Tag: ESG

  • Tecnologia ajuda a proteger elefantes da caça furtiva

    Tecnologia ajuda a proteger elefantes da caça furtiva

    A redução e a fragmentação dos habitats naturais deixam os elefantes africanos cada vez mais vulneráveis. Atualmente, apenas 17% das áreas consideradas adequadas para a sobrevivência da espécie permanecem disponíveis para os animais. A esse cenário somam-se a caça furtiva e os impactos das mudanças climáticas. São fatores que ampliam os riscos para as populações remanescentes. E tornam urgente a adoção de estratégias que unam conservação, tecnologia e desenvolvimento social.

    Foto: Cláudio Augusto de Souza/Flickr

    O tema ganha destaque no Dia Mundial dos Elefantes, celebrado em 12 de agosto. A data chama atenção para os desafios enfrentados pela maior espécie terrestre do planeta. E reforça a importância de iniciativas voltadas à proteção da biodiversidade e à convivência sustentável entre pessoas e animais.

    Tecnologia rastreia rebanhos e antecipa riscos

    Na África do Sul, o projeto ERP (Elephants, Rhinos & People) aplica recursos tecnológicos para aumentar a segurança de elefantes que vivem em áreas de risco. A consultoria EPI-USE, especializada em soluções tecnológicas e integrante do Group Elephant, participa da iniciativa, que combina a preservação de elefantes e rinocerontes com o desenvolvimento socioeconômico de comunidades rurais situadas próximas às áreas de conservação.

    A SAP Cloud Platform monitora e rastreia os deslocamentos dos rebanhos. Esse acompanhamento permite antecipar a presença dos animais em determinadas regiões e apoiar ações preventivas de proteção. Informações mais precisas sobre os trajetos percorridos ajudam as equipes responsáveis a identificar situações de risco e a fortalecer as estratégias de enfrentamento à caça furtiva.

    Nesse contexto, a tecnologia ultrapassa a função de eficiência operacional. Dados e sistemas digitais funcionam como ferramentas de conservação, ampliando a capacidade de monitoramento em áreas extensas e apoiando decisões mais rápidas para a proteção da fauna.

    “A preservação da biodiversidade exige uma visão integrada. Proteger os elefantes e os rinocerontes significa também olhar para as comunidades que vivem próximas a esses animais e criar condições para que a conservação gere benefícios sociais duradouros. A tecnologia pode ser uma importante aliada nesse processo ao transformar dados em informações capazes de apoiar ações preventivas e ampliar a segurança das espécies”, afirma Roberto Medeiros, CEO da EPI-USE Brasil.

    Conservação ambiental caminha junto ao desenvolvimento social

    O projeto parte do princípio de que a proteção da vida selvagem está diretamente relacionada à melhoria das condições de vida das populações rurais. Por isso, as iniciativas apoiadas pelo grupo combinam conservação ambiental e desenvolvimento econômico, com o objetivo de reduzir vulnerabilidades sociais. Além de fortalecer alternativas sustentáveis para as comunidades que compartilham seus territórios com espécies ameaçadas.

    Foto: Roberto Alonzo del Cid/Flickr

    O modelo também amplia o debate sobre a atuação das empresas na agenda ESG. Em vez de restringir a responsabilidade socioambiental a ações pontuais, a iniciativa integra investimentos de longo prazo em conservação, inovação e impacto social. A EPI-USE destina 1% da receita global do grupo a projetos voltados à proteção de elefantes e rinocerontes em risco, com estratégia baseada na redução da pobreza em comunidades rurais próximas às áreas de ocorrência das espécies.

    “Os desafios ambientais atuais exigem colaboração e soluções que considerem as diferentes dimensões da sustentabilidade. Quando tecnologia, conservação e desenvolvimento social atuam de forma integrada, é possível construir resultados mais consistentes para as pessoas, para os ecossistemas e para as futuras gerações”, destaca Medeiros.

    ESG exige resultados concretos das empresas

    A relevância de iniciativas desse tipo cresce em um momento em que empresas enfrentam cobranças cada vez maiores por resultados concretos em suas estratégias ambientais e sociais. Além de reduzir impactos, a agenda ESG passa a incluir a capacidade de contribuir para a preservação de ecossistemas. Além de apoiar comunidades e desenvolver soluções que gerem benefícios permanentes.

    A experiência da África do Sul reforça que a inovação pode assumir papel relevante na proteção da biodiversidade. Ao transformar dados sobre os movimentos dos animais em informações para prevenção e monitoramento, a tecnologia cria novas possibilidades para enfrentar ameaças históricas, como a caça furtiva, e fortalece uma visão de conservação que considera tanto a sobrevivência das espécies quanto o futuro das pessoas que vivem ao seu redor.

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  • Estudo da Embrapa revela 27 novas espécies de abelhas nativas na soja

    Estudo da Embrapa revela 27 novas espécies de abelhas nativas na soja

    Pesquisa da Embrapa indica 27 novos registros de abelhas nativas associadas à cultura da soja no Brasil. O estudo, conduzido no sudoeste de Goiás, também aponta que a presença desses insetos silvestres nas lavouras pode aumentar o peso dos grãos em média 7%.

    O levantamento, liderado pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF), foi realizado nas plantações das regiões de Rio Verde e Montividiu. Entre as 40 espécies encontradas diretamente nas áreas cultivadas, 27 nunca haviam sido citadas pela literatura científica como visitantes da soja. Considerando também as matas nativas do entorno, o número total de espécies identificadas chega a 53, distribuídas em cinco famílias (Apidae, Andrenidae, Megachilidae, Colletidae e Halictidae).

    Treinamento no uso da rede entomológica em áreas de soja. Foto: Davi de Lacerda Ramos/Embrapa

    Os resultados foram publicados no Journal of Applied Entomology, no artigo intitulado Bioinput Use and Native Vegetation Fragments are Associated With Higher Bee Community Evenness in Large-Scale Soybean Crops. A pesquisa reforça que a conservação dos fragmentos de Cerrado próximos às lavouras não é apenas uma estratégia para a biodiversidade, mas também um fator de ganho econômico e alinhamento com critérios ESG, cada vez mais exigidos pelos mercados internacionais.

    O “filtro invisível” dos defensivos e o impacto na biodiversidade

    Historicamente, o modelo de produção em larga escala da soja tem se apoiado no uso intensivo de inseticidas e fungicidas sintéticos de amplo espectro. No entanto, a pesquisadora da Embrapa, Carmen Pires, explica que essa abordagem atua como um severo “filtro ambiental” sobre a fauna benéfica.

    “Em propriedades com manejo químico altamente intensivo, houve uma queda drástica na equitabilidade das comunidades de abelhas”, afirma Pires. O termo ecológico se refere à distribuição uniforme dos indivíduos entre as diferentes espécies. “O manejo intensivo favorece um pequeno número de espécies resistentes, eliminando as mais especializadas e eficientes na polinização.”

    Coleta de abelhas com rede entomológica. Foto: Davi de Lacerda Ramos/Embrapa

    A cientista alerta ainda para um erro metodológico comum: avaliar a saúde da lavoura apenas pela abundância bruta de insetos. “Uma área altamente pulverizada pode apresentar um número elevado de insetos, mas quase todos pertencem a uma única espécie. Funcionalmente, a lavoura torna-se um ‘deserto de biodiversidade’.”

    O avanço dos bioinsumos como rota de fuga

    A boa notícia, segundo o estudo, é que existe uma rota de fuga economicamente vantajosa. Propriedades que integraram bioinsumos (bactérias e fungos para controle biológico e fertilização) e reduziram a dependência de químicos de alta toxicidade conseguiram manter comunidades de abelhas mais equilibradas e funcionalmente diversas.

    A transição para biológicos (Classe IV de risco ambiental – pouco perigosos) preserva o ciclo natural e é crucial para as abelhas que constroem ninhos no solo — cerca de 60% das espécies identificadas na região. A agricultura regenerativa, que minimiza o revolvimento da terra e mantém a palhada, protege esses ninhos. “Sem tratores desfazendo abrigos e sem venenos penetrando a terra, essas abelhas podem persistir de uma safra para a outra”, destaca Pires.

    Além disso, a maioria das espécies (44,7%) possui hábitos solitários, dependendo exclusivamente das boas condições ecológicas da fazenda para sobreviver. “O produtor precisa adotar práticas amigáveis para mantê-las vivas. Caso contrário, perderá o bônus de produtividade que elas oferecem gratuitamente”, complementa a pesquisadora.

    O Cerrado como “pulmão” polinizador da fazenda

    A pesquisa também detalha a relação de dependência entre a floresta e a lavoura. Os fragmentos de vegetação nativa do Cerrado atuam como refúgios e “fábricas” de polinizadores.

    Os dados revelaram que a proximidade física com a mata é um fator relevante: quanto maior o afastamento da lavoura em relação às bordas de Cerrado, menores são a riqueza e a abundância de abelhas nativas nas flores de soja. A mata preservada fornece abrigo, locais de nidificação (principalmente para os 18% de espécies que fazem ninhos em troncos) e alimento alternativo quando a soja não está florindo. Sem a floresta vizinha, as abelhas não conseguem colonizar as plantações.

    Números consolidados e nova metodologia

    Os números consolidados do estudo impressionam: do total de 764 abelhas coletadas, 89% eram nativas do Brasil, contra apenas 11% da espécie exótica Apis mellifera (abelha africanizada). Antes desta publicação, revisões científicas registravam apenas 12 espécies nativas associadas à soja. O novo trabalho ampliou esse conhecimento para 40 espécies nas áreas cultivadas, com 27 registros inéditos.

    Armadilhas do tipo “pan trap azul” instaladas em uma área de vegetação natural adjacente ao campo de soja. Foto: Davi de Lacerda Ramos/Embrapa

    Para chegar a essa precisão, os pesquisadores testaram diferentes metodologias e descobriram que os tradicionais pratos-armadilha (pan traps) são muito mais eficientes que as redes entomológicas. As pan traps foram responsáveis por 95% de todas as capturas (728 indivíduos), identificando 33 espécies, enquanto a rede registrou apenas 7. Segundo o estudo, o uso exclusivo de redes subestima a riqueza biológica real das fazendas de soja.

    “A pesquisa da Embrapa consolida, com dados de campo, que o futuro da agricultura nacional depende do equilíbrio ecológico. Os insetos polinizadores são os amigos invisíveis das lavouras, mas o manejo inadequado pode colocá-los em risco. Proteger as abelhas nativas e o Cerrado que as abriga é, acima de tudo, preservar a economia e a segurança alimentar do Brasil”, conclui Carmen Pires.

  • Fenasucro & Agrocana 2026 amplia rastreabilidade de carbono e gestão de resíduos na bioenergia

    Fenasucro & Agrocana 2026 amplia rastreabilidade de carbono e gestão de resíduos na bioenergia

    A Fenasucro & Agrocana 2026, maior feira do mundo voltada à cadeia da bioenergia, ampliará suas iniciativas de sustentabilidade ao fortalecer o monitoramento de impactos ambientais e implementar novas medidas voltadas à economia circular. A 32ª edição do evento acontecerá entre os dias 11 e 14 de agosto, no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho (SP).

    Nesta edição, a organização passará a monitorar com maior precisão as emissões de gases de efeito estufa (GEE) geradas durante as fases de montagem e desmontagem dos estandes. Além disso, adotará um sistema integrado de gestão de resíduos, abrangendo todas as etapas da feira.

    Canaoeste Green

    O aprimoramento das ações ocorre por meio do programa Canaoeste Green, desenvolvido em parceria com a Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (Canaoeste).

    O projeto segue os critérios estabelecidos pelo GHG Protocol, principal metodologia internacional utilizada para contabilização e divulgação de emissões de carbono.

    A compensação das emissões continuará sendo realizada em áreas de vegetação nativa preservadas por produtores associados à Canaoeste. Esses agricultores possuem certificação internacional Bonsucro, reconhecimento concedido a produtores de cana-de-açúcar que adotam práticas sustentáveis em suas propriedades.

    Segundo Fábio de Camargo Soldera, gestor de Sustentabilidade da Canaoeste, a iniciativa gera benefícios ambientais e valoriza os produtores comprometidos com a conservação.

    “Além de contribuir para a mitigação das mudanças climáticas, o programa fortalece um modelo de reconhecimento baseado em resultados mensuráveis”, afirma.

    Energia consumida no evento terá como fonte a biomassa da cana-de-açúcar — Foto: Divulgação

    Na área de resíduos, a parceria com a Copercana BioCoop prevê a instalação de pontos de coleta seletiva distribuídos pelo evento. Além disso, haverá sinalização específica para descarte correto e uma estrutura dedicada à triagem e destinação adequada dos materiais gerados.

    Sustentabilidade alinhada à transição energética

    De acordo com Paulo Montabone, diretor da Fenasucro & Agrocana, as novas ações representam uma evolução na forma como a feira mede e demonstra seus resultados ambientais.

    “A sustentabilidade já faz parte da essência da feira por representarmos um setor que contribui diretamente para a transição energética. Estamos avançando para que esse compromisso seja cada vez mais tangível e verificável”, afirma.

    Reconhecimento internacional para a cadeia canavieira

    Além das iniciativas implementadas na feira, a Canaoeste conquistou recentemente destaque internacional ao vencer o Prêmio RELX SDG Customer, reconhecimento destinado a projetos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

    A premiação teve como base os resultados obtidos pelo Programa SEMEIA, iniciativa voltada à disseminação de boas práticas ambientais e ao fortalecimento da sustentabilidade na cadeia produtiva da cana-de-açúcar.

    A cana-de-açúcar está entre as principais matérias-primas da transição para uma economia de baixo carbono — Foto: GOV

    Credenciamento e programação

    A feira contará com mais de 600 marcas expositoras e estima receber visitantes de mais de 80 países.

    Promovida pela RX com apoio exclusivo do CEISE Br, a Fenasucro & Agrocana consolidou-se como a principal plataforma de negócios e conexão entre fornecedores e compradores do setor bioenergético.

    O credenciamento gratuito para visitantes da 32ª edição já está disponível no site oficial do evento: www.fenasucro.com.br

    Além disso, também estão abertas as vendas de ingressos para a segunda edição da FenaBio, evento paralelo que integra a programação do setor.

  • Região sisaleira amplia renda com cooperativismo

    Região sisaleira amplia renda com cooperativismo

    O cooperativismo de crédito tem mudado a dinâmica econômica e social da região sisaleira da Bahia. Atualmente, com presença em municípios do chamado “território do sisal”, o Sicoob Coopere amplia sua base de cooperados, fortalece o empreendedorismo local e mantém a circulação de recursos dentro das próprias comunidades. Além disso, a instituição encerrou 2025 com 75 mil cooperados, crescimento expressivo em comparação aos 50 mil registrados em 2021. A cooperativa também distribuiu R$ 4 milhões em sobras entre os associados.

    As informações foram apresentadas pela presidente da cooperativa, Maria Vandalva Lima de Oliveira, durante exposição sobre os impactos do cooperativismo financeiro no desenvolvimento regional. Segundo ela, o modelo cooperativista vai além da inclusão bancária e atua diretamente na melhoria da qualidade de vida da população.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    “O cooperativismo traz desenvolvimento econômico e social, ele promove e impulsiona a economia”, afirmou. “Toda cidade gera riqueza, o problema é para onde vai esse dinheiro.”

    Com atuação em 23 municípios e uma agência digital, com um total de 24 unidades distribuídas pela região, o Sicoob Coopere integra um sistema cooperativo organizado em três níveis: nacional, central estadual e singular. Atualmente, a cooperativa conta com 215 colaboradores e mantém forte presença em Valente, município com aproximadamente 24 mil habitantes, localizado a 238 quilômetros de Salvador. Na cidade, estão concentrados cerca de 7,8 mil cooperados.

    A história da instituição está diretamente ligada ao desenvolvimento econômico do sisal, cultura tradicional da região. Hoje, além do setor agrícola, a cooperativa acompanha o avanço de atividades ligadas ao turismo e à energia renovável. Esses segmentos, inclusive, ampliam as oportunidades econômicas no semiárido baiano.

    Desenvolvimento econômico e permanência da riqueza local

    Durante a apresentação, Vandalva destacou que a chegada das cooperativas altera a realidade econômica das cidades. Segundo ela, o modelo estimula o consumo, gera empregos, fortalece empresas locais e amplia a arrecadação tributária.

    “As cidades ganham vida e muda a realidade com a chegada das cooperativas. Não estamos experimentando, já sabemos o que deve ser feito”, declarou.

    O modelo cooperativista defendido pelo Sicoob Coopere se baseia em princípios como adesão livre e voluntária, gestão democrática, participação econômica, autonomia, educação, intercooperação e interesse pela comunidade. Dessa forma, a proposta busca construir um sistema financeiro mais justo, inclusivo e comprometido com o desenvolvimento sustentável.

    A presidente também relacionou o cooperativismo à mudança de perspectivas no sertão nordestino. De acordo com ela, por muitos anos predominou na região a ideia de que estudar significava deixar a comunidade em busca de oportunidades em outros centros urbanos.

    Vandalva, presidente da Sicoob Coopere de Valente, BA – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    “Fui predestinada a estudar e ir embora. Decidi estudar para morar aqui, para mudar essa realidade”, afirmou.

    Outro indicador apresentado foi o Benefício Econômico Total (BET), cálculo utilizado para mensurar as vantagens financeiras geradas aos cooperados. Em 2025, o benefício médio chegou a R$ 1.371 por associado na utilização dos produtos e serviços financeiros da cooperativa.

    Educação cooperativista, ESG e fortalecimento feminino

    Além da atuação financeira, o Sicoob Coopere mantém iniciativas sociais e educacionais por meio do Instituto Sicoob e de programas voltados à educação cooperativista e saúde financeira. Para 2026, por exemplo, a meta é beneficiar 23 mil pessoas com ações sociais e ampliar o alcance dos projetos desenvolvidos na região.

    A cooperativa também reforçou o compromisso com a agenda ESG e com políticas de inclusão. Entre os reconhecimentos recebidos está o Selo Lilás, certificação ligada à promoção da igualdade e valorização feminina no ambiente corporativo.

    Um dos programas destacados foi o “Mulher, com seu dinheiro, coopera”, voltado ao incentivo ao empreendedorismo feminino e à autonomia financeira das mulheres.

    Segundo Vandalva, a lógica da cooperativa não está centrada na concentração de lucros, mas sim na geração coletiva de desenvolvimento econômico sustentável.

    “Não queremos lucro, queremos desenvolvimento sustentável, o que sobra a gente divide”, disse.

    A dirigente ainda ressaltou que o fortalecimento da cooperativa depende diretamente da evolução econômica dos próprios associados.

    “Cooperativa só é forte se o cooperado é forte. Nós cuidamos das pessoas.”

    Para 2026, o Sicoob Coopere projeta a abertura de mais duas unidades. Com isso, a instituição amplia a presença regional e reforça o compromisso com a expansão do cooperativismo financeiro no interior baiano.

  • Artigo: O papel do consultor na rastreabilidade da cadeia de carne

    Artigo: O papel do consultor na rastreabilidade da cadeia de carne

    A rastreabilidade na cadeia frigorífica se tornou um pilar essencial não apenas para a segurança alimentar e a credibilidade do setor, mas também para a sustentabilidade e a agenda ESG (Ambiental, Social e Governança). Em um mercado cada vez mais regulado, globalizado e atento à origem dos alimentos, garantir o controle do campo ao consumidor final é um desafio estratégico para a competitividade do setor de carnes no Brasil. Nesse cenário, o papel do consultor especializado se torna fundamental.

    A cadeia da carne envolve múltiplos elos, desde a produção animal, passando pelo transporte, abate, processamento, armazenamento e distribuição. Cada etapa exige controle rigoroso de dados, cumprimento de normas sanitárias, ambientais e trabalhistas, além de padrões de qualidade cada vez mais exigentes pelos mercados interno e internacional. A rastreabilidade, portanto, vai muito além da adoção de sistemas tecnológicos. Ela depende de processos bem estruturados, pessoas capacitadas e de uma visão sistêmica orientada à sustentabilidade.

    Sob a ótica ambiental, a rastreabilidade é uma ferramenta estratégica no combate ao desmatamento ilegal, um dos principais desafios do setor pecuário. Por meio do monitoramento da origem dos animais e da qualificação dos fornecedores, é possível cruzar dados produtivos, geográficos e ambientais, garantindo que a produção não esteja associada a áreas irregulares.

    O consultor atua de forma decisiva ao mapear riscos, orientar adequações e assegurar conformidade com a legislação ambiental e com compromissos de desmatamento zero, reduzindo riscos reputacionais e comerciais.

    Monitoramento de emissões

    Outro aspecto cada vez mais relevante é o monitoramento das emissões de carbono ao longo da cadeia produtiva. Com dados confiáveis e bem estruturados, frigoríficos e indústrias conseguem identificar etapas mais intensivas em emissões, apoiar inventários de gases de efeito estufa e desenvolver estratégias de mitigação. Nesse contexto, o consultor contribui para transformar informações operacionais em inteligência estratégica, apoiando decisões alinhadas às metas climáticas e às exigências de investidores e mercados internacionais.

    A rastreabilidade também favorece o uso racional de recursos naturais, como água, energia e insumos produtivos. Ao acompanhar cada etapa do processo, torna-se possível identificar desperdícios, padronizar operações e adotar práticas mais eficientes. A atuação consultiva auxilia na implementação de controles e tecnologias que promovem ganhos ambientais e econômicos, fortalecendo a eficiência operacional da cadeia.

    No eixo social, o tema do bem-estar animal ganha cada vez mais relevância no debate público e no consumo consciente. A rastreabilidade assegura registros sobre manejo, transporte e abate, garantindo conformidade com protocolos técnicos e normas nacionais e internacionais. O consultor especializado orienta a adoção de boas práticas, o treinamento das equipes e a preparação para auditorias. Assim, contribuindo para elevar os padrões do setor e agregar valor ao produto final.

    Agente integrador

    Nesse cenário complexo, o consultor atua como um agente integrador. Ele é responsável por mapear processos, identificar riscos, corrigir falhas e orientar a implementação de práticas que garantam uma rastreabilidade efetiva. Seu trabalho começa no diagnóstico da operação, avaliando desde a origem da matéria-prima até os registros finais de expedição. Assegurando que as informações sejam confiáveis, auditáveis e alinhadas às exigências legais, ambientais e de mercado.

    Além disso, a crescente demanda por tecnologias aplicadas à cadeia da carne, como sistemas de gestão integrados, automação de registros, códigos de identificação e soluções digitais de monitoramento em tempo real, reforçam o papel estratégico do consultor. Mais do que indicar ferramentas, ele garante que essas soluções sejam corretamente implementadas, integradas aos processos existentes e compreendidas pelas equipes envolvidas.

    Por fim, a rastreabilidade se consolida como um pilar de transparência para investidores, clientes e consumidores. Dados claros e auditáveis fortalecem a governança corporativa, ampliam o acesso a mercados e permitem uma comunicação mais consistente sobre compromissos ESG. O consultor especializado atua como elo entre a indústria, os órgãos reguladores e o mercado. Ajudando empresas a se posicionarem de forma responsável, competitiva e preparada para o futuro.

    Quando bem estruturada, a rastreabilidade fortalece a reputação da marca, amplia oportunidades comerciais e contribui para uma cadeia da carne mais segura, sustentável, transparente e eficiente para todos os envolvidos.

    Paulo Duque, é consultor na área frigorífica e CEO do Rei da Linguiça

    Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente a opinião do Agro em Campo e de seus editores.

  • Abrafrutas lança selo ESG da fruticultura brasileira

    Abrafrutas lança selo ESG da fruticultura brasileira

    A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) lançou o Selo Frutas do Brasil ESG. A certificação valoriza a fruticultura brasileira e reforça compromissos com sustentabilidade, responsabilidade social e boas práticas de governança.

    Além disso, o selo incorpora a noção de responsabilidade civilizatória aplicada à produção agrícola nacional. O selo reconhece empresas alinhadas aos padrões internacionais de Environmental, Social and Governance (ESG).
    Com isso, a certificação comprova que as frutas brasileiras respeitam o meio ambiente, as pessoas e a gestão responsável. Portanto, o selo se torna um passaporte de credibilidade e sustentabilidade no mercado global.

    Selo estratégico

    O presidente da entidade, Guilherme Coelho, destacou o papel estratégico da nova certificação. Segundo ele, o selo reconhece o trabalho responsável e inovador de produtores e exportadores brasileiros. Além disso, a iniciativa demonstra compromisso com melhoria contínua e equilíbrio entre economia, natureza e dignidade humana.

    Mais competitividade

    A Abrafrutas desenvolveu o selo para valorizar produtores e ampliar a competitividade do Brasil no mercado internacional. A ação também consolida esforços da entidade em sustentabilidade, promoção comercial e profissionalização do setor. Entre as iniciativas, estão participações em feiras internacionais e programas de qualificação técnica. Além disso, a Abrafrutas mantém diálogo permanente com instituições globais sobre práticas ambientais e sociais.

    Exclusivo para empresas associadas, o selo segue rigorosamente as diretrizes ESG internacionais. A certificação adota a Responsabilidade Civilizatória como eixo central das ações no campo. O conceito reforça que decisões produtivas impactam pessoas, ecossistemas e futuras gerações.

    Suporte

    Além do reconhecimento institucional, o selo oferece acompanhamento técnico e auditoria anual. Assim, empresas certificadas mantêm alinhamento permanente com padrões globais e exigências internacionais.
    A diretora de ESG, Priscila Nasrallah, destacou o impacto da nova certificação para o setor. Segundo ela, a Abrafrutas apoiará produtores em todas as etapas do processo. O objetivo é fortalecer uma cultura de transparência, responsabilidade e consciência ambiental. Para a entidade, o selo deve marcar uma nova fase na imagem do agro brasileiro.

    A Abrafrutas atua sem fins lucrativos e representa produtores e exportadores de frutas desde 2014.
    Atualmente, a entidade reúne cerca de 90 associados em todo o país. Essas empresas respondem por aproximadamente 85% das exportações brasileiras de frutas frescas.

     

  • CNA e entidades lançam nova marca institucional dos Cafés do Brasil

    CNA e entidades lançam nova marca institucional dos Cafés do Brasil

    A cadeia produtiva do café brasileiro lançou na Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte (MG), o novo posicionamento institucional da marca “Cafés do Brasil”. O evento reuniu representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e das principais entidades do setor.

    A criação da nova marca resultou da colaboração entre a Comissão Nacional do Café da CNA, Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS), Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Conselho Nacional do Café (CNC) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

    O processo incluiu pesquisas de mercado, análises de concorrência e estudos sobre os atributos da imagem do café brasileiro no mercado global. O novo símbolo já está presente nas embalagens e sacas de exportação. E marca o início de uma etapa que valoriza a sustentabilidade, a inovação e a tecnologia como pilares estratégicos da cafeicultura nacional.

    Fabrício Andrade, presidente da Comissão Nacional do Café da CNA, destacou que a construção da nova identidade envolveu a escuta ativa de todos os segmentos da cadeia produtiva. “Queremos compreender as demandas, desafios e aspirações do setor para reforçar a credibilidade do Brasil como fornecedor de qualidade, sustentabilidade e volume”, afirmou.

    Reposicionamento

    O reposicionamento diferencia o Brasil perante outros países produtores e valoriza a capacidade da cafeicultura nacional em gerar impactos sociais e ambientais positivos. Os estudos que embasaram a nova marca apontaram a necessidade de fortalecer a comunicação autêntica e contemporânea dessa narrativa.

    A marca incorporou ao tradicional conceito ESG (Environmental, Social, Governance) o componente tecnológico, criando o “ESG+T”. Segundo Andrade, a tecnologia impulsiona a transformação do setor, renovando a tradição cafeeira por meio de práticas inclusivas, justas e responsáveis. E que promovem a melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e a proteção ativa dos biomas das regiões produtoras.

    Além de atualizar sua personalidade, a marca agora transmite valores como confiança, autenticidade, inspiração e diversidade, reafirmando o legado histórico e a pluralidade cultural e regional que distinguem a produção dos Cafés do Brasil.

    “A modernização da marca reflete nossos valores éticos e estratégicos. Conectando passado, presente e futuro da cafeicultura brasileira”, concluiu o presidente da Comissão Nacional do Café.

  • Rastreabilidade e boas práticas ESG mantêm diferencial estratégico do setor cafeeiro no Brasil

    Rastreabilidade e boas práticas ESG mantêm diferencial estratégico do setor cafeeiro no Brasil

    Em um cenário global cada vez mais exigente, a rastreabilidade de grãos aplicada ao café brasileiro tem se consolidado como um ponto forte e recurso essencial ao setor. Dessa forma, a capacidade de garantir a origem e o percurso da cultura, desde o campo até o porto, tornou-se um diferencial competitivo nas exportações e será um dos temas de debate no 10º Coffee Dinner & Summit, um dos principais eventos internacionais da cafeicultura, que será realizado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), entre 2 e 4 de julho, no Royal Palm Hall, em Campinas (SP).

    Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian

    Uma análise deixa claro que o setor tem feito a lição de casa quando o assunto é o monitoramento do café da lavoura ao cais.  Estudo da Serasa Experian aponta que 95,6% dos cafeicultores no país já operam em conformidade com critérios ESG (ambientais, sociais e de governança). “Essa reputação abre portas e agrega valor ao produto brasileiro no mercado interno, mas, principalmente, junto aos compradores do exterior”, afirma Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian.

    Competitividade

    Dados também confirmam que, em questão de competitividade frente a outros países, o Brasil cultiva saldo positivo. Como, por exemplo, nos Estados Unidos, já que, em 2024, exportou US$ 2,1 bilhões em café ao país. Isso representa 32% das importações americanas, de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
    Segundo Pimenta, tendo em vista o cenário da cultura pelo mundo, é importante, portanto, ressaltar as ferramentas, soluções e estratégias que mantêm o café brasileiro em uma posição benéfica para a demanda internacional.

    “Ter acesso a crédito, com condições vantajosas, depende, cada vez mais, de uma reputação ESG sólida e comprovada. Isso vale especialmente para pequenos e médios produtores, que precisam estar prontos para mostrar não só boa conduta financeira, mas, também, responsabilidade socioambiental”, explica.

    Rastreabilidade otimiza comprovação de procedência

    A rastreabilidade é uma das iniciativas mais importantes, além de ser a principal responsável por boa parte do avanço no setor sobre temas ambientais. Por isso, em parceria com o Cecafé, a Serasa Experian empregou tecnologia de ponta para desenvolver a Plataforma de Monitoramento Socioambiental “Cafés do Brasil”. A ferramenta acompanha toda a cadeia do produto, desde os produtores diretos até armazéns e cooperativas.
    Utilizando dados de fontes públicas e oficiais, essa ferramenta permite que exportadores comprovem, com segurança e em tempo real, que o café brasileiro vendido segue boas práticas socioambientais. “Hoje, cerca de 75% de todo o café originado no Brasil passa pelas nossas soluções de análise de risco”, expõe o head de agronegócio da Serasa Experian.

    Transparência e dados para o agronegócio

    Em 2021, a Serasa Experian identificou que a falta de acesso à informação era um dos principais fatores que distanciava os produtores rurais das linhas de crédito. Desde então, otimizar a   democratização desse recurso no agronegócio brasileiro financeiro se tornou um objetivo. Apostando em tecnologia, dados e diversificação de portfólio, a empresa desenvolveu soluções inovadoras capazes de tornar a jornada de negócio entre credores, seguradoras e trabalhadores do campo mais dinâmica, confiável e vantajosa para todos.

    O agronegócio é um setor extremamente tecnológico e uma potência econômica do país. Ainda assim, no que se refere a crédito, o setor mostrava uma fragilidade relacionada à coleta e à análise de dados. “As informações já existiam, mas, na maioria das vezes, estavam descentralizadas e desatualizadas. Deixando os credores que concedem crédito, vendem a prazo ou compram safras antecipadas, por exemplo, sem informações confiáveis para a tomada de decisão. Isso, consequentemente, fazia com que os produtores rurais fossem impactados pela falta de acesso às negociações com melhores benefícios”, recorda Pimenta.
    Apenas em seu primeiro ano de atuação, a Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, passou de 1,2 milhão de consultas de crédito agrícola para 16 milhões. Tornando o recurso financeiro mais acessível aos tomadores que trabalham em todas as culturas. Além de mitigar riscos de inadimplência, relacionamento e reputação para o mercado.

    Evento carbono zero

    Honrando seu pilar de atuação voltado a responsabilidade socioambiental, sustentabilidade e segurança alimentar, o Cecafé obteve o Selo Verde da startup de reflorestamento Ecooar Biodiversidade para neutralizar a emissão de gases de efeito estufa (GEE) com a realização do 10º Coffee Dinner & Summit.
    Através do cálculo das emissões de carbono geradas nos três dias do evento, a entidade compensou mais de 9,8 toneladas de CO2 e equivalentes através do plantio de 69 árvores nativas. Contribuindo para o reflorestamento e a regeneração da biodiversidade em Áreas de Preservação Permanente (APP) na Fazenda do Lobo, produtora de café especial em Três Corações (MG).

    Coffee Dinner & Summit

    Realizado pelo Cecafé, o evento se destaca como um dos principais fóruns globais do setor cafeeiro. E reune a cada dois anos, mais de mil pessoas e líderes de todos os segmentos da cafeicultura brasileira e mundial, além de autoridades governamentais. O objetivo é promover a prospecção de negócios, criar oportunidades comerciais e compartilhar experiências. Além de fazer networking, aproximando players do agronegócio e apaixonados pelo café em um ambiente espaçoso e aconchegante.

    Sob o tema “O futuro do fluxo do comércio: protagonismo e liderança dos cafés do Brasil”, a 10ª edição do Coffee Dinner & Summit tem por objetivo promover o debate e a reflexão sobre os desafios econômicos, climáticos, socioambientais, regulatórios e logísticos, que trazem desafios e oportunidades às nações cafeeiras. Principalmente ao maior produtor mundial de café, o Brasil, no que tange a iniciativas sustentáveis estruturadas sob critérios ESG e o abastecimento global, na expectativa de analisar o futuro do fluxo do comércio. Os interessados podem obter mais informações e realizar suas inscrições no site https://coffeedinner.com.br/.

    Sobre a Serasa Experian

    A Serasa Experian é a primeira e a maior Datatech do Brasil. Líder em soluções de inteligência para análise de riscos e oportunidades, com foco nas jornadas de crédito, autenticação e prevenção à fraude. Com tecnologia de ponta, inovação e os melhores talentos, transforma a incerteza do risco na melhor decisão. Além disso, ajuda pessoas a realizarem seus sonhos e empresas de todos os portes e segmentos a prosperarem.

    Criada em 1968, a Serasa passou a fazer parte da Experian Company em 2007, empresa global com matriz em Londres. Atualmente, é responsável por mais de 6,5 milhões de consultas diárias sobre empresas e consumidores e protege mais de 2,2 bilhões de transações comerciais todos os anos.

    Empodera consumidores com educação financeira, facilitando o acesso a crédito justo. Ajuda empresas de todos os portes e segmentos a tomar melhores decisões, em diversas frentes para encontrar novos clientes. Além de gerenciar os atuais com mais eficiência, conceder crédito ou vender a prazo com segurança, cumprir normas ESG, autenticar seus clientes e prevenir fraude e, ainda, cobrá-los no momento ideal, sem impactar o relacionamento.

    Com o propósito de criar um futuro melhor a todos, ampliando oportunidades para pessoas e empresas e capacitar pessoas na área de tecnologia. Além de impulsionar pequenos negócios e startups de impacto social por meio de programas próprios e gratuitos. É considerada uma Top Company do LinkedIn e uma das melhores empresas para trabalhar, reconhecida pelo GPTW. Também é a empresa de serviços mais inovadora do país, certificada pelo Prêmio Valor Inovação Brasil.

     

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  • Parceria amplia compromisso com a preservação da Caatinga

    Parceria amplia compromisso com a preservação da Caatinga

    Em celebração ao Dia Nacional da Caatinga, comemorado em 28 de abril, a M. Dias Branco reforça seu compromisso com a preservação desse bioma exclusivamente brasileiro por meio de sua parceria com a Associação Caatinga. Em 2024, a colaboração entre a companhia e a organização não governamental gerou avanços significativos na conservação ambiental, incluindo a remoção de 6.870,90 toneladas de CO₂ equivalente (CO₂e) da atmosfera e a manutenção de um estoque de 494.091,99 toneladas de CO₂e na vegetação da Reserva Natural Serra das Almas.

    O projeto está alinhado a compromissos globais de sustentabilidade, como a Década da ONU para a Restauração de Ecossistemas, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e as metas estabelecidas pelo Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal. A ação também contribui diretamente para o combate à desertificação, a redução do aquecimento global e a conservação da biodiversidade na Caatinga. O bioma é caracterizado por clima semiárido, vegetação adaptada à seca e elevada riqueza ecológica.

    Ampliação da área protegida e impactos ambientais positivos

    Desde o início da parceria com a Associação Caatinga, a M. Dias Branco mais que dobrou a área adotada dentro da Reserva Natural Serra das Almas, que passou de 800 hectares para 1.857 hectares em 2024. Localizada entre os municípios de Crateús (CE) e Buriti dos Montes (PI), a reserva é a maior RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) do estado do Ceará e possui papel estratégico na proteção de espécies ameaçadas da fauna e da flora da Caatinga.

    Com o apoio da empresa, foram realizados 96 monitoramentos ambientais na área, cujos dados são repassados regularmente ao IBAMA e ao ICMBio. Desta forma, fortalecendo a gestão da unidade de conservação. Essas ações são conduzidas pela Associação Caatinga. Ela  atua há 26 anos na defesa dos recursos naturais do semiárido nordestino.

    Educação ambiental, reflorestamento e fortalecimento comunitário

    Em 2024, a M. Dias Branco também apoiou iniciativas de educação ambiental e engajamento comunitário, promovidas pela Associação Caatinga. Entre as atividades realizadas, destacam-se a exposição itinerante “Conheça e Conserve a Caatinga”, ações educativas com colaboradores e a realização de palestras e visitas guiadas sobre a importância do bioma.

    Outro destaque foi o monitoramento do plantio de 5 mil mudas de espécies nativas, realizado em 2023 na Fazenda Gameleira — área recentemente incorporada à Reserva Serra das Almas. O resultado foi promissor: a taxa de sobrevivência das mudas atingiu 78%, indicando boas condições de adaptação e crescimento. O projeto ainda teve impacto positivo nas comunidades vizinhas. Todas as sementes foram coletadas localmente e a mão de obra contratada para o plantio veio das comunidades próximas, gerando renda e fortalecendo a economia regional.

    Reconhecimento da importância ecológica da Serra das Almas

    A relevância da Serra das Almas ultrapassa fronteiras. Reconhecida pela Unesco como área-chave para a conservação da Caatinga, a reserva abriga diversas espécies listadas na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da Fauna Brasileira. Assim, consolidando-se como referência em conservação ambiental no semiárido.

    “Iniciamos a adoção da reserva com 800 hectares. Hoje, somos responsáveis por 1.857 hectares de proteção ativa. Esse esforço simboliza nosso compromisso com a biodiversidade e com a mitigação das mudanças climáticas”, destaca Tiago Timbó, gerente de Comunicação e Sustentabilidade da M. Dias Branco.

    A Associação Caatinga também celebra os avanços da parceria: “O apoio da M. Dias Branco fortalece nossas ações de conservação e contribui significativamente para o enfrentamento das mudanças climáticas. Estamos construindo juntos um futuro mais sustentável”, afirma a entidade.

    Sustentabilidade como diretriz corporativa

    A atuação da M. Dias Branco na preservação da Caatinga integra a estratégia ESG da companhia e reflete uma postura de responsabilidade ambiental que extrapola a cadeia produtiva da indústria alimentícia. A expectativa é de que os resultados positivos sirvam de incentivo para que outras empresas se juntem ao esforço coletivo de proteção dos biomas brasileiros.

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  • Oportunidade: fundação premia mulheres empreendedoras

    Oportunidade: fundação premia mulheres empreendedoras

    A Fundação Bayer abriu inscrições até 18 de fevereiro para a nova edição do “Women Entrepreneurs Award”, um concurso que busca reconhecer e premiar soluções inovadoras nas áreas de saúde e segurança alimentar. A iniciativa, realizada em parceria com o Impact Hub Network, visa apoiar mulheres empreendedoras que promovem impacto social positivo.

    O prêmio selecionará 15 vencedoras, sendo cinco de cada uma das três regiões contempladas: Ásia-Pacífico, África e Oriente Médio, e América Latina. Na edição anterior, duas brasileiras foram premiadas. Cada vencedora receberá um prêmio de 25 mil euros. E também irão participar de um programa de aceleração de seis meses que inclui mentoria e apoio empresarial. As selecionadas também terão a oportunidade de se conectar com uma rede global de inovação por meio dos ecossistemas da Fundação Bayer e do Impact Hub.

    Oportunidade para mulheres empreendedoras

    Carolina Tolosa, Coordenadora Social em ESG da Bayer no Brasil, destaca que essa é uma oportunidade inclusiva que molda um futuro mais saudável e sustentável. “A iniciativa não apenas reconhece lideranças femininas, mas também estimula soluções para problemas globais urgentes e promove modelos de negócios sociais escaláveis”, afirma.

    Fundação Bayer
    O prêmio irá reconhecer 15 vencedoras. Reprodução: Fundação Bayer

    Para participar, as empreendedoras devem ser líderes de seus próprios negócios e possuir habilidades básicas em inglês para se comunicar durante a apresentação do projeto, caso sejam pré-selecionadas. Os empreendimentos devem ter um impacto social significativo, focando na resolução de desafios globais relacionados à saúde e segurança alimentar. As inscrições devem ser feitas no site do prêmio até 18 de fevereiro.

    Em abril, a organização selecionará as 30 melhores propostas para apresentação a um júri. Em junho, anunciará as vencedoras, que participarão de um evento exclusivo para a premiação. O programa de aceleração ocorrerá de junho a dezembro.

    Reconhecimento às brasileiras

    Na edição anterior do prêmio, em 2024, a organização reconheceu cinco vencedoras da América Latina, incluindo duas brasileiras. Sarah Sampaio, Diretora Executiva da Amazônia Agrofloresta, destacou-se por seu trabalho na cadeia produtiva do Café Apuí, o primeiro café produzido em sistema agroflorestal na Amazônia. Já Mayara Haddad Borges, COO da Prorede3 Intermediação de Doações, inovou ao conectar a iniciativa privada e o terceiro setor para viabilizar a doação de medicamentos.

    O Women Entrepreneurs Award representa uma oportunidade valiosa para mulheres empreendedoras que buscam gerar impacto social através da inovação. Com incentivos financeiros e suporte estratégico, a Fundação Bayer reafirma seu compromisso com o empoderamento feminino e o desenvolvimento sustentável em diversas regiões do mundo. Para mais informações e para se inscrever, acesse o site oficial do prêmio, clicando aqui.

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