Tag: Guerra comercial

  • Saiba por que a China compra 70% da soja brasileira

    Saiba por que a China compra 70% da soja brasileira

    O Brasil exportou mais de 240 milhões de toneladas de soja para a China entre 2021 e 2025, somando apenas os primeiros sete meses de cada ano. O volume explica como um único grão conecta cozinhas chinesas, fazendas brasileiras e decisões de segurança alimentar em Pequim.

    A China transformou sua economia nas últimas cinco décadas. O país saiu de uma sociedade rural e pobre para se tornar a segunda maior economia do planeta. Mais de 300 milhões de pessoas entraram na classe média, enquanto cerca de 200 milhões deixaram as fazendas e migraram para cidades entre 2007 e 2017.

    Essa migração urbana mudou os hábitos alimentares. A população trocou a dieta tradicional de arroz e vegetais por refeições com mais carne, ovos, leite, óleo de soja e alimentos processados. A soja brasileira ocupa papel central nessa transformação.

    Cozinha chinesa puxa demanda por óleo e proteína

    A China possui mais de 1,4 bilhão de habitantes. Cada refogado diário exige óleo na panela, proteínas e ingredientes processados que dependem da soja.

    O país usa soja de duas formas distintas. A produção interna, com grãos de maior teor proteico, atende o consumo direto em óleo de cozinha, tofu, bolinhos secos e receitas tradicionais milenares.

    A soja brasileira segue outro caminho. Indústrias de esmagamento transformam o grão em óleo e farelo. O óleo vai para cozinhas e indústrias, mas o farelo rico em proteína alimenta a cadeia de ração que engorda porcos, frangos e bovinos.

    Farelo de soja sustenta 56 milhões de toneladas de carne

    A China consome mais de 56 milhões de toneladas de carne por ano. Mais da metade vem apenas da carne suína. Levar um porco até o abate exige cerca de 300 quilos de ração.

    Entre 2018 e 2020, a peste suína africana devastou o rebanho chinês. Aproximadamente 225 milhões de porcos morreram, a oferta de carne despencou e os preços dispararam.

    O governo chinês respondeu com fazendas verticais. Prédios de vários andares, totalmente automatizados, criam porcos com máximo controle e eficiência. Essas estruturas exigem ração em volume ainda maior e com regularidade absoluta.

    O consumo de frango continua crescendo. A carne bovina, antes símbolo de status raramente acessível, passa por expansão com projeções de mercado acima de US$ 120 bilhões até 2030. Em todos os segmentos, o farelo de soja brasileira funciona como elo invisível.

    Produção interna não acompanha apetite da classe média

    Nos anos 1990, a China se aproximou da autossuficiência em soja. O cenário mudou a partir dos anos 2000, quando o consumo de carne, óleo e alimentos industrializados cresceu mais rápido que a capacidade de plantar.

    O país produz entre 20 e 30 milhões de toneladas de soja por ano, mas consome cerca de 120 milhões. Mais de 80% da soja necessária vem de importações, transformando o grão em questão de segurança alimentar nacional.

    Guerra comercial muda rotas e consolida Brasil como fornecedor

    Os Estados Unidos lideraram o fornecimento de soja para China durante muito tempo. O Brasil cresceu abrindo áreas no Cerrado e investindo em tecnologia, mas a virada veio em 2018.

    A guerra comercial entre China e Estados Unidos trouxe tarifas, sanções e desconfiança. A China decidiu reduzir a dependência de um único fornecedor e acelerou compras no Brasil.

    Hoje, mais de 70% da soja importada pelos chineses sai de portos brasileiros. A China também busca diversificar com volumes da Argentina, Paraguai, Tanzânia e até retorno gradual às compras nos Estados Unidos, numa tentativa de diluir riscos.

    Soja redesenha interior brasileiro e expõe gargalos

    A parceria impulsionou o agronegócio brasileiro e redesenhou cidades do interior. Municípios como Canarana, Água Boa e outras cidades do Vale do Araguaia, no Mato Grosso, se fortaleceram como polos de produção, serviços e logística.

    Cada safra movimenta caminhões em estradas congestionadas, forma filas em portos e expõe déficit de armazenagem superior a 80 milhões de toneladas. Produtores vendem rápido por falta de espaço para estocar.

    O país enfrenta gargalos em ferrovias que deveriam ligar o Mato Grosso a portos como Paranaguá e Barcarena com mais eficiência. A estrutura incompleta aumenta custos internos, pressiona fretes e limita a capacidade de capturar todo o valor possível do grão.

    Super ciclo cria dependência bilateral perigosa

    O movimento atual se encaixa no super ciclo das commodities. Períodos longos em que demanda elevada e preços altos de matérias-primas como soja, petróleo, minério e cobre impulsionam países produtores.

    Foto: Tony Oliveira/Sistema CNA/Senar

    Dois terços de toda a soja comercializada no mundo têm como destino a China. A cada três grãos exportados, dois acabam em território chinês. Se uma rota é interrompida, se uma safra quebra ou se uma guerra afeta o caminho entre portos brasileiros e chineses, o impacto atinge o mercado global.

    Sem a China, o Brasil exportaria muito menos. Campo, arrecadação e PIB encolheriam. Sem o Brasil, a China produziria menos carne e teria dificuldade para manter estável o consumo de proteína da população urbana.

    Brasil precisa agregar valor e reduzir vulnerabilidade

    O desafio brasileiro é não se acomodar na posição de fornecedor bruto. Especialistas recomendam investir em logística, armazenagem, ferrovias, portos e tecnologia para reduzir gargalos internos e elevar a margem dos produtores.

    Outra frente é agregar valor. Em vez de exportar apenas grão, o país pode ampliar a venda de óleo de soja, farelo e derivados industriais. Fortalecer a produção de carnes e outros produtos que incorporem a soja como insumo captura uma fatia maior da renda que hoje fica na transformação feita em outros países.

    Para a China, o objetivo estratégico é garantir que comida nunca se transforme em arma política. Isso explica a busca por novos parceiros e estoques estratégicos, mantendo o Brasil no centro do tabuleiro.

  • Safra recorde de soja no Brasil pode reduzir preços mundiais

    Safra recorde de soja no Brasil pode reduzir preços mundiais

    O Brasil se prepara para colher uma safra recorde de soja em 2026, mas agricultores do maior exportador mundial do grão enfrentam um dilema inédito: o mercado global pode não conseguir absorver toda a produção. A Conab projeta 177,1 milhões de toneladas para a safra que começa no início de 2026, volume 3,3% superior ao ano anterior.

    “Estamos crescendo em uma escala maior do que a demanda”, alerta Thiago Facco, vice-presidente da Aprosoja Tocantins. O executivo prevê que o Brasil alcançará produção excedente “em um futuro muito próximo”, mesmo que a safra atual atenda bem ao mercado.

    O presidente norte-americano Donald Trump pressiona a China a comprar mais soja dos Estados Unidos, o que pode reduzir drasticamente o espaço para as exportações brasileiras. O governo chinês se comprometeu a adquirir pelo menos 25 milhões de toneladas anuais de soja norte-americana pelos próximos três anos.

    Se Pequim cumprir o acordo, os embarques brasileiros perderão mercado justamente quando a colheita nacional acelerar. O Brasil pode repetir a situação dos Estados Unidos, que enfrentaram excesso de oferta antes do acordo comercial entre Trump e Xi Jinping.

    Estoques brasileiros devem atingir recorde de nove anos

    A Abiove, associação da indústria esmagadora de soja, projeta que os estoques finais de 2026 alcançarão o maior nível em nove anos. O acúmulo ocorrerá mesmo com o aumento do processamento interno para atender ao mandato de mistura de biodiesel em expansão no país.

    “Em 2025, o Brasil teve uma supersafra, mas exportou muito bem por causa da guerra comercial”, observa Daniele Siqueira, analista da AgRural. “Para 2026, não há essa garantia. O Brasil pode ter um excesso de oferta que pese sobre os preços.”

    Chicago registra volatilidade nas cotações futuras

    Os contratos futuros da soja negociados em Chicago subiram cerca de 8% neste ano, mas recentemente devolveram parte dos ganhos. As compras chinesas de soja norte-americana ficaram muito aquém das 12 milhões de toneladas prometidas até o fim da temporada.

    Francisco Queiroz, analista do Itaú BBA, avalia que “se o potencial de uma safra recorde na América do Sul se confirmar, poderemos ver algum tipo de correção de preços em Chicago”.

    A consultoria Agroconsult estimou recentemente a produção em 178 milhões de toneladas, volume superior às 175 milhões projetadas pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Caso os números mais altos se confirmem, o Brasil poderá compensar uma queda esperada na produção global, mas o crescimento da oferta provavelmente superará o aumento da demanda mundial.

    Chuvas irregulares associadas ao La Niña podem prejudicar o desenvolvimento das lavouras no Sul do Brasil e na Argentina. Porém, se a colheita avançar normalmente até fevereiro, o país deverá enfrentar estoques em expansão.

    China preferiu soja brasileira em 2025

    As exportações brasileiras de soja dispararam em 2025, quando compradores chineses optaram pelo grão brasileiro durante as tensões comerciais com os EUA. O Brasil embarcou recorde de 104,8 milhões de toneladas até novembro, sendo 79% destinadas à China. As vendas totais dos EUA para a China somaram apenas 3,2 milhões de toneladas desde o acordo preliminar de outubro, segundo o USDA.

    A área plantada no Brasil continua a crescer. A Conab estima que os agricultores devem semear 48,9 milhões de hectares nesta safra, expansão de 3,4% em relação à anterior. O aumento ocorre apesar do alto custo dos fertilizantes e das taxas de juros elevadas que deixaram muitos produtores altamente endividados.

    Diferente dos EUA, onde agricultores alternam áreas entre soja e milho, o clima brasileiro permite o cultivo sucessivo das duas culturas. A soja também vem substituindo pastagens e áreas de arroz, segundo a Conab.

    Margens apertadas preocupam produtores

    “As margens estão muito apertadas, às vezes até negativas para a soja”, afirma Lucas Beber, presidente da associação de agricultores do Mato Grosso, principal estado produtor do grão. “A esperança está no milho.”

    Felipe Jordy, gerente de inteligência de mercado da Biond Agro, avalia que os produtores que já planejaram expandir suas áreas não devem desistir, mas as margens fracas provavelmente reduzirão o ritmo de expansão.

    “Quem já está abrindo novas áreas não vai parar, mas vai desacelerar e repensar parte disso”, conclui Jordy.

  • Exportações chinesas crescem 8,3% em setembro apesar de tarifas dos EUA

    Exportações chinesas crescem 8,3% em setembro apesar de tarifas dos EUA

    As exportações da China registraram crescimento de 8,3% em setembro de 2025, superando as expectativas do mercado e fortalecendo a posição do presidente Xi Jinping na disputa comercial com os Estados Unidos. O resultado representa o ritmo mais acelerado de crescimento em seis meses.

    De acordo com dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas nesta segunda-feira, as vendas ao exterior atingiram US$ 328,6 bilhões — o maior volume mensal de 2025. O desempenho ficou acima da projeção mediana de 6,6% estimada por economistas consultados pela Bloomberg.

    Os números demonstram resiliência da economia chinesa mesmo diante do tarifaço dos Estados Unidos, que mantém taxas elevadas sobre produtos do país asiático.

    Queda nas vendas para os EUA é compensada por outros mercados

    Embora os embarques para território americano tenham despencado 27% — marcando o sexto mês consecutivo de quedas superiores a dois dígitos —, a China conseguiu compensar essa retração através da diversificação de destinos.

    As exportações para mercados fora dos Estados Unidos avançaram 14,8%, o maior crescimento desde março de 2023. A estratégia de buscar parceiros comerciais alternativos tem se mostrado eficaz para manter o fluxo de produtos chineses.

    União Europeia lidera crescimento das exportações

    Entre os destaques, as vendas para a União Europeia cresceram mais de 14%, representando o maior aumento em três anos. Outros mercados também apresentaram expansão significativa:

    • África: alta de 56%, o ritmo mais rápido desde fevereiro de 2021
    • América Latina: crescimento de 15,2%, revertendo quedas anteriores
    • Sudeste Asiático: avanço de quase 16%
    • Vietnã: aumento de 25% nas importações de produtos chineses

    “As exportações da China permaneceram resilientes apesar das tarifas americanas, graças à diversificação de mercados e à forte competitividade”, afirmou Michelle Lam, economista para a Grande China do Societe Generale SA.

    Vietnã como centro de redirecionamento comercial

    A Capital Economics identificou o Vietnã como “principal centro de redirecionamento” de produtos chineses. Analistas apontam que empresas têm utilizado o país do Sudeste Asiático como rota alternativa para fazer produtos chegarem indiretamente ao mercado americano.

    As importações chinesas também surpreenderam positivamente, com alta de 7,4% em setembro, impulsionadas por compras do Japão, Coreia do Sul, Países Baixos e Taiwan.

    Com o forte desempenho tanto nas exportações quanto nas importações, o superávit comercial da China atingiu US$ 90,5 bilhões, crescimento de quase 11% na comparação anual.

    O superávit com os Estados Unidos chegou a aproximadamente US$ 23 bilhões — uma alta em relação a agosto, mesmo com a China reduzindo compras de produtos americanos como soja.

    Tensões comerciais entre China e EUA persistem

    As relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo continuam tensas. Na semana passada, a China anunciou controles globais de exportação sobre minerais de terras raras, levando Donald Trump a ameaçar cancelar reunião com Xi Jinping, a primeira em seis anos.

    O presidente americano também anunciou planos para impor tarifa adicional de 100% sobre produtos chineses, além de restrições a softwares críticos.

    Posteriormente, o governo Trump sinalizou abertura para acordo, embora tenha alertado que os controles de exportação chineses representam obstáculo às negociações.

    Próxima rodada de negociações prevista

    O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, confirmou que uma nova rodada de negociações ocorrerá em Frankfurt, na Alemanha, antes de 10 de novembro — data de expiração da trégua tarifária atual.

    Segundo a Bloomberg Economics, tarifas de 100% elevariam as taxas efetivas sobre produtos chineses para cerca de 140%, nível que praticamente paralisaria o comércio bilateral.

    Os bons resultados nas exportações trazem alívio para a economia doméstica chinesa, que enfrenta deflação e dificuldades no setor imobiliário.

    A China deve divulgar os dados do terceiro trimestre no dia 20. Apesar da expectativa de desaceleração, o país segue no caminho para atingir a meta oficial de crescimento de 5% em 2025.

    “O ambiente externo atual continua sombrio e complexo. O comércio exterior enfrenta incertezas e dificuldades crescentes”, alertou Wang Jun, vice-chefe da autoridade alfandegária em Pequim.

    Lynn Song, economista-chefe para a Grande China do ING Bank NV, observa que a exposição limitada ao mercado americano em setores de alto crescimento — como baterias de lítio, navios e veículos elétricos — deve facilitar para Pequim conter novas disrupções comerciais.

    “Até agora neste ano, a China tem mostrado que, embora não deseje uma guerra comercial, está disposta a revidar conforme necessário diante de escaladas. A resiliência das exportações provavelmente reforçará a confiança nessa abordagem”, concluiu Song.

  • China impulsiona exportação recorde de carne bovina do Brasil em meio a guerra comercial

    China impulsiona exportação recorde de carne bovina do Brasil em meio a guerra comercial

    As exportações brasileiras de carne bovina atingiram um volume recorde em setembro, impulsionadas principalmente por um salto de 38,3% nas vendas para a China. De acordo com a associação Abrafrigo, o país asiático comprou 187.340 toneladas no período, consolidando-se como o principal destino do produto.

    Esse crescimento faz parte de uma estratégia chinesa para diversificar suas fontes de proteína animal, reduzindo a dependência de produtos agrícolas dos Estados Unidos em meio à disputa comercial entre as duas potências.

    O desempenho robusto ocorre mesmo após os Estados Unidos, que eram o segundo maior mercado para a carne brasileira no ano, imporem uma tarifa adicional de 50% em agosto. Como reflexo direto dessa medida, as exportações para os americanos caíram 41% em setembro, somando US$ 102,9 milhões.

    A Abrafrigo destacou que a demanda global permitiu ao setor contornar os efeitos dessas barreiras. A entidade enfatizou a “resiliência e a capacidade de aproveitar novas oportunidades comerciais” como fatores-chave para o resultado positivo.

    Diversificação e recorde de receita

    A União Europeia emergiu como o novo segundo maior destino em setembro, com compras lideradas por Itália, Holanda e Espanha. As importações do bloco europeu totalizaram US$ 131,7 milhões, um crescimento de 106% frente a setembro do ano anterior.

    No total, considerando carne fresca, processada, miúdos e sebo, o Brasil exportou 373.867 toneladas em setembro. Esse volume gerou uma receita de US$ 1,92 bilhão, representando altas notáveis de 49% em valor e 17% em volume na comparação anual.

    O cenário confirma uma tendência de reshuffling no comércio global, realocando o fluxo de produtos brasileiros. O fenômeno, também observado no mercado de soja, mostra a capacidade do agronegócio do Brasil em se adaptar ao cenário internacional. A Abrafrigo informou que, este ano, 130 países aumentaram suas compras de carne bovina brasileira, enquanto apenas 48 as reduziram.

  • China suspende compra de soja dos EUA e Brasil mantém liderança no mercado global

    China suspende compra de soja dos EUA e Brasil mantém liderança no mercado global

    A China praticamente paralisou as importações de soja dos Estados Unidos em 2025, abrindo uma oportunidade histórica para o Brasil consolidar sua posição como principal fornecedor do grão ao maior importador mundial. Os dados foram divulgados pela American Farm Bureau Federation, entidade que representa 6 milhões de agricultores norte-americanos desde 1919.

    Segundo o levantamento, a China adquiriu apenas 5,8 milhões de toneladas de soja americana em 2025, uma redução abrupta em comparação às 26,5 milhões de toneladas importadas em 2024 — quando o país representava metade de todas as compras chinesas do produto.

    “Os mercados de soja tornaram-se o sinal mais claro de estresse no comércio agrícola dos EUA”, afirmou a entidade em seu relatório. Durante os meses de junho, julho e agosto, praticamente não houve embarques de soja americana para território chinês, e nenhuma compra foi registrada para a próxima safra.

    Brasil domina o mercado com 77 milhões de toneladas

    Enquanto os produtores americanos enfrentam dificuldades, o Brasil registrou vendas superiores a 77 milhões de toneladas de soja para a China no período analisado de 2025. Os números evidenciam como a América do Sul assumiu a liderança absoluta no fornecimento, deslocando completamente os agricultores norte-americanos.

    A Argentina também buscou aumentar sua participação no mercado ao remover temporariamente o imposto de exportação de soja, restabelecendo-o dias depois após as receitas ultrapassarem US$ 7 bilhões.

    Governo Trump promete apoio aos produtores

    Diante da pressão crescente dos agricultores americanos, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou na semana passada que o governo Donald Trump prepara um “apoio substancial aos nossos agricultores, especialmente aos produtores de soja”, com possível anúncio nesta terça-feira.

    O próprio presidente Trump reconheceu o problema em sua rede social Truth Social: “Os produtores de soja do nosso país estão sendo prejudicados porque a China, por razões de ‘negociação’ apenas, não está comprando. Ganhamos tanto dinheiro com tarifas que vamos pegar uma pequena parte desse dinheiro e ajudar os nossos agricultores”.

    Durante a primeira guerra comercial com a China em 2019, Trump destinou mais de US$ 22 bilhões em pagamentos de ajuda aos agricultores americanos.

    Transformação estrutural no comércio global

    A American Farm Bureau Federation alerta que a situação vai além da disputa tarifária atual. As importações chinesas de soja não diminuíram — na verdade, atingiram níveis recordes. A diferença é que a demanda agora é atendida por concorrentes dos Estados Unidos.

    “Mesmo quando os agricultores americanos produzem safras com preços competitivos, a China tem reduzido gradualmente sua dependência dos Estados Unidos. Voltando-se para o Brasil, a Argentina e outros fornecedores”, destacou a entidade.

    Impacto nos preços e outros produtos agrícolas

    A ampla oferta global e a demanda reduzida estão pressionando os preços do milho, soja e trigo americanos, reduzindo as receitas agrícolas apesar das fortes colheitas. A situação é agravada pelos baixos níveis de água no Rio Mississippi, que elevam os custos de transporte.

    A mudança não se limita à soja. A China não comprou milho, trigo ou sorgo dos EUA em 2025, e as exportações de carne suína e algodão permanecem em níveis mínimos. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) projeta que as exportações agrícolas totais para o país asiático alcançarão US$ 17 bilhões em 2025. Uma queda de 30% em relação a 2024 e mais de 50% comparado a 2022.

    Para 2026, a projeção é ainda mais preocupante: apenas US$ 9 bilhões, o menor patamar desde 2018.

    Histórico de dependência e diversificação

    Em 2012, a China comprava mais de US$ 25 bilhões em produtos agrícolas americanos, representando quase 20% de todas as exportações do setor. Em 2018, as vendas despencaram para aproximadamente US$ 9 bilhões, o menor nível em uma década.

    Embora tenha havido recuperação parcial em 2020 e 2021, o movimento foi temporário. “Desde então, a China tem diversificado constantemente seus fornecedores. Voltando-se mais para o Brasil e a Argentina em busca de soja, grãos e proteína”, informou a federação.

    “As metas de política interna da China, incluindo segurança alimentar e gestão de preços, também incentivam a distribuição das compras entre vários países para evitar a dependência dos Estados Unidos”, explicou a American Farm Bureau Federation.

    A entidade conclui que a desaceleração de 2025 não é um evento isolado. Mas parte de uma trajetória de longo prazo na qual a China se afasta estrategicamente da agricultura americana. “Para os agricultores americanos, essa mudança significou menos vendas, um crescente déficit comercial agrícola e maior incerteza sobre o futuro papel da China como mercado para a agricultura americana”, finalizou.

  • Soja vira novo campo de batalha na guerra comercial EUA–China

    Soja vira novo campo de batalha na guerra comercial EUA–China

    A guerra comercial entre Estados Unidos e China chegou ao campo da soja. Até o momento, a China não comprou nenhum carregamento de soja americana durante a colheita principal deste ano.

    Esse congelamento nas compras gerou forte crise entre os produtores de soja dos EUA, que dependem fortemente do mercado chinês.

    Analistas e autoridades enxergam esse cenário como um “embargo de fato”, embora não formalizado. Enquanto isso, os EUA preparam medidas emergenciais para socorrer os agricultores.

    Com as tarifas americanas em vigor, a China optou por comprar soja de países como Brasil e Argentina. Recentemente, Buenos Aires vendeu mais de 2,5 milhões de toneladas de soja à China após suspender temporariamente seu imposto de exportação sobre o grão.

    O movimento complica a estratégia dos EUA de prestar ajuda econômica à Argentina, já praticada no contexto de alianças políticas recentes.

    Produtores americanos exigem ação urgente

    “É frustrante ver que estão socorrendo nossa concorrência enquanto nos deixam à beira do colapso”, disse Caleb Ragland, presidente da Associação Americana de Sojicultores.

    Agricultores esperam que o presidente Donald Trump negocie um acordo com a China que revogue o boicote não declarado. Do lado chinês, a retomada das compras depende da retirada de tarifas consideradas “irresistíveis”.

    “Quanto ao comércio de soja, os EUA devem remover tarifas irracionais, expandir o comércio bilateral e trazer mais estabilidade à economia global”, disse He Yadong, porta-voz do Ministério do Comércio Chinês.

    Resposta dos EUA e o dilema Argentina

    O governo estadunidense promete medidas para socorrer os produtores, especialmente os que dependem da soja. A agenda inclui apoio para a próxima safra e negociações que colocarão a soja no centro das conversas com o governo chinês.

    A secretária de Agricultura, Brooke Rollins, confirmou que a instabilidade enfrentada pelos agricultores é real e que ela e Trump mantêm contato frequente sobre o tema. Enquanto isso, a estratégia de política externa dos EUA trava-se também na Argentina.

    Com a paralisação das exportações americanas para a China, os agricultores argentinos preencheram a lacuna. E, enquanto isso, os americanos assistem a bilhões em ajuda econômica serem destinados à Argentina.

    Na semana passada, veio à tona uma mensagem de texto atribuída a autoridades do governo americano que acusava que, após a ajuda à Argentina, o país vizinho removeu tarifas de exportação e vendeu soja à China, possivelmente prejudicando os produtores americanos.

  • Produtores de soja dos EUA pedem socorro a Trump

    Produtores de soja dos EUA pedem socorro a Trump

    A guerra comercial entre Estados Unidos e China está redefinindo o mercado global de soja, com o Brasil emergindo como grande beneficiário às custas dos produtores americanos. A American Soybean Association (ASA), principal entidade representativa do setor nos EUA, enviou uma carta urgente ao presidente Donald Trump nesta terça-feira (19 de agosto) alertando que os agricultores americanos estão “à beira de um precipício comercial e financeiro”.

    O documento, assinado pelo presidente da ASA, Caleb Ragland, revela que a China substituiu sistematicamente a soja americana pela brasileira. Isso devido às tarifas de retaliação de 20% impostas por Pequim aos produtos agrícolas americanos. Segundo dados atualizados, o Brasil já representa mais de 70% das exportações de soja para a China. Assim, consolidando sua posição dominante no maior mercado consumidor mundial do grão.

    Mercado perdido para o Brasil

    A situação é ainda mais dramática quando analisados os números específicos. Os estados americanos de Iowa, Illinois e Minnesota – principais produtores de soja – venderam coletivamente cerca de US$ 12,8 bilhões em soja para a China em 2024. Valor que agora está em risco devido às medidas de retaliação de Pequim.

    Na carta enviada a Trump, a ASA é categórica ao afirmar que “historicamente, os Estados Unidos eram o fornecedor de preferência dos clientes chineses. No entanto, devido à retaliação tarifária em curso, nossos clientes de longa data na China têm recorrido — e continuarão recorrendo — aos nossos concorrentes na América do Sul para atender sua demanda”.

    A entidade destaca que a China foi responsável, em média, por 61% de todas as importações globais de soja nos últimos cinco anos e está evitando compras nos EUA para os próximos meses, tendo contratado os volumes necessários com o Brasil.

    Brasil fortalece parceria com China

    Do outro lado do Atlântico, o Brasil não apenas mantém sua vantagem competitiva como a expande. A parceria sino-brasileira se fortaleceu ainda mais em 2025 com o lançamento da iniciativa “Soy China”, que visa impulsionar cadeias de suprimento sustentáveis de soja.

    Uma força-tarefa recentemente facilitou um acordo inovador para entregar 1,5 milhão de toneladas de soja sustentável certificada do Brasil para a China. Portanto, demonstrando que a relação comercial vai além da simples substituição de fornecedores e inclui aspectos de sustentabilidade que podem ser decisivos no futuro.

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta que o Brasil produzirá 169 milhões de toneladas de soja para o ano comercial 2024/2025. Com exportações alcançando 109 milhões de toneladas, números que evidenciam a capacidade brasileira de atender à crescente demanda chinesa.

    Agricultores americanos em crise

    A carta da ASA descreve um quadro preocupante para os produtores americanos. Qu e já enfrentam uma combinação letal de preços em queda e custos crescentes de insumos e equipamentos. “Os sojicultores dos EUA não podem sobreviver a uma disputa prolongada com o nosso maior cliente”, alerta o documento.

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    “As tarifas sobre a China podem nos tirar do negócio até 2027. Todo o nosso sangue, suor e trabalho pode desaparecer com o traço de uma caneta”, declarou um produtor de soja que votou em Trump, ilustrando o desespero do setor.

    O timing da carta é especialmente crítico, considerando que os EUA se aproximam rapidamente da época de colheita no Hemisfério Norte. Um estudo de 2024 da National Corn Growers Association descobriu que, se as tarifas da China se expandirem para milho e soja americanos, os agricultores americanos podem arcar com os custos.

    Impactos econômicos duradouros

    A situação atual representa uma inversão dramática na balança comercial agrícola. O Brasil já ultrapassou os EUA como maior fornecedor de soja da China. Uma mudança que tem causado preocupação entre os agricultores americanos que temem perder seu maior mercado.

    A American Soybean Association enfatiza que “a China não adquiriu nenhuma soja dos EUA para os próximos meses, enquanto nos aproximamos rapidamente da colheita. Quanto mais avançarmos no outono sem chegar a um acordo com a China sobre a soja, piores serão os impactos para os produtores norte-americanos”.

    O documento alerta que a guerra comercial criou uma “desvantagem competitiva” permanente para os americanos. Com consequências que podem se estender muito além do setor agrícola. Portanto, afetando comunidades rurais inteiras que dependem da agricultura como principal atividade econômica.

    Com o Brasil consolidando sua posição no mercado chinês e estabelecendo parcerias estratégicas de longo prazo, a recuperação da participação americana no mercado de soja chinês pode se tornar cada vez mais desafiadora. Mesmo após uma eventual resolução da guerra comercial.

    A carta da ASA representa um apelo direto para que a Casa Branca priorize o tema nas negociações com Pequim. Mas os especialistas alertam que, uma vez perdidas, as relações comerciais estabelecidas podem ser difíceis de reconquistar. Especialmente quando os concorrentes demonstram capacidade de fornecimento sustentável e competitivo.

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  • Trump impõe tarifa de 30% ao México e UE

    Trump impõe tarifa de 30% ao México e UE

    Os Estados Unidos ampliaram sua ofensiva comercial. O presidente Donald Trump anunciou tarifa de 30% sobre produtos do México e da União Europeia. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto. Com isso, Washington aumenta a pressão sobre aliados estratégicos e eleva o risco de retaliações.

    Postura agressiva

    Desde que reassumiu a presidência, Trump adota postura agressiva em acordos comerciais. Ele busca rever termos e impor tarifas unilaterais. Segundo o republicano, o objetivo é proteger a indústria americana e reduzir déficits considerados excessivos com parceiros internacionais.

    Tarifa anunciada por redes sociais

    As novas tarifas atingem dois importantes blocos comerciais. O México e a União Europeia somam grande parte das importações dos EUA. Trump anunciou as tarifas neste sábado (12), pelas redes sociais. Ele também divulgou cartas enviadas aos dois líderes estrangeiros.

    Os documentos foram enviados na sexta-feira (11). Eles justificam as tarifas como necessárias à defesa dos interesses americanos. Na carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, Trump classificou o déficit com o bloco como “inaceitável”. Ele afirmou que a União Europeia adota políticas tarifárias e não tarifárias injustas, gerando um comércio “longe de ser recíproco”.

    Somente em 2024, o déficit comercial dos EUA com o bloco europeu alcançou US$ 235,6 bilhões, segundo dados oficiais. O presidente defendeu a tarifa como forma de corrigir o desequilíbrio. Ele também alertou sobre possíveis aumentos, caso haja retaliação.

    Resposta com promessa de reação

    A resposta europeia veio poucas horas depois. Von der Leyen alertou sobre os impactos nas cadeias de suprimento transatlânticas. Ela afirmou que a tarifa pode afetar empresas, consumidores e até pacientes nos dois continentes. E prometeu reação. “Tomaremos todas as medidas necessárias para proteger os interesses da UE”, disse a presidente da Comissão Europeia.

    Apesar da tensão, os 27 países do bloco europeu ainda esperam por um desfecho diplomático antes do início da vigência. O Brasil, que pode ser taxado em 50% a partir do mês que vem, espera pelo acordo comercial entre o MERCOSUL e a União Europeia. As mudanças geopolíticas podem finalmente acelerar esse processo.

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  • Disputa comercial Trump x China pode levar Brasil ao topo do agronegócio

    Disputa comercial Trump x China pode levar Brasil ao topo do agronegócio

    A intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e China, reacendida com o retorno de Donald Trump à presidência norte-americana, pode transformar o Brasil no maior protagonista do agronegócio global. Em 2024, o setor agroexportador brasileiro movimentou US$ 152,63 bilhões, equivalente a 48,9% de todas as exportações do país – o segundo maior valor da série histórica.

    Recentemente, o governo Trump impôs tarifas adicionais de até 145% sobre produtos chineses, incluindo commodities agrícolas. Em resposta, a China aplicou tarifas de até 125% sobre produtos agropecuários norte-americanos, como soja, milho e carnes. Esse cenário abre espaço para o Brasil ampliar sua participação no mercado chinês, especialmente em commodities como soja e carnes.

    “A intensificação das tarifas entre EUA e China abre espaço para o Brasil ampliar sua participação no mercado chinês. Especialmente em commodities como soja e carnes, consolidando-se como fornecedor estratégico em meio às tensões comerciais globais”, avalia Felipe Vasconcellos, sócio da Equus Capital.

    Histórico comercial favorece o Brasil

    Durante o primeiro mandato de Trump, em 2018, os EUA impuseram tarifas de 25% sobre US$ 50 bilhões em produtos chineses, levando a China a retaliar com tarifas sobre produtos agrícolas americanos, como a soja. O Brasil foi diretamente beneficiado, aumentando suas exportações de soja para a China em 35% naquele ano, atingindo volumes recordes de 83 milhões de toneladas. A participação da China nas importações de soja brasileira saltou de 46% em 2016 para 76% em 2024.

    Felipe Vasconcellos, sócio da Equus Capital

    Atualmente, a China já sinaliza que pode substituir os grãos dos Estados Unidos por oleaginosas da América do Sul, especialmente do Brasil. As importações chinesas de soja brasileira devem ultrapassar 30 milhões de toneladas entre abril e junho de 2025, estabelecendo um novo recorde para o trimestre.

    “A substituição da soja americana pela brasileira reforça a posição estratégica do Brasil no comércio global de commodities. A crescente demanda chinesa por nossos produtos agrícolas é uma oportunidade para consolidarmos nossa liderança no setor”, destaca Vasconcellos.

    Além da soja, o Brasil exportou 2,89 milhões de toneladas de carne bovina em 2024, gerando receitas de US$ 12,8 bilhões – sendo US$ 6 bilhões apenas para a China. Com a intensificação da disputa entre EUA e China, o Brasil pode transformar riscos em oportunidades, consolidando-se como um dos principais players do agronegócio mundial.

    Diversificação e desafios

    Apesar das oportunidades, especialistas alertam para a necessidade de ampliar a base de parceiros comerciais e diversificar mercados. O acordo entre União Europeia e Mercosul é visto como um passo importante, mas o Brasil deve buscar também mercados emergentes como a Índia.

    “É essencial que o Brasil amplie sua base de parceiros comerciais. O acordo entre União Europeia e Mercosul é um passo importante, mas o trabalho deve continuar, especialmente com mercados emergentes como a Índia, que têm demonstrado grande potencial de crescimento”, acrescenta Vasconcellos.

    Entre os desafios, estão a desaceleração econômica da China e a queda nos preços de commodities, como o minério de ferro, que podem gerar pressões de curto prazo. Ainda assim, o agronegócio brasileiro tem potencial para diversificar sua atuação global e mitigar impactos adversos. Desde que conte com uma estratégia de diplomacia comercial bem estruturada.

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  • China reduz compras de soja e carne suína dos EUA

    China reduz compras de soja e carne suína dos EUA

    A China diminuiu significativamente suas compras de soja e cancelou aquisições de carne suína dos Estados Unidos, conforme dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). A medida ocorre em meio à intensificação da guerra comercial entre os dois países e pode pressionar ainda mais os preços das commodities agrícolas americanas.

    Na semana encerrada em 17 de abril, a China cancelou a compra de 12 mil toneladas de carne suína dos EUA, o maior volume de cancelamento desde 2020. No mesmo período, as compras de soja chinesa despencaram para apenas 1,8 mil toneladas, número muito inferior às 72,8 mil toneladas adquiridas na semana anterior. Esse recuo ocorre logo após o aumento das tarifas americanas sobre produtos chineses para até 145%. Que foi respondido por Pequim com uma tarifa de 125% sobre produtos dos EUA.

    Mercado em alerta e possíveis impactos

    Especialistas do setor avaliam que, se a tendência de redução e cancelamento de compras persistir, os preços das commodities agrícolas dos EUA podem sofrer forte pressão negativa. Segundo Scott Gerlt, economista-chefe da Associação Americana da Soja, a China representa cerca de 60% das exportações americanas de soja. Isso torna sua demanda difícil de substituir e impactando toda a cadeia de suprimentos.

    Apesar do cenário, analistas como Jason Britt, presidente da Central States Commodities, alertam que fatores sazonais, como o início do plantio nos EUA e a chegada da primavera no Hemisfério Norte, podem explicar parte da redução temporária nas compras chinesas. Muitos preferem aguardar antes de afirmar que há uma tendência consolidada de queda.

    Incertezas com a volatilidade tarifária

    A volatilidade das decisões tarifárias do governo americano dificulta previsões sobre o comportamento futuro do mercado. Especialmente após sinalizações do presidente Trump sobre possíveis reduções nas tarifas. Enquanto isso, o setor agrícola dos EUA permanece atento ao desenrolar das negociações e aos impactos diretos sobre exportações e preços.

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