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  • Safra de laranja será quase 13% menor com avanço do greening

    Safra de laranja será quase 13% menor com avanço do greening

    A safra de laranja 2026/27 deve recuar no cinturão citrícola paulista e mineiro. O avanço do greening preocupa os produtores. O Fundo de Defesa da Citricultura, Fundecitrus, estima produção de 255,2 milhões de caixas de 40,8 quilos.

    A projeção integra a primeira Pesquisa de Estimativa de Safra divulgada nesta sexta-feira (8). O volume representa queda de 12,9% frente à safra anterior. Em 2025/26, produtores colheram 292,94 milhões de caixas.

    Queda de frutos no pomar

    Segundo o diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, o número de frutos diminuiu nos pomares. De acordo com Ayres, as árvores apresentam 17% menos frutos. Esse fator explica a maior parte da redução produtiva.

    Além disso, o greening segue como principal ameaça da citricultura brasileira. O levantamento aponta que 52% dos pomares adultos apresentam contaminação pela doença. Com isso, o greening reduz o peso das frutas e compromete a produtividade anual.

    Entre as 12 regiões citrícolas analisadas, apenas quatro mantêm o número de frutos. Nessas áreas, os frutos tendem a ser maiores.

    Por outro lado, Porto Ferreira, no interior paulista, deve registrar queda de 26% no total de frutos. Segundo Ayres, os efeitos do greening explicam o forte recuo na região. Além das doenças, o clima também pode alterar a produção final da safra.

    Na temporada passada, a colheita ficou 7% abaixo da estimativa inicial. Ayres afirmou que o clima seco e as altas temperaturas prejudicaram o pós-florecimento dos pomares.

    Árvores produtivas e não produtivas

    O levantamento também identificou crescimento no número de árvores produtivas. Em 2026, o cinturão citrícola soma 184,3 milhões de árvores produtivas. O total cresceu 0,91% frente a 2025.

    Já o número de árvores não produtivas aumentou 6,17%. O volume passou de 26,3 milhões para 28 milhões.

    Segundo Ayres, áreas fora do cinturão citrícola possuem 13 milhões de árvores com menos de três anos. Essas plantas devem entrar no censo do Fundecitrus a partir de 2028. Ele afirmou ainda que a citricultura brasileira expandiu produção além das regiões tradicionais.

  • Milho inicia 2026 com alta limitada por oferta interna

    Milho inicia 2026 com alta limitada por oferta interna

    O mercado brasileiro de milho começa 2026 com ampla oferta interna, sustentada por estoques de passagem superiores aos da safra anterior. Além disso, pesquisadores do Cepea indicam expectativa de aumento na produção da primeira safra, o que reforça a disponibilidade no país.

    Diante desse cenário, os contratos de milho negociados na B3 operam em níveis inferiores aos registrados na temporada passada. No mercado internacional, porém, os contratos futuros na CME Group indicam trajetória de alta ao longo do primeiro semestre de 2026. Esse movimento recebe suporte do ritmo recorde das exportações norte-americanas observadas nos últimos meses. Além disso, a expectativa de relação estoque/consumo global mais ajustada contribui para sustentar os preços externos.

    Recorde de área cultivada no Brasil

    No Brasil, a Conab projeta área cultivada recorde de milho na safra 2025/26, estimada em 22,7 milhões de hectares. Apesar disso, pesquisadores do Cepea alertam para a irregularidade das chuvas e as temperaturas elevadas no Centro-Oeste. Essas condições climáticas afetam o desenvolvimento da primeira safra, especialmente da soja, segundo o Centro de Pesquisas. Com isso, pode haver redução da janela ideal de semeadura do milho de segunda safra, responsável por cerca de 80% da oferta nacional.

    Mesmo com esses riscos, a produção total de milho em 2025/26 deve ser a segunda maior da história brasileira.
    O volume projetado ficará abaixo apenas do recorde registrado na safra atual, conforme indicam as estimativas.
    A produção elevada tende a vir acompanhada de consumo doméstico recorde, impulsionado pela indústria de etanol de milho.

    Além disso, a demanda dos setores de proteína animal segue como fator relevante de sustentação do consumo interno. Esse maior equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico pode favorecer o crescimento das exportações brasileiras. O avanço dos embarques ocorre, sobretudo, em função do excedente interno disponível ao longo da temporada.

    Cenário global

    No cenário global, a expectativa é de crescimento tanto da produção quanto do consumo mundial de milho.
    Ao mesmo tempo, deve haver redução da relação estoque/consumo global, segundo projeções do mercado internacional.
    Esse contexto tende a sustentar os preços externos e aumentar o interesse dos produtores brasileiros pelas exportações.
    Dados do USDA indicam que a produção mundial de milho pode alcançar 1,282 bilhão de toneladas em 2025/26.
    O volume representa alta de 4,3% em relação à safra anterior, reforçando a importância do cereal no mercado global.

  • Produção menor deve estabilizar preços da mandioca em 2026

    Produção menor deve estabilizar preços da mandioca em 2026

    A cadeia da mandioca deve passar por ajustes em 2026, após dois anos de forte expansão da área cultivada. Esse crescimento ocorreu, sobretudo, em estados com maior concentração de indústrias processadoras. Segundo pesquisadores do Cepea, o setor entra agora em uma fase de acomodação produtiva.

    Além disso, a colheita antecipada de raízes de primeiro ciclo em 2025 influenciou o atual cenário. Ao mesmo tempo, a expectativa de menor produtividade deve alinhar melhor a oferta à demanda industrial. Com isso, o mercado tende a registrar menos oscilações de preços ao longo de 2026.

    Estimativas preliminares do IBGE indicam produção de cerca de 20 milhões de toneladas no próximo ano.
    Esse volume representa queda de 2,5% em relação a 2025. A retração reflete redução de 1,7% na área colhida, estimada em 1,26 milhão de hectares.

    Além disso, a produtividade média nacional deve cair 0,8%, para 15,7 toneladas por hectare. Os pesquisadores do Cepea avaliam que produtores e fecularias devem enfrentar novos ajustes contratuais a partir de 2026. Nesse contexto, mais indústrias devem exigir colheita realizada apenas com mão de obra formalizada. Essa exigência eleva os custos de produção, mas pode ser parcialmente compensada por bonificações no preço da raiz.
    No entanto, a adesão ao modelo ainda é restrita, o que pode gerar tensões na comercialização.

    Nos últimos anos, a rentabilidade da mandiocultura vem sofrendo pressão com o avanço dos custos produtivos. Além disso, juros elevados e crédito mais restrito tendem a limitar investimentos em tecnologia e manejo. Esse cenário pode afetar a produtividade e, no médio prazo, reduzir a área cultivada no país. Por fim, institutos indicam condições climáticas mais equilibradas em 2026, sem El Niño ou La Niña.

     

  • 2026: Brasil amplia protagonismo com safra recorde de soja

    2026: Brasil amplia protagonismo com safra recorde de soja

    O Brasil deve alcançar nova safra recorde de soja em 2025/26, segundo estimativas iniciais do mercado. Ao mesmo tempo, a oferta mundial tende a recuar, puxada pela menor disponibilidade nos Estados Unidos e na Argentina.

    Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário fortalece o protagonismo brasileiro no comércio internacional da oleaginosa. O País pode responder por cerca de 60% do abastecimento da demanda mundial de soja. Diante disso, os preços externos mostram sinais de recuperação para o primeiro semestre de 2026.

    Além disso, as negociações para embarques nos portos brasileiros indicam maior firmeza nas cotações. Parte da valorização internacional está ligada ao acordo comercial entre China e Estados Unidos. Pelo acordo, o governo chinês se comprometeu a ampliar as importações de soja norte-americana entre 2026 e 2028. Ainda assim, o Cepea avalia que a demanda chinesa pela soja brasileira deve seguir elevada.

    Esse movimento tende a sustentar os prêmios de exportação pagos ao produto nacional. No mercado interno, a taxa de câmbio segue como fator decisivo na formação dos preços. No cenário global, o dólar pode sofrer pressão com a redução dos juros nos Estados Unidos. O Federal Reserve cortou a taxa básica em 0,25 ponto, para o intervalo entre 3,5% e 3,75% ao ano.

    Por outro lado, a recuperação dos preços pode encontrar limites no avanço da competitividade argentina. Os pesquisadores do Cepea destacam que o governo argentino reduziu as retenciones sobre a soja. A alíquota do grão caiu de 26% para 24%, enquanto farelo e óleo passaram de 24,5% para 22,5%. Com isso, a medida tende a estimular as exportações da Argentina e ampliar a concorrência global.

  • Soja recua e milho avança na safra 2025/26

    Soja recua e milho avança na safra 2025/26

    A produção brasileira de soja na safra 2025/26 deve alcançar 177,2 milhões de toneladas. Portanto, um recuo de 0,9% em relação à estimativa anterior, segundo atualização divulgada pela StoneX em dezembro. Apesar da correção, o volume ainda representa um recorde histórico para o país.

    De acordo com a consultoria, a revisão está relacionada à menor produtividade em importantes polos produtores, mesmo com leve aumento na área plantada. A irregularidade nas chuvas continua limitando o potencial produtivo em estados-chave do Centro-Oeste.

    Ana Luiza Lodi, especialista de Inteligência de Mercado da StoneX, explica que Mato Grosso e Goiás registraram cortes nos rendimentos esperados. “No maior produtor do país, Mato Grosso, houve até uma leve redução na área plantada, devido aos atrasos e replantios em algumas regiões”, comenta.

    O avanço do plantio nas regiões Norte e Nordeste não foi suficiente para compensar as perdas no Centro-Oeste, que segue determinante para o desempenho nacional. Ainda segundo a analista, o comportamento das chuvas continuará sendo o principal fator para o desenvolvimento da safra. “A consolidação do potencial produtivo dependerá da regularização das precipitações nas próximas semanas”, afirma.

    Milho verão tem alta de 1,9% na nova estimativa

    Enquanto a soja registra leve recuo, a StoneX elevou a projeção da safra de milho verão 2025/26 para 26,1 milhões de toneladas, crescimento de 1,9% frente ao levantamento anterior. O aumento é resultado da expansão de área plantada, sobretudo em estados das regiões Norte e Nordeste, onde o plantio ocorre mais tarde.

    No Sul, o Rio Grande do Sul se destaca pelo bom desenvolvimento das lavouras até o momento, ainda que a consolidação da produtividade dependa das chuvas de dezembro. O clima, segundo a StoneX, seguirá sendo determinante para o fechamento dos números da primeira safra.

    Mesmo representando uma fatia menor da produção nacional frente à segunda safra, o milho verão desempenha papel estratégico no abastecimento interno no primeiro semestre, especialmente em períodos de instabilidade climática.

    Segunda safra de milho recua e total nacional soma 134,4 milhões de toneladas

    Já a estimativa para a segunda safra de milho foi ligeiramente reduzida em 1,1%, passando a 105,8 milhões de toneladas. O atraso no ciclo da soja preocupa o setor, pois pode empurrar o calendário de plantio do milho safrinha para além do ideal, aumentando o risco climático.

    Somando as três safras, incluindo a terceira, prevista em 2,5 milhões de toneladas, a produção total de milho em 2025/26 é projetada em 134,4 milhões de toneladas, volume 0,6% inferior ao divulgado em novembro.

    “Ainda há muitas variáveis em jogo. E o comportamento climático continuará central para a definição do potencial produtivo do milho nos próximos meses”, conclui Ana Luiza Lodi.

  • IBGE prevê safra recorde de 328,4 milhões de toneladas em 2025

    IBGE prevê safra recorde de 328,4 milhões de toneladas em 2025

    A produção brasileira de grãos deve alcançar 328,4 milhões de toneladas em 2025. A estimativa é do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e representa um aumento de 12,2% em relação ao volume colhido em 2024, que foi de 292,7 milhões de toneladas. Em resumo, o levantamento divulgado em abril mostra ainda alta de 0,2% sobre a previsão feita em março, com acréscimo de 732,7 mil toneladas.

    Área plantada também cresce

    A área a ser colhida em 2025 está estimada em 81 milhões de hectares, com crescimento de 2,5% frente a 2024. O avanço é de 2 milhões de hectares. Na comparação com março, o aumento foi de 6,5 mil hectares, o que representa estabilidade.

    Soja, milho e arroz lideram

    Soja, milho e arroz continuam como os principais produtos do campo. Juntos, representam 92,7% da produção total estimada e ocupam 87,7% da área plantada. Em relação ao ano anterior, os destaques por cultura são:

    • Algodão herbáceo (em caroço): +4,3% na área plantada e +2,8% na produção
    • Arroz (em casca): +10,3% na área e +12,2% na produção
    • Soja: +3,0% na área e +13,3% na produção
    • Milho: +3,0% na área e +11,8% na produção
      • Milho 1ª safra: -3,2% na área e +12,5% na produção
      • Milho 2ª safra: +4,7% na área e +11,6% na produção
    • Sorgo: +1,4% na área e +3,2% na produção
    • Feijão: -5,4% na área, mas +4,3% na produção
    • Trigo: -8,8% na área e +7,0% na produção
    Gráfico: Divulgação – IBGE

    Estimativas por produto

    • Soja: 164,2 milhões de toneladas
    • Milho: 128,2 milhões de toneladas
      • 25,8 mi t na 1ª safra
      • 102,5 mi t na 2ª safra
    • Arroz (em casca): 11,9 milhões de toneladas
    • Trigo: 8,1 milhões de toneladas
    • Algodão herbáceo (em caroço): 9,1 milhões de toneladas
    • Sorgo: 4,1 milhões de toneladas

    Produção cresce em todas as regiões

    A produção de grãos deve crescer em todas as regiões do país:

    • Centro-Oeste: +14,5%
    • Sul: +8,9%
    • Sudeste: +13,6%
    • Nordeste: +8,8%
    • Norte: +11,0%

    Na variação mensal (abril x março), Norte (+4,3%) e Sul (+0,4%) apresentaram alta. Sudeste e Centro-Oeste ficaram estáveis. O Nordeste registrou queda de 1,5%.

    Mato Grosso mantém liderança

    Mato Grosso segue como o maior produtor de grãos do Brasil, com 30,8% do total. Na sequência vêm:

    • Paraná: 13,7%
    • Goiás: 11,7%
    • Rio Grande do Sul: 10,1%
    • Mato Grosso do Sul: 7,6%
    • Minas Gerais: 5,5%

    Juntos, esses seis estados respondem por 79,4% da produção nacional. Por região, a distribuição é:

    • Centro-Oeste: 50,4%
    • Sul: 26,0%
    • Sudeste: 8,9%
    • Nordeste: 8,5%
    • Norte: 6,2%

    Destaques em abril

    Na comparação com março, os produtos com maior alta na produção foram:

    • Aveia: +4,2%
    • Café arábica: +3,5%
    • Uva: +1,9%
    • Milho 1ª safra: +1,0%
    • Milho 2ª safra: +0,7%
    • Castanha-de-caju: +0,6%
    • Cevada: +0,3%

    Houve redução nas estimativas do:

    • Feijão 2ª safra: -4,3%
    • Feijão 1ª safra: -3,9%
    • Cacau: -2,5%
    • Trigo: -1,0%
    • Sorgo: -0,6%
    • Soja: -0,0%

    Produção por região (abril)

    • Centro-Oeste: 165,5 milhões de toneladas (50,4%)
    • Sul: 85,3 milhões de toneladas (26,0%)
    • Sudeste: 29,3 milhões de toneladas (8,9%)
    • Nordeste: 28,1 milhões de toneladas (8,2%)
    • Norte: 20,2 milhões de toneladas (6,2%)

    Estados com maiores variações

    Aumentos:

    • Pará: +936,8 mil t
    • Paraná: +288,8 mil t
    • Bahia: +274,3 mil t
    • Ceará: +140,9 mil t
    • Santa Catarina: +37,2 mil t
    • Rondônia: +19,3 mil t

    Quedas:

    • Piauí: -737,6 mil t
    • Tocantins: -115,2 mil t
    • Pernambuco: -66,8 mil t
    • Paraíba: -27,6 mil t
    • Goiás: -16,2 mil t

    Destaques por cultura

    Cacau

    A produção de cacau deve alcançar 292,2 mil toneladas, 2,5% abaixo de março. O recuo é resultado da menor produtividade nas lavouras do Pará e Amazonas. Em relação a 2024, a produção sobe 1,5% com aumento da área plantada (+1,6%).

    Café

    A produção de café (arábica e canephora) está estimada em 3,3 milhões de toneladas, ou 55 milhões de sacas de 60 kg, alta de 2,3% em relação a março. Em comparação com 2024, porém, a safra deve cair 3,6%.

    • Café arábica: 2,2 milhões de toneladas (37 milhões de sacas), queda de 7,5% sobre 2024.
    • Café canephora (conilon): 1,1 milhão de toneladas (18 milhões de sacas), alta de 5,5%.

    A produtividade do conilon aumentou com os investimentos em tratos culturais e chuvas regulares.

    Castanha-de-caju

    A produção foi estimada em 141,1 mil toneladas, com crescimento mensal de 0,6%. A área colhida subiu 0,1% e o rendimento médio, 0,3%. No ano, a expectativa é de queda de 12,4% por menor produtividade.

    Trigo, aveia e cevada

    • Trigo: 8,1 milhões de toneladas (+7,0% frente a 2024, mas -1,0% ante março)
    • Aveia: 1,2 milhão de toneladas (+12,8% no ano e +4,2% no mês)
    • Cevada: 544,6 mil toneladas (+30,8% no ano e +0,3% no mês)

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  • Conab prevê safra recorde de grãos no Brasil

    Conab prevê safra recorde de grãos no Brasil

    A produção de grãos no Brasil deve alcançar um novo recorde na safra 2024/25. A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta para 330,3 milhões de toneladas. Ou seja, esse volume representa um crescimento de 32,6 milhões de toneladas em comparação com a safra 2023/24. Os dados constam no 7º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado nesta quinta-feira (10).

    Área e clima

    A maior produção se deve à expansão da área plantada e ao clima favorável. A área estimada é de 81,7 milhões de hectares, um aumento de 1,7 milhão de hectares em relação ao ciclo anterior. Além disso, as boas condições climáticas ajudaram no avanço da colheita da primeira safra. Ao mesmo tempo, favorecem o desenvolvimento das culturas da segunda safra. Com isso, a produtividade média deve crescer 8,6%, chegando a 4.045 quilos por hectare.

    Soja

    A soja lidera a produção e deve bater novo recorde no país. A Conab prevê 167,9 milhões de toneladas do grão, 20,1 milhões a mais que em 2023/24. O Centro-Oeste continua como principal polo produtor de soja. A região deve registrar produtividade média de 3.808 quilos por hectare, superando o ciclo 2022/23.

    Em Mato Grosso, a colheita já alcançou 99,5% da área cultivada. A produtividade chega a 3.897 quilos por hectare, a maior da história do estado. Em Goiás, a colheita cobre 97% da área, com produtividade de 4.122 quilos por hectare.

    Milho segunda safra

    Com a soja quase totalmente colhida, o milho segunda safra está próximo do fim do plantio. A produção total do cereal deve chegar a 124,7 milhões de toneladas, aumento de 9 milhões em relação à safra anterior. Em geral, somente a segunda safra de milho deve render 97,9 milhões de toneladas. O resultado combina uma área plantada maior, de 16,9 milhões de hectares, e recuperação de 5,5% na produtividade média, estimada em 5.794 quilos por hectare.

    Arroz

    A colheita do arroz também avança bem, com mais de 60% da área já colhida. O clima favorece o desenvolvimento da cultura nas principais regiões produtoras. Portanto, com bom manejo agrícola, a produtividade do arroz deve crescer 7,2%, atingindo 7.061 quilos por hectare. Além disso, a área plantada aumentou cerca de 7%, chegando a 1,72 milhão de hectares. Em geral, a produção esperada é de 12,1 milhões de toneladas, alta de 14,7%.

    Feijão

    A produção de feijão também deve crescer, mesmo com área estável em 2,86 milhões de hectares. A Conab estima produção total de 3,3 milhões de toneladas, aumento de 2,1%. Ou seja, a produtividade média do feijão deve passar de 1.135 para 1.157 quilos por hectare, refletindo melhores condições nas lavouras.

    Algodão

    No caso do algodão, a expectativa é de nova produção recorde. O plantio foi concluído em 2,1 milhões de hectares, 6,9% a mais que em 2023/24. A colheita da pluma deve chegar a 3,9 milhões de toneladas, 5,1% acima do ciclo anterior.

    Mercado acompanha crescimento na produção

    Com a estimativa de 124,7 milhões de toneladas de milho, a Conab revisou os dados de consumo e exportação do cereal. Em geral, o consumo interno deve alcançar 87 milhões de toneladas. Já as exportações estão projetadas em 34 milhões de toneladas. Mesmo com o aumento do consumo, o estoque final deve ser de 7,4 milhões de toneladas. O mesmo cenário se aplica ao algodão. Em resumo, o crescimento da produção deve elevar tanto o consumo quanto o volume estocado.

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  • Safra de grãos em 2024/25 deve atingir recorde histórico

    Safra de grãos em 2024/25 deve atingir recorde histórico

    A safra 2024/25 de grãos no Brasil deve chegar a 322,3 milhões de toneladas. Em geral, o volume representa um aumento de 8,2% em relação à safra anterior, com 24,5 milhões de toneladas a mais. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou os dados nesta terça-feira (14), durante o 4º Levantamento da Safra de Grãos.

    Em resumo, a previsão reflete o clima favorável ao desenvolvimento das culturas de primeira safra. A área total plantada também deve crescer 1,8%, alcançando 81,4 milhões de hectares. Portanto, se confirmado, o volume será o maior da série histórica.

    Produção de soja em alta

    A soja, principal cultura do país, deve atingir 166,33 milhões de toneladas, um crescimento de 18,61 milhões em relação à safra anterior. A produtividade média esperada é de 3.509 quilos por hectare, contra 3.201 kg/ha do ciclo passado. O plantio ocorreu de forma concentrada, principalmente após outubro, e a colheita deve começar no fim de janeiro.

    As condições climáticas até o momento são favoráveis, mas a Conab monitora os possíveis impactos climáticos até o fim da colheita.

    Milho também registra avanços

    O milho deve alcançar 119,6 milhões de toneladas, um aumento de 3,3% em comparação à safra anterior. A primeira safra do cereal deve apresentar uma produtividade média de 6.062 quilos por hectare, um crescimento de 4,8%. As condições climáticas, com chuvas frequentes intercaladas por sol, favoreceram as lavouras. A colheita da primeira safra está estimada em 22,53 milhões de toneladas.

    Recuperação no arroz e feijão

    O arroz deve registrar uma produção de 11,99 milhões de toneladas, um aumento de 13,2% em relação ao ciclo anterior. A área plantada cresceu 8,5%, totalizando 1,75 milhão de hectares. Além disso, a produtividade também subiu, chegando a 6.869 quilos por hectare.

    A produção de feijão deve atingir 3,4 milhões de toneladas, a segunda maior dos últimos 15 anos. A primeira safra da leguminosa apresenta alta de 15,5%, com colheita estimada em pouco mais de 1 milhão de toneladas. Cerca de 19,4% dessa colheita foi concluída na primeira semana de janeiro.

    Avanço no algodão e resultados do trigo

    A área plantada com algodão deve crescer 3,2%, alcançando 2 milhões de hectares. A produção de pluma está projetada em 3,7 milhões de toneladas, um dos maiores volumes já registrados.

    No caso do trigo, a produção caiu 2,6%, totalizando 7,89 milhões de toneladas. Ou seja, a redução da área plantada no Sul e o clima desfavorável impactaram negativamente o resultado.

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    Exportações e estoques

    A Conab projeta um aumento nas exportações de soja, com embarques estimados em 105,47 milhões de toneladas em 2024/25. As exportações de farelo devem permanecer em 22 milhões de toneladas, enquanto as de óleo estão projetadas em 1,4 milhão de toneladas.

    No milho, as vendas externas devem atingir 34 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está previsto em 86,4 milhões de toneladas. Em resumo, os estoques finais do cereal podem chegar a 3,5 milhões de toneladas, garantindo o abastecimento interno.

    Para o arroz, é esperado um aumento das exportações, com 2 milhões de toneladas em 2024/25. Mesmo com a alta nos embarques, os estoques finais devem se recuperar, atingindo 1,28 milhão de toneladas até fevereiro de 2026.

     

  • Safra de grãos 2024/25 deve atingir recorde histórico no Brasil

    Safra de grãos 2024/25 deve atingir recorde histórico no Brasil

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê uma produção recorde de 322,47 milhões de toneladas na safra de grãos 2024/25. Ou seja, o volume representa um aumento de 8,3% em relação ao ciclo anterior, com 24,62 milhões de toneladas a mais. Além disso, se confirmado, esse será o maior resultado da história. A área plantada também deve crescer 1,9%, totalizando 81,34 milhões de hectares.

    Arroz

    O levantamento, divulgado nesta terça-feira (15), indica uma expansão significativa para o arroz, com alta de 9,9% na área semeada. O crescimento é notável no Centro-Oeste e Sudeste, onde o aumento chega a 33,5% e 16,9%, respectivamente. Em Mato Grosso, os produtores devem destinar 133 mil hectares para o cultivo, um salto de 39,3% em comparação ao ciclo anterior. A produção nacional de arroz pode alcançar 12 milhões de toneladas, recuperando o volume da safra 2017/18.

    Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, o país poderá atingir uma das maiores safras de arroz de sua história. “Esse resultado reflete o esforço dos produtores em conjunto com as novas políticas públicas para o setor”, afirmou.

    Feijão

    A estimativa para o feijão também é de crescimento, com a área semeada subindo 2,3% na primeira safra, totalizando 947,3 mil toneladas. A produção total do grão deve atingir 3,26 milhões de toneladas, 0,5% acima da safra anterior.

    Soja e milho

    A área destinada à soja deve crescer 2,8%, mas o aumento é o terceiro menor desde 2009/10. As chuvas atrasadas no Centro-Oeste dificultaram o plantio, mas a produção está estimada em 166,05 milhões de toneladas. Para o milho, a previsão é de uma recuperação de 3,5%, com uma produção total de 119,74 milhões de toneladas.

    Algodão

    No caso do algodão, a área semeada deve crescer 2,9%, alcançando 2 milhões de hectares. A produção de pluma deve chegar a 3,67 milhões de toneladas.

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    Impactos no mercado e clima desafiam culturas de inverno

    A expectativa para as culturas de inverno, como o trigo, sofreu uma redução. A produção prevista foi ajustada para 8,26 milhões de toneladas, afetada pelas condições climáticas adversas no Paraná, que enfrentou estiagem e geadas. Mesmo assim, o Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm cenários mais positivos.

    Com o aumento da produção de arroz, os preços no mercado interno devem cair, mas os produtores ainda devem manter rentabilidade. O volume exportado pode atingir 2 milhões de toneladas, enquanto os estoques de passagem podem chegar a 840 mil toneladas.

    A soja também projeta forte desempenho no mercado externo, com exportações estimadas em 105,54 milhões de toneladas, impulsionadas pela demanda da China. No mercado de milho, as exportações podem alcançar 34 milhões de toneladas, com a demanda interna aquecida pela produção de proteína animal e etanol.