Tag: Copa do Mundo 2026

  • Haaland revela sonho de deixar o futebol para viver no campo: “Estarei rodeado de animais”

    Haaland revela sonho de deixar o futebol para viver no campo: “Estarei rodeado de animais”

    Erling Haaland brilhou na estreia da Noruega na Copa do Mundo de 2026, nesta terça-feira (16), ao marcar quatro gols na vitória sobre o Iraque por 4 a 1 no Estádio de Boston. O que pouca gente imagina é que, longe dos gramados, o jogador tem uma forte conexão com o agronegócio.

    Embora tenha nascido em Leeds, na Inglaterra, o atacante se mudou aos três anos para Bryne, no Distrito de Jæren, uma das mais importantes regiões agropecuárias da Noruega. A área se destaca especialmente pela produção de carnes e laticínios.

    Além disso, a influência familiar teve papel importante nessa relação. O tio de Haaland cultivava batatas e foi responsável por ensiná-lo a conduzir tratores na propriedade da família. Anos depois, já adolescente, o atleta posou ao lado de um Fordson Super Dexta azul, modelo produzido na década de 1960.

    Registro se tornou um dos principais símbolos da ligação de Haaland com o setor agropecuário — Foto: Reprodução/Redes Sociais

    https://www.instagram.com/p/DZsHNYVS7IH/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    A conexão do atacante com o campo ganhou ainda mais repercussão em 2025, quando Haaland visitou uma pequena fazenda no Condado de Cheshire, na Inglaterra. Durante a passagem, adquiriu leite cru, carne bovina e mel antes de seguir para mais uma sessão de treinamento.

    Na mesma gravação, o jogador chamou o leite de sua “poção mágica” e ressaltou a relevância do bem-estar animal para garantir alimentos saudáveis e de qualidade.

    Em entrevista, o jovem revelou seu desejo de viver em uma propriedade com animais quando encerrar sua carreira no futebol.

    “Eu ainda não tenho vacas, mas, com certeza, terei algumas mais tarde. Acho que terei uma pequena fazenda quando terminar minha carreira em Bryne. Ainda não sei onde, mas estarei rodeado de animais”, afirmou.

    Mais ligações com o agro

    A relação de Haaland com o agronegócio também passa pelo Bryne, clube onde iniciou sua trajetória. Considerado por muitos um dos times mais ligados ao setor rural no mundo, o clube mantém diversas iniciativas voltadas à valorização da produção local.

    Entre as ações, parte do estacionamento é reservada para tratores, reforçando a identidade agrícola da região. Além disso, a equipe costuma premiar os destaques das partidas com produtos típicos do agronegócio local.

    Em 2025, temporada que marcou o retorno do Bryne à primeira divisão do Campeonato Norueguês após 20 anos, os prêmios distribuídos chamaram atenção pela originalidade. Entre os itens entregues aos jogadores estavam ovos, bandejas de morango, couve-flor, leite, sacos de batata, cordeiro vivo, maçãs, pão, peixe, paletas de lenha, potes de mel, grama, aveia, repolho, cenoura e alho-poró.

  • Copa em casa: confira três aperitivos para saborear durante os jogos

    Copa em casa: confira três aperitivos para saborear durante os jogos

    É ano de Copa do Mundo, época que mobiliza torcedores em diferentes países e transforma o futebol no principal assunto entre os amigos. Em 2026, a competição terá uma característica inédita: será realizada de forma conjunta em Estados Unidos, Canadá e México.

    Para quem pretende acompanhar as partidas sem sair de casa, preparar bons petiscos pode ser uma forma de tornar a experiência ainda mais especial. Por isso, selecionamos três opções que combinam praticidade e sabor para as confraternizações da temporada.

    Bolinho de batata com queijo

    Com casquinha crocante e recheio macio, o bolinho de batata com queijo é uma alternativa versátil para servir antes ou durante as partidas. Além de agradar diferentes paladares, a receita exige poucos ingredientes.

    Foto: Divulgação/Guia Da Cozinha

    Ingredientes

    • 3 batatas médias (170 gramas cada)
    • 1/2 xícara de chá de parmesão ralado (40 gramas)
    • 1 colher de sopa de azeite
    • Farinha de rosca para empanar (60 gramas)
    • 1 colher de chá de sal (ou a gosto)
    • 1/2 colher de chá rasa de pimenta-do-reino (ou a gosto)
    • 2 colheres de sopa de cheiro-verde (ou a gosto)

    Modo de preparo

    Primeiramente, descasque as batatas, corte-as em pedaços grandes e cozinhe em água por cerca de 15 minutos, ou até ficarem al dente. Em seguida, descarte a água e aguarde o resfriamento completo para evitar excesso de umidade.

    Depois disso, amasse as batatas até formar um purê. Acrescente o parmesão ralado, o azeite, o sal, a pimenta-do-reino e o cheiro-verde, misturando até obter uma massa homogênea.

    Na sequência, modele bolinhas médias e passe cada uma na farinha de rosca. Por fim, acomode os bolinhos na airfryer previamente aquecida a 180°C e asse por aproximadamente 15 minutos, ou até dourarem.

    Hot dog de forno

    Outra opção para servir durante os jogos é o hot dog de forno, que reúne ingredientes tradicionais em uma versão assada e bastante prática.

    Foto: Divulgação/Perdigão

    Ingredientes

    Massa

    • 4 ovos inteiros
    • Orégano a gosto
    • 1 xícara de chá de farinha de trigo
    • 1 xícara de chá de amido de milho
    • 1 colher de chá de sal
    • 1 xícara de chá de queijo parmesão ralado
    • 1 xícara de chá de óleo de girassol ou de milho
    • 1 xícara de chá de leite
    • 1 colher de sopa de fermento em pó

    Recheio

    • 1/2 kg de salsicha
    • 3 tomates maduros
    • 1 cebola
    • 1 pimentão verde pequeno picado
    • 2 colheres de sopa de azeite
    • Sal e pimenta a gosto
    • 1/2 xícara de chá de salsa picada
    • 200 gramas de queijo provolone ralado

    Modo de preparo

    Para a massa, bata os cinco primeiros ingredientes no liquidificador. Em seguida, incorpore manualmente os demais componentes até obter uma mistura uniforme.

    Enquanto isso, prepare o recheio. Refogue a cebola no óleo, adicione a salsicha e os tomates e cozinhe por cerca de dois minutos. Reserve.

    Na montagem, distribua uma camada de massa em uma forma untada e enfarinhada. Depois, acrescente o recheio e o queijo provolone. Cubra com o restante da massa e leve ao forno até que a superfície fique dourada.

    Buraco quente

    Tradicional e bastante popular em reuniões informais, o buraco quente combina carne moída, molho encorpado e pão francês, formando uma refeição prática para acompanhar os jogos.

    Foto: Divulgação

    Ingredientes

    Recheio

    • 1 kg de carne moída de patinho
    • 1 cebola picada
    • 2 dentes de alho picados
    • 2 colheres de sopa de azeite
    • 1 colher de sopa de manteiga
    • 25 ml de cachaça
    • 50 ml de molho inglês
    • 500 ml de passata de tomates
    • 1 colher de sopa de açúcar mascavo
    • 1 colher de café de molho de pimenta
    • Sal a gosto
    • Pimenta-do-reino a gosto
    • 8 pães franceses ou mini pães franceses

    Decoração

    • Salsa picada a gosto
    • Alho frito a gosto
    • Pimenta-biquinho a gosto

    Modo de preparo

    Aqueça uma panela e adicione o azeite. Logo após, refogue a carne moída até que fique soltinha. Reserve.

    Na mesma panela, refogue a cebola e o alho. Em seguida, utilize a cachaça para flambar o fundo da panela, intensificando os sabores do preparo.

    Depois, acrescente a passata de tomates, o molho inglês, o açúcar mascavo e o molho de pimenta. Ajuste o sal e a pimenta-do-reino conforme o gosto. Então, volte a carne para a panela e misture bem.

    Para servir, pressione o miolo do pão para formar uma cavidade. Recheie generosamente com a carne preparada e finalize com salsa picada, alho frito e pimenta-biquinho.

  • Antes da fama, Ancelotti trabalhou na roça: “Sei fazer queijo até hoje”

    Antes da fama, Ancelotti trabalhou na roça: “Sei fazer queijo até hoje”

    O novo comandante da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026, Carlo Ancelotti, é conhecido mundialmente pelo sucesso à frente de grandes clubes do futebol europeu. No entanto, além dos títulos conquistados por equipes como Real Madrid e Milan, o treinador italiano de 66 anos traz uma história fortemente ligada ao agro.

    Contratado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em maio de 2025, Ancelotti cresceu em uma família dedicada à produção agropecuária no norte da Itália.

    Herança da terra

    Nascido em 1959 na pequena cidade de Reggiolo, que atualmente possui cerca de 8,5 mil habitantes, Ancelotti passou a infância e parte da adolescência ajudando nas atividades da propriedade rural da família. Seu pai atuava na produção de queijo, e o futuro treinador participava diretamente da rotina de trabalho.

    Com o passar dos anos, o jovem “Carletto” ganhou destaque nos gramados defendendo clubes como Parma, Roma e Milan. Ainda assim, nunca deixou de reconhecer a importância das experiências vividas no campo.

    “Aquele período moldou meu caráter. Minha família trabalhava na terra, eram agricultores. Nós fazíamos queijo parmesão. Eu ainda sei fazer queijo até hoje. Todas as manhãs, levávamos o leite das vacas para produzir queijo”, destaca o técnico.

    Desde que assumiu o cargo, o técnico italiano tornou-se peça central no futebol brasileiro — Foto: Reprodução/CBF

    Além disso, o treinador frequentemente associa os ensinamentos adquiridos na fazenda aos valores que levaram ao sucesso no futebol. Segundo ele, a disciplina e a dedicação exigidas na atividade rural tiveram papel fundamental em sua formação.

    Minha infância foi muito boa, muito tranquila. Havia um bom ambiente na minha família. Meu pai era dedicado a isso. Não havia dinheiro, preciso dizer. Mas era um trabalho duro. E aos 15 anos saí para a academia do Parma.”

    Antes de assumir o desafio de liderar a Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti já carregava uma bagagem construída longe dos grandes estádios.

    Sua história mostra que os valores do agro, como trabalho, perseverança e comprometimento, também ajudaram a formar um dos técnicos mais vitoriosos do futebol mundial.

  • Copa do Mundo 2026: Conheça os jogadores que investem no agronegócio

    Copa do Mundo 2026: Conheça os jogadores que investem no agronegócio

    Com a Copa do Mundo de 2026 chegando, as atenções começam a se voltar para os atletas que estarão em campo. No entanto, alguns nomes confirmados para o torneio se destacam não apenas pelo desempenho no futebol, mas também pela forte ligação com o agronegócio.

    Seja por meio de investimentos ou por histórico familiar, esses jogadores mantêm uma relação próxima com universo rural e levarão essa conexão para além dos gramados durante o Mundial.

    Neymar Jr

    Um dos casos mais conhecidos é o histórico Neymar Jr. Recentemente, o craque ampliou seus investimentos ao ingressar no mercado de vinhos com a marca ‘Le Prince’, lançada durante a Apas Show 2026. O nome faz referência a um dos apelidos que o jogador recebeu ao longo da carreira.

    Os vinhos são produzidos no Chile e na Espanha e têm chegada prevista aos supermercados brasileiros em junho, com preço inicial de R$ 49,90 por unidade.

    ‘Le Prince’, marca de vinhos premium lançada pelo jogador — Foto: Divulgação

    James Rodríguez

    Outro nome confirmado para o Mundial é James Rodríguez, da seleção colombiana. O meia transformou uma das maiores tradições agrícolas de seu país em empreendimento ao criar a marca 10 Coffee.

    James Rodríguez, confirmado na Copa com a Seleção da Colômbia — Foto: Divulgação

    Além da comercialização dos produtos, a empresa produz conteúdos voltados ao universo do café, abordando métodos de preparo, identificação de notas sensoriais e diferentes formas de consumo da bebida.

    A iniciativa também busca valorizar as regiões montanhosas responsáveis pela produção dos grãos e fortalecer o trabalho das famílias produtoras colombianas.

    Arrascaeta

    A ligação com o meio rural também marca a trajetória de Giorgian De Arrascaeta. O meia uruguaio, destaque do Flamengo, herdou da família a paixão pelos cavalos e pelo hipismo.

    Seu pai atuou como jóquei e escolheu o nome do filho em homenagem a um cavalo que teve papel importante em sua carreira nas pistas. Atualmente, Arrascaeta mantém animais em um haras e frequentemente compartilha sua relação com os cavalos.

    Arrascaeta e Kemei, o cavalo que ele define como “uma verdadeira Ferrari” — Foto: Divulgação

    Gustavo Gómez

    O zagueiro Gustavo Gómez, da seleção paraguaia e do Palmeiras, também mantém forte conexão com o campo. O atleta é proprietário de uma fazenda em San Juan Bautista, município localizado a cerca de 200 quilômetros de Assunção.

    “O meu melhor amigo é veterinário, meu cunhado é veterinário, meu primo é veterinário. Todo mundo virou veterinário. E depois, a cada dia, eu fui conhecendo mais, fui aprendendo um pouco mais. É uma coisa agradável e um negócio financeiramente legal também”, explica o jogador.

    Além disso, Gustavo revelou que se envolve ativamente nas atividades agrícolas quando está em seu país natal. No entanto, ainda tem uma missão: aprender a cavalgar.

    “Sou um fazendeiro que não sabe andar em cima do cavalo. Só de caminhonete (risos). Mas isto é detalhe. É algo totalmente diferente, e eu estou apaixonado hoje por isso”, concluiu.

    Gustavo Gómez em sua fazenda, no interior do Paraguai — Foto: Instagram

    Aiden O’Neill

    O australiano Aiden O’Neill, atualmente no New York City, também mantém uma relação próxima com a agropecuária. O meio-campista possui uma propriedade rural de aproximadamente 70 hectares em New South Wales, onde cria gado bovino.

    Antes de consolidar sua carreira no futebol profissional, O’Neill trabalhou em fazendas da região. Em entrevista ao site da Fifa, ele destacou que a atividade representa tanto um hobby quanto uma forma de investimento.

    “É um pouco diferente. Não são muitos os jogadores de futebol que têm uma fazenda ou interesse em gado”, comentou. “Temos algumas cabeças de gado lá e é algo que gosto de fazer fora do futebol.”

    O australiano Aiden O’Neill, do New York City FC, trabalhou em fazendas e hoje cria gado — Foto: New York City FC

    A Copa do Mundo começa no dia 11 de junho e vai até o dia 19 de julho de 2026.

    A partida inaugural e a cerimônia de abertura serão realizadas no tradicional Estádio Azteca, na Cidade do México, marcando o início da maior edição da história do torneio.

  • Como é feita a grama da Copa do Mundo? Agro está por trás dos gramados

    Como é feita a grama da Copa do Mundo? Agro está por trás dos gramados

    Quando a bola rola em uma Copa do Mundo, o gramado desempenha um papel fundamental no espetáculo. A velocidade dos passes, o comportamento da bola e até a segurança dos jogadores dependem diretamente da qualidade da superfície.

    Por trás dos estádios, existe uma cadeia produtiva altamente especializada que começa muito antes do apito inicial. Segundo Rodrigo Santos, coordenador do Centro de Gramados Esportivos da Itograss, empresa brasileira que produz variedades utilizadas em estádios da Copa de 2026, a base do futebol moderno está no campo.

    “O futebol começa na fazenda”, resume.

    Da fazenda para os grandes estádios

    A produção de um gramado esportivo segue princípios semelhantes aos de outras culturas agrícolas, mas exige um nível elevado de tecnologia e manejo.

    O ciclo de produção pode durar entre 12 e 18 meses, período necessário para formar uma cobertura uniforme e um sistema radicular resistente, capaz de suportar transporte, transplante e uso intenso durante as partidas.

    Nesse processo, a grama passa por etapas como preparo do solo, irrigação diária, adubação, podas frequentes, monitoramento fitossanitário e controle de plantas invasoras.

    “Grama gosta de sol, água e manejo. É agricultura o tempo todo”, afirma Santos.

    As variedades usadas na Copa

    Na Copa do Mundo de 2026, duas variedades produzidas pela Itograss estarão presentes em estádios do torneio: a Tifway 419 e a North Bridge, ambas pertencentes ao grupo das gramas Bermudas.

    A Tifway 419 é conhecida pela rusticidade e facilidade de manejo. Já a North Bridge possui folhas mais finas e maior densidade, características que favorecem gramados mais rápidos e uniformes.

    Arrowhead Stadium, em Kansas City, utiliza a grama NorthBridge; variedade é usada em gramados esportivos de alto desempenho — Foto: Itograss/Divulgação

    Nas cidades de clima mais frio, uma das variedades mais utilizadas é a Kentucky Bluegrass (Poa pratensis), espécie presente em diversas edições recentes da Copa do Mundo.

    O Estádio Akron, em Guadalajara, no México, foi o primeiro a receber oficialmente a grama NorthBridge para a Copa do Mundo de 2026 — Foto: Itograss/Divulgação

    Tecnologia para aumentar a velocidade do jogo

    Além da genética, a manutenção faz toda a diferença no desempenho do gramado.

    Nos principais estádios, equipes técnicas monitoram constantemente fatores como umidade do solo, densidade da cobertura vegetal, dureza da superfície e altura de corte.

    Até mesmo a irrigação realizada pouco antes das partidas possui uma função estratégica.

    “Não é uma irrigação agronômica. É uma irrigação técnica para dar velocidade”, explica Santos.

    Segundo especialistas, gramados mais densos, uniformes e bem aparados proporcionam maior precisão nos passes e uma rolagem de bola mais rápida e previsível.

    Muito além do futebol

    Embora poucos torcedores associem os gramados ao agronegócio, cada campo utilizado em competições internacionais é resultado de anos de pesquisa genética e milhares de horas de trabalho no campo.

    “Cada jogo de alto nível tem gramados com anos de pesquisa genética, milhares de horas de manejo agrícola e uma cadeia produtiva sofisticada”, conclui Santos.