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  • Dia Mundial da Fruta: conheça as mais consumidas no Brasil

    Dia Mundial da Fruta: conheça as mais consumidas no Brasil

    Celebrado em 1º de julho, o Dia Mundial da Fruta chama a atenção para a importância do consumo desses alimentos na promoção da saúde e da qualidade de vida. A data foi criada em 2007, na Alemanha, em parceria com instituições de saúde, com o objetivo de incentivar hábitos alimentares mais saudáveis e ampliar o consumo diário de frutas.

    Além de fazer parte de uma alimentação equilibrada, as frutas ocupam um papel estratégico na agricultura brasileira. O Brasil está entre os maiores produtores e exportadores de frutas tropicais do mundo, com destaque para culturas como manga, banana, mamão, melão e uva.

    Frutas são aliadas da saúde

    Ricas em água, fibras, vitaminas e minerais, as frutas contribuem para o bom funcionamento do organismo e ajudam na prevenção de diversas doenças.

    Entre os principais benefícios estão o fortalecimento do sistema imunológico, melhora da digestão, auxílio na hidratação do organismo e redução do risco de doenças cardiovasculares.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é consumir pelo menos 400 gramas de frutas e vegetais por dia, quantidade equivalente a aproximadamente cinco porções.

    As frutas mais consumidas no Brasil

    A banana lidera o ranking mundial de consumo e também figura entre as preferidas dos brasileiros.

    O sucesso da fruta está relacionado à praticidade, ao alto valor energético, ao preço acessível e à disponibilidade durante praticamente todo o ano.

    Na sequência aparecem as frutas cítricas, especialmente laranja e limão, seguidas por maçãs e uvas.

    Essas frutas conquistaram espaço no mercado mundial por aliarem valor nutricional, facilidade de transporte e longa conservação após a colheita.

    Por que essas frutas lideram o consumo?

    Cada uma delas reúne características que favorecem sua produção e comercialização em larga escala.

    Banana

    • Rica em potássio e carboidratos;
    • Fonte rápida de energia;
    • Cultivada em mais de 130 países;
    • Disponível durante praticamente todo o ano.

    Laranja e limão

    • Fontes importantes de vitamina C;
    • Muito utilizados na produção de sucos;
    • Casca resistente facilita o transporte e armazenamento.

    Maçãs e uvas

    • Possuem excelente vida útil pós-colheita;
    • São consumidas frescas e também processadas;
    • Dão origem a produtos como vinhos, geleias, doces e passas.

    Brasil tem papel de destaque na fruticultura

    Além de abastecer o mercado interno, o Brasil é um dos principais produtores de frutas tropicais do planeta.

    A manga está entre os produtos agrícolas brasileiros de maior destaque nas exportações, chegando a diversos mercados internacionais graças à qualidade da produção nacional.

    O clima favorável e a diversidade de regiões produtoras permitem que o país cultive uma ampla variedade de frutas ao longo do ano, fortalecendo o agronegócio e gerando empregos em diferentes estados.

  • Quantos tipos de limão existem no Brasil?

    Quantos tipos de limão existem no Brasil?

    O brasileiro usa limão em praticamente tudo. Está no tempero, na caipirinha, no suco e até em receitas caseiras. Mas existe um detalhe curioso que passa despercebido pela maioria das pessoas: alguns dos limões mais consumidos no Brasil não são limões de verdade.

    O popular tahiti e o galego pertencem, na realidade, ao grupo das limas ácidas, uma categoria diferente dentro dos cítricos. A informação costuma surpreender porque, no dia a dia, tudo acaba sendo chamado simplesmente de “limão”. Segundo especialistas, os verdadeiros frutos possuem características distintas, principalmente no sabor, aroma e composição da casca.

    Siciliano é o “limão original”

    Entre os tipos mais conhecidos, o siciliano é considerado o limão propriamente dito. É aquele fruto de casca amarela, aroma mais suave e acidez menos agressiva, muito usado na culinária europeia e na produção de essências e perfumes.

    Já o tahiti, que domina mercados e hortifrutis no Brasil, é uma lima ácida híbrida, famosa pela grande quantidade de suco e pela ausência de sementes. O país, inclusive, aparece entre os maiores produtores dessa variedade.

    O galego também entra nessa categoria. Menor, mais aromático e muito valorizado na preparação de caipirinhas, ele perdeu espaço nas lavouras após problemas com doenças que afetaram os cultivos nas últimas décadas.

    Limão cravo e sua aparência diferente

    Entre as variedades mais curiosas está o limão cravo, conhecido pela coloração alaranjada da polpa e pelo sabor que mistura acidez e um leve toque adocicado.

    Ele surgiu do cruzamento entre limão e tangerina, característica que explica o aroma marcante e a aparência incomum. Na cozinha, costuma ser muito utilizado em marinadas e temperos.

    Afinal, quantos tipos de limão existem?

    A resposta varia conforme a classificação botânica utilizada. Algumas estimativas apontam cerca de 70 variedades no mundo, enquanto outras falam em aproximadamente 100 espécies e híbridos conhecidos.

    No Brasil, porém, quatro tipos dominam o consumo popular: tahiti, siciliano, galego e cravo. De acordo com a Embrapa, São Paulo é o principal produtor no Brasil. “O suco de limão acentua o sabor dos alimentos devido ao seu sabor ácido e à presença de óleos essenciais típicos na casca, daí sua grande utilização na culinária, a exemplo de temperos, doces e bebidas”, informa a empresa.

  • Epagri inicia estudo para viabilizar cultivo comercial do limão japonês em Santa Catarina

    Epagri inicia estudo para viabilizar cultivo comercial do limão japonês em Santa Catarina

    A Epagri iniciou um estudo pioneiro para avaliar a adaptação e o desempenho do limão Yuzu, conhecido como limão japonês, nas condições climáticas de Santa Catarina. A pesquisa tem o objetivo de abrir caminho para a produção comercial da fruta no estado, explorando um mercado com alto potencial gastronômico e econômico.

    Assinatura do acordo: secretário Admir Edi Dalla Cort (Sape), Elina Onaka, Shigeru Ohara, Koji Kamiyo (Ogon No Mura) e Dirceu Leite (Epagri)

    Na última semana a Epagri firmou, em Florianópolis, um acordo de cooperação com a empresa japonesa Ogon No Mura, especializada em produtos à base de Yuzu. O convênio garante aos pesquisadores catarinenses acesso ao material genético original da fruta, cultivada nos pomares da companhia na província de Tokushima, no Japão.

    Segundo o presidente da Epagri, Dirceu Leite, a parceria fortalece o trabalho da instituição em criar novas oportunidades para os agricultores catarinenses. “Queremos introduzir culturas promissoras que garantam renda e desenvolvimento às famílias rurais, e acreditamos que o Yuzu pode ser uma delas”, afirmou.

    O secretário da Agricultura e Pecuária, Admir Edi Dalla Cort, ressaltou que Santa Catarina é referência nacional pela diversidade agrícola e pela afinidade cultural com o Japão. “Estamos de braços abertos para essa parceria, que une tradição e inovação em benefício do agronegócio catarinense”, destacou.

    Com a conclusão do estudo, a Epagri poderá solicitar o registro do cultivar junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), etapa necessária para liberar o plantio e a comercialização da espécie no país. Produtores poderão utilizar o yuzu tanto para extrair suco quanto para produzir óleos essenciais e outros subprodutos.

    Testes em regiões frias e serranas

    A pesquisa concentra-se nas regiões mais frias e de maior altitude de Santa Catarina, que apresentam condições climáticas semelhantes às de Tokushima, onde as temperaturas variam de -10°C a 40°C. Um dos pomares experimentais será implantado em Frei Rogério, no Meio-Oeste catarinense, município de forte presença da cultura japonesa. O produtor Ernesto Eisaku Onaka abrirá espaço em sua propriedade para testar o cultivo do Yuzu ao lado de plantações de alho, pêssego e goiaba-serrana.

    De acordo com a agrônoma Luana Castilho Maro, coordenadora do projeto e pesquisadora da Estação Experimental de Itajaí, ainda não há registro do Yuzu no Brasil. “O acordo com a Ogon No Mura permite o acesso direto ao germoplasma. E também acelera o processo de introdução da espécie, que antes enfrentava morosidade burocrática”, explicou.

    Coordenadora da pesquisa, Luana Castilho Maro, estima período de até cinco anos para conclusão da pesquisa. Foto: Aires Mariga/Epagri

    O material genético será importado do Japão e passará por quarentena no Instituto Agronômico de São Paulo (IAC), a fim de eliminar riscos fitossanitários. Após a liberação, parte das mudas será enviada à Estação Experimental da Epagri em Itajaí, enquanto outras seguirão para testes em São Joaquim e Frei Rogério.

    O estudo terá duração estimada de quatro a cinco anos. “Depois de comprovada a adaptabilidade e obtido o registro, produtores e viveiristas poderão cultivar e comercializar o Yuzu legalmente no país”, afirmou Luana. Durante o período, os pesquisadores catarinenses manterão um intercâmbio técnico com especialistas da região produtora de Tokushima.

    Potencial e perspectivas

    A Epagri acredita que o Yuzu pode transformar o mapa da citricultura catarinense, hoje restrita a regiões livres de geadas. “Essa variedade suporta ampla variação térmica, o que permite expandir a produção para áreas até então consideradas inaptas para citros”, avaliou Luana.

    O empresário japonês Koji Kamiyo, fundador da Ogon No Mura, afirmou que a empresa pretende cultivar 100 hectares de Yuzu no projeto inicial. E atingir mil hectares a longo prazo. A companhia fatura cerca de US$ 3 milhões por ano, com 40% da produção destinada à exportação para França e Estados Unidos.

    Para o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Epagri, Reney Darrow, o acordo traz um diferencial importante: a garantia de mercado para o produto. “Esse encadeamento entre pesquisa e comercialização dá mais segurança ao investimento e reforça nosso compromisso em fazer o produtor catarinense prosperar”, concluiu.

  • Mais de 1 tonelada de cerejas será destruída após detecção de ameaça

    Mais de 1 tonelada de cerejas será destruída após detecção de ameaça

    Uma carga de cerejas chilenas escondia o Brevipalpus chilensis, um ácaro quarentenário que pode causar estragos monumentais na agricultura brasileira. Uma equipe do Vigiagro bloqueou a ameaça no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

    O alerta veio na segunda-feira (10), quando o Ministério da Agricultura e Pecuária divulgou o laudo laboratorial confirmando a presença da praga. Mais de 1.120 quilos de cerejas frescas vindas do Chile serão fumigadas nos próximos dias e depois destruídas. Não tem negociação quando o assunto é proteger os vinhedos, pomares de citros e outras culturas nacionais.

    Detecção aconteceu em inspeção rotineira

    No dia 6, fiscais do Vigiagro realizavam uma ação de rotina quando detectaram o invasor microscópico. As cerejas foram levadas pra sala de inspeção, onde amostras foram coletadas. A suspeita inicial logo se confirmou nos laboratórios da rede oficial do Mapa.

    Foto: Allan Zubiate/Mapa

    O falso ácaro vermelho chileno existe apenas no Chile e na província argentina de Rio Negro, ao norte da Patagônia. Mas seu apetite é voraz e democrático: ataca cerca de 40 espécies de plantas, desde frutíferas até ornamentais e florestais.

    Uvas, citros e kiwis na mira

    Entre os alvos preferidos do Brevipalpus chilensis estão culturas economicamente vitais pro Brasil. Uva, limão, laranja, kiwi e cherimoia (aquela fruta andina da família da fruta-do-conde) encabeçam a lista negra. Figo e caqui também não escapam.

    “A cultura da uva possui duas pragas quarentenárias ausentes consideradas prioritárias”, explica o Departamento de Sanidade Vegetal do Mapa em parceria com a Embrapa. O falso ácaro vermelho chileno é uma delas. A outra é a traça-da-uva (Lobesia botrana), conhecida como traça-europeia-dos-cachos-da-videira.

    Perdas de 30% nos parreirais chilenos

    Os números do Chile assustam. Nos meses mais quentes, o Brevipalpus chilensis causa perdas de até 30% nos parreirais. Portanto, um prejuízo que o Brasil não pode se dar ao luxo de importar junto com frutas frescas.

    A legislação brasileira é clara e a resposta, rápida. Fumigar e destruir a carga inteira pode parecer drástico, mas é a única forma de garantir que pragas ausentes não se estabeleçam no país. O risco fitossanitário é elevado demais pra qualquer tipo de gambiarra.

    O Vigiagro atua justamente pra isso: interceptar ameaças antes que atravessem a fronteira invisível entre cargas internacionais e o território nacional. Desta vez, funcionou. Mais de mil quilos de cerejas vão pro lixo, mas os vinhedos brasileiros continuam seguros.

    Por enquanto.

  • Conheça as frutas mais azedas do mundo

    Conheça as frutas mais azedas do mundo

    O sabor azedo resulta de uma combinação química complexa. O pH, a quantidade total de ácidos e o tipo de ácido natural presente determinam o grau de acidez que sentimos ao provar uma fruta. Essa mistura química explica por que algumas frutas apresentam um azedinho leve e refrescante, enquanto outras provocam caretas mesmo nos paladares mais corajosos.

    O pH mede a acidez imediata de um alimento. Quanto menor o número, mais ácido o produto. A acidez titulável, por sua vez, indica a quantidade total de ácidos presentes.

    Segundo a Embrapa Agroindústria Tropical, as frutas brasileiras concentram três tipos principais de ácidos: cítrico, málico e tartárico. Cada ácido possui sabor característico e aparece em proporções diferentes conforme a espécie. Essa combinação define se a fruta será mais azeda, doce ou equilibrada no paladar.

    Bilimbi: a fruta mais azeda do mundo

    Foto: Nigel Durrant/Flickr

    O bilimbi lidera o ranking das frutas mais azedas conhecidas pela ciência. Originária do sudeste asiático e ainda pouco popular no Brasil, a fruta pertence à mesma família da carambola e apresenta suco extremamente ácido — mais intenso que o do limão.

    Um levantamento da Universidade de Kerala, na Índia, registra pH médio entre 1,1 e 2,0. O bilimbi também concentra altas doses de ácido oxálico, que causa a sensação adstringente característica.

    Pesquisadores da Universiti Sains Malaysia descrevem o bilimbi como “impróprio para consumo direto” devido à acidez excessiva. A fruta funciona melhor em pequenas quantidades como tempero ou conservante natural.

    Tamarindo: acidez com toque adocicado

    O tamarindo combina acidez intensa com leve doçura, resultado da presença de ácido tartárico em níveis elevados. A Embrapa Agroindústria Tropical caracterizou físico-quimicamente a polpa e encontrou pH médio entre 2,3 e 2,7 — faixa semelhante à do limão.

    Limão e lima: referências clássicas de acidez

    Limão e lima representam as referências mais conhecidas quando o tema é acidez. A Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO/Unicamp) registra pH do suco de limão entre 2,0 e 2,6, com acidez titulável em torno de 6% de ácido cítrico.

    Acerola: vitamina C e acidez em dose dupla

    Fruta oferece muitos benefícios

    A acerola concentra alto teor de vitamina C e figura entre as frutas mais ácidas existentes. Um boletim técnico da Embrapa Mandioca e Fruticultura (2023) mostra pH de genótipos avaliados entre 2,3 e 4,4, dependendo da cultivar e do grau de maturação.

    O estudo aponta que essa acidez intensa confere à acerola seu sabor característico e o potencial antioxidante que a popularizou em sucos e suplementos alimentícios.

    Carambola: prima ácida do bilimbi

    Foto: Geovani Ferreira Gonçalves/Flick

    A carambola, parente do bilimbi, também apresenta acidez considerável. O pH de frutos verdes fica abaixo de 3,0 e sobe conforme a maturação. A fruta possui alto teor de ácido oxálico, que diminui à medida que o fruto amadurece.

    Calamansi: o híbrido filipino super ácido

    Foto: Karen Grace Cruzado/Flickr

    O calamansi, híbrido de limão e tangerina amplamente consumido nas Filipinas, apresenta pH entre 2,2 e 2,5. Apesar de menos conhecido no Brasil, o fruto figura entre os mais ácidos do mundo.

    Umbu: a acidez nativa do semiárido brasileiro

    Umbu
    Foto: Auxiliadora Coêlho/Embrapa

    O umbu, nativo do Semiárido brasileiro, registra pH entre 2,6 e 3,0, conforme dados da Embrapa Semiárido. Mangas e goiabas verdes também apresentam acidez notória, mas o pH sobe rapidamente durante o amadurecimento, reduzindo a sensação de azedume.

  • Minas Gerais registra crescimento de 17,2% na produção de citros em 2025

    Minas Gerais registra crescimento de 17,2% na produção de citros em 2025

    De janeiro a agosto de 2025, Minas Gerais alcançou uma produção de 1,48 milhão de toneladas de citros, um aumento de 17,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). A produtividade média no estado chegou a 24,37 toneladas por hectare, com uma área plantada de 85.198,45 hectares.

    A laranja domina a citricultura mineira, representando 90,3% da produção total, com 1,13 milhão de toneladas produzidas, crescimento de 21% em relação a 2024. Esse avanço é atribuído principalmente ao controle e prevenção da doença greening, considerada a mais destrutiva na cultura mundial, conforme explica o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes. “É necessário aprender a conviver com essa doença, monitorar e fazer o manejo adequado para continuarmos crescendo. E este trabalho tem sido bem feito em Minas”, afirmou.

    Desde a primeira detecção do greening no estado, há cerca de 20 anos, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), vinculado à Seapa, tem atuado intensamente na defesa da saúde das plantações. Em 2024, o instituto monitorou 409 plantações, autorizou a entrada de 773 mudas de citros no estado e realizou 1.742 fiscalizações para assegurar o cumprimento das normas de controle. Além disso, o IMA promove o programa Viva Citros, que investe em educação e prevenção da doença.

    Greening

    Outro fator que contribui para a expansão da citricultura é a migração de produtores para áreas livres do greening, especialmente nos Vales do Rio Doce, Jequitinhonha, Noroeste e Norte de Minas, onde não há ocorrência da doença. Atualmente, 90 municípios mineiros apresentam a presença do greening, com incidência média de 11% em 2024. As regiões Sul, Central e Zona da Mata concentram os maiores índices, enquanto Alto Paranaíba, Campo das Vertentes, Triângulo Mineiro e Centro-Oeste registram baixa infestação.

    No ranking dos municípios, Comendador Gomes e Prata são os maiores produtores de laranja em Minas Gerais. O estado exportou 11,1 toneladas de laranja de janeiro a agosto, gerando receita de US$ 32 mil.

    A tangerina é a segunda fruta em volume, com 243,4 mil toneladas produzidas — 9,3% do total de citros, e crescimento de 5,2%. Os principais produtores são Belo Vale (14,1%), Campanha (13,5%) e Brumadinho (9,7%).

    O limão ocupa a terceira posição, com 100,7 mil toneladas produzidas, alta de 9%. Jaíba (47%) e Matias Cardoso (15,9%) lideram a produção do fruto. As exportações chegaram a 1,5 mil toneladas, gerando US$ 1,2 milhão no período.

  • Brasil se consolida como quinto maior exportador mundial de limão

    Brasil se consolida como quinto maior exportador mundial de limão

    O Brasil alcançou a quinta posição mundial na exportação de limão. O país exportou 106,7 mil toneladas da fruta no primeiro semestre de 2024, um recorde que representa crescimento de 18,17% comparado ao mesmo período do ano anterior.

    O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) destaca a crescente relevância do Brasil no comércio internacional de limão. O país agora compete diretamente com grandes exportadores como México (líder mundial), Turquia, África do Sul e Egito.

    O limão brasileiro conquistou reconhecimento especial no Reino Unido. O produto se tornou referência em qualidade, tamanho e sabor, segundo dados do setor. A Holanda mantém a posição de maior importador do limão brasileiro, com ampla margem sobre outros países.

    A variedade Tahiti domina a produção nacional com 97% do total. Pequenos e médios agricultores, que possuem menos de 25 hectares, impulsionam essa produção. O limão Tahiti é uma fruta híbrida criada pelo enxerto de limão persa com limão amargo. Essa característica explica sua natureza sem sementes.

    Características únicas do limão Tahiti

    O limão Tahiti se caracteriza pelo tamanho grande e casca verde espessa. Sua principal qualidade é manter a casca verde vibrante durante toda a vida útil. Essa característica é altamente valorizada nos mercados globais, já que o amarelamento reduz significativamente o apelo ao consumidor.

    A produção brasileira de limão cresceu 47% nos últimos dez anos, alcançando 1,72 milhão de toneladas, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Limão se consolida como terceira fruta mais exportada

    “O limão hoje é a terceira fruta mais exportada do Brasil, ficando atrás da manga e do melão”, afirma Luiz Eduardo Raffaelli, diretor institucional da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

    O executivo explica que existem subvariedades do limão Tahiti: quebra galho, ponta firme e peruano. Diferentes porta-enxertos como Fly Dragon e Citromelo ampliam as opções. “Todos permanecem dentro da família Citrus Latifolia, que é o limão Tahiti”, detalha Raffaelli.

    Atualmente, 85% das exportações de limão seguem para a União Europeia e Reino Unido. Os 15% restantes abastecem a América do Sul. O mercado interno consome 70% da produção, enquanto 30% vai para exportação.

    Crescimento em volume mantém setor otimista

    “As exportações de limão brasileiro crescem ano a ano em volume”, destaca Raffaelli. “Os preços se mantêm estáveis por quilo, então crescemos em volume, não em valorização do produto”, explica o diretor.

    A cadeia do limão gera impacto social significativo. O cultivo emprega principalmente pequenos produtores agrícolas, ocupando muita mão de obra. São Paulo, principal produtor brasileiro, registra 150 mil empregos diretos ligados à cadeia do limão.

    O setor enfrenta desafios importantes. “A questão de mão de obra é nosso grande desafio”, aponta Raffaelli. “As questões climáticas ocupam segundo lugar, seguidas por problemas fitossanitários e logísticos”, complementa.

    Para superar obstáculos, investimentos constantes em tecnologia continuam. “Fazemos novos investimentos em variedades e técnicas ano a ano”, relata o diretor. “Trabalhamos para aumentar a produtividade por hectare dos pomares brasileiros com resultados positivos.”

    Tecnologia garante qualidade em São Paulo

    Em Taquaritinga, interior paulista, a tecnologia desempenha papel decisivo. Máquinas modernas analisam cada limão, verificando aparência, peso e possíveis defeitos internos. Esse processo garante qualidade para consumidores cada vez mais exigentes.

    O produtor Marco Antônio dos Santos cultiva 25 mil pés de limão. Ele mantém produção ao longo de todo o ano com irrigação, podas e cuidados constantes contra pragas. “O limão tahiti brasileiro é o melhor do mundo”, afirma Santos, destacando que a fruta precisa de sol e água na medida certa.

    As perspectivas futuras são otimistas com a abertura de novos mercados. “Tivemos este ano a abertura do mercado da Índia para o limão brasileiro”, revela Raffaelli. “Estamos em tratativas para abertura do mercado chinês.”

    Esses novos mercados asiáticos representam alto potencial de crescimento. “Isso representará um vasto mercado”, projeta o diretor. “Teremos bons momentos de expansão de áreas plantadas, aumento de emprego e distribuição de renda entre pequenos produtores brasileiros.”

    O limão brasileiro se consolida como símbolo de resistência no campo. Uma fruta simples que move indústrias, sustenta famílias e representa a força da agricultura nacional.

  • São Paulo impulsiona exportação de limão com crescimento de 21%

    São Paulo impulsiona exportação de limão com crescimento de 21%

    O Estado de São Paulo reafirma sua posição como maior produtor nacional de limão, com uma produção superior a 1,1 milhão de toneladas em 2024. Segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA – Apta), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP (SAA), a fruta ganha destaque nacional e internacional pelo seu crescimento contínuo.

    No primeiro semestre de 2025, São Paulo exportou mais de 81 mil toneladas de limão, movimentando cerca de US$ 72 milhões. Isso representa um aumento de 21% em relação ao mesmo período do ano anterior. Este avanço reafirma o papel estratégico do Estado no mercado global, especialmente no segmento da lima ácida taiti, que compõe a maior parte das exportações.

    A Europa continua sendo o principal destino dos limões paulistas, com os Países Baixos liderando como porta de entrada para o bloco europeu, recebendo 62,2 mil toneladas. Outros mercados importantes incluem Reino Unido (11,6 mil t), Rússia (1,3 mil t) e Canadá (970 t). “A relação comercial entre São Paulo e os Países Baixos exemplifica a complementaridade dos mercados agrícolas. Além do potencial de cooperação bilaterial em produção e logística sustentáveis”, destaca Alf de Wit, assessor agrícola do Consulado Geral dos Países Baixos.

    Capital nacional do limão

    O município de Itajobi, na região de São José do Rio Preto e reconhecido como a capital nacional do limão. E destaca-se na produção da variedade taiti. A Pimentel Itajobi, empresa familiar com 30 anos de atuação, atende majoritariamente o mercado internacional, exportando mais de 4 mil toneladas em 2024. Conforme Alison Dejavite, analista de exportação da empresa, “mesmo diante da severa seca, investimos em melhorias estruturais, projetando crescimento para 2025 e 2026.”

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    Além da força produtiva, São Paulo tem linhas de crédito específicas para o setor, destacando-se o Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP). A linha Agricultura Sustentável Paulista oferece até R$ 250 mil para pessoa física e R$ 500 mil para pessoa jurídica, com condições facilitadas para renovação de pomares, irrigação e modernização produtiva. Felipe Alves, secretário executivo do FEAP, reforça o compromisso com sustentabilidade e produtividade.

    Na defesa fitossanitária, a Coordenação de Defesa Agropecuária (CDA) trabalha com certificações rigorosas. Elas garantem a qualidade e segurança dos limões exportados, assegurando a competitividade no mercado global. Alexandre Paloschi, chefe do Departamento de Defesa Sanitária e Inspeção Vegetal, aponta que essa integração entre produtores e órgãos oficiais é fundamental para a abertura de novos mercados.

    Segundo o secretário Guilherme Piai, “a fruticultura paulista agrega valor econômico, gera empregos e preserva o meio ambiente. Mantendo SP na liderança nacional mesmo frente a adversidades climáticas.”

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  • Calor extremo ameaça produção de laranjas e limões

    Calor extremo ameaça produção de laranjas e limões

    A citricultura paulista, uma das mais importantes do mundo, enfrenta um grande desafio com o avanço das altas temperaturas. Dados do Centro de Estudos Avançadas em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP) indicam que as condições climáticas adversas podem comprometer a produção de laranjas e limões na safra atual e impactar a próxima temporada.

    Na última safra, os produtores do cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais colheram mais de 307 milhões de caixas de laranja. No entanto, o aumento da temperatura e a falta de chuvas adequadas têm afetado principalmente as variedades colhidas mais tarde, como a laranja Valência. Esses frutos estão apresentando calibres menores do que o ideal para o consumo in natura. Muitas vezes, a indústria destina esses produtos à moagem, o que reduz a rentabilidade dos produtores.

    Os preços da laranja e do limão Tahiti continuam em queda. A laranja destinada à indústria foi negociada a R$ 68,18 por caixa de 40,8 kg, com um recuo de 1,57% nos últimos cinco dias. No mercado in natura, a variedade Pera caiu de R$ 94,24 para R$ 88,73 por caixa, uma desvalorização de 5,85%.

    Soluções para reduzir impactos da seca

    Diante das previsões climáticas desafiadoras, a adoção de tecnologias inovadoras para conservação da umidade e manejo sustentável do solo pode ser crucial para garantir safras mais produtivas e rentáveis. Estratégias que aumentem a retenção hídrica são fundamentais para preservar a qualidade dos frutos e reduzir os impactos da estiagem.

    “A falta de umidade e o calor excessivo afetam diretamente o desenvolvimento das frutas, comprometendo sua qualidade e reduzindo a produção. O produtor precisa adotar estratégias que ajudem a minimizar os impactos climáticos e garantir a rentabilidade da safra”, alerta Francisco Carvalho, gerente comercial da Hydroplan-EB.

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  • Governo de SP lança crédito de R$ 10 milhões para fruticultura

    Governo de SP lança crédito de R$ 10 milhões para fruticultura

    O Governo de São Paulo anunciou uma linha de crédito de R$ 10 milhões para apoiar a fruticultura paulista. A iniciativa divulgada no Parque do Morango Duílio Maziero, em Jarinu, é uma ação do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP).

    As operações começam em 2025, oferecendo taxa de 3% ao ano, prazo de 84 meses para pagamento e dois anos de carência. Ou seja, o objetivo é impulsionar a competitividade e a sustentabilidade da citricultura no estado, segundo o secretário executivo de Agricultura e Abastecimento, Edson Fernandes.

    “A assistência técnica já está disponível aos fruticultores. Agora, queremos garantir capital para que pequenas propriedades ganhem destaque no mercado externo”, explicou Fernandes.

    A fruticultura paulista tem papel relevante no comércio internacional. Apenas o setor de citros exportou mais de US$ 2,65 bilhões entre janeiro e novembro deste ano, conforme dados da Balança Comercial.

    Oswaldo Mazziero, presidente da Associação de Produtores de Morango de Atibaia e Jarinu, elogiou a iniciativa. “Este projeto vai beneficiar, principalmente, os pequenos e médios produtores, ajudando-os a expandir suas atividades”, afirmou.

    Em 2024, o FEAP disponibilizou R$ 290 milhões em crédito rural, beneficiando várias cadeias produtivas do estado. O montante representa um recorde de investimentos destinados ao setor agropecuário paulista.

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    Como acessar o crédito

    Os produtores interessados devem procurar a Casa da Agricultura de seus municípios para obter mais informações e formalizar o pedido.

    São Paulo lidera produção nacional de frutas

    O estado é destaque nacional na produção de frutas, com mais de 14,5 milhões de toneladas colhidas em 2023, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA). Os principais produtos são laranja (10,6 milhões de toneladas), limão (1,2 milhão), banana (1,12 milhão), abacate (192,16 mil) e caqui (84,23 mil).

    Em resumo, a nova linha de crédito promete reforçar o protagonismo paulista no setor e fomentar a expansão das exportações agrícolas.