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  • Agrishow: Governo de SP anuncia R$ 600 milhões para o agro

    Agrishow: Governo de SP anuncia R$ 600 milhões para o agro

    O Governo de São Paulo anunciou um pacote de R$ 600 milhões em investimentos para fortalecer o agronegócio paulista. O anúncio ocorreu nesta segunda-feira (28), durante a abertura da 30ª edição da Agrishow, em Ribeirão Preto. Segundo o governador Tarcísio de Freitas, o pacote complementa os mais de R$ 1 bilhão aplicados nos últimos dois anos.

    Seguro rural

    Entre os destaques está o reforço ao seguro rural. Em resumo, o governo vai destinar R$ 100 milhões, por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), para subvenções aos produtores. Ou seja, o recurso cobre parte do valor pago pelos agricultores ao segurar suas lavouras contra perdas causadas por eventos climáticos extremos. Em 2024, o mesmo programa beneficiou 21 mil produtores rurais. Agora, a meta é dobrar esse número, segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.

    Logística Rural

    Outro eixo estratégico é o lançamento do programa Logística Rural. Com investimento de R$ 200 milhões, o Estado vai recuperar mil quilômetros de estradas até 2026. Além disso, a ação prevê a construção de pontes, centros de distribuição e melhorias no escoamento da produção agrícola. Ao mesmo tempo, o programa estimula o turismo rural e amplia o acesso da população a serviços de saúde e educação. “Queremos facilitar a vida de quem vive e trabalha no campo”, afirmou Piai.

    Pró-Trator

    O Pró-Trator, programa de crédito para aquisição de maquinário agrícola, também recebeu novos recursos. Em geral, serão R$ 50 milhões em subvenções, com juros reduzidos para pequenos e médios produtores. Além disso, o programa agora contempla cooperativas rurais, ampliando o alcance da linha de crédito. O pacote inclui ainda R$ 60 milhões em investimentos por meio de Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC). Em resumo, o objetivo é ampliar a infraestrutura logística e fomentar o setor de biocombustíveis.

    Até o fim de maio, o governo prevê liberar mais R$ 55 milhões para um segundo FIDC. Esse novo fundo será voltado exclusivamente ao desenvolvimento sustentável no campo. Ao todo, os aportes em FIDCs somam R$ 115 milhões. A estrutura dos fundos utiliza o mercado de capitais para financiar cadeias produtivas sustentáveis no interior paulista. O patrimônio líquido já alcança R$ 215 milhões. A expectativa é atrair outros R$ 250 milhões de investidores privados.

    Segundo Tarcísio de Freitas, São Paulo aposta na transição energética para impulsionar o agro. O governador destacou o potencial do Brasil na produção de biocombustíveis como etanol, biometano e hidrogênio verde. “Temos tecnologia e mão de obra qualificada para liderar essa nova economia”, disse Tarcísio. Ele ressaltou o papel da cana-de-açúcar na economia circular, com aproveitamento integral da matéria-prima.

    Linha Agromáquinas

    A Desenvolve SP, agência de fomento do Estado, também ampliou o crédito para aquisição de máquinas agrícolas. Ou seja, a nova Linha Agromáquinas conta com R$ 50 milhões e oferece financiamento com prazos de até 60 meses e juros baixos.

    Outras linhas específicas, operadas via Feap, somam R$ 110 milhões. Em geral, os recursos atendem cadeias produtivas como leite, orgânicos, pesca e irrigação. Há ainda crédito exclusivo para mulheres agricultoras, lançado em 2024. “Estamos na Agrishow com uma missão clara: apoiar quem investe e inova no campo”, afirmou o diretor-presidente da Desenvolve SP, Ricardo Brito.

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  • Orçamento do Plano Safra não considerou alta da Selic, diz CNA

    Orçamento do Plano Safra não considerou alta da Selic, diz CNA

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou que a suspensão das contratações das linhas equalizadas do Plano Safra 2024/25 ocorreu por falta de previsão orçamentária diante da alta da Selic. Em comunicado técnico, a entidade destacou que os custos extras para equalização do crédito rural não foram incluídos no planejamento do governo.

    A CNA estima que são necessários pelo menos R$ 22 bilhões para cobrir a subvenção ao longo de 2025. Esse valor contempla a parte final do Plano Safra 2024/25, o início do 2025/26 e os financiamentos anteriores. O cálculo se baseia na projeção de Selic a 15% ao ano nos próximos meses.

    Orçamento

    O orçamento previsto para 2025 é de R$ 14 bilhões. Na sexta-feira (21), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou uma Medida Provisória para acrescentar R$ 4 bilhões, elevando o montante para R$ 18 bilhões. Portanto, mesmo com o reforço, a CNA alerta que a paralisação das linhas equalizadas prejudica pequenos e médios produtores e compromete o acesso ao crédito rural.

    A entidade ressalta que o crédito privado ainda apresenta barreiras para os produtores de menor porte, deixando esse público sem alternativas. “O produtor não pode ser penalizado por entraves na aprovação do Orçamento e pela falta de planejamento frente aos desafios fiscais”, afirmou a CNA no comunicado.

    O documento também destacou que o governo ainda não disponibilizou plenamente os mais de R$ 133 bilhões anunciados em recursos equalizados para o Plano Safra 2024/25. Segundo a CNA, dificuldades orçamentárias, exigências ambientais e restrições na gestão de riscos dificultaram o acesso ao financiamento.

    Para a confederação, a decisão do Tesouro Nacional agrava ainda mais a situação dos produtores. Eles se preparavam para financiar a safra de inverno e já haviam adquirido parte dos insumos. Em resumo, a CNA defende que o governo reveja a medida e assegure os recursos prometidos. Ou seja, o objetivo é garantir a competitividade e a sustentabilidade do setor agropecuário.

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  • Governo define regras do Desenrola Rural; fique por dentro

    Governo define regras do Desenrola Rural; fique por dentro

    O governo publicou nesta quarta-feira (12) as regras do Programa de Regularização de Dívidas e Facilitação de Acesso ao Crédito Rural da Agricultura Familiar, conhecido como Desenrola Rural. Ou seja, o programa oferece descontos de até 80% para agricultores familiares, cooperativas de pequenos produtores, assentados, indígenas e comunidades tradicionais.

    Podem ser renegociadas ou quitadas dívidas:

    • Inscritas na Dívida Ativa da União (DAU);
    • Contabilizadas como prejuízo por instituições financeiras nos fundos constitucionais do Nordeste (FNE), Norte (FNO) e Centro-Oeste (FCO);
    • Em atraso há mais de 180 dias com recursos de crédito rural autorizados pelo Banco Central;
    • De crédito de instalação inadimplentes no Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) e no Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA).

    Liquidação de dívidas com fundos constitucionais

    Produtores que desejam quitar dívidas do Pronaf com recursos dos fundos constitucionais podem obter descontos, desde que os débitos estejam contabilizados como prejuízo. Além disso, os contratos precisam ter sido firmados entre 1º de janeiro de 2012 e 31 de dezembro de 2022.

    Os descontos seguem a seguinte escala:

    • 80% para saldo de até R$ 10 mil;
    • 60% mais R$ 2 mil para saldo entre R$ 10 mil e R$ 30 mil;
    • 50% mais R$ 4 mil para saldo entre R$ 30 mil e R$ 50 mil;
    • 40% mais R$ 6 mil para saldo acima de R$ 50 mil.

    O prazo para quitação com desconto vai até 31 de dezembro de 2025.

    Renegociação de dívidas com fundos constitucionais

    Produtores que optarem pela renegociação terão condições especiais de pagamento. Ou seja, o saldo poderá ser parcelado da seguinte forma:

    • Até R$ 10 mil: duas parcelas anuais iguais, com vencimento inicial em 2026;
    • Entre R$ 10 mil e R$ 30 mil: cinco parcelas anuais iguais, começando em 2026;
    • Entre R$ 30 mil e R$ 50 mil: oito parcelas anuais iguais, com primeira parcela em 2026;
    • Acima de R$ 50 mil: dez parcelas anuais iguais, iniciando em 2026.

    Os descontos só valem para parcelas pagas dentro do prazo. Além disso, há deduções fixas, conforme a faixa de saldo devedor:

    • 65% para saldo de até R$ 10 mil;
    • 45% mais R$ 2 mil para saldo entre R$ 10 mil e R$ 30 mil;
    • 35% mais R$ 6 mil para saldo entre R$ 30 mil e R$ 50 mil;
    • 25% mais R$ 8 mil para saldo acima de R$ 50 mil.

    Dívidas com bancos autorizados pelo Banco Central

    O Desenrola Rural também abrange dívidas com instituições financeiras que operam crédito rural autorizado pelo Banco Central. Para isso, banco deve classificar o débito como prejuízo ou estar em atraso há mais de 180 dias até 12 de junho.

    Em resumo, podem solicitar a renegociação ou liquidação produtores que contrataram crédito pelo Pronaf, PNCF ou PNRA. Em geral, cada instituição financeira terá autonomia para definir prazos e descontos, sem limite de tempo para adesão.

     

  • Governo amplia investimento para escoamento da safra de 2025

    Governo amplia investimento para escoamento da safra de 2025

    O governo federal aumentará em 25% os investimentos públicos para melhorar o escoamento da safra agrícola em 2025. O Ministério dos Transportes confirmou que os recursos destinados ao setor devem subir de R$ 3,6 bilhões, em 2024, para R$ 4,5 bilhões neste ano.

    O anúncio foi feito nesta quarta-feira (5) durante um evento oficial que reuniu os ministros Renan Filho (Transportes), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e Carlos Fávaro (Agricultura). Em geral, o governo pretende direcionar a maior parte dos investimentos para melhorias na infraestrutura de rodovias e ferrovias.

    Os aportes no transporte de carga para os portos do Arco Norte aumentarão de R$ 2 bilhões para R$ 2,6 bilhões. No Arco Sul e Sudeste, o orçamento crescerá de R$ 1,6 bilhão para R$ 1,9 bilhão. Entre os projetos contemplados, estão a restauração da BR-135, no Maranhão, a duplicação da BR-163, no Mato Grosso, e a construção de trechos da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), entre Mara Rosa (GO) e Água Boa (MT).

    No setor de concessões rodoviárias, o governo prevê a contratação de R$ 63,5 bilhões em cinco leilões realizados em 2024. Os investimentos contemplam os chamados “Corredores do Agro”, incluindo as rodovias BR-060/452/GO, BR-262/MG, BR-040/GO/MG e dois trechos no Paraná (Lotes 3 e 6). Portanto, para 2025, a previsão é realizar nove novos leilões para ampliar a infraestrutura de escoamento da safra.

    A expansão da logística acompanha o crescimento do agronegócio brasileiro. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta um recorde de 322,47 milhões de toneladas de grãos para este ano. Ou seja, um avanço de 8,3% em relação à safra anterior. Se confirmado, será o maior volume já registrado na história.

  • Governo discute estratégias para conter alta nos preços dos alimentos

    Governo discute estratégias para conter alta nos preços dos alimentos

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu ministros nesta sexta-feira, 24 de janeiro, para debater medidas que reduzam os preços dos alimentos. Primeiramente, entre as soluções avaliadas, está a redução da alíquota de importação de produtos com preços internos mais elevados que os praticados no mercado internacional.

    O ministro da Casa Civil, Rui Costa, destacou o compromisso do governo em garantir alimentos a preços justos. “Os produtos com preços internos acima dos internacionais terão alíquotas reduzidas. Essa ação forçará os valores a se alinharem ao mercado externo”, afirmou.

    Segundo Rui Costa, não haverá medidas intervencionistas ou heterodoxas, como congelamento ou tabelamento de preços. Além disso, ele reafirmou que o governo não criará redes estatais de supermercados ou lojas para venda de alimentos. “Isso sequer foi cogitado em reunião alguma”, enfatizou.

    Supersafra deve aliviar preços dos alimentos em 2025

    Em resumo, o governo espera que o aumento da produção agrícola contribua para a redução dos preços dos alimentos. Rui Costa projetou impactos positivos da supersafra deste ano. “Com maior oferta, os preços tendem a cair, seguindo as leis do mercado”, explicou.

    O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, ressaltou a importância de um novo Plano Safra voltado à produção de alimentos básicos. “O presidente determinou o foco em produtos que compõem a mesa da população. Vamos trabalhar para aumentar a oferta e estabilizar os preços”, afirmou.

    Foco na cesta básica

    O governo vai priorizar medidas para estimular a produção de itens da cesta básica. Rui Costa anunciou diálogos com produtores e redes de supermercados para discutir soluções conjuntas. “Queremos apoiar o mercado com medidas institucionais e estímulos que impactem diretamente os preços”, disse.

    Por outro lado, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, reforçou a importância do crédito acessível para os pequenos e médios agricultores. “Diminuímos juros e aumentamos os subsídios nos Planos Safras. Nossa meta é que os alimentos cheguem mais baratos à mesa do brasileiro”, pontuou.
    Impacto das commodities e do dólar

    Rui Costa destacou o peso do preço das commodities e da cotação do dólar na formação dos valores dos alimentos. Além disso, ele comemorou a evolução do Brasil como exportador de alimentos processados. “Nos tornamos um verdadeiro supermercado do mundo, o que gera empregos e fortalece nossa economia”, afirmou.

    Em geral, os dados recentes da balança comercial confirmam o crescimento das exportações brasileiras de alimentos processados.

    Participação estratégica

    A reunião contou com a presença dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar). Também participaram representantes de órgãos como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Ministério da Indústria e Comércio.

    As iniciativas discutidas reforçam o compromisso do governo com a segurança alimentar e a estabilidade econômica.

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  • Javier Milei: mudanças econômicas e impactos no agro argentino

    Javier Milei: mudanças econômicas e impactos no agro argentino

    A Argentina atravessa um momento de grandes transformações sob a liderança do presidente Javier Milei, que assumiu o cargo em dezembro de 2023. Com uma agenda econômica radical, Milei busca reverter anos de crise financeira e inflação galopante, que atualmente supera 140% ao ano. Suas políticas têm gerado tanto expectativas quanto preocupações, especialmente no setor agropecuário, vital para a economia do país.

    Uma das primeiras medidas do governo Milei foi a implementação de cortes drásticos nos gastos públicos e a eliminação de subsídios. O presidente também anunciou a intenção de dolarizar a economia argentina, uma proposta que visa estabilizar a moeda e controlar a inflação. Essa mudança radical tem como objetivo restaurar a confiança dos investidores e promover um ambiente mais favorável para os negócios.

    Além disso, o governo tem buscado desregulamentar setores da economia, com ênfase na redução da burocracia para facilitar investimentos. A expectativa é que essas medidas atraiam capital estrangeiro e incentivem o crescimento econômico.

    Impactos no setor agropecuário

    O agronegócio é um dos pilares da economia argentina, representando cerca de 25% do PIB e 60% das exportações. As mudanças propostas por Milei têm gerado reações mistas entre os produtores rurais. Por um lado, a desregulamentação e a busca por maior eficiência podem beneficiar o setor, permitindo que os agricultores operem com mais liberdade e menos intervenções governamentais.

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    Por outro lado, as incertezas em torno da dolarização e as potenciais flutuações cambiais levantam preocupações sobre a rentabilidade das exportações agrícolas. Os produtores temem que a transição para uma economia dolarizada possa aumentar os custos operacionais e dificultar o acesso ao crédito em moeda local.

    Expectativas futuras

    Os agricultores argentinos estão atentos às políticas do governo, especialmente em relação à tributação sobre as exportações agrícolas. O governo anterior havia implementado impostos altos sobre as vendas externas de produtos como soja e milho, o que gerou descontentamento entre os produtores. A expectativa é que Milei revise essas políticas para estimular o setor.

    Além disso, o governo está promovendo iniciativas para melhorar a infraestrutura rural e facilitar o acesso aos mercados internacionais. A modernização dos portos e das estradas é vista como essencial para aumentar a competitividade do agronegócio argentino no cenário global.

    A Argentina vive um período de transição sob o governo de Javier Milei, com reformas econômicas que prometem mudar o panorama do país. O setor agropecuário, fundamental para a economia argentina, observa atentamente as mudanças na política econômica. Embora haja potencial para crescimento e maior eficiência, os desafios associados à implementação das reformas e à instabilidade econômica continuam sendo uma preocupação para os produtores rurais. O sucesso das políticas de Milei será crucial não apenas para a recuperação da economia argentina, mas também para garantir a sustentabilidade do agronegócio no país.

  • Governo compra trigo do RS para estoques e apoio aos produtores

    Governo compra trigo do RS para estoques e apoio aos produtores

    O governo federal vai investir até R$ 261 milhões na compra de trigo de produtores do Rio Grande do Sul. Ou seja, a medida, executada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), busca formar estoques públicos por meio da Aquisição do Governo Federal (AGF). Os recursos já foram liberados para mitigar os impactos da crise climática no Estado.

    A Conab pretende adquirir até 200 mil toneladas de trigo tipo 1, destinado ao consumo humano, como a produção de pães. O preço de mercado no Estado, atualmente em R$ 67 por saca de 60 quilos, está abaixo do mínimo estabelecido pelo governo, de R$ 78,51. “O Rio Grande do Sul é prioridade, mas estamos monitorando outros Estados”, afirmou o presidente da Conab, Edegar Pretto, durante coletiva de imprensa.

    Limite de vendas e início das operações

    As operações devem começar na próxima semana. Cada produtor poderá vender entre 2 mil e 3 mil sacas para a estatal. Após o anúncio das condições, os agricultores poderão entregar o trigo em armazéns credenciados. A Conab avaliará a qualidade do cereal e pagará o preço mínimo da safra. No entanto, deságios poderão ser aplicados caso o produto apresente perda de qualidade.

    Objetivo estratégico e impacto no mercado

    O diretor de Política Agrícola da Conab, Sílvio Porto, destacou que a operação busca estabilizar o mercado interno. O governo vai usar os estoques durante a entressafra de 2025 para reduzir a necessidade de importações. “Embora o volume seja pequeno, é fundamental para retomarmos a formação de estoques públicos”, explicou Porto.

    A expectativa é que o anúncio provoque uma reação nos preços. “Se os valores subirem, os produtores podem até reduzir as ofertas de venda. No entanto, o governo está pronto para atuar caso seja necessário”, completou Porto.

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    Contexto da safra e qualidade do trigo

    As chuvas prejudicaram a safra do Rio Grande do Sul, que responde por 51% da produção nacional. Apesar disso, a estimativa é colher 4,1 milhões de toneladas, com 60% do cereal classificado como trigo tipo pão. Em contraste, no Paraná, segundo maior produtor, a colheita ocorre em melhores condições, mantendo o preço acima do mínimo.

    O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, ressaltou a importância da medida para a economia local. “Ela beneficia não apenas os diretamente afetados pelas chuvas, mas também toda a cadeia produtiva do Estado”, afirmou.

    Histórico de ações da Conab

    A AGF fez a última operação para trigo em 2014. No ano passado, a Conab utilizou mecanismos como Pep e Pepro para escoar 479 mil toneladas de trigo, com custo de R$ 255,7 milhões.

    A nova operação reforça o compromisso do governo em garantir o abastecimento interno e apoiar os produtores diante de adversidades climáticas.

     

  • Governo abre consulta para regulamentar drones agrícolas

    Governo abre consulta para regulamentar drones agrícolas

    O Ministério da Agricultura abriu uma consulta pública para discutir a regulamentação dos operadores de drones agrícolas no Brasil. A proposta, detalhada na Portaria SDA nº 1.187, define os requisitos e procedimentos para o registro desses profissionais. Além disso, tem as normas para o credenciamento de entidades que oferecem cursos de aviação agrícola.

    A nova regulamentação vai substituir as normas vigentes, incluindo a Instrução Normativa MAPA nº 2/2008, que abrange aeronaves tripuladas, e a Portaria nº 298/2021, que trata dos drones. As mudanças visam modernizar o setor, ajustando as regras às novas tecnologias. Ao mesmo tempo, deve desburocratizar o processo de registro de operadores e agilizar o credenciamento de instituições de ensino.

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    Segundo Uéllen Colatto, chefe da Divisão de Aviação Agrícola da Secretaria de Defesa Agropecuária, a atualização da legislação busca tornar o gerenciamento e a fiscalização das operações aeroagrícolas mais eficientes. “Nosso objetivo é adaptar as normas à realidade tecnológica e melhorar a gestão do setor”, destacou Colatto.

    A proposta também segue as diretrizes do novo Decreto da Aviação Agrícola. Ele deve ser publicado em breve, e atende à Lei do Autocontrole (Lei 14.515/2022). Em resumo, a consulta pública ficará aberta por 60 dias, permitindo que profissionais e entidades enviem suas sugestões.

     

  • Mercado de trabalho bate recorde de empregos no agro

    Mercado de trabalho bate recorde de empregos no agro

    O agronegócio brasileiro registrou 28,6 milhões de empregos no segundo trimestre de 2024, marcando um crescimento de 2,3%, ou aproximadamente 643 mil novas vagas, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

    Os dados são de pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

    Este número representa um novo recorde na série histórica iniciada em 2012. A participação do setor no total de ocupações do Brasil manteve-se em 26,5% entre abril e junho de 2024.

    Crescimento por setor

    Os pesquisadores do Cepea/CNA apontam que o aumento no número de empregos no agronegócio foi impulsionado principalmente pelo crescimento de 8,3% nos agrosserviços, o que representa cerca de 815 mil novas vagas.

    Além disso, também registrou aumento de 4% (aproximadamente 179 mil pessoas) nas agroindústrias.

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    A expansão das atividades agroindustriais resulta em uma maior demanda por serviços, uma vez que operações industriais mais complexas requerem uma ampla gama de serviços.

    Perfil dos trabalhadores

    O agronegócio cresceu no segundo trimestre de 2024, impulsionado por trabalhadores com e sem carteira assinada, além de refletir o aumento do nível educacional dos empregados.

    Essa tendência vem sendo observada desde o início da série histórica, com destaque para a maior participação feminina na força de trabalho.

    A análise da série histórica revela uma transformação no perfil ocupacional do agronegócio, com uma substituição gradual de trabalhadores autônomos e auxiliares familiares por empregados formalmente registrados.

    Além disso, houve um aumento no nível médio de escolaridade dos trabalhadores. Isso é evidenciado pelo crescimento da participação de profissionais com ensino superior e médio, completo ou não.

    Recuperação no mercado de trabalho

    Em 2024, o Brasil tem mostrado sinais de recuperação no mercado de trabalho, com a taxa de desemprego caindo gradualmente.

    De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no Brasil ficou em torno de 7,9% no segundo trimestre de 2024.

    Isso representa uma redução em relação ao ano anterior, impulsionada pela recuperação econômica pós-pandemia e a retomada de setores como turismo e serviços.

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    Nos primeiros meses do ano, especialmente até abril, o país gerou mais de 556 mil novos empregos com carteira assinada. Os dados são de acordo com o Novo Caged.

    Ou seja, o setor de serviços liderou a criação de vagas, gerando cerca de 288 mil empregos. A indústria veio em seguida, com 114 mil novos postos, e a construção civil criou 87 mil vagas.

    Esses números também indicam uma recuperação estável do mercado de trabalho no Brasil, com destaque para o setor de serviços e uma queda contínua no desemprego.

    Além disso, as políticas governamentais também têm desempenhado um papel importante na recuperação do emprego. Portanto, os incentivos para a geração de empregos e programas de qualificação profissional tem contribuído para os bons números do setor.

  • Regulamentação da cannabis no Brasil é discutida no Ministério da Agricultura

    Regulamentação da cannabis no Brasil é discutida no Ministério da Agricultura

    Para falar sobre os aspectos da regulamentação do plantio de cannabis no Brasil, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu  com Ana Paula Porfírio, chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do Mapa, e com desembargador Marcos Machado, coordenador da Comissão Especial sobre Drogas Ilícitas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

    Durante a reunião, foi destacado que a falta de regulamentação no setor pode estar fazendo o Brasil deixar de movimentar cerca de US$ 30 bilhões por ano, segundo estimativas da Associação Brasileira das Indústrias de Cannabis (Abicann). A agroindústria brasileira tem potencial para produzir aproximadamente 50 mil itens a partir da planta, além do uso medicinal, atualmente viabilizado apenas por meio da importação de produtos.

    Benefícios do cânhamo

    O cânhamo industrial, por exemplo, pode ser utilizado em diversas aplicações, como na produção de tecidos, na construção civil e em biocombustíveis. Um hectare de cultivo pode gerar até 10 toneladas de fibras internas, 4 toneladas de fibras longas, 1,6 tonelada de sementes e 800 quilos de flores medicinais.

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    Fávaro enfatizou a necessidade de um Mapa contemporâneo que atenda às necessidades dos produtores e promova o desenvolvimento do país. “Precisamos oportunizar renda e acesso a produtos para os brasileiros”, afirmou o ministro. Além disso, ele ressalta ainda a importância de regulamentar o setor para aproveitar as oportunidades de mercado.

    Exemplos Internacionais

    A reunião também abordou experiências bem-sucedidas de outros países na regulamentação da cannabis. O objetivo é entender como essas práticas podem ser adaptadas ao contexto brasileiro. A discussão sobre a regulamentação da cannabis é parte de uma estratégia mais ampla para diversificar a economia. E além disso,  fomentar a inovação no setor agropecuário.

    Com essas iniciativas, o governo brasileiro busca modernizar a legislação no país. E além disso, garantir que o país possa aproveitar ao máximo o potencial econômico da cannabis. E assim, beneficiando agricultores e a indústria local.