Tag: estiagem

  • Ondas de calor preocupam; saiba como evitar incêndios

    Ondas de calor preocupam; saiba como evitar incêndios

    A onda de calor que atinge o Estado de São Paulo deve permanecer pelo menos até o fim desta quarta-feira (19/8), segundo a Defesa Civil paulista.

    No interior de São Paulo, onde as temperaturas podem ficar até 7°C acima da média, o cenário exige atenção redobrada dos produtores rurais.

    A combinação de ar quente e seco, baixa umidade relativa e vegetação ressecada aumenta as condições favoráveis à ocorrência e propagação de incêndios florestais e queimadas em áreas rurais.

    Diante do risco, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo reuniu recomendações para reduzir as chances de incêndios e proteger as propriedades rurais.

    Áreas em vermelho têm risco perigosíssimo de incêndio, segundo Instituto Nacional de Meteorologia (Foto: Inmet)

    Mantenha os aceiros limpos

    Uma das principais medidas é manter os aceiros limpos e conservados. Essas faixas sem vegetação funcionam como barreiras para dificultar que o fogo avance de uma área para outra.

    A orientação citada pela Secretaria prevê largura mínima de 3 metros entre talhões no interior da propriedade, 5 metros em cada lado de cercas e divisas e 6 metros no entorno de vegetação nativa.

    A manutenção deve ocorrer durante toda a estiagem. Quando tomado por vegetação seca, o aceiro perde eficiência como barreira contra a propagação do fogo.

    A legislação paulista também estabelece aceiros mínimos em situações envolvendo queima controlada e prevê que as dimensões sejam ampliadas quando condições ambientais, climáticas ou topográficas exigirem maior proteção.

    Vegetação seca aumenta o risco

    Outra recomendação é manter a vegetação bem roçada, principalmente nos limites da propriedade rural durante períodos de calor intenso.

    Mato alto e seco funciona como material combustível, facilitando a propagação das chamas e permitindo que um foco iniciado fora da propriedade alcance áreas produtivas.

    Redobre o cuidado com fontes de calor

    Durante a onda de calor, produtores e trabalhadores rurais devem redobrar os cuidados com qualquer fonte capaz de iniciar um incêndio.

    A recomendação é evitar churrasqueiras, fogueiras e velas próximas à vegetação, além de garantir o descarte adequado de cigarros, fósforos e cinzas de fornos a lenha.

    A queima de resíduos vegetais também exige atenção. O emprego de fogo em queima controlada está sujeito às regras ambientais e à autorização correspondente. A Cetesb mantém procedimento específico para autorização de queima controlada utilizada como fator de produção, manejo agrícola e florestal e para determinadas finalidades fitossanitárias e científicas.

    Em períodos de risco elevado de incêndios, autorizações também podem sofrer restrições ou suspensões, como já ocorreu no Estado em situações críticas.

    Reforce as rondas pela propriedade

    Nos dias mais quentes, a Secretaria de Agricultura recomenda aumentar a frequência do monitoramento das áreas consideradas mais vulneráveis.

    A atenção deve ser maior em locais com vegetação seca, divisas das propriedades e áreas próximas a estradas, onde um foco de incêndio pode se espalhar rapidamente.

    Identificar fumaça ou fogo ainda no início pode reduzir o tempo necessário para acionar as equipes responsáveis pelo combate.

    Se precisar, acione os bombeiros

    Focos de incêndio devem ser enfrentados apenas por pessoas treinadas e com equipamentos adequados. Tentar controlar as chamas sem preparo pode colocar trabalhadores e moradores em risco.

    Ao identificar fumaça suspeita ou um princípio de incêndio, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou a Defesa Civil pelo 199.

  • Piauí decreta emergência em 119 municípios pela seca

    Piauí decreta emergência em 119 municípios pela seca

    Governo do Piauí decretou situação de emergência em 119 municípios afetados pela seca prolongada. Publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (30), a medida tem validade de 180 dias. E permite a mobilização rápida de órgãos estaduais para ações emergenciais em apoio às populações mais impactadas pela estiagem.

    O decreto leva em consideração o agravamento do fenômeno climático, que atinge praticamente todo o território piauiense. O primeiro episódio de seca extrema foi registrado em julho de 2025 com expansão para outras regiões em agosto. A Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) projeta chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas até novembro, reduzindo a recarga dos reservatórios e agravando a crise hídrica.

    A falta de chuvas causou exaustão dos poços artesianos, especialmente em solos cristalinos, comprometendo o abastecimento de água para consumo humano até em áreas urbanas. A estiagem também traz prejuízos significativos para a agropecuária, com prejuízo ao rebanho e à produção agrícola.

    Integrando o Sistema de Proteção e Defesa Civil, a secretaria estadual de Defesa Civil acionou órgãos para distribuição emergencial de água potável, cestas básicas, insumos agrícolas e apoio logístico nos municípios afetados. O prazo para os municípios solicitarem o reconhecimento federal da emergência é de 10 dias, condição que abre acesso a diversos benefícios federais, como perfuração de poços e auxílio alimentar.

    Investimentos

    O combate à seca conta ainda com investimentos superiores a R$ 500 milhões desde 2023. Isso incluindo recursos do Governo estadual e da concessionária Águas do Piauí. Esses valores financiam a Operação Água e Vida, que inclui perfuração e revitalização de poços, instalação de dessalinizadores, entrega de cisternas, caminhões-pipa, revitalização de reservatórios e estações de tratamento, além de programas de assistência alimentar.

    Agricultor Marcos Felipe Viana, de Floriano, perdeu quase tudo que plantou. Foto: Geirlys Silva /SAF

    Para 2026, o Governo prevê a construção de mais de 9 mil cisternas, implantação de quintais produtivos, barragens subterrâneas, sistemas de reúso e poços tubulares. Além da instalação de 29 sistemas simplificados de abastecimento e demais obras para fortalecer a segurança hídrica nos municípios. O investimento previsto é de cerca de R$ 7 milhões, com foco também em capacitação para produção de alimentos e irrigação por gotejamento.

    Essas ações buscam mitigar os impactos da seca e garantir a segurança hídrica e alimentar no semiárido piauiense. E promover resiliência das comunidades diante das mudanças climáticas.

  • Mandioca: estiagem reduz oferta e preços sobem

    Mandioca: estiagem reduz oferta e preços sobem

    A falta de chuvas por mais uma semana dificultou a colheita de mandioca. Em várias regiões, o Cepea observou paralisações no campo. Muitos produtores reduziram as entregas para aproveitar possíveis altas de preços e buscar maior rentabilidade no mercado.

    A demanda mostrou sinais de recuperação, com maior procura por novos lotes de mandioca e seus derivados na última semana.

    Fécula de mandioca

    No segmento de fécula, o mercado registrou maior movimentação, aumento dos negócios e valorizações mais intensas. Compradores demonstraram interesse em garantir volumes de fécula para os próximos meses, reforçando as negociações no setor.

    O mercado de farinhas também apresentou forte crescimento da demanda, com compradores buscando adquirir maiores lotes do derivado. Apesar da procura, empresas limitaram as vendas diante da baixa oferta de mandioca e da incerteza sobre os preços.

  • Defesa Civil alerta para risco extremo de queimadas

    Defesa Civil alerta para risco extremo de queimadas

    A Defesa Civil de São Paulo prevê a semana mais crítica da estiagem. A partir desta segunda-feira (15), o estado entrou em nível de emergência para queimadas.

    O órgão estadual informou que as regiões centro-oeste, norte, oeste e noroeste enfrentarão altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar.

    Gabinete de Crise

    Diante do cenário, a Defesa Civil mobilizou pela primeira vez no ano o Gabinete de Crise do período de estiagem. A estrutura funciona no Centro de Gerenciamento de Emergências, no Palácio dos Bandeirantes. O gabinete reúne representantes de diferentes órgãos estaduais e parceiros da Operação SP Sem Fogo. Participam Corpo de Bombeiros, Fundação Florestal, Polícia Militar, Polícia Rodoviária e Polícia Ambiental.

    Também integram a mobilização a Secretaria de Agricultura, a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística e o Departamento de Estradas de Rodagem. “O cenário de risco exige atenção, união de esforços e respostas rápidas. A presença integrada salva vidas e protege o meio ambiente”, afirmou o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Henguel Ricardo Pereira.

  • Estresse hídrico preocupa produtores de cana-de-açúcar

    Estresse hídrico preocupa produtores de cana-de-açúcar

    O estresse hídrico se consolida como o principal desafio dos produtores de cana-de-açúcar durante o período seco, que se estende até julho. A estiagem prolongada impacta diretamente a produtividade dos canaviais, provocando perdas significativas de TCH (tonelada de cana por hectare) e ATR (açúcares totais recuperáveis), além de comprometer a longevidade das lavouras e aumentar a vulnerabilidade das plantas a pragas, como o Sphenophorus levis.

    No ano passado, o déficit hídrico acumulado ultrapassou 1.000 mm até agosto, resultando em uma queda de 7,4% na produtividade no mesmo período. A seca, especialmente intensa entre maio e julho, reduz a massa da cana, diminui a qualidade da matéria-prima e favorece o ataque de pragas, tornando o manejo antecipado fundamental para minimizar os impactos negativos.

    Estratégias para enfrentar a estiagem e proteger o canavial

    Produtores que adotam estratégias preventivas conseguem mitigar os efeitos da seca e manter o potencial produtivo dos canaviais. Entre as soluções mais eficazes estão os biopotencializadores, que estimulam a absorção de nutrientes, reduzem o estresse oxidativo e protegem as plantas das consequências das baixas temperaturas e da falta de umidade.

    Segundo Maurício Oliveira, gerente de marketing regional de cana-de-açúcar da FMC, “a tecnologia dessas ferramentas prepara a cana-de-açúcar para suportar o déficit hídrico com menor impacto. Portanto, aumenta a eficiência no uso da água e favorecendo a produtividade”. Dados apontam que canaviais tratados com biopotencializadores podem registrar ganhos de até 11 toneladas de cana por hectare e 1 kg de ATR por tonelada. Isso representa um incremento de até 3 toneladas de açúcar por hectare. Essas soluções possuem efeito prolongado, atuando por até 90 dias no campo.

    Crescimento do uso de bioinsumos no manejo da cana

    A cana-de-açúcar é atualmente a terceira cultura com maior adoção de produtos biológicos no manejo agrícola. Dados da CropLife mostram que, em 2023, 12% da área cultivada já integrava bioinsumos ao uso de defensivos químicos no Manejo Integrado de Pragas (MIP). “A combinação de produtos químicos e biológicos otimiza o controle de pragas e preserva o potencial produtivo dos canaviais. E assim, contribui para uma agricultura mais sustentável e eficiente”, afirma Leonardo Antolini, gerente de marketing regional Plant Health da FMC.

    O bicudo da cana-de-açúcar (Sphenophorus levis) permanece como a principal praga do setor, devido à sua difícil erradicação. Estima-se que a cada 1% de toco atacado, ocorre uma perda de 1,6 tonelada de produtividade. Anualmente, cerca de 3,5 milhões de hectares são tratados para o controle da praga, abrangendo quase 40% de toda a área de cana-de-açúcar no Brasil.

    Com a intensificação da estiagem e a ameaça de pragas, a adoção de tecnologias inovadoras e o manejo integrado tornam-se essenciais para garantir a sustentabilidade e a produtividade dos canaviais brasileiros.

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  • Estiagem: Paraná declara situação de emergência

    Estiagem: Paraná declara situação de emergência

    O Governo do Paraná declarou situação de emergência em todo o estado devido ao período prolongado de estiagem. Apesar das chuvas registradas em algumas regiões entre os dias 21 e 22 de maio, o volume permanece abaixo da média, e os reservatórios continuam em queda. Essa situação já afeta o abastecimento de água e a produção agrícola, principalmente nas regiões Centro, Sudoeste e Oeste do Paraná.

    Para ampliar a capacidade de resposta e prevenir impactos mais graves, o governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou, em 22 de maio, o Decreto 10.047/2025, que oficializa a situação de emergência em todo o território paranaense. O decreto mobiliza todos os órgãos estaduais, sob coordenação da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, para atuar em ações de resposta, reabilitação e reconstrução das áreas afetadas. Com essa medida, o governo agiliza processos emergenciais, incluindo a dispensa de licitação para contratação de bens, serviços e obras em até 180 dias.

    O coronel Fernando Schünig, coordenador estadual da Defesa Civil, destaca que o decreto tem caráter preventivo e permite que os municípios adotem medidas rápidas para minimizar os efeitos da estiagem. Ele alerta que os níveis dos reservatórios permanecem baixos e que as previsões indicam poucas chuvas até setembro ou outubro. O decreto facilita o acesso a benefícios como financiamentos de safra, liberação do FGTS e fornecimento de equipamentos para agricultores e população urbana.

    Monitoração constante

    A estiagem no Paraná já vem sendo monitorada desde o final de 2024. O Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA), em parceria com o Simepar, apontou em abril deste ano o aumento da seca moderada nas regiões Sudoeste e extremo Oeste. A situação se agravou com a persistência de chuvas abaixo da média, especialmente em cidades como Pato Branco, Foz do Iguaçu e Francisco Beltrão.

    O meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib, explica que o Paraná enfrenta uma irregularidade nas chuvas desde o verão. Ele observa que o comportamento típico da estação, com massas de ar quente e úmido, não se confirmou. Segundo Kneib, não há influência de fenômenos de grande escala, como La Niña, mas sim de fatores locais que contribuem para a seca. Ele prevê que maio terminará com chuvas abaixo da média histórica e que os próximos três meses devem seguir sem precipitações significativas.

    A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) monitora continuamente os mananciais e reforça o apelo para o uso racional da água. O diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Cesar Gonchorosky, informa que os níveis dos reservatórios vêm caindo desde fevereiro, quando estavam em sua capacidade máxima. Atualmente, os reservatórios estão com 91%. Mas a tendência é de queda para menos de 80% até setembro, devido ao clima mais seco do outono e inverno.

    Investimentos

    A Sanepar já investiu R$ 2,5 bilhões em infraestrutura para garantir o abastecimento, mas alerta que a colaboração da população é fundamental. A empresa recomenda priorizar o uso da água tratada para alimentação e higiene pessoal. Entre as dicas para economizar água estão:

    • reduzir o tempo de banho
    • fechar a torneira ao escovar os dentes ou lavar a louça
    • reutilizar água da chuva para regar plantas e lavar calçadas
    • tratar adequadamente a água de piscinas
    • consertar vazamentos imediatamente.

    O decreto estadual serve como alerta para toda a população sobre a necessidade de economizar água e adotar práticas sustentáveis durante a crise hídrica no Paraná.</p>

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  • Terminação Intensiva a Pasto mantém desempenho do rebanho durante a estiagem

    Terminação Intensiva a Pasto mantém desempenho do rebanho durante a estiagem

    Com a chegada precoce da estiagem, tradicionalmente comum a partir de maio no Brasil, pecuaristas enfrentam o desafio de manter o desempenho do rebanho diante da redução da oferta de pastagem. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden), o país deve enfrentar uma nova temporada de seca este ano, repetindo o cenário climático de 2024, com 1,9 mil cidades já em situação de seca.

    Diante desse cenário, a terminação intensiva a pasto (TIP) tem se destacado como uma solução eficiente e sustentável para garantir o ganho de peso e de carcaça dos bovinos mesmo em períodos de pastagens secas. “A TIP consiste em confinar o gado em áreas de pastagem com alta taxa de lotação. Oferecendo suplementação nutricional concentrada para compensar a menor disponibilidade e qualidade da forragem natural. Além disso, práticas como a divisão de pastos, o uso de sombra artificial, o acesso à água de qualidade e o monitoramento constante da condição corporal dos animais são fundamentais para o sucesso da estratégia”, explica Bruno Marson, zootecnista e diretor técnico industrial da Connan.

    Sistema verde-amarelo

    O sistema, conhecido como “verde-amarelo”, utiliza o capim como volumoso e o concentrado como fonte proteica-energética. De acordo com Marson, “a terminação é um dos períodos mais importantes da pecuária, pois antecede o abate e é o momento em que o animal deve atingir o peso projetado e o acabamento de carcaça adequados, agregando valor a todo o trabalho realizado durante o ciclo produtivo”. Ele destaca ainda que “o animal deve alcançar um peso ideal, depositando um percentual mínimo de gordura para uma boa comercialização com o frigorífico”.

    Além de manter o desempenho dos animais, a TIP reduz custos em relação ao confinamento tradicional e proporciona previsibilidade de abate ao produtor. “A adoção da TIP é mais simples para qualquer produtor. Pois é possível terminar poucos animais com uma estrutura simples e menor operacional quando comparado ao sistema de confinamento”, pontua Marson.

    Resultados comprovados em pesquisas de campo

    Estudos realizados pela Connan, em parceria com a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) e a Embrapa Gado de Corte, comprovaram os bons resultados da técnica. Utilizando a tecnologia Connan Termina-Fácil, um núcleo completo com minerais, proteínas e aditivos, os pesquisadores observaram aumento de peso e carcaça, com rendimento de ganho de 75%. Ou seja, de cada quilograma de peso vivo ganho pelos animais, 750 gramas corresponderam à carcaça.

    A estratégia utiliza apenas dois insumos principais: milho moído e Connan Termina-Fácil. Segundo Marson, “esse tratamento pode ser aplicado em qualquer época do ano. E na estiagem, torna-se uma estratégia bastante atraente para o produtor por causa da sua economia e do ganho de peso e carcaça dos animais”.

    Vantagens para a pecuária de corte

    A terminação intensiva a pasto amplia o índice de lotação global da propriedade e aumenta a taxa de desfrute e abate. Além disso, disponibiliza maior área de pastagem para outras categorias, intensifica o ganho médio diário global e adiciona receita líquida por hectare/ano. O menor custo operacional, a fácil adaptação e os índices mínimos de refugo de cocho proporcionam maior bem-estar animal e alta eficiência.

    Com a TIP, o pecuarista pode desenvolver um programa nutricional tanto para as águas quanto para as secas. Permitindo abater lotes homogêneos e garantir alta lucratividade, mesmo em períodos críticos do ano.

    A terminação intensiva a pasto se consolida como uma alternativa estratégica e econômica para a pecuária de corte enfrentar os desafios da estiagem. Mantendo o desempenho do rebanho, agregando valor à produção e garantindo a rentabilidade do produtor.

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  • Clima no Rio Grande do Sul afeta atividade leiteira

    Clima no Rio Grande do Sul afeta atividade leiteira

    O verão de 2024/2025 no Rio Grande do Sul foi marcado por ondas de calor e estiagem, afetando significativamente a atividade leiteira no estado. Segundo o Comunicado Agrometeorológico 83, publicado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), esses eventos meteorológicos extremos resultaram em perda de produção, baixo desempenho reprodutivo das vacas, maior suscetibilidade a doenças como a mastite, e aumento dos custos de produção.

    Os principais fatores que contribuíram para esses impactos incluem estresse térmico calórico moderado, disponibilidade forrageira deficiente nos campos e má qualidade da água. A agrometeorologista Ivonete Tazzo explica que o estudo utilizou o Índice de Temperatura e Umidade (ITU) para documentar as condições de conforto e desconforto térmico enfrentadas pelos animais, estimando os efeitos na produção de leite.

    Condições meteorológicas

    Durante o trimestre de dezembro de 2024 a fevereiro de 2025, as temperaturas mínimas e máximas absolutas do ar foram elevadas, indicando situações de estresse térmico calórico para as vacas leiteiras. Em janeiro e fevereiro de 2025, apenas 42,6% e 28,3% das horas avaliadas ofereceram conforto térmico aos animais. Em fevereiro, ondas de calor com temperaturas acima de 35°C e precipitações irregulares foram registradas. Especialmente nas regiões Central, Campanha e Noroeste, onde se concentra a maior produção de leite do estado.

    A médica veterinária Adriana Tarouco destacou que situações de estresse térmico leve a moderado foram identificadas em 41% das horas avaliadas ao longo do trimestre. As regiões do Vale do Uruguai, Baixo Vale do Uruguai e Missioneira foram particularmente afetadas. Para minimizar os efeitos ambientais e evitar prejuízos econômicos, os produtores rurais precisaram adotar estratégias de manejo, diante de declínios de produção diária de leite estimados entre 24,5% e 28%.

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  • Como reduzir os impactos da estiagem na cultura da soja

    Como reduzir os impactos da estiagem na cultura da soja

    A estiagem tem causado sérios prejuízos à produção de soja no Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, segundo maior produtor do país. A escassez de chuvas neste verão, comum em anos de La Niña, já compromete lavouras em diversas regiões e reacende o alerta sobre a importância de estratégias de manejo agrícola para reduzir os efeitos do déficit hídrico sobre a produtividade.

    De acordo com dados da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (FARSUL), nos últimos cinco anos, o estado deixou de colher cerca de 34,4 milhões de toneladas de grãos de soja devido à estiagem. As perdas se concentram, principalmente, no Centro-Oeste gaúcho, conforme apontam os últimos boletins da Emater/RS.

    As lavouras semeadas no início do período recomendado já apresentam plantas com porte reduzido, desfolha acentuada e perdas produtivas irreversíveis. Já as plantações realizadas em dezembro, embora em estágio de floração e formação de vagens, mostram crescimento limitado e produtividade insatisfatória, com plantas que não ultrapassam 30 cm de altura.

    Terceiro ano seguido de estiagem no RS compromete produtividade

    O Rio Grande do Sul enfrenta o terceiro verão consecutivo com déficit hídrico significativo. Na safra 2021/22, a produtividade caiu para 1.400 kg/ha. Em 2022/23, houve quebra de 30%, com média de 1.980 kg/ha, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Mesmo com chuvas em 2023/24, muitas lavouras ainda registraram rendimentos abaixo de 3 mil kg/ha.

    Para o agrometeorologista Gilberto Cunha, da Embrapa Trigo, o cenário reforça a necessidade de adaptação às mudanças climáticas. “O produtor precisa investir em cultivos mais resilientes e aderir a instrumentos de seguridade rural, diante da variabilidade cada vez maior na distribuição das chuvas”, afirma.

    Outros estados também sofrem com o estresse hídrico na soja

    No Mato Grosso do Sul, o Informativo Siga/MS aponta que 46% da área cultivada com soja apresenta sintomas de estresse hídrico. As lavouras mais afetadas foram implantadas entre setembro e meados de outubro. A falta de chuvas em dezembro e janeiro, período crucial para o enchimento de grãos, agravou a situação.

    O Paraná também apresenta perdas localizadas. Segundo o Deral/PR, 68% da soja ainda está em maturação, mas onde a colheita começou, os rendimentos são bastante irregulares. Em Santa Catarina, a Epagri/SC observa grande variação nas lavouras, com parte das plantações superando as expectativas e outras com queda significativa na produtividade.

    Estratégias para minimizar os impactos da seca na soja

    Pesquisadores da Embrapa indicam práticas que podem ajudar produtores a enfrentar os efeitos da estiagem. Confira as principais recomendações:

    1. Preparação do solo e perfil radicular profundo

    A construção de um bom perfil de solo, com fertilidade química, física e biológica adequada, é essencial. O Sistema Plantio Direto e a utilização de espécies com raízes profundas, como braquiária e milheto, favorecem a infiltração de água e o crescimento do sistema radicular da soja, que pode alcançar até 2 metros de profundidade.

    1. Escolha de cultivares tolerantes à seca

    Existem cultivares de soja adaptadas a condições de déficit hídrico. Embora nem sempre liderem em produtividade em condições ideais, essas variedades demonstram maior estabilidade sob estresse hídrico, com raízes vigorosas e boa sanidade.

    1. População adequada de plantas por hectare

    Manter a população de plantas na faixa recomendada é essencial. Populações abaixo do ideal reduzem o fechamento das entrelinhas e aumentam a evaporação da água do solo. Por outro lado, excesso de plantas eleva a competição por recursos e o consumo de água, comprometendo o desempenho em fases críticas.

    1. Uso eficiente da irrigação

    Onde for possível implantar irrigação, é preciso planejar o volume de água necessário com base na capacidade dos reservatórios. O potencial de resposta produtiva da soja à irrigação é alto, especialmente no sul do país. A adoção de boas práticas evita desperdícios e eleva a eficiência do uso da água.

    1. Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC)

    O Zoneamento Agrícola de Risco Climático é uma ferramenta oficial do governo federal que orienta o melhor período para plantio, considerando os riscos climáticos de cada município. Seguir o ZARC ajuda a reduzir perdas e garantir o acesso a políticas públicas de crédito e seguro rural.

    A variabilidade climática tornou-se um fator constante na produção agrícola brasileira. Frente à intensificação das estiagens, especialmente nos estados do Sul, os produtores precisam adotar medidas preventivas e estratégicas para mitigar os prejuízos. Investir em práticas de manejo resiliente, irrigação planejada, escolha adequada de cultivares e o uso do ZARC são caminhos promissores para garantir a sustentabilidade da produção de soja no Brasil.

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  • Quebra na safra de pecan pode chegar a 40%

    Quebra na safra de pecan pode chegar a 40%

    Produtores de noz pecan enfrentam um ano desafiador, com estimativas de quebra na safra de até 40%, segundo o Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan). Após as enchentes de maio, o forte calor e a falta de chuvas no verão agravaram a situação, comprometendo a produção. A expectativa atual é de uma colheita entre 4 e 5 mil toneladas.

    Além dos problemas climáticos, o presidente do IBPecan, Claiton Wallauer, alerta para a alta informalidade no setor, que impacta o crescimento devido aos altos custos de revenda da noz. O instituto busca atrair esses produtores para a formalização, promovendo a qualidade do produto e a sanidade.

    Uma das estratégias é a criação de um regime tributário diferenciado para a pecan, a exemplo da redução do ICMS para produtores de oliveiras e azeites de oliva. O IBPecan argumenta que esse tratamento tributário incentivaria a formalização e traria mais competitividade ao setor.

    Irrigação é urgência

    O IBPecan também busca apoio governamental para projetos de irrigação, destacando a dificuldade em enquadrar as características da cultura em modelos existentes. A entidade ressalta a necessidade de ampliar os sistemas de irrigação diante do quarto ano consecutivo de estiagem.

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento Rural e Irrigação (Seapi) receberá os temas tributários e de irrigação.

    O Rio Grande do Sul é o maior produtor de pecan do Brasil, respondendo por mais de 80% da produção nacional e sediando mais de 90% da indústria de beneficiamento. Estima-se que existam 10,5 mil hectares plantados por mais de 2 mil produtores, a maioria composta por agricultores familiares. Além de abastecer o mercado interno, o excedente é exportado para diversos países.

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