Tag: gastronomia

  • Jurada do MasterChef Brasil abre as portas de sítio vintage onde vive

    Jurada do MasterChef Brasil abre as portas de sítio vintage onde vive

    Acostumada ao ritmo intenso das cozinhas profissionais e das gravações do MasterChef Brasil, Helena Rizzo encontra a paz em um refúgio que pouca gente imagina. A chef mantém um sítio em Piracaia, no interior de São Paulo, cercado pela natureza e pensado para receber amigos e familiares.

    Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, Helena abriu as portas do refúgio rural e mostrou detalhes da propriedade. A casa preserva características da construção original e reúne móveis reaproveitados, objetos de valor afetivo, muita madeira e espaços integrados.

    E é claro, no centro de tudo está, como não poderia deixar de ser na casa de uma chef, uma grande cozinha.

    https://www.instagram.com/reel/DUEYkm2iQSj/?igsi=MTNnbnQzaGI2MTYyNQ==

    Helena Rizzo preservou estrutura original do sítio

    A residência já estava construída quando Helena adquiriu a propriedade. Durante a reforma, a jurada do MasterChef decidiu evitar grandes interferências na estrutura existente.

    “Quando eu comprei esse sítio, essa casa já existia e eu reformei, mas mantive as paredes existentes e não quebrei nada. Eu acho que um ambiente precisa ter a nossa cara, e para isso eu acho que ele tem que ser ir se compondo aos poucos. Eu gosto de ir sentindo a casa e habitando ela com objetos, com arte, conforme eu vou sentindo”, contou.

    Essa ideia acabou determinando a estética da residência. Em vez de montar todos os cômodos de uma só vez, Helena foi preenchendo os espaços aos poucos, incorporando objetos que já faziam parte de sua história.

    Cozinha é o coração da propriedade

    Entre todos os espaços, a cozinha ganhou protagonismo.

    Integrada às outras áreas sociais, ela permite que quem esteja cozinhando continue participando das conversas e da movimentação da residência.

    A escolha combina com a profissão de Helena, mas também com a proposta do sítio: ser um lugar onde amigos e familiares possam passar longos períodos juntos.

    A madeira aparece com frequência nos acabamentos e móveis. Até a geladeira recebeu um revestimento que a integra visualmente ao restante da cozinha, preservando o aspecto rústico do ambiente.

    Móveis de família ganharam novas funções

    Outra característica da casa é o reaproveitamento de móveis e materiais.

    Helena não comprou uma mobília completamente nova para decorar o sítio. Sofás, tapetes, luminárias e outros objetos que acompanharam diferentes momentos de sua vida encontraram novos lugares na propriedade.

    Entre as peças de maior valor sentimental está uma poltrona herdada da avó. O móvel foi renovado com tecidos trazidos de uma viagem ao Peru e passou a integrar a decoração da casa.

    Até materiais que sobraram da reforma foram aproveitados. Madeiras remanescentes da obra viraram prateleiras e um rack, reduzindo o desperdício e acrescentando novos elementos à decoração.

    “Mobiliei a casa do sítio praticamente com coisas que já tinha. Uma poltrona que era da minha avó, forrada com panos que trouxe do Peru, o sofá da casa antiga, tapetes que carreguei de outras mudanças, luminárias que nunca instalei. Fui levando tudo! As prateleiras e rack, fizemos com madeiras que sobraram da obra. E aos poucos, tudo foi se acomodando”, contou a famosa.

    Lareira gigante chama atenção na sala

    Se a cozinha ocupa o coração da casa, outro elemento rouba a atenção na sala.

    Uma grande lareira metálica preta em formato de cone ocupa posição de destaque no ambiente. Além do desenho marcante, ela é utilizada para aquecer a residência nos períodos mais frios.

    Ao redor dela, a proposta continua sendo incentivar a convivência.

    As janelas amplas permitem a entrada de iluminação natural e mantêm os espaços internos conectados visualmente à vegetação que cerca a propriedade.

    Helena mantém uma horta em seu sítio, onde planta e colhe hortaliças (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

    Quadros, discos de vinil e um toca-discos ajudam a completar a decoração.

    Onde fica o sítio de Helena Rizzo?

    O refúgio de Helena Rizzo fica em Piracaia, município do interior paulista localizado em uma região marcada pela presença de vegetação e represas.

    O sítio é cercado por vegetação de Mata Atlântica e funciona como um contraponto à rotina profissional da chef em São Paulo.

     

  • Tomates ancestrais conquistam agricultores e chefs de cozinha

    Tomates ancestrais conquistam agricultores e chefs de cozinha

    Já pensou poder experimentar o mesmo sabor de tomate que seus avós colhiam, comiam — e, depois de décadas, elogiam? É justamente essa experiência que variedades antigas de tomate estão proporcionando no Rio de Janeiro.

    Conhecidos como tomates históricos, tradicionais ou heirloom, esses frutos carregam características que foram preservadas ao longo de gerações. Muitos apresentam formatos, cores e sabores bem diferentes dos tomates encontrados atualmente nos supermercados.

    Há exemplares amarelos, alaranjados, rosados e até frutos com combinações de cores. Os formatos também chamam atenção. Alguns são pequenos e arredondados. Outros podem ser grandes, achatados ou bastante irregulares.

    Mas a aparência não é o único diferencial.

    Sabor que atravessa gerações

    O principal atrativo dessas variedades está no sabor. Muitos tomates antigos são conhecidos pelo aroma intenso, pela polpa suculenta e pelo equilíbrio entre doçura e acidez.

    Na cozinha, os frutos ganham espaço em saladas, entradas, molhos e outras receitas. Assim, ingredientes que durante anos ficaram restritos a pequenas plantações voltam a aparecer em restaurantes.

    Para os agricultores, a procura também cria uma nova oportunidade.

    Em vez de competir apenas pelo volume produzido, o produtor pode apostar em variedades diferenciadas. Nesse caso, sabor, aparência, origem e exclusividade passam a ter valor.

    Acervo com mais de mil variedades

    Na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), um acervo com mais de mil variedades do fruto chama atenção pela diversidade. Segundo o professor Antônio Carlos de Souza Abboud, os cultivos resultam em frutos de diferentes cores, formatos, sabores e texturas.

    Tudo começou quando Abboud, professor e agrônomo especializado em ciência do solo, recebeu uma pequena coleção de sementes da França. Ele decidiu plantá-las e, o que começou como um hobby, ganhou novas proporções.

    Com o tempo, chegaram novas sementes por meio de doações, trocas com outras instituições e coletas realizadas no Brasil e no exterior. Assim, a coleção foi crescendo e passou a reunir materiais de diferentes origens.

    Coleção da UFRRJ é algo raro no Brasil e impressiona pela diversidade de tons, sabores, formatos e aromas (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal/Antônio Carlos de Souza Abboud)

    Hoje, segundo Abboud, o acervo reúne tomates históricos provenientes de países como Itália, França, Espanha e Estados Unidos. Também há variedades coletadas em diferentes regiões brasileiras, incluindo a Bahia, a Amazônia e Roraima.

    “Tem tomate doce, azedo, frutado, mais ácido, com pouca semente, com textura crocante, textura macia. A gente tem todas as nuances de sabor, de gosto e de textura.”

    Rio de Janeiro tem tradição na produção

    O estado do Rio de Janeiro possui uma longa relação com o cultivo desse fruto.

    Um dos destaques é Paty do Alferes, município localizado na região Centro-Sul Fluminense. A cidade é tradicionalmente ligada à produção do tomate e mantém a agricultura como uma atividade importante.

    Portanto, a valorização dos tomates históricos cria uma possibilidade de diversificação. Pequenos produtores podem cultivar variedades específicas e estabelecer relações mais próximas com restaurantes, feiras e consumidores.

    A estratégia também acompanha uma mudança no comportamento na gastronomia:  Cada vez mais, chefs procuram ingredientes com história, identidade e origem conhecida. O tomate deixa, então, de ser apenas um acompanhamento e passa a contar uma história.

  • Dia da Pizza: conheça sabores inusitados desse amado clássico

    Dia da Pizza: conheça sabores inusitados desse amado clássico

    O Dia da Pizza é celebrado em 10 de julho e foi criado em 1985, em São Paulo, em homenagem ao prato e à influência da imigração italiana na cultura local. A data surgiu após um concurso que elegeu as melhores receitas de marguerita e muçarela, promovido pelo então secretário de turismo Caio Luiz de Carvalho. O sucesso da iniciativa foi tão grande que o dia da divulgação dos vencedores passou a ser oficialmente dedicado à pizza.

    Hoje, São Paulo é a segunda cidade que mais consome pizza no mundo, atrás apenas de Nova York, segundo a Associação Pizzarias Unidas do Brasil (Abupra). Além disso, o alto consumo e a criatividade gastronômica impulsionam combinações cada vez mais inusitadas, que reinventam o clássico italiano.

    Pizza de estrogonofe

    A pizza de estrogonofe nasceu da adaptação de um dos pratos mais populares do Brasil. Nesse caso, o recheio cremoso de frango ou carne é distribuído sobre a massa e finalizado com batata palha.

    Combinação une cremosidade e crocância, o que reforça seu apelo como ‘comfort food’

    Pizza de manga

    A pizza de manga ganhou destaque nas Filipinas, onde a fruta é amplamente consumida. Nessa versão, a receita combina molho de tomate, fatias de manga e queijo muçarela.

    Algumas variações incluem manjericão, morango ou pimentão

    Pizza de rena

    A pizza de rena surgiu na Finlândia, onde a carne do animal é tradicional na culinária local.


    Versão utiliza rena defumada como principal ingrediente

    Além disso, a receita ficou conhecida internacionalmente após uma provocação culinária envolvendo o ex-premiê italiano Silvio Berlusconi, o que rendeu o apelido de “pizza Berlusconi”

    Pizza com borda de coxinha

    No Brasil, a pizza com borda de coxinha une dois ícones da gastronomia nacional. Aqui, a borda tradicional é substituída pelo salgado, criando uma combinação mais robusta.

    Receita virou atração em pizzarias que buscam inovação

    Pizza de sushi

    A pizza de sushi mistura elementos da culinária japonesa com a massa tradicional italiana.

    Nesse caso, entram ingredientes como peixe, arroz temperado, vegetais e queijo.

    Algumas versões incluem bordas de hot roll ou salmão como destaque

    No fim, a pizza mostra sua capacidade de reinvenção ao redor do mundo. No Dia da Pizza, essas versões inusitadas reforçam como tradição e criatividade andam juntas.

  • Copa em casa: confira três aperitivos para saborear durante os jogos

    Copa em casa: confira três aperitivos para saborear durante os jogos

    É ano de Copa do Mundo, época que mobiliza torcedores em diferentes países e transforma o futebol no principal assunto entre os amigos. Em 2026, a competição terá uma característica inédita: será realizada de forma conjunta em Estados Unidos, Canadá e México.

    Para quem pretende acompanhar as partidas sem sair de casa, preparar bons petiscos pode ser uma forma de tornar a experiência ainda mais especial. Por isso, selecionamos três opções que combinam praticidade e sabor para as confraternizações da temporada.

    Bolinho de batata com queijo

    Com casquinha crocante e recheio macio, o bolinho de batata com queijo é uma alternativa versátil para servir antes ou durante as partidas. Além de agradar diferentes paladares, a receita exige poucos ingredientes.

    Foto: Divulgação/Guia Da Cozinha

    Ingredientes

    • 3 batatas médias (170 gramas cada)
    • 1/2 xícara de chá de parmesão ralado (40 gramas)
    • 1 colher de sopa de azeite
    • Farinha de rosca para empanar (60 gramas)
    • 1 colher de chá de sal (ou a gosto)
    • 1/2 colher de chá rasa de pimenta-do-reino (ou a gosto)
    • 2 colheres de sopa de cheiro-verde (ou a gosto)

    Modo de preparo

    Primeiramente, descasque as batatas, corte-as em pedaços grandes e cozinhe em água por cerca de 15 minutos, ou até ficarem al dente. Em seguida, descarte a água e aguarde o resfriamento completo para evitar excesso de umidade.

    Depois disso, amasse as batatas até formar um purê. Acrescente o parmesão ralado, o azeite, o sal, a pimenta-do-reino e o cheiro-verde, misturando até obter uma massa homogênea.

    Na sequência, modele bolinhas médias e passe cada uma na farinha de rosca. Por fim, acomode os bolinhos na airfryer previamente aquecida a 180°C e asse por aproximadamente 15 minutos, ou até dourarem.

    Hot dog de forno

    Outra opção para servir durante os jogos é o hot dog de forno, que reúne ingredientes tradicionais em uma versão assada e bastante prática.

    Foto: Divulgação/Perdigão

    Ingredientes

    Massa

    • 4 ovos inteiros
    • Orégano a gosto
    • 1 xícara de chá de farinha de trigo
    • 1 xícara de chá de amido de milho
    • 1 colher de chá de sal
    • 1 xícara de chá de queijo parmesão ralado
    • 1 xícara de chá de óleo de girassol ou de milho
    • 1 xícara de chá de leite
    • 1 colher de sopa de fermento em pó

    Recheio

    • 1/2 kg de salsicha
    • 3 tomates maduros
    • 1 cebola
    • 1 pimentão verde pequeno picado
    • 2 colheres de sopa de azeite
    • Sal e pimenta a gosto
    • 1/2 xícara de chá de salsa picada
    • 200 gramas de queijo provolone ralado

    Modo de preparo

    Para a massa, bata os cinco primeiros ingredientes no liquidificador. Em seguida, incorpore manualmente os demais componentes até obter uma mistura uniforme.

    Enquanto isso, prepare o recheio. Refogue a cebola no óleo, adicione a salsicha e os tomates e cozinhe por cerca de dois minutos. Reserve.

    Na montagem, distribua uma camada de massa em uma forma untada e enfarinhada. Depois, acrescente o recheio e o queijo provolone. Cubra com o restante da massa e leve ao forno até que a superfície fique dourada.

    Buraco quente

    Tradicional e bastante popular em reuniões informais, o buraco quente combina carne moída, molho encorpado e pão francês, formando uma refeição prática para acompanhar os jogos.

    Foto: Divulgação

    Ingredientes

    Recheio

    • 1 kg de carne moída de patinho
    • 1 cebola picada
    • 2 dentes de alho picados
    • 2 colheres de sopa de azeite
    • 1 colher de sopa de manteiga
    • 25 ml de cachaça
    • 50 ml de molho inglês
    • 500 ml de passata de tomates
    • 1 colher de sopa de açúcar mascavo
    • 1 colher de café de molho de pimenta
    • Sal a gosto
    • Pimenta-do-reino a gosto
    • 8 pães franceses ou mini pães franceses

    Decoração

    • Salsa picada a gosto
    • Alho frito a gosto
    • Pimenta-biquinho a gosto

    Modo de preparo

    Aqueça uma panela e adicione o azeite. Logo após, refogue a carne moída até que fique soltinha. Reserve.

    Na mesma panela, refogue a cebola e o alho. Em seguida, utilize a cachaça para flambar o fundo da panela, intensificando os sabores do preparo.

    Depois, acrescente a passata de tomates, o molho inglês, o açúcar mascavo e o molho de pimenta. Ajuste o sal e a pimenta-do-reino conforme o gosto. Então, volte a carne para a panela e misture bem.

    Para servir, pressione o miolo do pão para formar uma cavidade. Recheie generosamente com a carne preparada e finalize com salsa picada, alho frito e pimenta-biquinho.

  • Quantos dos melhores azeites do mundo estão no Brasil? País já tem 9 rótulos entre os principais do planeta

    Quantos dos melhores azeites do mundo estão no Brasil? País já tem 9 rótulos entre os principais do planeta

    O Brasil vem conquistando cada vez mais espaço no mercado internacional de azeites premium. Atualmente, o país possui nove azeites reconhecidos entre os 500 melhores do mundo no tradicional guia italiano Flos Olei, considerado a principal referência global do setor.

    Os rótulos brasileiros têm chamado atenção principalmente pela qualidade, frescor e baixa acidez. Grande parte da produção premiada está concentrada no Rio Grande do Sul, mas Minas Gerais e a Serra da Mantiqueira também aparecem entre os destaques.

    Confira os azeites brasileiros presentes no ranking internacional:

    • Fazenda do Azeite Sabiá (RS/SP) – 98 pontos
    • Prosperato (RS) – 97 pontos
    • Lagar H (RS) – 93 pontos
    • Estância das Oliveiras (RS) – 93 pontos
    • Capela de Santana (RS) – 90 pontos
    • Azeite Bem Te Vi (RS) – 89 pontos
    • Al-Zait & Co. (RS) – 87 pontos
    • Azeite Verolí (MG) – 86 pontos
    • Borriello (MG) – 81 pontos

    A maior pontuação já alcançada pelo Brasil no Flos Olei pertence à Fazenda do Azeite Sabiá, que recebeu 98 pontos.

    Azeite brasileiro também acumula premiações internacionais

    Além do reconhecimento no guia italiano, produtores nacionais seguem colecionando medalhas em algumas das principais competições do mundo.

    Um dos destaques recentes foi o azeite Estância das Oliveiras Frantoio, produzido em Viamão (RS). O rótulo recebeu nota máxima, 100 de 100, e conquistou o prêmio “Best in Show” no European International Olive Oil Competition (EIOOC), realizado na Suíça.

    Outras marcas brasileiras, como Prosperato, Lagar H e Azeite Sabiá, também aparecem frequentemente entre os vencedores de concursos internacionais.

    Azeite extravirgem brasileiro se destaca internacionalmente pelo frescor, baixa acidez e aromas intensos — Foto: MAPA

    Frescor brasileiro

    Especialistas apontam que um dos principais diferenciais do azeite brasileiro é o frescor.

    Como a colheita ocorre no outono do Hemisfério Sul, os produtos nacionais chegam ao mercado meses antes da nova safra europeia. Isso ajuda a preservar aromas, antioxidantes e níveis mais baixos de acidez.

    Além do Sul do país, produtores da Serra da Mantiqueira, entre Minas Gerais e São Paulo, também vêm se consolidando no segmento de azeites premium, com marcas reconhecidas internacionalmente.

  • De Viih Tube a Vini Jr: os famosos que já provaram o polêmico bife de ouro

    De Viih Tube a Vini Jr: os famosos que já provaram o polêmico bife de ouro

    O famoso “bife de ouro” voltou ao centro das atenções após aparecer em um jantar de luxo oferecido pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, em Nova York.

    O encontro aconteceu no badalado restaurante Nusr-Et Steakhouse, comandado pelo chef turco Salt Bae, conhecido mundialmente pelos cortes extravagantes e pelo jeito teatral de servir carnes. Segundo informações divulgadas após investigações da Polícia Federal, o jantar teria custado cerca de R$ 60 mil.

    Documentos apontam que Vorcaro solicitou uma experiência exclusiva para Castro, incluindo carnes folheadas a ouro, vinhos premium e champanhes importadas.

    O que é o famoso “bife de ouro”

    O prato virou símbolo de luxo e ostentação na gastronomia internacional. A receita utiliza cortes nobres, como Wagyu e Tomahawk, conhecidos pelo alto grau de marmorização, característica que garante maciez e sabor intenso à carne.

    Depois de preparada na grelha, a peça recebe folhas de ouro comestível de 24 quilates, aplicadas diretamente sobre a carne ainda quente. Apesar do visual chamativo, especialistas afirmam que o ouro não altera o sabor do alimento e funciona apenas como elemento estético.

    Mesmo assim, a apresentação ajudou a transformar o prato em fenômeno nas redes sociais e entre celebridades do mundo todo.

    Filé com ouro em restaurante em Nova York Nusr-Et Steakhouse, do chef turco Salt Bae — Foto: Reprodução

    Os preços também impressionam. Dependendo do corte e do restaurante, o bife dourado pode custar entre R$ 1,5 mil e mais de R$ 10 mil. Em Londres, algumas versões do tomahawk folheado a ouro chegaram a ultrapassar US$ 1 mil.

    Viih Tube, Karoline Lima e jogadores famosos já provaram

    Além de Cláudio Castro, diversos famosos brasileiros já experimentaram o luxuoso prato servido na rede Nusr-Et.

    A influenciadora Viih Tube mostrou a experiência nas redes sociais ao encerrar uma noite com um jantar sofisticado. Antes da carne dourada, ela exibiu entradas típicas árabes.

    “Tem as entradinhas árabes também, o quibe cru, pão sírio, qualhada seca…”, contou aos seguidores.

    Em seguida, a ex-BBB mostrou o prato principal e comentou: “É literalmente uma carne folheada com ouro”.

    Foto: Reprodução/Instagram

    Quem também viveu a experiência foi o casal Karoline Lima e Léo Pereira. Em dezembro, os dois compartilharam registros do jantar no restaurante de Salt Bae.

    “Viemos no Nusr-Et. Restaurante do moço da carne de ouro, pedi até um sushi de carne”, brincou Karoline nas redes sociais.

    Já o jogador do Flamengo reagiu ao preço da refeição de forma bem-humorada: “A carne é 100, o ouro é 1.000”.

    Foto: Reprodução/Instagram

    O restaurante também já recebeu outros brasileiros famosos, como o ex-jogador Ronaldo Fenômeno e atletas da Seleção Brasileira, entre eles Gabriel Jesus, Éder Militão e Vini Jr.

    https://www.instagram.com/reel/Cln5XfOov7f/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Costume milenar

    Apesar de parecer uma tendência recente das redes sociais, a prática de consumir ouro é antiga.

    Historiadores apontam que os egípcios, há cerca de 5 mil anos, já utilizavam o metal em rituais ligados à purificação espiritual, mental e corporal. Há relatos de que Cleópatra realizava tratamentos faciais e corporais com ouro regularmente.

    Durante a Idade Média, o metal precioso também ganhou espaço nas cortes europeias como símbolo de riqueza, poder e nobreza.

  • Ouro comestível é liberado no Brasil? Entenda regras da Anvisa após polêmica em jantar de Vorcaro

    Ouro comestível é liberado no Brasil? Entenda regras da Anvisa após polêmica em jantar de Vorcaro

    A recente polêmica envolvendo Daniel Vorcaro, o governador Cláudio Castro e um jantar luxuoso em Nova York, marcado por champagne, vinhos e um famoso bife folheado a ouro (saiba mais clicando aqui), reacendeu a discussão sobre o uso do metal precioso na gastronomia.

    Embora o tema tenha ganhado repercussão nos últimos dias, restaurantes e confeitarias ao redor do mundo já utilizam o ouro comestível como símbolo de sofisticação e exclusividade. Diante disso, surgiu a dúvida: afinal, o consumo desse material é permitido no Brasil?

    Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o ouro utilizado na decoração de alimentos é considerado um aditivo alimentar. Dessa forma, ele pode ser ingerido, desde que respeite regras específicas determinadas pela legislação sanitária.

    A regulamentação aparece em dois atos normativos da Anvisa. A Instrução Normativa nº 211 de 2023 autoriza o uso do ouro em confeitos, porém apenas para “tratamento de superfície”. Na prática, isso significa que o material pode ser aplicado na parte externa de bolos, doces e outros itens da confeitaria.

    Além disso, a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 778 de 2023 estabelece que os aditivos alimentares devem seguir padrões reconhecidos internacionalmente. Conforme explicou a Anvisa, o uso do ouro como corante de superfície possui referências técnicas no Food Chemicals Codex (FCC), ligado à farmacopeia americana, e também nas normas adotadas pela União Europeia.

    De acordo com essas especificações, o ouro autorizado para consumo aparece em folhas extremamente finas, compostas quase totalmente pelo metal puro e capazes de se desfazer facilmente ao toque.

    A agência também esclareceu que o organismo humano praticamente não absorve o ouro ingerido. Isso ocorre devido à baixa solubilidade da substância. Por esse motivo, não são esperados “efeitos adversos sistêmicos” relacionados ao consumo ocasional do material.

    Ainda segundo a Anvisa, a autorização de uso do ouro na gastronomia é bastante restrita e destinada a produtos consumidos esporadicamente.

    “Considerando que não haverá absorção significativa e que o consumo é reduzido, o risco de efeitos é baixo”, ressaltou a agência.

  • Dia do Hambúrguer: conheça a origem da data e 3 receitas irresistíveis para fazer em casa

    Dia do Hambúrguer: conheça a origem da data e 3 receitas irresistíveis para fazer em casa

    Celebrado em 28 de maio, o Dia do Hambúrguer homenageia um dos alimentos mais populares do planeta. Embora muita gente associe o prato aos Estados Unidos, sua origem começou muito antes, na cidade de Hamburgo, na Alemanha, onde era comum o consumo de carne moída temperada moldada em formato de disco.

    Com a imigração europeia para os EUA durante o século XIX, especialmente de alemães, a receita ganhou uma nova versão. Aos poucos, a carne passou a ser servida entre pães e se transformou no hambúrguer conhecido atualmente. Além disso, o prato se tornou símbolo da cultura do fast food e conquistou espaço em diversos países graças à expansão das redes de lanchonetes.

    No Brasil, o hambúrguer começou a se popularizar entre as décadas de 1950 e 1960, impulsionado por restaurantes inspirados no modelo americano. Desde então, o prato ganhou releituras criativas e versões gourmet, vegetarianas e até à base de peixe.

    Para entrar no clima da data, selecionamos três receitas especiais para preparar em casa e celebrar o Dia do Hambúrguer com muito sabor.

    Hambúrguer de prato com batatas

    Ingredientes do hambúrguer

    • 200 g de patinho moído;
    • 1 colher (sopa) de azeite;
    • 1 colher (sopa) de mostarda de Dijon;
    • 2 colheres (sopa) de creme de leite;
    • 1 colher (sopa) de leite;
    • Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto.

    Modo de preparo

    Misture a carne com o azeite, o sal e a pimenta-do-reino usando as mãos. Em seguida, modele uma bola e aperte delicadamente até formar o hambúrguer.

    Depois, aqueça uma frigideira antiaderente em fogo alto. Quando estiver bem quente, adicione um fio de azeite e coloque os hambúrgueres. Deixe dourar por cerca de 1 minuto de cada lado.

    Caso prefira a carne mal passada, cozinhe por aproximadamente 4 minutos no total, virando de minuto em minuto. Já para um ponto mais firme, deixe por cerca de 6 minutos.

    Retire os hambúrgueres da frigideira e reserve sobre as batatas. Logo depois, sem lavar a panela, acrescente os ingredientes do molho e cozinhe em fogo médio até engrossar. Finalize regando o molho sobre a carne.

    Ingredientes das batatas

    • 1 batata;
    • 2 colheres (sopa) de creme de leite;
    • 1 colher (sopa) de leite;
    • Sal e pimenta-do-reino a gosto;
    • Noz-moscada a gosto.

    Modo de preparo

    Lave bem a batata, descasque e corte em rodelas finas. Em seguida, coloque em um recipiente próprio para micro-ondas, cubra com água e tempere com sal.

    Leve ao micro-ondas por 10 minutos. Depois, escorra a água com cuidado. Acrescente o creme de leite e o leite, misture e tempere com sal, pimenta-do-reino e noz-moscada.

    Retorne ao micro-ondas por mais 5 minutos. Por fim, organize as fatias em formato circular para servir.

    Hambúrguer de faláfel

    Ingredientes

    • 1¼ de xícara (chá) de grão-de-bico seco (250 g);
    • ½ cebola;
    • ¼ de xícara (chá) de folhas de salsinha;
    • ¼ de xícara (chá) de folhas de coentro;
    • 1 dente de alho;
    • ½ colher (chá) de bicarbonato de sódio;
    • 1½ colher (sopa) de farinha de trigo;
    • 1 colher (chá) de cominho em pó;
    • 1 colher (chá) de pimenta síria;
    • ¼ de colher (chá) de canela em pó;
    • 1 colher (chá) de sementes de coentro;
    • 1 colher (chá) de sal;
    • Noz-moscada e pimenta-do-reino a gosto;
    • 2 xícaras (chá) de óleo para fritar.

    Modo de preparo

    Coloque o grão-de-bico em uma tigela com bastante água e deixe de molho por 24 horas. Depois desse período, escorra bem e seque os grãos com um pano limpo. Esse processo ajuda a evitar que os hambúrgueres se quebrem durante a fritura.

    Na sequência, descasque a cebola e o alho. Lave e seque as ervas. Bata tudo no processador até triturar bem.

    Adicione os grãos de grão-de-bico aos poucos e processe novamente, deixando a massa levemente granulada. Em seguida, misture o bicarbonato e a farinha.

    Divida a massa em 6 partes e modele os hambúrgueres pressionando bem para deixá-los compactos.

    Aqueça o óleo em fogo médio até atingir aproximadamente 190 ºC. Depois, frite os hambúrgueres por cerca de 5 minutos, virando na metade do tempo para dourar dos dois lados.

    Por fim, escorra em papel-toalha e sirva acompanhado de batatas rústicas e queijo de iogurte.

    Hambúrguer de salmão

    Ingredientes

    • 600 g de filé de salmão sem pele;
    • Raspas de 1 limão;
    • Caldo de ½ limão;
    • ½ xícara (chá) de farinha de rosca;
    • Azeite a gosto;
    • 1½ colher (chá) de sal;
    • Pimenta-do-reino moída na hora a gosto.

    Modo de preparo

    Corte o salmão em pedaços e bata no processador usando o modo pulsar até triturar bem.

    Transfira o peixe para uma tigela e acrescente as raspas e o caldo de limão. Depois, adicione azeite, sal e pimenta-do-reino e misture até incorporar os ingredientes.

    Divida a massa em 4 partes iguais. Em seguida, modele os hambúrgueres pressionando bem com as mãos para manter o formato firme.

    Passe cada hambúrguer na farinha de rosca dos dois lados para empanar levemente.

    Aqueça uma chapa ou frigideira antiaderente em fogo médio. Quando estiver quente, adicione azeite e grelhe os hambúrgueres por cerca de 3 minutos de cada lado. Vire apenas quando a superfície estiver dourada e soltar facilmente da chapa.

    Sirva imediatamente.

  • Bife de ouro: conheça a carne de luxo servida em jantar de Vorcaro nos EUA

    Bife de ouro: conheça a carne de luxo servida em jantar de Vorcaro nos EUA

    O famoso bife de ouro voltou aos holofotes após aparecer em um jantar de luxo bancado pelo banqueiro Daniel Vorcaro para o então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, em Nova York. O encontro, estimado em cerca de R$ 60 mil, ocorreu no restaurante Nusr-Et Steakhouse, comandado pelo chef turco Salt Bae.

    O caso ganhou repercussão nacional depois que documentos da Polícia Federal apontaram que Vorcaro pediu uma experiência exclusiva para Castro, incluindo carnes folheadas a ouro, vinhos premium e champanhes internacionais.

    Como é o famoso “bife de ouro”

    O chamado bife de ouro se tornou um dos pratos mais conhecidos da alta gastronomia mundial. A iguaria utiliza cortes nobres, como Tomahawk e Wagyu, carnes valorizadas pelo elevado nível de marmorização, que garante maciez e sabor intenso.

    Após o preparo na grelha, o corte recebe delicadas folhas de ouro comestível de 24 quilates. O metal é aplicado diretamente sobre a carne ainda quente e cria o visual luxuoso que viralizou nas redes sociais.

    Filé com ouro em restaurante do chef turco Salt Bae — Foto: Reprodução

    Apesar da aparência extravagante, o ouro não altera o sabor da carne. Especialistas e críticos gastronômicos afirmam que ele funciona apenas como elemento visual e símbolo de ostentação. Ainda assim, o espetáculo à mesa ajudou a transformar o prato em febre mundial.

    Os preços impressionam. Dependendo do restaurante e do corte escolhido, o prato pode custar entre R$ 1,5 mil e mais de R$ 10 mil. Em Londres, por exemplo, versões do famoso tomahawk dourado chegaram a ultrapassar US$ 1 mil.

    O sucesso do prato também está ligado ao forte apelo visual. Vídeos publicados por Salt Bae, mostrando o preparo teatral das carnes e o famoso gesto de salgar os cortes com o braço inclinado, viralizaram na internet e transformaram o chef em meme global.

    Redes sociais de Salt Bae mostram malabarismo no preparo de carnes — Foto: Reprodução/Instagram

    Quem é Salt Bae?

    O chef turco Nusret Gökçe, conhecido como Salt Bae, nasceu em 1983, na Turquia, e começou a trabalhar ainda jovem como aprendiz de açougueiro em Istambul.

    Entre 2007 e 2010, ele viajou para países como Argentina e Estados Unidos para aperfeiçoar técnicas de preparo de carnes. Depois disso, abriu o primeiro restaurante da rede Nusr-Et, em 2010.

    A fama mundial veio em 2017, quando vídeos mostrando seu jeito teatral de cortar carnes e jogar sal viralizaram nas redes sociais. O gesto virou meme e ajudou a transformar o chef em um fenômeno da internet.

    Jantar de luxo e a investigação da Polícia Federal

    Segundo documentos obtidos pela GloboNews, Daniel Vorcaro orientou assessores a organizarem uma experiência diferenciada para Cláudio Castro durante viagem oficial aos Estados Unidos.

    “Pede aquela carne de ouro ou alguma especial pra ele ir”, escreveu o banqueiro, conforme a investigação.

    A PF afirma ainda que Vorcaro autorizou a compra do vinho Vega-Sicilia Único 2013 e de champanhes internacionais, como Dom Pérignon On Ice e Cristal.

    O relatório também indica que funcionários do restaurante informaram que Salt Bae estaria presente no local e atenderia pessoalmente a mesa.

    Embora Vorcaro não tenha participado diretamente do jantar, investigadores localizaram um pagamento de US$ 13,3 mil em seu cartão na mesma data do encontro, valor equivalente a cerca de R$ 66 mil na cotação da época.

    Castro elogia jantar com Vorcaro — Foto: Reprodução/TV Globo

    O jantar ocorreu em maio de 2023, durante a viagem de Cláudio Castro aos Estados Unidos para participar do LIDE Brazil Investment Forum. Meses depois, o Rioprevidência realizou aportes milionários no Banco Master.

    Segundo a investigação, o fundo aplicou inicialmente R$ 40 milhões na instituição financeira em novembro de 2023. Pouco depois, houve novos aportes de R$ 80 milhões e R$ 200 milhões.

    Os documentos foram enviados ao ministro do STF André Mendonça, relator dos inquéritos relacionados ao caso. A defesa de Cláudio Castro afirma que não houve irregularidades. Já o Banco Master sustenta que todas as operações seguiram critérios técnicos e legais.

  • Baunilha pode valer mais que ouro; entenda por que especiaria é tão rara

    Baunilha pode valer mais que ouro; entenda por que especiaria é tão rara

    Conhecida pelo aroma marcante e amplamente utilizada na gastronomia, na perfumaria e até na indústria farmacêutica, a baunilha está entre as especiarias mais valiosas do planeta. Em alguns mercados, o produto pode alcançar até R$ 6 mil por quilo, valor impulsionado principalmente pela dificuldade de produção e pela baixa oferta mundial.

    De olho nesse nicho altamente lucrativo, produtores brasileiros já começaram a investir no cultivo da especiaria e até na exportação das favas aromáticas.

    Mas o que explica um preço tão elevado?

    Segundo Luciano Bem Bianchetti, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, o alto valor agregado da baunilha está diretamente ligado ao processo artesanal e minucioso de cultivo, que ainda ocorre em pequena escala ao redor do mundo.

    Atualmente, a maior parte da produção mundial se concentra na África, especialmente em Madagascar e nas Ilhas Maurício.

    Produção limitada faz preço disparar

    Diversos fatores tornam a produção da baunilha complexa e limitada. O primeiro deles é o próprio ciclo da planta.

    A produção das favas aromáticas ocorre apenas quando a orquídea atinge entre dois e três anos de idade. Além disso, o florescimento acontece somente uma vez por ano.

    Produção do fruto (favas) da baunilha é bastante limitada — Foto: Márcio Moraes / Divulgação

    Outro detalhe considerado decisivo está no curto período de polinização. A flor da baunilha permanece aberta por apenas um dia, e a fertilização precisa ocorrer em uma janela de cerca de quatro horas para ter sucesso.

    Por causa dessa dificuldade natural, os produtores recorrem à polinização manual nos cultivos comerciais.

    Baunilha vem de um tipo raro de orquídea

    A especiaria é extraída de um grupo muito específico de orquídeas trepadeiras. Entre toda a família Orchidae, apenas as plantas do gênero Vanilla produzem frutos aromáticos, conhecidos popularmente como favas.

    Mesmo dentro desse grupo, poucas espécies apresentam aroma aproveitável comercialmente. Atualmente, cientistas conhecem cerca de 110 espécies de Vanilla, mas somente aproximadamente 40 possuem frutos aromáticos.

    O Brasil se destaca nesse cenário por concentrar a maior diversidade de espécies nativas aromáticas. Ao todo, o país possui cerca de 15 espécies brasileiras com potencial comercial.

    As variedades encontradas no território nacional têm origem principalmente na Mata Atlântica e na Amazônia. Entretanto, produtores também vêm obtendo resultados positivos no cultivo em áreas do Cerrado.

    Uma das espécies que mais chama atenção é a Vanilla pompona, conhecida popularmente como baunilha baiana. A planta é nativa das Américas Central e do Sul e não existe em Madagascar, principal produtor mundial da especiaria.

    Produção exige trabalho manual intenso

    Devido à baixa taxa de polinização natural, o cultivo comercial depende quase totalmente da fertilização manual das flores.

    Segundo Anajulia Henringer Salles, produtora de baunilha do Distrito Federal, o trabalho exige técnica e precisão.

    “A prática é bastante criteriosa e exige preparo, mas um trabalhador experiente é capaz de fertilizar entre 1,5 mil e 2 mil flores por dia”, explicou.

    Após a fecundação, os frutos ainda levam entre oito e dez meses para começar o processo de maturação.

    Mesmo nessa fase, as favas ainda não apresentam o aroma característico da baunilha.

    Processo de cura cria o aroma característico

    Depois da colheita, inicia-se uma etapa considerada essencial: o chamado processo de cura.

    As favas passam por um período de descanso que pode durar entre dois e seis meses. É justamente nessa etapa que o aroma da baunilha se desenvolve.

    O perfume característico surge graças à combinação de mais de 200 substâncias químicas presentes nas favas, sendo a principal delas a vanilina.

    Polinização de baunilha — Foto: Embrapa

    Apesar da fama da especiaria, a produção natural ainda representa uma parcela mínima do mercado global. A Embrapa estima que apenas 1% dos produtos com aroma de baunilha utilizem extrato natural. A grande maioria emprega aromatizantes sintéticos.

    No Brasil, a empresa Natura chegou a desenvolver perfumes utilizando extrato natural da Vanilla pompona, adquirida de produtores nacionais.

    “Ouro da gastronomia” conquista chefs e consumidores

    Além do valor comercial elevado, a baunilha também se destaca pela versatilidade culinária.

    Segundo Anajulia, tanto a casca quanto o chamado “caviar” da baunilha (pequenas sementes presentes dentro da fava) podem ser aproveitados em receitas doces e salgadas.

    “A fava pode ser utilizada em doces e salgados. Quando colocada no açúcar, ela adquire umidade e transforma-se em um melado saboroso. Outra dica é fervê-la com leite e deixá-la em repouso por um dia antes de beber ou utilizá-la em receitas”, recomendou.

    A orientação da produtora é evitar desperdícios, já que praticamente toda a fava pode ser reaproveitada na culinária.