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  • Nutrição com nitrato de cálcio reduz podridão floral em pomares de laranja

    Nutrição com nitrato de cálcio reduz podridão floral em pomares de laranja

    Um estudo conduzido em pomares de laranja no interior de São Paulo revelou que a aplicação de nitrato de cálcio, isolado ou combinado com nitrato de amônio, pode aumentar em até 25% a produtividade das laranjeiras. Além  de elevar em 30% a eficiência no uso do nitrogênio. Além disso, a estratégia nutricional contribuiu para a redução de 30% na incidência da podridão floral, uma das principais doenças que afetam a citricultura na região Sudeste.

    O pesquisador Dirceu Mattos Jr, do Instituto Agronômico (IAC), liderou o experimento durante quatro anos na fazenda Guacho, do Grupo Agroterenas, em Santa Cruz do Rio Pardo (SP), em parceria com a Yara, referência global em nutrição de plantas, e o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).

    Fontes nítricas superam adubação amoniacal

    A pesquisa comparou diferentes fontes de nitrogênio em sistemas de fertirrigação. Essa prática cresce no cinturão citrícola diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela disponibilidade hídrica. Os resultados mostraram que as fontes nítricas, especialmente o nitrato de cálcio, proporcionam desempenho superior em relação às fontes amoniacais, tanto em produtividade quanto em eficiência de uso do nutriente.

    Durante o Citros Day, evento técnico promovido pela Yara em Araraquara (SP), os dados foram apresentados a produtores e especialistas do setor. Segundo Thais Chiachia, pesquisadora da Yara, “a empresa investe em mais de 150 pesquisas em parceria com mais de 50 instituições. Sempre com base em conhecimento científico para impulsionar a evolução da agricultura”.

    Cálcio fortalece combate à podridão floral

    A podridão floral é uma das doenças mais graves da citricultura, podendo causar perdas de até 80% na produção em áreas afetadas. O estudo destacou que o fornecimento adequado de cálcio, via fontes nítricas, favorece a formação homogênea dos tecidos florais. Além de aumentar a tolerância das plantas a doenças.

    Além do ganho em produtividade, a estratégia nutricional baseada em nitrato de cálcio se mostrou uma alternativa sustentável ao reduzir a necessidade de fungicidas. E ajuda a evitar o desenvolvimento de resistência dos patógenos e promovendo um manejo mais equilibrado dos pomares.

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  • Secretaria de Agricultura de SP intensifica combate ao greening

    Secretaria de Agricultura de SP intensifica combate ao greening

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) reforçou as ações contra o greening, doença que ameaça a citricultura em São Paulo e no mundo. Na segunda-feira (19), duas novas resoluções entraram em vigor para proibir plantas hospedeiras da bactéria e controlar o uso da murta no estado.

    Conheça as novas regras contra o greening:

    • Resolução nº 23/2025: Proíbe o plantio e a manutenção de plantas hospedeiras do greening em imóveis da Secretaria, exceto para pesquisa científica. Desde que devidamente registradas na Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA).
    • Resolução nº 24/2025: Veda a produção, comércio, transporte e uso da murta no paisagismo urbano (público e privado), exceto para estudos científicos autorizados.

    Guilherme Piai, secretário de Agricultura, destacou: “Essas medidas são essenciais para proteger a citricultura paulista e garantir o futuro da produção de citros.”

    Fiscalização e controle

    A CDA já realizou 1.743 fiscalizações em 2024, eliminando 4,5 milhões de mudas contaminadas. Além disso, ofereceu 37 palestras educativas e mantém um canal de denúncias para pomares abandonados – em abril, 57 casos foram atendidos.

    O novo Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA), com investimento de R$ 90 milhões em 5 anos, visa desenvolver soluções contra o greening. A iniciativa é uma parceria entre SAA, Fundecitrus, FAPESP e Esalq/USP.

    Alexandre Paloschi, diretor do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal, reforçou: “O Estado dará o exemplo, eliminando plantas hospedeiras e substituindo murtas por espécies nativas, com apoio do setor produtivo.”

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  • Maior safra de laranja pode recuperar estoques de suco

    Maior safra de laranja pode recuperar estoques de suco

    A estimativa de maior produção de laranja na safra 2025/26 trouxe alívio ao setor citrícola. O Fundecitrus projeta uma colheita de 314,6 milhões de caixas no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro. Isso representa um avanço de 36,2% em relação à temporada anterior.

    O crescimento da produção está ligado a dois fatores principais: mais frutos por árvore e aumento do número de árvores produtivas. Ao mesmo tempo, o novo censo do Fundecitrus revelou expansão de 7,5% no total de plantas em produção. São 182,7 milhões de árvores, espalhadas por 362 mil hectares em São Paulo e no Triângulo/Sudoeste Mineiro.

    Segundo pesquisadores do Cepea, essa alta pode reverter a atual escassez nos estoques de suco de laranja. A entidade alerta que os volumes devem terminar a safra 2024/25 muito abaixo do nível estratégico.

    No entanto, se o ritmo de processamento acompanhar o crescimento da colheita, os estoques devem se recuperar até julho de 2026. Esse aumento garantiria segurança no abastecimento global.

    Com maior oferta, o Cepea prevê queda nos preços pagos ao produtor. Os valores atingiram recordes históricos na safra anterior. Apesar disso, a expectativa é de que as cotações continuem acima da média histórica.

    O setor acompanha com atenção o comportamento do mercado diante da safra robusta e dos impactos nos preços.

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  • Safra de laranja 2025/26 cresce e SP reforça apoio à citricultura

    Safra de laranja 2025/26 cresce e SP reforça apoio à citricultura

    O Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) anunciou a estimativa para a safra de laranja 2025/26 no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, com previsão de 314,60 milhões de caixas de 40,8 kg. O volume cresceu 36,2% em relação à safra anterior, afetada por condições climáticas adversas.

    São Paulo mantém sua liderança global no setor, sendo responsável por cerca de 80% da produção nacional de laranja e por 90% do suco de laranja processado no país. A cadeia produtiva movimenta mais de US$ 3 bilhões ao ano e gera aproximadamente 200 mil empregos diretos e indiretos. Em 2024, o grupo de sucos respondeu por 9,6% das exportações do agronegócio paulista. Totalizando R$ 17,78 bilhões, com o suco de laranja representando 98,1% desse valor.

    Estado amplia combate ao greening e investe em pesquisa

    Para fortalecer o setor, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo lançou a linha de crédito “Combate ao Greening”, destinando mais de R$ 6 milhões para 32 produtores em 2024. O objetivo é apoiar medidas preventivas e de controle contra a doença, que representa uma das principais ameaças aos pomares paulistas.

    Além do crédito, a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) intensifica ações de fiscalização, orientação técnica e defesa sanitária vegetal. Em 2024, as equipes de fiscalização do HLB (greening) realizaram 1.743 ações e retiraram mais de 4,5 milhões de mudas irregulares. A legislação estadual também proíbe o comércio ambulante de mudas cítricas, visando proteger a sanidade dos pomares comerciais.

    Inovação e sustentabilidade na citricultura paulista

    Para promover inovação e ampliar o conhecimento técnico, foi criado o Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA). Essa é uma parceria entre a Secretaria de Agricultura, Fundecitrus, FAPESP e Esalq/USP. Com investimento previsto de R$ 90 milhões nos próximos cinco anos, o CPA terá foco no enfrentamento ao greening e na formação de novos grupos de pesquisa. Isso consolida São Paulo como referência em ciência e tecnologia para o setor.

    Perspectivas para a safra de laranja 2025/26

    O novo censo do Fundecitrus aponta que o aumento da produção ocorre devido ao maior número de frutos por árvore, às condições climáticas favoráveis e ao crescimento do número de árvores produtivas. A produtividade média estimada é de 869 caixas por hectare, recuperando-se da queda registrada na última safra.

    Com ações integradas de crédito, defesa sanitária e pesquisa, São Paulo reforça seu compromisso com a sustentabilidade e a competitividade da citricultura. E garante o protagonismo do estado no cenário nacional e internacional.

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  • Safra de laranja cresce e SP reforça apoio ao setor

    Safra de laranja cresce e SP reforça apoio ao setor

    A safra de laranja 2025/26 promete recuperação no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro.
    Nesta sexta-feira (09), o Fundecitrus divulgou a nova estimativa: 314,60 milhões de caixas de 40,8 kg.
    O volume representa alta de 36,2% em relação à safra anterior, afetada por problemas climáticos.

    O estado de São Paulo lidera a citricultura brasileira e mundial. Ou seja, responde por 80% da produção nacional e 90% do suco processado no país. Em geral, a cadeia produtiva movimenta mais de US$ 3 bilhões por ano. Também gera cerca de 200 mil empregos, diretos e indiretos. Em 2024, o grupo de sucos representou 9,6% das exportações do agro paulista. O suco de laranja respondeu por 98,1% dos R$ 17,78 bilhões exportados.

    Estado amplia combate ao greening

    Para fortalecer a produção, o governo de São Paulo lançou a linha de crédito “Combate ao Greening”.
    A iniciativa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento destinou mais de R$ 6 milhões a 32 produtores em 2024. Em resumo, o objetivo é apoiar medidas preventivas e de controle da doença que ameaça os pomares.

    A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) atua na linha de frente contra o greening e o cancro cítrico.
    A equipe realiza fiscalizações, orientações técnicas e ações sanitárias em todo o estado. A legislação paulista proíbe o comércio ambulante de mudas cítricas, para proteger os pomares comerciais. Somente neste ano, a CDA realizou 1.743 fiscalizações e retirou mais de 4,5 milhões de mudas irregulares. Além disso, promoveu 37 palestras educativas para o público externo.

    A Coordenadoria mantém também um canal de denúncias sobre pomares abandonados ou mal manejados.
    Em abril, foram atendidas 57 ocorrências. Essas áreas, sem controle do psilídeo ou erradicação das plantas contaminadas, favorecem a propagação da doença.

    Pesquisa integra inovação e políticas públicas

    Para impulsionar soluções duradouras, o estado investe em ciência e inovação. Em parceria com o Fundecitrus, a FAPESP e a Esalq/USP, criou o Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA).
    Sediado em Piracicaba (SP), o CPA receberá R$ 90 milhões nos próximos cinco anos.

    O centro quer formar novos grupos de pesquisa e fortalecer ações já existentes. O foco principal é o combate ao greening, que segue como maior desafio da citricultura. Portanto, a expectativa é que o CPA seja um marco estratégico para o setor, unindo ciência, tecnologia e políticas públicas.

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  • Previsão de alta na safra no Brasil derruba preço do suco em NY

    Previsão de alta na safra no Brasil derruba preço do suco em NY

    A previsão de safra robusta de laranja no Brasil pressionou os preços do suco na Bolsa de Nova York. Nesta sexta-feira (9), os contratos futuros do suco concentrado e congelado (FCOJ) para julho recuaram 6,15%. O produto fechou o pregão cotado a US$ 2,2875 por libra-peso.

    O Brasil lidera as exportações mundiais de suco de laranja. Por isso, as estimativas otimistas da nova safra afetaram diretamente o mercado internacional. Desde o início de 2025, os preços vêm caindo com a expectativa de recuperação da produção brasileira.

    As primeiras projeções da safra 2025/26 reforçaram esse movimento. Segundo o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), a produção deve crescer 36% em São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro. A região é o maior parque citrícola do planeta. A colheita pode atingir 314,6 milhões de caixas de 40,8 quilos.

    Mesmo com o avanço expressivo, Juliano Ayres, diretor executivo do Fundecitrus, avalia que a produção apenas retorna à média histórica. Em relação aos últimos cinco anos, o volume representa alta de 4,8%.

    Segundo Ayres, o clima impulsionou o bom desempenho. “Chuvas de setembro a dezembro garantiram ótima fixação da segunda florada”, explicou o diretor.

    Café se mantém estável com colheita no radar

    Enquanto o suco recuou, o café arábica manteve a estabilidade em Nova York. Os contratos para julho subiram 0,10% e fecharam a US$ 3,8775 por libra-peso. Investidores seguem atentos ao ritmo da colheita brasileira, que pode influenciar as cotações.

    Algodão recua com leve desvalorização

    No mercado do algodão, os contratos de julho caíram 0,16%. A commodity fechou a 68,80 centavos de dólar por libra-peso.

    Açúcar sobe após ganhos na véspera

    O açúcar voltou a subir nesta sexta-feira. Após alta de 2% na quinta, os papéis com entrega para julho valorizaram 1,59%, encerrando o dia a 17,92 centavos de dólar por libra-peso.

    Cacau amplia ganhos em NY

    O cacau também teve valorização. Os contratos futuros com vencimento em julho subiram 1,31%, alcançando US$ 9.187 por tonelada.

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  • Safra de laranja 2025/26 deve crescer 36%

    Safra de laranja 2025/26 deve crescer 36%

    A safra de laranja 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais deve atingir 314,60 milhões de caixas. Ou seja, o volume representa alta de 36,2% sobre a safra passada, que fechou com 230,87 milhões de caixas. O dado foi divulgado pelo Fundecitrus nesta sexta-feira (9), com base em pesquisa feita no parque citrícola.

    O crescimento da produção está ligado a dois fatores principais: mais frutos por árvore e aumento do número de árvores produtivas. Ao mesmo tempo, o novo censo do Fundecitrus revelou expansão de 7,5% no total de plantas em produção. São 182,7 milhões de árvores, espalhadas por 362 mil hectares em São Paulo e no Triângulo/Sudoeste Mineiro.

    Além disso, a média estimada da safra atual é 4,8% maior que a média das últimas dez safras. Em resumo, o ciclo 2025/26 marca o fim do período negativo e sinaliza o retorno do ciclo bienal positivo da produção.

    Clima e manejo favoreceram a segunda florada

    A primeira florada, que ocorreu entre agosto e setembro de 2024, sofreu com o calor e a falta de chuva. O aumento de 3,2°C na média das temperaturas máximas e a escassez hídrica afetaram o pegamento dos frutos. Essa florada representa apenas 20,7% da estimativa de produção.

    No entanto, o cenário mudou entre outubro e dezembro. A região registrou chuvas acima da média histórica. Portanto, a umidade do solo recuperou-se e favoreceu uma segunda florada intensa e bem distribuída. O desenvolvimento dessa florada foi ainda mais estimulado pelas chuvas de janeiro e fevereiro de 2025. Ela representa 70% do volume estimado para a safra.

    Frutificação aumentou com clima e boas práticas

    A maior rentabilidade da citricultura em 2024 incentivou os produtores a investir no manejo dos pomares. Eles intensificaram os cuidados com nutrição, irrigação e controle de pragas. A combinação entre manejo eficiente e clima favorável resultou em 617 frutos por árvore. O número representa um aumento de 30% em relação à safra anterior.

    A expectativa é que cada fruta pese em média 158 gramas na colheita. Apesar de discretamente abaixo do peso médio da última safra (159 gramas), a produtividade deve se recuperar. A estimativa é de 869 caixas por hectare, contra 687 caixas na safra anterior.

    Queda de frutos e impacto do greening

    Mesmo com os avanços, o setor ainda enfrenta desafios. A taxa de queda de frutos projetada é de 20%, 2,2 pontos percentuais acima da safra passada. A alta está associada ao avanço do greening e à colheita mais tardia, causada pela predominância da segunda florada.

    Censo mostra expansão da citricultura

    O Fundecitrus atualizou em 2025 o Inventário de Árvores do cinturão citrícola. O levantamento mapeou 182,7 milhões de árvores produtivas em São Paulo e Minas Gerais. A área cultivada cresceu 18 mil hectares em relação ao censo anterior de 2022, somando 362 mil hectares. A Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) tem supervisão estatística do professor José Carlos Barbosa, da Unesp de Jaboticabal.

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  • Goiaba tem 4 vezes mais vitamina C que a laranja; fruta poderosa

    Goiaba tem 4 vezes mais vitamina C que a laranja; fruta poderosa

    No quintal de muita gente ou na feira da esquina, a goiaba costuma passar despercebida, espremida entre frutas mais vistosas como mangas e uvas. Mas por trás da casca fina e do perfume marcante, essa fruta tropical guarda um segredo que pode dar um banho — e que banho! — até na tradicional laranja.

    Com jeitão de fruta do povo e preço acessível, a goiaba é um verdadeiro cofre de nutrientes. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), cada porção de 100 gramas oferece cerca de 200 mg de vitamina C. É isso mesmo: quatro vezes mais do que a mesma quantidade de laranja, considerada há décadas a “queridinha” da imunidade. Um golpe direto no reinado cítrico.

    A vitamina C, essa velha conhecida dos tempos de resfriado, tem funções bem mais amplas. Atua como escudo celular, protegendo o corpo dos ataques silenciosos dos radicais livres — os mesmos que, sem cerimônia, abrem caminho para doenças como câncer e problemas cardíacos. E tem mais: ela é essencial na produção de colágeno, aquela proteína que segura a pele no lugar, fecha feridas e mantém o frescor do rosto, mesmo em tempos difíceis.

    Mas a goiaba não vive só de fama antioxidante. Ela também é rica em fibras, o que garante um bom trânsito intestinal e ajuda a manter a glicemia sob controle. Para quem convive com o diabetes — ou quer se manter bem longe dele —, o consumo regular pode ser uma mão na roda. Além disso, a fruta ainda contribui na redução do colesterol ruim (LDL) e, com sua dose generosa de potássio, dá uma força no controle da pressão arterial.

    Vantagens da goiaba

    Fácil de encontrar, fácil de consumir. A goiaba vai bem ao natural, em sucos, doces, geleias e até na colherada do dia a dia. E não é só o fruto que tem vez: as folhas também entram na dança, usadas em chás que prometem aliviar dores menstruais e facilitar a digestão. Um tipo de “farmácia verde” que atravessa gerações.

    Claro, como toda fruta colhida do pé, é bom ficar de olho antes de dar a primeira mordida. Goiabas muito maduras podem esconder visitantes indesejados — sim, os temidos bichinhos. Mas nada que uma boa inspeção não resolva.

    Com apenas 68 calorias a cada 100 gramas e recheada de ferro, cálcio e vitamina A, a fruta mostra que saúde e sabor podem andar de mãos dadas. Ou seja, um verdadeiro presente da natureza, que dispensa rótulos gourmet para mostrar seu valor.

    Num mundo onde superalimentos cruzam o oceano embalados a vácuo, a goiaba segue firme, tropical e essencial. Discreta, mas poderosa — como toda heroína que se preze.

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  • Safra de laranja no Brasil é a menor em 34 anos; calor é o vilão

    Safra de laranja no Brasil é a menor em 34 anos; calor é o vilão

    A Fundecitrus confirmou que a safra de laranja 2024/25 no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro foi a menor dos últimos 34 anos, com uma produção total de 230,87 milhões de caixas de 40,8 kg. Em resumo, a safra foi marcada por condições climáticas adversas, incluindo ondas de calor e estiagem, que impactaram negativamente o desenvolvimento dos frutos.

    A produção desta temporada ficou 0,65% abaixo da estimativa inicial divulgada em maio de 2024 e 24,85% menor que a safra anterior de 2023/24, que totalizou 307,22 milhões de caixas. As condições climáticas, com chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas, aceleraram portanto a maturação das laranjas, resultando em uma colheita antecipada e frutos com tamanho inferior ao projetado.

    Os principais dados sobre a safra incluem:

    • Produção por variedade:
      • Hamlin, Westin e Rubi: 37,63 milhões de caixas.
      • Outras precoces: 15,60 milhões de caixas.
      • Pera Rio: 74,70 milhões de caixas.
      • Valência e Folha Murcha: 75,99 milhões de caixas.
      • Natal: 26,95 milhões de caixas.
    • Taxas de queda:
      • Hamlin, Westin e Rubi: 10,6%.
      • Outras precoces: 13,9%.
      • Pera Rio: 16,5%.
      • Valência e Folha Murcha: 21,6%.
      • Natal: 22,6%.
    • Precipitação:
      • A precipitação média no cinturão citrícola de maio de 2024 a março de 2025 foi de 1.050 mm, 20% abaixo da média histórica.

    Colheita acelerada

    Apesar das adversidades, o surgimento tardio e expressivo da quarta florada ajudou a atenuar as perdas, evitando uma quebra ainda mais intensa na produção. Além disso, a colheita acelerada também contribuiu para reduzir as perdas, com uma taxa média de queda de frutos de 17,8%, a menor dos últimos cinco anos.

    A safra de laranja no Brasil é crucial para a economia, especialmente no setor de suco de laranja, que é um dos principais produtos de exportação do país. Entretanto, a redução na produção pode impactar os preços internacionais e a competitividade do setor. A Fundecitrus, por fim,  já prepara a próxima estimativa da safra 2025/26, que será divulgada em maio de 2025.

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  • Alerta: podridão de ramos ameaça produção de laranjas no cinturão citrícola

    Alerta: podridão de ramos ameaça produção de laranjas no cinturão citrícola

    A podridão de ramos, também chamada de podridão peduncular ou gomose de ramo, tem avançado nos pomares de laranja nos últimos meses. A doença, causada por fungos da família Botryosphaeriaceae, preocupa os citricultores devido ao impacto na produção.

    Altas temperaturas, seca prolongada e infecções como o greening aumentam a vulnerabilidade das plantas. Os fungos Bot, como Lasiodiplodia e Dothiorella, podem permanecer sem causar danos, mas se tornam patogênicos em situações de estresse. Além dos citros, esses microrganismos afetam videiras e amendoeiras em diferentes regiões do mundo.

    Os sintomas incluem podridões em ramos, pedúnculos e frutos, rachaduras na casca e, em casos graves, secamento parcial ou total da copa. Também há exsudação de goma nos tecidos mais jovens. “O fungo pode estar em estágio endofítico, sem prejudicar a planta, ou patogênico, quando degrada células para absorver nutrientes”, explica Thiago Carraro, pós-doutorando do Fundecitrus.

    Nos pomares paulistas, o estresse térmico e hídrico tem favorecido a disseminação da doença. “O calor extremo e a falta de chuva entre fevereiro e março enfraqueceram as plantas, facilitando a infecção pelos fungos Bot. Quando voltou a chover, os sintomas apareceram”, afirma Geraldo Silva Junior, pesquisador do Fundecitrus. Ele alerta que surtos também ocorrem nos meses de setembro e outubro.

    Manejo exige diagnóstico preciso

    Foto: Divulgação – Fundecitrus

    Outros fungos podem causar podridão de ramos e pedúnculos, tornando o diagnóstico correto essencial para evitar perdas produtivas. O controle eficaz exige monitoramento constante, manejo integrado e medidas preventivas. Entre as estratégias recomendadas estão o uso de protetores solares para reduzir o estresse térmico e o controle de outras doenças, como o greening.

    “A citricultura já enfrenta o greening há mais de 20 anos e agora precisa lidar com plantas estressadas que expressam sintomas da podridão de ramos”, ressalta Geraldo.

    No Brasil, ainda há poucos estudos sobre a eficácia de produtos contra a doença. Em outras culturas, os fungicidas mais eficientes são triazois (DMI), estrobilurinas (QoI), carboxamidas (SDHI), multissítios e indutores de resistência. “O ideal é aplicar os fungicidas de forma preventiva, principalmente após períodos de estresse seguidos por chuvas”, destaca o pesquisador.

    O Fundecitrus já iniciou estudos para identificar as espécies de fungos Bot presentes nos pomares paulistas. A pesquisa também investiga a relação da doença com o greening e outros fatores de estresse, além da eficácia de produtos químicos e biológicos no controle da infecção.

    Os citricultores podem esclarecer dúvidas e receber orientações pelo telefone 0800-110-2155, pelo WhatsApp (16) 99629-2471 ou nos demais canais de comunicação do Fundecitrus. Agrônomos da instituição também estão disponíveis para auxiliar no manejo da doença.

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