Tag: flores

  • Inteligência artificial substitui análise humana na classificação de flores

    Inteligência artificial substitui análise humana na classificação de flores

    A avaliação da qualidade das flores, tradicionalmente realizada por profissionais, ganhou um novo aliado tecnológico.

    Características como coloração das pétalas, integridade do caule e proporção das hastes, que sempre dependeram da análise humana, agora podem ser identificadas por meio de inteligência artificial.

    Análise em tempo real

    A empresa chinesa Focusight Technology, especializada em visão computacional aplicada ao agronegócio, desenvolveu uma máquina classificadora inteligente capaz de analisar flores em tempo real e separá-las automaticamente conforme padrões de qualidade previamente definidos.

    O processo inicia-se com a alimentação de um banco de dados contendo até 200 imagens da variedade de flor que será trabalhada. Dessa forma, a inteligência artificial aprende os padrões visuais da espécie e passa a reconhecer características como tamanho das hastes, quantidade de folhas e demais atributos relevantes para a classificação.

    Após essa etapa, apenas quatro funcionários são necessários para abastecer o equipamento. Em seguida, a máquina realiza tanto a análise quanto o empacotamento das flores, alcançando uma capacidade de processamento de até 10 mil hastes por hora.

    O sistema opera por meio de uma linha de processamento onde os operadores posicionam as flores em suportes específicos. Ao longo da esteira, as hastes passam por um conjunto de câmeras de alta resolução e sensores ópticos, que capturam imagens sob diferentes ângulos.

    Máquina de classificação de rosas — Foto: Divulgação/Focusight

    Algoritmos treinados para reconhecer padrões visuais processam instantaneamente as informações coletadas, e assim a máquina direciona automaticamente cada flor para sua categoria correspondente.

    Tendência no mercado de flores

    Segundo Maurício Torres, representante da Focusight Technology no Brasil, a inovação já desperta atenção em importantes regiões produtoras ao redor do mundo.

    “Essa tecnologia já desperta interesse em diferentes polos produtores ao redor do mundo. Existe uma tendência crescente de automação na floricultura comercial, especialmente em um cenário marcado pela busca por mais eficiência, escassez de mão de obra e exigências cada vez maiores dos compradores”, afirma.

    Atualmente, a Focusight Technology já comercializa o equipamento em mercados consolidados da floricultura mundial, como Holanda, Colômbia, Equador e Quênia.

    De acordo com Torres, a utilização da inteligência artificial reduz a subjetividade presente nos processos tradicionais de classificação.

    O executivo acrescenta ainda que a tecnologia pode transformar a forma como o produto chega ao consumidor final.

    “Em um mercado em que aparência e uniformidade determinam o valor do produto, a tecnologia pode redefinir o modo como as flores chegam aos consumidores, com uma operação guiada por algoritmos e precisão visual”, completa.

    A adoção de soluções automatizadas também pode contribuir para solucionar um dos principais desafios da cadeia produtiva nacional. Segundo dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Floricultura (IBraflor), a floricultura brasileira faturou R$ 21,2 bilhões em 2024, demonstrando avanços para o setor.

     

  • Dia dos Namorados: conheça o significado das flores e acerte no presente

    Dia dos Namorados: conheça o significado das flores e acerte no presente

    As flores seguem sendo os presentes mais tradicionais do Dia dos Namorados. Além da beleza e do perfume, cada espécie carrega significados únicos. Por isso, na hora de escolher um arranjo ou buquê, conhecer o simbolismo de cada flor pode fazer toda a diferença.

    Para celebrar a data, comemorada no Brasil nesta sexta-feira (12), reunimos 8 espécies que representam diferentes formas de amor, compromisso, admiração e carinho.

    Rosa: um clássico

    A rosa continua sendo a principal escolha para quem deseja declarar sentimentos. Com pétalas de coloração intensa e forte apelo visual, a flor está diretamente associada à paixão e ao desejo.

    Segundo a florista e mentora Cristiely Santos, a espécie atravessa gerações sem perder força.

    “É um ícone universal. Mesmo quem não entende de flores, sabe o que significa. Ela é direta, clássica e poderosa como uma declaração de amor que não precisa de muitas palavras. Ela desperta sentimentos e emoções.”

    Tulipa: romantismo e sofisticação

    Originária da Turquia e popularizada mundialmente pela Holanda, a tulipa simboliza romantismo e elegância. Além disso, sua grande variedade chama atenção dos apaixonados.

    Existem mais de 150 espécies, distribuídas em diferentes tonalidades, como vermelho, branco, amarelo, laranja e roxo, ampliando as possibilidades de composição para presentes e arranjos.

    Lírio: amor duradouro

    Outra espécie bastante procurada é o lírio, associado à pureza, à elegância e aos relacionamentos duradouros.

    Embora o branco seja a versão mais conhecida, flores em tons vermelhos, rosas e amarelos também conquistam espaço entre os consumidores. Dessa forma, a espécie se adapta a diferentes estilos e preferências.

    Orquídea: símbolo de sensualidade

    As orquídeas figuram entre as flores mais sofisticadas do mercado. Além de exóticas e elegantes, elas representam sensualidade e refinamento.

    As variedades vermelhas ganham destaque por sua ligação com o amor e a paixão. Entre elas, a espécie Sophronitis coccinea é uma das mais conhecidas por apresentar essa coloração intensa.

    Girassol: energia positiva

    Diferentemente de muitas flores ornamentais, o girassol se destaca pela cor amarela característica.

    A espécie representa lealdade, felicidade e boas energias, características associadas à sua relação natural com a luz solar.

    Gérbera: alegria em forma de flor

    Com mais de 20 tonalidades diferentes, a gérbera chama atenção pela diversidade de cores, que inclui branco, vermelho, amarelo, rosa e laranja.

    Além disso, a flor simboliza alegria, leveza e charme;

    Alstroeméria: amizade e confiança

    Conhecida também como lírio-peruano ou lírio-dos-incas, a alstroeméria tem origem na América do Sul, especialmente em Peru, Brasil e Chile.

    Seu significado está relacionado à amizade, confiança e compromisso. Embora as pétalas naturais sejam rosadas, a espécie pode apresentar outras tonalidades obtidas por melhoramento genético.

    Margarida: afeto verdadeiro

    Fechando a lista, a margarida é reconhecida principalmente pelas pétalas brancas, mas também pode ser encontrada em versões amarelas e rosadas

    Além da delicadeza, a flor simboliza inocência, lealdade e amor sincero, tornando-se uma escolha versátil para arranjos românticos.

  • Vendas de flores devem crescer 8% no Dia dos Namorados

    Vendas de flores devem crescer 8% no Dia dos Namorados

    O mercado brasileiro de flores e plantas ornamentais projeta um crescimento de 8% nas vendas para o Dia dos Namorados de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), que aponta a data de 12 de junho como a segunda mais importante para o setor, atrás apenas do Dia das Mães.

    Atualmente, o Dia dos Namorados responde por cerca de 10% do volume anual de vendas da floricultura nacional, consolidando-se como uma das principais oportunidades de negócios para produtores, distribuidores e varejistas.

    Segundo Renato Opitz, diretor do Ibraflor, a procura por presentes mais afetivos e personalizados tem impulsionado a comercialização de flores de corte e de arranjos exclusivos.

    Flores nunca saem de moda

    De acordo com Opitz, as flores continuam ocupando posição de destaque por sua capacidade de transmitir emoções e permitir a criação de composições diferenciadas.

    Além disso, as plantas em vasos vêm ampliando participação no mercado. Espécies associadas à delicadeza e ao simbolismo afetivo ganham cada vez mais espaço entre os consumidores. Um dos exemplos é o antúrio, cuja flor remete ao formato de um coração.

    Entre as flores de corte mais procuradas para o período, as rosas vermelhas seguem liderando a preferência.

    “A rosa vermelha é um clássico atemporal. É a flor mais comercializada em todas as datas festivas em todas regiões do mundo”, destaca Opitz.

    Além das rosas, também aparecem entre as espécies mais demandadas os lisianthus, alstroemérias, lírios, tulipas, gérberas, girassóis e orquídeas de corte.

    Arranjos sofisticados

    Por outro lado, o mercado observa uma mudança no comportamento do consumidor. Os tradicionais buquês continuam relevantes, mas os arranjos personalizados vêm conquistando espaço.

    Floriculturas e produtores apostam em composições que combinam rosas, lisianthus e alstroemérias em propostas mais sofisticadas. Da mesma forma, buquês com girassóis e flores do campo atraem consumidores que buscam opções mais leves e descontraídas.

    Outra tendência destacada pelo diretor do Ibraflor envolve os arranjos em tons pastel.

    Comércio online explodiu no Brasil

    O avanço dos garden centers e das floriculturas digitais também contribui para o crescimento do mercado brasileiro.

    Segundo Opitz, a expansão das plataformas online ampliou o acesso dos consumidores aos produtos e fortaleceu as vendas em datas comemorativas.

    “A digitalização do comércio de flores e a expansão das vendas online têm contribuído para fortalecer o mercado, principalmente em datas sazonais, quando cresce a procura por entregas rápidas e por arranjos personalizados”, explica.

    Ceaflor prevê alta na movimentação

    O Ceaflor, um dos principais centros de comercialização de flores e plantas do país, também trabalha com perspectivas positivas para a data.

    A instituição projeta crescimento entre 5% e 7% nas vendas em relação ao ano anterior. Além disso, a expectativa foi reforçada pelos resultados obtidos no Dia das Mães, considerados superiores ao esperado pelo setor.

    Para a semana que antecede o Dia dos Namorados, o Ceaflor estima um aumento de 50% na movimentação de cargas em comparação aos períodos considerados normais.

    A data também movimenta as vendas de produtos complementares, como chocolates, cachepôs, cestas temáticas e acessórios decorativos, itens que agregam valor aos presentes e ampliam o faturamento do setor.

  • O trajeto das flores até virar presente no Dia das Mães

    O trajeto das flores até virar presente no Dia das Mães

    Entre estufas, leilões milionários e viagens pela madrugada, Holambra vive a semana mais intensa do ano enquanto rosas, lírios e orquídeas percorrem um caminho invisível até chegar às mãos das mães brasileiras.

    Quando o relógio ainda marca 4h da manhã, a rotina já ferve em Holambra. Caminhões entram e saem em silêncio, funcionários aceleram a separação de pedidos e produtores observam flores que ainda carregam gotas da madrugada.

    É nessa pequena cidade do interior paulista — responsável por cerca de 40% da produção nacional de flores e plantas ornamentais — que começa boa parte da jornada dos buquês vendidos no Dia das Mães.

    O que muita gente vê apenas como um presente delicado envolve uma operação quase cirúrgica.

    O caminho invisível das flores

    Tudo começa semanas antes da data comemorativa. Em estufas espalhadas por Holambra, produtores controlam temperatura, luminosidade e irrigação para que rosas, gérberas, crisântemos e orquídeas floresçam exatamente na semana do Dia das Mães.

    Uma flor que abre cedo demais perde valor. Uma que atrasa pode perder o pico das vendas.

    Por isso, a produção funciona quase como uma linha de precisão agrícola.

    Depois da colheita, as flores passam por hidratação, seleção manual e armazenamento em câmaras frias. Só então seguem para o maior centro de comercialização do país, o Veiling Holambra, estrutura que movimenta diariamente milhares de lotes de flores para floriculturas, supermercados e distribuidores brasileiros.

    A velocidade da operação impressiona. No próprio site institucional, o Veiling resume a dimensão da engrenagem: “Nossa operação funciona 24 horas por dia e 7 dias por semana”.

    Ali, tempo vale dinheiro — e também qualidade.

    Os pedidos crescem de forma explosiva às vésperas do Dia das Mães. Em poucos minutos, grandes compradores disputam lotes inteiros para abastecer cidades de Norte a Sul.

    Enquanto consumidores escolhem buquês em aplicativos ou vitrines de shopping, existe uma corrida silenciosa acontecendo nos bastidores.

    Holambra entra em “modo turbo”

    Em datas comemorativas, Holambra praticamente muda de ritmo.

    Funcionários ampliam turnos, cooperativas reforçam logística e produtores passam dias monitorando perdas causadas por calor excessivo, fungos ou atrasos no transporte.

    Foto: Veiling Holambra

    Neste ano, o próprio Veiling anunciou “áreas com funcionamento em escala 24/7” para atender a demanda concentrada do Dia das Mães.

    A pressão aumentou nos últimos anos.

    Além da alta procura por flores tradicionais, o mercado passou a acompanhar tendências mais “instagramáveis”, como arranjos monocromáticos, embalagens minimalistas, flores secas e composições premium para delivery.

    O comportamento do consumidor também mudou.

    Com redes sociais impulsionando presentes mais sofisticados, floriculturas passaram a investir em experiências visuais. Não basta apenas vender flores. Agora é preciso entregar impacto emocional — e fotogênico.

    Relatórios e apresentações recentes do mercado floral já apontam uma busca crescente por “variedades, cores, formatos e conceitos que dialogam com o comportamento do consumidor”, movimento que vem redesenhando vitrines e campanhas do setor.

    O avanço do delivery acelerou ainda mais essa transformação.

    Hoje, muitos pedidos feitos em aplicativos saem de Holambra e percorrem centenas de quilômetros refrigerados até chegar ao consumidor final em poucas horas.

    Uma viagem contra o tempo

    Depois do leilão e da distribuição, começa outra etapa crítica: a sobrevivência das flores.

    Rosas e lírios, por exemplo, são extremamente sensíveis à variação de temperatura. Qualquer falha logística pode comprometer aparência, perfume e durabilidade.

    Por isso, caminhões refrigerados viajam durante a madrugada para evitar calor intenso nas estradas.

    Em centros de distribuição, equipes fazem nova triagem antes da montagem dos arranjos. Só então os buquês ganham laços, caixas e cartões que aparecem nas vitrines e redes sociais.

    O consumidor vê beleza.

    Mas, por trás dela, existe uma cadeia que mistura agricultura de precisão, logística refrigerada e pressão comercial digna de grandes datas do varejo.

    Flores viram símbolo em tempos acelerados

    Mesmo em meio ao avanço da tecnologia e das compras digitais, as flores seguem entre os presentes mais procurados no Dia das Mães.

    O motivo vai além da estética.

    Especialistas do setor afirmam que datas emocionais fortaleceram o consumo de itens ligados a afeto, memória e experiência sensorial.

    Em um mundo cada vez mais acelerado, flores carregam justamente aquilo que algoritmos ainda não conseguem substituir: gesto, presença e emoção.

    Talvez por isso uma frase institucional do próprio Veiling Holambra faça tanto sentido nesta época do ano: “Do produtor ao cliente, um Brasil inteiro de conexões”.

    E é exatamente assim que milhões de flores deixam as estufas de Holambra para atravessar estradas, madrugadas e centros logísticos antes de pousar nas mãos de alguém no domingo de Dia das Mães.

  • Borboleta ferida ganha prótese de asa feita com pétalas de orquídea

    Borboleta ferida ganha prótese de asa feita com pétalas de orquídea

    Tinha tudo para ser só mais um inseto morto à beira do caminho. Mas quando Morhaf Ghazi, de 30 anos, encontrou uma borboleta ferida durante uma trilha em Amã, na Jordânia, ele não passou por ela como se nada fosse. Levou o inseto para casa, cuidou por dias e, no fim, fez algo que parece saído de um conto: criou uma prótese de asa para borboleta usando pétalas de orquídea que estavam preservadas dentro de um livro há quase nove anos.

    Sim, nove anos guardadas em um livro. E foram exatamente essas pétalas que deram uma segunda chance de vida à borboleta.

    A trilha que virou resgate

    Morhaf percebeu que havia algo errado logo de cara. A borboleta estava no chão e não conseguia voar. Ao examinar com atenção, ele viu o problema: a asa direita estava muito amassada, comprometida a ponto de impedir qualquer movimento no ar.

    Ele levou o inseto para casa com cuidado e começou um processo de recuperação improvisado, mas cheio de atenção. “Durante alguns dias, eu a alimentei com água com açúcar. Ela ficou em um buquê de flores onde coloquei gotinhas para ela beber”, contou Morhaf ao New York Post. Por dias, a borboleta virou hóspede da casa, sendo alimentada e observada de perto enquanto ele pensava no próximo passo.

    Pétalas de orquídea e uma hora de cirurgia artesanal

    Foi aí que a ideia surgiu. Morhaf tinha pétalas de orquídea rosa preservadas dentro de um livro desde 2017, quase uma década guardadas sem uso aparente. Ele traçou cuidadosamente o formato da asa saudável da borboleta e usou as pétalas como material para construir uma substituta à mão.

    Antes de colocar a prótese, ele pesquisou como manusear borboletas com segurança. O que descobriu deu coragem para avançar: borboletas não sentem dor nas asas, apenas pressão. Com esse dado em mente, ele removeu a asa danificada e fixou a nova. “Todo o processo levou cerca de uma hora, sem contar os dias que passei cuidando dela antes”, explicou.

    No mundo da lepidopterologia, a asa das borboletas é formada por escamas de quitina extremamente finas, o que torna qualquer intervenção delicada e arriscada. Morhaf não tinha formação em biologia, mas agiu com paciência e precisão acima da média.

    Ela voltou a voar

    Depois da intervenção, a borboleta começou a se movimentar melhor. Gradualmente, voltou a usar as asas, e o que parecia impossível se tornou real: ela voou de novo. Morhaf registrou o momento em vídeo, que rapidamente viralizou nas redes sociais e chamou atenção de pessoas ao redor do mundo.

    No entanto, a história levanta uma reflexão além do encantamento: o quanto estamos dispostos a pausar, observar e agir quando um ser vivo ao nosso redor precisa de ajuda? Morhaf não era veterinário, não tinha equipamento especializado e não tinha nenhuma obrigação. Tinha só atenção.

  • Mulheres lideram a floricultura e ganham espaço no agronegócio brasileiro

    Mulheres lideram a floricultura e ganham espaço no agronegócio brasileiro

    No Dia Internacional da Mulher, a floricultura revela um retrato estratégico do agronegócio brasileiro. Além de movimentar a economia, o setor se consolidou como um dos maiores empregadores de mulheres no campo. Ele conta com presença feminina em toda a cadeia produtiva, da estufa à comercialização. Estudos realizados por Cepea/Esalq-USP e Ibraflor mostram que as mulheres representam mais da metade da mão de obra da floricultura, chegando a índices próximos de 60% em algumas regiões. O que coloca o segmento entre os líderes em participação feminina no agro.

    O Dia da Mulher também tem forte peso comercial para o setor de flores e plantas ornamentais. A data responde por cerca de 8% das vendas anuais e com expectativa de crescimento entre 5% e 6% em relação ao ano anterior. Mais do que um pico de consumo, a data evidencia o papel cotidiano das trabalhadoras que plantam, colhem, comercializam, gerem equipes e assumem funções estratégicas em propriedades rurais, cooperativas e empresas ligadas à floricultura.

    Segundo o Ibraflor, o setor combina alta demanda por mão de obra com diversidade de funções ao longo da cadeia. O que favorece a inserção e a permanência feminina, tanto na operação diária quanto na gestão dos negócios. “Além de gerar empregos, o setor permite que muitas mulheres conquistem autonomia financeira, fortaleçam a permanência das famílias no campo e assumam papéis estratégicos dentro e fora da porteira”, destaca a produtora de flores e diretora de Mercado do Ibraflor, Raquel Steltenpool.

    Raquel Steltenpool com o pai Joannes Adrianus Steltenpool. Foto: Arquivo Pessoal

    Lideranças femininas fortalecem cooperativas de flores em São Paulo

    Na Cooperativa Veiling Holambra (CVH), em Santo Antônio de Posse (SP), filhas, esposas, produtoras e cooperadas transformam o cooperativismo em flores e plantas ornamentais ao ampliar a participação feminina em espaços de decisão. O movimento ganhou força em dezembro de 2019, quando a cooperativa iniciou as discussões para criar um Comitê de Mulheres, com foco em formação, troca de experiências e construção de lideranças.

    Oficializado em março de 2021, o Comitê de Mulheres da Veiling Holambra cresceu de forma consistente. E hoje reúne cerca de 140 cooperadas em encontros periódicos, capacitações, visitas técnicas e participação ativa em eventos nacionais do agro e do cooperativismo. O grupo incentiva o desenvolvimento pessoal e profissional e estimula o protagonismo feminino nas assembleias e nas decisões estratégicas. E também contribui para um processo contínuo de ocupação de espaços pelas mulheres dentro da cooperativa.

    Raíssa Swalmen, coordenadora do Comitê de Mulheres. Foto: Arquivo Pessoal

    “Mais do que um espaço de troca, o Comitê constrói bases sólidas para um processo natural de ocupação de espaços estratégicos pelas mulheres dentro da cooperativa. Ao incentivar conhecimento, integração e protagonismo, o grupo contribui diretamente para o crescimento sustentável da cooperativa. E do setor como um todo”, afirma a produtora e coordenadora do Comitê de Mulheres, Raíssa Swalmen.

    ​Cooperflora: participação feminina vai da gestão às equipes de campo

    Na Cooperflora, a presença feminina também se traduz em números e em decisões. Cerca de 45% dos cooperados são mulheres ou contam com mulheres à frente da gestão dos sítios. O que mostra o avanço da liderança feminina em propriedades especializadas em flores e plantas ornamentais. As produtoras atuam diretamente na administração, na tomada de decisão e na coordenação de equipes, consolidando um protagonismo que vai além da participação formal.

    Mariela Grisott, do Sítio Reijers Alegre, Cooperflora
    Divulgação. Foto: Arquivo Pessoal

    ​Na sede da cooperativa, quase metade do quadro de colaboradores é composto por mulheres, muitas delas em cargos estratégicos. Entre os exemplos de liderança estão a cooperada Mariela Grisotto, do Sítio Reijers Alegre, responsável por uma equipe majoritariamente feminina, e a sócia fundadora Dorian Reijers, do Sítio Flores da Terra, que segue ativa e simboliza a base histórica da atuação das mulheres na construção e no desenvolvimento da Cooperflora.

    ​Empreendedorismo feminino em rosas e turismo rural no Ceará

    No Ceará, a produtora de rosas Lucivanda Fernandes Siqueira, de Ubajara, na Serra da Ibiapaba, se tornou referência em inovação ao integrar floricultura, turismo rural e economia criativa. Gestora da Fazenda Santo Expedito, ela conquistou o 1º lugar na categoria “Pequena Propriedade” do 8º Prêmio Mulheres do Agro 2025, destaque que reconhece sua gestão sustentável, o foco em impacto social e o modelo de negócios que alia agricultura, educação e experiência turística.

    Lucivanda Fernandes Siqueira, produtora Sitio Santo Expedito, Ceará. Foto: Arquivo Pessoal

    ​Professora de formação e estudante de Gestão de Pessoas e Agronegócio, Lucivanda aplica conceitos de capacitação e valorização de equipes na rotina da fazenda. E inspira outras empreendedoras a fortalecerem o protagonismo feminino no campo. A propriedade se consolidou como um dos projetos mais inovadores do Nordeste ao integrar produção agrícola de alta tecnologia, responsabilidade ambiental, turismo de experiência e economia sensorial.

    ​A Fazenda Santo Expedito passou por forte expansão. Hoje conta com 12 hectares de estufas, com projeto de ampliação para 16 hectares, três tanques de armazenamento e sistema de captação de água da chuva com pavimentação intertravada para reaproveitamento hídrico. As pétalas que não seguem para comercialização são desidratadas para experiências sensoriais. Ou incorporadas ao composto orgânico, reforçando um ciclo produtivo mais consciente.

    Passeio turístico imersivo

    ​Em 2019, a produtora lançou um passeio turístico imersivo pela propriedade, com cerca de 50 minutos de duração. O tour apresenta as estufas, as variedades de rosas, as técnicas de cultivo e as práticas sustentáveis. A experiência inclui vivências como a montagem de buquê simbólico e escalda-pés com pétalas reaproveitadas. Portanto, ampliando o valor percebido da flor na região, fortalecendo o turismo rural na Ibiapaba e impulsionando a geração de emprego e renda local.

    ​A demanda dos visitantes por produtos que prolongassem a experiência na fazenda deu origem à marca Aromas da Fazenda. Ela é especializada em fragrâncias, aromaterapia e cosméticos artesanais. Embora as rosas cultivadas ainda não sejam matéria-prima direta dos cosméticos, a equipe estuda formas de ampliar o uso sustentável de espécies como a lavanda, que também contribui para a polinização da pitaya.

    ​O restaurante da fazenda, inaugurado há cerca de três anos, valoriza ingredientes regionais e utiliza frutas locais na produção de geleias e licores. Portanto, agregando gastronomia ao roteiro de visitação. Hoje, a operação reúne aproximadamente 170 colaboradores na propriedade e 8 na unidade urbana, além de duas lojas físicas (uma na fazenda e outra no município de Ubajara) o que reforça o impacto da gestão feminina sobre a economia local.

    ​Inovação genética e liderança feminina na produção de plantas tropicais

    Em Rondônia, a trajetória de Tereza Alves Cordeiro de Campos, fundadora da Estância Vitória, mostra como o empreendedorismo feminino impulsiona inovação e desenvolvimento regional na floricultura tropical. Nascida no interior do Paraná, ela construiu uma trajetória marcada por trabalho e coragem. Até criar, há mais de duas décadas, um projeto próprio de produção de plantas ornamentais com identidade brasileira e variedades diferenciadas.

    Tereza, produtora caladium Estancia Vitória. Foto: Arquivo Pessoal

    ​Localizada na zona rural de Urupá (RO), a cerca de 400 quilômetros da capital, a Estância Vitória se consolidou como referência na produção e desenvolvimento de plantas ornamentais tropicais no país. Mesmo sem formação acadêmica na área, Tereza definiu como objetivo criar plantas únicas, adaptadas ao clima e ao mercado nacional, com foco em qualidade, inovação e estética.

    ​O pequeno projeto familiar se transformou em uma estrutura consolidada. Com cerca de 40 mil metros quadrados de estufas dedicadas à produção de Caladium, Aglaonema, Syngonium, Euphorbia e Dracena, entre outras espécies. A estância também mantém um trabalho autoral de melhoramento genético. Ele é realizado por meio de polinização manual, sem uso de laboratórios externos, baseado na observação prática, na experiência acumulada e na seleção rigorosa de plantas matrizes.

    Novas variedades

    ​Ao longo dos anos, inúmeras novas variedades foram desenvolvidas. E após um processo de seleção e testes em cultivo, parte delas entra em produção comercial com novas combinações de cores, maior vigor, rusticidade, melhor adaptação e resistência natural a pragas e doenças. O melhoramento mais recente é um Caladium da variedade Lança. Ela é mais resistente ao frio, de porte compacto e indicado para vasos, que já está em produção e terá lançamento oficial em setembro.

    ​A Estância Vitória fornece mudas do seu portfólio para produtores de diferentes regiões do país. E comercializa produtos finais diretamente ao mercado, por meio de ponto de venda no Ceaflor, em Jaguariúna (SP). Dessa forma, o trabalho autoral de Tereza conecta a inovação desenvolvida em Rondônia às principais regiões consumidoras de plantas ornamentais do Brasil. Reforçando a presença feminina em toda a cadeia da floricultura.

  • Vendas de flores devem crescer 7% no Dia de Finados

    Vendas de flores devem crescer 7% no Dia de Finados

    O setor de floricultura projeta um aumento de 7% nas vendas para o Dia de Finados, celebrado neste domingo, 2 de novembro. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), que aponta fatores como o feriado em fim de semana e o hábito de homenagear entes queridos também em casa.

    Segundo o Ibraflor, a data representa 3% do comércio anual de flores no Brasil e segue relevante para produtores e comerciantes. “As pessoas querem se sentir próximas de quem já se foi”, explica Renato Opitz, diretor do instituto.

    Crisântemos e kalanchoes lideram as vendas

    Os crisântemos e kalanchoes continuam entre as flores mais procuradas nesta época. Cultivadas em vasos, elas atraem consumidores por sua durabilidade e fácil manutenção. As cores branca e amarela seguem como as favoritas, associadas à paz e à lembrança.

    A produtora Maritha Domhof, do Rancho Raízes, em Holambra (SP), aposta também em flores rosas para homenagens às avós. Ela lançou ainda uma variedade bicolor, desenvolvida especialmente para o Finados. “As flores expressam afeto e saudade. Queremos oferecer opções que toquem o coração das famílias”, afirma.

    Produtores esperam alta nas vendas

    Em Holambra, a expectativa de crescimento nas vendas chega a 5% em relação a 2024. Maritha ajustou sua produção e prevê a venda de 60 mil vasos.

    O produtor de kalanchoes, Luciano Rios, também celebra o bom momento. Ele comercializa a variedade mini, no pote 6, e afirma que o Finados se tornou um novo pico de vendas. “Até 2023, quase não havia procura. Hoje, as vendas cresceram mais de 30%”, relata. Toda a produção de 280 mil vasos já está vendida. “A demanda está muito forte. As pessoas continuam homenageando quem foi importante em suas vidas”, comemora.

    Homenagens vão além dos cemitérios

    O Ibraflor observa uma mudança no perfil do consumidor, que passou a expressar o luto de novas formas. Renato Opitz destaca que o setor se adapta a esse comportamento. “O mercado se transforma. Hoje, sugerimos homenagens com buquês, vasos e plantas ornamentais”, explica.

    Segundo ele, o cuidado com as plantas é uma tradição familiar mantida por gerações. “O Dia de Finados continua sendo uma data de memória e afeto. As flores seguem como símbolo de respeito, saudade e carinho — mesmo longe dos túmulos”, conclui.

  • Dia do Florista: pesquisa mostra otimismo mesmo diante de desafios

    Dia do Florista: pesquisa mostra otimismo mesmo diante de desafios

    No Dia do Florista, comemorado em 2 de setembro, uma pesquisa realizada pela Flowwow revela que 92% dos donos de floriculturas no Brasil estão otimistas com os próximos meses. O estudo ouviu empreendedores parceiros do marketplace, presente em mais de 40 países. Apesar dos desafios, os empresários apostam na recuperação do setor.

    O levantamento mostra que a maioria acredita no crescimento das vendas, especialmente durante as datas comemorativas do segundo semestre. Sete em cada dez esperam superar os resultados de 2024 nesse período. O impacto do digital é claro: 38% reportam que quase todas as vendas já ocorrem por canais online, como marketplaces, WhatsApp e Instagram.

    Por outro lado, apenas 22% registraram aumento no tíquete médio ou volume de compras, evidenciando que a digitalização ainda não amplia o consumo de forma significativa. No primeiro semestre de 2025, 54% dos floristas cresceram em vendas e 27% mantiveram estabilidade. Entre os principais obstáculos, destacam-se o aumento dos custos com frete, insumos e energia, além da dificuldade na fidelização dos clientes.

    “A palavra que define empreender no Brasil para muitos floristas é desafiador”, aponta a pesquisa realizada em agosto de 2025 com mais de 450 floriculturas parceiras em 17 estados brasileiros.

    Segundo Mikhail Liu-i-Tian, CEO da Flowwow no Brasil, o otimismo vem não só do calendário de datas especiais, mas também da aceleração das vendas digitais. “Os clientes buscam mais conveniência e variedade. As plataformas online facilitam a compra tanto para consumidores quanto para empreendedores”, afirma.

    Ele alerta que os desafios de custo e fidelizar clientes permanecem. No entanto, a digitalização e a aproximação com novos públicos mostram-se caminhos promissores para manter a confiança no futuro do setor.

     Setor de flores movimenta R$ 21 bi no Brasil com crescimento no segmento premium

    O mercado brasileiro de flores e plantas ornamentais vive um momento de forte expansão. O setor, que movimenta cerca de R$ 21,23 bilhões, espera um crescimento entre 5% e 8% em 2025. O avanço é puxado pelas datas comemorativas, pela consolidação do e-commerce e pela alta demanda no segmento premium.

    Os dados são das principais associações e cooperativas do setor. O Brasil conta com aproximadamente 8,3 mil produtores, a maioria de pequeno e médio porte. O estado de São Paulo se mantém como o coração da floricultura nacional, responsável por 75% da produção e 55% de todo o consumo do país.

    Segmento premium e e-commerce puxam onda de crescimento

    Um dos destaques do setor é o nicho de alto luxo. Só no primeiro semestre de 2024, esse segmento registrou crescimento superior a 30%. O ticket médio de um arranjo premium pode chegar a R$ 530. A tendência exige personalização, embalagens exclusivas e serviços de entrega ágil.

    As vendas online, embora ainda representem menos de 10% do faturamento total, se mostram um canal em ascensão. A praticidade do digital conquista um público cada vez maior.

    As flores mais populares seguem sendo as rosas e as orquídeas. O calendário de vendas é definido por três datas principais: Dia das Mães (responsável por 15% do faturamento anual), Dia dos Namorados e Dia Internacional da Mulher.

    Em períodos de pico de demanda, como no inverno brasileiro durante o Dia dos Namorados, o país recorre às importações. A Colômbia e o Equador são os principais fornecedores, com 93% dos produtos entrando no Brasil por via aérea para garantir a qualidade e a velocidade.

    Desafios: logística, custos e mão de obra

    Apesar do otimismo, o setor enfrenta obstáculos. A logística é o principal deles, devido à natureza perecível da mercadoria. A cadeia de frio e o transporte rápido são essenciais para evitar perdas.

    Os custos de insumos, muitos importados e impactados pela alta do dólar, pressionam os produtores. Outro problema crônico é a escassez de mão de obra qualificada em todas as etapas, do cultivo à distribuição.

    Cooperativa Holambra centraliza quase metade do comércio

    A Cooperativa Veiling Holambra se mantém como a principal central de comercialização do país, responsável por cerca de 45% do volume total de flores e plantas vendidas no Brasil.

    Foto: Cooperativa Veiling Holambra

    Para os próximos anos, a aposta do setor está na expansão para novas regiões, como a Serra da Ibiapaba, no Ceará. O investimento em tecnologia—com estufas climatizadas e controle de irrigação—é crucial para ganhar eficiência e reduzir perdas.

  • Estufas garantem produção de flores durante o frio

    Estufas garantem produção de flores durante o frio

    O frio intenso impacta a produção da cadeia da floricultura em São Paulo. O setor, responsável por movimentar mais de R$ 8,4 bilhões por ano, gera 130 mil empregos diretos, segundo o Cepea.

    Impacto do frio

    As temperaturas baixas atrasam o crescimento e a floração das plantas. Ou seja, o resultado é a queda na qualidade das flores e a perda de produtividade.  Para enfrentar o frio, os produtores usam estufas com controle de temperatura, umidade e iluminação. A tecnologia permite manter o cultivo mesmo em dias gelados.

    “As estufas criam um microclima estável, essencial para o crescimento das plantas no inverno”, explicou Bruno Rossafa, consultor do Grupo Nortène. Segundo Rossafa, o controle do ambiente reduz pragas e doenças. Além disso, garante a continuidade das atividades econômicas no campo. “A produção continua o ano todo. Isso reduz perdas e aumenta a lucratividade do produtor”, destacou.

    Ambientes protegidos

    O Estado de São Paulo é referência no uso de ambientes protegidos. Já produtores sem essa estrutura enfrentam prejuízos durante o frio. No sul de Minas Gerais, a geada queimou parte da plantação de Joel Pimentel, em Munhoz. Ele cultiva alstroemérias, lírios, boca-de-leão, girassóis e hortênsias. “Tivemos perda de 30% da produção. O prejuízo foi de R$ 30 mil. Isso vai afetar nossos clientes em São Paulo”, disse o produtor. O mês de julho tem menor demanda, mas a perda preocupa. “Ficamos angustiados com essa situação”, relatou Joel.

    Crédito para instalação de estufas

    Para apoiar a instalação de estufas, o governo paulista oferece linhas de crédito via FEAP. O programa atende pequenos e médios produtores. “O apoio do FEAP ajuda o agricultor a enfrentar o frio com segurança”, afirmou Felipe Alves, secretário executivo do fundo.

    O crédito da linha Agricultura Sustentável permite financiamento de até R$ 250 mil. Os juros são de 3% ao ano, com até 84 meses para pagar. O prazo de carência pode chegar a 48 meses, conforme o ciclo produtivo. A CATI orienta os projetos e acompanha os produtores. “Com esse apoio, o produtor protege a lavoura, a renda e o abastecimento. Isso mostra o compromisso do Estado com o campo”, concluiu Felipe Alves.

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  • Dia das Mães anima produtores de flores

    Dia das Mães anima produtores de flores

    O Dia das Mães, celebrado em 11 de maio de 2025, é a principal data para o setor de flores e plantas no Brasil, representando 16% do volume anual de vendas. De acordo com o Ibraflor, o segmento deve registrar um crescimento de 8% a 10% em comparação a 2024. No Ceaflor, muitos produtores ampliaram a oferta em 15% a 20% para suprir a demanda, demonstrando otimismo com a data.

    As rosas e orquídeas continuam sendo as flores mais procuradas no Dia das Mães. No entanto, o clima quente no início do ano prejudicou a produção de orquídeas, resultando em uma queda de 10% na oferta e um aumento de 30% nos preços.

    Localizado em Holambra, o Ceaflor é um dos maiores e mais completos mercados de flores da região. Foto: Divulgação Ceaflor

    “Estamos vendendo tudo o que temos disponível, mas poderíamos ter comercializado muito mais”, lamenta Paulo Masato Fujiwara, da Flora Fuji.

    Apesar disso, os consumidores encontram diversas opções, como:

    •  Flores de corte: alstromérias, rosas e gérberas
    •  Flores em vaso: violetas, begônias, kalanchoes e suculentas

    Produtores investem em variedade e logística para impulsionar vendas

    A Flor Fácil, comerciante de flores de corte no Ceaflor, projeta um aumento de 20% nas vendas em relação a 2024. Para facilitar a logística, a empresa criou o projeto “Pronto para você”, que oferece buquês e arranjos pré-montados para floriculturas e gardens centers.

    Não faltam opções de flores de corte e em vaso para celebrar a data. Foto: Divulgação Ceaflor

    “O Dia da Mulher foi excelente e, seguindo o ritmo do setor, o Dia das Mães também promete grandes resultados”, afirma Daniel Silva, da Flor Fácil.

    Violetas e suculentas ganham destaque

    O produtor Edson Vital, da Vital Flores e Plantas, ampliou sua produção em 20%, mas já tem praticamente tudo comercializado. “Mesmo com a produção ampliada, conseguiremos atender apenas 70% dos clientes. Felizmente, o clima colaborou, e as flores estão lindas”, explica.

    Principal data do segmento de flores e plantas no Brasil deve registrar volume de vendas entre 8% e 10% maior que no ano passado. Foto: Divulgação Ceaflor

    Amantiquira Plantas Ornamentais preparou 300 mil suculentas, um aumento de 15% em relação a 2024. “Nossa capacidade total é de 400 mil unidades, então ainda temos espaço para crescer”, destaca Tamara Cristina Baitelo, da Amantiquira.

    Assim, apesar dos desafios climáticos, o setor se mostra otimista, com produção ampliada e diversidade de produtos. O Ceaflor garante uma ampla variedade de flores e acessórios, atendendo desde presentes acessíveis até arranjos premium para homenagear as mães em 2025.

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