Tag: inovação no campo

  • Plataforma unifica dados e promete mais lucro no campo

    Plataforma unifica dados e promete mais lucro no campo

    A PTx apresenta ao mercado brasileiro o FarmENGAGE durante a Agrishow 2026, realizada entre 27 de abril e 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP). A plataforma surge como principal aposta da empresa para resolver um dos maiores desafios do produtor rural: integrar dados de máquinas de diferentes marcas e gerações em tempo real, com foco em aumento de rentabilidade e redução de custos no campo.

    Desenvolvido como um sistema central de gerenciamento, o FarmENGAGE conecta frotas agrícolas independentemente do fabricante, modelo ou ano. Dessa forma, o produtor passa a ter controle total sobre a operação, eliminando gargalos causados pela fragmentação de informações. Além disso, a solução simplifica a gestão e melhora a tomada de decisão no dia a dia da fazenda.

    A plataforma opera com base na interoperabilidade. Por isso, integra sistemas amplamente utilizados no mercado, como Deere Operations Center, Raven Slingshot e Case IH FieldOps. Ao mesmo tempo, conecta-se diretamente a monitores de máquinas Fendt, Massey Ferguson e Valtra, além de equipamentos que utilizam monitores PTx Trimble da série GFX.

    “O lançamento do FarmENGAGE marca uma nova era para a PTx no Brasil. A produtividade não pode depender da marca do equipamento. Nosso objetivo é garantir ao produtor controle total da operação”, afirma Rosiéli Mika Bonette, especialista de Marketing de Produto da PTx Trimble.

    Na prática, o sistema entrega visibilidade em tempo real da frota e das atividades no campo. Com isso, o produtor consegue ajustar operações rapidamente e reduzir períodos de ociosidade. Além disso, a plataforma automatiza relatórios, eliminando anotações manuais e aumentando a precisão na análise de custos e desempenho.

    FarmENGAGE/ Divulgação

    Outro diferencial envolve o roteamento inteligente de dados. A tecnologia organiza o fluxo de informações e facilita a integração com softwares de terceiros e consultores agrônomos. Ao mesmo tempo, mantém o conceito de retrofit, permitindo atualizar máquinas já existentes sem necessidade de troca imediata da frota.

    Assim, o FarmENGAGE atua em todo o ciclo produtivo, potencializando recursos e reduzindo desperdícios. A proposta da PTx é transformar dados em decisões estratégicas, ampliando a margem de lucro do produtor.

    Panorama amplia controle e leva gestão para a nuvem

    Além do FarmENGAGE, a PTx também apresenta o Panorama, plataforma desenvolvida pela Precision Planting e voltada à gestão de dados em nuvem. A solução centraliza informações agronômicas e oferece ao produtor uma visão integrada da operação, com acesso remoto e em tempo real.

    O sistema funciona como extensão do monitor Precision Planting 20|20 e disponibiliza dados detalhados sobre plantio, colheita e pulverização. Dessa maneira, o produtor acompanha o desempenho das máquinas e toma decisões com maior precisão.

    Entre os destaques está o recurso PassMaster. A funcionalidade permite que dois monitores compartilhem mapas e dados de cobertura na mesma área. Com isso, evita sobreposição de passadas, reduz o uso de insumos e aumenta a eficiência operacional.

    Além disso, o Panorama incorpora transmissão ao vivo das operações. O produtor pode visualizar, à distância, as telas dos equipamentos em funcionamento. Assim, acompanha o trabalho em tempo real, direto do celular ou computador.

    PANORAMA/ Divulgação

    A plataforma também mantém compatibilidade com frotas mistas. Em propriedades com máquinas de diferentes marcas, os dados circulam sem barreiras. Como resultado, o produtor ganha controle sobre as informações e realiza análises mais precisas da safra.

    “O volume de dados no campo pode se tornar um problema sem a ferramenta adequada. Com o Panorama, entregamos clareza, controle remoto e integração total, transformando informação em rentabilidade”, afirma Rosiéli.

  • Segunda safra ganha peso e exige estratégia no campo

    Segunda safra ganha peso e exige estratégia no campo

    O calendário agrícola no Sudoeste de Goiás mudou de lógica: já não se fala mais em “safrinha”, mas em segunda safra como parte essencial da renda do produtor. Em 2026, o ciclo começou sob pressão, com atraso de até 15 dias no plantio e mais nove dias perdidos na colheita por excesso de chuvas em fevereiro, cenário que tirou parte das lavouras da janela ideal. Ainda assim, a expectativa é de recuperação com clima favorável em abril e início de maio, mantendo o potencial produtivo das áreas.

    A avaliação é de Dyogo Fonseca de Castro, gerente de Desenvolvimento de Mercado da BASF Soluções para Agricultura, que acompanha de perto a dinâmica da região durante a Tecnoshow Comigo 2026, realizada em Rio Verde. Segundo ele, o produtor conseguiu reagir rapidamente aos imprevistos, reduzindo um atraso superior a 20 dias para cerca de uma semana.

    “O agricultor hoje está muito bem estruturado e equipado. Mesmo com adversidades, ele conseguiu encurtar esse intervalo e manter a operação dentro de um limite aceitável”, afirma.

    O impacto inicial veio do atraso no plantio da soja, provocado por chuvas no início da safra e períodos nublados que prolongaram o ciclo da cultura. Isso empurrou a colheita para além da janela ideal, coincidindo com chuvas intensas na primeira quinzena de fevereiro, período crítico para a retirada dos grãos do campo.

    Segunda safra deixa de ser complemento e vira pilar

    Mais do que um ajuste de calendário, a mudança reflete uma transformação estrutural no agronegócio. A segunda safra deixou de ser uma cultura de cobertura e passou a ser determinante para a rentabilidade anual.

    “O produtor não pensa mais em culturas isoladas. Ele trabalha com um calendário produtivo completo, seja soja e milho ou soja e sorgo. A segunda safra é fundamental para fechar essa conta”, explica Castro.

    Dyogo Fonseca de Castro, gerente de Desenvolvimento de Mercado da BASF Soluções para Agricultura – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Com custos elevados, especialmente de fertilizantes, a margem do produtor está mais apertada. Nesse contexto, manter produtividade nas duas safras tornou-se condição básica para viabilidade econômica.

    Dados da Companhia Nacional de Abastecimento reforçam a relevância do estado no cenário nacional. Goiás deve produzir mais de 36 milhões de toneladas de grãos, ocupando posição de destaque no país, embora com leve recuo na produtividade nesta temporada.

    Pressão de pragas cresce com “ponte verde”

    Outro desafio típico da região é a chamada “ponte verde”, resultado da sucessão contínua de culturas ao longo do ano. Esse cenário favorece a sobrevivência e multiplicação de pragas.

    No milho, a cigarrinha segue como principal preocupação, mas divide espaço com um novo protagonista: o pulgão, que ganhou relevância, especialmente em regiões mais quentes do Cerrado.

    “Hoje, o pulgão já está no mesmo nível de importância da cigarrinha. É uma praga que aparece cedo e exige atenção redobrada”, alerta.

    Para enfrentar esse cenário, a aposta está em tecnologia e inovação. Entre as soluções, o inseticida Efficon se destaca pelo efeito imediato no controle de pragas vetoras, reduzindo a transmissão de doenças como o enfesamento. No campo das doenças, o foco está no controle da Bipolaris, com novos fungicidas baseados na tecnologia Revysol.

    Além da proteção química, a escolha de sementes com genética avançada também é estratégica. Cultivares mais resistentes a estresses climáticos e doenças ajudam a garantir estabilidade produtiva, mesmo em anos adversos.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Clima pode aliviar pressão no fim do ciclo

    Apesar dos desafios iniciais, a previsão climática traz alívio. A expectativa é de chuvas dentro da normalidade em abril e início de maio, o que deve favorecer o desenvolvimento das lavouras que ficaram fora da janela ideal.

    Esse cenário reforça a importância do manejo integrado e da tomada de decisão baseada em dados, prática cada vez mais comum entre produtores da região.

    Durante a feira, considerada uma das principais vitrines tecnológicas do país, empresas apresentam soluções que vão desde sementes até plataformas digitais de monitoramento, consolidando o evento como referência na difusão de conhecimento técnico.

    “A agricultura é dinâmica e cada região tem sua particularidade. Aqui, a intensidade do sistema produtivo exige soluções específicas e um olhar atento para cada detalhe”, conclui Castro.

    A Tecnoshow segue até o dia 10 de abril, reunindo produtores, técnicos e empresas em busca de alternativas para elevar a produtividade e garantir a sustentabilidade econômica das lavouras.

  • Pesquisa aponta fatores-chave para ampliar a agricultura 4.0 no Brasil de forma responsável

    Pesquisa aponta fatores-chave para ampliar a agricultura 4.0 no Brasil de forma responsável

    A tecnologia chega rápido ao agronegócio brasileiro, mas nem sempre alcança quem mais precisa. Um estudo publicado na revista Agricultural Systems identificou os principais fatores que impulsionam a adoção de tecnologias da agricultura 4.0 no Brasil e propõe estratégias para ampliar esse processo de forma responsável. A pesquisa integra as ações do Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Agricultura Digital, o Semear Digital, sediado na Embrapa Agricultura Digital, em Campinas.

    O ponto de partida é uma constatação recorrente no setor. “A gente ainda vê uma lacuna grande entre o que é desenvolvido na academia e o que de fato chega na ponta e traz resultados para o produtor”, afirma Jayme Barbedo, coautor do estudo.

    18 fatores que determinam a adoção tecnológica no campo

    Para entender esse descompasso, os pesquisadores analisaram 18 fatores determinantes da adoção tecnológica, chamados no estudo de drivers, organizados em dimensões sociais, políticas e tecnológicas. A partir de revisão da literatura e consulta a especialistas, os autores mapearam como esses fatores se influenciam mutuamente e quais exercem maior efeito sobre o sistema.

    “Nem todos têm o mesmo peso. Alguns provocam uma reação em cadeia dentro do ecossistema. São esses que mais nos interessam”, afirma Franco da Silveira, pesquisador de pós-doutorado apoiado pela FAPESP e também autor do estudo.

    Entre os fatores com maior capacidade de influência, o estudo destaca conectividade rural, juventude no campo, ação governamental, mecanismos de divulgação de informação e representatividade do ecossistema agroalimentar.

    Conectividade: a base que ainda falta

    A conectividade rural aparece como condição estruturante para qualquer avanço tecnológico no campo. Embora o acesso à internet tenha crescido nos últimos anos, ainda existem lacunas críticas nas áreas produtivas.

    “Boa parte dos produtores já tem internet em casa. Mas na área de produção, onde tecnologias do tipo internet das coisas precisam operar, a cobertura ainda é muito limitada”, diz Barbedo. Sem infraestrutura adequada, soluções digitais simplesmente deixam de funcionar como previsto.

    O jovem rural como agente de transformação

    Outro fator de destaque é o papel dos jovens no campo. O estudo os identifica como ponte entre o mundo digital e a realidade das propriedades rurais: “O jovem sente as dores do pai no dia a dia e ao mesmo tempo acompanha o que está acontecendo no mundo digital. Ele pode levar essa percepção para a esfera política e para dentro da propriedade”, afirma Silveira.

    Contudo, manter essa geração no campo depende de condições concretas. “Não é que o jovem não goste do campo. Ele quer se sentir parte do mundo. Se não tem acesso à infraestrutura e às oportunidades, ele vai embora para a cidade”, observa Barbedo. Nesse sentido, a tecnologia pode reduzir a carga de trabalho e tornar a atividade rural mais atraente para os mais jovens.

    Informação e políticas públicas diferenciadas

    A circulação de informação também aparece como fator crítico. O estudo aponta uma assimetria importante: há regiões onde produtores ainda não tiveram contato com determinadas tecnologias disponíveis há anos.

    “Se a informação não chega de forma adequada, a resistência aumenta”, afirma Silveira. Estratégias de demonstração em fazendas-modelo e laboratórios vivos ajudam a reduzir incertezas, permitindo que produtores vejam resultados concretos antes de decidir investir.

    Na dimensão de políticas públicas, o estudo defende ações diferenciadas para perfis distintos de produtores. “A política não pode ser a mesma para todo mundo”, diz Silveira. Enquanto grandes produtores costumam ampliar a fronteira tecnológica com mais facilidade, pequenos e médios enfrentam restrições financeiras e de capacitação. A pesquisa sugere incentivos regionais, criação de áreas experimentais, fortalecimento de parcerias entre governo, universidades e startups, além de integração de dados agrícolas a plataformas públicas.

    Escala responsável: não basta adotar, é preciso saber como

    Um conceito central do estudo é o de escala responsável. A proposta é que a disseminação das tecnologias da agricultura 4.0 leve em conta seus efeitos sociais, ambientais e econômicos, evitando ampliar desigualdades ou comprometer metas de desenvolvimento sustentável.

    “Precisamos falar em adoção de tecnologia, mas também preparar o caminho para ter essa expansão responsável”, afirma Silveira.

    Um exemplo prático seria a ampliação de plataformas digitais voltadas a pequenos produtores, acompanhada de políticas de inclusão. Além de ofertar sensores e ferramentas baseadas em inteligência artificial, a iniciativa deveria prever conectividade rural, capacitação contínua, acesso a crédito e regras claras sobre uso e propriedade dos dados.

    Pesquisa como bússola para o agro digital

    Para Barbedo, estudos como esse orientam decisões estratégicas tanto na formulação de políticas de desenvolvimento rural quanto em projetos como o Semear Digital, que desenvolve soluções voltadas a pequenas e médias propriedades. “Esses estudos fornecem subsídios para direcionar melhor os esforços e focar em tecnologias que realmente tragam impacto”, afirma.

    O cenário, contudo, é dinâmico. Com os avanços recentes em inteligência artificial, o ritmo de mudança acelera. “As coisas estão evoluindo muito rápido. Mesmo quem trabalha diretamente com inteligência artificial tem dificuldade de prever os próximos passos”, pondera Barbedo.

    Como próximo passo, Silveira prepara um estudo que incorpora fatores econômicos e ambientais e examina como a adoção tecnológica pode dialogar com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. “Se não pensarmos estratégias para esses fatores, podemos tensionar metas que a própria tecnologia se propõe a apoiar”, conclui.

  • Nova biotecnologia promete redefinir o manejo da soja no Brasil

    Nova biotecnologia promete redefinir o manejo da soja no Brasil

    Uma nova biotecnologia na soja foi apresentada durante a 26ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS). A inovação amplia a proteção contra lagartas e aumenta as opções de manejo de herbicidas. Ao mesmo tempo, busca elevar a produtividade e a sustentabilidade da cultura no Brasil.

    A tecnologia faz parte de uma nova geração de soluções para a agricultura tropical. Durante o evento, especialistas explicaram que o avanço combina genética, biotecnologia e novas estratégias de manejo. O objetivo é ajudar o produtor a enfrentar desafios cada vez mais complexos nas lavouras.

    A novidade integra a plataforma Intacta 5+, desenvolvida pela Bayer. Segundo a empresa, as primeiras variedades comerciais devem chegar ao mercado na safra 2027/28. No entanto, a liberação final ainda depende de aprovações regulatórias em países importadores de soja.

    Responsável pela apresentação da tecnologia, Mateus Benedeti afirmou que a evolução da biotecnologia acompanha a própria transformação da agricultura brasileira.

    “A história da biotecnologia na soja também é uma história de protagonismo do produtor brasileiro. Desde o início, o agricultor buscou tecnologias que permitissem produzir mais e com maior eficiência”, destacou.

    Nas últimas décadas, a adoção dessas tecnologias ajudou o Brasil a ampliar sua produtividade agrícola. Como resultado, o país se consolidou entre os maiores produtores e exportadores de soja do mundo.

    Proteção ampliada contra pragas e plantas daninhas

    A nova biotecnologia na soja incorpora cinco proteínas voltadas ao controle de lagartas que atacam a cultura. Dessa forma, o sistema amplia o espectro de proteção e fortalece o manejo integrado de pragas.

    Entre os principais alvos está a Elasmopalpus lignosellus, conhecida como elasmo. Essa lagarta ataca a planta ainda nas fases iniciais do desenvolvimento. Quando o ataque ocorre nesse estágio, a lavoura pode perder plantas inteiras e comprometer o potencial produtivo.

    Além da proteção contra insetos, a tecnologia permite tolerância a cinco herbicidas diferentes. Entre eles estão mesotriona, dicamba, glifosato, glufosinato e 2,4-D.

    Mateus Benedeti – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Na prática, essa combinação amplia as estratégias de controle de plantas daninhas. O produtor pode utilizar diferentes protocolos de manejo durante o ciclo da cultura. Assim, adapta o controle às condições de cada região produtora.

    Outro benefício está na preservação da eficiência da tecnologia ao longo do tempo. Quando o agricultor alterna mecanismos de ação, reduz a pressão de seleção sobre pragas e plantas daninhas.

    Integração entre genética e biotecnologia

    Outro destaque apresentado durante o lançamento foi o processo YieldBoost™. A metodologia foi desenvolvida no Brasil e busca acelerar a integração entre biotecnologia e genética das plantas.

    O sistema permite testar um número maior de materiais em campo. Com isso, os pesquisadores conseguem avaliar mais combinações genéticas em menos tempo.

    Segundo a empresa, o método permite analisar até 15 vezes mais materiais do que os processos tradicionais de melhoramento. Dessa forma, o desenvolvimento de novas variedades ocorre com maior velocidade e precisão.

    A estratégia também prioriza materiais adaptados às condições da agricultura tropical. Como resultado, as variedades tendem a apresentar maior estabilidade produtiva nas diferentes regiões do país.

    Caminho até o lançamento comercial

    A nova biotecnologia já recebeu aprovação regulatória no Brasil. Ainda assim, sua comercialização depende da autorização de mercados internacionais que importam soja brasileira.

    Por isso, os próximos anos serão dedicados à realização de testes em campo com produtores parceiros. Essas áreas permitirão avaliar o desempenho das variedades em diferentes ambientes produtivos.

    A expectativa é que, no momento do lançamento comercial, o mercado já conte com diversas variedades adaptadas às principais regiões produtoras.

    Para o setor agrícola, a chegada de novas biotecnologias representa um passo importante para o avanço da produtividade. Ao mesmo tempo, essas soluções ajudam o produtor a enfrentar desafios cada vez mais complexos no campo.

    Assim, a evolução da biotecnologia na soja continua a desempenhar um papel central no fortalecimento da agricultura brasileira.

  • O fim dos percevejos: nanotecnologia é aposta da ADAMA

    O fim dos percevejos: nanotecnologia é aposta da ADAMA

    O avanço dos percevejos nas lavouras de soja e milho segue como um dos principais desafios do produtor rural, com impacto direto na produtividade e no bolso. Atenta a esse cenário, a ADAMA apresentou ao mercado brasileiro o Galil nano, inseticida desenvolvido no Brasil que utiliza nanotecnologia para elevar o padrão de controle de percevejos e da cigarrinha-do-milho. O lançamento ocorreu durante o Show Rural Coopavel, uma das maiores feiras agrícolas do país, que acontece em Cascavel (PR) e marcou a estreia da plataforma de Nanotecnologia da companhia.

    Apontado como a grande estrela do estande da ADAMA, o Galil nano foi apresentado por Yvan Lopes, diretor de Marketing da empresa no Brasil, que destacou o impacto silencioso, porém severo, causado pelos percevejos. Segundo ele, os insetos se alimentam sugando a seiva da planta e ainda injetam toxinas por meio da saliva, comprometendo o desenvolvimento da lavoura. “É um inseto que tira, em pouco tempo, tudo aquilo que o agricultor construiu ao longo da safra, reduzindo o potencial produtivo por hectare”, afirmou.

    Os prejuízos são expressivos. No caso do percevejo-marrom (Euschistus heros), a presença de três insetos por metro pode resultar em perda de 1,5 saca por hectare, o equivalente a cerca de R$ 180/ha. Já o percevejo-barriga-verde (Diceraeus spp.), com a mesma infestação, pode causar danos ainda mais severos, chegando a aproximadamente 20 sacas por hectare, o que representa até R$ 1.200/ha. No milho, os danos podem ser ainda mais críticos, exigindo atenção redobrada no manejo.

    Yvan Lopes, diretor de Marketing da Adama no Brasil

    Tecnologia nano muda o padrão de controle

    O Galil nano atua de forma estratégica no controle de percevejos, explorando principalmente a contaminação tarsal, responsável por cerca de 80% da eficácia do produto, enquanto a ingestão representa 15% e o contato direto, 5%. Essa característica está diretamente ligada à nanotecnologia presente na formulação.

    “Para se ter ideia, uma partícula nano pode ser até mil vezes menor do que uma partícula de uma formulação convencional”, explica Raphael Malandrino, gerente de Inseticidas da ADAMA. Segundo ele, esse tamanho reduzido permite uma distribuição mais uniforme sobre a superfície da folha, garantindo maior exposição do inseto ao ingrediente ativo.

    “No manejo do percevejo, o maior desafio não é aplicar o produto; é garantir que ele esteja presente em toda a superfície da folha, exatamente onde o inseto caminha e entra em contato com o ativo”, destaca Malandrino. Com isso, a tecnologia nano aumenta a biodisponibilidade do ingrediente ativo, intensifica o contato tarsal e potencializa o efeito de choque, mesmo em cenários de difícil controle.

    Pesquisa brasileira por trás da inovação

    Desenvolvido integralmente no centro de Pesquisa e Desenvolvimento da ADAMA, em Londrina (PR), o Galil nano foi testado por várias safras, em diferentes regiões produtoras de soja e milho do País, sempre com resultados consistentes. A formulação também garante estabilidade e eficiência da aplicação em condições climáticas distintas, fator essencial para o dia a dia do produtor.

    Além do controle do percevejo-marrom e do percevejo-barriga-verde, o produto se consolida como uma ferramenta estratégica para áreas de produção de sementes, onde os danos causados por insetos sugadores exigem um manejo ainda mais rigoroso.

    Disponível comercialmente a partir da safra 2026/2027, o Galil nano sinaliza um novo momento da Adama em tecnologias de formulação. “A nanotecnologia muda o jogo ao entregar controle mais eficiente, seguro e alinhado às práticas de manejo integrado de pragas”, reforça Malandrino, em um cenário marcado pela escassez de novos ingredientes ativos no mercado.

  • Bayer mira eficiência e segurança contra plantas daninhas

    Bayer mira eficiência e segurança contra plantas daninhas

    Durante a 38ª Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR), a Bayer apresentou ao produtor rural brasileiro novas soluções em proteção de cultivos, sementes, biotecnologia e agricultura digital. As novidades foram detalhadas em uma roda de conversa com a imprensa, reforçando como a inovação tem papel decisivo no enfrentamento dos desafios do campo, especialmente no controle de plantas daninhas e doenças que afetam a produtividade da soja e do milho.

    Com o tema “A inovação que transforma o campo e traz resultados”, o encontro reuniu Rodrigo Nuernberg, líder da Unidade de Negócios Centro-Sul para Proteção de Cultivos da Bayer Brasil; Celso Batistella, diretor de Experiência do Cliente; e o produtor rural Rodolfo Camargo Pinto Filho, da Fazenda Gralha Azul, na região de Cascavel.

    Logo no início do debate, uma constatação foi unânime: quando o assunto é dificuldade na lavoura, as plantas daninhas seguem como a principal preocupação do produtor. “Se você perguntar para dez agricultores quais são os maiores problemas hoje, os dez vão responder que as plantas daninhas são prioridade no manejo da cultura”, afirmou Nuernberg.

    Plantas daninhas e doenças exigem manejo preciso

    Na rotina do campo, o desafio vai além do controle pontual. Segundo o produtor Rodolfo Camargo Pinto Filho, o sucesso da lavoura depende de planejamento e de um manejo bem estruturado, feito no tempo certo. “Manejo é muito importante. É preciso se programar muito bem para não perder o ‘time’. Doenças como o mofo-branco, por exemplo, preocupam bastante”, relatou.

    De acordo com ele, algumas doenças deixam uma espécie de “herança” no solo, comprometendo não apenas uma safra, mas também as seguintes. “Se não houver um manejo robusto, o problema se estende por vários anos, o que impacta diretamente a rentabilidade da propriedade”, alertou o produtor.

    Entre as principais plantas daninhas citadas estão a buva e o caruru, que afetam tanto a soja quanto o milho. No caso do milho, o uso de herbicidas pré-emergentes e pós-emergentes contribui não apenas para aquela cultura, mas também para o equilíbrio do sistema produtivo nas safras seguintes.

    A evolução da soja muda o jogo no campo

    Outro ponto destacado durante a conversa foi a própria evolução da soja ao longo dos anos. Para Rodolfo, a busca por altas produtividades trouxe novos desafios. “Hoje, a soja é como um bebê. Para ser produtiva, ela acabou ficando um pouco mais frágil. Por isso, o manejo de plantas daninhas e de doenças precisa ser muito mais robusto”, explicou.

    Segundo o produtor, uma lavoura pressionada por mato ou doenças não responde bem aos estímulos produtivos. “Ela não vai entregar resultado se estiver morrendo ou doente. O desafio é produzir mais com menos, e isso só acontece com manejo bem feito”, completou.

    Inovação como aliada do produtor

    Para apoiar o agricultor nesse cenário cada vez mais complexo, a Bayer mantém investimentos globais de cerca de 2,6 bilhões de euros por ano em Pesquisa e Desenvolvimento. No Brasil, a companhia prevê o lançamento de mais de 20 novas formulações até 2030.

    “O Brasil é um país continental, com regiões muito diferentes entre si e, em muitos casos, até três safras por ano. Isso exige soluções específicas e proximidade com o produtor para entender a realidade de cada área”, destacou Nuernberg.

    Entre as novidades apresentadas no evento está o Xtendimax 2, uma evolução da tecnologia à base de dicamba, indicada para aplicação em pós-emergência nas culturas de soja e algodão. A nova geração reduz significativamente os riscos de volatilidade e deriva, aumentando a segurança no manejo de plantas daninhas de folhas largas, como buva e caruru. O produto estará disponível para a safra 2026/2027.

    Outro destaque é o Convintro Duo, herbicida pré-emergente que combina um ativo inédito no Brasil, o diflufenicam, com o metribuzim, ampliando o espectro de controle logo no início do ciclo das plantas daninhas.

    Tecnologia, dados e sustentabilidade

    Além da proteção de cultivos, a Bayer reforçou sua estratégia em agricultura digital, com ferramentas que auxiliam o produtor na tomada de decisão, escolha de sementes e manejo por talhão. Programas como o Bayer Valora Milho e a plataforma Climate FieldView têm ajudado agricultores a ganhar produtividade com uso mais eficiente de insumos.

    No campo da sustentabilidade, o PRO Carbono se consolida como a maior plataforma de agricultura regenerativa da América Latina, reunindo mais de 3 milhões de hectares e 3 mil produtores. Nas áreas participantes, a adoção de práticas regenerativas resultou em aumento médio de 11% na produtividade anual e redução significativa da pegada de carbono.

    Ao combinar inovação, planejamento e manejo integrado, a Bayer reforça sua proposta de estar ao lado do produtor rural brasileiro. Em um cenário de margens apertadas e desafios crescentes, acertar o manejo no tempo certo segue sendo decisivo para garantir produtividade hoje e sustentabilidade nas próximas safras.

  • Show Rural Coopavel abre calendário nacional do agronegócio

    Show Rural Coopavel abre calendário nacional do agronegócio

    A 38ª edição do Show Rural Coopavel começou nesta segunda-feira (9), em Cascavel, no Oeste do Paraná, e segue até sexta-feira (13), consolidando-se mais uma vez como uma das principais vitrines de inovação do agronegócio brasileiro. A expectativa da organização é movimentar R$ 6 bilhões em negócios, volume 14% inferior ao recorde de R$ 7 bilhões registrado na edição anterior, reflexo de um cenário mais cauteloso no campo, especialmente com a queda nos preços da soja e de outros grãos.

    Promovido pela Cooperativa Agroindustrial de Cascavel (Coopavel), o evento abre o calendário nacional das grandes feiras agropecuárias e deve receber entre 350 mil e 400 mil visitantes ao longo dos cinco dias, reunindo produtores rurais, cooperativas, empresas, pesquisadores, estudantes e representantes do poder público.

    Cenário conservador, mas com otimismo no setor

    Segundo o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, a projeção mais conservadora leva em conta a capacidade atual de investimento do produtor rural. “Há um otimismo na cadeia produtiva, tendo em vista que crescemos mais do que os outros setores econômicos do país. Mas temos esse norte conservador porque o dinheiro do produtor para investimentos vem dessa produção”, afirmou.

    Ratinho Jr, governador do Paraná e Dilvo Grolli, presidente da Coopavel – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Ainda assim, Grolli não descarta a possibilidade de o volume de negócios superar as estimativas iniciais. Para ele, o próprio perfil da feira cria um ambiente favorável. “As empresas do setor apostam no crescimento do agronegócio e entendem que a tomada de decisão do produtor rural é baseada em resultado. A produtividade vem aumentando em torno de 3% ao ano nas lavouras, muito em função da aquisição de tecnologia e inovação. Não dá para ficar com o freio de mão puxado”, analisou.

    Estrutura robusta e lançamentos tecnológicos

    Com mais de 600 expositores nacionais e internacionais, o Show Rural 2026 chama a atenção pelo porte dos estandes e pelo volume de lançamentos. Há novas variedades de grãos, soluções digitais, máquinas agrícolas e equipamentos voltados a diferentes perfis de propriedades rurais.

    “Chama a atenção o investimento robusto das empresas, tanto nos produtos e serviços quanto na estrutura para receber os produtores, com estandes que ultrapassam 4 mil metros quadrados”, destacou Grolli. Aproximadamente 5,7 mil profissionais atuam direta ou indiretamente nas etapas de planejamento e execução do evento.

    Fé, tradição e abertura oficial

    Antes mesmo da abertura oficial para negócios, o Show Rural teve início simbólico no domingo (8), com uma missa celebrada às 11h, que reuniu centenas de pessoas. A celebração foi conduzida pelo arcebispo de Cascavel, Dom José Mário Angonese, com a participação do padre Marcelo Dalmagro, do diácono Pedro Guerra e do arcebispo emérito Dom Adelar Baruffi, em um momento de fé, reflexão e gratidão.

    Na manhã desta segunda-feira, o ato inaugural contou com a presença do governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), acompanhado do vice-governador Darci Piana e de secretários de Estado. Eles foram recepcionados pelo presidente da Coopavel.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Em entrevista coletiva, Ratinho Junior destacou investimentos históricos do Estado no meio rural. “Realizamos a maior compra de maquinários para os municípios do Paraná, com mais de 2 mil máquinas para atender as estradas rurais. São 389 estradas rurais com convênios assinados, mais de 3 mil quilômetros e um investimento que passa de R$ 3 bilhões. É o maior programa de pavimentação de estradas rurais do mundo”, afirmou.

    O governador também ressaltou o papel do agronegócio na economia estadual. “Nosso PIB está na marca de R$ 800 bilhões, ou seja, vamos entregar o mandato com o PIB dobrado. O Paraná se transformou no supermercado do mundo, exportando para mais de 180 países. Somos o segundo maior produtor de grãos do Brasil e líderes em proteína animal, o que gera emprego, renda e fortalece a economia”, completou.

    Tradição, crescimento e futuro do agro

    Criado em 1989, quando reuniu apenas 15 empresas e recebeu 110 visitantes, o Show Rural Coopavel se transformou em referência nacional na difusão de tecnologias e no fortalecimento do setor agropecuário. Em 2025, a feira atraiu mais de 407 mil visitantes e movimentou R$ 7 bilhões.

    Nesta edição, o evento traz como tema “A força que vem de dentro”, destacando a resiliência do produtor rural diante dos desafios do campo. Entre os destaques está o Show Rural Digital, realizado desde 2019 como polo de inovação, com cerca de 60 apresentações e dezenas de expositores voltados à transformação tecnológica do agro.

  • Programa forma jovens líderes do agronegócio em Goiás

    Programa forma jovens líderes do agronegócio em Goiás

    A Academia de Jovens Líderes do Agro, iniciativa da Bayer em parceria com o Sistema Faeg-Senar (GO), ultrapassou a marca de 100 jovens formados desde sua criação. Com foco na preparação de novas lideranças para o agronegócio goiano, o programa chegou à quinta edição em 2025 e segue voltado à formação de profissionais ligados à inovação, sustentabilidade e sucessão no campo.

    Nesta edição, a academia recebeu mais de 200 inscrições de integrantes do Programa Faeg Jovem, rede que reúne cerca de 2.500 participantes distribuídos em 195 grupos em diferentes regiões de Goiás. Após processo seletivo, seis jovens foram escolhidos para participar da etapa final, que incluiu mentorias, atividades práticas e encontros presenciais.

    A cerimônia de reconhecimento foi realizada na sede da Bayer, em São Paulo, encerrando um ciclo de meses de capacitação e troca de experiências entre os participantes.

    Formação vai além da capacitação técnica

    A proposta da Academia de Jovens Líderes do Agro não se restringe ao conteúdo técnico. O programa inclui ações voltadas ao desenvolvimento pessoal, comunicação, liderança e tomada de decisão, áreas consideradas estratégicas para quem pretende atuar de forma mais ativa no setor agropecuário.

    Segundo Francila Calica, diretora de Assuntos Agrícolas e Sustentabilidade Latam da Bayer, a iniciativa busca ampliar o repertório dos jovens e fortalecer a atuação regional. “A ideia é que esses participantes consigam aplicar o que aprenderam em suas comunidades e organizações, promovendo avanços concretos no agro”, afirma.

    Ainda de acordo com a executiva, a parceria com o Sistema Faeg-Senar (GO) permite alcançar diferentes realidades do estado e aproximar os jovens das demandas do mercado.

    Experiência reflete na trajetória dos participantes

    Entre os selecionados da quinta edição está Átila Prado, engenheiro agrônomo de Goiânia. Para ele, o programa contribuiu para ampliar a visão sobre o papel do profissional no agronegócio. “O processo ajudou a desenvolver habilidades interpessoais e a entender melhor como posso atuar de forma mais estratégica”, relata.

    Outra participante, Lavinia Roma, estudante de Medicina Veterinária do Instituto Federal Goiano, destaca o impacto do programa no enfrentamento de desafios profissionais. “A experiência trouxe mais confiança e mostrou que é possível contribuir de maneira efetiva para o setor”, afirma.

    Desenvolvimento humano como eixo central

    De acordo com Murilo Borges de Almeida, representante técnico de vendas de soja da Bayer e um dos responsáveis pela iniciativa, o foco da academia está no desenvolvimento humano. “Trabalhamos competências como comunicação, liderança e resolução de problemas. São habilidades que fazem diferença no dia a dia do agro”, explica.

    Ele ressalta que a formação busca preparar os jovens para assumir responsabilidades em cooperativas, propriedades rurais, empresas e entidades ligadas ao setor produtivo.

    Retorno às comunidades é próximo passo

    Com o encerramento da quinta edição, a expectativa é que os jovens líderes retornem às suas regiões de origem e apliquem os conhecimentos adquiridos em projetos locais, associações, propriedades e iniciativas ligadas ao agronegócio.

    A Academia de Jovens Líderes do Agro integra um conjunto de ações voltadas à renovação do setor e à formação de profissionais capazes de lidar com os desafios atuais do campo, como produtividade, sustentabilidade e gestão.

  • Sindag reforça liderança feminina e inovação no agro

    Sindag reforça liderança feminina e inovação no agro

    A presidente do Sindag, Hoana Almeida Santos, marcou presença na 10.ª edição do Congresso Nacional das Mulheres do Agro (CNMA), realizada em São Paulo. O encontro, que reuniu mais de 3 mil participantes de todo o país, ocorreu nos dias 22 e 23 de outubro no Transamérica Expo Center.

    Com o lema “Mulher agro brasileira, voz para o mundo”, o evento promoveu integração, debates e reconhecimento da força feminina no agronegócio. Hoana esteve acompanhada de Janete Lima, coordenadora do Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (Congresso AvAg), e da empresária Isabela Gonçalves, do Grupo Precisão — que reúne as empresas Precisão Aeroagrícola, Jaíba Aviação Agrícola e Precisão Abastecimentos.

    Além da representatividade institucional, a participação do Sindag reforçou o compromisso da entidade com um agro mais inovador, sustentável e inclusivo.

    Aviação agrícola ganha espaço em debates sobre tecnologia e sustentabilidade

    Segundo Hoana, o evento trouxe três grandes ganhos para o Sindag. Primeiro, a reafirmação da aviação agrícola como um dos pilares da inovação e da sustentabilidade no agro brasileiro. Em segundo lugar, a oportunidade de fortalecer parcerias e ampliar o networking entre mulheres líderes do setor. Por fim, o incentivo direto a novas profissionais interessadas em ingressar nas áreas de gestão, operação e tecnologia.

    “Sinalizamos que o futuro do agro é cada vez mais tecnológico, sustentável e inclusivo — e temos um papel fundamental nessa transformação”, afirmou Hoana.

    Assim, o Sindag reforçou que tecnologia e diversidade caminham juntas, além de destacar que, por meio dessa integração, surgem novas lideranças femininas que estão transformando o campo.

    Palcos de conteúdo e vozes femininas inspiradoras

    O CNMA contou com cinco palcos de conteúdo — a Arena Master e quatro Arenas do Conhecimento. Os temas foram saúde vegetal, proteínas animais, futuro do agro e liderança transformadora.
    Entre os momentos mais marcantes, o painel “TODAS | Conectando Mulheres” apresentou um movimento para integrar grupos e núcleos femininos do agro, estimulando o compartilhamento de experiências e o crescimento conjunto.

    Além disso, a abertura do evento trouxe o painel “Brasil, o país que muda o mundo para melhor!”, reunindo autoridades e especialistas. O painel discutiu as tendências globais e as oportunidades para o agro brasileiro na próxima década.

    Aviação agrícola como símbolo de inovação e precisão

    Durante o congresso, o Sindag destacou a relevância crescente da digitalização e do uso de drones, além das novas tecnologias de aplicação de precisão, que estão moldando uma nova fase da aviação agrícola.

    “O fato de estarmos em um evento como esse reforça nosso papel e demonstra o quanto a aviação agrícola é essencial”, enfatizou Hoana.

    Com isso, a dirigente ressaltou que a transição tecnológica e a sustentabilidade são fundamentais para consolidar o Brasil como referência mundial em produção responsável, enquanto as mulheres do agro assumem papel decisivo nesse movimento.

    Próxima edição e perspectivas para o futuro

    A próxima edição do Congresso Nacional das Mulheres do Agro já tem data marcada. Será realizada nos dias 28 e 29 de outubro de 2026, também em São Paulo. O tema será “Nutrientes para a vida, saúde para o planeta: o agro tropical brasileiro alimentando o mundo inteiro”.

    “O futuro do agro será cada vez mais tecnológico, sustentável e liderado por mulheres preparadas para transformar o setor”, concluiu Hoana.

    Além disso, o Sindag reforça seu compromisso de seguir promovendo diálogo, inovação e inclusão, posicionando a aviação agrícola brasileira no centro de um agro mais moderno e equilibrado.

  • Festival Campinas Rural fortalece o agro e empreendedorismo

    Festival Campinas Rural fortalece o agro e empreendedorismo

    O 3º Festival Campinas Rural foi oficialmente aberto na manhã desta quinta-feira (4) transformando o centro da cidade em vitrine do campo e palco de oportunidades para empreendedores. No Largo do Rosário e na Praça Guilherme de Almeida, mais de 70 produtores apresentam frutas, hortaliças, flores, bebidas artesanais e outros produtos típicos da região, ao lado de serviços como feirão de empregos, capacitações e orientações para microempreendedores individuais (MEIs). A programação segue até sábado (6), das 10h às 19h, com entrada gratuita.

    Participaram da cerimônia de abertura: o prefeito Dário Saadi, representantes do legislativo, a secretária de Desenvolvimento Econômico ,Tecnologia e Inovação de Campinas e vice-presidente da Acic, Adriana Flosi, a presidente da ACIC Nina Bertelli, além de representantes do Sebrae, Sindicato Rural de Campinas, Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Caixa Econômica Federal, entre outros parceiros e apoiadores.

    Marcos Landell, Diretor-geral do IAC – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    “Campinas é o berço da revolução do agro brasileiro, que nasceu no IAC e projetou o país como referência mundial em produtividade. Hoje, cerca de 30% do território do município é rural, o que mostra a força desse setor na nossa economia. Precisamos valorizar nosso passado e apoiar os novos produtores”, afirmou o prefeito.

    Dário Saadi, prefeito de Campinas – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Espaço MEI atrai empreendedores em busca de formalização

    O Espaço MEI está instalado na área “Da Roça ao Negócio”. Equipes da ACIC oferecem gratuitamente serviços de abertura e regularização de microempreendedores, emissão de notas fiscais, gestão financeira, geração de boletos, certificação digital e até encaminhamentos para crédito junto ao Banco do Povo.

    Espaço MEI está localizado no Palácio da Cidade – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Segundo o economista da ACIC, Mario Eduardo Campos, a expectativa é que a procura seja alta por quem deseja sair da informalidade. “As vantagens em se tornar MEI são poder emitir nota fiscal, contratar até um funcionário, abrir conta em banco e acessar crédito em melhores condições. Orientamos desde a formalização até a renegociação de dívidas”, explicou.

    Campos lembra que o MEI pode faturar até R$ 81 mil ao ano. “Esse acompanhamento é essencial para evitar que o empreendedor seja desenquadrado. Nosso objetivo é que ele esteja seguro para desenvolver sua atividade dentro da formalidade”, disse.

    Mario Eduardo Campos, economista da ACIC – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    De acordo com dados da Receita Federal, a Região Metropolitana de Campinas soma 335.839 inscritos no Portal do Empreendedor, sendo 128 mil apenas na cidade. “O crescimento reflete a busca de muitos trabalhadores que, após a pandemia, encontraram no empreendedorismo uma alternativa de renda”, completou.

    Sebrae Móvel e agentes de inovação

    Outra atração é o Sebrae Móvel, que atende pela primeira vez uma cidade do interior com foco voltado ao agro, mas aberto a todo público. No veículo, os visitantes recebem orientação sobre gestão, marketing e acesso a linhas de crédito.

    Sebrae Móvel – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Além disso, nesta sexta (5), agentes de inovação do Sebrae orientarão produtores sobre como ampliar a gestão, a produtividade e o faturamento por meio do programa ALI Rural, que leva técnicos diretamente às propriedades para oferecer acompanhamento gratuito. “O produtor sabe trabalhar da porteira para dentro. Nós queremos apoiá-lo a vender melhor, a trabalhar da porteira para fora”, destacou o gerente regional, Nilcio Freitas.

    Produção rural e cultura no coração da cidade

    Para Adriana Flosi, a feira consolida o protagonismo rural de Campinas. “Temos aproximadamente 70 expositores, o que demonstra o potencial. É a oportunidade de qualquer produtor rural se tornar empreendedor, formalizar seu negócio e se aproximar da cidade”, afirmou.

    Adriana Flosi, vice-presidente da ACIC Campinas e secretária de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação de Campinas – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Além da comercialização, o público encontra praça de alimentação, workshops, minicursos e shows sertanejos diários. Um dos pontos altos será o concurso “1ª Violeira Chitãozinho & Xororó”, voltado a revelar novos talentos regionais. Também haverá a escolha da rainha e do embaixador dos territórios rurais de Campinas.

    O Festival Campinas Rural é promovido pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, em parceria com a ACIC, Sebrae, Senar, Sindicato Rural e Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural e do Agronegócio.

    Serviço
    3º Festival Campinas Rural
    Local: Largo do Rosário e Praça Guilherme de Almeida, Centro de Campinas
    Data: De 4 a 6 de setembro
    Horário: das 10h às 19h
    Entrada gratuita