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  • Produção paulista de tilápia cresce 4% e alcança 54 mil toneladas em 2025

    Produção paulista de tilápia cresce 4% e alcança 54 mil toneladas em 2025

    A produção de tilápia em São Paulo cresceu 4% em volume durante 2025, segundo dados preliminares do Valor da Produção da Aquicultura Paulista. O estado alcançou 54,17 mil toneladas do pescado e registrou faturamento de R$ 494,11 milhões no período. As informações vêm do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

    São Paulo mantém a segunda posição no ranking nacional de produção de tilápia, atrás apenas do Paraná. A piscicultura paulista consolida-se como um dos pilares dinâmicos do agronegócio estadual, com perspectivas otimistas para os próximos meses.

    Tanques-rede em reservatórios concentram 75% da produção estadual

    A tecnologia de criação em tanques-rede impulsionou o crescimento da produção e da produtividade da tilápia no estado. Atualmente, esse sistema de cultivo concentra-se principalmente nos grandes reservatórios hidrelétricos do oeste paulista e já responde por mais de 75% do volume total produzido.

    O levantamento da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e do IEA contabilizou mais de 12 mil unidades de tanques-rede em operação durante 2024. Os viveiros escavados, por sua vez, mantêm relevância no planalto e na região da Mantiqueira, onde atendem tanto a produção comercial quanto o mercado de pesque-pague.

    “Espera-se que as condições climáticas favoráveis de temperatura e luminosidade impulsionem a produção no segundo semestre, podendo reverter a queda no valor total da produção deste cálculo preliminar”, destaca artigo científico publicado no site do IEA.

    Frigoríficos paulistas ampliam capacidade de processamento e aproveitamento

    A estrutura de processamento paulista mostra-se robusta: 21 frigoríficos concentram 86% do abate estadual. Parte da produção ainda segue para abatedouros em estados vizinhos, como Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

    Celso Vegro, diretor da Divisão de Estatística, Economia e Políticas Públicas em Agricultura do IEA, aponta o potencial de expansão do setor. “Colabora imensamente a esse crescimento da produção a instalação de grandes frigoríficos especializados no abate e processamento da tilápia (filetagem) com aproveitamento do couro para outros usos, inclusive, para o tratamento de queimaduras de primeiro grau”, explica.

    Pesquisa científica impulsiona produtividade e qualidade dos peixes

    O pesquisador do IEA, Eder Pinnati, destaca que a pesquisa científica tem contribuído para a melhoria da produtividade e da qualidade dos peixes criados no estado. “São diversos desafios que vão desde a qualidade da água até a gestão da cadeia que estão sendo estudados concomitantemente, e o IEA inicia o acompanhamento e divulgação de dados e informações da cadeia produtiva da tilápia”, afirma.

    Diante da relevância e intensificação da atividade na agropecuária paulista, a tilápia entrou no Valor da Produção Agropecuária (VPA) em 2025. O indicador, elaborado desde 1948, gera um ranking de relevância econômica para os produtos do setor e serve de base para análises, planejamento e formulação de políticas públicas.

    O setor segue atraindo novos investimentos, com aumento contínuo no número de criatórios cadastrados pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA). Como a maior parte do abastecimento paulista ainda vem de outros estados, há potencial de expansão bastante favorável para o incremento e intensificação das criações de tilápias, segundo Vegro.

    Paulistas consomem tilápia abaixo do recomendado pela OMS

    A tilápia lidera a preferência dos paulistas entre os pescados, seguida por salmão, pescada e atum. O alto custo da proteína, porém, limita o consumo. Os dados fazem parte de pesquisa recente do Instituto de Oceanografia (IO) da USP, em parceria com o Instituto de Pesca do Estado de São Paulo (IP-APTA).

    O estudo mostra que o consumo de peixes, crustáceos e moluscos no estado está abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em média, os paulistas consomem esses alimentos apenas de uma a três vezes por mês. Enquanto a OMS sugere o consumo pelo menos duas vezes por semana.

    Celso Vegro destaca o potencial de crescimento do consumo. “Em razão dessa maior demanda objetiva, a estrutura produtiva paulista está reagindo positivamente em exemplo do clássico econômico em que a demanda faz a oferta”, explica o pesquisador.

  • CNA e IEA apontam alta de 3% no preço de importação da borracha natural

    CNA e IEA apontam alta de 3% no preço de importação da borracha natural

    O preço de referência de importação da borracha natural subiu 3,0% em dezembro, alcançando R$ 12,81 por quilo, segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Instituto de Economia Agrícola (IEA). O índice de referência chegou a 151,31 pontos, com variação positiva de 3,1% em relação a novembro.

    O aumento reflete o avanço de 1,7% nas cotações da borracha na Bolsa de Cingapura e a valorização média de 2,1% do dólar no período. Esses fatores impulsionaram o custo de importação da matéria-prima, usada principalmente nas indústrias de pneus e artefatos de borracha.

    Apesar da alta no preço do produto, o frete marítimo internacional na rota analisada recuou 8,2% em dezembro, enquanto o frete interno manteve-se estável.

  • Agro paulista cresce 11,2% e lidera exportações nacionais

    Agro paulista cresce 11,2% e lidera exportações nacionais

    São Paulo mantém a liderança nas exportações do agronegócio brasileiro. O setor paulista registrou alta de 11,2% entre janeiro e outubro de 2024, alcançando US$ 25,77 bilhões. No mesmo período, as importações somaram US$ 4,74 bilhões, resultando em um superávit de US$ 21,03 bilhões. Ou seja, esse saldo reforça a importância do agronegócio para a economia estadual.

    O levantamento, conduzido por Carlos Nabil Ghobril, coordenador da Apta, e pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA), destaca que o setor agro respondeu por 43,6% das exportações paulistas no período. As importações do segmento representaram 7,4% do total estadual.

    Enquanto isso, os demais setores da economia estadual acumularam um déficit de US$ 26,13 bilhões, evidenciando o papel do agronegócio na redução do saldo negativo da balança comercial paulista.

    Principais produtos e crescimento

    Cinco grupos de produtos concentraram 79,8% das exportações agropecuárias paulistas:

    • Complexo sucroalcooleiro: 40,7% de participação (US$ 10,48 bilhões), com o açúcar representando 93% desse total.
    • Carnes: 11,2% de participação (US$ 2,89 bilhões), lideradas pela carne bovina (84,1%).
    • Produtos florestais: 10,3% de participação (US$ 2,66 bilhões), com destaque para celulose (55,2%).
    • Sucos: 9,1% de participação (US$ 2,34 bilhões), sendo 98,2% de suco de laranja.
    • Complexo soja: 8,5% de participação (US$ 2,18 bilhões), com 77,1% de soja em grão.

    Ao mesmo tempo, o café registrou alta de 41,4%, somando US$ 1,06 bilhão, com destaque para o café verde (71,7%). Outras altas incluem sucos (+30,6%), complexo sucroalcooleiro (+23,9%) e produtos florestais (+18,9%). Já o complexo soja sofreu queda de 35%, impactado por variações de preço e volume exportado.

    Importações e participação nacional

    Nas importações, os principais produtos foram salmão (US$ 383,63 milhões), papel (US$ 340,14 milhões) e trigo (US$ 271,41 milhões). Juntos, os dez itens mais importados somaram US$ 2,09 bilhões, ou 44,2% das importações agropecuárias paulistas.

    No cenário nacional, São Paulo respondeu por 18,4% das exportações do agronegócio brasileiro, superando Mato Grosso (16,9%) e Paraná (11,3%). O estado lidera as exportações de sucos (83,7%), complexo sucroalcooleiro (63,1%) e produtos alimentícios diversos (73,9%).

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    Balança comercial brasileira

    O agronegócio brasileiro acumulou superávit de US$ 123,78 bilhões até outubro de 2024, apesar de uma leve redução de 1,6% em comparação ao ano anterior. Em resumo, as exportações setoriais somaram US$ 140,02 bilhões, representando 49,3% das vendas externas do país.

    Os principais grupos exportados foram complexo soja (US$ 50,33 bilhões), carnes (US$ 21,49 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 16,60 bilhões), produtos florestais (US$ 14,31 bilhões) e café (US$ 9,75 bilhões). Portanto, juntos, esses produtos concentraram 80,3% das exportações do agronegócio brasileiro.

    Destaques incluem aumentos nas vendas de café (+51,0%) e complexo sucroalcooleiro (+26,6%). Por outro lado, o complexo soja registrou queda de 16,8%, refletindo oscilações no mercado internacional.