Tag: Inteligencia artificial

  • IAgroView – IA simplifica análise de dados para setor agro

    IAgroView – IA simplifica análise de dados para setor agro

    O setor de vendas e distribuição de insumos agrícolas acaba de ganhar um aliado poderoso com o lançamento do IAgroView, uma solução de inteligência artificial desenvolvida pela Brid Soluções. Este aplicativo inovador integra-se ao WhatsApp, permitindo que gestores e consultores de vendas acessem informações cruciais sobre seus negócios de forma rápida e intuitiva.

    O IAgroView opera como um contato no WhatsApp, respondendo a perguntas por texto ou áudio. Ele analisa dados de Business Intelligence para fornecer informações precisas sobre o histórico de compras dos clientes, preferências e estoques disponíveis. Isso permite que os consultores de vendas traçem estratégias mais eficazes antes mesmo de visitar os clientes.

    Transformando a gestão

    “O IAgroView foi projetado para transformar a maneira como cooperativas e revendas de insumos agrícolas lidam com dados”, afirma Fábio de Mello, CEO da Brid Soluções. “A ideia é facilitar a gestão de empresas do agro de forma prática e fácil. Revolucionando o dia a dia de gestores e consultores de vendas.”

    A solução garante a segurança dos dados dos clientes, seguindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e contando com a certificação ISO 27.001. Cada consultor tem acesso às informações da sua carteira de clientes com total controle e segurança.

    Em 2024, especialistas testaram o IAgroView e obtiveram resultados excelentes. Agora, a tecnologia está disponível para comercialização em todo o Brasil. Com o cenário atual de margens de lucro menores, a expectativa é que a inteligência artificial da Brid não apenas otimize processos. Mas também ajude empresas a se tornarem mais competitivas.

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  • Melhoramento genético promete dobrar ganhos

    Melhoramento genético promete dobrar ganhos

    A inovação tecnológica, impulsionada pela inteligência artificial e processos estruturados, está revolucionando o melhoramento genético no setor agrícola. Com o potencial de dobrar os ganhos em produtividade e reduzir em mais de 30% o tempo necessário para o desenvolvimento de novas cultivares, o futuro da agricultura se torna mais eficiente e adaptável.

    Ferramentas modernas, como a inteligência artificial aplicada à análise preditiva de big data, complementam os métodos tradicionais. E possibilitam o lançamento mais rápido de cultivares adaptadas, produtivas e alinhadas às demandas crescentes do campo.

    Ciclo de desenvolvimento reduzido

    Segundo Anderson Meda, Head de Pesquisa da TMG (Tropical Melhoramento & Genética), empresa brasileira de soluções genéticas para algodão, soja e milho, a integração de ferramentas avançadas e metodologias inovadoras reduziu significativamente o tempo de desenvolvimento de uma nova cultivar de soja.

    “Antes da introdução dessas tecnologias, o ciclo completo de desenvolvimento de uma nova cultivar de soja, por exemplo, levava no mínimo oito anos. Atualmente, com a integração de ferramentas avançadas e metodologias inovadoras, esse tempo foi reduzido significativamente, representando um avanço significativo para o setor”, afirma Meda.

    Etapas rigorosas e bem definidas

    O desenvolvimento de cultivares segue etapas rigorosas e bem definidas. Nos dois primeiros anos, os pesquisadores realizam cruzamentos e introgressões de traits, combinando características que oferecem vantagens competitivas, como resistência a pragas e tolerância a herbicidas, com atributos essenciais para o mercado, como produtividade, resistência a doenças e qualidade de grão. Essa etapa gera milhões de plantas, que formam a base genética para as futuras linhagens.

    Nos anos seguintes, o foco se volta para testes avançados, com milhares de plantas sendo avaliadas em quesitos como o desempenho agronômico em diferentes condições de cultivo. No quinto ou sexto ano, as cultivares estão prontas para direcionamento ao portfólio de novos produtos.

    Infraestrutura de ponta e inovação

    Para assegurar agilidade e eficiência, a TMG investe em infraestrutura de ponta e tecnologias inovadoras, como 35 casas de vegetação, totalizando 12 mil m², onde mais de 1 milhão de plantas são conduzidas anualmente. A abordagem “Breeding by Design” é um dos pilares dessa evolução, permitindo projetar características específicas nas cultivares desde as fases iniciais do processo. Essa metodologia utiliza dados genéticos, climáticos e de solo, integrados com ferramentas analíticas avançadas, para direcionar decisões com alta precisão. Análises realizadas com drones em parcelas experimentais complementam o processo, fornecendo insights detalhados sobre como as plantas respondem a diferentes estímulos ambientais.

    A experimentação em campo, realizada em mais de 100 ambientes de seleção distribuídos pelo Brasil, também é fundamental. Ela assegura que as cultivares atendam às condições específicas de cada região produtora.

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  • 4G na roça e inteligência artificial para combater pragas

    4G na roça e inteligência artificial para combater pragas

    Pequenos e médios produtores rurais de São Paulo terão acesso a conectividade 4G e soluções tecnológicas para o manejo de pragas. Em geral, a iniciativa é resultado de uma parceria entre a empresa de tecnologia Elsys, a Embrapa Agricultura Digital e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado. O projeto visa beneficiar agricultores em Alto Alegre, Jacupiranga e Lagoinha.

    A colaboração, firmada em dezembro, integra o projeto Semear Digital, que transforma áreas rurais em Distritos Agrotecnológicos (DATs). Portanto, esses municípios paulistas estão entre os dez escolhidos no Brasil para promover inclusão digital e ampliar o acesso à internet no campo.

    Regiões em internet terão 4G em breve

    As primeiras antenas de longo alcance devem entrar em operação ainda este mês, levando conectividade 4G a regiões sem cobertura de sinal. “A instalação das antenas permitirá testar dispositivos de internet das coisas e inteligência artificial para validar soluções em larga escala”, explicou Luciana Alvim Romani, coordenadora de parcerias do Semear Digital e pesquisadora da Embrapa.

    Tecnologia digital reforça manejo de pragas

    Em Alto Alegre, a parceria também prevê o uso de armadilhas inteligentes para combater a broca-da-cana-de-açúcar, uma das principais pragas dos canaviais brasileiros. A tecnologia utiliza inteligência artificial para capturar e monitorar insetos, fornecendo dados precisos sobre a infestação.

    “As armadilhas digitais enviam informações georreferenciadas e alertas por aplicativos de celular, ajudando os produtores a tomar decisões rápidas”, afirmou Franz Bories, gerente de Novos Negócios da Elsys. Ou seja, a solução reduz o uso de defensivos e aumenta a sustentabilidade da produção.

    Os primeiros testes começaram em uma propriedade no bairro Santana, e os dados coletados estão sendo analisados. “Nosso objetivo é democratizar essa tecnologia e expandir seu uso para outras culturas, como soja e citros”, completou Bories.

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    Inclusão digital no campo

    O Semear Digital, lançado em 2023, promove a inclusão de pequenos e médios agricultores na transformação digital do agronegócio. O projeto conta com apoio da Fapesp e da Embrapa Agricultura Digital, além de instituições como o CPQD, Esalq/USP, IAC, IEA, Inatel e UFLA.

    As ações abrangem dez DATs espalhados pelo Brasil, cobrindo diferentes biomas e cadeias produtivas. Além disso, as iniciativas incluem conectividade, inteligência artificial, sensoriamento remoto e certificação digital, buscando aumentar a competitividade dos produtores.

    Portanto, a expectativa é que a tecnologia digital impulsione a produtividade e a sustentabilidade do agronegócio, beneficiando milhares de agricultores pelo país.

  • Inteligência Artificial promete revolucionar a gestão de irrigação na agricultura

    Inteligência Artificial promete revolucionar a gestão de irrigação na agricultura

    Uma nova tecnologia desenvolvida pela Embrapa Agroindústria Tropical, em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC) e outras instituições, promete revolucionar a gestão de irrigação na agricultura. O dispositivo de baixo custo utiliza inteligência artificial (IA) para monitorar o estresse hídrico das plantas, medindo a temperatura das folhas e outros parâmetros ambientais. A inovação pode ser uma solução acessível para médios e pequenos agricultores, permitindo decisões mais precisas no manejo da irrigação.

    A tecnologia baseia-se no balanço de energia das folhas e no uso de sensores que monitoram continuamente a radiação solar, a umidade do ar e a temperatura das folhas. Esses dados são processados por sistemas de IA, que identificam o nível de hidratação das plantas e acionam automaticamente dispositivos de irrigação quando necessário.

    Segundo Cláudio Carvalho, pesquisador da Embrapa, o uso de IA para controlar a irrigação a partir da temperatura das folhas é uma inovação inédita. Otto Sousa, engenheiro de computação da UFC e responsável pelo desenvolvimento do dispositivo, destaca que a tecnologia torna o manejo da irrigação mais acessível e eficiente para os produtores. “Estamos focados em criar soluções que utilizem componentes eletrônicos mais baratos, sem perder a eficiência”, afirma Sousa.

    Sistema de sensoriamento inovador

    O sistema de sensoriamento desenvolvido inclui um sensor de temperatura das folhas, um psicrômetro aspirado e um piranômetro. O sensor de temperatura das folhas utiliza termistores para medir a temperatura das folhas em comparação com o ar. Os dados são coletados e enviados a um servidor via protocolo de radiofrequência LoRa, permitindo monitoramento em tempo real. O psicrômetro aspirado registra a temperatura e a umidade do ar, enquanto o piranômetro mede a radiação solar, com as informações sendo transmitidas via Wi-Fi.

    Sensor de temperatura das folhas. Reprodução – Embrapa / Foto: Otto Souza

    Com a integração desses dispositivos, o sistema avalia continuamente as necessidades hídricas das plantas e automatiza o processo de irrigação na agricultura. Esse nível de automação não só reduz custos, mas também minimiza o desperdício de água e os impactos ambientais.

    Validação e próximos passos

    Para validar a tecnologia, a equipe de pesquisa conduziu experimentos com plantas de milho da variedade BRS Gorutuba, utilizando um sistema de irrigação automática por gotejamento. Os resultados confirmaram a eficácia do dispositivo em distinguir entre estados de boa hidratação e déficit hídrico. E demonstrou seu potencial para otimizar a irrigação nas lavouras.

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    A próxima etapa do projeto é o desenvolvimento de uma versão comercial do dispositivo, prevista para chegar ao mercado nos próximos dois anos. Segundo Atslands Rego da Rocha, professora do Departamento de Engenharia de Teleinformática da UFC, a equipe já está trabalhando em uma versão aprimorada do hardware. E expandindo o banco de dados para melhorar a modelagem por IA.

    A pesquisa que desenvolveu essa tecnologia recebeu o prêmio de “Best Paper” no 44º Congresso da Sociedade Brasileira de Computação. Otto Sousa, Guilherme Alves e Atslands Rocha, da Universidade Federal do Ceará (UFC), conduziram o estudo com a coorientação de Cláudio Carvalho, pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical.

    A inovação promete não apenas melhorar a eficiência da irrigação, mas também oferecer uma solução viável para agricultores de diferentes portes, contribuindo para uma agricultura mais sustentável e produtiva.

  • Produção de biometano pode descarbonizar frota pesada no Brasil

    Produção de biometano pode descarbonizar frota pesada no Brasil

    No segundo dia da Fenasucro & Agrocana, especialistas destacaram o potencial do biometano para descarbonizar o setor de transporte no Brasil. Projeções apresentadas no evento, realizado no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho/SP, estimam que a produção do biocombustível crescerá de 1,6 milhão para 7 milhões de metros cúbicos até 2029. A feira, que é um marco na bioenergia, segue até sexta-feira, dia 16.

    Patrícia Bassili, gerente de planejamento da Mitsui Gás e Energia do Brasil e conselheira da Abiogás, ressaltou a importância do biometano na transição para um transporte mais sustentável. “O Brasil tem um enorme potencial para produzir biometano, um combustível renovável que transforma resíduos orgânicos em energia sustentável”, afirmou Bassili. Ela também enfatizou que o setor de transporte é crucial para essa descarbonização.

    Os números foram apresentados no painel “A Bioenergia: Bioeletricidade, Biogás e Etanol”, durante o 14º Seminário de Bioeletricidade, organizado pela UNICA, CEISE e COGEN. O evento contou com a participação de Newton Duarte, presidente executivo da COGEN; Arthur Lavieri, CEO da Tecnogera; Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da UNICA; e Thiago Guilherme Ferreira Prado, presidente da EPE.

    Segundo Patrícia, diversas iniciativas estão em andamento para alcançar essa capacidade de produção de biometano nos próximos anos. Portanto, a expansão das plantas de biometano é fundamental para avançar na sustentabilidade no Brasil, oferecendo uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis e contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

    Patrícia revelou que 25 plantas de biometano estão aguardando autorização para operar no Brasil. “Essa quantidade reflete o crescente interesse e potencial do mercado, mostrando que o país se prepara para um aumento significativo na produção desse biocombustível”, afirmou.

    Mercado de biogás em expansão

    Estudos indicam que o mercado de biogás pode gerar cerca de 800 mil empregos. Além disso, ele atrair investimentos de R$ 120 milhões, com uma redução estimada de 640 milhões de toneladas de carbono. Embora o potencial seja nacional, São Paulo lidera, sendo responsável por mais de 55% da produção de biometano a partir de cana-de-açúcar.

    “O mercado já começa a absorver o biometano, com frotas pesadas e produtores de etanol adotando o combustível para reduzir a pegada de carbono na produção de açúcar e etanol”, destacou Patrícia Bassili. Ela acrescentou que essas iniciativas promovem a sustentabilidade. Ao mesmo tempo, essas ações posicionam os produtores como líderes na adoção de tecnologias limpas.

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    Inteligência artificial na agricultura

    O segundo dia da Fenasucro & Agrocana também incluiu debates sobre a utilização da Inteligência Artificial (IA) como vantagem competitiva nas operações agrícolas, por exemplo. Marcelo Pierossi, engenheiro agrícola, destacou como a IA auxilia na coleta de dados, automação de tarefas e capacitação de equipes. Em resumo, ele enfatizou que a IA não substitui as pessoas, mas maximiza seus potenciais, contribuindo para a eficiência dos processos.

    O tema foi explorado em palestras conduzidas por Paulo Gallo, empresário, e Eduardo Mossim, professor e pesquisador na área de programação e IA.

    Homenagens e lançamento de livro

    A 30ª edição da Fenasucro & Agrocana recebeu Luiz Antônio Cerveira de Mello Ribeiro Pinto, um dos pais do Programa Nacional do Álcool (ProÁlcool). Ele participou do lançamento do livro “Cana de Tudo: do Açúcar ao Infinito”, que registra a evolução do setor bioenergético.

    A Sociedade dos Técnicos Alcooleiros e Açucareiros do Brasil (STAB), em parceria com a ATALAC e a Tecnicaña, homenageou Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana, pelos 30 anos da feira. “É uma honra receber esse reconhecimento em nome de toda a equipe que trabalha incansavelmente para realizar esse evento grandioso”, celebrou Montabone.

  • TerraClass revela expansão agrícola e regeneração na Amazônia e Cerrado

    TerraClass revela expansão agrícola e regeneração na Amazônia e Cerrado

    O mais recente mapeamento do projeto TerraClass indica a crescente expansão da agricultura nas áreas desflorestadas da Amazônia e Cerrado, substituindo pastagens por cultivos e intensificando a produção com múltiplas safras anuais. Os novos dados, referentes a 2018, 2020 e 2022, foram divulgados nesta quinta-feira (01/08), em Brasília, pela Embrapa e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em um evento que contou com a presença dos ministros da Agricultura e Pecuária (Mapa) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

    Desde 2008, o TerraClass mapeia a cobertura e uso da terra na Amazônia, expandindo seu escopo para o Cerrado posteriormente. O projeto analisa áreas desflorestadas identificadas pelo programa Prodes do Inpe, destacando a vegetação secundária, culturas agrícolas, pastagens e áreas urbanas. Através do GeoPortal TerraClass, é possível acompanhar as mudanças ao longo do tempo e entender os fatores que influenciam o desflorestamento. “Queremos fornecer dados detalhados ao Estado Brasileiro sobre os biomas que representam mais de 70% do território nacional”, explica Júlio Esquerdo, pesquisador da Embrapa e coordenador do projeto.

    Agricultura avança sobre pastagens

    Os dados mostram que a agricultura anual nos biomas Amazônia e Cerrado aumentou 22% entre 2018 e 2022. A maior parte desse crescimento, 94%, ocorreu em áreas anteriormente utilizadas para agropecuária, principalmente pastagens. Além disso, apenas 1% da expansão atingiu áreas de vegetação natural primária e secundária. “Isso demonstra que a agricultura está avançando sobre áreas já desmatadas, reduzindo a necessidade de desmatar novas áreas naturais”, ressalta Esquerdo.

    Apesar da expansão agrícola, a conversão de vegetação natural em pastagens continua a ser a principal causa do desmatamento. No entanto, há uma quantidade significativa de áreas em regeneração que permanecem estáveis nos biomas. Na Amazônia, as áreas de vegetação secundária representam cerca de 20% das áreas desmatadas ao longo da série histórica.

    TerraClass Brasil e avanços tecnológicos

    A Embrapa e o Inpe planejam ampliar o mapeamento para todos os biomas brasileiros com o projeto TerraClass Brasil. Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, enfatiza a importância de transformar o TerraClass em um programa nacional permanente. Clezio Marcos De Nardin, diretor do Inpe, destaca o desenvolvimento de novos satélites e tecnologias que fortalecem o monitoramento ambiental. “Estamos desenvolvendo satélites menores e mais baratos para monitorar a Amazônia, o que contribuirá para os avanços do TerraClass”, afirma.

    Carlos Fávaro, ministro da Agricultura, ressalta a importância de alinhar a agricultura à preservação ambiental. “O TerraClass será essencial para direcionar políticas públicas que equilibrem produção e conservação”, completa. A ministra Luciana Santos, da Ciência e Tecnologia, reforça a necessidade de integrar sustentabilidade e desenvolvimento econômico para conter o desmatamento.

    Intensificação agrícola e regeneração da vegetação

    O mapeamento do TerraClass também revela a intensificação da produção agrícola na Amazônia e no Cerrado. Entre 2018 e 2022, a área destinada à agricultura temporária com mais de um ciclo anual aumentou 50%, ocupando principalmente pastagens. No Cerrado, a agricultura temporária expandiu 17% no mesmo período, destacando a intensificação agrícola no bioma.

    Além disso, a regeneração da vegetação natural também chama a atenção. Na Amazônia, cerca de 169 mil km² da vegetação secundária cobriam o bioma até 2022, com 31% dessa área em regeneração há pelo menos 14 anos. Em contrapartida, no Cerrado a vegetação natural secundária mapeada corresponde a 4% do bioma, com mais da metade dessa área em regeneração há quatro anos.

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    Inovações tecnológicas impulsionam o TerraClass

    O TerraClass utiliza tecnologias avançadas para aprimorar seus mapeamentos. Projetos como o Brazil Data Cube e o pacote SITS, desenvolvidos pelo Inpe, permitem a análise de grandes volumes de imagens de satélite. “Essas inovações nos permitem usar técnicas de ponta na classificação da cobertura e uso da terra, com algoritmos de inteligência artificial”, destaca Karine Ferreira, coordenadora do Brazil Data Cube.

    Os novos mapeamentos diferenciam lavouras temporárias de grãos e fibras com base em seu nível de intensificação agrícola, e também incluem o mapeamento de culturas perenes, como cacau e café por exemplo, no bioma Amazônia.

    Disponibilidade de dados no GeoPortal

    Todos os mapas da série histórica do TerraClass para os biomas Amazônia e Cerrado estão disponíveis no GeoPortal TerraClass. Em resumo, essa plataforma digital permite acesso aos dados originais e ferramentas para análise da dinâmica territorial dos dois biomas ao longo do tempo.

    O TerraClass Cerrado faz parte do projeto FIP Paisagens Rurais, financiado pelo Banco Mundial, e envolve diversas instituições parceiras, como o Serviço Florestal Brasileiro e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural.

     

  • Agronegócio: um futuro cada vez mais sustentável e eficiente

    Agronegócio: um futuro cada vez mais sustentável e eficiente

    Nos próximos anos, o agronegócio brasileiro e global deverá passar por uma transformação significativa, impulsionada por avanços tecnológicos como inteligência artificial (IA), drones e energia solar. Essas inovações não apenas prometem aumentar a eficiência da produção agrícola, mas também contribuir para a sustentabilidade do setor, enfrentando desafios como a escassez de recursos naturais e as mudanças climáticas.

    Inteligência Artificial: otimização e precisão

    A inteligência artificial está revolucionando a forma como os agricultores gerenciam suas operações. Com algoritmos avançados e análise de dados, a IA pode prever padrões climáticos, otimizar o uso de insumos e melhorar a gestão de culturas. Sistemas de IA são capazes de analisar grandes volumes de dados em tempo real, permitindo que os produtores tomem decisões mais informadas sobre irrigação, fertilização e controle de pragas.

    Além disso, a IA pode ser utilizada para monitorar a saúde das plantas e identificar problemas antes que se tornem críticos. Isso não apenas aumenta a produtividade, mas também reduz o uso de produtos químicos, promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis.

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    A revolução mais evidente ocorre no setor de tratores e colheitadeiras autônomas, guiados por IA. Além de tornar o trabalho no campo mais eficiente e seguro, ssas máquinas podem operar 24 horas por dia, realizando tarefas repetitivas com precisão.

    Tratores poderão ser controlados por IA

    A IA acelera o processo de melhoramento genético, identificando rapidamente as características desejáveis em plantas e animais. Isso resulta em cultivares e raças mais resistentes e produtivas, ou seja, mais qualidade e lucro futuro.

    Ferramentas de IA também analisam tendências de mercado e preços, ajudando os agricultores a tomar decisões estratégicas sobre quando e como vender seus produtos.

    Drones: monitoramento e aplicação eficiente

    Os drones estão se tornando ferramentas indispensáveis no agronegócio moderno. Equipados com câmeras de alta resolução e sensores, esses dispositivos podem realizar monitoramento aéreo das lavouras, fornecendo informações detalhadas sobre a saúde das plantas, a umidade do solo e a presença de pragas. Essa visão panorâmica permite que os agricultores identifiquem áreas que necessitam de atenção, otimizando o uso de recursos.

    Além disso, os drones podem ser usados para a aplicação de insumos, como fertilizantes e defensivos agrícolas, de maneira mais precisa e eficiente. Isso não apenas reduz o desperdício, mas também minimiza o impacto ambiental, contribuindo para práticas agrícolas mais responsáveis.

    Um bom exemplo é o Orbio, desenvolvido pela Embrapa e a empresa paulista BirdView, com apoio financeiro da Fapesp.

    Ele promete revolucionar o controle biológico na agricultura, substituindo agroquímicos, por exemplo. Desenvolvido para combater pragas e doenças sem prejudicar o meio ambiente, o Orbio utiliza um sistema de otimização de planos de voo com dispensador de insetos.

    A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, apresentou a tecnologia ao presidente Lula, destacando sua importância para o controle biológico. “Pragas e doenças agrícolas causam prejuízos financeiros de milhões por ano”, explicou Lúcio Jorge, pesquisador da Embrapa Instrumentação. Ele enfatizou as vantagens do uso de drones, como o baixo custo operacional, alta eficiência e grande alcance de aplicação.

    Energia Solar: sustentabilidade e redução de custos

    Hoje, a maioria dos produtores rurais tem grande dependência do gerador a diesel na sua propriedade, independente do segmento que atua. Culturas com suinocultura, piscicultura, avicultura, irrigação e mercado de silos, entre outras, ainda usam de forma intensiva o equipamento, arcando com altos custos de combustível e manutenção, sem falar no prejuízo causado ao meio ambiente e falta de compromisso com as causas sustentáveis.

    A energia solar está emergindo como uma solução viável para a sustentabilidade no agronegócio. A instalação de painéis solares em propriedades rurais pode reduzir significativamente os custos com eletricidade, permitindo que os agricultores utilizem energia limpa para operar suas máquinas e sistemas de irrigação.

    Além disso, a energia solar pode ser combinada com tecnologias de armazenamento, permitindo que os agricultores utilizem energia renovável mesmo durante a noite ou em dias nublados. Essa independência energética não apenas diminui os custos operacionais, mas também reduz a pegada de carbono do setor agrícola.

    Empresas continuam investindo em energias renováveis

    “Temos a solução completa para resolver rapidamente este problema com excelente custo/benefício para o produtor rural”, diz Marcelo Taborda, diretor de Vendas da BYD Energy no Brasil. “Podemos reduzir o consumo ou até mesmo eliminar por completo o equipamento, melhorando o nível de atendimento e a confiabilidade desse sistema”. “Somos o maior produtor mundial de baterias recarregáveis incluindo baterias de NiMH, Íon de Lítio e NCM, com ampla variedade de usos, como em aparelhos eletrônicos, veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia”, informa Taborda.

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    Como exemplo de aplicação e solução, Taborda cita o funcionamento de um aviário, onde o controle da temperatura interna é fundamental. Dependendo da região, pode haver instabilidade no sistema e principalmente a falta de energia elétrica. Estes fatos acabam gerando grande prejuízo ao produtor e até, em casos extremos, a perda de seu principal insumo. A implantação da solução completa BYD poderá reduzir esse risco a praticamente zero, de forma definitiva. “Há a leitura constantemente de energia gerada pelos módulos fotovoltaicos, rede elétrica e bateria. Se for constatada a falta ou queda, o inversor identificará imediatamente o problema e, em poucos milissegundos, o gerador assumirá a carga do local”, justifica Taborda.

    O futuro do agronegócio com os avanços tecnológicos

    À medida que essas tecnologias se tornam mais acessíveis e integradas às práticas agrícolas, espera-se que o agronegócio se torne mais sustentável e eficiente. A combinação de IA, drones e energia solar não apenas aumentará a produtividade. Ela também ajudará a preservar os recursos naturais, garantindo que as futuras gerações possam continuar a produzir alimentos de maneira responsável.

    Em resumo, os avanços tecnológicos estão moldando um novo paradigma no agronegócio, onde a eficiência e a sustentabilidade caminham lado a lado. Com a adoção dessas inovações, o setor agrícola poderá enfrentar os desafios do futuro, contribuindo para um mundo mais sustentável e resiliente.

  • Inteligência Artificial revoluciona o agronegócio

    Inteligência Artificial revoluciona o agronegócio

    O uso da inteligência artificial (IA) está transformando o agronegócio, oferecendo soluções inovadoras para aumentar a produtividade e a eficiência no campo.

    A IA permite monitorar e analisar dados em tempo real, otimizando o uso de recursos como água e fertilizantes. Sensores e drones equipados com a tecnologia coletam dados sobre o solo e as culturas, ajudando os agricultores a tomar decisões de forma mais assertiva.

    Os algoritmos controlados por inteligência artificial conseguem analisar condições climáticas, saúde do solo e crescimento das plantas, prevendo o rendimento das colheitas. Isso ajuda os agricultores a planejar melhor a colheita, utilização dos recursos e ter uma melhor lucratividade na comercialização dos produtos.

    Por exemplo, sistemas de IA conseguem identificar precocemente sinais de pragas e doenças nas plantas, permitindo intervenções rápidas e eficazes. Isso reduz a necessidade de pesticidas e melhora a qualidade das colheitas.

    Mas é no setor de tratores e colheitadeiras autônomas, guiados por IA, a revolução mais fácil de ser acompanhada. Além de tornar o trabalho no campo mais eficiente e seguro, ssas máquinas podem operar 24 horas por dia, realizando tarefas repetitivas com precisão.

    Melhoramento genético e tendências de mercado

    A IA acelera o processo de melhoramento genético, identificando rapidamente as características desejáveis em plantas e animais. Isso resulta em cultivares e raças mais resistentes e produtivas, ou seja, mais qualidade e lucro futuro.

    Ferramentas de IA também analisam tendências de mercado e preços, ajudando os agricultores a tomar decisões estratégicas sobre quando e como vender seus produtos.

    Futuro Promissor

    A adoção da inteligência artificial no agronegócio promete transformar o setor, tornando-o mais sustentável e lucrativo. Com o contínuo desenvolvimento de tecnologias avançadas, a IA ajudará a enfrentar desafios como mudanças climáticas e a crescente demanda por alimentos, garantindo um futuro próspero para a agricultura.

    Tecnologia e Inteligência artificial no campo melhoram produtividade
    Produtividade aumenta com uso da IA

    Para não ficarmos para trás, o agronegócio precisa de investimentos em tecnologia de forma rápida, pois isso pode ser uma maneira de compensar as perdas e prejuízos causados pelas mudanças climáticas que estamos passando.

    O setor fica no aguardo das promessas do vice presidente, Geraldo Alckim, e do do Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, de que o Governo Federal irá abrir linhas de crédito para a modernização da estrutura no agro.