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  • Preços do café sobem e frio intenso preocupa produtores

    Preços do café sobem e frio intenso preocupa produtores

    Os preços do café registraram uma forte alta no mercado brasileiro nesta semana. Os pesquisadores do Cepea afirmam que essa elevação é resultado do clima mais frio que atingiu grande parte do Centro-Sul do Brasil desde o último fim de semana, afetando principalmente regiões produtoras de arábica.

    Preços do café x impactos

    De acordo com agentes consultados pelo Cepea, foram relatadas geadas pontuais em áreas de baixada, como na Mogiana Paulista e no Cerrado Mineiro. Embora os impactos ainda não possam ser estimados com precisão, a expectativa é de que os cafezais não tenham sofrido danos significativos. No entanto, a massa de ar frio deve persistir nas regiões até o meio da semana, o que mantém os produtores em estado de alerta.

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    Em relação às exportações, o Brasil embarcou 3,8 milhões de sacas de café em julho. Isso significa um aumento de 26% em comparação com o mesmo período de 2023. Segundo dados do Cecafé, esse volume representa um recorde histórico para o mês de julho.

     

  • Frio intenso mata animais no campo

    Frio intenso mata animais no campo

    O inverno rigoroso que atinge o Sul e Sudeste do Brasil tem levantado preocupações entre os produtores rurais devido ao risco de morte de animais em decorrência do frio intenso. As baixas temperaturas, que em algumas regiões têm registrado marcas negativas, representam um desafio adicional para a pecuária, especialmente para aqueles que não estão preparados para enfrentar condições climáticas tão adversas.

    O frio intenso pode causar uma série de problemas para os animais, incluindo hipotermia, doenças respiratórias e até mesmo morte em casos mais severos. Animais jovens, idosos ou em estado debilitado são os mais vulneráveis. Além disso, a falta de pastagem adequada devido à geada compromete a alimentação, agravando o estado de saúde dos animais.

    Medidas de proteção

    Para mitigar os riscos e proteger os rebanhos, é fundamental que os produtores adotem medidas preventivas:

    • Abrigos Adequados: É essencial garantir que os animais tenham acesso a abrigos que os protejam do vento, chuva e geadas. Estruturas simples, como galpões e baias bem isoladas, podem ser a diferença entre a sobrevivência e a perda do rebanho.
    • Alimentação de Qualidade: Durante o inverno, o consumo de energia dos animais aumenta para manter a temperatura corporal. Oferecer uma dieta rica em calorias, com suplementos alimentares, ajuda a compensar essa demanda energética extra.

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    • Aquecimento: Em casos de frio extremo, a instalação de aquecedores ou a utilização de cobertores térmicos pode ser necessária, especialmente para os animais mais frágeis. Em sistemas de criação intensiva, como aviários e granjas de suínos, o controle da temperatura ambiente é crucial.
    • Monitoramento Contínuo: A vigilância constante das condições de saúde do rebanho é fundamental. Tratar imediatamente sintomas de hipotermia, como tremores intensos e letargia.
    • Vacinação e Saúde Preventiva: Manter a vacinação em dia e adotar práticas de manejo que fortaleçam a imunidade dos animais ajuda a prevenir doenças que podem ser exacerbadas pelo frio.

    A previsão de mais dias frios no Sul e Sudeste do Brasil exige que os produtores rurais se mobilizem rapidamente para proteger seus rebanhos. A adoção de medidas simples, mas eficazes, pode evitar perdas significativas e garantir a saúde e o bem-estar dos animais durante o inverno. A preparação adequada é a chave para enfrentar o frio extremo e minimizar os impactos na produção agropecuária. No ultimo ano, mais de mil bovinos morreram devido ao frio somento no Mato Grosso do Sul.

  • Geada atinge 41 municípios em Mato Grosso do Sul

    Geada atinge 41 municípios em Mato Grosso do Sul

    Uma forte onda de frio provocou geada em 41 municípios em Mato Grosso do Sul na manhã deste sábado (10). A menor temperatura foi registrada em Rio Brilhante, a 161 quilômetros de Campo Grande, onde os termômetros marcaram 0,2ºC. A sensação térmica no local chegou a -0,6ºC, por volta das 6h.

    Em Campo Grande, os termômetros registraram mínima de 4,8ºC, com sensação térmica de -0,5ºC. Em Amambai, a temperatura chegou a 1,7ºC, com sensação térmica de 0ºC. Itaporã registrou 1,6ºC e sensação térmica de -0,4ºC, enquanto Ponta Porã teve 3,9ºC com sensação de -0,1ºC. O frio também foi intenso em Aral Moreira (2,4ºC), Jardim (2,5ºC), Sidrolândia (2,6ºC), Nova Alvorada do Sul (2,7ºC), Caarapó (3,2ºC) e Sete Quedas (3,9ºC). Outras cidades afetadas incluem Juti (3,8ºC), Laguna Carapã (3,1ºC), Porto Murtinho (2,9ºC), Bonito (3,1ºC), Maracaju e Nova Andradina (3,7ºC), Bandeirantes (3,9ºC) e Dourados (4,5ºC).

    Previsão de tempo e clima para os próximos dias

    O Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) prevê que o tempo firme e ensolarado voltará a predominar, com variação de nebulosidade. O ar frio deve avançar por todas as regiões, podendo estabelecer novos recordes de temperatura mínima em 2024 em alguns municípios. Além disso, esta pode ser a massa de ar frio mais intensa registrada até agora em 2024.

    No domingo (11), as temperaturas seguirão baixas ao amanhecer, mas as máximas estarão em gradativa elevação, podendo atingir valores entre 23-28°C nas regiões sudoeste, pantaneira, norte e bolsão. As temperaturas mínimas previstas para as regiões sul, leste, sudoeste e sudeste variam entre 3-8°C, com máximas entre 15-24°C. Na região pantaneira, as mínimas devem ficar entre 6-12°C e as máximas entre 19-25°C. No norte e bolsão, esperam-se mínimas entre 8-11°C e máximas entre 21-28°C. Em Campo Grande, as mínimas previstas são de 6-9°C e as máximas de 18-24°C.

    Os ventos, inicialmente do quadrante sul/sudoeste, devem mudar para o quadrante leste ao longo de domingo, com velocidades entre 30-50 km/h e rajadas pontuais acima de 50 km/h.

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    Tendência meteorológica até 18 de agosto

    A tendência meteorológica para os próximos dias indica a possibilidade de chuvas de até 60 mm até 18 de agosto. Em resumo, os maiores volumes são esperados nas regiões sudoeste/oeste, extremo sul, sudeste, leste e central do estado.

     

  • Menor temperatura do ano no Brasil: -7,2°C em Santa Catarina

    Menor temperatura do ano no Brasil: -7,2°C em Santa Catarina

    Neste domingo (30), Santa Catarina registrou a menor temperatura do ano, com termômetros marcando -7,2°C em Urupema. O amanhecer também trouxe congelamento de pistas e formação de geada em diversas regiões do estado. A Defesa Civil emitiu uma nota sobre o monitoramento das temperaturas.

    Na noite de sábado (29) e na manhã deste domingo (30), as estações meteorológicas oficiais registraram temperaturas mínimas em várias cidades. Além de Urupema, São Joaquim atingiu -6,5°C e Urubici registrou -5,3°C, conforme ilustrado abaixo.

    Durante a madrugada e o amanhecer, as temperaturas variaram de -7°C a 3°C do extremo Oeste aos planaltos, e de 0°C a 11°C no litoral e no Vale do Itajaí. As temperaturas extremamente baixas resultaram na formação de geada e no congelamento de pistas, encanamentos, plantas e até de lagos e caixas d’água na Serra Catarinense.

    Até a manhã desta segunda-feira (01), espera-se que as temperaturas permaneçam negativas ou próximas de 0°C nas áreas mais altas dos planaltos, no Meio-Oeste e na Grande Florianópolis Serrana. No restante do estado, as temperaturas devem variar entre 1°C e 6°C no próximo amanhecer.

    Diante da previsão de baixas temperaturas, é essencial seguir algumas recomendações para garantir a segurança e o bem-estar:

    • Atenção especial à população mais vulnerável, como idosos, crianças, enfermos e pessoas em situação de vulnerabilidade social.
    • Abrigue animais domésticos durante as noites frias.
    • Agasalhe-se bem e beba bastante água.
    • Evite locais fechados ou com aglomeração de pessoas e mantenha a higiene das mãos.

    Essas medidas são fundamentais para enfrentar o rigoroso frio que se instalou em Santa Catarina e garantir a saúde e segurança de todos.

     

     

     

  • Batata sobe e some do prato

    Batata sobe e some do prato

    Os preços da batata no Brasil têm mostrado uma tendência de alta recentemente, conforme indicado pelo último Boletim Prohort da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), afetando a produção. Em janeiro de 2024, a batata apresentou uma elevação de preços pelo terceiro mês consecutivo, com a média ponderada registrando um aumento de 20,37% em relação ao mês anterior. Essa tendência foi observada na maioria das Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país, com aumentos significativos em mercados como Vitória (28,19%), Belo Horizonte (26,10%), Rio de Janeiro (25,02%) e São Paulo (23,68%)​ (CONAB)​.

    A elevação dos preços pode ser atribuída ao início do período de entressafra do tubérculo. O pico da safra das águas já passou, enquanto a safra da seca/inverno ainda não apresentou força suficiente para pressionar as cotações para baixo​ (Conab)​. A Conab também observa que, apesar da queda nas cotações de algumas outras hortaliças, como a alface e a cenoura, os preços da batata se mantêm elevados devido à oferta restrita e à alta demanda​ (CONAB)​​ (Conab)​.

    Esses movimentos de preços refletem as dinâmicas de oferta e demanda, bem como as condições climáticas que impactam diretamente a produção agrícola. A entressafra da batata, combinada com uma menor oferta e uma demanda constante, tende a manter os preços elevados no curto prazo.

    Cenário para o produtor

    A produção de batata no Brasil tem apresentado um cenário misto nos últimos anos. Embora o país seja um dos maiores produtores mundiais, com uma produção anual em torno de 3,5 milhões de toneladas, os produtores têm enfrentado desafios que impactam diretamente em seu faturamento.

    A produção de batata no Brasil está concentrada principalmente nos estados de Minas Gerais, Paraná e São Paulo. Juntos eles respondem por cerca de 70% da produção nacional. O rendimento médio da cultura é de aproximadamente 30 toneladas por hectare, um valor considerado baixo quando comparado a outros países produtores.

    Diversos fatores contribuem para esse baixo rendimento, como a utilização de tecnologias ultrapassadas, a falta de acesso a sementes de qualidade e a ocorrência de pragas e doenças. Além disso, as condições climáticas adversas, como estiagens prolongadas e geadas, também têm afetado a produtividade da cultura.

    Custos de Produção

    Os custos de produção da batata têm aumentado significativamente nos últimos anos, principalmente devido à elevação dos preços dos insumos agrícolas, como fertilizantes e defensivos. Estima-se que os custos de produção da cultura tenham subido cerca de 30% nos últimos dois anos.

    Esse aumento nos custos de produção tem pressionado as margens de lucro dos produtores, reduzindo sua rentabilidade. Muitos produtores têm optado por reduzir a área plantada. Ou até mesmo abandonar a atividade, o que pode levar a uma queda na oferta de batata no mercado.

    Perspectivas para o Produtor

    Apesar dos desafios enfrentados, a perspectiva para o produtor de batata é de melhora nos próximos anos. Com a adoção de novas tecnologias e a melhoria na gestão da propriedade, é possível aumentar a produtividade e reduzir os custos de produção.

    Além disso, a demanda por batata no mercado interno e externo tem se mantido estável, o que pode garantir melhores preços aos produtores. Estima-se que o preço médio recebido pelo produtor de batata em 2023 tenha sido de R$ 60,00 por saca de 50 quilos.

    No entanto, para que os produtores possam aproveitar essa oportunidade, é necessário que haja investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Assim como políticas públicas que incentivem a adoção de tecnologias e a melhoria da infraestrutura rural.

    Em resumo, a produção de batata no Brasil enfrenta desafios, mas também apresenta oportunidades para os produtores que investirem em tecnologia e gestão. Com a adoção de práticas mais eficientes e a melhoria das condições de mercado, é possível aumentar a rentabilidade da cultura e garantir a sustentabilidade da atividade no longo prazo.

  • Como o clima afeta os preços dos alimentos

    Como o clima afeta os preços dos alimentos

    A chegada de uma frente fria nos próximos dias na região Sudeste do Brasil deve ter impactos significativos na produção de alimentos. Essa mudança climática pode afetar diversos setores da agropecuária, desde a agricultura até a pecuária.

    A queda brusca de temperatura e a possibilidade de geadas podem prejudicar severamente as lavouras de frutas, hortaliças e grãos. Culturas sensíveis ao frio, como tomate, morango e citros, correm risco de ter danos às folhas, flores e frutos, comprometendo a produtividade e a qualidade dos alimentos.

    Além disso, a ocorrência de chuvas intensas associadas à frente fria pode causar alagamentos e erosão do solo, prejudicando o desenvolvimento das plantas e dificultando os trabalhos de colheita e transporte.

    Impactos do clima na Pecuária

    O gado de corte e de leite também sofre com a queda brusca de temperatura. O estresse térmico pode levar a uma redução no consumo de alimento e água, queda na produção de leite e até mesmo a morte de animais mais fracos ou doentes.

    A necessidade de fornecer abrigo e suplementação alimentar aos rebanhos durante esse período de frio intenso também aumenta os custos de produção para os pecuaristas.

    Para minimizar os impactos da frente fria, os produtores rurais devem adotar medidas preventivas, como:

    • Proteger as lavouras com coberturas plásticas ou telas;
    • Irrigar as plantações para evitar danos por geada;
    • Fornecer abrigo e suplementação alimentar adequada aos animais;
    • Monitorar constantemente as condições climáticas e estar preparado para agir rapidamente.

    Essas ações podem ajudar a preservar a produção de alimentos e evitar perdas significativas durante esse período de instabilidade climática. No entanto, é importante ressaltar que os efeitos da frente fria podem ser sentidos ao longo de toda a cadeia produtiva, afetando os preços e a disponibilidade de diversos produtos agrícolas.

    Precipitação no Brasil afeta cultivos de feijão, milho e trigo, revela Conab

    Junho trouxe chuvas intensas para o Norte, Nordeste e Sul, favorecendo algumas culturas e prejudicando outras

    Nas primeiras semanas de junho, o Brasil registrou volumes significativos de precipitação nas regiões Norte, Nordeste e Sul. Essas chuvas beneficiaram o desenvolvimento do feijão e do milho terceira safra na região do Sealba (Sergipe, Alagoas e Bahia). No entanto, dificultaram a implantação e o estabelecimento do trigo no Rio Grande do Sul. Por outro lado, o tempo seco predominou no restante do país, favorecendo a maturação e a colheita do algodão e do milho segunda safra. Isso restringe o desenvolvimento do milho em estágio reprodutivo e do trigo em diferentes fases.

    A análise é parte do Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA) de junho, publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que apresenta uma análise detalhada das condições agroclimáticas e imagens de satélite dos cultivos de verão da safra 2023/2024.

    Impactos do clima na produção agrícola

    O boletim destaca que a análise espectral mostrou uma predominância de áreas com anomalias negativas do Índice de Vegetação (IV), causadas principalmente pela antecipação da colheita do milho e pelo atraso na semeadura e desenvolvimento do trigo. A falta de chuvas e as altas temperaturas durante o desenvolvimento do milho anteciparam sua maturação em algumas áreas. Isso impacta negativamente as lavouras em estágio reprodutivo. O trigo semeado mais cedo em áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Paraná também sofreu restrições hídricas, prejudicando seu desenvolvimento.

    Nas regiões Oeste Catarinense e Noroeste Rio-Grandense, os gráficos de evolução do IV indicaram atrasos na semeadura e desenvolvimento dos cultivos de inverno.

    O Boletim de Monitoramento Agrícola é publicado mensalmente e resulta da colaboração entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), além de agentes colaboradores que contribuem com dados pesquisados em campo. O boletim completo está disponível no site da Conab, oferecendo uma visão abrangente das condições agrícolas no Brasil.