Tag: Copa do Mundo 2026

  • Não é só bola: como a França se tornou potência do agronegócio mundial

    Não é só bola: como a França se tornou potência do agronegócio mundial

    A França entrou em campo e derrotou o Marrocos, se classificando para a semi final da Copa pela terceira vez seguida. E podendo também chegar à final três copas seguidas, como fez o Brasil em 1994, 1998 e 2002.

    Mas o desempenho da seleção francesa nos gramados americanos esconde outra faceta do país que poucos torcedores brasileiros conhecem: a França também figura entre as maiores potências agrícolas do mundo, e negocia diretamente com o Brasil produtos que vão do trigo à carne bovina.

    A liderança agrícola da União Europeia

    A França concentra cerca de 18% de toda a produção agrícola da União Europeia, à frente de países como Alemanha e Itália. O país ocupa a posição de maior produtor agrícola do bloco europeu, com ampla diversidade de produtos voltados tanto à exportação quanto ao consumo interno.

    Os franceses dominam mercados globais específicos: detêm a maior produção mundial de linho, a maior exportação mundial de batatas, a maior produção mundial de vinhos e a maior exportação de malte para a fabricação de cervejas. No trigo, a França ocupa a sexta posição entre os maiores produtores mundiais, com cerca de 36 milhões de toneladas colhidas por safra.

    Fazenda na França
    Vale de Campan/ Occitanie, França. Foto: Miguel Angel/Flickr

    O setor também sustenta as contas externas do país. A França ocupa o segundo lugar mundial na exportação de serviços e produtos agrícolas, e o agronegócio garante ao país o terceiro maior superávit comercial francês, de € 7,8 bilhões. As lavouras e fazendas ocupam cerca de 52% do território nacional e empregam aproximadamente 827 mil pessoas em 437 mil propriedades rurais.

    Além disso, os números recentes reforçam essa força. Em 2025, as exportações agrícolas de Alemanha e França somadas cresceram, em média, 8% e somaram US$ 213,5 bilhões. Isso é o equivalente a 27% de tudo o que a União Europeia exportou no setor em 2024. No mesmo período, o agronegócio brasileiro também avançou: as exportações do setor fecharam 2025 com recorde de US$ 169 bilhões e superávit de US$ 149,07 bilhões.

    O que Brasil e França trocam no agro

    A relação comercial entre os dois países combina parceria histórica e disputa por espaço. Brasil e França celebraram, em 2025, 200 anos de relações diplomáticas, e o governo francês já sinalizou interesse em ampliar investimentos no mercado brasileiro. No campo agrícola, porém, o volume de comércio direto ainda é modesto: a França responde por uma fatia pequena das exportações agropecuárias brasileiras, enquanto o Brasil vende ao país europeu principalmente farelo de soja e outros insumos para alimentação animal.

    exportações
    Foto: Divulgação Governo SP

    Além disso, o setor também vive momentos de tensão. Produtores franceses lideram a resistência ao acordo de livre-comércio entre União Europeia e Mercosul, temendo a concorrência brasileira. A rede Carrefour chegou a suspender a compra de carne de países do Mercosul em solidariedade aos agricultores franceses. Uma decisão que gerou resposta imediata de frigoríficos brasileiros, que suspenderam vendas para toda a rede, incluindo Sam’s Club e Atacadão. O episódio expôs uma assimetria: o rebanho bovino brasileiro deve chegar a 235,70 milhões de cabeças em 2025, contra 72,30 milhões de toda a União Europeia.

    Mesmo assim, especialistas apontam contradições no discurso francês. Apesar de se posicionar como potência agrícola autossuficiente, a França importa cerca de 20% dos alimentos consumidos internamente, e essa importação praticamente dobrou nos últimos vinte anos. O texto também revela que os produtores brasileiros competem no mercado e assumem riscos sem receber subsídios, ao contrário dos agricultores europeus.

    Um país, duas seleções vencedoras

    A campanha de Mbappé e companhia no Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá coloca a França novamente sob os holofotes do esporte. Mas os números do campo mostram que o país joga, e vence, outra partida havia tempos. A da produção de alimentos, vinhos e insumos que abastecem o mundo.

    Para o Brasil, gigante agrícola do hemisfério sul, a França representa ao mesmo tempo parceiro comercial, concorrente direto e um espelho de como um país pequeno em território consegue competir entre os líderes globais do agro.

  • Copa do Mundo: como harmonizar cervejas com petiscos durante os jogos

    Copa do Mundo: como harmonizar cervejas com petiscos durante os jogos

    A Copa do Mundo de 2026 movimenta torcedores em todo o planeta até 19 de julho, com jogos realizados, pela primeira vez, em três países: Estados Unidos, México e Canadá. Além das partidas, o evento também impulsiona encontros entre amigos e familiares, marcados por petiscos e, claro, cervejas.

    Com a variedade crescente de estilos cervejeiros, muitos consumidores ainda têm dúvidas sobre como harmonizar a bebida com alimentos típicos consumidos durante os jogos. Para orientar o público, o mestre cervejeiro da Ashby, Alexandre Vaz, detalha combinações que valorizam sabores e melhoram a experiência durante as partidas.

    Harmonização de cerveja com petiscos da Copa

    A escolha da cerveja certa pode equilibrar sabores, limpar o paladar e até destacar características dos alimentos. Confira as principais recomendações:

    • Salgados fritos
    Foto: Divulgação

    Petiscos como coxinha, bolinho de queijo e risole pedem cervejas que reduzam a sensação de gordura. A Weiss, cerveja de trigo com boa carbonatação e teor alcoólico moderado, ajuda a limpar o paladar e mantém o frescor a cada mordida.

    • Amendoim e castanhas
    Foto: Felipe Sa/Embrapa

    Clássicos tira-gostos de estádio e reuniões, amendoim e castanhas combinam melhor com cervejas leves. A Pilsen se destaca por seu perfil refrescante, com leve dulçor, baixo amargor e notas sutis de pão e cereais.

    • Churrasco

    Durante os jogos, muitos brasileiros optam pelo churrasco, com destaque para a picanha. Nesse caso, a India Pale Ale (IPA) Nirvana se mostra ideal. O amargor do lúpulo e a carbonatação equilibram a gordura da carne, enquanto as notas de malte harmonizam com carnes caramelizadas e molhos barbecue.

    carne de churrasco
    Foto: Emerson Vieira/Unsplash
    • Pipoca

    Versátil e prática, a pipoca também entra no cardápio da Copa. Para versões salgadas, cervejas leves são as mais indicadas. Uma fruit beer de laranja, por exemplo, oferece acidez e notas cítricas que realçam o sabor do milho.

    • Burritos e tacos

    Influenciados pela cultura mexicana, burritos e tacos ganham espaço durante o torneio. Pratos com pimenta e carne com chilli harmonizam bem com American Pale Ale (APA). A cerveja apresenta equilíbrio entre malte e lúpulo, com notas de caramelo e frutas cítricas, além de um final seco que suaviza a picância.

    Foto: Divulgação
  • Rival do Brasil, Noruega embarcou mais de 300 kg de peixe para a Copa

    Rival do Brasil, Noruega embarcou mais de 300 kg de peixe para a Copa

    Enquanto muitas seleções levaram apenas equipamentos esportivos para a Copa do Mundo, a Noruega chamou atenção ao incluir na bagagem cerca de 300 quilos de peixe, 116 quilos de queijo marrom e aproximadamente 6 mil laranjas.

    A delegação está concentrada em Greensboro, na Carolina do Norte (EUA). E decidiu transportar alimentos já presentes na rotina dos jogadores para manter a alimentação durante toda a competição.

    A estratégia ganha destaque justamente às vésperas do confronto contra o Brasil, marcado para este domingo (5), pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A equipe norueguesa garantiu a classificação após vencer a Costa do Marfim por 2 a 1.

    Por que a Noruega levou tanto peixe?

    O pescado é um dos principais alimentos consumidos pelos atletas da seleção. Além disso, a Noruega é referência mundial na produção de salmão e uma das maiores exportadoras de frutos do mar do planeta.

    Outro item levado para os Estados Unidos foi o brunost, tradicional queijo marrom norueguês produzido a partir do soro do leite, bastante consumido no café da manhã e nos lanches.

    Brunost (queijo castanho) é um queijo norueguês produzido com soro de leite — Foto: Divulgação

    As 6 mil laranjas também têm um destino definido: abastecer a produção diária de suco para jogadores e comissão técnica durante o período de concentração.

    Alimentação faz parte da preparação

    Segundo a comissão técnica, manter uma alimentação familiar ajuda a preservar o desempenho físico e o bem-estar dos atletas durante o torneio.

    Para isso, três chefs acompanham a delegação e preparam quatro refeições diárias para mais de 60 pessoas. Com um cardápio que inclui peixe, frango, arroz, massas e batatas.

    Agora, a estratégia nutricional será colocada à prova no duelo diante da Seleção Brasileira, que busca uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo.

  • Copa 2026: Conheça pratos típicos dos EUA, México e Canadá

    Copa 2026: Conheça pratos típicos dos EUA, México e Canadá

    Antes mesmo de a bola rolar na Copa do Mundo, torcedores já terão outro motivo para acompanhar o evento: a gastronomia dos países-sede.

    O torneio será disputado entre 11 de junho e 19 de julho, com jogos em três países: Estados Unidos, México e Canadá.

    Além do futebol, os pratos típicos ajudam a contar a história, a cultura e as tradições locais.

    México: tradição forte e sabores marcantes

    O México é um dos grandes destaques culinários da Copa.

    Entre os pratos mais conhecidos está o Taco al pastor, preparado com carne suína assada em espeto giratório, servido em tortilhas com cebola, coentro e abacaxi.

    A receita é um dos símbolos mais populares da culinária mexicana

    Canadá: simplicidade e identidade no prato

    No Canadá, um dos pratos mais tradicionais é o Poutine.

    Criado em Quebec, ele combina batatas fritas, queijo coalhado e molho quente.

    Simples na composição, mas muito marcante na cultura gastronômica local

    Estados Unidos: diversidade em cada região

    Os Estados Unidos apresentam uma culinária extremamente diversa, refletindo influências culturais de várias partes do mundo.

    Um dos destaques é o Philly Cheesesteak, tradicional da Filadélfia, feito com carne bovina grelhada e queijo derretido.

    Variedade reforça como a gastronomia americana é plural e regionalizada

    Brasil x Noruega

    O Brasil enfrenta a Noruega no domingo, 5 de julho, às 17h (horário de Brasília), pelas oitavas de final. A seleção brasileira chega embalada após vitória sobre o Japão e busca manter o bom desempenho para avançar às quartas de final.

    A Noruega, por sua vez, chega forte após eliminar a Costa do Marfim e aposta em seu principal destaque, Erling Haaland. O duelo promete equilíbrio entre a técnica brasileira e a força física dos europeus em uma partida decisiva.

  • Agricultor cria bandeira do Brasil com 39 mil hortaliças

    Agricultor cria bandeira do Brasil com 39 mil hortaliças

    Uma propriedade rural de Brumadinho, em Minas Gerais, chamou atenção ao transformar a produção de hortaliças em uma homenagem à Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo de 2026.

    O agricultor Djalma Cordeiro utilizou mais de 39 mil mudas de alface e almeirão para formar uma bandeira gigante do Brasil nos canteiros da lavoura. O projeto, que une criatividade, agricultura familiar e paixão pelo futebol, rapidamente ganhou repercussão na região.

    Sonho guardado por quase 30 anos

    Segundo Djalma, a ideia surgiu durante a Copa do Mundo de 1998.

    Por quase três décadas, o agricultor manteve o sonho de criar uma bandeira brasileira utilizando plantas cultivadas na própria terra.

    “Eu sonhava em fazer isso muito antes de chegar aqui, mas nunca tive a oportunidade. Também é uma demonstração da minha torcida pelo hexa.”

    Além da confiança na Seleção Brasileira, Djalma afirma que a expectativa de ver Neymar em campo aumentou ainda mais o entusiasmo para realizar o projeto.

    Como a bandeira foi construída

    Para transformar a ideia em realidade, o agricultor contou com a ajuda do filho, Djordyan Cardoso.

    A etapa de marcação do terreno levou aproximadamente dez dias e exigiu precisão para reproduzir o formato da bandeira.

    Depois disso, foram plantadas cerca de 39,2 mil mudas de alface crespa, alface roxa e almeirão.

    Ao todo, foram utilizadas 140 bandejas de mudas, cada uma com capacidade para 280 plantas.

    Leia mais: Carne suína pode liderar consumo durante jogos do Brasil na Copa

    Propriedade virou atração

    O resultado final superou as expectativas do agricultor.

    A bandeira formada pelas hortaliças passou a atrair visitantes, moradores da região e até grupos de estudantes interessados em conhecer o trabalho desenvolvido na propriedade.

    “Eu nunca imaginei que teria tanta repercussão. Parece algo simples, mas acabou virando uma atração.”

    Há 26 anos trabalhando no local, Djalma também cultiva outras culturas agrícolas ao longo do ano, como pimentão, abobrinha e tomate.

    Além de valorizar o trabalho no campo, iniciativas desse tipo aproximam a população urbana da realidade dos produtores e ajudam a destacar a importância do agronegócio brasileiro.

    Leia mais: Touro mais caro do mundo é brasileiro e vale mais que mansão de luxo

  • Carne suína pode liderar consumo durante jogos do Brasil na Copa

    Carne suína pode liderar consumo durante jogos do Brasil na Copa

    Com expectativa de aumento na demanda por proteínas durante as partidas da Seleção Brasileira, a indústria de alimentos já se prepara para atender os torcedores. Entre as apostas para o período, a carne suína surge como uma das principais opções para churrascos e encontros entre amigos e familiares.

    Levantamento da Scanntech projeta crescimento superior a 10% no consumo de proteínas nos dias de jogos do Brasil. O estudo também aponta que 86% dos brasileiros associam futebol e churrasco, reforçando uma tradição que movimenta toda a cadeia produtiva de carnes.

    Futebol, churrasco e carne

    A relação entre futebol e churrasco faz parte dos hábitos de milhões de brasileiros. Em grandes eventos esportivos, o consumo de carnes costuma crescer, impulsionando supermercados, açougues, frigoríficos e produtores rurais.

    Nesse cenário, a carne suína ganha destaque por oferecer variedade de cortes e praticidade no preparo.

    Segundo Julce Lucion, diretora-geral da Nutribras Alimentos, a preferência do consumidor tem aumentado especialmente em receitas rápidas, que permitem acompanhar os jogos sem passar muito tempo na cozinha.

    “Quando o brasileiro se reúne para torcer, o churrasco quase sempre está presente. A carne suína vem se consolidando como uma escolha importante nesse momento”, afirma.

    Receitas rápidas ganham espaço

    Entre as sugestões da empresa para os dias de partida está o palitinho de filé mignon suíno com pimentões.

    A receita combina cubos de carne já temperada com pimentões verdes e amarelos, preparados na air fryer em aproximadamente dez minutos.

    Outra alternativa é a linguiça suína fatiada na fritadeira elétrica, que fica pronta em cerca de quinze minutos e pode ser servida com cebolas douradas e limão.

    Leia mais: Confira três aperitivos para saborear durante os jogos

    Carne suína segue entre as favoritas dos brasileiros

    Além das receitas rápidas, produtos tradicionais continuam figurando entre os mais consumidos pelos brasileiros em eventos esportivos.

    Entre eles estão a panceta, o torresmo, filé mignon suíno e costela suína.

    O crescimento da demanda durante períodos de grande audiência esportiva também beneficia a cadeia da suinocultura nacional, setor que desempenha papel importante no agronegócio brasileiro.

  • Brasil e Escócia movimentam até US$ 300 milhões no agro

    Brasil e Escócia movimentam até US$ 300 milhões no agro

    Enquanto as seleções do Brasil e Escócia se enfrentam pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo nesta quarta-feira (24), uma relação construída muito além dos gramados segue ganhando força.

    Segundo estimativas da HM Revenue & Customs, órgão do governo britânico, o comércio bilateral entre Brasil e Escócia movimenta entre US$ 250 milhões e US$ 300 milhões por ano.

    O agronegócio, ao lado do setor de bebidas, está entre os principais pilares dessa parceria econômica.

    Relação histórica

    Os laços entre os dois países remontam ao século XIX, quando imigrantes escoceses chegaram ao Brasil em busca de oportunidades econômicas.

    A influência escocesa alcançou diferentes setores da economia e até mesmo o esporte brasileiro. Um dos exemplos mais conhecidos é Charles Miller, descendente de escoceses responsável por introduzir o futebol no Brasil após retornar de seus estudos na Inglaterra na década de 1890.

    Com sangue escocês, Charles Miller foi o ‘pai do futebol brasileiro’ — Foto: Divulgação

    A presença escocesa também ajudou a moldar a indústria nacional. A Antarctica, atualmente pertencente à Ambev, foi fundada em 1888 com participação do escocês William Mackenzie.

    Agro lidera a relação comercial

    De acordo com James Mor-Bell, copresidente do Comitê de Agronegócios da Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil (Britcham), o intercâmbio comercial tem apresentado crescimento consistente desde 2021.

    “As economias do Brasil e do Reino Unido são diferentes, mas o comércio bilateral cresce em ritmo acelerado desde 2021 e, consequentemente, os negócios com a Escócia também avançam de maneira consistente.”

    Em 2023, o Brasil ocupou a 11ª posição entre os principais destinos das exportações escocesas, desconsiderando a União Europeia como mercado único.

    No mesmo período, as exportações da Escócia para o Brasil alcançaram 925 milhões de libras esterlinas.

    Principais produtos exportados pelo Brasil

    Entre os produtos brasileiros enviados à Escócia estão:

    • Café
    • Minério de ferro
    • Açúcar
    • Carnes
    • Celulose

    O que a Escócia vende ao Brasil

    Os principais produtos escoceses exportados para o mercado brasileiro incluem:

    • Scotch Whisky
    • Equipamentos para petróleo e gás
    • Tecnologias offshore
    • Bens industriais
    • Serviços especializados

    “A exportação escocesa mais conhecida pelos brasileiros, especialmente por quem vai assistir ao jogo, eu presumo, é o whisky. Há muitos anos ele figura entre os principais produtos enviados ao Brasil e aparece com destaque nas estatísticas, assim como o gin, uma bebida tradicional produzida a partir de insumos agrícolas.”

    O whisky escocês é feito de grãos e envelhecido em barris de carvalho por no mínimo 3 anos — Foto: Divulgação

    Mercado britânico abre espaço para o agro brasileiro

    Para os próximos anos, o agronegócio deve continuar sendo um dos principais motores da relação entre Brasil e Escócia. Apesar do tamanho reduzido do mercado escocês, o Reino Unido representa uma oportunidade mais ampla para exportadores brasileiros.

    “O país importa cerca de metade dos alimentos que consome e busca diversificar seus fornecedores.”

    Nesse cenário, especialistas avaliam que o Brasil tem espaço para ampliar sua participação no mercado britânico.

  • Argentina leva 500 kg de carne para a Copa e mantém tradição do churrasco

    Argentina leva 500 kg de carne para a Copa e mantém tradição do churrasco

    Além do futebol, a carne bovina ocupa um lugar de destaque na cultura argentina e acompanha a seleção nacional até mesmo nos maiores eventos esportivos do planeta. Durante a Copa do Mundo de 2026, a Associação Argentina de Futebol (AFA) decidiu manter viva uma das tradições mais emblemáticas do país: o churrasco.

    No último sábado (20), a delegação argentina participou de um momento de confraternização marcado por música típica e uma grande variedade de cortes bovinos. Imagens divulgadas pelo presidente da AFA, mostraram que alguns atletas também assumiram funções na churrasqueira.

    Entre eles estavam o goleiro Emiliano “Dibu” Martínez e o atacante Lautaro Martínez, que participaram ativamente do preparo das carnes durante o encontro.

    Leia mais: Seleção norueguesa embarcou 300 kg de peixe para a Copa; entenda o motivo

    https://www.instagram.com/reel/DZyxPDHMxbi/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    A tradição veio acompanhada de uma grande logística, já que a delegação transportou mais de 500 quilos de carne para a América do Norte. Assim, os atuais campeões mundiais puderam manter o consumo dos cortes mais tradicionais da gastronomia argentina, como vazio, lombo, matambre, costela e bife de chorizo.

    Argentina busca vaga no mata-mata

    Dentro de campo, a equipe comandada por Lionel Scaloni mantém o bom desempenho no torneio. Após estrear com uma vitória por 3 a 0 sobre a Argélia, com hat-trick de Lionel Messi, os argentinos voltaram a vencer na segunda rodada do Grupo J ao superar a Áustria por 2 a 0.

    Com o resultado, a Argentina garantiu sua classificação para a fase eliminatória e reforçou sua condição de uma das favoritas ao título.

  • Mato Grosso coloca carne na mesa de 1 em cada 8 brasileiros

    Mato Grosso coloca carne na mesa de 1 em cada 8 brasileiros

    Quando o apito inicial soa nos estádios da Copa do Mundo de 2026, milhões de brasileiros já estão em frente às grelhas. E boa parte da carne que vai chegar às mesas nesses dias de jogo atravessou as fazendas, frigoríficos e rodovias de Mato Grosso antes de chegar ao prato.

    O estado responde por 13% de toda a carne bovina disponível para consumo no Brasil. A conta é simples e expressiva: a cada oito quilos ingeridos pelo brasileiro, um quilo teve origem mato-grossense.

    Os dados são do Secex (Secretaria de Comércio Exterior) e cobrem o ano de 2025. Mato Grosso produziu 2,006 milhões de toneladas de equivalente carcaça bovina no período. Desse total, 978 mil toneladas seguiram para 92 países: uma presença no mercado externo que coloca o estado entre os principais exportadores de proteína animal do mundo. Mas o dado que chama atenção desta vez é o que ficou dentro do país: 1,027 milhão de toneladas, suficiente para garantir uma oferta média de 4,82 quilos de carne bovina por habitante ao longo do ano.

    A discussão sobre exportação costuma dominar o noticiário do agronegócio mato-grossense, e não sem razão. Os números de 2025 deixam evidente que o mercado interno também depende da produção do estado de forma estrutural.

    “Esses dados mostram algo igualmente importante: a contribuição da nossa cadeia
    produtiva para a alimentação dos brasileiros”, diz Bruno de Jesus Andrade, diretor
    de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac).

    Para ele, a Copa amplifica esse papel.

    “Em um período de grande mobilização, quando aumenta o consumo de carne em confraternizações e eventos, Mato Grosso segue desempenhando um papel estratégico para garantir o abastecimento do mercado interno”, afirma.

    O fluxo que transforma o campo em proteína envolve fazendas de criação, plantas frigoríficas e uma extensa rede logística — tudo concentrado em um estado que ocupa posição de liderança no rebanho nacional há anos. A Copa passa. A demanda por carne, não.

  • Onça-vidente aposta em derrota do Brasil contra o Haiti

    Onça-vidente aposta em derrota do Brasil contra o Haiti

    Uma brincadeira realizada no Gramado Zoo, no Rio Grande do Sul, viralizou nas redes às vésperas de mais uma partida da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Desta vez, a onça-pintada que costuma participar da atividade indicou um resultado desfavorável para o Brasil no confronto contra o Haiti, marcado para esta sexta-feira (19).

    Segundo o zoológico, a onça chegou a se aproximar da caixa do Brasil, mas acabou escolhendo a que representava o Haiti, indicando uma possível vitória da equipe adversária.

    A onça ficou famosa por acertar os resultados dos jogos do Brasil durante a Copa de 2022 e também o placar do amistoso mais recente da seleção contra o Marrocos — Foto: Reprodução/Gramado Zoo

    A bióloga Tathiana Gosaric de Barros, responsável técnica pelo Gramado Zoo, destaca que não existe qualquer comprovação científica para esse tipo de previsão.

    “Não há evidências científicas de que a onça-pintada possua algum tipo de capacidade sensitiva para prever acontecimentos, como o resultado de uma partida de futebol. O que observamos durante essas atividades são comportamentos naturais de exploração e interação com os estímulos oferecidos”.

    Como funciona a dinâmica

    Para realizar a atividade, os tratadores posicionam duas caixas de papelão contendo iscas de carne. Uma delas recebe a bandeira da Seleção Brasileira, enquanto a outra é identificada com a bandeira do país adversário.

    Em seguida, a onça é liberada no recinto e escolhe uma das opções. A seleção feita pelo animal é interpretada como um palpite para o resultado da partida.

    Além disso, a ação integra o programa de enriquecimento ambiental desenvolvido pelo zoológico. O principal objetivo é estimular comportamentos naturais da espécie e promover o bem-estar animal.

    Acertou tudo

    A onça-pintada foi transferida para o Gramado Zoo em 2012, onde permanece sob cuidados especializados.

    Durante a Copa do Mundo de 2022, a fêmea escolheu a caixa do Brasil antes da estreia da seleção. Na ocasião, o palpite coincidiu com a vitória brasileira por 2 a 0 sobre a Sérvia.

    Fêmea já previu vitória da Croácia sobre o Brasil, em 2022 — Foto: Reprodução/Gramado Zoo

    O zoológico também repetiu a experiência para a partida diante de Camarões. Dessa vez, a onça demonstrou indecisão, aproximando-se das duas caixas antes de fazer a escolha. O resultado em campo foi a derrota do Brasil por 1 a 0.

    Agora, a expectativa é acompanhar se o novo palpite se confirmará. A Seleção Brasileira enfrenta o Haiti às 21h30 (horário de Brasília), no estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia, nos Estados Unidos.