Tag: Hortaliças

  • 5 hortaliças ideais para plantar em agosto

    5 hortaliças ideais para plantar em agosto

    Agosto marca uma transição importante para a agricultura em boa parte do Brasil. Com o aumento gradual das temperaturas e da incidência de luz solar, diversas hortaliças encontram condições favoráveis para iniciar o desenvolvimento.

    Para quem deseja renovar a horta, seja em casa ou na propriedade rural, este é um dos períodos mais indicados para o plantio de algumas espécies.

    Confira abaixo quais hortaliças podem ser cultivadas neste mês.

    Abóbora

    Originária do continente americano, a abóbora é sensível ao frio intenso e não tolera geadas.

    Por isso, a Embrapa recomenda o plantio durante este período principalmente nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Em condições favoráveis, a colheita acontece entre 90 e 120 dias após a semeadura.

    Alface

    A alface é uma das hortaliças mais consumidas pelos brasileiros e pode ser cultivada em todas as regiões do país.

    Entre as variedades mais conhecidas estão a crespa, lisa, americana, romana, mimosa e roxa. Em geral, a colheita ocorre cerca de dois meses após o plantio, tornando a cultura uma excelente opção para hortas domésticas.

    Beterraba

    A beterraba se desenvolve melhor em solos leves, bem drenados e sob temperaturas amenas.

    Nas regiões Sul e Sudeste, o cultivo pode ser realizado durante todo o ano. Já nas demais regiões brasileiras, a Embrapa recomenda a semeadura entre abril e agosto. A colheita costuma ocorrer aproximadamente dois meses depois do plantio.

    Cebolinha

    Muito utilizada como tempero, a cebolinha apresenta boa adaptação a temperaturas amenas e frias.

    O cultivo é simples, exige poucos cuidados e ainda permite rebrotas após a colheita. Em condições adequadas, as folhas podem ser colhidas em cerca de 70 dias, especialmente nas regiões Sul e Sudeste.

    Nabo

    O nabo pertence à mesma família do repolho, da couve e do rabanete.

    A semeadura deve ser feita diretamente no solo, preferencialmente em áreas de textura argilosa. Segundo a Embrapa, o plantio é indicado durante o outono e o inverno na maior parte do país. Em regiões de maior altitude, onde as temperaturas permanecem entre 15°C e 25°C, o cultivo pode ocorrer durante todo o ano.

    A colheita é rápida e normalmente acontece a partir de 50 dias após a semeadura.

    Como ter melhores resultados na horta?

    Independentemente da espécie escolhida, alguns cuidados ajudam a aumentar a produtividade:

    • Utilize sementes ou mudas de boa procedência.
    • Mantenha o solo fértil e bem drenado.
    • Faça irrigação regular, evitando encharcamentos.
    • Respeite o espaçamento recomendado para cada cultura.
    • Observe as condições climáticas da sua região antes do plantio.

    Com planejamento e os cuidados adequados, agosto pode ser um excelente período para iniciar uma nova produção.

  • Alface sobe até 90% e seca muda mercado de alimentos na Europa

    Alface sobe até 90% e seca muda mercado de alimentos na Europa

    A alface virou um dos principais símbolos da crise climática que atinge a agricultura europeia neste verão.

    No Reino Unido, a combinação de seca prolongada e calor intenso derrubou a produção da hortaliça, reduziu a oferta no mercado e fez o preço no atacado subir cerca de 90%. O cenário levou redes de supermercados, distribuidores e restaurantes a recorrerem a fornecedores da Espanha para manter o abastecimento.

    O problema ocorre justamente no período em que o país normalmente concentra sua produção de verão, diminuindo a necessidade de importações.

    Calor interrompe o desenvolvimento das plantas

    A falta de chuva chegou em um dos momentos mais importantes do ciclo das hortaliças.

    Embora muitos produtores utilizem sistemas de irrigação, a escassez de água reduziu a capacidade de manter o solo úmido durante as sucessivas ondas de calor.

    Como consequência, parte das plantações apresentou crescimento irregular, folhas menores e perda de qualidade comercial.

    Em diversas propriedades, agricultores passaram a colher menos unidades por hectare, reduzindo a oferta disponível para o mercado.

    Espanha volta a abastecer o Reino Unido

    Diante da quebra de safra, distribuidores precisaram reorganizar rapidamente a cadeia de abastecimento.

    Em vez de comprar a produção britânica, empresas voltaram a importar alface cultivada na Espanha, país acostumado a produzir em condições de temperaturas mais elevadas.

    A mudança representa uma situação incomum para esta época do ano, quando a maior parte da demanda costuma ser atendida pelos agricultores locais.

    Além da Espanha, fornecedores da Holanda também passaram a complementar o abastecimento de algumas regiões.

    Preços sobem e pressionam toda a cadeia

    A alta da alface não ocorreu de forma isolada.

    O tomate acumulou aumento superior a 60% no mercado atacadista britânico. A batata também ficou mais cara, enquanto outras hortaliças apresentam tendência de valorização caso o tempo seco continue.

    Para supermercados e restaurantes, o aumento dos custos representa um desafio adicional justamente durante o período de maior consumo de saladas e refeições leves no verão europeu.

    Ao mesmo tempo, produtores enfrentam despesas maiores com irrigação e redução na produtividade.

    Agricultura sente os efeitos das mudanças climáticas

    Plantação de Alface
    Foto: Embrapa/Italo Ludke

    Especialistas avaliam que episódios de calor extremo tendem a se tornar mais frequentes nas próximas décadas.

    As hortaliças estão entre as culturas mais sensíveis às variações de temperatura porque dependem de grande disponibilidade de água e apresentam ciclos curtos de desenvolvimento.

    Quando o solo perde umidade rapidamente, as plantas reduzem o crescimento para preservar energia. Como resultado, a produtividade cai e parte da produção perde valor comercial.

    Esse comportamento já preocupa agricultores em diferentes regiões da Europa.

    Supermercados pedem medidas ao governo

    A crise mobilizou produtores, indústrias e grandes redes varejistas.

    Mais de uma centena de empresas do setor alimentício solicitaram ao governo britânico medidas para fortalecer a produção nacional e reduzir a vulnerabilidade provocada pelos eventos climáticos extremos.

    Entre as reivindicações estão investimentos em infraestrutura hídrica, ampliação da capacidade de armazenamento de água e incentivos para tornar a agricultura mais resiliente.

    O objetivo é diminuir a dependência de importações durante períodos de clima severo.

    Brasil acompanha o cenário

    Embora o problema esteja concentrado na Europa, o mercado brasileiro observa a situação com atenção.

    Além disso, oscilações na oferta internacional podem alterar fluxos comerciais, influenciar preços e criar oportunidades para exportadores de alimentos.

    Além disso, a sequência de eventos extremos reforça um alerta que também vale para o Brasil: investir em irrigação, manejo da água e adaptação das lavouras tornou-se uma estratégia cada vez mais importante para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas.

  • Calor extremo ameaça alimentos na Europa e alerta o Brasil

    Calor extremo ameaça alimentos na Europa e alerta o Brasil

    O verão de 2026 está impondo um dos maiores desafios já enfrentados pela agricultura britânica. A combinação de calor extremo e escassez de chuvas comprometeu a produção de hortaliças em diversas regiões do Reino Unido, reduziu a oferta de alimentos e obrigou supermercados, restaurantes e distribuidores a recorrerem às importações justamente no período em que o país costuma abastecer o próprio mercado.

    Os efeitos já chegaram às prateleiras. Segundo representantes do setor ouvidos pelo jornal britânico The Guardian, os preços no atacado dispararam nas últimas semanas. O tomate ficou mais de 60% mais caro, a alface americana registrou alta próxima de 90% e a batata acumula valorização superior a 40%.

    O cenário também preocupa autoridades, varejistas e produtores, que classificam a atual temporada como uma das mais difíceis das últimas décadas.

    Brócolis perde metade da produção

    Entre as culturas mais afetadas está o brócolis. Em algumas propriedades, a produtividade caiu cerca de 50%, consequência direta das temperaturas elevadas e da falta de água para irrigação.

    David Simmons, produtor da Riviera Produce e integrante da diretoria da Brassica Growers’ Association, afirmou ao The Guardian que os agricultores passaram a unir duas cabeças de brócolis para atingir o peso mínimo exigido pelo mercado.

    “O Reino Unido enfrenta uma grande escassez de brócolis neste momento. Estamos importando produtos da Espanha e da Holanda para atender aos pedidos”, afirmou.

    Segundo ele, a preocupação agora se concentra na couve-flor, que também pode apresentar redução significativa de oferta nas próximas semanas caso o clima permaneça seco.

    Importações voltam ao centro do abastecimento

    A queda da produção obrigou distribuidores a fazer um movimento considerado incomum para esta época do ano.

    Tradicionalmente, durante o verão, boa parte das hortaliças consumidas no Reino Unido é produzida internamente. Desta vez, porém, empresas voltaram a comprar grandes volumes na Espanha para evitar desabastecimento.

    Tim O’Malley, presidente da distribuidora Nationwide Produce, afirmou ao The Guardian que a situação é mais grave do que muitos consumidores imaginam.

    “A situação é pior do que o público imagina. Estamos ficando sem água”, disse.

    Segundo o executivo, verduras folhosas, alface americana e brócolis foram as culturas mais prejudicadas. Mesmo enfrentando temperaturas elevadas, produtores espanhóis conseguem manter parte da produção graças à infraestrutura de irrigação desenvolvida ao longo de décadas.

    Cenouras enfrentam o pior ano da história

    A situação também preocupa os produtores de cenoura.

    Rodger Hobson, agricultor de Yorkshire responsável por cerca de 4% da produção britânica da cultura, classificou 2026 como o pior ano já registrado em sua propriedade.

    “É de partir o coração e para o bolso”, afirmou ao The Guardian.

    Segundo Hobson, temperaturas acima de 25°C já reduzem significativamente o desenvolvimento das plantas. Quando os termômetros ultrapassam os 30°C, praticamente todo o crescimento da cultura é interrompido.

    Caso não ocorram chuvas consistentes nas próximas semanas, a produção nacional poderá acabar meses antes do previsto, obrigando o país a ampliar as importações durante a primavera europeia.

    Colheitas antecipadas preocupam agricultores

    Além das hortaliças, outras culturas também apresentam perdas importantes.

    A safra inglesa de ervilhas caiu cerca de um terço em relação ao esperado. Já a colheita de cereais começou mais cedo do que o habitual, reflexo direto das altas temperaturas e da rápida perda de umidade do solo.

    Produtores estudam adotar variedades mais resistentes ao calor, semelhantes às cultivadas no sul da Europa. No entanto, representantes do setor defendem que apenas mudanças tecnológicas não serão suficientes.

    Entre as principais reivindicações está o aumento dos investimentos em reservatórios para armazenar água das chuvas do inverno e da primavera, garantindo irrigação durante os meses mais secos.

    Supermercados cobram ação do governo

    A preocupação extrapolou o campo.

    As maiores redes varejistas do Reino Unido, juntamente com fabricantes, distribuidores e atacadistas de alimentos, enviaram um documento ao governo britânico alertando que incêndios florestais, secas prolongadas e eventos climáticos extremos passaram a representar uma ameaça concreta à segurança alimentar nacional.

    As empresas defendem políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção doméstica e à redução da dependência das importações.

    Calor atinge toda a Europa

    Os impactos não se restringem ao Reino Unido.

    Diversos países europeus registram perdas em culturas como trigo, batata, tomate e oliveiras, pressionados pela combinação de seca prolongada, incêndios florestais e sucessivas ondas de calor.

    Especialistas avaliam que a tendência aumenta a volatilidade do mercado internacional de alimentos e pode influenciar o comércio agrícola nos próximos meses, principalmente se as condições climáticas extremas persistirem até o fim do verão no Hemisfério Norte.

  • Ceasas movimentam R$ 68,7 bilhões com frutas e hortaliças

    Ceasas movimentam R$ 68,7 bilhões com frutas e hortaliças

    As Centrais de Abastecimento (Ceasas) brasileiras comercializaram 16,6 milhões de toneladas de frutas e hortaliças em 2025. O setor movimentou R$ 68,7 bilhões, segundo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Os dados fazem parte do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort). A pesquisa analisou 54 Ceasas e avaliou o desempenho dos segmentos de frutas e hortaliças.

    Ceagesp lidera comercialização no país

    A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), na capital paulista, liderou a comercialização nacional. A unidade negociou 2,99 milhões de toneladas e movimentou R$ 13,9 bilhões em 2025.

    Em seguida, apareceram o Mercado Municipal de Juazeiro (BA), com 1,62 milhão de toneladas e R$ 6,11 bilhões, a CeasaMinas, em Contagem (MG), com 1,499 milhão de toneladas e R$ 6 bilhões, e a Ceasa do Rio de Janeiro, com 1,497 milhão de toneladas e R$ 6,11 bilhões.

    Volume comercializado permanece estável

    A pesquisa apontou estabilidade no volume total comercializado pelos entrepostos atacadistas. Na comparação com 2024, o volume caiu 0,82%.

    Segundo a Conab, a redução de 9,29% no quantitativo negociado reflete os preços elevados registrados em 2024. Esses valores foram influenciados pelas condições climáticas adversas durante o período. O Sudeste concentrou 52% do volume comercializado e respondeu por 54% do valor total negociado em 2025.

    Clima reduz oferta de hortaliças

    Entre as 26 Ceasas que integram o Sistema de Informações do Mercado Atacadista de Hortigranjeiros (Simab), seis registraram aumento na comercialização de hortaliças.

    Rio Branco (AC) liderou o crescimento, com alta de 44,9%. Belo Horizonte (MG) avançou 4,4%, enquanto Foz do Iguaçu (PR) registrou crescimento de 4,2%. Mesmo assim, a quantidade total de hortaliças comercializadas recuou 2,8% em 2025.

    A Conab atribui essa redução aos impactos das condições climáticas sobre a produção.

    Mercado de frutas mostra resiliência

    A comercialização de frutas aumentou em 11 Ceasas durante o último ano. Os maiores avanços ocorreram em Rio Branco (AC), com 24,11%, e Goiânia (GO), com 21,04%.

    No entanto, o volume total negociado caiu 1,52% na comparação anual. Segundo a Conab, o mercado permaneceu resiliente, apesar das variações de temperatura e do regime de chuvas.

    Exportações de frutas crescem quase 20%

    O Brasil exportou cerca de 1,3 milhão de toneladas de frutas em 2025. O volume embarcado cresceu 19,7% em relação ao ano anterior.

    Além disso, o faturamento aumentou 29% e alcançou US$ 1,56 bilhão. O desempenho foi impulsionado pelas exportações de mangas, melões, melancias, limões e limas. Essas frutas responderam por mais de 73,5% dos embarques brasileiros. A União Europeia permaneceu como o principal destino das frutas exportadas pelo Brasil.

  • Agricultor cria bandeira do Brasil com 39 mil hortaliças

    Agricultor cria bandeira do Brasil com 39 mil hortaliças

    Uma propriedade rural de Brumadinho, em Minas Gerais, chamou atenção ao transformar a produção de hortaliças em uma homenagem à Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo de 2026.

    O agricultor Djalma Cordeiro utilizou mais de 39 mil mudas de alface e almeirão para formar uma bandeira gigante do Brasil nos canteiros da lavoura. O projeto, que une criatividade, agricultura familiar e paixão pelo futebol, rapidamente ganhou repercussão na região.

    Sonho guardado por quase 30 anos

    Segundo Djalma, a ideia surgiu durante a Copa do Mundo de 1998.

    Por quase três décadas, o agricultor manteve o sonho de criar uma bandeira brasileira utilizando plantas cultivadas na própria terra.

    “Eu sonhava em fazer isso muito antes de chegar aqui, mas nunca tive a oportunidade. Também é uma demonstração da minha torcida pelo hexa.”

    Além da confiança na Seleção Brasileira, Djalma afirma que a expectativa de ver Neymar em campo aumentou ainda mais o entusiasmo para realizar o projeto.

    Como a bandeira foi construída

    Para transformar a ideia em realidade, o agricultor contou com a ajuda do filho, Djordyan Cardoso.

    A etapa de marcação do terreno levou aproximadamente dez dias e exigiu precisão para reproduzir o formato da bandeira.

    Depois disso, foram plantadas cerca de 39,2 mil mudas de alface crespa, alface roxa e almeirão.

    Ao todo, foram utilizadas 140 bandejas de mudas, cada uma com capacidade para 280 plantas.

    Leia mais: Carne suína pode liderar consumo durante jogos do Brasil na Copa

    Propriedade virou atração

    O resultado final superou as expectativas do agricultor.

    A bandeira formada pelas hortaliças passou a atrair visitantes, moradores da região e até grupos de estudantes interessados em conhecer o trabalho desenvolvido na propriedade.

    “Eu nunca imaginei que teria tanta repercussão. Parece algo simples, mas acabou virando uma atração.”

    Há 26 anos trabalhando no local, Djalma também cultiva outras culturas agrícolas ao longo do ano, como pimentão, abobrinha e tomate.

    Além de valorizar o trabalho no campo, iniciativas desse tipo aproximam a população urbana da realidade dos produtores e ajudam a destacar a importância do agronegócio brasileiro.

    Leia mais: Touro mais caro do mundo é brasileiro e vale mais que mansão de luxo

  • Como a COVID-19 reviveu fazendas da era asteca no México

    Como a COVID-19 reviveu fazendas da era asteca no México

    Durante décadas, as antigas chinampas, sistemas agrícolas criados pelos povos pré-astecas há mais de mil anos, perderam espaço para a urbanização e para as cadeias modernas de abastecimento. No entanto, a pandemia da COVID-19 mudou esse cenário e ajudou a impulsionar a retomada dessas fazendas históricas nos arredores da Cidade do México.

    O que são as chinampas?

    As chinampas são ilhas artificiais criadas pelos povos astecas há mais de mil anos para ampliar áreas de cultivo em regiões alagadas. O nome vem da palavra nauatle “chinamitl”, que significa “cercado feito de juncos”.

    Construídas com madeira, sedimentos e matéria orgânica, essas estruturas permitiam o cultivo de alimentos em solos altamente férteis e são consideradas um dos sistemas agrícolas mais avançados da antiguidade.

    As chimampas são consideradas um modelo de agricultura sustentável

    Agricultura ancestral resiste ao avanço da urbanização

    Antes da chegada dos colonizadores espanhóis, as chinampas eram a base da segurança alimentar da antiga capital asteca. Com o crescimento da Cidade do México e a modernização do sistema agrícola, grande parte dessas áreas foi abandonada.

    A Central de Abastos da Cidade do México é o maior mercado de produtos do mundo, com cerca de 800 m de comprimento de cada lado abrigando cerca de 122 mil toneladas de comida — (Foto: César Rodriguez)

    Atualmente, existem cerca de 2 mil hectares de chinampas, mas apenas 2,5% da área ainda é utilizada na agricultura tradicional. A área é mais conhecida como uma atração turística popular.

    Mesmo assim, agricultores locais seguem preservando técnicas centenárias. Entre eles está Miguel de Valle, que cultiva hortaliças utilizando métodos praticamente inalterados ao longo das gerações.

    “Temos que proteger esse modo de agricultura”, afirma o produtor. “Meu objetivo é conservar o que as pessoas fazem aqui há centenas de anos.”

    A maioria dos chinamperos usa barcos ou canoas para ir e voltar de suas fazendas, já que os motores de popa raramente são permitidos nos canais — (Foto: César Rodriguez)

    Técnicas agrícolas que atravessaram séculos

    O diferencial das chinampas está no sistema produtivo. Os agricultores retiram sedimentos férteis dos canais para formar canteiros ricos em nutrientes. O cultivo ocorre manualmente, sem mecanização pesada, preservando a estrutura do solo.

    Além disso, os produtores utilizam métodos naturais de proteção das plantas, como cobertura vegetal para conservar a umidade e preparados à base de pimenta para auxiliar no controle de pragas.

    Segundo os agricultores, essas práticas permitem manter uma produção diversificada de alface, milho, abóboras, ervas e hortaliças, ao mesmo tempo em que preservam a biodiversidade local.

    “Essas técnicas já estão desaparecendo. Mas isso é muito eficaz”, destaca De Valle. “É a maneira mais local de alimentar as pessoas.”

    COVID-19 fortaleceu a agricultura local

    O renascimento das chinampas ganhou força durante a pandemia. Com as interrupções nas cadeias de suprimentos e as restrições de circulação, muitos moradores passaram a buscar alimentos produzidos mais perto de casa.

    Assim, agricultores de Xochimilco ampliaram a venda direta ao consumidor, utilizando aplicativos de mensagens, redes sociais e sistemas de entrega em domicílio.

    As vendas praticamente dobraram durante alguns meses da crise sanitária. Algumas propriedades ampliaram suas áreas cultivadas para atender ao aumento da demanda por alimentos frescos e locais.

    Equipe de De Valle colhe hortaliças que serão vendidas no dia seguinte no Mercado de las Cosas Verdes, e também entregues em cestos diretamente aos clientes — (Foto: César Rodriguez)

    Para especialistas, a pandemia evidenciou a importância da produção regional na construção de sistemas alimentares mais resilientes.

    “Temos uma tradição de cultivo de alimentos de centenas ou milhares de anos. Não há nada de alternativo sobre isso. É o legado histórico. Isso é o normal”, afirma David Monachon, pesquisador da Universidade Nacional Autônoma do México.

    Produção agrícola e conservação ambiental

    Além da produção de alimentos, as chinampas desempenham papel importante na preservação ambiental. A área abriga espécies nativas e ajuda a regular a temperatura da Cidade do México por meio de sua extensa rede de canais.

    Paisagem com chinampas e canais em Xochimilco — (Foto: Luis Antonio Rojas)

    O sistema também serve de refúgio para o axolote, anfíbio ameaçado de extinção e conhecido mundialmente por sua capacidade de regeneração.

    Axolote nadando em aquário no Laboratório de Restauração Ecológica da Universidade Nacional Autônoma do México — (Foto: Luis Antonio Rojas)

    Especialistas alertam que o abandono dessas áreas pode trazer impactos ambientais significativos, incluindo aumento das temperaturas locais e redução das chuvas.

    Jovens no campo

    Outro efeito positivo observado após a pandemia foi o retorno de jovens à atividade agrícola. Muitos enxergaram nas chinampas uma oportunidade de trabalho ligada à produção sustentável, ao turismo rural e à valorização dos alimentos locais.

    A renovação geracional tem ajudado a recuperar áreas antes abandonadas e a fortalecer iniciativas voltadas à agricultura de proximidade.

    Embora as chinampas não tenham capacidade para abastecer toda a metrópole como no passado, pesquisadores estimam que elas poderiam fornecer até 20% das hortaliças consumidas na Cidade do México em condições ideais.

    Mais do que produzir alimentos, o sistema representa um patrimônio agrícola vivo, que combina tradição, conservação ambiental e segurança alimentar em uma das maiores cidades do planeta.

     

    Com dados de National Geographic e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento

  • O que plantar em junho? Confira 10 culturas que se adaptam ao frio

    O que plantar em junho? Confira 10 culturas que se adaptam ao frio

    A chegada de junho marca a transição para o inverno no Brasil e traz consigo temperaturas mais baixas em diversas regiões do país. No entanto, o clima frio não representa um obstáculo para a produção agrícola. Pelo contrário, diversas hortaliças e frutas encontram condições favoráveis para o desenvolvimento durante esse período.

    Muitas culturas apresentam bom desempenho em temperaturas amenas, o que amplia as oportunidades para produtores rurais e até mesmo para quem mantém hortas domésticas. Confira algumas opções:

    Agrião

    O agrião se destaca pelo valor nutricional. A hortaliça contém ferro, fósforo, zinco e vitaminas A, B1, B2 e C. Segundo a Embrapa, o plantio em junho é indicado para todas as regiões brasileiras.

    Além disso, a cultura oferece boa rentabilidade devido à possibilidade de realizar até quatro colheitas após o primeiro corte.

    Alface

    A alface, uma das hortaliças mais consumidas no país, também encontra condições adequadas para cultivo em junho em todas as regiões. Isso ocorre porque existem variedades adaptadas tanto ao verão quanto ao inverno.

    Geralmente, a colheita acontece cerca de dois meses após o transplante das mudas. Nesse período, as folhas desenvolvem sabor característico, crocância e elevada concentração de cálcio e vitamina A.

    Brócolis

    Nas regiões Sul e Sudeste, o inverno favorece o cultivo do brócolis de inverno. Para alcançar bons resultados, o produtor deve utilizar solos adubados com micronutrientes como boro e molibdênio.

    A colheita ocorre aproximadamente três meses após o plantio. O ponto ideal é quando os botões apresentam coloração verde intensa e ainda não surgiram flores.

    Cebolinha

    Muito utilizada como tempero natural, a cebolinha se desenvolve melhor em temperaturas inferiores a 25°C. Por isso, o cultivo é recomendado durante todo o ano no Sul e Sudeste.

    Nas demais regiões, o plantio depende das condições climáticas locais. Ainda assim, junho pode ser um período favorável. Em geral, a colheita ocorre entre 80 e 100 dias após o plantio.

    Cenoura

    A cenoura de inverno encontra condições ideais de cultivo nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Conforme orientações da Embrapa, a germinação ocorre de forma mais rápida e uniforme quando as temperaturas ficam entre 20°C e 30°C.

    Por isso, o manejo correto das sementes é fundamental. Elas não devem ser enterradas excessivamente nem permanecer muito superficiais. A colheita costuma ocorrer após 100 dias.

    Couve

    De acordo com a Embrapa, a couve apresenta boa tolerância ao calor e pode ser cultivada durante junho em todas as regiões do país.

    Em canteiros, recomenda-se manter espaçamento entre 80 centímetros e 1 metro entre linhas e cerca de 50 centímetros entre plantas. Dessa forma, o desenvolvimento ocorre de maneira mais eficiente até a colheita. Além disso, a hortaliça possui ampla utilização culinária, sendo consumida em sucos, sopas, saladas, cozidos e recheios.

    Mostarda

    A mostarda, pertencente à mesma família da couve e do brócolis, é reconhecida pelo sabor marcante e levemente picante.

    O plantio é recomendado para as regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, utilizando mudas produzidas em bandejas. Além disso, a cultura apresenta ciclo curto, permitindo colheita em apenas 45 dias. O consumo pode ocorrer tanto in natura quanto refogado com outras folhas.

    Pepino

    Por ser uma cultura adaptada ao clima quente, o pepino sofre com geadas e temperaturas baixas. Por isso, o plantio em junho é recomendado apenas para a região Norte.

    Para obter bons resultados, o cultivo deve ocorrer em solos arenosos e ricos em matéria orgânica. Além disso, o desenvolvimento é rápido e a colheita pode começar cerca de 45 dias após o plantio.

    Melancia

    Enquanto as baixas temperaturas limitam o cultivo no Sul e Sudeste, a melancia apresenta melhor desempenho nas regiões Norte e Nordeste durante junho.

    Por outro lado, municípios do Centro-Oeste com baixa altitude e disponibilidade de irrigação também podem investir na cultura. Rica em vitaminas A e C, a fruta normalmente alcança o ponto de colheita após aproximadamente três meses.

    Vagem

    A vagem também apresenta sensibilidade ao frio intenso. Dessa forma, o cultivo durante junho é mais indicado para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

    Como o Sul e o Sudeste registram ocorrência frequente de geadas e até episódios de neve em algumas áreas, a cultura tende a apresentar melhor desempenho em regiões mais quentes. A colheita ocorre entre 60 e 70 dias após o plantio, período em que as vagens atingem o ponto ideal de consumo e ainda não desenvolveram fibras excessivas.

    Com planejamento adequado e escolha correta das culturas, junho pode representar uma excelente oportunidade para manter a produtividade agrícola mesmo durante os meses mais frios do ano.

  • Conab investe R$ 920 mil para fortalecer agricultura familiar no Rio Grande do Norte

    Conab investe R$ 920 mil para fortalecer agricultura familiar no Rio Grande do Norte

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou um investimento de aproximadamente R$ 920 mil para apoiar o escoamento da produção da agricultura familiar no Rio Grande do Norte. A ação ocorre por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e contempla projetos nos municípios de Janduís, Touros e Pendências.

    As equipes realizaram as atividades ao longo da semana, entre 4 e 8 de maio, com eventos de lançamento e distribuição simbólica de alimentos destinados a entidades socioassistenciais e redes de segurança alimentar.

    No município de Janduís, o maior volume de recursos será aplicado: cerca de R$ 610 mil. O programa vai beneficiar 61 agricultores familiares e garantir o escoamento de mais de 36 toneladas de alimentos. Os produtores destinarão a produção ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), incluindo hortaliças e produtos beneficiados, como doces, bolos e polpas de frutas.

    Já em Touros, o investimento previsto é de R$ 180 mil, com a participação de três associações da agricultura familiar. A expectativa é adquirir mais de 34 toneladas de alimentos, entre eles abacaxi, banana, batata-doce, coco, feijão e mandioca.

    Em Pendências, o programa aplicará aproximadamente R$ 130 mil e possibilitará o escoamento de mais de 26 toneladas de produtos como hortaliças, frutas, raízes e legumes, incluindo abóbora, alface, banana, beterraba, caju, cenoura, feijão, mamão, mandioca, melancia e melão.

    Presença do programa em diferentes regiões

    Segundo o superintendente regional da Conab no estado, Sebastião Arruda Júnior, as ações reforçam a presença do programa em diferentes regiões potiguares. “O PAA tem papel fundamental no desenvolvimento local, fortalecendo a agricultura familiar e ampliando o acesso à alimentação”, afirmou.

    Os investimentos recentes se somam aos resultados obtidos em 2025. No Sertão do Apodi, onde está localizado o município de Janduís, foram destinados mais de R$ 4,7 milhões. Assim, viabilizando o escoamento de cerca de 238 toneladas de alimentos produzidos por 432 agricultores e beneficiando 34 entidades.

    Em Touros, os aportes no ano passado chegaram a R$ 1,51 milhão, atendendo 158 agricultores familiares e quatro entidades socioassistenciais.

    A Conab executa o Programa de Aquisição de Alimentos com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. A iniciativa promove a compra direta de alimentos de pequenos produtores, garantindo renda no campo e destinando os produtos a populações em situação de vulnerabilidade.

    O PAA atende diversos públicos da agricultura familiar, incluindo assentados da reforma agrária, pescadores artesanais, extrativistas, povos indígenas, comunidades quilombolas e outros grupos tradicionais, fortalecendo a economia local e combatendo a insegurança alimentar.

  • Força feminina transforma a produção rural em Divino, Minas Gerais

    Força feminina transforma a produção rural em Divino, Minas Gerais

    No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a força feminina no campo mineiro se revela nas histórias das produtoras de Carangolinha de Cima, comunidade rural de Divino, na Zona da Mata de Minas Gerais. Lá, as mulheres transformam a terra e o sustento das famílias por meio da agricultura familiar.

    Cerca de 60% dos 200 moradores da comunidade são mulheres, responsáveis por todas as etapas da produção agrícola, do plantio à comercialização. Elas cultivam cafés especiais, hortaliças, frutas, farinhas, quitandas e doces, abastecendo feiras locais, mercados e programas de alimentação escolar.

    “Aprendi com minha mãe, que já se foi, a respeitar a natureza e trabalhar com amor”, conta Renata de Souza Gomes, de 40 anos. Agricultora e formada em Educação do Campo pela UFV, ela se dedica à produção de cafés especiais e mantém vivas as tradições da família em Carangolinha de Cima.

    Gerações

    A história de Renata reflete a força feminina de várias gerações. Ela vive com a avó, Geisha Neto de Souza, a dona Zica, de 90 anos, e com as tias Neli, Ana, Vanilda e Romilda. A jovem Valentina, de 12 anos, filha de Romilda, já demonstra vontade de seguir no mesmo caminho. “Aqui plantamos banana, feijão, abóbora, mandioca, abacate, manga, amora, pitanga… A lista é grande”, celebra Renata.

    A tradição começou com dona Zica, que, ainda no século passado, plantou as primeiras lavouras ao lado do marido. Para Renata, as mulheres sempre sustentaram o campo, mesmo quando o reconhecimento era raro. “Antes, cuidávamos dos quintais e da família, garantindo alimento e afeto. Hoje, temos orgulho de dizer que somos produtoras rurais”, afirma.

    Essa mudança trouxe independência financeira e visibilidade. “Muitos homens ainda perguntam por meu pai ou marido, e eu respondo com orgulho: pode falar comigo. Nada nos impede”, diz Renata, que estampa em suas embalagens a frase “Produzido por mulheres”.

    Apoio e protagonismo feminino

    O trabalho das produtoras de Carangolinha de Cima recebe apoio técnico da Emater-MG, vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa). As ações incluem assistência no cultivo, capacitação e acesso a tecnologias agrícolas. “Participo de cursos e dias de campo que ampliam nosso conhecimento e fortalecem a produção”, conta Renata.

    Em 2025, a comunidade foi beneficiada pelo Programa Irriga Minas, que distribuiu kits de irrigação a 49 agricultores familiares de Divino. 27 deles destinados a mulheres da comunidade. Com o sistema de irrigação, as produtoras aumentaram a oferta de alimentos e o fornecimento ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), gerando mais renda para as famílias.

    “Ampliar a produção e fortalecer o protagonismo feminino no campo é essencial para o desenvolvimento rural sustentável”, destaca Emanuella Costa Torres, extensionista da Emater em Divino.

  • Hortaliças e frutas tem queda nos preços

    Hortaliças e frutas tem queda nos preços

    As hortaliças e frutas comercializadas nos principais mercados atacadistas do Brasil continuam a apresentar queda de preços por mais um mês consecutivo. De acordo com o 8º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta sexta-feira (16) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a média ponderada de preços caiu até 47,69% para a cenoura. E 43,96% para o tomate em julho em relação a junho.

    A redução no preço da cenoura é atribuída ao aumento da oferta do produto nos atacados, que cresceu 8,9% em julho. Esse aumento não se limita apenas a Minas Gerais, mas abrange outras regiões. No caso do tomate, a queda de preços também está relacionada a um aumento de 13% na oferta, resultando no maior volume registrado entre os meses de 2024.

    Batata e cebola

    A entrada da safra de inverno provocou uma reversão na tendência de alta dos preços da batata, que teve a maior baixa observada na Ceasa de Rio Branco, com uma queda de 35,57%. Em Fortaleza, a diminuição foi de 17,22%. Apesar disso, os preços da batata ainda permanecem elevados em comparação ao ano anterior, com o preço médio na Ceagesp (SP) subindo de R$ 3,46/kg em julho de 2023 para R$ 5,82/kg em julho deste ano, um aumento de 68%.

    Preços da batata ainda permanecem elevados em comparação ao ano anterior

    Para a cebola, a média ponderada de preços caiu 11,14%, com uma queda de 28,69% na Ceasa do Acre. O aumento da oferta, que cresceu quase 5% em relação a junho, contribuiu para a redução dos preços.

    Hortaliças e frutas

    A alface apresentou um aumento significativo na Ceasa de Fortaleza, com uma alta de 28,56%. No entanto, a média ponderada do mês teve um crescimento modesto de 1% em comparação com junho. Sete Ceasas registraram quedas nos preços, com destaque para Brasília (-28,28%) e Ceasaminas (-23,74%).

    Entre as frutas, a maioria apresentou queda de preços em julho, incluindo banana (-2,31%), maçã (-2,66%), mamão (-19,57%) e melancia (-3,27%). A maior oferta no mercado atacadista, combinada com a retração da demanda devido às férias escolares, foi o principal motivo para essa diminuição. No caso do mamão, a queda acentuada se deve à colheita em novas plantações.

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    Por outro lado, a laranja teve um aumento de 6,91% nos preços, impulsionado pela alta demanda para moagem, em um contexto de baixos estoques de suco.

    Exportações de frutas

    No acumulado do primeiro semestre de 2024, o Brasil exportou 491,8 mil toneladas de frutas. Isso representauma queda de 7,62% em relação ao mesmo período de 2023. O faturamento, no entanto, foi de US$ 628,89 milhões (FOB), um aumento de 3,73% em relação aos primeiros sete meses de 2023 e de 21,4% em relação ao mesmo período de 2022. A queda nas exportações se deve à menor oferta nacional de frutas importantes, como manga e uva. Mas a expectativa é de que o pico de embarques ocorra no segundo semestre, aumentando tanto o faturamento quanto o volume.