Tag: França

  • Brasil disputa Mondial du Pain na França em busca de resultado histórico

    Brasil disputa Mondial du Pain na França em busca de resultado histórico

    A Seleção Brasileira de Panificação viajou para Nantes, França, no último dia 10 de outubro, para participar da 10ª edição do Mondial du Pain, o maior e mais prestigiado campeonato mundial de panificação. A competição ocorre entre 17 e 20 de outubro, reunindo 21 equipes de várias partes do planeta.

    Foto: Divulgação

    Com o setor brasileiro de panificação em expansão, com cerca de 220 novas padarias inauguradas por dia, a delegação nacional, em sua oitava participação, busca superar o melhor desempenho já alcançado.

    Equipe brasileira mira a excelência no Mondial du Pain

    O time brasileiro é liderado pelo chef padeiro, confeiteiro e chocolatier Fernando de Oliveira. A equipe em disputa inclui o chef padeiro Rodolfo Nunes, do renomado Maniçoba, e seu assistente, Kássio Pereira, de apenas 21 anos.

    Para a competição, a preparação seguiu uma rotina intensa. Os treinos começavam às 5h da manhã, além do suporte psicológico necessário para enfrentar a alta pressão do torneio.

    Critérios técnicos e inovação definem a competição

    O Mondial du Pain exige excelência em várias áreas: domínio das fermentações, precisão no peso e nas medidas, além da inovação na criação de pães festivos e artísticos, que devem carregar uma assinatura autoral. Outra exigência importante é a reinterpretação de produtos típicos brasileiros usando técnicas internacionais.

    O uso da massa madre ganha destaque como critério crucial para avaliar sabor, textura e durabilidade, conferindo um diferencial aos pães disputados.

    Foto: Divulgação

    A equipe brasileira realiza os últimos ajustes no Baking Center™ da Lesaffre, em Lille, para adaptar seu desempenho às condições de temperatura e pressão locais, fundamentais para o sucesso no Mondial du Pain.

  • Azeite brasileiro é destaque mundial em Paris pelo segundo ano consecutivo

    Azeite brasileiro é destaque mundial em Paris pelo segundo ano consecutivo

    A Vinícola Essenza, localizada na Serra da Mantiqueira (SP), conquistou pelo segundo ano consecutivo um importante reconhecimento internacional ao ser eleita a melhor produtora de azeite do Brasil no Olio Nuovo Days, realizado em Paris nesta terça-feira (23), durante o Festival Du Monde, promovido pelo jornal francês Le Monde.

    O azeite Mantikir Grappolo ficou em segundo lugar entre os melhores do Hemisfério Sul, enquanto o Mantikir Coratina recebeu a Medalha Premium de Ouro.

    Herbert Sales, produtor de azeites e proprietário da Vinícola Essenza, destacou a importância do feito. “Estar no topo do ranking internacional mais uma vez é um orgulho imenso. Nosso olival fica a 1.900 metros de altitude, em Maria da Fé (MG), e essa conquista é resultado da dedicação e respeito ao terroir da Mantiqueira, que valorizamos em cada etapa da produção.”

    Olio Nuovo Days

    O Olio Nuovo Days é um evento reconhecido que premia os melhores azeites do Hemisfério Norte no início do ano e do Hemisfério Sul em setembro. E reúne países como Argentina, Austrália, Brasil, Chile, Peru, Uruguai e África do Sul. A edição de 2025 contou com a presidência do concurso por Eugénie Béziat e o júri coordenado por Marcelo Scofano, destacando nomes importantes do setor, incluindo chefs com estrela Michelin.

    “Ser reconhecido neste concurso internacional duas vezes consecutivas prova que o Brasil compete em pé de igualdade com grandes produtores tradicionais. Isso abre as portas para que mais consumidores conheçam e se apaixonem pela qualidade do azeite nacional”, afirmou Herbert Sales.

    O azeite Mantikir Grappolo possui acidez de apenas 0,08% em ácido oleico e apresenta aroma intenso com notas de folhas de oliveira, tomateira, rúcula, alcachofra, avocado e amêndoa verde. No paladar, destaca-se pelo sabor robusto e equilibrado, com predominância de folhas, ervas e pimenta verde.

    O produtor Herbert Sales celebra em Paris a conquista da Vinícola Essenza no Olio Nuovo Days 2025. Foto: Régis Silva/DIvulgação

    Além da qualidade do produto, a Essenza investe em inovação tecnológica e práticas sustentáveis. Herbert Sales explica: “Nosso olival em Maria da Fé é o mais alto do Brasil. E se beneficia de um microclima único que potencializa a qualidade do azeite. A extração ocorre em Quelemém (MG), com controle rigoroso para manter o frescor e as características sensoriais do azeite.”

    O reconhecimento internacional também impulsiona o enoturismo na Serra da Mantiqueira. “Queremos que cada visitante vivencie a história por trás de cada safra e entenda o esforço para alcançar esse nível de qualidade”, destaca Sales. Desde 2024, a Essenza já conquistou mais de 60 medalhas em competições internacionais, consolidando-se como a vinícola mais premiada do Brasil.

  • Queijos brasileiros conquistam 58 medalhas no Mundial de Tours 2025

    Queijos brasileiros conquistam 58 medalhas no Mundial de Tours 2025

    Produtores brasileiros celebram resultado histórico no Mondial du Fromage et des Produits Laitiers. O Brasil conquistou 58 medalhas na competição de queijos realizada entre 14 e 16 de setembro em Tours, França.

    A 7ª edição do mundial reuniu mais de 1.900 queijos de 26 países. Um júri internacional com mais de 220 profissionais avaliou os produtos. No total, mais de 860 queijos receberam medalhas.

    Estados como São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Amazonas e Bahia enviaram representantes. Os produtos brasileiros conquistaram 10 medalhas de ouro, 18 de prata e 30 de bronze.

    O sistema de avaliação considera notas de 0 a 100 pontos. Queijos com mais de 90 pontos recebem ouro. Entre 85 e 90 pontos, conquistam prata. Acima de 80 pontos, levam bronze.

    Estância Silvania lidera conquistas brasileiras

    A Estância Silvania, de Caçapava (SP), destaca-se entre os medalhistas. A propriedade conquistou três das dez medalhas de ouro brasileiras. Dois queijos e um iogurte natural representam o sucesso da fazenda.

    O Dom Silvania traz maturação com gengibre e urucum. Sua casca recebe cera de abelha natural. O Real Silvania apresenta massa cozida com maturação de 60 dias. Ambos utilizam leite da raça Gir Leiteiro A2.

    O projeto Biopark, de Toledo (PR), também conquistou dois ouros. A instituição desenvolve cerca de 100 variedades de queijos há seis anos. O programa conta com 29 produtores rurais associados.

    “Adaptamos queijos europeus à realidade brasileira”, explica Kennidy Bortoli, pesquisador do projeto. O Abaporu e o Passionata representam essa filosofia de adaptação local.

    O queijo Passionata traz notas de maracujá em sua composição. Em 2024, o produto ficou entre os 10 melhores do mundo no World Cheese Awards.

    Medalhistas de ouro brasileiros

    Reprodução: Redes Sociais Estância Silvana
    • Queijo maturado com café – Queijaria Tradição D’Lourdes (Autazes, AM)
    • Camponês Carrara – Rancho das Vertentes (Barbacena, MG)
    • Real Silvania – Estância Silvania (Caçapava, SP)
    • Dom Silvania – Estância Silvania (Caçapava, SP)
    • Iogurte Natural – Estância Silvania (Caçapava, SP)
    • Passionata – Biopark Educação (Toledo, PR)
    • Abaporu – Biopark Educação (Toledo, PR)
    • Benzinho – BelaFazenda (Bofete, SP)
    • Queijo Fazenda Santo Antônio (Alagoa, MG)
    • Requeijão cremoso – Laticínios São João (Cruzília, MG)

    Competição internacional acirrada

    O grande campeão do mundial foi o Gruyère AOP suíço. A Fromagerie La Côte-Aux-Fées produziu o queijo vencedor. Outros 11 finalistas vieram de países europeus, além de Madagascar.

    Roland Barthélemy anunciou a próxima edição brasileira. O mundial acontecerá em São Paulo de 16 a 19 de abril de 2026. O teatro B32 receberá o evento.

    Os mundiais francês e brasileiro alternam anos de realização. A parceria fortalece o intercâmbio entre produtores dos dois países.

  • Brasil e França debatem emergência sanitária na mandioca

    Brasil e França debatem emergência sanitária na mandioca

    A crise sanitária provocada pela “morte descendente” da mandioca, causada pelo fungo Ceratobasidium theobromae, mobilizou especialistas, lideranças tradicionais e instituições públicas em um workshop internacional realizado entre os dias 24 e 27 de março, em Belém, no Pará. O encontro reuniu mais de 100 participantes do Brasil, França, Guiana Francesa, Colômbia e Suriname, com o objetivo de traçar estratégias para conter a disseminação da praga e proteger a cultura da mandioca, essencial para a segurança alimentar e a economia de milhares de comunidades.

    O evento foi organizado por meio de parceria entre instituições brasileiras e francesas, incluindo a Embrapa, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o CIRAD (Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento), o IRD (Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento), além de entidades regionais e representantes de comunidades tradicionais.

    Emergência fitossanitária ameaça produção de mandioca no Norte do país

    No Brasil, a doença foi detectada inicialmente em 2022, na região do Oiapoque (AP). E se espalhou rapidamente, levando o governo federal a decretar emergência fitossanitária nacional por meio da Portaria nº 769, de 30 de janeiro de 2025. A medida visa intensificar ações de contenção e prevenção, diante do risco de disseminação para outras regiões produtoras do país.

    De acordo com o chefe-geral da Embrapa Amapá, Antônio Cláudio Carvalho, a rápida progressão da doença surpreendeu os pesquisadores. “Em dois meses, uma roça foi praticamente dizimada. Inicialmente, cogitamos falhas no manejo, mas a velocidade e extensão do problema apontam para algo mais grave”, relatou.

    As análises identificaram duas variedades de mandioca cultivadas por povos indígenas – “Xingu” e “Teré Teré” – como mais tolerantes à doença, o que levou à criação de campos de multiplicação para garantir a produção em 2025. Além disso, estudos avançam na busca por soluções químicas e biológicas contra o fungo.

    Cooperação internacional reforça combate à praga

    O workshop destacou a importância da cooperação transfronteiriça para enfrentar a ameaça fitossanitária. “O fungo não respeita fronteiras. A colaboração entre países é essencial para proteger nossos sistemas alimentares”, afirmou Pierre Marraccini, diretor regional do CIRAD. Pesquisadores apontam que a praga tem origem na Ásia e já afetou países do Sudeste Asiático entre 2005 e 2010, como Vietnã e Tailândia.

    À direita, Edmilson dos Santos Oliveira, representante do Conselho de Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque (CCPIO) e à esquerda, Silvio Van Der Pilj, Presidente do Conselho de Populações Ameríndias e Bushinenge da Guiana Francesa. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

    Representantes das comunidades tradicionais ressaltaram os impactos econômicos e culturais da doença. “A mandioca é nossa base: alimento, tradição e renda. Mais de duas mil famílias vivem dessa cultura”, declarou o cacique Edmilson Oliveira, do Conselho de Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque.

    Do lado francês, Bruno Apouyou, vice-presidente do Conselho das Populações Ameríndias e Bushinenge da Guiana Francesa, reforçou a importância de preservar a diversidade genética da mandioca. “Não usamos uma única variedade, mas muitas. A pesquisa deve respeitar essa riqueza”.

    Impacto socioeconômico e estratégias futuras

    Estudos apresentados durante o evento alertam para impactos significativos caso a doença avance em escala nacional. Segundo o chefe da Embrapa Mandioca e Fruticultura, Francisco Laranjeira, o prejuízo pode ultrapassar R$ 5 bilhões. Afetando produtos derivados como farinha, fécula e pão de queijo, com reflexos na cesta básica e na inflação.

    O evento também contou com apresentações de dados epidemiológicos e protocolos de diagnóstico molecular desenvolvidos pelo Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT), da Colômbia, que colaboram com o rastreamento do fungo.

    Participantes da Oficina Técnica – Emergência Sanitária da Mandioca. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

    Nos dias finais do workshop, os participantes participaram de oficinas e plenárias para construir um plano de ação conjunto entre governos, centros de pesquisa e comunidades. A diretora da Embrapa, Ana Euler, destacou que o foco agora é transformar as discussões em políticas públicas e estratégias de curto, médio e longo prazo. “O conhecimento compartilhado neste encontro reforça nossa capacidade de resposta às emergências sanitárias que colocam em risco a segurança alimentar regional”, concluiu.

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  • Coca-Cola recolhe produtos contaminados em seis países europeus

    Coca-Cola recolhe produtos contaminados em seis países europeus

    A Coca-Cola Europacific Partners Belgium iniciou uma ampla retirada de produtos na Europa devido a altos níveis de clorato. A medida, anunciada na última segunda-feira, afeta lotes vendidos na Holanda, Alemanha, Reino Unido, França, Luxemburgo e Bélgica.

    Os produtos recolhidos incluem latas retornáveis e garrafas de vidro de Coca-Cola, Sprite, Fanta, Fuze Tea, Minute Maid, Nalu e Royal Bliss. A identificação dos lotes comprometidos ocorre pelo “código de produção que varia de 328 GE a 338 GE”.

    Segundo a empresa, os lotes estavam em circulação desde novembro. “A maioria dos produtos não vendidos já foi retirada das lojas, mas continuamos removendo itens restantes”, informou a companhia à AFP. A engarrafadora pediu que os consumidores devolvam os produtos nos pontos de venda para reembolso imediato.

    A contaminação foi detectada na unidade de produção em Gante, Bélgica. “Realizamos testes como parte de nossos processos de controle, que identificaram níveis elevados de clorato”, explicou a empresa.

    O clorato, segundo a Comissão Europeia, provém de desinfetantes usados no tratamento de água e processamento de alimentos. A exposição prolongada pode trazer riscos à saúde, especialmente para crianças com deficiência de iodo, conforme uma publicação científica de 2015 da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar.

    Apesar disso, a agência afirmou que uma ingestão elevada em um único dia dificilmente ultrapassaria os limites recomendados para consumidores de todas as idades.

    A Coca-Cola garantiu que segue adotando medidas para evitar riscos à saúde e reforçar a segurança de seus processos de produção.

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  • Ministro apoia boicote ao Carrefour Brasil e afirma que ação inclui frango

    Ministro apoia boicote ao Carrefour Brasil e afirma que ação inclui frango

    O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, expressou sua indignação em relação ao embargo imposto pelo Carrefour à carne brasileira, que agora também abrange o frango.

    Em entrevista à Folha de S. Paulo, Fávaro classificou a decisão como um “absurdo” e um pretexto protecionista, ressaltando que a qualidade sanitária da carne brasileira é inquestionável.

    Fávaro afirmou, portanto, que os produtores brasileiros receberam com descontentamento a decisão do Carrefour, anunciada pelo CEO Alexandre Bompard, de suspender a compra de carne do Mercosul. Ele destacou que “isso é um absurdo. Se ele não quer comprar os produtos brasileiros, é simples: não compra. Agora, dizer que não tem qualidade sanitária? Faz 40 anos que a França compra carne do Brasil. E faz isso agora?”

    Além disso, o ministro enfatizou que o embargo ao Carrefour não se limita à carne bovina. Sendo assim, ele confirmou que os produtores de frango também estão aderindo à paralisação das vendas para o Carrefour no Brasil. “Eles tocaram em algo que é sagrado, que é a qualidade sanitária de nossas carnes. Isso nós não admitimos”, disse Fávaro.

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    O apoio do ministério e da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) foi destacado como fundamental para essa reação.

    JBS e Masterboi reagem

    A resposta do setor foi rápida. Ou seja, grandes frigoríficos como JBS e Masterboi já interromperam o fornecimento de carne ao Carrefour no Brasil. “Se o Brasil não serve para colocar a carne brasileira na gôndola do Carrefour na França, não serve para colocar na gôndola do Carrefour no Brasil”, afirmou Fávaro, reforçando a união do setor contra as decisões do grupo francês.

    Por outro lado, o Carrefour Brasil declarou que suas operações no país permanecem inalteradas e que continua comprando carne de produtores locais. Contudo, Fávaro deixou claro que essa situação pode mudar se não houver uma retratação global da empresa sobre suas alegações.

    Fávaro concluiu sua entrevista afirmando: “Não vamos admitir que questionem a qualidade da nossa carne.” Essa declaração reafirma a posição firme do governo brasileiro em defesa de seus produtos agrícolas e da integridade do setor agropecuário nacional.

  • Conheça as carnes mais caras do mundo

    Conheça as carnes mais caras do mundo

    Quase todo mundo gosta de uma boa carne, mas algumas estão um pouco além do que a média do brasileiro pode pagar.

    Um exemplo é a carne de Wagyu. Com um alto grau de marmoreio (gordura entre as fibras da carne), o quilo pode chegar a dois mil reais. Existem quatro raças no Japão, e uma de suas variantes é o Kobe. Para ser certificado, precisa ser de uma linhagem pura, ter alimentação controlada com alta qualidade e um manejo especifico. O preço por quilo dessa variante do Wagyu chega tranquilamente em mil e quinhentos reais.

    Agora, se sua carteira está cheia, mas sua preferência é uma carne de porco mais selecionada, temos a carne do porco ibérico. Eles vivem em florestas de azinheiras, sobreiros, carvalhos ou castanheiros e comem os frutos dessas arvores, conhecidas como bolotas. Seu sabor é único e, além disso, sua gordura é saudável, por incrível que pareça.

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    Existem vários tipos, como o Jamón Ibérico de Bellota e o Jamóm Ibérico de Cebo. Da mesma forma que o Kobe, o preço por quilo está na média de mil e quinhentos reais. E o presunto ibérico é mais acessível do que a carne, aliás. É possível comprar no Brasil sem muita dificuldade.

    Aves e peixes

    Se o seu paladar é mais para o lado das carnes brancas, temos o frango Bresse, de origem na França. Ele também tem uma série de particularidades, como alimentação saudavel e ser criando em condições que garantem uma qualidade de vida para os animais. Essa tem um preço mais acessível, chegando a cento e cinqüenta reais o quilo.

    Alias o frango de Bresse tem uma particularidade, que são as patas azuis.

    Outro prato com ave para quem gosta de esbanjar é o foie gras, mas ao contrario do Bresse, nesse caso o ganso tem uma alimentação forçada e a base de muito sofrimento: ele vive preso e é obrigado a comer altas quantidades de comida, enfiado em sua garganta por um tubo. Tudo para que seu fígado alcance o sabor desejado. Esse procedimento inclusive é proibido em muitas partes do mundo, pelo sofrimento que inflige as gansos. O preço do foie gras passa de mil e quinhentos reais o quilo, tranquilamente.

    Mudando de ave pra peixe, outra das carnes mais caras que vamos falar é o caviar. Na verdade, nem é uma carne, mas sim as ovas do esturjão. Mas como estamos falando de comida cara, não tem como não falar de caviar. Que eu nunca vi nem comi, mas só ouço falar.

    Agora, entretanto, fica a dúvida: depois de conhecer algumas das carnes mais caras que existem, qual vai estar no seu prato hoje?

  • Brasil e França firmam parceria para combater a praga na mandioca

    Brasil e França firmam parceria para combater a praga na mandioca

    A Embrapa e o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad), da França, firmaram uma parceria para combater a vassoura-de-bruxa da mandioca. As instituições assinaram uma Carta de Intenções que oficializou a colaboração.

    Vassoura-de-bruxa da mandioca

    O fungo, identificado recentemente, causou grandes prejuízos à produção de mandioca no Amapá, impactando diretamente os sistemas alimentares de comunidades indígenas em Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa. Portanto, para enfrentar a praga de forma coordenada, o documento assinado por Antonio Claudio Almeida de Carvalho, chefe-geral da Embrapa Amapá, e Margaux Llamas, pesquisadora do Cirad, destaca a importância de compreender os fatores que favorecem sua prevalência e os métodos que podem limitar seus danos.

    Brasil e França

    Entre as ações planejadas estão estudos epidemiológicos da doença no Brasil e na Guiana Francesa. Ou seja, os pesquisadores farão testes de patogenicidade e irão buscar por possíveis hospedeiros alternativos do fungo. Além disso, a equipe aplicará boas práticas de manejo na cultura da mandioca e adotará estratégias de diversificação agrícola para garantir a segurança alimentar.

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    A assinatura da Carta de Intenções foi o resultado de reuniões realizadas nos dias 4 e 5 de setembro, na sede da Embrapa Amapá. No encontro, participaram equipes da Embrapa e do Cirad, além de pesquisadores e avaliadores que acompanharam de forma remota.

    O Cirad, vinculado ao governo francês, atua em mais de 50 países, incluindo a Guiana Francesa, e é uma das principais instituições

  • Expansão internacional – Brasil amplia adidos agrícolas no exterior

    Expansão internacional – Brasil amplia adidos agrícolas no exterior

    Governo publica a Portaria Interministerial Mapa/MRE nº 18, que oficializa a criação de 11 novos postos de adidos agrícolas em representações diplomáticas brasileiras no exterior. Os novos escritórios serão estabelecidos na Argélia, Bangladesh, Chile, Costa Rica, Emirados Árabes Unidos, Etiópia (abrangendo também a União Africana, Djibuti e Sudão do Sul), Filipinas (incluindo Ilhas Marshall, Micronésia e Palau), Irã, Malásia (com Brunei), Nigéria e Turquia.

    Com essa expansão, o Brasil passará a contar com sete adidos agrícolas na África, fortalecendo laços com parceiros econômicos estratégicos e abrindo portas para mercados potenciais. Essa medida visa ampliar as oportunidades para o agronegócio brasileiro em mercados internacionais.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a relevância desse avanço. “As novas adidâncias refletem o reconhecimento da importância do agronegócio e sua maior inserção no mercado internacional. Com esses novos postos, iremos maximizar as oportunidades para o setor, gerando empregos e renda para os brasileiros, especialmente com a abertura de novos mercados.”

    Foi a maior expansão desde a criação da função, em 2008

    Em julho, o Governo Federal já havia autorizado, por meio de Decreto presidencial, a ampliação de 29 para 40 postos de adidos agrícolas. Foi a maior expansão desde a criação da função, em 2008. A ampliação visa atender à crescente demanda do setor por representação em mercados estratégicos.

    A importância dos adidos agrícolas

    Os adidos agrícolas são responsáveis por assessorar as representações diplomáticas, promovendo o agronegócio brasileiro. Eles identificam oportunidades de comércio, investimentos e cooperação, além de estabelecerem diálogos com atores do setor público e privado, academia e sociedade civil.

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    Atualmente, o Brasil possui adidos agrícolas em países como África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, China, Estados Unidos, França, Japão, Reino Unido, Rússia, entre outros. Com as novas adições, o Brasil reforça sua presença global no agronegócio, buscando expandir sua influência em mercados estratégicos e fortalecer a competitividade do setor.

  • Doença da Língua Azul – autoridades sanitárias da Europa em alerta

    Doença da Língua Azul – autoridades sanitárias da Europa em alerta

    A recente identificação de casos da doença da Língua Azul em rebanhos na Europa acendeu um alerta entre produtores e autoridades sanitárias do continente. A doença, causada por um vírus transmitido por mosquitos do gênero Culicoides, afeta principalmente ovinos, embora também possa infectar bovinos e caprinos. Os sintomas que incluem febre alta, inchaço da língua e das mucosas, além de lesões nos cascos e hemorragias. A Língua Azul pode levar a graves prejuízos econômicos e impactos na saúde animal.

    A presença da Língua Azul em rebanhos europeus representa uma preocupação significativa para o setor agropecuário. Especialmente em países com alta densidade de criação de ovinos e bovinos. A doença não é transmissível aos seres humanos, mas sua alta taxa de mortalidade entre os animais e as consequências econômicas resultantes das restrições ao comércio de produtos de origem animal são motivos de grande apreensão.

    Nas últimas semanas, surtos da doença foram confirmados em países como Espanha, França e Alemanha. Principalmente em regiões onde a pecuária é um dos principais pilares da economia. As autoridades sanitárias europeias têm intensificado os esforços para controlar a propagação do vírus. E implementando medidas como a restrição de movimentação de animais e a ampliação das campanhas de vacinação em áreas afetadas.

    Controle e prevenção da doença

    A prevenção da Língua Azul envolve principalmente a vacinação dos rebanhos, mas também passa por ações de manejo para reduzir a exposição dos animais aos mosquitos transmissores. Em áreas onde a doença é endêmica, a vacinação é a principal estratégia para minimizar os surtos. Além disso, o controle dos insetos vetores, por meio de medidas como o uso de repelentes e a melhoria das condições de higiene nos locais de criação, é essencial para reduzir a transmissão do vírus.

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    As autoridades sanitárias da União Europeia têm trabalhado em conjunto com produtores e associações do setor para garantir que as medidas de controle sejam efetivas e abrangentes. O monitoramento contínuo dos rebanhos e a comunicação rápida de novos casos são fundamentais para impedir a disseminação do vírus.

    Consequências econômicas e comerciais

    Os surtos de Língua Azul na Europa não apenas afetam a saúde dos rebanhos, mas também têm consequências significativas para o comércio de produtos agropecuários. A doença pode levar à imposição de restrições à exportação de carne, leite e outros produtos derivados dos animais infectados, causando perdas econômicas para os produtores e afetando as cadeias de suprimento.

    Além disso, o aumento dos custos com vacinação e manejo dos rebanhos em áreas afetadas representa um ônus adicional para os produtores, que já enfrentam desafios como as variações climáticas e as flutuações dos preços das commodities agrícolas.

    França relata surto de doença da língua azul próximo à fronteira com a Bélgica

    A França registrou um surto de doença da língua azul em uma fazenda localizada perto da fronteira com a Bélgica. Isso conforme informou a Organização Mundial da Saúde Animal (WOAH) na quarta-feira. Em 29 de julho de 2024, as autoridades belgas declararam um surto de febre catarral ovina do sorotipo 3 (FCO-BTV3). O surto ocorreu na comuna de Chimay, que faz divisa com a França.

    A febre da língua azul, transmitida por insetos, representa uma ameaça significativa para ruminantes domésticos, como ovelhas, gado e cabras. Desde o final do ano passado, a doença tem circulado na Holanda, no norte da Bélgica e no oeste da Alemanha. E sua progressão em direção ao sul da Bélgica aumentou na última semana.

    Medidas do governo francês

    Em resposta ao surto, o Ministério da Agricultura e da Soberania Alimentar da França ativou as medidas previstas na regulamentação para combater a difusão do FCO-BTV3, que ainda não foi caracterizado no território francês. As autoridades estão monitorando a situação de perto e implementando estratégias para proteger a saúde animal e prevenir a propagação da doença.

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    A febre da língua azul pode ter consequências graves para a produção agrícola, uma vez que a escassez de ruminantes pode afetar a polinização e a produção de diversas culturas. O governo francês trabalha em conjunto com as autoridades belgas para coordenar esforços de contenção e garantir a segurança alimentar na região.

    O surto de doença da língua azul na França destaca a importância da vigilância sanitária e da cooperação internacional na luta contra doenças que afetam a agricultura. Isso inclui a implementação de medidas preventivas e a colaboração entre os países. Espera-se que a situação seja controlada e que os impactos na produção agrícola sejam minimizados.

    Perspectivas e Ações Futuras

    Com a ameaça da doença da Língua Azul se espalhando pelo continente europeu, a cooperação entre países e a implementação de estratégias de controle eficazes são cruciais para conter a doença. As autoridades europeias continuam a reforçar as medidas de vigilância. E a apoiar os produtores na adoção de práticas que minimizem os riscos para os rebanhos.