Tag: fruta

  • Fruta queridinha de Bruna Marquezine regula o intestino e dá energia

    Fruta queridinha de Bruna Marquezine regula o intestino e dá energia

    Bruna Marquezine já revelou que o açaí está no seu ranking de comidas favoritas. Em uma participação no canal americano First We Feast, a atriz apresentou alimentos brasileiros ao público estrangeiro e falou sobre a forma como gosta de consumir a fruta, inclusive com leite em pó.

    “É açaí, não é ‘açái’. ‘Eu vou querer uma tigela de ‘açái’… É açaí, ok? (risos). Alguns tomam com canudo, mas eu prefiro com colher. No Brasil, se come com o que você quiser, granola, frutas… Mas eu gosto com isso (leite em pó). Deve parecer nojento, mas é muito bom.”

    https://www.instagram.com/reel/DNRNWWCPaq1/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Quais são os benefícios do açaí?

    O açaí, especialmente na forma de polpa, contém fibras, lipídios e compostos fenólicos, além de antocianinas, pigmentos responsáveis pela coloração característica do fruto.

    A composição, entretanto, pode variar de acordo com a espécie, o genótipo e o processamento. Pesquisas da Embrapa encontraram diferenças importantes entre amostras de polpas comerciais.

    Ajuda no intestino!

    As fibras presentes no açaí podem contribuir para o funcionamento intestinal quando fazem parte de uma alimentação equilibrada e de uma ingestão adequada de líquidos.

    Além disso, o fruto possui antocianinas e outros compostos fenólicos associados à atividade antioxidante.

    Cuidado com os acompanhamentos

    O perfil nutricional da preparação pode mudar bastante dependendo dos ingredientes adicionados.

    Polpa de açaí sem grandes quantidades de açúcar é diferente de uma tigela preparada com xarope, leite condensado, chocolates, caldas e outros produtos açucarados.

    Por isso, o cuidado não precisa ser com o fruto em si, mas principalmente com a quantidade consumida e os acompanhamentos escolhidos.

    Frutas frescas, sementes ou outros ingredientes pouco processados podem ser alternativas para complementar a preparação.

  • Fruta de quintal de vó, rica em vitamina C, é favorita de Mariana Ximenes

    Fruta de quintal de vó, rica em vitamina C, é favorita de Mariana Ximenes

    A carambola é uma das frutas favoritas de Mariana Ximenes. Aos 45 anos, a atriz de Quem Ama Cuida compartilhou fotos nas redes sociais em que aparece colhendo carambolas diretamente do pé.

    Na publicação, Mariana escreveu: “Carambola direto do pé – Aceitam?!”. O registro chamou atenção justamente pelo hábito de consumir uma fruta bastante associada aos afetivos quintais de vó brasileiros.

    Foto: Reprodução/Instagram/@marianaximenes

    A carambola tem formato de estrela quando cortada e apresenta sabor que pode variar do ácido ao doce. Além disso, é uma fruta com água, fibras e vitamina C em sua composição.

    Carambola tem vitamina C e fibras

    A carambola (Averrhoa carambola) pertence à família Oxalidaceae e é comum em regiões tropicais, incluindo o Brasil.

    Entre os nutrientes presentes na fruta estão vitamina C, fibras e minerais, como o potássio. A vitamina C exerce função antioxidante e participa de processos importantes do organismo, enquanto as fibras contribuem para o funcionamento intestinal e podem aumentar a sensação de saciedade.

    Fruta de quintal também exige cuidados

    Apesar de nutritiva, a carambola merece atenção em algumas situações. Pessoas com doença renal crônica devem evitar o consumo da fruta, devido ao risco de intoxicação.

    O motivo está relacionado à caramboxina, uma neurotoxina presente na carambola. Em pessoas com função renal comprometida, a substância pode não ser eliminada adequadamente pelo organismo e atingir o sistema nervoso central.

  • Conhecida como “olho de dragão”, fruta exótica pode virar aposta dos pomares

    Conhecida como “olho de dragão”, fruta exótica pode virar aposta dos pomares

    Pouco conhecida no Brasil, a longan começa a despertar o interesse de agricultores e consumidores atraídos por frutas exóticas. Parente próxima da lichia, a espécie chama atenção pelo sabor acentuadamente doce, pela aparência incomum e pelo potencial de ocupar espaços voltados a produtos diferenciados.

    Longan
    Foto: Kate Walton/ Flickr

    Tradicional em países como China, Tailândia e Vietnã, a fruta ainda aparece de forma tímida no mercado brasileiro. Essa raridade, porém, pode funcionar como um dos seus principais atrativos, sobretudo entre produtores que buscam diversificar o cultivo e alcançar públicos interessados em novidades.

    O que é a longan e por que ela lembra a lichia

    Cientificamente chamada de Dimocarpus longan, a fruta pertence à família das sapindáceas, o mesmo grupo botânico que reúne a lichia e o rambutã. Originária do sul da Ásia, a espécie tem registros de cultivo que ultrapassam dois mil anos e ocupa lugar de destaque tanto na culinária quanto na medicina tradicional chinesa.

    O apelido “olho de dragão” resume bem sua aparência: sob uma casca fina e amarronzada, a polpa translúcida envolve uma semente escura, criando um efeito visual que lembra um olho. Cada fruto pesa entre 6 e 19 gramas e tem tamanho próximo ao de uma azeitona grande ou uma uva.

    A longan mantém semelhanças visuais e botânicas com a lichia, o que pode facilitar sua apresentação ao consumidor. Mesmo assim, possui identidade própria: o sabor é descrito como doce e levemente almiscarado, com quem já provou comparando a experiência a uma mistura entre lichia e melão.

    Sabor doce e ficha nutricional chamam atenção

    O sabor delicado e naturalmente adocicado aparece entre os principais pontos de interesse da fruta. A aparência também desperta curiosidade imediata, principalmente entre pessoas que têm contato com o fruto pela primeira vez.

    Além do paladar, a longan carrega um perfil nutricional robusto. A cada 100 gramas, a fruta oferece cerca de 84 mg de vitamina C, valor que supera a recomendação diária do nutriente. O fruto também concentra potássio, cobre, magnésio, fósforo, manganês e vitaminas do complexo B, incluindo o ácido fólico. Estudos apontam ainda a presença de compostos antioxidantes, como polifenóis, que contribuem para a proteção das células contra o estresse oxidativo.

    Longan
    Foto: Hoisang/ Flickr

    A composição baixa em gordura e sódio, somada ao alto teor de açúcares naturais, reforça o apelo da longan como opção de consumo doce e ao mesmo tempo nutritiva. Ainda que pessoas com restrição de açúcar devam consumi-la com moderação.

    Um nicho de mercado ainda em formação

    Por ainda ser pouco conhecida no país, a longan pode encontrar espaço em mercados que valorizam produtos raros. Feiras especializadas, empórios de luxo, mercados gourmet e restaurantes ligados à alta gastronomia surgem como possíveis caminhos para a comercialização.

    O cultivo da fruta acompanha um movimento de produtores que procuram alternativas fora das commodities tradicionais. Em vez de depender apenas de culturas já consolidadas, a introdução de espécies exóticas amplia a variedade dos pomares e abre novas possibilidades de renda.

    A raridade do produto ajuda a construir um apelo comercial ligado à exclusividade. Consumidores interessados em sabores diferentes e ingredientes pouco comuns tendem a formar o público inicial desse tipo de cultivo. No cenário internacional, o quadro é distinto: a longan figura entre as frutas tropicais de menor porte com maior volume de produção global, com exportação relevante de polpa seca, suco e conserva para Europa, América do Norte e Austrália. Um indicativo do potencial que o produto ainda pode desenvolver por aqui.

    Ainda assim, o mercado brasileiro permanece em fase de formação. Não existem dados consolidados sobre o volume total produzido, a área ocupada pelas plantações ou a comercialização em larga escala no país. Sem números amplos, o cultivo deve ser visto como uma experiência promissora, mas ainda inicial. O avanço dependerá da aceitação dos consumidores e do interesse de outros agricultores em testar a espécie.

    Adaptação ao clima brasileiro exige cuidados

    A longan precisa de atenção durante todo o ciclo de cultivo até a colheita. O manejo específico da planta faz parte dos desafios enfrentados por quem decide introduzir a fruta em uma propriedade. Na origem, a árvore pode ultrapassar 30 metros de altura, o que também influencia decisões sobre espaçamento e manejo em pomares comerciais.

    Experiências de plantio já realizadas indicam que a espécie consegue se adaptar a determinadas condições encontradas no país. Esse resultado inicial aumenta o interesse de produtores que acompanham a expansão de frutas exóticas no Brasil.

    A adaptação, no entanto, não garante que o cultivo em grande escala vingue. Como a produção ainda é limitada, o comportamento da cultura precisa ser observado ao longo do tempo, em diferentes regiões e condições de solo e clima.

    Potencial comercial e diversificação no campo

    A aparência incomum pode ajudar a longan a ganhar destaque em pontos de venda. Em feiras e empórios, a fruta tende a chamar atenção pelo simples fato de ser diferente das opções mais conhecidas pelo consumidor brasileiro.

    O sabor doce também favorece a aproximação com o público. A relação com a lichia oferece uma referência conhecida, embora a longan mantenha identidade própria. Restaurantes e estabelecimentos voltados à gastronomia representam outra oportunidade: ingredientes exóticos costumam despertar o interesse de cozinhas que buscam apresentar novas experiências aos clientes.

    Longan
    Foto: Fruitnet/ Flickr

    A presença da longan em propriedades rurais mostra como frutas raras podem integrar estratégias de diversificação. A espécie não precisa substituir culturas tradicionais, mas pode dividir espaço com elas e ampliar o número de produtos oferecidos por um mesmo produtor.

    Esse modelo permite testar a aceitação do mercado sem depender exclusivamente de uma cultura ainda pouco conhecida. Caso a procura aumente, o plantio pode ganhar novas áreas e alcançar outros produtores.

    Por enquanto, a longan permanece como uma aposta. Seu sabor doce, o visual exótico, a riqueza nutricional e a proximidade com a lichia formam os principais elementos capazes de atrair consumidores. A fruta ainda tem um longo caminho até conquistar presença regular no mercado brasileiro. Mesmo assim, o interesse já despertado mostra que espécies asiáticas pouco conhecidas podem abrir espaço entre agricultores e compradores que procuram alternativas fora do comum.

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  • Conheça a fruta dourada com sabor de doce de leite

    Conheça a fruta dourada com sabor de doce de leite

    Ela ostenta casca amarela discreta, mas guarda uma polpa que lembra a cor da gema de ovo e um sabor que costuma surpreender quem prova pela primeira vez. O canistel, apelidado de fruta de ouro, ganha espaço aos poucos entre quem busca sabores tropicais menos óbvios.

    Canistel
    Foto: Silke Kaiser/Flickr

    A fruta ainda circula pouco pelas bancas brasileiras, apesar de reunir uma história antiga na América Latina e características que despertam interesse tanto de consumidores quanto de pesquisadores.

    Por que essa fruta dourada ainda é rara nas bancas brasileiras

    A fruta de ouro circula há muito tempo em países latino-americanos, mas ainda permanece fora do circuito comercial mais amplo. Ela amadurece rápido, exige cuidado no transporte e não alcança a mesma padronização de frutas já consolidadas no varejo, como manga, mamão e banana.

    Por isso, o canistel aparece mais em quintais, pomares domésticos e feiras locais do que em prateleiras de supermercado. Quando atinge o ponto ideal, a casca cede levemente ao toque e a polpa ganha uma consistência quase amanteigada. Um detalhe que explica a comparação recorrente com sobremesas cremosas.

    Identificar o ponto certo exige atenção, já que o aspecto externo pode enganar. A casca tende a manter o tom amarelo mesmo antes da maturação completa. Alguns sinais ajudam a evitar um fruto duro e sem graça: leve maciez ao apertar com cuidado, ausência de rachaduras profundas ou partes encharcadas, aroma discreto porém perceptível perto do pedúnculo e polpa uniforme, sem escurecimento excessivo.

    O sabor que lembra doce de leite: textura, aroma e usos na cozinha

    A associação com doce de leite não vem de um excesso de umidade, pelo contrário. A polpa do canistel se mostra densa, seca na medida certa e bastante macia, com uma sensação farinácea que lembra, ao mesmo tempo, gema de ovo cozida e creme adocicado. Esse perfil sensorial transforma a fruta de ouro em um ingrediente curioso para quem gosta de experimentar variedades menos convencionais.

    Canistel
    Foto: Purejoyeats/Flickr

    Na cozinha, ela rende melhor em preparos que valorizem corpo e doçura natural. Vitaminas batidas com leite ou bebida vegetal, cremes gelados, sorvetes, purês para recheios e sobremesas, além de compotas, doces de colher e mousses figuram entre os usos mais comuns. Combinações com canela, cacau, castanhas ou café também ajudam a equilibrar sua densidade, o que amplia as possibilidades além do consumo in natura.

    Uma fruta com raízes na história

    O canistel carrega uma trajetória que remonta a civilizações pré-colombianas. A espécie tem origem nas terras baixas da América Central, no sudeste do México, Belize, Guatemala e El Salvador . E os povos maias já cultivavam a fruta, que batizaram de “kanisté”, termo que deu origem ao nome atual. Peças arqueológicas também sugerem uma relação ainda mais antiga com a fruta. Pesquisadores identificaram uma garrafa de cerâmica inca com formato de canistel, datada de cerca de 250 anos depois de Cristo, o que indica que a espécie já despertava fascínio entre culturas antigas muito antes de chegar às mesas contemporâneas. Fato Paulista

    No Brasil, o cultivo é relativamente recente. A fruta chegou ao país por volta de 1985, por meio de uma parceria entre a Embrapa e a Unesp, que conduziu experimentos até a planta ganhar valor comercial. Hoje, a árvore, de porte médio, copa densa e ciclo perene, pode atingir até oito metros de altura e prospera em solo fértil e bem drenado, sob clima tropical.

    Além do Brasil, o canistel também se adaptou a diferentes regiões do planeta ao longo do tempo. A árvore hoje cresce nos Estados Unidos (Flórida e Havaí), nas Filipinas, na Costa Rica, no Panamá, na Jamaica, nas Bahamas e em Cuba, o que reforça sua versatilidade climática apesar da baixa popularidade fora desses circuitos.

    O que a ciência já descobriu sobre o canistel

    O interesse pela fruta de ouro não fica restrito ao paladar. Pesquisadores também analisam sua composição, especialmente pela presença de carotenóides, pigmentos ligados justamente ao tom que lembra gema de ovo. Essa atenção científica explica por que o canistel aparece com frequência cada vez maior em estudos sobre aproveitamento de frutas tropicais pouco exploradas comercialmente.

    Canistel no mercado
    Foto: Meighan/Flickr

    O estudo “Optimization of β-Carotene Enrichment of Coconut Oil from Canistel (Pouteria campechiana L.) Using Response Surface Methodology”, publicado no periódico científico Nutrition, descreveu o canistel como uma fruta subutilizada e rica em betacaroteno, usada no desenvolvimento de óleo de coco enriquecido com esse composto. O dado não transforma a fruta de ouro em solução milagrosa, mas reforça seu potencial nutricional e tecnológico, sobretudo pelo pigmento responsável pela coloração intensa da polpa.

    A composição nutricional também chama atenção por outros ângulos. A fruta reúne fibras, vitamina A e vitamina C, nutrientes que contribuem para a saúde ocular, o sistema imunológico e a ação antioxidante do organismo. Por conta desse perfil, a indústria de cosméticos já utiliza extratos da fruta em formulações que exploram o poder antioxidante dos carotenos presentes na polpa.

    Um futuro possível para a fruta de ouro no Brasil

    O canistel costuma agradar quem prefere sabores doces, cremosos e menos ácidos e, em vez de funcionar como opção de lanche rápido, rende melhor quando entra em receitas elaboradas. A fruta também desperta interesse entre pequenos produtores e feiras de alimentos regionais, já que seu apelo não depende apenas da aparência: ganha força quando o consumidor prova a polpa madura e entende, na prática, por que a comparação com doce de leite aparece com tanta frequência.

    O avanço das feiras de produtores, o interesse crescente por espécies pouco conhecidas e a busca por novos ingredientes podem abrir caminho para a fruta de ouro nos próximos anos. Ela reúne atributos hoje valorizados, como identidade regional, versatilidade culinária e um perfil sensorial marcante, sem soar como repetição das frutas mais comuns. Se colheita, pós-colheita e distribuição melhorarem, a polpa amarela de aspecto parecido com gema de ovo tende a sair da curiosidade de quintal para ocupar um lugar mais claro entre os sabores brasileiros que ainda circulam abaixo do radar.

  • Banana lidera consumo mundial; veja o ranking das frutas

    Banana lidera consumo mundial; veja o ranking das frutas

    A banana ocupa a liderança entre as frutas mais consumidas do mundo. O alimento está presente na dieta diária de bilhões de pessoas e desempenha papel estratégico na segurança alimentar global.

    A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) informa que a banana está entre as frutas mais produzidas, comercializadas e consumidas do planeta. Além disso, a cultura gera renda para milhões de agricultores e abastece mercados em todos os continentes.

    Segundo a FAO, existem mais de mil variedades de banana cultivadas no mundo. No entanto, a variedade Cavendish domina o comércio internacional. Ela responde por quase metade da produção mundial, com cerca de 50 milhões de toneladas por ano. A maior parte da produção abastece o consumo interno dos países produtores. Índia e China lideram esse mercado, enquanto a América Latina, a Ásia e a África concentram grande parte da produção mundial.

    Fruta popular

    Além da ampla oferta, a banana reúne características que explicam sua popularidade. A fruta possui preço acessível, alto valor nutricional e facilidade de transporte. Por isso, tornou-se um alimento básico em diversos países.

    A FAO destaca que a banana contribui diretamente para a segurança alimentar, principalmente em países de baixa renda. Nesses locais, a fruta garante calorias, nutrientes e também gera emprego e renda para milhões de famílias rurais.

    O comércio internacional também mantém forte ritmo. Nos últimos anos, o mercado global movimentou aproximadamente 20 milhões de toneladas anuais. Entretanto, eventos climáticos extremos, doenças, pragas e o aumento dos custos de produção desafiam o setor.

    Entre as principais ameaças está o fungo Fusarium Tropical Race 4 (TR4). A doença já foi confirmada em diversos países produtores e representa um dos maiores riscos para a bananicultura mundial.

    Ranking das frutas mais consumidas

    Com base em dados compilados pela FAO, a banana lidera o consumo entre as frutas de mesa no mundo. Na sequência aparecem maçã, laranja, uva, melancia e manga, todas com forte presença na alimentação global.

    Os especialistas ressaltam que o crescimento da população, a busca por alimentação saudável e a praticidade do consumo devem manter a banana entre os alimentos mais importantes do agronegócio mundial nas próximas décadas.

  • Fruta mais saborosa do mundo ganha espaço no Brasil

    Fruta mais saborosa do mundo ganha espaço no Brasil

    O mangostão, também conhecido como mangostim, lidera o ranking das frutas mais saborosas do mundo segundo o TasteAtlas e já conta com produção no Brasil, embora ainda limitada e concentrada em poucas regiões.

    Foto: Marcos Pereira/Flickr

    De origem no Sudeste Asiático, o fruto ocupa o primeiro lugar na lista internacional. A jabuticaba, nativa do Brasil, aparece na segunda posição, com destaque para a variedade branca, considerada rara.

    Produção de mangostão no Brasil

    O cultivo do mangostão no Brasil soma cerca de 200 hectares, principalmente no Pará e na Bahia. Regiões do Sudeste, como o Vale do Ribeira (SP) e áreas do Espírito Santo, mantêm produções menores.

    A produção nacional gira em torno de 2.500 toneladas por ano. Apesar do avanço, a fruta ainda apresenta baixa oferta e alto valor agregado no mercado.

    O mangostão leva cerca de dois anos para se desenvolver e até oito anos para iniciar a frutificação. Cada árvore produz, em média, 1.500 frutos ao longo do ciclo produtivo.

    Preço elevado e mercado restrito

    O preço elevado reflete a baixa oferta e o longo ciclo produtivo. No varejo, o quilo do mangostão varia entre R$ 150 e R$ 200 em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia.

    O valor supera o de frutas importadas como framboesa e mirtilo, que custam entre R$ 70 e R$ 99,50 por quilo.

    Características e sabor da fruta

    O mangostão apresenta casca espessa, de coloração roxo-escura, e diâmetro entre 5 e 7 centímetros. A polpa branca e segmentada tem textura macia e suculenta.

    O sabor combina notas doces e levemente ácidas, com aroma tropical suave. Consumidores frequentemente comparam o perfil sensorial a uma mistura de lichia, morango, abacaxi e pêssego.

    Propriedades nutricionais e medicinais

    A casca concentra compostos bioativos conhecidos como xantonas, associados a efeitos anti-inflamatórios. O fruto também fornece vitamina C e antioxidantes.

    Estudos e uso tradicional indicam benefícios como:

    • Fortalecimento do sistema imunológico
    • Auxílio no controle da glicemia
    • Ação antifúngica, com potencial para tratar problemas de pele como eczema e psoríase
    • Uso do chá da casca no combate à diarreia e como suporte para úlceras e acidez estomacal

    História do cultivo no Brasil

    As primeiras sementes chegaram ao Brasil em 1935, na Bahia. Em 1942, o pesquisador Gregório Bondar introduziu a cultura em Belém (PA), a partir de sementes trazidas da Índia.

    As primeiras plantas entraram em produção em 1952. Parte dessas árvores ainda permanece ativa, com produção considerada estável mesmo com poucos cuidados ao longo dos anos, segundo registros da Embrapa Amazônia Oriental.

  • Jaboticabal se consolida como o maior polo produtor de goiaba de São Paulo

    Jaboticabal se consolida como o maior polo produtor de goiaba de São Paulo

    A produção de goiaba em São Paulo vive um momento de forte expansão, consolidando o estado como um dos principais centros de cultivo da fruta no Brasil. O grande protagonista desse crescimento é a região de Jaboticabal, que se firmou como o principal polo produtor, atendendo com excelência tanto o mercado de frutas frescas quanto o setor industrial.

    De acordo com o levantamento de safra de 2025 realizado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), o estado projeta colher cerca de 83 mil toneladas de goiaba destinada à indústria e 45,5 mil toneladas para o consumo de mesa.

    A hegemonia de Jaboticabal no setor

    Os números reforçam a liderança regional. Em 2025, Jaboticabal registrou a produção de mais de 24 mil toneladas de goiaba de mesa. No segmento industrial, voltado para a fabricação de sucos, polpas e doces, a supremacia é ainda mais evidente: foram registradas mais de 75 mil toneladas, um volume 15 vezes superior ao da segunda regional mais forte, Araraquara.

    Segundo Francisco Maruca, técnico da CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral), o sucesso da região deve-se a um “ecossistema agroindustrial”. Que une condições naturais favoráveis, um parque industrial moderno e a força da agricultura familiar.

    Assistência técnica e sustentabilidade no campo

    Um dos pilares que sustenta a competitividade da fruta local é o suporte oferecido pela CATI. A assistência técnica atua desde o plantio até a colheita, orientando os produtores em áreas cruciais como:

    • Manejo de solo e adubação;
    • Controle de pragas e doenças;
    • Poda e irrigação;
    • Boas práticas agrícolas e preservação ambiental.

    Atualmente, a regional de Jaboticabal conta com 549 propriedades dedicadas à cultura da goiaba, conforme dados do levantamento LUPA.

    Inovação e variedades: o caso do produtor José Donizete

    Para quem está na lida há décadas, a qualificação é o segredo para a rentabilidade. O produtor José Donizete de Grande, com mais de 30 anos de experiência em Cândido Rodrigues, ressalta que frutos de qualidade garantem mercado e boas margens de lucro.

    Imagem gerada por IA/LM Notebook

    A trajetória de Donizete mudou em 2009, quando a assistência técnica da CATI o apresentou à variedade Tailandesa (registrada como Suprema), que substituiu a variedade Paluma em sua propriedade. “Sou muito grato por essa orientação técnica que temos na região, pois ela nos deu a base para produzir com excelência”, afirma o produtor.

    Com o foco em eficiência técnica e sustentabilidade, Jaboticabal segue impulsionando a goiaba paulista como um pilar estratégico do agronegócio nacional.

  • Safra de acerola em São Paulo encolhe com seca e pressão do nordeste

    Safra de acerola em São Paulo encolhe com seca e pressão do nordeste

    A tradicional safra paulista de acerola enfrenta uma conjuntura difícil nesta temporada 2025/2026. No município de Junqueirópolis, conhecido como a capital da fruta no estado, produtores veem a produção encolher devido a uma combinação de fatores climáticos e de mercado.

    O atraso significativo das chuvas de primavera atrasou o início da colheita, que normalmente ganha volume em outubro, para o início de dezembro. Este revés climático deve causar a perda de pelo menos uma das floradas anuais da frutinha, que pode produzir de cinco a seis ciclos entre outubro e maio.

    Além do clima, os agricultores da região sentem a queda no consumo e o aumento direto da concorrência com os estados do Nordeste. A produção nordestina, que responde por mais de 70% da acerola nacional, avança no mercado, pressionando os preços. O excedente da fruta madura daquela região chega a São Paulo a valores muito baixos, desafiando a competitividade local.

    A Cooperativa Agrícola de Junqueirópolis, que costuma comercializar cerca de 1,2 mil toneladas por ano, projeta uma safra que pode não ultrapassar 900 toneladas nesta temporada. Há uma década, o município chegava a movimentar 7 mil toneladas.

    Os preços ao produtor iniciaram a safra em R$ 2,70 o quilo, mas já apresentam tendência de queda, estabilizando-se em torno de R$ 2,50. Apesar do cenário adverso, a cooperativa mantém sua saúde financeira, pagando os produtores à vista.

    Desafios estruturais e mão de obra

    Para além das variáveis de mercado, a cadeia produtiva da acerola na região enfrenta problemas estruturais. A colheita manual, necessária devido à sensibilidade da fruta madura, enfrenta escassez de mão de obra, uma atividade considerada sazonal.

    Um desafio ainda maior é o perfil etário dos produtores. A maioria dos cooperados tem idade avançada, muitos acima dos 70 anos, com pouquíssimos agricultores abaixo dos 50 anos. Esta ausência de sucessão familiar limita os investimentos em novas tecnologias e a expansão dos pomares, mantendo a produção em uma escala mais modesta.

    Apesar das incertezas, produtores tradicionais seguem na atividade. Eles esperam que a demanda do mercado se normalize para que as próximas floradas da temporada possam ser colhidas integralmente, evitando que a fruta, sem comprador, precise ficar nos pés.

  • Nova cultivar promete dobrar produção de caju no Ceará

    Nova cultivar promete dobrar produção de caju no Ceará

    A Embrapa Agroindústria Tropical apresenta em dezembro de 2025 o clone de cajueiro BRS 805, uma cultivar que promete transformar a cajucultura cearense. A nova variedade oferece produtividade duas vezes superior à cultivar CCP 76, atualmente a mais plantada no país. O edital para aquisição dos propágulos será publicado em 12 de janeiro de 2026.

    O desenvolvimento do BRS 805 começou no início dos anos 1990, segundo Dheyne Melo, pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical e coordenador do Programa de Melhoramento Genético do Cajueiro. Pesquisadores selecionaram uma planta em experimento realizado em fazenda no município de Pio IX, no Piauí.

    “As castanhas foram colhidas para produção de progênies. O experimento foi instalado no Campo Experimental de Pacajus, onde selecionamos uma das plantas filhas, identificada como PRO 805/4”, explica Melo. A equipe clonou essa planta para avaliação e comparação com outros materiais genéticos.

    Desde 2003, o clone passou por avaliações em condições de sequeiro na região litorânea cearense. Os testes ocorreram em Pacajus, Cruz (a partir de 2011) e Itapipoca (desde 2015). Os resultados demonstraram desempenho superior e consolidaram o BRS 805 como alternativa de alta rentabilidade.

    Produtividade alcança 1.800 kg de castanha por hectare

    O BRS 805 alcança produtividade média de 1.800 quilos de castanhas por hectare entre o quinto e o sétimo ano de idade. Esse resultado representa o dobro da média obtida pelo clone CCP 76 no mesmo período.

    Foto: Embrapa

    A produção anual de pedúnculo também impressiona: 23,8 toneladas por hectare, igualmente o dobro do clone testemunha. Para Melo, a alta produtividade se soma à maior segurança fitossanitária.

    “O clone demonstra resistência ao mofo-preto, antracnose e septoria, enfermidades que prejudicam a cultura”, destaca o pesquisador.

    Clone apresenta resistência superior a doenças comuns

    Marlon Valentim, pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical, observou que o BRS 805 tolera melhor o oídio quando comparado ao CCP 76. O oídio representa a pior doença da cajucultura brasileira.

    Essas características resultam em menor necessidade de fungicidas, o que reduz custos de produção e oferece maior segurança alimentar ao consumidor.

    Luiz Serrano, também pesquisador da Embrapa, recomenda maior espaçamento no cultivo. As plantas apresentam porte intermediário, atingindo entre 3 e 4 metros de altura e até 7 metros de envergadura.

    O formato da copa, tipo taça compacta, torna o clone excelente para áreas mecanizadas. Tratores circulam livremente sem quebrar ramos produtivos das plantas.

    Mercado receberá castanhas de alta qualidade industrial

    O BRS 805 oferece produto de excelente aceitação no mercado de processamento. As castanhas apresentam massa média de 10 gramas, semelhante às do clone BRS 226, bem cotadas no mercado.

    As amêndoas são classificadas como tipo LW ou W210 (entre 181 e 210 amêndoas por libra-peso), com rendimento industrial médio de 23,2%.

    Foto: Embrapa

    O pedúnculo exibe coloração vermelha intensa e formato cônico (piramidal) de bom tamanho. O teor de Vitamina C é cinco vezes superior ao da laranja: 270 miligramas por 100 gramas de polpa. O produto é recomendado principalmente para processamento industrial.

    Comercialização começa por edital público

    A Embrapa direcionará o BRS 805 aos viveiristas de mudas de cajueiro com registro ativo no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem). O processo inicial de comercialização ocorrerá por edital de oferta pública, no qual a empresa licenciará propágulos do clone para os viveiristas selecionados.

    “Sempre recomendamos que o produtor diversifique seu pomar. Caso novas doenças ou pragas cheguem, ele contará com clones mais resistentes ou tolerantes, evitando perda de produção”, afirma Melo.

    Cajucultura enfrenta momento decisivo

    José Roberto Vieira, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Agroindústria Tropical, aponta que a cajucultura passa por momento de inflexão.

    “Temos dois caminhos. O primeiro consiste em continuar no modelo semiextrativista, com baixa produtividade (menos de 500 quilos de castanha por ano), alta variabilidade genética, baixo rendimento de amêndoas e baixo aproveitamento de pedúnculo”, explica.

    O segundo caminho envolve adotar tecnologias para alcançar o modelo de alto rendimento. “Nesse modelo, preconizamos produtividade de castanha superior a 1.500 quilos por hectare/ano, uniformidade de castanha, alto rendimento de amêndoas e alto aproveitamento de pedúnculo (superior a 50%)”, detalha Vieira.

    Segundo o pesquisador, embora o investimento inicial seja maior, o valor se dilui com a produtividade por hectare. “O custo é menor por quilo de castanha produzida. Se incluirmos o pedúnculo nessa conta, em municípios como Severiano Melo e Apodi, no Rio Grande do Norte, o custo de produção cai ainda mais”, argumenta.

    Ceará lidera produção nacional com crescimento de 61% em 2024

    O Brasil produziu 161.014 toneladas de castanha de caju em 2024, o maior resultado desde 2018, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento em relação a 2023 foi de 38%.

    O Ceará, maior produtor nacional, aumentou sua produção em 61%, passando de 63.256 toneladas para 101.930 toneladas. O Piauí, segundo colocado, registrou crescimento de 25%, saltando de 20.992 toneladas para 26.172 toneladas. O Rio Grande do Norte, terceiro lugar, produziu cerca de 21 mil toneladas nos últimos dois anos.

    Foto: Embrapa

    O rendimento médio nacional, que calcula a produção de castanha em quilogramas por hectare, cresceu 30%. Em números absolutos, variou de 271 kg por hectare em 2023 para 358 kg por hectare em 2024.

    Bela Cruz lidera a produção cearense de castanha em 2024, seguido de Beberibe, Ocara, Cascavel e Aracati. Todos os municípios se localizam em áreas litorâneas, as mesmas onde a Embrapa avaliou o BRS 805.

    Programa de melhoramento oferece 14 clones para diferentes necessidades

    O BRS 805 é o décimo quarto clone do Programa de Melhoramento Genético da Embrapa lançado no mercado. Cada clone possui características e destinações diferentes, atendendo demandas de produtores e indústrias, além de especificidades de clima e solo.

    Os clones de cajueiro da Embrapa produzem com ou sem chuvas. Enquanto outras frutíferas necessitam de altas quantidades de água, o cajueiro produz com precipitação anual entre 600 e 800 milímetros. Em anos de elevados déficits hídricos, esses materiais genéticos se mantêm produtivos. O cajueiro também proporciona renda no período oposto ao da quadra invernosa, contribuindo para o desenvolvimento da classe média rural.

    O CCP 76, um dos primeiros clones da Embrapa, é o mais plantado no Nordeste e no Brasil. Devido ao sabor agradável e qualidade do pedúnculo, é o preferido para produção de caju de mesa, com produtividade de 9.600 quilos de pedúnculo por hectare. O desempenho na produção de castanhas varia entre 600 kg (sem tratos culturais) e 1.200 quilos (com tratos culturais) por hectare.

    Materiais genéticos selecionados em regiões extremamente secas do Semiárido suportam bem solos arenosos e ácidos. Entre esses clones destacam-se o BRS 226 e o Embrapa 51, que alcançam entre 1.200 e 2.000 quilos de castanhas por hectare em condições ideais de manejo.

    Tanto o BRS 226 quanto o Embrapa 51 comprovaram resistência hídrica durante a grande seca da última década. Em tempos de urgência climática, essa vantagem é estratégica para a agricultura no Semiárido.

  • Pêssego: conheça os benefícios da fruta da estação

    Pêssego: conheça os benefícios da fruta da estação

    A temporada do pêssego chegou com tudo ao mercado brasileiro. Com a safra 2024/2025 em pleno andamento, os consumidores podem aproveitar não apenas a qualidade excepcional da fruta, mas também preços mais acessíveis. O momento é ideal para incluir este alimento nutritivo e saboroso no cardápio diário.

    Foto: Joao Carlos Medau/Flickr

    A colheita de pêssego avança com boa produtividade em diversas regiões do país, segundo informações da Emater/RS-Ascar. Apesar dos desafios climáticos enfrentados ao longo do ano, incluindo excesso de chuvas e variações de temperatura, a safra atual apresenta resultados satisfatórios tanto em volume quanto em qualidade.

    O aumento da oferta nos mercados regionais tem reduzido os preços ao consumidor, tornando o pêssego uma opção ainda mais atrativa para quem busca alimentação saudável e econômica. Na Serra Gaúcha, principal região produtora, o preço médio está em R$ 6,40/kg no Ceasa/Serra, valor considerado competitivo pelos especialistas.

    Rio Grande Do Sul lidera a produção nacional

    O Rio Grande do Sul responde por 65,1% da produção nacional de pêssegos, consolidando-se como o maior produtor do Brasil. O estado gaúcho colheu 130,8 mil toneladas na última safra, somando as variedades destinadas ao consumo in natura e à indústria de conservas.

    Pinto Bandeira, conhecida como a Capital Estadual do Pêssego de Mesa, mantém cerca de mil hectares dedicados ao cultivo, com produção que alcança 22 milhões de quilos anualmente. A região se destaca pela qualidade de seus pêssegos de polpa branca, especialmente as variedades Chimarrita e PS do Tarde.

    Já Pelotas e arredores, com cerca de 900 produtores familiares, deve alcançar 45 milhões de quilos da fruta na safra 2025. A produção da região é quase inteiramente destinada à fabricação de compotas, posicionando o Brasil entre os dez maiores produtores de pêssego em calda do mundo.

    Principais regiões produtoras do Brasil

    Além do Rio Grande do Sul, outros estados também se destacam na produção de pêssego. São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais completam a lista dos principais produtores nacionais, seguindo o Rio Grande do Sul na participação da produção brasileira. O mercado in natura fica por conta de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, estados que abastecem o consumo direto da fruta fresca.

    A produção brasileira se beneficia do clima temperado das regiões Sul e Sudeste, especialmente das áreas de altitude, onde as baixas temperaturas no inverno são essenciais para o desenvolvimento adequado dos pessegueiros.

    Variedades disponíveis no mercado brasileiro

    As principais variedades colhidas incluem BRS Kampai, PS 25399, Chimarrita, Fascínio, Serenata, White Delight e Charme, cada uma com características específicas de sabor, textura e período de maturação.

    Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa

    Os agricultores têm investido em novas variedades desenvolvidas pela Embrapa, como BRS Kampai, BRS Fascínio, BRS Regalo e BRS Serenata, que prometem aumentar ainda mais a qualidade e diversidade dos frutos disponíveis no mercado.

    Benefícios do pêssego para a saúde

    O pêssego é muito mais do que uma fruta saborosa. Trata-se de um verdadeiro aliado da saúde, repleto de nutrientes essenciais para o bom funcionamento do organismo. A fruta é rica em vitaminas e antioxidantes.

    Um pêssego de tamanho médio contém até 13,2% da quantidade diária necessária de vitamina C, nutriente fundamental para fortalecer o sistema imunológico e combater os radicais livres associados ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças.

    A fruta também é fonte importante de vitamina A, essencial para a saúde da visão, da pele e das mucosas. Com elevados níveis de betacaroteno, o pêssego funciona como precursor da vitamina A, nutriente imprescindível para a saúde dos olhos.

    Além disso, o pêssego é fonte de polifenóis com ação antioxidante, relacionados a menor incidência de doenças cardiovasculares. Esses compostos combatem o estresse oxidativo, protegendo as células contra danos que podem levar a problemas de saúde.

    Aliado da saúde cardiovascular e digestiva

    O potássio presente no pêssego é importante para o equilíbrio do sódio no organismo e o controle da pressão arterial, contribuindo para a saúde do coração e prevenindo problemas cardiovasculares.

    Um pêssego médio fornece quase 10% da meta mínima diária de fibra, auxiliando no bom funcionamento intestinal e no controle dos níveis de açúcar no sangue. As fibras também promovem sensação de saciedade, sendo um aliado valioso para quem busca controle de peso.

    Outros benefícios importantes

    • Fortalecimento ósseo: devido à presença de minerais como fósforo, cálcio, flúor e ferro, o pêssego ajuda a prevenir doenças como osteoporose
    • Pele saudável: os antioxidantes e vitaminas presentes na fruta combatem o envelhecimento precoce e mantêm a elasticidade da pele
    • Saúde cerebral: os antioxidantes colaboram com a saúde do cérebro, já que o estresse oxidativo é causa de doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson
    • Baixo valor calórico: uma porção de 100 gramas tem cerca de 36 calorias, tornando o pêssego ideal para dietas de emagrecimento

    Como escolher e consumir pêssego

    Para aproveitar ao máximo os benefícios do pêssego, prefira consumir a fruta fresca e com casca, onde se concentra boa parte das fibras e nutrientes. Escolha pêssegos com aroma adocicado, textura firme mas levemente macia ao toque, e sem manchas ou machucados.

    O pêssego pode ser consumido in natura, em saladas de frutas, sucos naturais, vitaminas, sobremesas, bolos, geleias e até em preparações salgadas. A versatilidade da fruta permite sua inclusão em diversas refeições ao longo do dia.

    O pêssego em conserva deve ser consumido com moderação devido à alta quantidade de açúcar e conservantes, mas permanece como opção prática para quem busca praticidade.

    Momento ideal para aproveitar

    Com a safra em pleno andamento, os meses de verão representam o período de maior disponibilidade e melhor preço do pêssego no mercado brasileiro. A qualidade da fruta está excelente, resultado de um ano de cuidados dos produtores e condições climáticas favoráveis na fase final de maturação.

    A comercialização ocorre principalmente nos mercados do sudeste e centro-oeste do Brasil, garantindo distribuição nacional da fruta fresca.

    Aproveite esta época para incluir o pêssego em sua alimentação diária, desfrutando de seus inúmeros benefícios para a saúde enquanto apoia a produção nacional e economiza no orçamento familiar. A combinação de qualidade, preço acessível e valor nutricional torna esta uma das melhores frutas para consumir neste momento.

    Dica final: ao comprar pêssegos, dê preferência aos produtores locais e da agricultura familiar, contribuindo para a sustentabilidade do setor e garantindo frutas mais frescas e saborosas à sua mesa.