoras durante o primeiro semestre do ano.

    Mangas lideram alta no valor exportado

    As mangas se destacaram como a principal fruta exportada em valor. O total arrecadado com as vendas internacionais cresceu 46,19%, saltando de US$ 147 milhões em 2023 para US$ 215 milhões em 2024. No entanto, o volume exportado apresentou leve queda de 0,16%, totalizando 141 mil toneladas. Esse aumento no valor reflete os preços elevados no mercado internacional, que compensaram a redução no volume ofertado.

    Limões e melões também apresentam bom desempenho

    As exportações de limões e limas registraram aumento de 14,52% no valor, somando US$ 155,7 milhões. Diferente das mangas, o volume exportado dessa fruta também cresceu, atingindo 9,16% de alta. O bom desempenho é atribuído à maior demanda global e à aceitação no mercado externo.

    No caso dos melões, o valor exportado cresceu 7,72%, superando os US$ 102 milhões. Já o volume subiu 12,92%, totalizando mais de 133 mil toneladas. A recuperação em áreas menos afetadas pelas chuvas contribuiu para esse resultado positivo.

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    Queda significativa nas exportações de uvas

    Em contrapartida, as exportações de uvas sofreram uma queda expressiva, tanto em valor quanto em volume. O total arrecadado caiu 48,79%, enquanto o volume exportado recuou 54,32%. As chuvas excessivas reduziram a disponibilidade de uvas para exportação, prejudicando o desempenho do setor.

    Setor fruticultor mantém resiliência

    Apesar das adversidades, o setor de frutas frescas brasileiro demonstra resiliência e capacidade de adaptação. Estratégias comerciais eficazes e a crescente demanda por frutas tropicais continuam a impulsionar o desempenho no mercado internacional. Mangas, limões e melões exemplificam como os produtores superam desafios climáticos e mantêm a competitividade global.

    Portanto, esse crescimento reforça o papel das exportações de frutas brasileiras no cenário internacional e a importância da fruticultura para a economia do país.

     

     

  • Saiba porque laranja e limão estão mais caros

    Saiba porque laranja e limão estão mais caros

    O consumidor já deve ter notado que os preços da laranja e do limão estão mais azedos para o bolso. O  principal motivo para isso é o mesmo que vem afetando tantas culturas, a falta de chuva.

    Levantamento do Cepea mostra que os preços da laranja continuam em alta no mercado doméstico, impulsionados pela oferta limitada de frutas de bom padrão.

    De modo geral, apenas um maior volume de chuvas e temperaturas mais amenas devem proporcionar alguma melhora às laranjas no pé.

    Na última semana (de segunda a quinta-feira), a média da pera na árvore foi de R$ 125,97/caixa de 40,8 kg, aumento de 1,28% em relação à do período anterior, de acordo com pesquisas do Cepea.

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    Apesar das chuvas nos últimos dias, agentes consultados pelo Cepea relataram que ainda são necessárias maior quantidade e constância das precipitações para que ocorra a revitalização tanto dos pomares de laranja e limão como dos irrigados.

    Mesmo porque a previsão de chuvas para o fim de semana que terminou não se concretizou, pelo menos não no volume esperado. E a cultura dos citros estava aguardando por esse volume.

    Sendo assim, a matéria prima de dois dos sucos mais adorados pelos brasileiros vai continuar pesando no bolso do consumidor.

  • Saiba o que é Comércio Justo, que ganha espaço no agro

    Saiba o que é Comércio Justo, que ganha espaço no agro

    O Comércio Justo tem se destacado no Brasil como um modelo alternativo de negócios que faz diferença na vida de muitas famílias que dependem da agricultura. Com a crise climática global ameaçando a sustentabilidade do planeta, os produtores e trabalhadores rurais envolvidos no sistema Fairtrade (Comércio Justo) contribuem com a gestão responsável e sustentável dos recursos naturais.

    O Comércio Justo cria um canal de comercialização mais direto entre produtores e consumidores, proporcionando relações comerciais mais justas e pagamento de melhores preços pelos produtos Fairtrade. Os produtores e trabalhadores Fairtrade cumprem uma série de requisitos que abrangem direitos humanos e preservação ambiental.

    Beneficiários e produtos

    Cerca de 10 mil famílias de pequenos produtores e trabalhadores agrícolas cultivam café, laranja, mel, castanha de caju, limão, manga, mamão, uva, guaraná, soja, ervas finas e especiarias em mais de 50 associações e cooperativas. Esses produtores recebem benefícios do sistema Fairtrade, que visam melhorar suas condições de vida e trabalho.

    Anualmente, diversas atividades promovem o sistema tanto nos países produtores como o Brasil quanto nos principais países consumidores, majoritariamente na Europa. Em 2023, o tema central da campanha mundial foi “Ao semear o Comércio Justo colhemos esperança”. Este tema foi amplamente divulgado por Organizações de Pequenos Produtores (OPPs) certificadas Fairtrade e por Cidades e Universidades Pelo Comércio Justo em eventos realizados em maio, o Mês do Comércio Justo.

    Impacto das atividades

    Esses eventos visam promover os conceitos, princípios e valores do Comércio Justo, sensibilizando consumidores para o consumo responsável e sustentável. Maurício Alves Hervaz, presidente da Associação das Organizações de Produtores Fairtrade do Brasil (BRFAIR), destacou a importância dessas ações para mostrar aos brasileiros os benefícios do sistema.

    “O mercado interno de cafés especiais e certificados é grande, e todas as ações de divulgação e marketing fortalecem e fomentam esse comércio interno”, afirmou Hervaz.

    Comércio justo em ação
    Reprodução – divulgação

    A Universidade Federal de Lavras (UFLA) e a Universidade Federal de Viçosa (UFV) são reconhecidas como “Universidades pelo Comércio Justo”. Esse reconhecimento faz parte do projeto Universidades Latino-Americanas pelo Comércio Justo, promovido pela CLAC desde 2015.

    Além disso, quatro cidades brasileiras possuem o título de Cidades Latino-Americanas pelo Comércio Justo: Boa Esperança, Poço Fundo, Santana da Vargem e Muqui. A cidade mineira de Nova Resende está em processo de reconhecimento.

    10 anos do projeto no Brasil

    Em Boa Esperança, o Comitê Gestor comemorou 10 anos do projeto na cidade com diversas atividades. Incluindo o lançamento de novos produtos Fairtrade e a premiação de estabelecimentos comerciais. Já em Poço Fundo, a feira de produtores locais e palestras sobre Fairtrade foram destaques.

    Já em Santana da Vargem, alunos das escolas locais receberam o título de Embaixadores do Comércio Justo. Eles também visitaram a cooperativa local para aprender sobre a produção de café. E em Muqui, a cooperativa local realizou ações de conscientização e venda de produtos Fairtrade.

    Enfim, o método é um movimento que promove relações comerciais justas, visando melhorar as condições de vida de produtores e trabalhadores. E também conscientizar consumidores sobre a importância de escolher produtos certificados. A Fairtrade International define as normas e certifica os produtos que recebem a marca “Fairtrade”.