Tag: Espanha

  • Cidade oferece aluguel barato para quem quer recomeçar a vida no campo

    Cidade oferece aluguel barato para quem quer recomeçar a vida no campo

    A pequena Aguatón, na Espanha, reúne apenas 18 habitantes e procura novos moradores dispostos a construir uma vida no interior. Cercada por montanhas, florestas e paisagens rurais, a aldeia oferece aluguel acessível, apoio a empreendedores e uma rotina distante do trânsito das grandes cidades.

    Aguatón fica na província de Teruel, na comunidade autônoma de Aragão, na encosta do monte Hocino e cercada pela Sierra Palomera. O povoado está a cerca de 45 minutos de carro da cidade de Teruel e integra uma comarca marcada por pequenos municípios e paisagens montanhosas.

    A aldeia enfrenta um problema comum ao interior espanhol: a perda gradual de população. Levantamentos recentes indicam que o município já perdeu mais de 95% dos habitantes que teve no passado, movimento que reduz a atividade econômica local e ameaça a continuidade de serviços e pequenos negócios.

    Por que Aguatón decidiu buscar novos vizinhos

    A iniciativa ganhou força depois que o município entrou no Hola Pueblo, programa que conecta localidades de baixa densidade populacional a pessoas interessadas em empreender no meio rural. A plataforma é promovida pela Redeia, pela IKEA e pela associação AlmaNatura e já viabilizou a chegada de 24 pessoas (11 famílias) a sete municípios aragoneses em edições anteriores.

    O objetivo do programa não é atrair turistas de passagem, mas famílias, trabalhadores e empreendedores dispostos a fixar residência. Em uma comunidade tão pequena, cada novo morador ajuda a movimentar serviços, criar atividades econômicas e fortalecer a convivência entre vizinhos.

    O que a aldeia oferece para quem deseja se mudar

    A prefeitura de Aguatón disponibiliza uma casa municipal reservada para aluguel a novos moradores, com espaço que pode ser usado como ateliê de artesanato, e já planeja construir dois apartamentos adicionais para locação a preços acessíveis. O programa também orienta quem pretende abrir um negócio ou iniciar atividade profissional na região. E oferece:

    • Aluguel acessível em imóveis municipais disponíveis na região
    • Apoio e orientação para novos empreendedores rurais
    • Assessoria para acessar subsídios do Governo de Aragão, da Diputación de Teruel e do fundo europeu LEADER
    • Contato direto com proprietários e recursos locais para facilitar a instalação
    • Conexão à internet e cobertura 5G disponíveis no município
    • Proximidade com o aeroporto de Teruel, a cerca de 25 minutos

    Segundo o prefeito de Aguatón, Juan Ramón Cardo, a vila oferece tranquilidade e liberdade para organizar a própria rotina, além de uma vida comunitária genuína e boa conexão com a rodovia A-23. As condições, no entanto, variam conforme a disponibilidade de casas e os projetos apresentados pelos candidatos. A mudança não representa uma entrega automática de moradia ou dinheiro.

    Como é viver entre montanhas e florestas em Aguatón

    A rotina da aldeia é bem diferente da encontrada em Madri, Barcelona ou outras cidades espanholas movimentadas. O silêncio, a proximidade entre moradores e o contato constante com a paisagem rural marcam o dia a dia, especialmente para quem trabalha de forma remota ou pretende abrir um negócio local.

    Aguatón, na Espanha
    Foto: Carmelo Subías/Flickr

    Antes de considerar a mudança, alguns pontos merecem atenção:

    • Ausência de farmácia no município. A mais próxima fica em Torrelacárcel ou Argente, a 7 e 9 km de distância
    • Consultório médico com atendimento limitado a um dia por semana
    • Ausência de transporte público regular; os deslocamentos dependem de veículo próprio, embora exista um serviço sob demanda às quintas-feiras até Santa Eulalia del Campo
    • Inverno frio e verão ameno, típico do clima mediterrâneo de montanha
    • Necessidade de deslocamento até Santa Eulalia del Campo, Monreal del Campo ou Teruel para compras e mercado
    • Adaptação a uma comunidade onde praticamente todos os vizinhos se conhecem

    A vida rural em Aguatón exige mais planejamento para compras, deslocamentos e acesso a determinados serviços. Em contrapartida, oferece ritmo mais tranquilo, menos trânsito e contato constante com áreas naturais. Características buscadas por quem está cansado dos custos e da rotina acelerada das grandes cidades.

    Quem pode se interessar por essa nova vida no interior

    A proposta pode atrair trabalhadores remotos, famílias que querem reduzir gastos com moradia e empreendedores interessados em negócios ligados ao território rural. Entre as atividades com potencial de crescimento no município estão a artesania, a produção agrícola de secano (cevada e trigo), a pecuária suína, o turismo rural e de natureza, além de pequenos comércios que abasteçam a própria aldeia.

    Pessoas dispostas a fixar residência de forma permanente

    Empreendedores com projetos de pequena escala adaptados à realidade rural

    Famílias que valorizam silêncio e contato com a natureza

    Profissionais liberais e trabalhadores remotos

    Interessados em participar ativamente da vida comunitária

    Foto: Carmelo Subías/Flickr

    Para brasileiros interessados, é essencial considerar as regras migratórias da Espanha. Encontrar uma casa com aluguel barato ou apresentar um projeto ao programa não concede automaticamente autorização para morar e trabalhar no país. Portanto, visto, residência e permissão profissional precisam ser verificados conforme a situação de cada candidato junto às autoridades espanholas.

    Uma aldeia pequena que tenta recuperar a vida comunitária

    Aguatón representa o esforço de pequenas localidades europeias para evitar que ruas, casas e serviços desapareçam com a redução da população. Com apenas 18 habitantes, receber novos vizinhos significa trazer movimento para o cotidiano, ampliar a rede comunitária e garantir que projetos locais continuem funcionando.

    O aluguel acessível chama atenção, mas a paisagem de montanhas e florestas é apenas parte da proposta. A mudança exige adaptação ao inverno, aos deslocamentos e ao ritmo de uma comunidade mínima. Para quem busca vida rural permanente e está disposto a participar da rotina local, Aguatón oferece uma possibilidade concreta de viver longe dos grandes centros.

  • Concurso elege Miss Vaca 2026 e viraliza

    Concurso elege Miss Vaca 2026 e viraliza

    Um dos concursos mais curiosos do universo rural já tem sua nova campeã. A vaca Paloma, representante da província de Ourense, foi coroada Miss Vaca 2026 durante a grande final do tradicional concurso promovido pela Televisión de Galicia (TVG), na Espanha.

    O evento, realizado em junho, reúne produtores, telespectadores e amantes da cultura rural para escolher a vaca considerada mais bela e carismática da região da Galiza. A competição também costuma ganhar enorme repercussão nas redes sociais, acumulando milhões de visualizações todos os anos.

    O que é o concurso Miss Vaca?

    Criado em 2006, o Miss Vaca é um concurso de beleza bovina exibido anualmente pelo programa Luar, um dos mais tradicionais da televisão galega.

    Mais do que avaliar apenas a aparência dos animais, a disputa também considera características como beleza física, postura, personalidade e até mesmo o mugido das participantes.

    Na edição de 2026, a grande vencedora foi Paloma, representante de Ourense, que conquistou os jurados e o público com seu carisma.

    https://www.instagram.com/reel/DaEQpHBE9uC/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    A competição

    Durante os meses que antecedem a final, moradores das quatro províncias da Galiza enviam fotos e vídeos de vacas para participar da seleção.

    Após as etapas classificatórias, as finalistas disputam o título em um programa transmitido ao vivo.

    Por fim, a vencedora é escolhida por meio da combinação entre votação popular e avaliação de jurados.

    Uma tradição que une cultura e pecuária

    Muito além de um concurso inusitado, o Miss Vaca tornou-se um símbolo da identidade rural galega. O programa aproxima o público urbano do campo, valoriza os produtores locais e mantém viva uma tradição que mistura entretenimento, cultura e respeito aos animais.

    Com milhões de visualizações nas plataformas digitais, o evento segue como um dos maiores fenômenos da televisão regional da Espanha.

  • Cobras invasoras colocam espécie rara em risco

    Cobras invasoras colocam espécie rara em risco

    A presença de cobras invasoras nas Ilhas Pitiusas, no Mediterrâneo, tem preocupado pesquisadores e ambientalistas. Um estudo recente revelou que a chamada cobra-ferradura passou a nadar em mar aberto para alcançar pequenos ilhéus onde ainda sobrevivem populações raras de lagartos endêmicos.

    O comportamento foi registrado em áreas próximas de Ibiza e Formentera, na Espanha. Segundo os cientistas, a expansão da espécie já ameaça o equilíbrio ecológico da região e pode causar impactos irreversíveis na biodiversidade local.

    Como as cobras chegaram às ilhas?

    Pesquisadores acreditam que as serpentes chegaram às Ilhas Baleares escondidas em oliveiras ornamentais importadas da Península Ibérica no início dos anos 2000.

    Na época, o número de indivíduos era pequeno e não gerava grande preocupação. No entanto, a situação mudou rapidamente. Em 2010, as cobras ocupavam menos de 5% de Ibiza. Já em 2016, estavam presentes em cerca de 40% da ilha.

    Hoje, segundo o biólogo Oriol Lapiedra, do Centro de Pesquisa Ecológica e Aplicações Florestais (CREAF), a espécie já domina mais de 90% do território de Ibiza.

    Além disso, os pesquisadores descobriram que as serpentes não dependem mais de transporte acidental para chegar a novos locais. Vídeos e registros de campo confirmaram que elas conseguem nadar até ilhéus próximos em busca de alimento.

    Os cientistas acreditam que a escassez de presas em algumas regiões de Ibiza fez com que as cobras passassem a procurar novos ambientes, especialmente áreas isoladas onde os lagartos ainda vivem sem grandes defesas naturais.

    A cobra-ferradura é uma serpente não peçonhenta que se espalhou rapidamente pelas ilhas do Mediterrâneo — Foto: Parque Biológico Gaia

    Avanço ameaça lagartos raros

    A pesquisa aponta que diversos fatores ajudam na rápida expansão da cobra-ferradura pelo Mediterrâneo:

    • Grande capacidade de adaptação ao ambiente;
    • Alta oferta de alimento nos ilhéus menores;
    • Ausência de predadores naturais;
    • Facilidade de deslocamento entre pequenas ilhas.

    Os impactos já são considerados graves. Em algumas ilhotas, populações inteiras de lagartos desapareceram poucos anos após a chegada das serpentes.

    Um dos casos mais preocupantes ocorreu em Santa Eulària, onde dezenas de cobras foram capturadas entre 2023 e 2025.

    Desequilíbrio ecológico preocupa cientistas

    Além da redução drástica dos lagartos, os pesquisadores alertam para consequências ambientais em cadeia. Esses répteis desempenham funções importantes no ecossistema, como dispersão de sementes, polinização de flores e controle natural de insetos.

    Sem eles, o equilíbrio ecológico das ilhas pode ser comprometido.

    Entre os principais impactos apontados pelos cientistas estão:

    • Extinção local de espécies únicas de lagartos;
    • Alterações na cadeia alimentar;
    • Desequilíbrio ambiental nas ilhas;
    • Aumento do risco de pragas agrícolas.

    Diante da ameaça, autoridades ambientais iniciaram programas emergenciais para proteger as espécies restantes. Alguns lagartos ameaçados foram levados para o Zoológico de Barcelona, onde participam de projetos de reprodução em cativeiro.

    Apesar disso, especialistas reconhecem que eliminar totalmente as cobras invasoras é uma tarefa extremamente difícil. Por enquanto, os esforços estão concentrados em conter a expansão da espécie e preservar os ilhéus considerados essenciais para a biodiversidade mediterrânea.

  • Lula usa palco da Alemanha para defender agronegócio e biocombustíveis

    Lula usa palco da Alemanha para defender agronegócio e biocombustíveis

    Na maior feira industrial do mundo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi ao centro da Europa para defender o agronegócio brasileiro. Um setor que, em grande parte, não o apoia politicamente. No domingo (19), durante a cerimônia de abertura da Hannover Messe, em Hannover, Alemanha, Lula atacou as barreiras comerciais que a União Europeia impõe aos biocombustíveis brasileiros e cobrou o fim do que chamou de “narrativas falsas” sobre a sustentabilidade da agricultura nacional.

    Foto: Ricardo Stuckert

    “É preciso combater narrativas falsas a respeito da sustentabilidade da nossa agricultura”, disse o presidente à plateia de industriais e executivos reunidos no evento. “Criar barreiras adicionais a um acerto de biocombustíveis é contraproducente, tanto do ponto de vista ambiental quanto do ponto de vista energético.”

    Brasil como vitrine do agronegócio e da energia limpa

    Lula apresentou o Brasil como um fornecedor estratégico de energia limpa para a Europa. “O Brasil pode ajudar a União Europeia a diminuir o custo de energia e descarbonizar as coisas. Para isso, é essencial que as regras do bloco levem em conta a matriz energética limpa utilizada em nossos processos produtivos”, afirmou.

    O presidente detalhou os percentuais de mistura já adotados internamente, 30% de etanol na gasolina e 15% no biodiesel, e garantiu que o Brasil produz biocombustíveis sem comprometer a produção de alimentos ou o desmatamento. Para reforçar o argumento ambiental, citou dados dos últimos três anos: redução de 50% no desmatamento da Amazônia e de 32% no Cerrado, com compromisso de chegar ao desmatamento zero até 2030.

    A referência histórica também entrou no discurso. Em 1980, na mesma feira e na mesma cidade, a Volkswagen e a Mercedes apresentaram motores movidos a etanol. E Lula estava preso pelo regime militar por liderar as greves do ABC, movimento que atingiu diretamente empresas alemãs. “Exatamente em 19 de abril”, lembrou, arrancando aplausos da plateia. O comentário sobre as montadoras rendeu nova rodada de palmas.

    Acordo UE-Mercosul no centro da agenda

    O acordo UE-Mercosul, com entrada em vigor parcial prevista para 1º de maio, foi outro tema central do discurso. Lula destacou que o pacto “cria um mercado de quase 720 milhões de pessoas e PIB de US$ 22 trilhões” e argumentou que mais comércio e investimentos geram empregos e reforçam a estabilidade das cadeias de suprimentos globais.

    Foto: Ricardo Stuckert

    Na Alemanha, além da Hannover Messe, a agenda prevê a assinatura de cerca de dez acordos em áreas como defesa, inteligência artificial, inovação, infraestrutura, pesquisa climática, energia, bioeconomia, economia circular, financiamento climático e cooperação tecnológica. A Alemanha é a maior economia da Europa e a terceira do mundo. Além de ser a quarta maior parceira comercial do Brasil, com corrente de comércio de US$ 20,9 bilhões em 2025 e estoque de investimentos diretos estimado em US$ 38,5 bilhões em 2024.

    Viagem pela Europa com 14 ministros na comitiva

    A viagem começou em Barcelona, onde a agenda de Lula incluiu encontros reservados com empresários brasileiros e espanhóis nos setores de energia, agronegócio, telecomunicação, transporte, infraestrutura e finanças. O governo também assinou com a Espanha um memorando de cooperação sobre a exploração de minerais críticos e terras raras.

    Ao todo, 14 ministros integram a comitiva brasileira ao longo da viagem. Hoje, segunda-feira (20), Lula visita a feira ao lado do chanceler Friedrich Merz e, à tarde, segue para Wolfsburg, sede da Volkswagen, acompanhado de três líderes sindicais. A viagem se encerra na terça (21), com escala em Lisboa, onde Lula se reúne com o primeiro-ministro português.

    Lula desembarcou no Palácio de Herrenhausen no domingo e recebeu honras de chefe de Estado de Merz antes de participar da cerimônia de abertura da feira, que culminou com um jantar oficial com figuras do mundo empresarial.

    O Brasil aparece pela segunda vez como país homenageado da Hannover Messe. Que apresenta este ano o tema “The Industry of Today”, destacando seus pontos fortes em digitalização, energia renovável, recursos naturais e sustentabilidade.

  • Touro ataca e mata ex-toureiro durante preparação de evento

    Touro ataca e mata ex-toureiro durante preparação de evento

    Um ex-toureiro morreu após ser atacado por um touro na Praça de Touros La Malagueta, no sul da Espanha. O caso ocorreu durante os preparativos para uma tradicional corrida, o que aumentou a repercussão do episódio.

    Segundo informações iniciais, o profissional atuava nos bastidores do evento. Naquele momento, ele trabalhava diretamente no manejo dos animais. No entanto, um dos touros avançou de forma inesperada, o que resultou em um ataque fatal.

    Vítima tinha histórico na tauromaquia

    O ex-toureiro, identificado como Ricardo Ortiz, tinha 51 anos e uma trajetória ligada à tauromaquia. Ele havia se aposentado das arenas há anos, porém continuava atuando nos bastidores de eventos do setor.

    Foto: Divulgação/ArenasSNicasio/X

    Além disso, sua ligação com a atividade vinha de família. Desde cedo, ele esteve inserido nesse universo, o que reforça o peso cultural da prática em algumas regiões da Espanha.

    Ataque ocorreu de forma inesperada

    De acordo com relatos, o acidente aconteceu enquanto o animal recebia cuidados por conta de uma lesão. Ainda assim, o touro reagiu de forma repentina e avançou contra o profissional.

    Dessa forma, a vítima não conseguiu se desviar a tempo. O impacto foi considerado fatal ainda no local. Além disso, autoridades passaram a tratar o caso como um acidente de trabalho, embora as circunstâncias ainda estejam sob investigação.

    Caso reacende debate sobre riscos

    O episódio voltou a chamar atenção para os riscos envolvidos na atividade. Isso porque, mesmo fora da arena, o contato com animais de grande porte exige cuidados extremos.

    Ao mesmo tempo, a tauromaquia segue sendo uma prática tradicional em algumas regiões da Europa. Por outro lado, também enfrenta críticas crescentes de grupos ligados ao bem-estar animal.

    Assim, casos como esse ampliam o debate entre tradição cultural e segurança. Além disso, reforçam a necessidade de protocolos rigorosos no manejo dos animais.

    Atividade envolve tradição e controvérsia

    Historicamente, as touradas fazem parte da cultura espanhola há séculos. No entanto, ao longo dos anos, o tema passou a dividir opiniões. Enquanto alguns defendem a tradição, outros questionam a prática sob o ponto de vista ético.

    Nesse cenário, acidentes reforçam a complexidade da atividade. Além disso, evidenciam que o risco não se limita apenas ao espetáculo, mas também aos bastidores.

    Por fim, o caso deve seguir sob investigação das autoridades espanholas. Ao mesmo tempo, reacende discussões sobre segurança, regulamentação e o futuro da tauromaquia.

  • Alerta: Ministério da Agricultura emite nota sobre peste suína africana

    Alerta: Ministério da Agricultura emite nota sobre peste suína africana

    A Espanha confirmou o retorno da peste suína africana após três décadas livre da enfermidade, segundo notificação enviada à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Os casos foram registrados em 26 de novembro na província de Barcelona, na Catalunha, com nove javalis infectados identificados até 2 de dezembro. Não há registros em suínos domésticos até o momento.

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) acompanha a situação de perto. Embora a doença não ofereça riscos à saúde humana, por não ser uma zoonose, as autoridades exigem sua notificação devido ao alto poder de contágio e às graves consequências econômicas para a cadeia produtiva de carne suína.

    Doença devastadora sem vacina ou cura

    A peste suína africana resulta da ação de um vírus de DNA fita dupla da família Asfarviridae, que afeta exclusivamente suídeos domésticos, asselvajados e javalis. Não existe vacina nem tratamento eficaz contra a enfermidade, que pode causar morte súbita, febre alta, hemorragias na pele e órgãos internos.

    O período de incubação varia de 4 a 19 dias. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto entre animais ou pela ingestão de carne contaminada não cozida adequadamente. Carrapatos do gênero Ornithodoros também atuam como vetores, o que torna o controle em ambientes silvestres ainda mais complexo.

    Vírus resistente e múltiplas vias de contágio

    Um dos maiores desafios no combate à doença é a extraordinária resistência do vírus. O agente infeccioso é inativado apenas a 56°C por 70 minutos ou a 60°C por 30 minutos. Ele pode permanecer ativo por longos períodos em roupas, calçados, veículos, equipamentos e produtos de origem suína sem tratamento térmico adequado.

    Estudos apontam que moscas hematófagas da espécie Stomoxys calcitrans podem transmitir o vírus após se alimentarem do sangue de suídeos contaminados, representando uma rota de infecção mesmo em fazendas com alto nível de biossegurança.

    Brasil livre há 40 anos reforça vigilância

    O Brasil registrou seu primeiro e único surto nos anos 1970, no Rio de Janeiro, quando criadores alimentaram os suínos com restos contaminados vindos da Europa. Porém, erradicou a doença em 1984 por meio de abate sanitário rigoroso.

    Desde então, o país mantém status oficial de área livre, condição estratégica para o setor exportador brasileiro. O Mapa ressalta que a preservação desse reconhecimento internacional depende do cumprimento rigoroso das normas sanitárias e da vigilância contínua sobre a movimentação de pessoas, produtos e materiais procedentes de regiões afetadas.

    A reintrodução da peste suína africana no território nacional teria impactos devastadores para toda a cadeia produtiva. Por isso, o governo mantém protocolos de prevenção atualizados e intensifica as ações de monitoramento, especialmente nas fronteiras e portos de entrada.

    Expansão global preocupa

    A doença permaneceu endêmica na Espanha e Portugal desde 1960 até meados dos anos 1990, quando ambos os países conseguiram a erradicação. Porém, o retorno da enfermidade à região catalã reacende preocupações sobre a circulação do vírus na Europa, onde diversos países enfrentam surtos desde 2007.

    Portanto, a vigilância permanente e a biossegurança nas propriedades rurais seguem como as principais ferramentas de prevenção enquanto não existem vacinas disponíveis no mercado.

    Leia a nota do MAPA

    Brasil permanece livre da doença desde 1984 e não há registro no território nacional

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) foi notificada sobre a ocorrência de peste suína africana (PSA) em javalis na província de Barcelona, região da Catalunha, na Espanha, registrada em 26 de novembro. Este é o primeiro episódio da doença no país desde 1994. Até 2 de dezembro, nove casos foram confirmados, todos restritos a javalis, sem detecção em suínos domésticos.

    A PSA é uma doença viral que afeta suínos domésticos, asselvajados e javalis. Embora não represente risco à saúde humana, por não se tratar de zoonose, é de notificação obrigatória devido ao seu alto poder de disseminação e ao impacto potencial para os sistemas de produção. A presença de carrapatos do gênero Ornithodoros, que podem atuar como vetores, aumenta a complexidade do controle da enfermidade em ambientes silvestres.

    O vírus apresenta elevada resistência no ambiente, podendo permanecer ativo por longos períodos em roupas, calçados, veículos, materiais, equipamentos e em diversos produtos suínos que não passam por tratamento térmico adequado. As principais vias de introdução em áreas livres incluem o contato de animais suscetíveis com objetos contaminados ou a ingestão de produtos suínos contaminados.

    O Brasil permanece oficialmente livre de PSA desde 1984, condição que segue preservada. O Mapa reforça que a manutenção desse status depende do cumprimento das normas sanitárias vigentes e da atenção contínua à movimentação de pessoas, produtos e materiais provenientes de regiões afetadas. A introdução da doença no país traria impactos significativos para a cadeia suinícola, motivo pelo qual o país mantém vigilância reforçada e protocolos de prevenção atualizados.

  • Alerta: peste suína africana retorna após 30 anos

    Alerta: peste suína africana retorna após 30 anos

    A Espanha confirmou nesta sexta-feira (28/11) o primeiro caso de peste suína africana em três décadas. Dois javalis serem encontrados mortos na região de Barcelona com resultado positivo para o vírus. O anúncio do Ministério da Agricultura espanhol reacende preocupações sobre possíveis impactos econômicos na poderosa indústria de carne suína do país, líder absoluta no mercado europeu.

    A detecção do vírus ocorre em momento crítico para o setor. A Espanha não registrava casos da doença desde 1994 e atualmente lidera a produção de carne suína na União Europeia, representando aproximadamente um quarto de toda a produção do bloco e superando até mesmo a Alemanha.

    O país depende fortemente das exportações para a China, seu principal mercado asiático. A confirmação da peste suína africana surge justamente quando o governo espanhol intensifica esforços para expandir sua participação no mercado chinês de proteína animal.

    Acordo com China pode limitar danos comerciais

    Apesar dos riscos de restrições às exportações, um acordo comercial firmado recentemente entre Espanha e China prevê que eventuais sanções se limitem apenas às regiões afetadas pelo vírus. Reduzindo significativamente o risco de um embargo nacional que seria devastador para a economia do setor.

    “Não são boas notícias. Existe o risco de embargo contra o maior exportador de carne suína da UE, principalmente na Ásia e na China em particular”, alertou Jean-Paul Simier, analista do grupo francês de pesquisa de commodities Cyclope.

    A indústria suína espanhola já vinha atravessando um período turbulento antes mesmo da detecção do vírus. Desde julho, os preços da carne suína registram queda aproximada de 20%, pressionando as margens de lucro dos produtores e frigoríficos.

    Medidas emergenciais ativadas

    Após a confirmação dos casos, o Ministério da Agricultura notificou imediatamente a União Europeia e ativou protocolos de emergência na área afetada. As autoridades orientam que todas as granjas da região reforcem urgentemente os protocolos de biossegurança.

    Equipes técnicas trabalham agora para rastrear a origem da infecção e evitar a propagação do vírus, que é altamente contagioso entre suínos. Mas não representa risco para humanos.

    A peste suína africana não tem cura ou vacina disponível, tornando o controle de sua disseminação crucial para proteger tanto os rebanhos comerciais quanto a economia do setor.

  • Brasil avança na busca de qualidade do azeite

    Brasil avança na busca de qualidade do azeite

    O Brasil marcou presença no World Olive Day, evento realizado durante a 122ª reunião do Conselho Oleícola Internacional (COI) em Córdoba, Espanha, demonstrando seus avanços na regulamentação e controle de qualidade do azeite consumido no país. A participação brasileira ganhou destaque com o anúncio oficial dos procedimentos para adesão ao COI, organização que reúne os principais produtores mundiais do setor.

    Foto: Mapa

    O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Goulart, participou do encontro ao lado de ministros e delegações de 28 países. O evento culminou na aprovação da Declaração de Córdoba, documento que estabelece diretrizes globais para sustentabilidade, saúde pública e cooperação internacional no setor olivícola.

    Crescimento do consumo impulsiona mudanças regulatórias

    Durante sua participação, Goulart ressaltou o aumento significativo do consumo de azeite pelos brasileiros e a crescente conscientização sobre os benefícios nutricionais do produto. Apesar de a produção nacional ainda ser limitada, o governo brasileiro concentra esforços para garantir a qualidade e a segurança dos azeites disponíveis no mercado.

    “O Mapa vem trabalhando com firmeza para alinhar os regulamentos técnicos aos padrões internacionais, especialmente aos estabelecidos pelo Conselho Oleícola Internacional, além de combater firmemente as fraudes que colocam em risco a saúde da população e prejudicam o comércio justo”, declarou o secretário.

    Adesão ao COI representa marco estratégico

    A entrada do Brasil no Conselho Oleícola Internacional representa uma prioridade estratégica para o país, que busca integrar um fórum global dedicado à cooperação técnica, inovação e desenvolvimento sustentável do setor. O secretário informou que os procedimentos formais para adesão já foram iniciados. E destacou a possibilidade de o Brasil contribuir com sua expertise em agricultura tropical.

    Goulart agradeceu o apoio do COI ao Brasil desde 2024, especialmente na capacitação de painelistas especializados em análise sensorial de azeites. Essa formação é considerada fundamental para o aprimoramento dos controles oficiais realizados pelo governo brasileira. Fortalecendo a fiscalização e garantindo produtos de maior qualidade ao consumidor.

    Combate a fraudes e educação do mercado

    Entre as iniciativas destacadas pelo representante brasileiro estão as ações de promoção e educação sobre azeite coordenadas pelo COI. Campanhas educativas e masterclasses direcionadas à imprensa, influenciadores digitais e profissionais da gastronomia têm contribuído para ampliar o conhecimento sobre o produto no mercado nacional.

    O combate às fraudes permanece como prioridade absoluta para o Mapa, que intensifica a fiscalização para coibir práticas ilegais que comprometem a saúde pública e distorcem a concorrência no setor.

    Declaração de Córdoba reforça compromissos globais

    A Declaração de Córdoba, aprovada durante o encontro, consolida princípios compartilhados pelos países membros do COI em áreas estratégicas como sustentabilidade ambiental, segurança alimentar e comércio internacional. O documento reforça a importância da oliveira e do azeite na promoção de dietas saudáveis e na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

    O Brasil se alinha aos valores expressos na declaração, que incluem a valorização dos territórios rurais, preservação ambiental e fortalecimento do comércio justo. O país reafirma seu compromisso com o desenvolvimento agropecuário sustentável, pautado pela inovação, inclusão social e responsabilidade ambiental.

    Setor olivícola em perspectiva global

    O World Olive Day reuniu lideranças dos principais países produtores de azeite e azeitonas de mesa para debater desafios e oportunidades do setor. As discussões enfatizaram a necessidade de harmonização dos padrões de qualidade internacionais e o fortalecimento da cooperação entre nações produtoras e consumidoras.

    Com a participação ativa em fóruns internacionais, o Brasil busca posicionar-se estrategicamente no mercado global de azeite. Equilibrando a proteção do consumidor nacional com a integração às melhores práticas internacionais do setor.

  • Em plena crise do azeite, agricultores de oliva são despejados

    Em plena crise do azeite, agricultores de oliva são despejados

    Cem mil oliveiras estão sendo arrancadas no sul da Espanha para a instalação de usinas solares e eólicas, desalojando cerca de 100 agricultores em Jaén, região conhecida como a “capital mundial do azeite”. O governo regional da Andaluzia utiliza uma lei da era Franco (1954) para expropriações forçadas, enquanto a empresa de energia verde Greenalia planeja ocupar 900 hectares com painéis solares.

    Conflito entre energia limpa e tradição secular

    Os municípios de Lopera, Arjona e Marmolejo enfrentam os maiores impactos, com a remoção de oliveiras equivalente a 100 campos de futebol, segundo a plataforma de defesa North Campiña. Até agora, autoridades destruíram 5 mil árvores, enquanto agricultores protestam contra o que chamam de “extorsão”.

    “Ou vendemos ou somos expropriados. Se for expropriado, será em condições desvantajosas”, denuncia Rafael Alcalá, produtor de Jaén que pediu anonimato. A plataforma North Campiña entrou com ação contra a Greenalia por supostos crimes ambientais.

    Impacto econômico e êxodo rural

    Juan Campos, 67, herdou um olival de cinco hectares do pai e teme perder sua renda anual de €108 mil – equivalente a 12 mil litros de azeite vendidos a €9 cada. “Minha família não chegará ao fim do mês se nos expropriarem”, desabafa. Francisco Jesús Sevilla Duque, vereador de Lopera, calcula perdas salariais de €950 mil por ano em vilarejos afetados.

    A Greenalia oferece contratos de arrendamento de 30 anos com pagamento anual de €6 mil, totalizando €180 mil – valor considerado irrisório pelos agricultores. Um contrato de 2018, obtido pelo The Telegraph, revelou que a empresa alugou terras a €1.000 por hectare e revendeu a fundos abutre por €25 mil.

    Leis aceleram projetos, mas ampliam riscos

    A Junta de Andalucía aprovou em 2021 uma lei que equipara usinas solares a cultivos agrícolas, reduzindo burocracia para projetos de até 50 megawatts. Ambientalistas acusam a Greenalia de fragmentar iniciativas para evitar fiscalização rigorosa do governo espanhol, exigida em empreendimentos maiores.

    “A Greenalia recebeu €97 milhões da gestora australiana Macquarie para expandir energia renovável na Espanha”, lembra Campos. “Essas empresas não trazem empregos, trazem miséria.”

    Crise demográfica e herança ameaçada

    A Andaluzia produz um terço do azeite espanhol e 10% do consumo global, mas 90% de seus municípios enfrentam risco de despovoamento, segundo o jornal Sur. “Meus filhos terão de deixar a vila sem os olivais”, lamenta Campos.

    Especialistas como Lawrence Susskind, urbanista do MIT, defendem diálogo: “Não se pode sacrificar alguns pelo benefício de muitos. Deve haver locais alternativos na Espanha que não destruam oliveiras”.

    Greenalia nega acusações

    A empresa negou as alegações em nota, classificando-as como “falsas e motivadas por oposição política”. Afirmou ainda que 96,3% dos proprietários aceitaram arrendamentos voluntários e que a área total do projeto é de 402,29 hectares – não 900, como alegam os agricultores.

    Enquanto isso, os produtores seguem cuidando das terras em resistência. “Na Espanha, a propriedade privada não é sagrada. Fomos abandonados pelos políticos”, descreve Alcalá.

    A Junta de Andalucía e o governo espanhol não comentaram o caso.

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  • Boa notícia: preço do azeite deve cair em breve

    Boa notícia: preço do azeite deve cair em breve

    O maior produtor de azeite do mundo, a Deoleo, com sede na Espanha, anunciou que o preço do azeite, conhecido como “ouro líquido”, deve cair para metade dos níveis recordes alcançados nos últimos meses. A empresa afirma que um dos períodos mais desafiadores da história do setor parece estar chegando ao fim.

    Nos últimos anos, o setor enfrentou condições climáticas extremas e secas no sul da Europa, que impactaram severamente as colheitas de azeitonas. Essa situação resultou em um aumento significativo nos preços, surpreendendo tanto consumidores quanto veteranos da indústria. Contudo, as previsões para a temporada 2024-2025 indicam uma colheita muito melhor em países produtores como Espanha, Grécia e Tunísia.

    Crise e impactos

    A escassez de azeite, essencial na dieta mediterrânea, levou o setor a uma crise sem precedentes. As colheitas reduzidas na Espanha, maior produtora mundial, e em outros países como Grécia e Tunísia elevaram os preços a níveis históricos, com impactos tanto para os consumidores quanto para os produtores. Essa situação também aumentou a insegurança alimentar e até estimulou roubos em supermercados espanhóis.

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    Entretanto, as previsões apontam para uma recuperação. Miguel Ángel Guzmán, diretor de vendas da Deoleo, destacou em entrevista a imprensa que, embora os preços estejam começando a esfriar, o mercado ainda enfrenta incertezas até o início da próxima colheita. “As perspectivas são positivas para os próximos meses, com a estabilização gradual do mercado e aumento da oferta”, afirmou Guzmán.

    Queda nos preços e recuperação do setor

    Atualmente, o preço do azeite extra virgem na Andaluzia, na Espanha, gira em torno de 6 euros por quilograma, uma redução de 35% em relação ao recorde de 9,2 euros registrado em janeiro. Guzmán prevê que os preços possam cair para cerca de 5 euros por litro ao longo de 2025, dependendo das condições climáticas e da estabilidade nas colheitas.

    A Espanha, responsável por mais de 40% da produção mundial de azeite, será crucial para a recuperação do mercado. Estima-se que a produção espanhola alcance 1,3 milhão de toneladas métricas na próxima temporada, quase o dobro das 680 mil toneladas produzidas no último ciclo. Além disso, boas colheitas são esperadas na Grécia, Tunísia e Turquia, com qualidade elevada das azeitonas.

    Guzmán também comentou sobre a necessidade do setor se adaptar às mudanças climáticas, que representam uma ameaça existencial para a indústria. Em resposta a esses desafios, investimentos significativos estão sendo feitos em novas tecnologias agrícolas e no desenvolvimento de variedades de azeitonas mais resistentes.

    As previsões indicam que os preços do azeite podem cair para cerca de 5 euros por litro nos próximos meses, aliviando as tensões no mercado e facilitando uma normalização gradual após um período marcado pela volatilidade.

    Mudanças climáticas e adaptação do setor

    Apesar das expectativas otimistas, o setor continua a enfrentar desafios estruturais. Guzmán destacou que as mudanças climáticas representam uma ameaça existencial para a indústria. E exige investimentos em tecnologia agrícola e desenvolvimento de variedades de azeitonas mais resistentes.

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    O mercado, no entanto, permanece cauteloso. Kyle Holland, especialista em oleaginosas da Expana, ressaltou que a abundância de oferta prevista para 2025 pode pressionar ainda mais o preço do azeite para baixo. “A maioria dos participantes da indústria está muito pessimista sobre uma nova alta de preços com a oferta que se desenha no horizonte”, afirmou.

    Futuro incerto, mas promissor

    A Deoleo reforça a necessidade de uma “transformação profunda” na cadeia produtiva para lidar com as incertezas climáticas e econômicas. Mesmo com a recuperação esperada, o setor enfrenta o desafio de equilibrar oferta e demanda, enquanto busca soluções sustentáveis para garantir sua viabilidade a longo prazo.

    Com o mercado em transição, consumidores e produtores aguardam um retorno à estabilidade, embora o caminho ainda seja marcado por desafios globais e mudanças climáticas que redefinem o futuro do azeite.