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  • 3 das melhores frutas do mundo são brasileiras; veja quais

    3 das melhores frutas do mundo são brasileiras; veja quais

    O Brasil voltou a ganhar destaque no cenário internacional graças à qualidade de suas frutas. Desta vez, jabuticaba, açaí e guaraná entraram para a lista das 100 frutas mais bem avaliadas do mundo no ranking do Taste Atlas.

    A plataforma, considerada uma das principais enciclopédias da gastronomia mundial, elaborou o ranking com base nas avaliações de seus usuários. Na atualização publicada em 1º de julho, o Truskawka Kaszubska, uma variedade de morango cultivada na Polônia, conquistou a primeira colocação.

    Jabuticaba lidera a participação brasileira

    A jabuticaba alcançou a 19ª posição, com nota 4,3, e tornou-se a fruta brasileira mais bem colocada na classificação.

    Além do sabor marcante, a fruta chama atenção pelo valor nutricional. Segundo a Embrapa, a polpa concentra minerais importantes, enquanto as sementes fornecem fibras e proteínas. Já a casca reúne antioxidantes e também pode fazer parte da alimentação.

    Outro diferencial aparece na forma de crescimento dos frutos. Em vez de surgirem nos galhos, eles nascem diretamente no tronco da árvore. Esse fenômeno, conhecido como caulifloria, facilita a polinização e a dispersão das sementes.

    Açaí reforça a importância da Amazônia

    O açaí aparece na 40ª posição, com nota 4,1. Originário da Amazônia, o fruto ganhou espaço no mercado internacional por reunir proteínas, fibras, lipídios e minerais. Por isso, muitos especialistas o classificam como um superalimento.

    No Pará, estado responsável por mais de 90% da produção nacional, moradores consomem o açaí tradicionalmente com farinha de mandioca e peixe. Além desse hábito regional, a indústria utiliza o fruto na fabricação de sorvetes, bebidas, geleias e diversos outros produtos.

    Guaraná completa a presença brasileira

    O guaraná ocupa a 79ª posição do ranking, com nota 3,9. Assim como o açaí, ele é nativo da Amazônia e desempenha papel importante na indústria alimentícia.

    Empresas utilizam o pó e o xarope para produzir sucos, enquanto o extrato serve como ingrediente de refrigerantes e bebidas energéticas.

    Além disso, a Embrapa informa que o Brasil é o único produtor comercial de guaraná do mundo. Atualmente, produtores cultivam a espécie principalmente na Bahia, Amazonas, Acre, Rondônia, Pará e Mato Grosso, abastecendo tanto o mercado interno quanto o exterior.

    Ranking das frutas mais saborosas do mundo

    • 1º – Truskawka Kaszubska (Polônia)
    • 2º – Rodakina Naoussas (Grécia)
    • 3º – Melocotón de Calanda (Espanha)
    • 4º – Mandarini Chiou (Grécia)
    • 5º – Citrinos do Algarve (Portugal)
    • 6º – Uva Saperavi (Itália)
    • 7º – Limão Costa d’Amalfi (Itália)
    • 8º – Maçã Jablka Lackie (Polônia)
    • 9º – Maçã Mila Zagoras Piliou (Grécia)
    • 10º – Laranja Portokalia Maleme Chanion Kritis (Grécia)
    • 19º – Jabuticaba (Brasil)
    • 40º – Açaí (Brasil)
    • 79º – Guaraná (Brasil)
  • Quase 300kg: Javali gigante é abatido em MG

    Quase 300kg: Javali gigante é abatido em MG

    Um javali gigante conhecido como “Lendário” mobilizou moradores e caçadores do interior de Minas Gerais após quase uma década causando danos em propriedades rurais. Durante uma ação de manejo, caçadores abateram o animal, que ficou conhecido na região pelo porte incomum e pela dificuldade de captura.

    Segundo os relatos que acompanham a gravação, o javali destruía plantações, invadia propriedades e, em algumas situações, atacava cães utilizados em tentativas anteriores de controle.

    Lendário pesava quase 300kg

    O tamanho do javali também chamou atenção. De acordo com as informações compartilhadas nas redes sociais, o animal teria peso estimado em quase 300 quilos e apresentava uma camada de gordura com cerca de 10 centímetros de espessura.

    ‘Lendário’ ganhou fama pelo porte fora do comum — Foto: Reprodução/Redes Sociais

    Espécie invasora

    O Ibama classifica o javali como uma espécie exótica invasora e autorizou seu manejo no Brasil em 2013 por meio da Instrução Normativa nº 03/2013. Desde então, produtores rurais e órgãos ambientais buscam reduzir os impactos causados pelo crescimento da população desses animais em diferentes regiões do país.

     A espécie costuma revirar o solo em busca de alimento, destruir nascentes e danificar áreas de preservação permanente. Além disso, eles representam um risco sanitário para a pecuária e podem causar prejuízos significativos à produção agropecuária.

    Segundo o Plano Nacional de Prevenção, Controle e Monitoramento do Javali, a expansão da espécie ameaça a biodiversidade, compromete a flora e a fauna nativas e ainda afeta corpos d’água em diversas regiões brasileiras. Da mesma forma, produtores rurais frequentemente registram perdas em lavouras de grãos, pastagens e pequenas criações por causa da presença desses animais.

    A Embrapa também alerta para os impactos provocados por javalis e seus híbridos. De acordo com a instituição, esses animais invadem plantações com frequência, revolvem grandes áreas do solo durante a busca por alimento e provocam danos diretos à atividade agropecuária.

     

  • Pesquisa reduz em 40% mortalidade de ciclame atacado por fungo

    Pesquisa reduz em 40% mortalidade de ciclame atacado por fungo

    Pesquisadores brasileiros encontraram uma alternativa promissora para proteger o ciclame (Cyclamen) da murcha de Fusarium, principal doença que ameaça a cultura no país. A solução combina um composto natural extraído de plantas, o β-cariofileno, com óxido de grafeno, material derivado do grafite. Juntos, os dois elementos reduziram a mortalidade de plantas infectadas em 40% e retardaram o avanço da doença.

    A Embrapa Meio Ambiente (SP) conduziu o estudo em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a empresa PPS Compósitos. O ciclame, planta ornamental cultivada principalmente em Holambra (SP), vem ganhando espaço no mercado brasileiro: o país já responde por cerca de 40% da produção sul-americana da espécie.

    Fungo pode destruir até 70% da produção

    O Fusarium oxysporum ataca as plantas de ciclame e compromete sua fisiologia, podendo matar até 70% dos exemplares em cultivos comerciais. Diante desse cenário, produtores e pesquisadores buscam alternativas que reduzam as perdas sem recorrer exclusivamente a fungicidas tradicionais.

    A equipe identificou o β-cariofileno ao analisar os compostos voláteis liberados por plantas de ciclame após a infecção pelo fungo. A molécula, presente também em espécies das famílias Asteraceae e Cannabaceae, já atuava como sinal capaz de ativar mecanismos naturais de defesa vegetal.

    Grafeno prolonga ação do composto natural

    Isoladamente, o β-cariofileno inibe o crescimento do fungo em testes de laboratório, mas se volatiliza rapidamente, perdendo eficácia. É aí que entra o óxido de grafeno: o material forma uma camada protetora sobre o composto, retendo-o na planta por mais tempo e potencializando seu efeito.

    A combinação de β-cariofileno, molécula do próprio ciclame, e do óxido de grafeno reduziu em 40% a mortalidade de plantas infectadas. Foto: Andre May /Embrapa

    “O óxido de grafeno atua como adsorvente do ácido fusárico, toxina produzida pelo fungo, reduzindo os danos causados à planta”, explica o pesquisador Bernardo Vieira. Sozinho, o grafeno não combate o fungo, mas a associação com o β-cariofileno gera um efeito sinérgico que aumenta a eficácia geral do tratamento.

    A pesquisadora Sônia Queiroz reforça que testes in vitro mostraram redução de até 40% no crescimento do F. oxysporum quando exposto ao β-cariofileno. Já a analista Márcia Assalin destaca que a estrutura única do grafeno protege substâncias benéficas contra a degradação.

    Testes em casa de vegetação confirmam eficácia

    Os cientistas aplicaram os tratamentos em dois genótipos de Cyclamen, “Verano Red Solar” e “Magenta”, testando tanto a pulverização quanto a endoterapia, técnica que injeta a solução diretamente nos bulbos das plantas. Em ambos os métodos, a combinação de β-cariofileno e grafeno retardou o aparecimento dos sintomas da murcha em até 26 dias.

    Além de conter a doença, o tratamento trouxe ganhos para a produtividade: as plantas tratadas apresentaram maior crescimento e biomassa nas partes aéreas, e a floração antecipou-se em 11% em relação às plantas não tratadas. Segundo o pesquisador André May, esse resultado indica efeitos diretos sobre a produtividade e o valor ornamental das flores.

    Estudo comprova segurança ambiental

    Antes de validar a estratégia, a equipe avaliou os riscos ambientais do composto. Pesquisadores testaram o β-cariofileno em organismos de diferentes níveis, como microalgas, plantas aquáticas, microcrustáceos e nematoides.

    A pesquisa reforça alternativas sustentáveis para o manejo fitossanitário, com potencial para reduzir o impacto ambiental. Foto: Andre May /Embrapa

    “Os resultados indicaram baixa toxicidade para a maioria das espécies, permitindo a determinação de concentrações seguras para ambientes aquáticos”, revela o pesquisador Claudio Jonsson. Essa etapa garante que a solução possa avançar rumo à aplicação comercial sem comprometer o meio ambiente.

    May resume o potencial da descoberta: a combinação entre β-cariofileno e óxido de grafeno representa uma estratégia inovadora e sustentável para proteger plantas ornamentais, reduzir perdas econômicas e aumentar a durabilidade das flores. Para os produtores de Holambra e de outras regiões que cultivam ciclame, a novidade pode representar uma ferramenta adicional no manejo fitossanitário, com menor dependência de insumos químicos convencionais.

  • Mapa cria grupo para avaliar impactos do El Niño no agro

    Mapa cria grupo para avaliar impactos do El Niño no agro

    O Ministério da Agricultura e Pecuária criou um grupo de trabalho especial para acompanhar os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a agropecuária brasileira durante a safra 2026/27.

    A medida foi oficializada nesta terça-feira (30), por meio de uma portaria assinada pelo ministro André de Paula. O objetivo é antecipar riscos climáticos e desenvolver estratégias para reduzir os impactos sobre a produção rural.

    Grupo reunirá órgãos técnicos

    O grupo será formado por representantes do Ministério da Agricultura, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e de outros órgãos ligados ao setor.

    Entre as atribuições estão:

    • avaliar os possíveis impactos do El Niño;
    • acompanhar as condições climáticas;
    • propor medidas de adaptação;
    • elaborar estratégias de mitigação;
    • ampliar a proteção aos produtores rurais.

    Segundo a reportagem, o grupo técnico já realizou uma reunião preparatória na semana passada.

    Inmet alerta para mudanças no clima

    Na segunda-feira (29), o Inmet divulgou o primeiro boletim com projeções sobre os possíveis efeitos do El Niño no Brasil em 2026.

    A previsão para o trimestre entre julho, agosto e setembro aponta um cenário de contrastes climáticos no país.

    Entre os principais destaques estão:

    • chuvas acima da média em áreas da Região Sul;
    • chuvas abaixo da média no centro-norte do Brasil;
    • temperaturas acima da média durante o segundo semestre.

    Calor pode favorecer queimadas

    O boletim também alerta para uma elevada probabilidade de ondas de calor nos próximos meses.

    A combinação entre temperaturas elevadas e redução das chuvas no Centro-Oeste, Norte e Nordeste aumenta o risco de incêndios florestais e queimadas, podendo afetar diferentes cadeias da produção agropecuária.

    Objetivo é proteger a safra

    Com a criação do grupo de trabalho, o governo pretende monitorar continuamente a evolução do fenômeno climático e subsidiar ações capazes de reduzir prejuízos ao setor agropecuário.

    As análises técnicas deverão orientar políticas públicas e medidas de adaptação para minimizar os efeitos do El Niño sobre a safra 2026/27.

  • Genoma do açaí é sequenciado pela primeira vez

    Genoma do açaí é sequenciado pela primeira vez

    Pesquisadores da Amazônia sequenciaram pela primeira vez o genoma completo do açaí (Euterpe oleracea Mart.), um avanço que promete acelerar o melhoramento genético da palmeira e abrir novas frentes de pesquisa biotecnológica. O estudo foi conduzido por cientistas da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Embrapa Amazônia Oriental. E identificou os genes responsáveis por características como produtividade elevada, maior concentração de antocianinas e resistência a doenças.

    A descoberta também explica um mistério botânico que intrigava produtores e consumidores: por que alguns frutos de açaí são roxos e outros, verdes. Além disso, o mapeamento genético abre caminho para o desenvolvimento de novos produtos a partir de moléculas de interesse da indústria, como corantes naturais e antioxidantes.

    Os resultados foram publicados na revista científica Genome, no artigo “The genome sequence of the açaí berry (Euterpe oleracea Mart.) and RNA-Seq analysis of the fruit ripening”.

    Como a pesquisa foi conduzida

    O estudo partiu da seleção de amostras de açaizeiro armazenadas no banco genético da Embrapa Amazônia Oriental. O centro de pesquisa disponibilizou material da cultivar BRS Pai d’Égua para o sequenciamento do DNA, além de frutos em diferentes estágios de maturação de duas variedades distintas: uma que produz frutos roxos e outra que gera frutos verdes, conhecida popularmente como “açaí branco”.

    Açaí
    Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

    O Laboratório de Engenharia Biológica (EngBio) da UFPA, localizado no Parque de Ciência e Tecnologia Guamá, em Belém, ficou responsável pela extração e sequenciamento do DNA, assim como pela montagem do genoma utilizando ferramentas de bioinformática.

    O que explica a diferença de cor entre os frutos

    A comparação genética entre as amostras de açaí roxo e branco revelou que a coloração mais comum do fruto resulta da ativação de uma enzima específica, ligada à síntese de antocianinas. Já a variedade branca apresenta uma inibição generalizada dos genes que dão início a esse processo de pigmentação.

    Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

    Para a pesquisadora Elisa Moura, da Embrapa Amazônia Oriental e uma das autoras do estudo, essas descobertas têm potencial para transformar o trabalho de campo. Segundo ela, o sequenciamento permite identificar regiões do genoma que funcionam como marcadores genéticos, eliminando a necessidade de aguardar cerca de seis anos para obter dados sobre produção de antocianinas e produtividade das plantas.

    Um caminho mais curto para novas variedades

    O conhecimento do genoma do açaí representa um ponto de partida estratégico para identificar genes ligados a características desejáveis da planta. Moura destaca que, embora não exista atualmente nenhuma doença com impacto grave sobre a produção de açaí, o sequenciamento já oferece uma base importante caso surja alguma enfermidade no futuro, permitindo identificar com mais agilidade os genes relacionados à resistência.

    Pesquisadora Elisa Moura. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

    A pesquisa também avança na busca por variedades de açaí mais adaptadas ao cultivo em terra firme. Como a palmeira é nativa de áreas de várzea, sujeitas a alagamentos sazonais, o desenvolvimento de plantas que tolerem ambientes com menos água tem sido uma das prioridades dos estudos da Embrapa.

    Maria do Socorro Padilha, pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental e responsável pela equipe que lançou a primeira cultivar de açaí em 2005, dimensiona o impacto da nova ferramenta genética. Segundo ela, o desenvolvimento daquela primeira cultivar levou 24 anos de trabalho em campo. Com os dados genômicos disponíveis hoje, esse prazo poderia cair para entre oito e dez anos.

    Pesquisadora Socorro Padilha. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

    A pesquisadora explica que informações consistentes sobre o genoma da espécie permitem realizar boa parte da seleção genética dentro do laboratório. Portanto, tornando o processo significativamente mais rápido. Os dados de campo, levantados pelas equipes que avaliam as palmeiras de açaí, poderão agora ser cruzados com as informações geradas pelas áreas de biologia molecular, genética e bioinformática.

    Novas rotas biotecnológicas para a indústria

    Para além do melhoramento genético do açaizeiro, o professor Rafael Baraúna, do Instituto de Ciências Biológicas da UFPA e coautor do artigo, aponta dois campos de aplicação para a descoberta. O primeiro envolve a geração de conhecimento sobre a biologia da planta. Com a perspectiva de criação de uma base de dados pública que sirva de apoio a outros pesquisadores da região.

    O segundo campo está relacionado à pesquisa aplicada. O mapeamento genético pode contribuir para a produção de moléculas de interesse das indústrias farmacêutica e cosmética. Depois de identificados os genes responsáveis por compostos como corantes naturais e antioxidantes, cientistas poderão recorrer a técnicas de engenharia biológica para induzir microrganismos, como bactérias e leveduras, a produzir essas substâncias em larga escala em ambiente laboratorial.

    Professor Rafael Baraúna. Foto: Vinícius Braga/Embrapa

    Baraúna afirma que esse processo, batizado pelos pesquisadores de criação de rotas biotecnológicas, representa uma alternativa mais sustentável para atender à demanda industrial. Segundo o professor, a produção controlada em laboratório reduz a exploração direta da planta no campo. E ao mesmo tempo aumenta a oferta das substâncias procuradas pelo mercado.

    Financiamento e equipe

    A pesquisa contou com financiamento da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Além de Elisa Moura, Maria do Socorro Padilha e Rafael Baraúna, assinam o artigo os pesquisadores Maria Silvanira Ribeiro Barbosa, Sávio de Souza Costa, Davi Josué Marcon, Adan Rodrigues de Oliveira, Lucas da Silva e Silva, Maria Paula Cruz Schneider, Juarez Antônio Simões Quaresma, Diego Assis das Graças, Adonney Allan de Oliveira Veras, Simone de Miranda Rodrigues e Artur Silva.

    Quatro décadas de melhoramento genético do açaí

    A Amazônia abriga duas espécies de açaí com viabilidade comercial. O açaí-solteiro (Euterpe precatoria Mart.) predomina no Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima e se desenvolve em tronco único. Já o açaí de touceira (Euterpe oleracea Mart.), nativo do Pará, Amapá e Maranhão, cresce a partir de múltiplos troncos na base. E responde atualmente pela maior parte da produção nacional.

    O trabalho de melhoramento genético da Embrapa com o açaí de touceira teve início na década de 1990, resultando no lançamento de duas variedades adaptadas ao cultivo em terra firme. Uma mudança relevante, já que a espécie é originária de áreas de várzea sujeitas a alagamentos temporários.

    arvore de açaí
    Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

    A primeira cultivar, batizada de BRS Pará, foi lançada em 2005 com foco no aumento de produtividade. Em 2019, a Embrapa apresentou a BRS Pai d’Égua. Ela, além do rendimento elevado, trouxe como diferencial a distribuição mais equilibrada da colheita ao longo do ano quando submetida à irrigação. Portanto, minimizando a escassez do fruto durante o período de entressafra no Pará.

    Atualmente, o projeto Melhoraçaí – Fase III dá continuidade às pesquisas com o açaí de touceira e também busca selecionar genótipos da espécie Euterpe precatoria Mart. (açaí-solteiro) para abastecer o mercado de polpa nos estados do Acre e Roraima.

  • Embrapa lança projeto para ajudar produtores a enfrentar riscos climáticos

    Embrapa lança projeto para ajudar produtores a enfrentar riscos climáticos

    A Embrapa anunciou o lançamento do projeto “Do risco à decisão”, iniciativa que pretende fortalecer o monitoramento dos principais riscos climáticos enfrentados pela agricultura brasileira e oferecer informações que auxiliem o produtor rural na tomada de decisões.

    O projeto será iniciado em julho e terá duração de 48 meses, reunindo uma rede formada por 39 pesquisadores e analistas da empresa pública de pesquisa agropecuária. A coordenação ficará sob responsabilidade da Embrapa Agropecuária Oeste.

    Projeto vai monitorar eventos climáticos que afetam a produção

    O objetivo é ampliar a capacidade de prever e acompanhar fenômenos que causam prejuízos recorrentes às lavouras brasileiras.

    Entre os principais eventos monitorados estão as geadas, secas, oscilações climáticas e riscos associados às mudanças no clima.

    Segundo a Embrapa, as informações deverão contribuir para que produtores adotem medidas preventivas antes que os impactos climáticos causem perdas significativas.

    Leia mais: Goiás lidera produção de sorgo no Brasil e cresce 40% na safra 2025/26

    Soja, milho e trigo estão entre as prioridades

    O projeto concentrará esforços em algumas das principais culturas da agricultura brasileira.

    Entre elas estão soja, milho, trigo, arroz, feijão-comum, feijão-caupi, mandioca, uva e maçã.

    Essas culturas representam parte significativa da produção nacional e estão frequentemente expostas aos efeitos de eventos climáticos extremos.

    Geadas e seca estão entre as maiores ameaças ao campo

    A iniciativa ganha relevância em um momento em que diferentes regiões do país registram episódios de frio intenso e estiagem.

    As geadas registradas recentemente em municípios como Lages (SC) reforçam a necessidade de sistemas capazes de antecipar riscos e fornecer informações técnicas para reduzir prejuízos nas lavouras.

    Além das geadas, a seca continua sendo um dos fatores que mais comprometem a produtividade agrícola brasileira, afetando desde o desenvolvimento das plantas até a rentabilidade do produtor.

    Objetivo é fortalecer a tomada de decisão no campo

    Ao integrar pesquisadores de diversas unidades da Embrapa, o projeto busca transformar dados climáticos em informações práticas para apoiar o planejamento agrícola.

    A expectativa é ampliar a capacidade de resposta do setor diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, aumentando a segurança das decisões tomadas pelos produtores rurais.

    Leia mais: Cogumelos comestíveis, tóxicos ou alucinógenos: é possível identificar a diferença?

  • Parto raro: Ovelha dá à luz trigêmeos em Santa Catarina

    Parto raro: Ovelha dá à luz trigêmeos em Santa Catarina

    A manhã ainda amanhecia fria em Rancho Queimado, na Serra Catarinense, quando uma ovelha começou a dar sinais de que o parto estava próximo. Pouco depois, vieram os primeiros balidos. Então, uma surpresa atrás da outra: nasceram três cordeiros, um macho e duas fêmeas.

    A cena rapidamente virou motivo de comemoração na propriedade rural. Afinal, embora os partos de gêmeos sejam relativamente comuns na ovinocultura, a chegada de trigêmeos é uma raridade até para criadores mais experientes.

    A mãe dos filhotes pertence à raça East Friesian, originária da Alemanha e considerada uma das principais raças leiteiras do mundo. Os animais são conhecidos pela elevada produção de leite e pela capacidade reprodutiva superior à de muitas outras raças ovinas.

    O médico-veterinário Leonardo Käufer, responsável pelo manejo da propriedade, afirma que os partos gemelares fazem parte da rotina do rebanho. Ainda assim, a chegada de três cordeiros saudáveis em um mesmo nascimento continua sendo um acontecimento incomum.

    Embrapa considera partos trigemelares uma ocorrência excepcional

    Imagens de ovelhas trigêmeas com a mãe em Santa Catarina
    Reprodução: Arquivo Pessoal

    A Embrapa Pecuária Sul também classifica esse tipo de nascimento como uma ocorrência excepcional. No estudo “A Prolificidade e a Produção Ovina”, os pesquisadores José Carlos Ferrugem Moraes e Carlos José Hoff de Souza classificam os partos de trigêmeos como “uma ocorrência excepcional, com uma prevalência de menor que 1 parto em cada mil registrados”.

    Os pesquisadores também destacam que os nascimentos múltiplos são influenciados por diversos fatores, entre eles a raça, a genética, a idade e a condição nutricional das matrizes.

    No campo, a natureza costuma trabalhar em silêncio. Primeiro, a ovelha entra em melhores condições corporais. Depois, os hormônios fazem sua parte. Meses mais tarde, a surpresa pode surgir no aprisco.

    Genética e alimentação contribuíram para o nascimento raro

    Segundo Leonardo Käufer, a genética da raça East Friesian e o manejo nutricional conhecido como flushing favoreceram o nascimento dos trigêmeos.

    Nesse manejo, os produtores aumentam a oferta de energia na alimentação da ovelha antes do período reprodutivo. Com isso, estimulam a ovulação e, consequentemente, elevam as chances de prenhezes múltiplas.

    Embora a gestação de três filhotes imponha maior exigência física à matriz, tanto a mãe quanto os cordeiros estão em bom estado de saúde. Os filhotes nasceram menores do que o habitual, algo considerado esperado em partos desse tipo.

    Por isso, a propriedade adotou um acompanhamento mais próximo e reforçou o suporte nutricional da ovelha para auxiliar sua recuperação e garantir o desenvolvimento dos cordeiros.

    Propriedade aposta na produção de leite e derivados artesanais

    A fazenda de Rancho Queimado abriga cerca de 130 ovinos, divididos entre animais destinados à produção de carne e de leite. Além disso, a família investe na produção de derivados artesanais, como queijos e doces de leite, agregando valor à atividade.

    Agora, entre os campos verdes da Serra Catarinense, os três novos moradores roubam a cena. Pequenos e ainda cambaleando sobre as pernas finas das primeiras horas de vida, eles lembram uma velha lição do campo: por mais que a rotina seja marcada por planejamento e técnica, a natureza sempre encontra uma maneira de surpreender.

  • Abóbora da Copa: conheça a variedade bicolor criada pela Embrapa

    Abóbora da Copa: conheça a variedade bicolor criada pela Embrapa

    Com aparência marcante e cores que lembram a bandeira brasileira, a BRS Brasileirinha se destaca entre as variedades de abóbora. Criada pela Embrapa em 2006, ela surgiu com o objetivo de oferecer ao mercado um produto inovador.

    A história da variedade começou ainda na década de 1990, quando pesquisadores identificaram um fruto incomum em uma plantação de abóboras verdes no Distrito Federal. Ao observarem uma abóbora com coloração bicolor, os especialistas coletaram sementes e iniciaram uma série de estudos para entender a origem da característica.

    Por que isso acontece?

    As análises revelaram que o diferencial é resultado de uma mutação genética espontânea. As tonalidades vibrantes estão associadas à composição nutricional do fruto, que apresenta teores de betacaroteno e luteína.

    A partir dessa descoberta, os pesquisadores realizaram cruzamentos, seleção de plantas e diversas avaliações de campo. Dessa forma, conseguiram preservar a característica bicolor dos frutos e, ao mesmo tempo, aprimorar aspectos como intensidade das cores, formato e resistência a doenças.

    Caracterizada por sua casca lisa e brilhante, a BRS Brasileirinha pode ser consumida como conserva, abobrinha verde ou abóbora seca — Foto: Reprodução/Embrapa

    https://www.instagram.com/p/DZr2roSypNo/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    Plantio e colheita

    Para alcançar bom desempenho produtivo, a Embrapa recomenda o cultivo com espaçamento de três metros entre as fileiras e 0,60 metro entre as plantas.

    Já a colheita começa entre 60 e 70 dias após o plantio, período em que os frutos atingem comprimento entre 12 e 18 centímetros, considerado ideal para a comercialização e consumo.

    O potencial produtivo da cultivar varia conforme o estágio de desenvolvimento dos frutos no momento da colheita. Quando destinados ao consumo verde, a produção pode alcançar até 10 frutos por planta.

    Além disso, a Embrapa ressalta que a presença de abelhas polinizadoras é fundamental para garantir melhor pegamento das flores e elevar a produtividade das lavouras.

  • Piscicultura: novo protocolo revela como doenças de peixes se espalham por rios e igarapés

    Piscicultura: novo protocolo revela como doenças de peixes se espalham por rios e igarapés

    Uma pesquisa inédita no Brasil revelou que pisciculturas localizadas em uma mesma bacia hidrográfica podem contaminar umas às outras por meio da água, mesmo a grandes distâncias. O estudo, conduzido pela Embrapa Pesca e Aquicultura em parceria com um instituto veterinário italiano, aplicou pela primeira vez no país um protocolo baseado em Sistemas de Informação Geográfica (SIG) para mapear o risco de propagação de doenças entre fazendas aquícolas. Os resultados foram publicados na revista científica Frontiers in Marine Science.

    Peixes em uma rede de pesca
    Foto: Jefferson Christofoletti/Embrapa

    A ferramenta gera mapas que classificam cada propriedade aquícola em nível alto, médio ou baixo de risco sanitário, de acordo com sua posição no curso d’água em relação a focos de infecção conhecidos. O objetivo é viabilizar um sistema de alerta precoce capaz de orientar ações de contenção antes que surtos se alastrem pela cadeia produtiva.

    Como funciona o mapeamento

    O protocolo foi desenvolvido pelo Istituto Zooprofilattico Sperimentale delle Venezie (IZSVe), da Itália. A instituição tem histórico consolidado no controle de emergências sanitárias animais, incluindo a influenza aviária. E foi adaptado para a realidade da aquicultura brasileira em parceria com a Embrapa.

    A lógica do sistema é simples, mas poderosa: a água é um vetor natural de transmissão de patógenos. Quando uma propriedade está posicionada a montante de outra e existe conectividade hídrica entre elas, o fluxo do rio pode carregar ovos, cistos, bactérias ou vírus de um viveiro ao seguinte. O protocolo analisa exatamente essa rede de conexões.

    “A saúde na aquicultura não depende apenas do que acontece dentro de uma única fazenda. Ela também está ligada à rede hidrográfica, ao fluxo de água e à forma como o espaço de produção é organizado no território”, explica o geógrafo Rodrigo Macario, do IZSVe.

    O mapeamento começa pela identificação e georreferenciamento de todas as propriedades aquícolas em uma bacia hidrográfica. Em seguida, calcula-se a conectividade hídrica entre elas. Com base nessa análise, cada fazenda recebe uma classificação de risco:

    • Alto risco: propriedades a jusante de um foco de infecção confirmado, diretamente conectadas pelo fluxo da água
    • Médio risco: propriedades em áreas de conectividade indireta ou sazonal
    • Baixo risco: propriedades sem conectividade hídrica com focos conhecidos da doença

    O parasita escolhido para o teste

    A validação do protocolo no Brasil utilizou como objeto de estudo o acantocéfalo, um dos parasitas mais comuns em tambaquis (Colossoma macropomum), principal espécie da piscicultura amazônica. A escolha se deveu à abundância de dados disponíveis e à relevância econômica da enfermidade. Em 2015, houve um surto significativo no estado de Rondônia.

    Os pesquisadores conhecem relativamente bem o ciclo de vida do parasita: os peixes infectados eliminam os ovos nas fezes, pequenos crustáceos chamados ostracodes ingerem esses ovos e, em seguida, transmitem o parasita aos peixes saudáveis que se alimentam deles. O ciclo completo dura cerca de dois meses.

    O impacto econômico é expressivo. “Peixes parasitados deixam de ganhar até 20% do peso esperado em comparação com animais saudáveis, o que, em escala comercial, representa perda considerável de produtividade”, destaca Marta Ummus, geógrafa da Embrapa Amazônia Oriental e uma das líderes do estudo. Para produtores da Amazônia, que já enfrentam desvantagens logísticas frente a outras regiões, cada ponto percentual de perda pesa no orçamento.

    Risco ampliado na Amazônia

    Na Bacia do Rio Machado, em Rondônia, área escolhida para o estudo de caso, os pesquisadores identificaram uma particularidade preocupante: produtores da região costumam escavar tanques de piscicultura diretamente no leito dos igarapés. Isso cria uma conectividade hídrica praticamente permanente entre as propriedades, ampliando significativamente o risco de propagação de patógenos.

    “Se uma propriedade está a montante de outra e há conectividade hídrica entre elas, o fluxo de água carrega consigo ovos, cistos, bactérias ou vírus”, alerta a pesquisadora Patricia Oliveira Maciel, especialista em sanidade da Embrapa Pesca e Aquicultura.

    Obstáculo: falta de dados oficiais

    Um dos principais entraves encontrados pela equipe foi a dificuldade de obter dados primários junto aos órgãos estaduais de defesa sanitária animal. Por questões de segurança e de política institucional, os responsáveis não disponibilizaram as informações georreferenciadas sobre a ocorrência de doenças. Os pesquisadores precisaram recorrer a dados secundários extraídos de artigos científicos publicados.

    A situação expõe uma lacuna crítica na política de vigilância sanitária do país. “Precisamos de uma política de dados mais transparente”, defende Ummus. “Na Itália, há um controle muito maior no georreferenciamento de pisciculturas e seus problemas de sanidade. Aqui, há muitas criações funcionando na informalidade, o que prejudica o acesso a dados espaciais e sanitários.”

    Na União Europeia, as normas sanitárias impõem obrigações específicas aos produtores aquícolas: em casos de mortalidade anormal ou de queda significativa na produção sem causa conhecida, eles devem acionar um veterinário, que pode encaminhar o caso às autoridades oficiais.

    Um protocolo universal

    Embora os pesquisadores tenham testado o protocolo SIG com foco no acantocéfalo, a ferramenta permanece neutra em relação ao agente infeccioso. A mesma estrutura metodológica permite monitorar qualquer patógeno transmitido pela água, desde que os usuários ajustem parâmetros como tempo de sobrevivência no ambiente, período de incubação e dose infectante mínima.

    Peixe Tambaqui fora da agua não mão se uma pessoa
    Foto: Alily Melo/Embrapa

    “Não se trata de uma solução para um problema específico, mas de uma plataforma metodológica que pode ser empregada continuamente, adaptada a diferentes contextos e patógenos, e incorporada a políticas públicas de sanidade aquícola”, afirma Ummus.

    Próximos passos

    Para que a ferramenta chegue efetivamente ao campo, os pesquisadores apontam três desafios a superar: o acesso restrito a dados primários dos órgãos estaduais; a informalidade de uma parcela expressiva dos produtores aquícolas amazônicos, que operam sem licenciamento ambiental ou registro oficial; e a fragmentação da cadeia produtiva, que dificulta a rastreabilidade sanitária entre os elos de produção de alevinos, engorda, abate e processamento.

    “A aquicultura brasileira tem potencial para crescer de forma sustentável e competitiva, mas isso passa necessariamente pelo fortalecimento dos sistemas de vigilância sanitária. E, nesse campo, a inteligência geográfica pode ser uma aliada poderosa. Desde que haja dados, política pública e vontade institucional para colocá-la em prática”, conclui Ummus.

    A revista Frontiers in Marine Science publicou a pesquisa. E resulta de acordo de cooperação técnico-científica entre a Embrapa e o Istituto Zooprofilattico Sperimentale delle Venezie (IZSVe), da Itália.

  • Inteligência artificial e novas cultivares marcam a Hortitec

    Inteligência artificial e novas cultivares marcam a Hortitec

    A Hortitec 2026 reunirá lançamentos e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade e da sustentabilidade no campo. A feira acontece entre 17 e 19 de junho, em Holambra (SP), e deve receber 32 mil visitantes.

    Ao todo, 520 empresas do Brasil e do exterior participarão da 31ª edição da Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas. A expectativa é movimentar R$ 750 milhões em negócios durante e após o evento.

    As novidades refletem as principais demandas da hortifruticultura brasileira. Automação, rastreabilidade, sustentabilidade, produtividade e saudabilidade lideram os investimentos do setor.

    O mercado também acompanha a mudança no comportamento do consumidor. A busca por alimentos saudáveis e práticos impulsiona a expansão de produtos frescos e higienizados.

    Embrapa amplia portfólio de alimentos nutritivos

    Entre os destaques da feira, a Embrapa apresenta novas cultivares de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs). Em parceria com a Isla Sementes, a instituição lança as variedades Bertalha BRS Tereverde e Caruru Verde BRS Ilekalu. As cultivares oferecem alta densidade nutricional, apelo visual e praticidade ao consumidor.

    Além disso, a Embrapa Clima Temperado apresenta a batata-doce BRS BC179 Prenda. A cultivar biofortificada possui elevado teor de carotenoides e alta produtividade.

    Inteligência artificial chega à floricultura

    A tecnologia também ganha espaço na produção de flores. A Focusight Technology Co. apresenta a Classificadora Inteligente de Flores no estande da Green House. O equipamento utiliza visão artificial e inteligência artificial para automatizar etapas do processo produtivo.

    A solução realiza classificação, corte de hastes, amarração e empacotamento. Com isso, aumenta a eficiência e reduz a dependência de mão de obra.

    Novas flores apostam em qualidade e rentabilidade

    A Bio Plugs leva ao evento uma nova versão da tradicional Gérbera. A variedade apresenta flores duplas e gigantes, com cerca de 12 centímetros de diâmetro. Além disso, possui hastes mais robustas e maior constância de corte.

    Já o girassol sem pólen surge como alternativa inovadora para produtores e consumidores. O híbrido oferece produção precoce, maior durabilidade e reduz riscos de alergias respiratórias.

    Alfaces chegam ao mercado de processamento

    As empresas também apostam em hortaliças voltadas ao segmento de alimentos processados.

    A Enza Zaden lança a alface Harumi, variedade americana adaptada ao cultivo de primavera e verão. A cultivar apresenta alta uniformidade e excelente rendimento para processamento.

    Por sua vez, a Sakata apresenta a alface Bella Folha. Segundo a empresa, trata-se da primeira alface crespa desenvolvida especificamente para o mercado de processamento.

    Biotecnologia reforça sustentabilidade

    O setor de fertilizantes e defensivos também traz inovações sustentáveis. Entre elas está o RadiSanPro, da Futureco Bioscience. O produto estimula o desenvolvimento radicular e ativa mecanismos naturais de defesa das plantas.

    Além disso, a tecnologia fortalece a resistência contra fungos e nematoides, contribuindo para uma produção mais eficiente e sustentável.